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Olá, está no ar mais uma edição do Saúde Agora e o tema de hoje vai diretamente para as mulheres, porque uma decisão inédita da Anvisa acaba de abrir uma nova alternativa para as mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa. A agência aprovou o primeiro medicamento não hormonal indicado para o tratamento dos foga as conhecidas ondas de calor e suores noturnos que impactam na qualidade de vida. Convidamos então o Dr. Rodrigo Freitas, ele que é ginecologista e mastologista para abordar esse tema. ele já está conectado aqui com a gente. Seja muito bem-vindo, Dr. Rodrigo. Bom dia. Uma felicidade aqui tá participando desse programa com vocês e trazendo informação aí de tamanho impacto paraa população brasileira, né? Um grande avanço mesmo a Anvisa ter autorizado esse produto aqui no Brasil. Exatamente, doutora. a gente que agradece a sua participação. É uma notícia boa de fato, mas gera ainda dúvidas, né, a respeito desse medicamento. Então, pra gente iniciar e explicar pro pessoal que está acompanhando o nosso quadro, né, saúde, agora falar um pouquinho como funciona então esse novo medicamento e também quem pode se beneficiar desse tratamento. Doutor, esse medicamento, Cassiane, ele é revolucionário porque trata-se do medicamento mais eficiente para tratamento dos fogaos, das famosas ondas de calor na mulher na menopausa e não sendo um medicamento hormonal. Nós temos algumas situações em que as mulheres têm uma contraindicação paraa reposição hormonal e mesmo aquelas mulheres que não têm a contraindicação, muitas ainda convivem com o medo do passado de que a terapia de reposição hormonal ela trazia o câncer e leva ao câncer de mama e outras complicações. Então esse medicamento vem exatamente para cobrir essa lacuna. Ele, como eu disse anteriormente, ele não é um tratamento hormonal, ele é um medicamento que ele age a nível de potálogo no centro termorregulador, né? com a menopausa, a queda do estrogênio, que é um hormônio muito importante no organismo feminino, nós temos receptores em todo o organismo e no cérebro, mais precisamente no hipotálamo, a queda do estrogênio, ela leva a uma desregulagem do do nosso centro da temperatura. E, doutor, eh os estudos, né, já foram realizados esses estudos? Tem algum índice? assim da de porcentagem que realmente ele afetou positivamente as mulheres. Sim, sim. Foi um estudo muito grande com mais de 3.000 mulheres, tá? E eles analisaram o uso do medicamento em 4 semanas e 12 semanas. E o grande resultado é que em quatro semanas nós já observamos uma melhora da das ondas de calor, dos fogaços, da sudorese noturna. em mais de 50% das mulheres. Então, é um resultado bem impactante paraa qualidade de vida feminina. E, doutor, falando sobre essa liberação, já tem eh uma data como que está a respeito da comercialização desse medicamento e já foi também detalhado sobre a questão de prescrição médica, né? quem que pode ali utilizar, quem já faz o uso do medicamento eh hormonal e vai fazer essa transição, como que funciona nesse sentido, Dr. Rodrigo? É, ainda não foi, Anvisa já autorizou o uso, né, em território nacional, mas nós não temos ainda uma data para pra presença desse medicamento nas farmácias de disponibilidade ao público final. E na verdade, Csiane, ele não vai ser uma transição entre a terapia de reposição hormonal para o tratamento não hormonal. Ele vem a a terapia de reposição hormonal ainda é a melhor opção para tratamento dos sintomas. Por quê? Ela não age só nessa questão dos fogachos, ela age a nível de todo o corpo, melhora atrofia genital, né, o ressecamento, melhora massa muscular, massa óssea, eh a cognição, né, o pensamento. Eh, o fenolinetando, ele tem uma ação específica paraas ondas de calor. vai ter um impacto grande, por as ondas de calores é o são os sintomas mais importantes na menopausa. Elas acontece basicamente no período noturno, então atrapalha muito o sono das mulheres e consequentemente uma noite mal dormida, ela traz um impacto no dia seguinte, aumento da irritabilidade, uma perda de concentração, eh um desânimo, falta de energia. Então ele vai ter uma ação importante na qualidade de vida dessas mulheres. Mas algo important legal da gente frisar aqui é que ele não vai substituir a terapia de reposição hormonal. Ele vem exatamente para cobrir uma lacuna, principalmente para aquelas mulheres, por exemplo, com câncer de mama. A maioria dos tumores de mama, eles têm receptores hormonais. Então essa mulher ela não pode inicialmente fazer uma reposição hormonal. E a gente sabe que a mulher pós câncer de mama, os sintomas climatéricos da menopausa, eles