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Olá, seja muito bem-vindo. Está no ar o Saúde agora, o seu espaço de bem-estar com as melhores dicas, orientações e tudo que você precisa saber sobre prevenção. Na edição de hoje vamos falar sobre os efeitos das montanhas russas para a nossa coluna. E quem deve ter mais cautela? Isso porque recentemente o caso de uma mulher que perdeu os movimentos de um lado do corpo depois de ter ido em uma montanha russa em um parque de diversão. Convidamos o ortopedista e especialista em coluna André Evaristo Marcondes, que já está conectado para abordar esse tema. Seja muito bem-vindo, André. Obrigada pela participação. Senhor, obrigado pelo convite, André. Esse caso exibido nos telejornais, né, reacendeu uma dúvida que interessa principalmente a quem frequenta parques de diversão. Essa atração montanha russa pode realmente causar uma lesão na coluna? Agradeço a pergunta. assim pode. Se a gente fosse responder de uma maneira simples assim, eu diria para você que pode. As montanhas russas podem causar lesão. E a gente já viu alguns casos prévios relacionados a esse tipo de lesão. As montanhas russas esses brinquedos, entre aspas, de parque, você tem mudanças muito bruscas de direção, eh, tanco, solavanco nas nas tomadas de velocidade, de desaceleração. Então, realmente esse tipo de brinquedo ou de atividade ela sobrecarrega a coluna, tanto cervical quanto lombar e outras partes do corpo. Então, a resposta seria que sim, pode. E, eh, falando assim especificamente, André, o que acontece com a coluna, né? Quais são os sinais e um alerta mesmo pra pessoa que foi na montanha russa, porque a gente fala sobre os essas movimentações bruscas, né? Mas é só para quem tem já um problema na coluna ou realmente pode acontecer num paciente que não tem absolutamente nada? Quais são esses sinais? Então, pelo menos em teoria, não é para um brinquedo ou uma atração de parto diversões deixar causar nenhuma lesão em nenhum indivíduo. Então, em teoria isso não é para acontecer. Então, em teoria, se o brinquedo for certificado, for regulado e tiver dentro das das normas, não é para causar uma lesão em nenhuma pessoa, a não ser, nos casos, como você bem pontuou, que você possa ter uma predisposição ou uma lesão prévia. Então, pacientes que já têm problemas de disco, pacientes que já têm problemas de disco, de protusão, de instabilidade, artros facetária severa, escoliose, alteração do ângulo da cervical. Então você tem várias alterações do indivíduo que poderiam predispor a esse tipo de lesão. O que a gente fica um pouco incomodado é que você não tem como testar todas as pessoas que teriam problemas de coluna antes delas irem nos brinquedos. Então, teoricamente era pro brinquedo não causar lesão, mas se a pessoa tiver uma lesão prévia, uma doença prévia na coluna, você tem um risco aumentado desse tipo de lesão ou desse tipo de fatalidade a cometer. Ela vai ser, obviamente, mais frequente, como eu disse, em pacientes que já tos de coluna, mas ela também pode ser mais evidentes em pacientes de idades mais avançadas. Então, se a gente deixasse assim uma precaução, seriam pacientes de idades mais avançadas, pacientes que já tem dor na coluna cervical, que já tem dor na coluna lombar, independente da idade, talvez fazer uma investigação antes de participar desse tipo de atividade. É porque pro eh pro parque em si é difícil ter realmente esse controle, né? porque como foi eh bem dito, né, nos telejornais, eh teve toda essa questão eh da perícia feita no equipamento, que tem toda a regulamentação, mas de fato foi um episódio que aconteceu por conta da velocidade de dessa atração, né, por conta desses dos solavancos que causa. Isso pode então interferir aí nesse paciente, né? Sim. É assim, o que o que geralmente a gente vai ter de lesão relacionada a isso? Você pode ter ou lesões de ou uma fratura de um corpo vertebral que é mais raro, ou uma