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Saúde Agora | Meningite B: sintomas, riscos e como proteger sua Família
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Saúde Agora | Meningite B: sintomas, riscos e como proteger sua Família

51 views Publicado 16/04/2026 HD · 12:51
Resumo editorial

O Saúde Agora desta edição traz um alerta sobre a meningite B, doença grave e de evolução rápida que ganhou novo destaque após um surto registrado no Reino Unido. O infectologista convidado, ligado a um grupo hospitalar de São Paulo, explica que o caso europeu é referência importante porque mostra que mesmo sistemas de saúde robustos enfrentam dificuldades diante da doença, dispando alerta para o Brasil sobre a necessidade de manter o calendário vacinal em dia e ampliar a cobertura no Sistema Único de Saúde. A conversa percorre os sintomas iniciais que exigem atenção imediata como febre alta, rigidez de nuca, manchas na pele e alteração de consciência, a velocidade com que a doença pode evoluir para sequelas neurológicas ou óbito, e o papel decisivo da vacinação como prevenção. O programa também aborda a diferença entre vacinas disponíveis no SUS e na rede privada, e a meta nacional de 90 por cento de cobertura ainda distante da realidade.

Descrição do vídeo

No Saúde Agora, o tema desta edição é a meningite B, uma doença grave, de evolução rápida e que exige atenção imediata. A conversa explica como identificar os sintomas, quais são os principais sinais de alerta e por que a prevenção, especialmente por meio da vacinação, é fundamental para proteger crianças, adolescentes e toda a família. O infectologista Dr. Lívio Dias, do Grupo Santa Joana, esclarece o que é a meningite B e diferencia a doença de outros tipos de meningite, destacando que as formas bacterianas são mais preocupantes por sua agressividade e possibilidade de causar óbito ou sequelas. Ele também comenta o surto no Reino Unido e como esse cenário serve de alerta para o Brasil reforçar a vigilância e a cobertura vacinal. Durante a entrevista, o especialista informa que a meningite B atinge principalmente crianças menores de 5 anos, com maior vulnerabilidade nos menores de 1 ano. Os sintomas podem surgir de forma muito rápida, em cerca de 24 horas, incluindo febre, vômitos, dor de cabeça, manchas pelo corpo, rigidez na nuca e irritabilidade. O programa também aborda a importância do diagnóstico precoce, já que o atraso no tratamento pode aumentar drasticamente o risco de morte e de sequelas como amputações, perda visual, perda auditiva e complicações neurológicas. Além da vacinação, o episódio orienta sobre medidas de prevenção por via respiratória, como evitar aglomerações e manter a higiene das mãos. Se você quer entender melhor como se proteger e reconhecer os sinais da meningite B, este episódio traz informações essenciais e orientações práticas de saúde pública. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, começa o Saúde agora, o seu espaço de bem-estar e prevenção. Hoje o nosso alerta é sobre ameningite B, uma doença silenciosa, mas que exige atenção rápida e uma prevenção eficaz. Você sabe como identificar os sintomas e qual a melhor forma de proteger a sua família? Para isso, conversamos agora com o Dr. Lívio Dias, ele que é infectologista do grupo Santa Joana. Seja muito bem-vindo, Dr. Lívio. Muito obrigado. Bom, doutor, pra gente começar, vamos falar um pouquinho sobre esse surto, né, de meningite no Reino Unido, né? as autoridades investigam esse surto e também mortes já foram confirmadas diante, né, desse cenário, o que a gente pode trazer aqui para o Brasil que então classificasse, né, as diferenças aí da meningite e o que é meningite B. Tá ótimo. Bom, esse surto que tá acontecendo no Reino Unido, gera um alerta aqui para nós no Brasil, porque eles também contam com sistema de saúde muito forte público, e apesar, apesar disso estão vivenciando essa realidade de surto e de meningite B, uma doença muito agressiva, ah, que tem a capacidade de causar casos letais, gerar sequelas e tem uma velocidade idade de acontecimento muito grande, dispando esse alerta pra gente paraa necessidade de medidas preventivas, de manter nosso calendário vacinal em dia e até de iniciar uma discussão em relação à ampliação da cobertura vacinal, especialmente no Sistema