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Olá, saúde agora começando com muita informação para você. Hoje vamos falar sobre a relação da baixa testosterona com a obesidade. Será que essa relação pode comprometer a saúde masculina? Convidamos a Dra. a Milene Guirado, endocrinologista, para esclarecer tudo pra gente. Ela já está conectada. Seja muito bem-vinda, Dra. Milene. Bom dia e muito obrigada. Um prazer tá aqui com algum tema que gera aí tanta polêmica, né? Exatamente, doutora. Um tema que gera polêmica, um tema também delicado, né? E muito complexo. Então, a gente vai entender tudo agora, né? Primeiro vamos esclarecer se realmente tem relação, né, o por que essa essa relação tem acendido um alerta aí sobre os impactos da saúde hormonal masculina. De fato, tem relação, então, doutor, a obesidade com a baixa testosterona? Sim, sim, tem uma relação, ela é tanto causa como consequência. Então, quando o homem ele ganha peso, aquela gordurinha ela vai gerar algumas alterações que vão diminuir a produção dele de testosterona. E a testosterona baixa, por sua vez, favorece mais acúmulo de gordura, menor ganho de ração madra. por aí a gente vai formando um obstácio nesse processo. E doutora, quais são as funções da testosterona, né, pra gente entender realmente a fundo sobre esse tema, explicar um pouquinho para quem tá em casa acompanhando o saúde agora, então fale primeiro das funções e aí depois a gente contextualiza um pouquinho sobre os sintomas aí da deficiência, tá bom? Muita gente pensa, né, que a testosterona tá só libido, essa pontinha do iceberg, ela tem um um muito grande e muito ampla nosso corpo. Então, ela tá de fato relacionada, desejo sexual, a perdidade, principalmente nos homens, mas ela tem outras funções. Ela ajuda ali na nossa composição corporal, então ela melhora a nossa massa, mã, ela reduz a nossa quantidade de gordura, ela tem uma importância fundamental ali do homem, a disposição, energia, memória, raciocínio. Ela é responsável ali em grande parte pela sensação de bem-estar masculino. o efeito dela é muito amplo. E Dra. Milene, como que a gente pode falar sobre a questão então dessa obesidade, né? Existe uma idade que a gente precisa ter mais atenção, que os homens, né, precisam ter atenção, eh, crianças, como que funciona para ter esse sinal de alerta aí aguçado que eu preciso me cuidar, tá? Até pouco tempo atrás mais homens mais velhos, justamente porque nessa idade a composição cultural começa a se modificar. Mas o que a gente tá vendo hoje? Nós estamos vendo homens cada vez mais cedo com obesidade, comem mal, vivem mal. E a gente começa a observar essa queda de testosterona já de adultos jovens e até meses adolescentes. Isso é muito preocupante porque inadência no início da vida a pessoa jovem é quando ocorre um pico de óssea no no homem. com a testosterona, eu não falei anteriormente, né, mas ela tá relacionada à formação óssea. Tanto é que nos homens, quando a gente tem um diagnóstico de osteoporose, a principal causa é a testação baixa. Então é um hormônio fundamental. Antigamente a gente se preocupava mais quando ele chegava com a determinadidade lá 50 anos, 45, 50 anos. Hoje, quando o homem ele já tem uma obesidade até investigar essas alterações. E é possível ter eh perceber esses sinais de alerta, doutor? Existe um sintoma específico para isso ou não? Só apenas com exame clínico. A gente vai chegar na parte do exame, mas eh esse homem ele consegue ter essa percepção de que alguma coisa está errada? Olha só. interessante. Alguns sintomas eles chamam muito atenção, eles são mais característicos. Por exemplo, é a questão da libido, então libido baixa, disfunção inétil, né? Eh, sintomas relacionados mais a essa questão sexual, como diminuição de agressão matinal. Quando o paciente tem essa queixa, a gente já fez o alerta línguo, né? Cia testosterona. E existem outros sintomas que são mais inespecíficos, como fadiga, cansaço, espaço mental, baixo rendimento treino, eh posção ruim, mesmo e aquela indisposição que a gente sabe bem onde e eles são inespecíficos porque várias outras coisas. Então a gente tem que saber separar pessoas queada estressadas, né? uma rotina muito louca, muito inteligente. Esses sintomas se confundem muito, mas daí quando a gente tem um fato que faz a gente pensar que possa ter uma deficiência de testosterona, aí nós vamos precisar lação de exames laboratoriais e às vezes de imagem também para entender melhor o que tá acontecendo. E doutora, falando agora sobre a questão mesmo da obesidade, né, que foi ali o primeiro, a primeira pergunta, né, do tema específico, eh, do nosso quadro, eh se