luxação que é uma uma translocação de umas estruturas que também é mais raro. O que você geralmente tem nesse tipo de atração são hérnes e discousas. O disco intervertebral, que ele é o amortecedor entre as vértebras, ele acaba explodindo e o conteúdo dele vaza e comple. Foi isso que aconteceu nesse evento traumático. Os casos que eu vi de lesão em Monteira Russa também foram assim. Você bem pontuou. Fica difícil do parque atender todas as pessoas, mas eu repito, a gente tem que ter a segurança de que uma pessoa normal, uma pessoa sem lesão, uma pessoa sem doença prévia possa participar de uma atividade como essa, sem ter uma lesão. Então, a princípio, realmente foi uma fatalidade, não é algo que acontece de rotina, mas eu acho que cabe às autoridades uma investigação a fundo para ver se realmente essa atração se mostra segura ou não. Independente das lesões ou da segurança da atração, é, é bom a gente explicar pra população que essas montanhas russas de altíssimas velocidades, assim, pro organismo nem sempre é uma uma sensação prazerosa. Assim, a aceleração é rápida, a freagem é rápida, a mudança de direção brusca acaba sobrecarregando a coluna cervical, sobrecarregando a coluna torácica, sobrecarregando a coluna lombar. Então, num brinquedo como esse, você ter uma contratura muscular, um estiramento muscular, uma dor muscular em alguém mais desatento, é tolerável, é compreensível, mas a gente não pode ter lesões graves nas pessoas que participam de brinquedos. a gente espera que realmente as autoridades fiquem em cima para garantir pra população que isso foi só uma fatalidade e não algum problema do brinquedo ou do equipamento, né? E Andréia, nesse caso, né, voltando a falar desse episódio, ela teve uma convulsão, teve um desmaio, né, logo na sequência que a o brinquedo parou, ela já estava, né, desfalecida e tudo mais. Nesse sentido, como que a gente pode alertar as pessoas eh depois que sai do brinquedo, se tem alguma dor, não ignorar os sinais, né, de achar que é apenas uma dor muscular, como que a gente pode eh trazer essas dicas, né, para quem eh realmente usa a atração? Realmente a sua pergunta foi excelente. Eh, de uma maneira geral, a gente tem que entrar numa numa atração dessas esportivas e sair sem dor, sem sintoma, sem nenhuma lesão. As patologias em geral de coluna, a gente costuma dizer que você tem que levar em consideração a intensidade da dor e a duração dos sintomas. Então, se você tiver uma dor que esteja persistindo por longos períodos ou uma dor ou um desconforto que seja de forte amerada intensidade, uma situação normal, você já tem que procurar um atendimento médico. Numa situação de brinquedo como essa, não é uma situação de doença ou de uma doença que vem se estabelecendo. É uma lesão traumática. É um trauma pro organismo. O organismo entrou numa atividade e saiu com um trauma, com uma lesão, com uma complicação relacionada a essa atividade. Se o cidadão foi numa brinquedo, foi numa montanha russa e saiu com uma lesão, saiu com dor, eu acho que ele tem que procurar um atendimento médico independente da intensidade ou da duração, porque ela não veio decorrente de uma de uma alteração, ela veio decorrente de uma lesão traumática, de uma lesão específica. Aí fica muito difícil do do indivíduo conseguir avaliar nele mesmo se aquela lesão traumática representa a gravidade ou não. Então, se saiu do brinquedo, saiu de uma atração, tá com dor ou tá com desconforto, que você considere um sintoma real, vale a pena já procurar atendimento médico imediatamente ou pelo menos o auxílio da do pessoal do parque, porque nesses parques já possuem médicos que estão aptos para fazer uma avaliação inicial. E quem já tem alguma eh doença, alguma, né, predisposição para ter algo, como uma algum problema já de coluna já diagnosticado, é bom evitar então essa atração de alta velocidade, alto impacto, né, André? É exatamente. Agora, eh, tem umas