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SAÚDE É VIDA - TRANSTORNO NEUROLÓGICO DO DESENVOLVIMENTO
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SAÚDE É VIDA - TRANSTORNO NEUROLÓGICO DO DESENVOLVIMENTO

62 views Publicado 17/01/2024 HD · 38:35

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[Música] Olá está começando mais um saúde é vida E hoje nós vamos falar sobre os transtornos neurológicos de desenvolvimento os distúrbios do neurodesenvolvimento impactam na cidade de interação social comunicação memória atenção ou percepção de crianças e adolescentes o teia que é o transtorno do espectro autista e o TDH o transtorno da atenção com hiperatividade são exemplos desses distúrbios vamos começar o programa falando sobre o teia segundo a organização Panamericana da saúde uma em cada 160 crianças tem o transtorno o teia começa na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta Também quem vai falar tudo sobre esse tema é a Laura Vale que ela ela é neuropediatra e membro da Sociedade Brasileira de Neurologia infantil dout Laura muito obrigada pela sua participação aqui nesse nosso programa no saúde e a vida Muito obrigada pela sua disposição em participar Obrigada Eu que agradeço o convite eh Doutora pra gente né começar o bate-papo aqui então Eh o que são esses transtornos neurológicos de desenvolvimento queria que você falasse um pouquinho em linhas Gerais né para quem tá em casa nos acompanhando entender mais sobre esse termo né é um pouco complexo né para entender mas primeiro a gente precisa pensar eh O que que é o desenvolvimento neurológico né para depois pensar nos seus transtornos então o desenvolvimento neurológico psicológico do ser humano é toda são todas as fases que ele passa desde o nascimento até a idade adulta e a gente divide de uma forma prática em seis áreas né de desenvolvimento neurológico então tem área motora que é o andar o pular o correr eh a área motora fina que daí são movimentos mais finos Como pintar o escrever a parte de linguagem tanto a parte de linguagem receptiva né O que a gente entende que as pessoas falam com a gente quanto a linguagem expressiva que é o se comunicar eh Outra área do desenvolvimento é a área do Desenvolvimento Social que é o convívio na sociedade e a resolução de problemas que são as funções executivas então quando tem um atraso do desenvolvimento em uma ou mais áreas a gente chama de transtorno do neurodesenvolvimento exatamente Doutora eh no caso do tea né O que que é esse transtorno como que Quais são as características né porque ele é um espectro né são várias características sim eh o o transtorno do do espectro autista ele é um transtorno do desenvolvimento que tem aí os atrasos na comunicação e na interação social e tem alguns comportamentos específicos alguns comportamentos repetitivos e os interesses mais restritos né é um diagnóstico que surgiu como um diagnóstico mais na década de 70 80 e hoje já é uma uma questão de saúde pública Global eh Doutora ele se manifesta eh a gente sabe que na infância né E se estende aí até a vida adulta Mas qual é a idade que ele costuma aparecer né como que ele se manifesta Ah é a idade que tem os sintomas mais marcantes assim que começa a ficar mais Evidente é por volta de 1 ano e se meses mais ou menos é lógico que quem tá dentro do espectro tem alguns sinais já de bebezinho né mas é muito difícil é muito difícil de diferenciar esses sinais quando muito pequeno e aí com ano e seis meses algumas características são mais marcantes né então a questão da comunicação pode ter um ataso de fala não é obrigatório mas a grande maioria tem um atraso de fala a dificuldade de se socializar de interagir ali com as outras crianças né uma outra característica é observar o brincar dessas crianças Elas têm um brincar que a gente chama de brincar pouco funcional ou não funcional é não dá função adequada ao brinquedo então o carrinho ele tem a função de carrinho faz barulho de carrinho a boneca de alimentar e eles acabam não dando uma função então às vezes joga muitos brinquedos às vezes fica olhando o carrinho e fica vendo as rodinhas do carrinho né Eh tem algumas questões de sensibilidade também tanto para mais quanto para menos então hipersensibilidade é muito frequente a textura textura de roupa tecido etiqueta eh algumas questões algumas sensibilidades de de luz ão luzes muito coloridas vai num lugar numa festa que tem muita luz isso também pode deixar a criança mais sensível a sensibilidade ao barulho é muito comum eh movimentos repetitivos também são um dos das características que a gente observa que são movimentos Normalmente quando a criança tá mais empolgada mais excitada com alguma coisa ela costuma fazer esses movimentos andar na ponta do pé ficar batendo a mão ficar batendo a Palma fica girando em volta de si mesmo Esses são alguns movimentos repetitivos uma outra característica é o interesse mais restrito então a criança Ela tem preferência eh pelo mesmo brinquedo pela mesma forma de brincar às vezes na rua ela se interessa por carro então ela só fica olhando o carro ela só fica olhando