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Olá, está no ar mais uma edição do Saúde Agora com muita informação para você sobre saúde e bem-estar. E hoje, gente, o alerta é sobre sarampo, né? Diante dos casos no estado de São Paulo, esse avanço a acender um alerta das autoridades sobre o potencial contágio do vírus. Então vamos entender como está o cenário atual, principalmente aqui na cidade de Campinas. Convidamos então a Carolina Bueno Somense, ela que é enfermeira da vigilância epidemiológica da Prefeitura de Campinas, já está conectada. Seja muito bem-vinda, Carolina. Bom dia a todos. Agradeço o convite, a participação para poder trazer um pouquinho o cenário do sarampa aqui no município de Campinas, no estado de São Paulo. Uma doença que tem avançado e tá trazendo bastante preocupação aqui pra gente enquanto município na tentando abordar de diversas formas para tentar evitar retransmissão do vírus aqui no nosso município. Perfeitamente, Carolina. E é sobre exatamente esse alerta, né, que a gente vem fazendo também aqui no Saúde agora, falando sobre o estado de São Paulo, né, os dados aí mais de 23 casos, né, já deve realmente tá num cenário aumentando cada vez mais. Mas como que a gente pode falar sobre a cidade de Campinas, né, o que a gente tem de números aqui na cidade e como que está sendo esse cenário? É preocupante ou não? Eh, desde o ano passado, né, os casos estavam acontecendo aqui em municípios, em países vizinhos, né, de daqui do Brasil e a gente veio gerando alertas paraos nossos serviços aumentarem a suspeção, porque a gente só vai achar se a gente conseguir procurar casos. Então, começamos a sensibilização de todos os profissionais na busca de identificação de todos os casos que cumpram o critério de sarampo para que sejam feitas as ações de diagnóstico laboratorial e as medidas de contenção, que é restritamente a vacinação, estimulando a vacinação e tudo mais. No município de São Paulo, né, no estado de São Paulo, a gente neste momento continua com 23 casos confirmados, não tivemos nenhuma confirmação mais recente e no município de Campinas nós não temos ocorrência de casos, tá? a gente tá com 73 notificações de casos suspeitas esse ano. Dessas 73, 52 já foram descartadas laboratorialmente e o restante permanece em investigação que a gente tá aguardando a coleta, o resultado desses exames laboratoriais. É um cenário que chama atenção, né? Desde o ano passado já vinha chamando bastante atenção nossa. Eh, mas agora com occorrência de casos em São Paulo, essa preocupação aumenta ainda mais porque é um município que a gente tem um deslocamento diário de munícipios nossos para lá e municípios e munícipes de São Paulo também vindo trabalhar, estudar aqui em Campinas. Então o nosso risco ele existe, né, ele é cada vez maior. Com aumento de número de casos na região, consequentemente o nosso município também fica fica vulnerável, né, fica sob de reintrodução do vírus. Mas eh o que a gente tem tentado fazer é justamente sensibilizar as equipes para que seja pensado em sarampo e reforçando as ações de vacinação, independente da ocorrência de casos ou não, que é a principal forma de evitar a a retrus nosso no nosso município. Perfeito, Carolina. A gente vai falar um pouquinho sobre essa questão mesmo do vírus, né? Qual que é esse potencial risco, né? Como que ele surge, né? Qual a origem dele? Um pouquinho dos sinais aí, os sinais de alerta, né? Depois a gente vai também falar um pouquinho mais sobre a imunização, mas para fazer esse alerta mesmo pra população do que vem a ser, né, o vírus, o sarampo, Carolina. É, então o sarampo, né, é um vírus, é um vírus altamente transmissível, por isso que ele causa bastante preocupação na gente, né? Uma pessoa, ela é capaz de transmitir para até 18 outras pessoas se elas não estiverem adequadamente vacinadas. Então esse é um é um número bem expressivo. Outro ponto de complicação é que o sarampo a gente faz o a gente faz a suspeita dele a partir do surgimento do exantema, que são manchas vermelhas, mas o paciente ele já transmite o sarampo seis dias antes do surgimento desse exantema, dessa mancha vermelha. Então a gente perde aí um tempo importante, o paciente já está transmitindo, sem a gente saber que ele ainda é um caso suspeito e orientar as medidas de isolamento e prevenção. Outro ponto é que a pessoa doente ao falar, ao torcir, ao conversar, ela espile microgotículas, partículas muito pequenininhas que ficam suspensas no ar por até 2 horas depois do paciente ter deixado aquele ambiente. E aí as pessoas podem se contaminar. que por exemplo numa sala de aula, né, a criança tava lá, ela sai da sala de aula, aquele ambiente ele fica propício à transmissão por ainda 2 horas após a saída. Então assim, é um vírus que tem uma capacidade de disseminação muito rápida e ele começa a ser transmitido antes mesmo da gente identificar que esse pode ser