coisas que a gente tem que falar. Nos dias atuais, a gente não gosta de colocar muitas limitações na vida do indivíduo. A gente gosta de resolver o problema para que isso não seja uma limitação. Então, se tem alguém que tem uma erne de disco, uma protusão cervical, um desalinamento cervical, se ele corre um risco maior de insa atividade, sem dúvida nenhuma que corre. Mas eu não diria inicialmente que estaria contraindicado. Eu diria para ele procurar um atendimento médico, ver a lesão dele específica e se a lesão dele estaria compatível com esse tipo de atividade ou não. Caso não fosse compatível com esse tipo de atividade, hoje a gente tem inúmeros tratamentos para as doenças da coluna que variam desde fisioterapia, infiltração até substituição do disco. E com certeza que a medicina ia permitir com que essa pessoa conseguisse ir no parque com uma segurança maior. Mas sem dúvida nenhuma a sua observação foi perfeita. Se você já tem uma doença prévia ou se você já tem essa dúvida ou se foi suscitada essa dúvida, procura um atendimento médico, procura um especialista antes de ir nesse tipo de atividade, certo? E André, falando eh sobre essa questão de postura, né? É difícil a gente falar eh realmente em uma atração de grande impacto assim e de velocidade, mas tem alguma dica para que a pessoa ela tenha uma postura diferenciada no brinquedo utilizando o dispositivo de segurança, né, que já é de uso obrigatório, mas tem uma posição que ela consiga ficar, ela não pode eh se movimentar tanto. Tem alguma coisa para quem utiliza essa atração para minimizar aí o impacto? Assim, eu acho, eu acho difícil de conseguir dar algum tipo de orientação nesse sentido que seja válida ou que seja eficiente. Obviamente que as lesões elas geralmente acontecem em movimentos em que o cérebro não tá preparado para ter, movimentos muito bruscos de direção. Então, se você tiver com a musculatura contraída, já pensando naquela contratura, já contraído para receber aquele impacto, é muito mais difícil de você ter lesão. O que acontece é que essas mudanças de de direção são tão bruscas que às vezes você não consegue a contratura e você tem a aceleração de um lado ou para outro sem que a musculatura esteja contraída para receber essa aceleração. Então eu não sei se alguma coisa que um indivíduo pudesse fazer, pudesse ter um resultado diferente, mas a orientação é sempre deixar a musculatura contraída e tá preparada para as mudanças bruscas de direção. As lesões podem acontecer em qualquer idade, né, André? se assim na nas idades mais avançadas a partir dos 55, 60 anos, o o risco de lesão é muito maior do que nos pacientes jovens ou nos infantes. Então a gente teria uma relação maior da idade com esse tipo de lesão, mas a hérnex disfas discopatias elas acometem qualquer idade com frequências diferentes, com gravidades diferentes, mas elas acometem qualquer idade. Isso aí que dificulta também com que o parque consiga evitar totalmente o aparecimento desse nível de lesão. Mas eu reforço, a gente tem que ter a segurança de que o brinquedo tá dentro dos fadores de segurança, né? Tá certo, André? Muito obrigada pela sua participação. Quero agradecer as dicas e orientações aqui no Saúde agora. Obrigada, viu? Eu eu que agradeço, agradeço o convite. É um tema um pouquinho difícil da gente tratar porque é uma atividade que as pessoas se divertem nelas, então a gente não quer causar nenhum pânico e nenhuma relação ruim em relação ao brinquedo, mas vale a pena a orientação de que se você tiver dor de desconforto, procura um atendimento médico da maneira mais precoce possível. Agradeço de novo um convite. Bom final de semana a todos. Perfeito. Nós que agradecemos a sua participação, André. Bom, o saúde agora fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Obrigada pela companhia e audiência. Você acompanha esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Te vejo na próxima semana. Ciao