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Saúde Agora | Saúde Mental x Pele - Qual a Relação
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Saúde Agora | Saúde Mental x Pele - Qual a Relação

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Saúde mental e pele: entenda por que essa relação acontece nos dois sentidos. Setembro Amarelo amplia o debate sobre os impactos do estado emocional na saúde e chama atenção para uma conexão que também faz parte da prática dermatológica

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Olá, está no ar mais uma edição do Saúde Agora, o nosso encontro com muitas orientações, prevenção e qualidade de vida. E hoje vamos falar sobre saúde mental e a nossa pele. Será que o nosso estado emocional contribui para o surgimento de doenças dermatológicas? Vamos descobrir com a Dra. Camila Masa. Ela que é médica pós-graduada em dermatologia, já está conectada. Seja muito bem-vinda, Dra. Camila. Muito obrigada. Bom, doutora, Setembro Amarelo, né, amplia aí o debate sobre os impactos do estado emocional na saúde e chama a atenção para uma conexão que também faz parte da prática dermatológica. Então agora a gente quer saber de fato qual que é essa relação, como que o estado emocional ele pode repercutir na pele. Olha, existe uma relação direta e inclusive uma via de mão dupla, tanto a questão mental quanto a questão dermatológica, né? São duas vias que podem se contribuir tanto com fatores de piora quanto melhora. Quando o nosso organismo ele tá sob estresse, principalmente quando esse estresse se prolonga ou é um estresse muito importante, muito impactante, isso acaba eh levando ali formações, principalmente liberação de adrenalina, cortisol, que vão acontecer inflamações e prejudicando a barreira da pele. E isso vai impactar ali também na questão eh da saúde emocional desse paciente. E quais são essas principais doenças dermatológicas, né, que podem surgir, mas falando desse paciente que tem essa vida mais agitada, que está eh com esse grau de ansiedade elevado nesse momento, quais são essas doenças? Olha, principalmente doenças de pele visível, visíveis, né, como psoríase, vitiligo, algumas condições de queda de cabelo como alopécia, podem impactar, né, diretamente nessa questão de saúde emocional, porque diz respeito em diretamente com a questão eh visual, né? A pele é um órgão que ele acaba sendo visível. Então essas condições elas vão ter ali um impacto emocional na questão do paciente, entende? Camila, quais são os primeiros sinais de alerta? Porque o paciente ele tem essa percepção de que essa alteração na pele pode ser por conta dessa ansiedade, pode ser por conta desse quadro emocional que ele está passando ou ele acaba deixando para trás, não vai, né, em busca de um especialista para buscar esse diagnóstico. Então, qual que é o primeiro sinal de alerta que chama a atenção para essa investigação? Então, na verdade, eh, pode acontecer de o paciente ter ali, estar passando por um momento de estresse e falar: "Ah, isso aqui é é o estresse que eu tô passando". Então a gente também não pode colocar tudo na conta, né, da questão emocional ali. É importante dar atenção, principalmente para quando existem lesões na pele que estão tendo eh coceira, eh sangramento, aumento de de textura, de tamanho. Então a gente não pode deixar de investigar algumas questões, porque elas podem até se coexistirem. E nesse momento do diagnóstico, né, pra gente entender melhor como que ele está ligado, né, ou associado a um quadro emocional ou até mesmo quando não está associado ao quadro emocional e de fato essa pessoa tem mesmo uma doença dermatológica. Doutora, quais são os exames? Como que é feito esse trabalho, né, de investigação para eliminar outras causas? Ah, acontece que o paciente que tá apresentando alguma alteração da pele e isso engloba também a parte capilar, cabelos e a parte de unhas. Eh, é importante esse paciente passar por uma consulta, né, de preferência dermatológica e então a gente vai conseguir eh através de uma boa conversa, entender melhor eh se aquela questão, aquele problema de saúde se trata apenas da parte dermatológica em si. ou então a gente também acaba abordando em conjunto, fazendo encaminhamento paraa parte eh de um acompanhamento mental. Então é muito importante que a pessoa ela não deixe, não ignore os sinais e sintomas que têm sentido. A do comentou, né, você falou sobre essa questão do lado emocional, que muita das vezes então a pessoa que ela tem já uma predisposição, algo genético que afeta a pele, eh principalmente por ser visível, né, de repente no rosto, aonde as pessoas costumam ter mais. Isso impacta então no lado emocional. ela pode desenvolver uma crise de ansiedade, alguma síndrome do pânico por conta da pele que está afetada com essa doença dermatológica. Esse seria o inverso. É isso, doutora? Exatamente. Eh, quando a gente tá falando ali de questões que são visíveis, elas acabam se tornando algo social também. Então, eh, é muito comum pessoas que que estão passando por picos ali, por exemplo, de uma acne, principalmente quando a gente tá falando de adolescentes, né, eles estão ali numa fase muito importante da questão social. Então, eh, se começar a deixar de fazer