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Saúde Agora | Saúde das crianças no outono: prevenção e dicas essenciais
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Saúde Agora | Saúde das crianças no outono: prevenção e dicas essenciais

29 views Publicado 23/04/2026 HD · 14:04
Resumo editorial

O quadro Saúde Agora aborda os cuidados com as crianças durante o outono em Campinas, estação marcada pela queda de temperatura, ar mais seco e aumento na circulação de vírus respiratórios. A pediatra e alergista convidada, membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia, explica que a via respiratória das crianças fica mais fragilizada nesse período, com proteção diminuída e maior susceptibilidade a infecções, agravadas pela tendência das pessoas se aglomerarem em ambientes fechados por causa do frio. A conversa detalha os vírus mais comuns da estação, com destaque para influenza A e B como principal preocupação, além de casos remanescentes de Covid-19, vírus sincicial respiratório e rinovírus. O programa também orienta como diferenciar gripes de resfriados, os cuidados redobrados com crianças alérgicas, sinais de alerta que indicam necessidade de procurar atendimento médico, e a importância da vacinação atualizada e da higiene cotidiana para evitar surtos em escolas e creches campineiras.

Descrição do vídeo

No quadro Saúde Agora da TV Câmara Campinas, especialistas alertam para os desafios respiratórios enfrentados pelas crianças durante o outono, estação marcada por queda de temperatura, ar mais seco e maior circulação de vírus respiratórios. Com base em dados do Ministério da Saúde, essa período registra aumento significativo de atendimentos em emergências pediátricas por infecções como bronquiolite, gripe e resfriados, especialmente em crianças menores de dois anos. A conversa aborda como o ar seco fragiliza as vias respiratórias infantis, reduzindo a proteção natural e facilitando infecções. Fatores como aglomerações em escolas e creches amplificam a transmissão, com crianças podendo ter até seis a oito episódios de resfriados por ano. Vírus como influenza A e B, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e casos residuais de COVID-19 são os mais comuns, com o VSR responsável por até 75% das bronquiolites em bebês. 🩺 Diferenciação de sintomas: Gripes apresentam febre alta, dor no corpo e prostração, diferentemente dos resfriados com coriza e febre baixa. Em crianças alérgicas, infecções virais agravam rinite (obstrução nasal, espirros, coceira), confundindo sintomas. Asma e bronquiolite demandam atenção redobrada em grupos de risco, como bebês e asmáticos. Prevenção é o foco principal: hábitos saudáveis incluem alimentação natural, sono adequado, hidratação e evitar ambientes fechados. A lavagem nasal diária com soro fisiológico, idealmente no banho, remove secreções e previne infecções secundárias e tosse por gotejamento posterior. Para crianças em creches, reforçar higiene das mãos e ventilação reduz riscos. 🚨 Sinais de alerta para atendimento imediato: Febre alta persistente, prostração, tosse intensa ou desconforto respiratório (chiado, respiração rápida) exigem ida ao médico ou hospital, evitando complicações como pneumonia. Vacinação surge como pilar essencial. A vacina contra influenza do SUS é trivalente (protege contra duas cepas A e uma B), enquanto a particular é tetravalente (duas A e duas B). Em 2026, com a linhagem B/Yamagata inativa desde 2020, ambas oferecem eficácia equivalente contra cepas circulantes. A vacina usa vírus inativado, não causa gripe, apenas ativa o sistema imune. Grupos prioritários, como crianças de risco, devem priorizar. O quadro reforça: verifique a caderneta de vacinação e consulte pediatras preventivamente, antes de crises. Mudanças climáticas, poluição e alergênicos (pólen, mofo) exacerbam quadros em alérgicos. Assista ao vídeo completo para orientações práticas da pediatra e alergista Dra. Estela Sant, membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia, e proteja a saúde dos pequenos no outono. Deixe seu like 👍, comente suas dúvidas sobre prevenção respiratória em crianças e compartilhe com pais e responsáveis! Qual dica você vai adotar primeiro? Inscreva-se no canal para mais conteúdos sobre saúde infantil, vacinação e doenças sazonais. Outono seguro começa com prevenção: vacinação em dia, lavagem nasal e hábitos saudáveis salvam vidas. Fique por dentro das campanhas do SUS e consulte profissionais. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bem-vindo ao Saúde Agora. Hoje vamos falar sobre a saúde das crianças no outono. Quando cai um pouco a temperatura e o ar fica mais seco, se para nós adultos essa mudança já é sentida, para as crianças o desafio é ainda maior. Para abordar esse tema, convidamos a Dra. Estela Sant, ela é pediatra e alergista e também membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia. Seja muito bem-vinda, doutora. Muito obrigada. Obrigada pela oportunidade e por poder falar esse esse assunto tão importante aí nesse momento. Exatamente, doutora. Bom, né? A gente sabe que nesse período, né, ar mais seco, queda de temperatura, as crianças ficam mais vulneráveis, né, a doenças respiratórias, porque elas têm eh um tem uma situação de risco, né, tem existe um grupo de risco aí para as crianças em determinadas faixas etárias para ser tão acometidas nesse período. Sim, com certeza. Esse período é um período de tempo mais seco, mais úmido. Então começa pela fragilidade aí da nossa via respiratória que fica mais seca, a proteção fica teoricamente diminuída e fica mais suscetível, né, as infecções. Sem contar que é um período que eh de frio que as pessoas ficam mais aglomeradas, facilitando aí a transmissão das infecções respiratórias, certo? E Dra. Estela falando sobre os vírus, né? Nesse período, quais são os vírus mais comuns, né? A gente fala também a respeito de um cenário, eh, sobre a influenza, né? né? Queria que eh você retratasse também aqui no Brasil sobre esses vírus, principalmente nesse período. Sim, ó, nessa fase, eh, a gente tá vendo muitos casos de influenza, influenza A, influenza B, mas também circulando outros vírus, eh, alguns casos de COVID, o vírus incicial respiratório, rinovírus, mas a grande preocupação, assim, a meu ver, nessa fase são os vírus da influenza, né, os causadores das gripes. E doutora, eh, paraa gente abordar sobre a diferença, né, as diferenças aí dos vírus, né, gripe, resfriados, uma criança que ela é alérgica, por exemplo, né, os cuidados eles têm que ser redobrados. Como eh saber diferenciar então esse sinalzinho de alerta para identificar talvez o tratamento mais eficaz nesse sentido? Sim. Então, as crianças alérgicas nessa fase, com certeza elas elas têm um componente a mais aí de desregulação, né? Eh, assim, falando das diferenças, no caso das gripes, geralmente os sintomas sistêmicos são mais eh fortes. Então, é aquela pessoa que tem dor no corpo, que tem febre alta, queda do estado geral, geralmente caracteriza a gripe, né? Diferente aí do resfriado, que os sintomas são mais a menos. Então, geralmente tem uma coriza, uma febre baixa, mas ambos podem desencadear a rinite, principalmente no alérgico, né? Mas caracterizando a rinite alérgica são sintomas de obstrução nasal, espirros, coriza que acontecem na exposição do alérgeno, né? Mas a pessoa alérgica, ela fica mais suscetível porque uma infecção viral desencadeia sintomas de rinite, sabe? Então, sintomas de gripe às vezes ficam meio confusos nessa fase, mas basicamente a diferença é na gripe, sintomas bem fortes, o resfriado mais ameno e nas alergias geralmente sintomas de via aérea superior de nariz, toques, corre, espirra, coça. E doutora, nesse período, né, além, é claro, de ter essa aglomeração também, esses fatores externos, né, existe os vírus, eh, a criança que está na escola, por exemplo, né, principalmente as que vão paraa creche, elas tendem a ter mais esses resfriadinhos, né, porque é o contato. Então, qual que é a recomendação nesse sentido