Único de Saúde. E falando sobre essa questão do Sistema Único de Saúde, Dr. nível, né? A meta, né, sempre é para todas aí a as campanhas, né, também de vacinação, né, 90% da população vacinada. A gente fala sobre a vacinação como um meio de prevenção mais eficaz, mas existe uma diferença, né, das vacinas no Sistema Único de Saúde e na rede privada diante a meningite. Sim. Então, uma diferença muito significativa, né, entrando na questão das meningites, de uma maneira geral, a gente tem meningites que são chamadas meningites virais e a gente tem meningites bacterianas. As bacterianas são as que despertam maior preocupação e ah nos últimos anos a gente tem visto um aumento da ocorrência desse tipo de meningite aqui no Brasil. E entre as meningites bacterianas, a gente tem as meningites meningocósicas. Ah, meningocósica prevenível por vacina, ambas as meningites, né? Tanto as causadas pelo tipo C e outros sorogrupos, quanto as causadas pelo meninoco B. Mas, infelizmente, né, nesse momento no Brasil, ah, no Sistema Único de Saúde, a gente conta com a vacina para o tipo C e para o ACWY, voltada pro público de menores de 2 anos e para adolescentes. E a meningocósica B ainda não está disponível na rede pública de saúde e essa proteção é exclusiva a para a rede privada. E nos últimos números, é importante destacar que a meniningite B ganhou mais importância nesses últimos anos e hoje ela já responde pela maior parte das meningites meningocósicas. Então ela supera a meningite C, que era a mais comum, e hoje já é o tipo de meningite miningocósica mais comum no Brasil, apesar de não estar contemplada no calendário vacinal do SUS, mas sim a no calendário da rede privada. Então a gente pode eh classificar que a a o tipo B é mais prevalente, então a dentre a os outros tipos de meningites. É isso? Isso. Considerando a meningite meningocósica, quando a gente fala de bacterianas, a mais prevalente é a pneumocósica, que também é prevenível por vacina. Mas entre as meningocósicas, a meningo B já é mais prevalente no Brasil. Essa é uma informação recente de um acontecimento dos últimos anos. Dr. Lívio, quais são os sinais de alerta, né? Como identificar a meningite B, especificamente falando sobre ela? eh em qual idade ela é mais eh uma numa situação mais agravante assim em bebês? Como que funciona mesmo os sinais fazendo essa classificação desde a primeira infância, certo? Então a miningite do tipo B, ela pode acontecer em qualquer faixa de idade, mas ela é mais comum a abaixo dos 5 anos. E quando a gente olha os dados do último ano no Brasil, especialmente nos menores de 1 ano de idade, por questões imunológicas, né? Então a essa população acaba sendo mais vulnerável. Em relação a sintomas, eh a grande preocupação é pela velocidade com que eles acontecem. Então, em cerca de 24 horas, mais da metade das dos pacientes que têm um diagnóstico de meningite já vão apresentar sintomas e esses sintomas podem ser muito graves. Vômitos, a cefaleia, né? Então, aquela dor de cabeça para aquelas crianças maiores que conseguem se queixar, eh, manchas pelo corpo, rigidez na nuca e o que chama atenção é a progressão extremamente rápida desses sintomas. E é importante destacar que na presença desses sintomas é fundamental que a família procure o atendimento de saúde mais rápido possível. a gente tá falando de uma doença que acarreia uma alta letalidade. Eh, e essa letalidade se relaciona muito com o tempo em que a gente consegue tratar. Então, para uma criança que foi atendida nas primeiras horas e já recebeu o tratamento adequado, que normalmente é feito com antibióticos, logo de imediato, eh, a gente tá falando de uma letalidade na casa de 10%. E essa retalidade pode ultrapassar os 50% com um atraso de apenas algumas horas em relação ao início do do tratamento. Então, na presença de febre, irritabilidade, vômitos, manchas pelo corpo, é importante procurar atendimento de saúde ah para poder ser feito diagnóstico apropriado e, se necessário, a iniciar o tratamento quanto antes. E, Dr. ív. Eh, você acredita que talvez a demora, né, nesse atendimento no sentido dos pais ou responsáveis demorar um pouquinho para levar adiante, né, desses sintomas, porque se confunde um pouquinho com outros tipos de de vírus ou bactérias, né? Por isso que há talvez uma certa demora na procura