então essa esse paciente ele está acima do peso, está é considerado obeso, mas tem também essa dificuldade de emagrecer, né? Eh, como sair desse ciclo então vicioso, né, para poder chegar ali naquele peso ideal para fazer essa reposição hormonal hormonal? Como que funciona, doutora? Eh, de fato, é um ciclo precisa ser quebrado, né? Não é fácil, justamente porque quando ele tá com a testosterona baixa, a disposição fica muito fadiga. Então a gente fala para ele ter uma vida ativa, mas nem todo mundo consegue justamente esse sintomas. Então o que que a gente faz? a gente em alguns casos a gente repõe essa testosterona, o paciente ele realmente começar ali a mudança, mas não significa que ele vá precisando dessa dessa testosterona assim como se fosse uma ajuda, né? essa testosterona base para associar a obesidade, a gente não tem uma síndrome que a gente tem o nome de síndrome de então ela na maioria das vezes ela é um síndrome, então dificilmente o paciente vai precisar da test porque não é um um problema, uma não tem algum defeito de algum órgão, é estilo de vida mesmo. ela só acontece eh a principal, né, medicação, digamos assim, doutora, é a mudança do estilo de vida desse paciente, né? Sim, com certeza. É, não, eu só ia reforçar que às vezes eu acho muito difícil ele iniciar essa mudança de estud não. E a gente tava falando sobre a questão dos sintomas, né? né? Foi mencionado cansaço, desânimo. É difícil chegar nesse diagnóstico, né? Você eh percebe como endocrinologista esse desafio de chegar nesse diagnóstico, doutora? Porque como diferenciar esses sinais, né? De repente é um cansaço mesmo do dia a dia, às vezes, né? Pode ser outras situações e não abaixa testosterona. É desafiador chegar realmente nesse exato resultado assim preciso sobre a baixa testosterona? Eu digo que o mais desanador é considerar essa hipótese, porque como alguns sintomas são muito inespecíficos, pode ser uma infinidade de coisas para dessa pessoa. Então, se eu tenho essa suspeita, eu preciso investir 10 anos. E nós vivemos no mundo cada vez mais muito, cada vez mais a gente tá mais cansada. Então a gente precisa separar para tentar entender ali se existe a possibilidade da parte hormonal tá envolvida. Muitos homens demoram muito chegar para fazer essa investigação. E então, além, doutora, além dessa mudança de hábito, né, como alimentação, atividade física para tentar sair desse ciclo, né, eh abordagem médica também multidisciplinar pode, né, ajudar nesse sentido, né, com outros especialistas. E o tratamento mesmo mais eficaz, qual seria, né? Além da dessa reposição, teria medicamentos também? Porque daí é uma eh uma associação de tudo, né, doutora, nesse sentido, por conta da obesidade, o emagrecimento. Sim, o tratamento ele é sempre multidisciplinado, né? Quando a gente tem ali uma baixa testosterona, essencialmente ali pela obesidade mesmo, a mudança de estilo de vida. E quando eu falo mudança de estilo de vida engloba coisa. Então ele vai ter que uma nutrição adequada, uma alimentação do ele vai ter que treinar de verdade. Não é um treino bobinho, treino fofo, é um treino de verdade que vai ali forçar os seus músculos a crescerem. né? Ele precisa ter um sono adequado, ele precisa aprender a gerenciar o estés, envolve inteligência emocional, envolve muita coisa. E quando você me pergunta, vai precisar com a sua plenidade alguma outra coisa? Cada paciente vai ter uma diferente de acordo com a realidade que vivim. Então não existe uma resposta única, doutora. Mas a mensagem que fica então sobre esse tema é que não precisa também de pânico, né? Não precisa se preocupar porque existem, né, eh, metodologias e também hábitos que precisam ser mudados para chegar exatamente ali numa condição, numa boa qualidade de vida, né? Sim, travou um pouquinho aqui. Eu não viis, eu só vi o finalzinho. Eu disse, doutora, que nessa mensagem que fica, né, sobre esse tema, é que justamente não precisa de pânico, né? Existem tecnologias, metodologias e o principal, como você mesmo mencionou, a mudança de vida para chegar aí na qualidade de vida, né, e no bem-estar. Sim, com certeza. Isso não é um diagnóstico ele é potencialmente reversível e nós estamos aqui justamente para ajudar mesmo esse paciente sair desse mar que ele se encontra e tem uma vida boa, qualidade de vida, né? É. Tá certo, Dra. Milene, muito obrigada por ter participado do nosso quadro saúde agora. Muito obrigada pelas suas explicações. Foi um prazer. Eu que agradeço. Bom, o nosso quadro chegou ao fim. Espero que você tenha gostado. Continue na programação da TV Câmara Campinas e te espero na próxima edição do Saúde agora. Até mais.