também, né? Além de se prevenir contra a gripe e o vírus, também tem a questão da escola, né? A imunidade fica um pouquinho mais baixa. Sim, com certeza. As crianças ali, uma pertinho da outra, a circulação do vírus aumenta demais. Então, assim, no sentido de fortalecer o sistema imune, tentar o máximo possível ter hábitos de vida saudável. Então, deixar a criança se alimentar eh comida de verdade, uma alimentação natural, eh ter o descanso necessário, então ter noites de sono bem dormidas, eh hidratação bastante água nesse período, eh evitar de frequentar locais muito fechados, aglomerações, né? E sempre, sempre isso eu falo que é é a ferramenta do do pediatra, é orientar a lavagem nasal. Então é importantíssimo que a gente faça a lavagem nasal para tirar essa secreção da via aérea, para evitar a infecção secundária de um resfriado. Então aquela secreção paradinha pode desencadear a infecção secundária para evitar sintomas eh nasais, para evitar tosse pelo gotejamento posterior por secreção. Então a lavagem nasal é fundamental. hábitos de vida saudável para fortelas ter o sistema imune e deixar a via aérea aí sempre limpinha. Paraa lavagem nasal, ela pode ser feita também assim fora desse período. É recomendado também ou somente já quando o narizinho já começou a ficar entupido ou não? Pode criar um hábito mesmo de fazer essa limpeza? Sim, com certeza. pode criar um hábito diário durante o banho, vai lá, limpa o narizinho. Em épocas que a gente percebe uma maior produção de secreção, intensificar aí o hábito. Mas no dia a dia é importante deixar sempre essa via aérea limpinha, fazer como um hábito durante o banho, certo? E doutora, vamos eh contextualizar um pouquinho sobre a questão do atendimento prioritário, né? Quando então esse pai, o responsável, ele deve levar a criança até um centro de saúde, um hospital, para fazer esse acompanhamento, esse atendimento, já que lá também existe a existe a probabilidade também, né, de ter vírus por conta mesmo dessa aglomeração. Olha, eu acho primeiro importante que seja feita a prevenção. Então, notou que tá com uma corisa, que tá com hábitos do dia a dia eh um pouco diferentes assim do normal, é legal que acompanhe com seu pediatra, com seu alergista para fazer o tratamento preventivo e para ter umas orientações de resgate nos momentos das crises. Porém, existem sinais de alerta que não dá para ficar em casa. Então, no caso daquela criança que tá muito prostrada, tá com uma febre alta e persistente, eh tá com tosse persistente, mostrando desconforto respiratório, esses são sinais de alerta que precisa de atendimento imediato. Então, sempre a prevenção e saber identificar os fatores eh os sinais de alarme assim numa criança. Certo, Estela? Nesse sentido, falando sobre os vírus, falando também da das gripes resfriados, tem também as crianças que têm asma, eh, bronquiol também, né? Acometem muita muitas crianças nesse período, crianças que já têm essa predisposição. Então, qual que é o recomendado também para essas crianças? Como que você, né, no seu consultório avalia essa criança também nesse período? asma e essas outras, né, dificuldades respiratórias também nesse período mais seco. Então, essas são consideradas crianças de risco. Então, uma criança que já teve bronquiol sinais de bronquiolite ou a criançasmática que faz tratamento com corticide inalatório, essa a gente classifica mesmo como grupo de risco. Então, é muito importante identificar quando tá apresentando desconforto respiratório, quando está em crise, que geralmente a gente tem estímulos diversos no dia a dia, eh, além das infecções virais. Então, as mudanças de temperatura, poluição ambiental, eh os aero assim, em criança, a alergia é muito importante como desencade desses sintomas. Então, eh, a via aérea quando ela respira isso, ela tenta se defender e para se defender, ela faz um processo inflamatório, que no caso da criança alérgica, ele é intensificado, é uma defesa exagerada e aí comprometendo a via aérea inferior fecha, inflama