por um especialista. Sem dúvida. Isso acaba dificultando, né, o acesso a das famílias rapidamente, porque a doença se confunde com outras eh doenças. No entanto, né, ao detectar uma progressão rápida para aquele pai, aquela mãe que tá acompanhando uma criança que tava brincando há poucas horas, estava super ativo, estava mamando e de repente rapidamente começa com febre alta, especialmente manchas pelo corpo, vômitos. E é importante nesse cenário, apesar de toda a dificuldade diagnóstica, né, então de se confundir com algumas outras questões, essa velocidade de progressão dos sintomas pode ser um alerta significativo para procurar atendimento médico e as manchas no corpo são extremamente características, então essas manchas eh devem ser avaliadas prontamente, certo? E Dr. Lívo, então é nesse sentido, né, por ser tão rápido aí a maneira com que os sintomas eles, né, acometem esse paciente, por isso que ela é considerada perigosa nesse sentido. E o paciente ele fica com algumas sequelas, né, nesse período de tratamento. Existe essa probabilidade de uma sequela de meningite? Sim. Então, além da questão da letalidade, né, que são os casos fatais, né, mais dramáticos, a gente tem sim a uma proporção grande de pacientes que vai desenvolver algum tipo de sequela. Isso também se relaciona com a o início do tratamento, né? Então, a rapidez do diagnóstico, início do tratamento. Essas sequelas vão desde amputações, né? Então, nos casos mais graves, então pode gerar eh uma lesão em pernas, em braços, gerando amputações, sequelas neurológicas, então perda visual, perda auditiva, eh, e outras complicações neurológicas podem decorrer da meningite. Então, além da gravidade, potencial letalidade, a gente ainda tem que lidar com essa questão a das sequelas que a meningite bacteriana especialmente pode causar. E o meninococo tem essa característica de grande agressividade e rapidez para a ocorrência das formas graves, certo? E Dr. Lívo, eh, já que uma, a principal talvez prevenção é a vacina, já que para essa em questão, né, da meningite B, somente na rede privada, eh, qual a alternativa, né, o que esse pai responsável deve fazer em relação às prevenções, além da vacinação, é claro, para quem não tem tanto esse acesso, né, à rede privada, certo? Então, a gente se manter imunizado contra todas as outras doenças que a gente tem disponível a a vacinação é fundamental porque a gente tem outras meningites bacterianas que são previníveis por vacina, meningites virais que são preveníveis por vacina e que a gente tem disponível na rede pública. Então isso já ajuda bastante porque a gente já vai garantir proteção contra relação ao meninoco B, né? Então, a agitaação da vacina tá disponível na rede privada. O que é importante em relação à proteção para quem não vai conseguir acesso à vacina contra meningite eh B são cuidados gerais contra a transmissão de doenças por via respiratória. Então evitar grandes aglomerações, higiene das mãos é super importante, lugares fechados, então também ah com pouca ventilação. São medidas gerais que valem para várias doenças que são transmitidas por via respiratória que podem até certo ponto contribuir com a redução da transmissão do meninoco B. E uma outra questão importante, ah, seria a a uma medida de saúde pública que é feita em situações de surto a partir da identificação de um caso em uma escola, em um alojamento, ah, em algum ah local ou em alguma comunidade, seguir as orientações ah da vigilância em saúde. A gente tem medidas de prevenção, então para contatos próximos é possível fazer prevenção. Então, e a vacina pode estar disponível também em situações de surto, então seguir as recomendações das autoridades de saúde. Perfeito. Então, Dr. Lívio, muito obrigada pela sua participação aqui no nosso quadro saúde agora e esclarecer um pouquinho a respeito da meningite e o mais importante, né, trazer essa informação que não há essa preocupação, né, aqui no Brasil diante essa doença. E o, e é claro, né, falando sobre aí a conscientização também da vacinação, ficar de olho aí no esquema vacinal, né? É isso aí. Muito obrigada. Obrigado. Bom, o saúde agora fica por aqui. Nós temos um encontro marcado na próxima edição. Acompanhe esse e outros episódios pelo @tvcâacampinas. Até lá.
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