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Olá, [música] saúde agora no ar, o quadro que aborda os mais relevantes temas da atualidade, sanando dúvidas e, é claro, levando informação de credibilidade, dicas e orientações sobre saúde e bem-estar. Hoje vamos falar sobre o vínculo materno e saúde do bebê, como o bem-estar da mãe molda o desenvolvimento da criança. Convidamos a Lidiane Pavani, terapeuta comportamental e integrativa para esse bate-papo. Seja muito bem-vinda, Lidiane. Eu que agradeço pelo convite, Cassiane. Obrigada, Lidiane. É muito importante, né, e interessante, né, falarmos sobre esse tema, desse vínculo materno, no sentido de que logo no nascimento, o desenvolvimento emocional desse bebê, ele depende diretamente aí de como a mãe se sente. Explica pra gente como que é vista, né, qual que é o cenário desse vínculo. Sim. Eh, o bebê tá totalmente ligado à mãe porque mesmo antes, né, no ventre, antes do bebê compreender, ele sente. Então, aquela frase, né, tudo que a mãe sente, o bebê sente, é uma frase muito real, porque ele tá se nutrindo de tudo aquilo que a mãe come. Então, tudo o que a mãe sente, ele também está sentindo, Ciane. E como que a gente pode classificar então, Lidiane, os comportamentos, né, dessa mãe? Eh, no sentido assim de como que ela vive? Eu acredito que tenha também uma questão muito emocional, né, de como ela está eh gerando esse bebê, como que é o cenário da gestação, tudo isso interfere então, né, como que é o sentimento que ela tá tendo, porque a gente sabe que na gestação a gravidez ela muda muito, né, tanto o físico quanto o emocional. Então, quais são esses comportamentos assim primordiais durante essa fase da gestação? Sim. Eh, durante a gestação, a mulher tá mudando os hormônios, eh, vem junto com isso o medo de se tornar mãe, o medo de como ela vai criar esse bebê. Sempre existe, né, esses medos para a mãe. Então, o que acontece? tudo o que aconteceu com a mãe na infância dela, tudo que ela passou, isso pode ser bom ou ruim para ela. Então, o que acontece muito, Cassiane, eh uma criança que teve ali uma infância difícil, ela vai ter o medo do filho passar pela mesma situação. Eh, como a mãe dela foi com ela, isso também gera o medo. Como eu posso ser uma mãe, né? se eu não recebi o amor, se eu não recebi a atenção, todas essas frustrações que ela passou, ela se preocupa demais. Então, é um ambiente que vai causar sempre aquele medo. Então, eh, ser mãe não vem com aquele aquela cartilha como é ser mãe. Eh, então, é a ser mãe é como você disse, né? Não tem aquele manual, a pessoa ela não tem que seguir aquelas regrinhas, né? Isso é um aprendizado, mas tudo vale e na questão do que ela essa pessoa tá sentindo, né? Por exemplo, Lidiane, vamos falar já no nascimento, né? Esse bebê, então, ele nasceu, ele tá ali sendo amamentado. O esse período da amamentação, esse vínculo também no momento da amamentação, ele também é muito importante aí para esse desenvolvimento, né? Porque não é só colocar o bebê para mamar, tem essa interação, tem que ter um sentimento ali, você como terapeuta, né, comportamental, o que que você observa quando atende, né, esses pacientes com algumas queixas assim no sentido mesmo de essa relação de mãe e bebê. Sim. Eh, quando há existe a amamentação, a gente percebe um adulto mais seguro, uma um adulto que se tornou alguém que realmente confia nas pessoas, que consegue realmente manter, sustentar um relacionamento. Por quê? Porque houve esse vínculo. E quando é criado esse vínculo entre mãe e bebê, a criança se sente mais tranquila, a criança se sente acolhida. o afeto, o toque, o carinho, o cuidado. Quando não existe a amamentação, a gente percebe um adulto que ele é mais inseguro, que ele é difícil de acreditar nas pessoas, que não se envolve facilmente, que tem medo. Então, a mãe é realmente essencial na criação de uma criança de tornar-se um adulto