placa de carro né para para ver a placa do carro andando na rua é um interesse bem restrito e aí inflexibilidade da rotina Então a partir do momento que ela ela estabelece uma rotina é muito comum os pais falarem sobre caminhos né então ah eu fiz um caminho PR ir na escola e aí eu resolvi fazer outro caminho e ele se desconcertou ele ficou super irritado porque mudou o caminho eu resolvi parar no mercado no meio do do caminho aí né lembrei que precisava parar no mercado e aí ele ficou muito irritado Então essas inflexibilidade de rotina também a gente obs oberva né como um dos sinais e Doutora Laura como que é feito o diagnóstico o diagnóstico ele é Clínico né não existe nenhum exame é importante a gente falar isso que não existe nenhum exame que vai apontar tem autismo não tem autismo né é baseado muito na observação da criança nos sinais que a família conta eh ou até mesmo vai na escola os professores observam esse comportamento na escola então quanto mais a gente conseguir de informação sobre a criança quanto mais detalhe a gente conseguir mais a gente caminha para esse diagnóstico ser mais mais fácil mais efetivo mais rápido até mas é muito sobre sobre a clínica mesmo sinais né que você falou esses sintomas que os pais né professores precisam ficar atentos aí né para saber também ajudar no no diagnóstico né da do do transtorno né sim com certeza e nesse caso eh a gente fala muito sobre as pessoas que têm esse transtorno serem estigmatizadas ou até mesmo discriminadas né socialmente os pais costumam enfrentar bastante obstáculos né seja em escola na na vida social eh não recebe muitos convites para ir para casa de amigos né E como como lidar isso Doutora como quebrar um pouco essa barreira eu sei que deve ser bem difícil mas você que atende muitos casos né Como que você orienta nesse processo eh é Um Desafio muito grande né hoje assim a gente tem bastante informação sobre é um tema muito difundido eh tem muita gente que levanta a bandeira e luta por esses direitos né então Eh o que eu sempre falo pros pais né eh é que cada indivíduo é diferente cada indivíduo funciona de uma maneira diferente e todo mundo tem a sua limitação e tem as suas potencialidades Independente de ter um diagnóstico aí né neurológico ou não eh eh compreender respeitar tudo isso respeitar essas diferenças é que faz a gente ter um convive em sociedade mais saudável né então eu acredito que assim os todo todos os transtornos neurológicos né o autismo em especial ele sofre muito com Tabu né a estigmatização acaba focando mais no problema ah uma criança agitada uma criança que não socializa do que a gente realmente perceber Qual que é a potencialidade desse indivíduo né E tudo que ele tem a oferecer aí então hoje acho que a gente tem muita gente engajada nessa luta mas infelizmente ainda temos alguns percos e algumas coisas que que ainda precisam evoluir na nossa sociedade e Doutora eh falando nesse aspecto né Teve até um seminário aqui na Câmara né que a gente fez a cobertura sobre o autismo e eles falaram muito disso né que não é para ser tratado como uma doença é um transtorno e muita gente quer ai vamos achar a cura né pro autismo Então nesse sentido né como que esses casos são abordados não no caso não é uma doença então não tem um tratamento como que isso é abordado pela medicina é a gente assim tem tem atrasos né Tem tem essas limitações né E essas limitações é que são o foco do tratamento aí né que é o foco da terapia então o tratamento essa é uma abordagem na verdade multidisciplinar esse acompanhamento é multidisciplinar então precisa de de apoio de uma psicóloga né para trabalhar essa socialização a gente eh as crianças elas precisam aprender a lidar com o outro né Porque a gente depende do outro então Isso facilita aí na evolução dela então a psicóloga é muito importante A Terapeuta ocupacional é muito importante né nesse nessa evolução nesse apoio na evolução da criança a fono a fonodiólogo é muito importante para trabalhar a comunicação para trabalhar tanto a comunicação verbal quanto a não verbal né e para que essa criança esse indivíduo ele cresça na sua potencialidade sempre na sua potencialidade É nesse caso que você falou de vários profissionais né para quem tá em casa nos assistindo como eh quem a quem os pais devem recorrer quando identificar esses sinais no filho em casa tem um profissional específico que deve ser procurado primeiro como que que funciona isso olha eu sugiro sempre procurar o médico né um neuropediatra ou até um psiquiatra infantil né o psiquiatra da Infância e adolescência ou neuropediatra eh para que ele direcione né direcione porque ah às vezes os pais estão perdidos é muita informação que tem né É uma chuva de coisas e aí começa a crescer tudo isso na cabeça e agora que caminho que eu sigo né Então procura um médico ã para ter ah realmente existe essa possibilidade direcionar o caminho direcionar qual ã profissional procurar primeiro então os três profissionais são eh devem ser procurados né a psicóloga terapeuta ocupacional a fonodiólogo às vezes é uma criança que que tem uma fala bem