e a manifestação clínica é a tosse, o desconforto respiratório. E quando compromete ali o finalzinho da via aérea, tampa lá a troca de gases e que o que caracteriza a bronquiolite e clinicamente também aquele bebê com tosse, chiando, mostrando sinais de desconforto. Então esses são grupos de risco que a gente tem que ter uma atenção especial mesmo. E a prevenção, né, como foi mencionado, é uma situação, já o nome já diz, né, preventiva. tem que esperar mudar a estação, né? Porque muita gente só vai buscar ali a prevenção, só começa mudar os hábitos quando já está, já agravou ou enquanto a criança já apresenta alguns sinais, né, doutora? Então, seria é realmente já iniciar bem antes aí esse processo, né? Com certeza. Prevenção é fundamental e o que a gente não pode esquecer de falar também é em relação às vacinas. Então, a vacina, ela é uma forma de preparar o sistema imune a como ele deve reagir quando ele tá em contato com o vírus. Então, a vacina é muito importante aí, principalmente para as crianças que são grupo de risco, aliás, para todos, né? Mas pro grupo de risco é muito importante assim, essa esse sentido como o vírus, né? se a criança não tá vacinada ou então se ela já está numa situação mais complicada de um de um sistema respiratório comprometido, vai acabar também tendo essa transmissão, né, doutora? E aí é aquele ciclo vicioso mesmo, né? Sim, com certeza. Então, a prevenção e não perder aí a oportunidade das vacininhas é fundamental. Sobre as vacinas, então, Dra. Estela, tem uma vacina específica, né, para influenza, por exemplo, ou é uma vacina só nessas campanhas, né, que existem para falar da vacinação da gripe? Então, queria que você explicasse também para quem tá acompanhando. Sim, a vacina da gripe e que dá assim que a gente consegue ter acesso ao SUS é a vacina trivalente e existe também a vacina tetravalente, que é a vacina do particular. Então, a diferença, a trivalente, ela vai eh proteger contra três cepas do influenza, né? Então, duas da cepa A, uma da cepa B. Já a tetravalente, ela protege contra quatro cepas, então duas da A e duas da [limpando a garganta] B. Mas no contexto atual, só para ilustrar, eh esse essa quarta proteção da tetravalente não é o vírus que está atualmente circulando. Então a trivalente, que é a vacina que a gente consegue no SUS, ela nesse momento ela está sendo tão efetiva quanto a nossa tetravalente. Então é muito importante aí não deixar de usar e de receber essa vacina. Ah, então muito muito importante mesmo ressaltar sobre a importância, né, da vacina que é oferecida no Sistema Único de Saúde, porque muita gente tem aquela, né, aquele medo, ah, e se eu não tiver protegida, né, eu só tenho acesso ao Sistema Único de Saúde, mas e se eu não conseguir aí imunizar a minha criança ou o meu filho, então não tenha medo, né, porque ela é tão eficaz quanto, né, doutora? Com certeza. atrivalente, tão eficaz quanto a Tretara aí nesse momento. E uma coisa que eu acho importante também colocar, eh, alguns pais têm medo, algumas pessoas têm medo de que a vacina vai causar a doença. Então, só para ilustrar também que a vacina ela é composta de vírus morto. Então, esse vírus ele não vai causar a doença, né? O efeito colateral que pode acontecer é o sistema imunológico aprendendo e se defendendo, né? Mas não que a vacina vai causar a doença, vai causar a gripe. Então não podemos perder a oportunidade aí de fazer a nossa vacina oferecida aí pelo SUSV. Tá certo? Muito obrigada, viu, Dra. Estela, pela sua participação, trazer todo o seu conhecimento em relação aos vírus, né? E o mais importante é ressaltar a importância aí da vacinação. Muito obrigada. Eu que agradeço. Um bom dia para vocês. Fiquem com Deus. Muito obrigada. Bom, o quadro saúde agora fica por aqui. Então, um lembrete, né, ressaltando a informação da Dra. Estela, sempre acompanhar, verificar a caderneta de vacinação. Bom, temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá. Oh.
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