seguro. Tudo começa realmente na mãe e assim no sentido é dessa questão do vínculo, né? a gente eh fala muito sobre essa questão do que a mãe sente. Isso passa pro bebê, Lidiane, um choro excessivo, quais são os comportamentos, né, que a gente pode classificar que são emocionais, eles são caracterizados por conta, talvez da falta desse afeto ou então dessa mãe que ainda não eh não se vê, né, na maternidade ou ainda tem esses traumas. São muitos desafios. Então, a gente pode classificar um comportamento aí nessa primeira infância, né, no nascimento com um choro excessivo ou algumas eh não consegue se alimentar, não consegue fazer a pega da amamentação, por exemplo. Isso interfere também no sentimento dessa mãe. Como que a gente pode trabalhar nesse sentido e passar para quem tá em casa que e que tem também essa dificuldade, né? orientar essa pessoa que passa por essas esses desafios constantes. Primeiro de tudo, Ciana, eu quero trazer que não é a culpa que nós não estamos aqui para culpar a mãe, mas nós estamos aqui para mostrar para ela que o estado emocional dela, cuidar desse estado emocional ser egoísta, mas é entender realmente que ela, cuidando de si, ela consegue trazer ao mundo adulto que vai ser muito mais eh ter muito mais facilidade em lidar com a vida aqui fora. Então, como que a gente tem que olhar? né? Não é o que acontece, mas a maneira como ela vai lidar com o que acontece. Então, a o bebê que não tem a pega, o desespero da mãe, o choro dela mesmo, não estamos falando nem da criança, estamos falando da própria mãe, eh o desespero dela em lidar com a situação, o que ela precisa, em primeiro lugar, fazer é se acolher, é entender que não nasceu somente um bebê, nasceu uma mãe. E se ela aprender a ser mãe junto com o bebê, vai ser muito mais fácil para ela. Não existe essa cartilha que nós dissemos, né? Mas existe sim o feeling de uma mãe, porque uma mãe consegue entender o bebê, o que tá acontecendo. Então é realmente ela ter mais paciência com ela em primeiro lugar, ter entender que ninguém nasce sabendo e que ela vai começar a aprender junto com o bebê. Então o bebê não teve apego, então calma, respira, né? vai tentando, vai tendo a sabedoria de saber como lidar com o próprio sentimento dela. O bebê vai chorar porque é a única maneira dele se comunicar nesse início de vida dele. Então ela entenda que sempre o bebê vai chorar, mas é o choro de fome, o choro de de uma fralda suja, o choro de dor, ela vai começar a entender. Então ela precisa, em primeiro lugar, estar bem com ela mesma para que ela possa então conseguir lidar com os sentimentos dela e saber como ela vai lidar com o próprio filho. Tem essa questão também, né, eh, doutora, da sobrecarga, né, que afeta também não só a mãe, como acaba também afetando essa criança. sobrecarga que eu digo, né? Uma mãe que trabalha fora, que tem que levar o filho pra escola, que talvez não tenha uma rede de apoio, isso acaba também interferindo, né? E a saúde mental faz toda a diferença, né? Cuidar da saúde mental faz diferença nesse sentido. Como que você enxerga também, né, essa situação dessa sobrecarga? Como nós estávamos falando sobre isso? É, realmente a sobrecarga ela muda a vida de qualquer pessoa, né? Estamos falando de mãe, mas é todo mundo. Então, eh, é olhar para essa mãe e entender que ela não vai ser perfeita. Primeiro lugar, é, eu acredito que nas redes sociais, em muitos lugares, tem muito isso de ai a maternidade é linda, a maternidade é maravilhosa, a gravidez é algo incrível que transforma a mulher. Gente, não é isso. É lindo, mas a situação que a pessoa passa, acorda que não tá bem, né? Os enjoo, todo esse medo, né, de como eu vou lidar com todas as coisas que estão acontecendo, eu tenho mais um filho, eu trabalho fora, todas essas coisas. Então, realmente, uma pessoa que é sobrecarregada e não tem rede de apoio vai sim, né, ter uma maneira mais eh difícil