Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, começa agora mais uma edição do Saúde Agora e hoje com o tema sobre desidratação no inverno. Nessa época do ano, a gente quase não bebe água. O corpo parece não sentir essa necessidade. É aí que mora o perigo. Sobre esse assunto vamos conversar com a Dra. Agnes Neves, nefrologista que já está conectada. Seja muito bem-vinda, Dra. Agnes. Obrigada, Cassi. É um prazer estar aqui. Muito obrigada pelo convite. Nós que agradecemos a sua participação, doutora. E vamos falar um pouquinho sobre essa questão então das baixas temperaturas, né? Por que que a gente não sente essa necessidade de beber água? A gente não sente tanta sede assim? O que acontece com o nosso organismo? Então, nessa nesse período, nessa estação, especificamente, nas temperaturas mais baixas, nosso corpo transpira menos. Então a gente sente uma falsa, né, necessidade de não beber tanta água, mas lembrar que a gente continua transpirando, principalmente quando a umidade do ar está baixa. Então, quando a umidade do A está baixa, a gente perde água na nossa respiração, na nossa pele, pela nossa urina, pelas nossas feeses. Então, nossas excreções elas perdem água naturalmente, independente da temperatura. Então, apesar da sensação de sede ser reduzida pelas temperaturas mais baixas, a nossa necessidade para realizar todas as reações do nosso corpo é a mesma. Então, apesar da diminuição dessa sensação, a gente precisa continuar ingerindo a mesma quantidade de água. Por isso então que a gente fala que é um risco silencioso, né, doutora? Exatamente. E esse risco ele aumenta em populações específicas. Então, os idosos é a parte da população que mais sofre. Por quê? Porque além dessa baixa sensação de sede, por conta da temperatura mais baixa, os idosos, por si só, pelo envelhecimento, tens redução no centro de sede do hipotálamo. Então, independente da estação do ano, o idoso já tem a redução dessa sensação. Então, no inverno a gente precisa est ainda mais em cima, porque quando a gente tem as temperaturas mais elevadas, a gente tem um pouco desse desejo, pelo suor, pelo calor, quando tá mais frio, aí a gente precisa tá insistindo. Então, os idosos é uma parte dessa população que precisa de uma maior atenção às crianças e os portadores de necessidades especiais. E, doutora, quais são os sinais que o corpo, né, emite? O que a gente precisa prestar atenção nesses sinais de alerta, nas reações. Tem algo que a gente precisa tomar cuidado também nesse sentido, que já está quase chegando ali na desidratação? Sim, quando a gente está com sede já é um sinal de alerta. Então, não esperar sentir sede. Hoje em dia tem aplicativos, tem nossas garrafinhas pra gente quantificar a quantidade de líquido que a gente bebe ao longo do dia. Mas o esperar sentir sede já é um sinal de alerta de que o corpo está precisando de água. Outros sinais, pele mais ressecada, a gente tá com dor de cabeça, falta de concentração, intestino preso. Então, esses sinais também são sinais de desidratação. E uma questão que aumenta também no inverno, que é interessante ressaltar, é que essa falta de água, a desidratação no nosso corpo deixa nosso sangue mais grosso, aumenta a viscosidade sanguínea e esse é um dos fatores que também aumenta o risco de ter derrame, de ter acidente vascular cerebral, AVC. E doutora, falando sobre essa questão, eh, primeiro a gente vai falar da cor da urina, também interfere, é preciso prestar atenção. Foi no banheiro, é bom dar uma olhadinha ali para saber a cor que interfere ou não. Com certeza. Esse é o parâmetro principal paraa gente saber se tá bem hidratado, seja no inverno, seja no verão. E por isso eu brinco com os meus pacientes, né, que uma das piores escolhas que a gente faz de arquitetura dentro de casa é um vaso sanitário escuro. Então, a gente precisa se despedir das nossas excreções, porque isso é fisiológico, faz parte do nosso corpo. Então, quando eu tenho uma urina mais amarelo ouro, mais alaranjada, isso é um sinal de que meu corpo precisa de mais líquido. Então, uma urina mais escura de manhã, sendo a primeira da manhã, é o normal. Por quê? Porque o nosso corpo concentra a urina ao longo da noite. Então, nossa primeira urina um pouco mais escura é normal. Mas o fisiológico normal do nosso corpo é que essa urina seja diluída ao longo do dia. Então a gente vai diminuindo essa coloração, transformando a urina em urina mais clara ao longo do dia. Então se tá ali depois do almoço, final de tarde, nossa urina ainda tá escura, esse é um dos principais indícios de que a gente tá bebendo pouca água. Perfeitamente, doutora. falando sobre as complicações, eh, existe também essa questão das complicações renais e urinárias, né, problemas cardiovasculares, né, você falou um pouquinho sobre essa questão do sangue que fica mais grosso. Isso também é algo que a gente precisa prestar atenção, porque vai complicando ao longo do tempo se não ingerir essa quantidade exata aí de líquido nesse período, né? Exatamente. Então, a gente precisa ingerir uma determinada quantidade. Isso vai variar de pessoa para pessoa, depende das comorbidades, das patologias que tem. Então, nem todo mundo tem a mesma quantidade de líquidos para beber ao longo do dia, mas a média é de 30 a 35 ml por kg. Essa é a média de líquido que a gente precisa ingerir paraas nossas necessidades básicas ali ao longo do dia. Então a gente precisa observar bastante porque se eu reduzo essa quantidade de líquido, principalmente em pessoas que têm alguma