um caso suspeito, né? Então você perguntou um pouquinho como que era o o que é um caso suspeito hoje, né? Então, uma pessoa com suspeito hoje para sarampa é uma pessoa que apresente um quadro de febre associado a um exantema máculopapular, que são manchas vermelhas na pele, né? Não tem como a gente decifrar. Então é importante que todo mundo que tenha uma mancha vermelha na pele associada a quadro febril procure um profissional de saúde para orientação associado a um quadro de tosse, coriza, conjuntivite. Eh, considerando os casos recentes que nós tivemos, o ministério também lançou uma segunda definição de caso suspeito, que são pessoas com febre e vermelhidão pelo corpo, associada a deslocamento para locais com circulação do vírus. Então, esses dois cenários requerem a atenção e o que a gente tem fresado muito é que toda pessoa com febre e mancha vermelha, que é o famoso exantema máculopular que a gente fale, procura avaliação do procura avaliação de um profissional de saúde porque pode ser sarampo, pode ser outras doenças inectosas, pode ser reações alérgicas. Então o profissional de saúde é o profissional mais capacitado para falar se aquele caso ele cumpre critério de definição de caso, se vai ser seguido como suspeita ou não. Perfeito, Carolina. A gente pode entrar um pouquinho na questão falando sobre o surto em si, né? Você acredita que tem relação com a Copa do Mundo pela aglomeração, né? muitas pessoas viajando, isso interfere também, por isso que houve esse surto, já tem esse estudo para falar sobre como que ele veio para cá, pro estado de São Paulo, porque como você disse, né, a gente tá aqui na cidade de Campinas, não tem casos, mas pode ser que chegue, né, se ninguém realmente não tem esse alerta, né, essa conscientização da importância da vacinação. Sim, sim. Eh, na verdade assim, a gente não tem a resposta exatamente de como essa cadeia de transmissão se deu, mas o genótipo circulando circulante em todos os casos, os 23 casos, é o genótipo D8, que é o genótipo que tá circulando na região das Américas. A gente não conseguiu, não foi possível identificar, ah, foi uma pessoa que esteve na Copa ou foram férias escolares, enfim, todo esse movimento de férias escolares, eventos de massa, eh geralmente facilitam a transmissão de doenças, eh, imunopreveníveis, né? Então, desde o final do ano passado, o Ministério ele vem fazendo campanhas no sentido de reforçar a importância da vacinação. Próximo à Copa foi feita uma uma campanha bem direcionada, né, para quem fosse viajar, para verificar como está, porque são as medidas que de fato vão conseguir conter a reintrodução do vírus no nosso município e no país como um todo, né? Então não tem outra forma de prevenção. A prevenção é a vacinação e quanto maior a nossa cobertura vacinal, a gente vai conseguindo criar barreiras para que o vírus não vá passando de uma pessoa para outra e isso diminuir a transmissão eh em todos os ambientes. Mas assim, não tem como falar chegou o vírus de tal pessoa e veio para essa. Essa linha ainda não foi. Mas eles conseguiram identificar que são todas de uma mesma cadeia de transmissão, né? Todos são do mesmo tipo viral circulante. Perfeito, Carolina. A gente vai falar então agora sobre os pontos, né, de vacinação, tá tendo, né, a campanha mulivacinação, principalmente também nas escolas, né, para fazer toda essa imunização de outras vacinas também faltantes. Aí olhar, prestar atenção na caderneta, né, se não tem nenhuma vacina faltando ali para essa pessoa se imunizar, incluindo sarampo, né? Quem pode então se vacinar, idade, né? Quantas doses são? vão falar um pouquinho sobre o perfil aí dessa imunização. Eh, a campanha que tá acontecendo agora é a campanha de multivacinação, né? Neste momento epidemiológico, nesse cenário, a gente reforça muito a questão da vacina do saro, mas a gente tem que lembrar que todas as vacinas elas têm a sua importância paraa prevenção de outros agravos, né? Então, especificamente em relação à vacina do sarampo, eh quem deve se vacinar são as pessoas acima de 1 ano. Então, pessoas de 1 a 29 anos tem que ter duas doses comprovadas em caderneta, então tem que tá registrado ou na caderneta física ou em algum sistema de informatizado que nós temos. E pessoas acima de 29 anos até 60 tem que ter uma dose comprovada. Todo profissional da saúde, independente da faixa etária, tem que ter duas doses de vacinação comprovada. E é isso que garante a proteção nossa do sarampo, né? Eh, o município tem traçado diversas estratégias, vacinação em escola, vacinação em terminais, em shoppings, justamente para tentar facilitar o acesso e a adesão das pessoas a essa a essa vacinação. Eh, um ponto que a gente reforça de bastante importância é que a gente muitas vezes foca, né? A campanha da motivação é vacinação, em teoria é são para crianças, mas a gente tem que lembrar que todo adulto também deve de verificar