de lidar com a situação. Mas o que é preciso muito ver é realmente é se respeitar e entender. Estou fazendo o meu melhor, né? Estou me dedicando e olhar mais para si em primeiro lugar, Cassiane, porque se ela estiver bem, ela consegue lidar melhor com a situação e se ela não estiver bem, vai ser muito mais difícil para ela conseguir lidar com tudo isso. Eidiana, estava falando sobre algumas eh ela olhar, né, enxergar de uma maneira diferente essa situação que ela vive, né? Então, quais são essas estratégias, né, essas estratégias práticas aí pro dia a dia, para ajudar essa mulher a equilibrar toda essa balança emocional, né, diante da maternidade e também de alguns traumas, né, que ela passou e para não transferir isso pro bebê, pra criança, né, para não se tornar esse adulto aí, digamos, frustrado, né, como você bem disse aí no começo aqui desse nosso bate-papo. Então, eh, você, né, na sua profissão, na sua especialidade, como que você aconselha, né? Quais são as orientações para essa mulher que vive essa situação aí de frustração diante desse cenário da maternidade? Primeiro de tudo, Cassiane, é entender que realmente não existe algo perfeito. O que existe são situações que teremos que lidar. Então é entender que não vai ser tudo lindo e maravilhoso, mas que ela pode sim transformar as coisas e começar a delegar. Ela pode não ter uma rede de apoio grande, mas o marido vai estar do lado. Então, realmente olhar para esse marido e pedir uma ajuda, pedir já deixar as coisas mais ou menos alinhadas em casa, o tempo que ela tiver, o primeiro tempo que tiver é ter um tempo de qualidade para ela, tomar um banho, porque é essencial quantas mães, né, vão entender sobre o que eu tô falando. Eh, poder entrar num chuveiro e tomar um banho, lavar a cabeça, secar o cabelo. Eu acho que já começa por aí. A gente começa pelo simples. Eu não vou começar falando coisas muito diferentes porque não é a realidade de todos, né? Ir para um salão de beleza não é a realidade de todos. Então é realmente, vamos começar pelo simples, é entrar no banheiro, poder tomar um banho tranquilamente. Isso é qualidade. Então ter momentos de prazer para ela é isso, entrar no banho, tomar aquele banho, simplesmente respirar e sair de lá. Vamos continuar agora a vida com o que temos e não tentar criar um cenário muito diferente, porque não é acessível para todas as pessoas. E também acho que fica a mensagem, né, Dra. Lidiane, daquela situação que nenhuma família é igual, né? O que é certo para mim pode ser, não pode ser pro outro, né? Então tem aquelas questões também de comparações, né? Então, eh, a mensagem também é que cada realidade é diferente, né, para uma pessoa e não existe culpa, como você mesmo mencionou, eh, fazendo aí no dia a dia, utilizando essas práticas no dia a dia, tudo dá certo no final das contas, né? Sim, tudo dá certo, né? Então, olhe para si, em primeiro lugar, né? Cuidar da mãe é diretamente estar está estar ligado ao desenvolvimento do bebê. Então, cuidando da mãe, a gente gera uma geração melhor, né? Quanto que é imprescindível isso de ter a pessoa olhando para si para que depois ela consiga olhar pro filho. Poxa, que bom que eu consegui trazer um ser humano melhor, né, para esse mundo. Tá certo, doutora? Muito obrigada, viu, pela sua participação, compartilhar com a gente essas informações, essas dicas, né, e orientações para quem vive esse cenário, então, sobre a maternidade e sobre como então a saúde mental e também esse vínculo, né, afetivo aí da maternidade pode afetar aí no desenvolvimento da criança. Então, mais uma vez muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde Agora. Eu que agradeço o convite. Obrigada. Bom, pessoal, o saúde agora fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Obrigada pela sua companhia. Continue aproveitando a programação da TV Câmara Campinas. Te espero na próxima edição do Saúde Agora. เฮ