predisposição, uma pressão alta, um diabetes, já tem uma doença renal crônica, isso aumenta a chance de ter uma injúria renal aguda, ou seja, uma lesão renal ali por conta da desidratação em cima da patologia de base que o paciente já tem, seja a pressão alta diabetes ou uma doença renal crônica prévia. Então, doutor, aquele que antes, né, a medicina até falava sobre 2 L de água por dia, isso já não é mais recomendado, né? Depende de cada pessoa, depende da idade também desse paciente, desse indivíduo. Sim, vai depender da idade, do gênero, do que faz ao longo do dia. Então, muito mais que o número é a coloração da urina. Então, o mais fidedigno de eu estou bebendo a quantidade certa é minha coloração da urina, principalmente do meio pro final do dia. Mas além disso, a gente precisa ter cuidado com pacientes com doença renal crônica em estágios mais avançados e pacientes com insuficiência cardíaca, porque esses pacientes têm uma restrição maior a líquido. Então, às vezes, recomendar beber 2 L, 2,5 L, 3 L de água ao dia, seja muito para essa determinada população. Mas em relação à população em geral que não tem a doença renal crônica em estágio avançado ou a insuficiência cardíaca, esses 2 L é o recomendado para um para uma pessoa de 60 a 65 kg. Então a gente coloca aí que a depender do peso e do que faz, do que realiza ao longo do dia, é mais ou menos a quantidade recomendada entre 2 a 3 L, certo? Doutora, a gente fala, né, sobre a ingerir líquidos, né, consumir mais líquido. Nesse período de desidratação, por exemplo, a gente fala sobre a água especificamente, né? Mas tem gente que acaba associando, eh, outros líquidos também, como chás, sucos, mas na verdade o principal é a água, é o consumo de água, né? Os outros líquidos eles não entram nessa nessa referência de cálculo, por exemplo, né? Para hidratação mesmo. Isso. Para hidratação, o principal líquido é a água. E aí pode ser água sem gás, água com gás, água saborizada. É o que entra. Quando a gente pensa em chás, tem que tomar muito cuidado com a qualidade desse chá, qual erva a gente tá colocando nesse chá, porque algumas ervas elas podem ser nefrotóxicas, ou seja, tóxicas para o rim ou tóxicas para o fígado. Então, quando a gente fala em chás, apesar do senso comum, se é que o chá é uma coisa boa, a gente precisa tomar bastante cuidado com isso, porque tem toxicidade principalmente nesses dois órgãos. E quando a gente fala de sucos, eh, principalmente os sucos industrializados, eles têm uma grande quantidade de açúcar, de conservantes, então isso pode deixar o nosso sangue com mais solutos. Então, tudo que a gente põe no nosso corpo, a gente precisa ver o que é que tá diluindo. Quem dilui é a água. Então, se eu consumo líquidos muito salgados ou muito doces, a minha a minha quantidade de água no corpo vai precisar aumentar, porque eu preciso de água para diluir aqueles solutos, aqueles sais que a gente tá colocando no corpo. E aí eu quero fazer um alerta muito importante, que volta e meia a ficar aí na moda. Ai, água com sal, água com sal integral, água com sal rosa. Gente, água com sal não é água. O sal, por sinal, ele faz mal pra saúde. Então, ele piora a pressão, ele aumenta a pressão. E pressão alta é um inimigo, é um assassino silencioso que aumenta o risco de diversas doenças, infarto, AVC, doença renal crônica. Então a gente precisa tomar muito cuidado com essas modas. Então água com sal, independente de onde vem o sal ou a coloração que seja o sal, não é saudável para o nosso corpo. O ideal recomendado é a água mesmo, né, doutor? Água mineral, sem, né, a inclusão desses outros elementos. Então, eh, fala pra gente sobre essas dicas, né, e orientações também nesse período pro pessoal consumir mais água, não deixar, né, de beber apenas quando sentir sede, porque já fica esse alerta, então, que se a gente está sentindo sede, é porque o corpo já está necessitando demais essa ingestão, já é um sinal aí preocupante de desidratação, né? Então, quais são as orientações e dicas para esse período, pra gente ter o corpo mais hidratado nessa estação do ano, doutora? Isso mesmo, Ciane. Então, as principais recomendações é não esperar sentir sede. E para não esperar sentir sede, a gente tem algumas estratégias. Uma delas é colocar o alerta no celular, seja no próprio alarme, seja em aplicativos específicos que existem também, e levar sempre a sua garrafinha. Então, tenha a sua garrafinha e estipule o quanto você tem que beber. Então, tenho que beber 2 L, vou beber quatro dessas garrafinhas de 500 ml. Então, se você tiver a sua meta, você consegue bater de forma mais fácil. Dá pra gente complementar com algumas coisas? Dá, dá para complementar com um chá muito leve, então com um sachezinho diluído em bastante água. Dá pra gente colocar também água com gás. água saborizada para quem tem dificuldade de de beber água pura, mas tentar evitar trocar água por sucos, por sopas e principalmente por produtos industrializados, como sucos industrializados ou refrigerantes. Tá certo, doutora? Muito obrigada pela sua participação, por compartilhar as informações e deixar essas dicas, né, importantes aqui pro nosso pessoal, para quem está assistindo o quadro saúde agora. Muito obrigada, doutora. Eu que agradeço, Cassiane. É sempre uma honra estar falando sobre a saúde rinal. Muito obrigada, Dra. Agnes. Bom, o nosso quadro fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Obrigada pela companhia e pela audiência. E fica então esse recado, beba água. Te espero na próxima edição. Até mais. เฮ