sua cadernita de vacinação. Em São Paulo nós tivemos casos em adultos também, então o adulto muitas vezes acredita que tenha vacina, não tem a caderneta registrada, não tem a dose registrada em nenhum sistema de informatização. Então é muito importante que quem não tem como comprovar essa dose, que procura um centro de saúde também tome a sua dose de vacina, independente aí da faixa etária, né? Então, todos abaixo dos 60 anos devem de ter a sua dose comprovada para que a gente garanta que ele tem a sua proteção. Ah, mas eu acho que eu tomei. Não, a gente precisa de ter essa dose registrada e documentada mesmo pra gente ter a garantia da proteção. Perfeito. E, Dra. Carolina, você acredita que esse cenário, né, das pessoas eh estarem mais resistente às vacinas, né, muitas com receio de efeito colateral, com reação, isso acaba retardando um pouquinho, então, esse cenário, né, de completar aí essa meta da imunização. Por que que você acha que ainda assim as pessoas têm esse receio e esse medo? É, essa questão da do receio de se vacinar, né? É multifatorial, ela passa por várias por várias vertentes. E o que a gente sempre traz é que as vacinas elas são seguras. A vacina do sarampo é uma vacina extremamente antiga, eh bem pouco reatogênica, efeitos adversos são raros, é uma vacina segura, estruturada, antiga. Então, o apelo que a gente faz pra população é que se vacine, que procure um serviço, ficou em dúvida, converse com as equipes de sala de vacina, elas estão lá. capacitadas, orientadas para falar dos eventos adversos que você pode ter, o que pode ser feito para minimizar caso ocorra. Então, a gente tem trabalhado muito para tentar diminuir essas fake news que acabaram surgindo aí nos últimos tempos em relação à à vacinação como um todo. Mas falando especificamente da vacina do sarampo, é uma vacina super antiga, eh uma vacina usada há anos, eh com quase nenhum efeito adverso, uma vacina super tranquila, de aplicação subcutânea. Então a gente reforça muito a importância de que todos estejam aí com suas cadernetas de vacinação em dia. Ela pode ser ministrada com outras vacinas também simultaneamente. Se a pessoa precisar, não tem nenhum problema. Pode. Tá certo, Carolina. Muito obrigada pelas suas explicações, pelos esclarecimentos. queria que você reforçasse mais uma vez sobre a campanha, então falando, né, sobre a prevenção, principalmente aqui na cidade de Campinas e também mais uma vez falando do trabalho que está sendo realizado, né, essa busca ativa também, por favor. Eh, então assim, a medida, como a gente conversou inicialmente, né, a principal medida de prevenção é a vacinação. Então, a gente reforça a importância de todos estarem com as suas cadernetas de vacinação em dia, atualizada e de forma documentada. eh a parceria que a gente tem feito com as comunidades escolares para fazer o rastreio e identificação aí de faltos e aplicação em na comunidade escolar, porque facilita muito a rotina dos pais, inclusive é uma estratégia que a gente tem alcançado um êxito aí, uma melhora nas nossas coberturas vacinais. Eh, um apelo que a gente faz é para que a população, se tiver sintomas, que podem sugerir sarampo, que procurem um serviço de saúde, preferencialmente já utilizando uma máscara de proteção facial, né? A transmissão do sarampo é através da fala, gotícula. Então, uma máscara ela ajuda a conter essa disseminação viral, né? é um cuidado até eu ten certeza se pode ser ou se não pode e o profissional me orienta ao isolamento, o uso de máscara é um é um reforço aí que ajuda também nessa identificação e nessa redução da transmissão. E reforçar que a vacinação é a principal medida de contenção do sarampo. Quando a gente consegue manter altas coberturas dos vacinais no nosso município, a gente vai criando barreiras para que esse vírus consiga circular de uma pessoa para outra e evitando especialmente o agravamento em pessoas que são fatores de risco, que são gestantes, crianças menores de 5 anos, imunosuprimidos, pessoas que ainda não podem ter a sua vacinação, não podem tomar a vacina ou pela faixa etária ou por alguma comorbidade. Eh, o redor dele estando vacinado é como se fosse uma proteção para essa pessoa também. Muito obrigada, Carolina, pela explicação e por compartilhar, né, todo esse conhecimento. E o mais importante, né, deixando essa orientação e esse alerta aqui pra cidade de Campinas. Então, quero agradecer novamente a sua participação aqui no Saúde agora. Eu que agradeço e estamos à disposição e voltamos a fazer contato caso surj alguma alguma outra notícia, tá bom? Muito obrigada. Certeza. Nós que agradecemos a sua participação. Bom, o nosso quadro saúde agora fica por aqui. Espero que você tenha gostado e anote aí então todas essas dicas através também do programa ministrado no tvcamaracampinas.com.br. Você pode acompanhar lá na íntegra. Te espero na próxima edição. Até mais. [música]