atividades, evitar fotos, eh evitar sair com os colegas, isso é algo que a gente tem que deixar muito orientado, principalmente quando os pacientes chegam com os pais, né? Então, quando a gente tá lidando ali com doenças visíveis, a gente não pode deixar de entender o quanto que aquela doença tá impactando na qualidade de vida daquele paciente. E, doutora, nesse sentido, então, por exemplo, o tratamento, ele acaba sendo mais desafiador por conta dessa ligação, essa relação da saúde mental, acaba sendo mais longo o tratamento por conta disso. como lidar então com essa situação, né? Tem que fazer os dois tratamentos, então tem que ter esse acompanhamento também com psicólogos. Qual que é a sua orientação nesse sentido? Eh, o que que acontece? a gente tem uma um estudo que saiu este ano de 2026, eh que traz dados bem impactantes. Então, pessoas com doenças de pele visíveis, eh, tem ali 43% eh mais predisposição de desenvolverem ansiedade e 38% predisposição de desenvolverem depressão. Então, a gente tem que entender o ponto que tá aquela questão para aquela pessoa e poder avaliar se realmente vai ser importante fazer um acompanhamento em conjunto. Então, não necessariamente vai prolongar o tratamento, mas talvez exigir ali uma equipe multidisciplinar mais de perto, entende? E como ah, que você avalia, né, a dermatologia que vai muito além da estética, né, doutora? Hoje fala-se muito sobre a questão da estética, mas agora a gente entrando eh em detalhes sobre essa causa da saúde mental com a nossa pele, como que você avalia então esse cenário hoje da dermatologia nesse cuidado específico com esse paciente? É importante a gente ressaltar, né, aqui nesse setembro amarelo, que atualmente cerca de um bilhão de pessoas convivem com transtornos mentais, segundo a Organização Mundial de Saúde. Então, quando eu tô lidando com o maior órgão do corpo, que é a pele, eu preciso já ter esse cuidado quando chega um paciente no meu consultório. É, é, é extremamente relevante a gente estar falando ali de uma questão da pele dele, do cabelo, da unha, só que também lembrando que existe uma pessoa por trás desses órgãos. Eh, a gente tem que entender o que o paciente tá passando. E algo que eu gosto muito de deixar eh orientado, né, quando eu dou ali um diagnóstico de uma doença de pele que eu percebo que tá trazendo um impacto para aquela pessoa. Eh, o paciente ele precisa entender que aquilo é um processo, é uma fase e ele precisa procurar ajuda, né? É importante também a pessoa não ficar se escondendo por trás de uma doença. Ela não é uma doença, ela é só um pedaço ali do que tá passando. Então, eh, a própria pessoa também começar a quebrar ali, talvez alguns, eh, preconceitos, né? Procurar ajuda mesmo, não é fraqueza. E existe alguma prevenção, doutora, né, no sentido de prevenir mesmo? Quais são essas orientações? e recomendações que você faz na questão de prevenção mesmo. A gente sempre vai acabar falando que a prevenção é o melhor tratamento. Isso em todas as áreas da medicina, todas as áreas da saúde. E de fato aqui na questão dermatológica, eh, a questão da gente lidar com doenças de pele, eh importante que a pessoa saiba que a pele ela vai muito além da estética de fato, porque existem mais de 3.000 doenças de pele. E quando a gente traz esses dados junto com essa questão do impacto de transtornos mentais que a gente tem vivido, eh, é importante que seja falado, eh, como algo dentro de casa, educação mesmo, né, dentro da família, tentar entender se aquela pessoa tá passando por algum alguma necessidade de ajuda e e incentivar. Acho que começam ali dentro de casa e automaticamente as pessoas começarem a procurar mais e não deixarem chegar ali num num nível que às vezes a pessoa fica mais debilitada para procurar ajuda, sabe? E doutora, só pra gente eh ressaltar um pouquinho sobre os sinais de alerta, né, para pra gente entender melhor como que então essa pessoa ela consegue identificar. tem um período que eh persiste uma coceira, só para ressaltar mesmo que essa pessoa ela precisa ter esse olhar atento, né, na questão da saúde mental com a pele. Então, percebeu uma alteração, tem um tempo que ela tem que procurar se prolongou os sinais, os sintomas. Bom, primeiramente essa questão do tempo, né, eh, praticamente passou mais de 30 dias com aquele sintoma. é importante investigar, né? Eh, às vezes a pessoa fica ali postergando, mas eh uma ferida, uma coceira que está diferente, uma queda de cabelos que passa ali do do que é perceptível de dentro de uma normalidade. Eh, não deixar prolongar esses sintomas. É importante procurar, a gente passa em consulta para poder tranquilizar se aquilo é um quadro mais agudo ou se é um um quadro mais crônico. Então, eh simplesmente eu orientaria para as pessoas não deixarem passar muito tempo para procurar ajuda. Perfeito, Dra. Camila, muito obrigada pela sua participação, por ter aceito o nosso convite e deixar essa mensagem, orientações e essa recomendação aqui pro nosso quadro saúde agora. Muito obrigada. Eu que agradeço. Bom, o saúde agora fica por aqui. Você pode acompanhar esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Temos o encontro marcado na próxima edição. Até lá.
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