chegam a ser seis vezes maior, mais intensos do que a mulher que entrou na menopausa fisiologicamente. Essa mulher na parte fisiológica, ela tem uma queda hormonal mais lenta, mais branda. Na menopausa, induzida pelo tratamento do câncer de mama, essa queda hormonal, ela é abrupta. Então, em questão de dias, semanas, a mulher ela tem uma perda muito grande da sua produção hormonal e os sintomas são bem intensos. Então, esse esse medicamento vem basicamente para cobrir essa lacuna. Mulheres que têm alguma contraindicação para reposição hormonal ou para aquelas que por medo optam por não fazer e até então a gente não tinha um tratamento eficiente para para essa sintomatologia. Então, doutora, a principal diferença, né, nesse sentido, a, obviamente, além do hormônio em si, justamente é para essas mulheres que têm outras eh doenças, no caso do câncer, como o senhor mesmo mencionou. Então, essa é a principal diferença desse medicamento, né? Ele vai abrandir também alcançar mais pessoas, né? Exatamente. Exatamente. Eram mulheres que até então tinha um uma terapia mais eficiente, específica para esse sintoma. E esse medicamento vem exatamente para para abranger esse público. E doutora, no caso falando e especificamente, a gente falou sobre esses sintomas, né, os sinais que são as ondas de calor, que principalmente acontecem no período noturno e que, como a gente mencionou aqui, acaba trazendo esse impacto negativo, porque essa paciente ela acaba acordando várias vezes durante a noite, não tem aquela qualidade do sono e aí no dia seguinte acabam tendo esses resultados negativos, né, num produto produz já tanto, se essa mulher já trabalha fora no ambiente de trabalho, acaba trazendo esse impacto. Isso tudo acaba sendo melhorado, então com esse novo medicamento também, além de trazer esse conforto físico, o a saúde mental também acaba sendo eh ela fica melhor nesse sentido, né, doutor? Com certeza. Com certeza. O bem-estar físico, ele traz um bem-estar psíquico e mental incalculável, né? A gente até ouve de algumas pacientes que o o as ondas de calor, a sudorese, ela pode ser desencadeada, principalmente no período noturno, mas ela pode ser desencadeada em momentos de estresse. Então é muito comum hoje na mulher que, né, tem aí o seu trabalho e a gente ouve relatos de algumas pacientes que estão em reuniões importantes e de repente vem aquela aquela onda de calor e você fica com o rosto todo avermelhado, ruborizado, uma transpiração e é incontrolável, né? Então isso traz um impacto muito significativo na na vida das mulheres. E doutor, falando sobre a menopausa, né, as mulheres ainda têm essa, como posso dizer, não sei se é mito ou verdade, a gente também vai falar sobre, né, eh, de uma vergonha. Às vezes elas sentem realmente essa vergonha quando elas estão ali na pré-menopausa ou até mesmo quando já entraram, né, elas sentem vergonha. Mas não é mais tabu falar sobre isso? Não, não, não, de maneira alguma. Eh, isso foi no passado, né? Porque a menopausa, que é a menopausa? Eh, é um marco onde a mulher para de menstruar e consequentemente parando de menstruar é o encerramento da sua vida reprodutiva. E antigamente a o espaço social da mulher era muito do da maternidade, né? E além disso, a nossa expectativa de vida era menor. Nós atingíamos daí 60 e poucos anos de expectativa de vida. Então a menopausa era muito associada a um envelhecimento e que não teria mais a função reprodutiva. E hoje, né, Cane, nossa expectativa de vida passa dos 80. Eu brinco com as minhas pacientes que a gente tem que se cuidar muito, porque 1/3 ou metade da nossa vida nós vamos passar após os 50 anos. Então, deixou de de ser um tabu. Felizmente tem se falado cada vez mais sobre o assunto. Isso a informação, é poder, né? E a gente vê que mulheres hoje ao redor de 50, 60 anos estão no auge aí das suas vidas de produtividade, de autoconhecimento, até a própria sexualidade, que era um tabu, né? Hoje a sexualidade após a menopausa, ela é tratada de uma maneira tranquila. a gente tem n opções e para que essa mulher viva de uma maneira muito saudável e produtiva. Perfeitamente, doutor. Então, a gente trouxe, né, essa boa notícia, né, da autorização da Anvisa agora então aguardar, né, esse próximo passo aí da comercialização e que atinja aí tantas mulheres que mais precisam desse medicamento, mais uma alternativa aí da medicina que está avançando cada vez mais. Doutor, muito obrigada pela sua participação. Foi um prazer. Bom, nosso quadro Saúde Agora fica por aqui. Você pode acompanhar também essa matéria aqui na íntegra no portal tvcamaracampinas.com.br. Temos um encontro marcado na próxima edição. Te espero até lá.