evoluída Precisa de algum ajuste ali de fono então a gente já já vai direcionando até e auxiliando esses outros profissionais Então acho que o médico é o primeiro a ser procurado ora eh no caso o autismo ele é considerado hereditário Sim a gente tem uma base genética muito forte né no autismo eh mas a gente sabe que é multifatorial assim tem essa base genética mas tem questões ambientais também e que ainda são muito objetos de estudo né a gente USA eh uma uma teoria Que que foi até ã eh inventada né disseminada ali no Canadá num hospital do Canadá que a gente chama de teoria do copo então é como se se esse copo fosse enchendo de coisas né então vem uma alteração genética da mãe uma alteração genética do pai mais alguma coisa ambiental mais a experiência né da criança ali nos primeiros anos de vida se esse copo transborda a gente tem os sinais do tea né como transtorno senão ele fica ali a criança evolui normalmente sem nenhum atraso sem nenhuma nenhum problema e geralmente Doutora quando a criança tem né o transtorno um dos pais tem também é assim que funciona e eles só vão saber depois da Vida na vida adulta já né muitas vezes também é isso tem sido frequente não é algo obrigatório né então assim a partir do diagnóstico dos filhos às vezes os pais ã começam lembrar lá na infância Ah eu também era assim eu também fazia isso né e evoluir e tal então a no adulto esse diagnóstico ainda é um pouco complicado né mas a gente sabe que é herdado a maioria dessas alterações genéticas são herdadas não necessariamente os pais vão ter um transtorno eles podem ter alteração genética lá sem nunca ter nenhum sintoma sem nunca ter nenhum sinal disso né mas tem alteração Genética é por isso que a gente chama dessa teoria do copo porque uma coisa soma a outra não é só um gene são vários né então assim eh essa etiologia do autismo ainda é algo bem complexo eu Lembrei até do caso da atriz a Letícia sabatela que ela deu uma entrevista né falando que ela foi diagnosticada com tea então por isso isso até que eu tô questionando sobre isso é isso tem sido cada vez mais mais frequente da gente da gente ver até porque os critérios diagnóstico agora eles são mais claros pros profissionais né então você acaba que lá no passado isso não não tinha tão claro né E aí acaba sendo esse diagnóstico bem tardio né então tem sido com acontecido com uma certa frequência mas não é obrigatório eh Doutora Laura Então quais seriam as orientações para os pais e e professores também né Eh ao ao perceberem né que as crianças em casa ou nas escolas tão aí com um diagnóstico de desse transtorno de tea uhum eh eu a primeira coisa acho que é procurar a orientação né de um profissional ir atrás das terapias começar as terapias é é importante eh pros professores é algo novo também nesse âmbito Educacional né a gente sabe dos direitos da lei da inclusão então a criança com autismo tem direito a ter um professor auxiliar em sala de aula né Eh e o que eu sempre falo pros pais é independente do diagnóstico é o seu filho então ele tem características eh boas olhe para isso is foque nisso foque na evolução e comemore cada passo cada conquista porque às vezes o receber esse diagnóstico é muito difícil né Então a gente sempre Tem que desviar e olhar pro lado que realmente eh tem um futuro brilhante pela frente tá certo e no próximo bloco A neuropediatra vai falar sobre o TDH o transtorno da atenção com hiperatividade nós vamos para um rápido intervalo e já [Música] [Música] [Música] voltamos no programa de hoje nós estamos falando sobre os transtornos neurológicos de desenvolvimento um deles é o TDH de acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção o número de casos de TDH variam entre 5 e 88% isso a nível Mundial não é um transtorno novo mas os detalhes e a descrição mais completa do TDH e ocorreram na década de 1960 eh Dora Laura voltando aqui né para esse segundo bloco nós vamos aí abordar agora o TDH a gente viu que ele não é uma um transtorno novo né mas ele só foi sendo assim esado mesmo a partir de 1960 mais detalhes e e pesquisas então o que que é o TDH para quem tá em casa nos assistindo entender melhor eh o TDH que é o transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade ele é um transtorno do neurodesenvolvimento cujas principais características é a desatenção a hiperatividade e o comportamento impulsivo e Doutora eh também existe o tda eu queria que você explicasse a diferença para quem tá em casa do tda com o TDH o tda a gente não usa mais eh essa nomenclatura né como transtorno de Déficit de Atenção porque a gente chegou à conclusão que o TDH ele tem subtipos né então Eh o tda é de predomínio desatento eh Então a gente tem os subtipos do predomínio desatento o predomínio hiperativo e a forma mista ou combinada que daí vai ter sintoma tanto da desatenção quanto da hiperatividade nesse caso né Quais são os principais sintomas e sinais que a criança e depois até o adulto né Eh eles vão demonstrando ã a hiperatividade que é às vezes o que chama mais atenção né Eh é aquela criança que não fica Sentada né Não para quieta toda hora tá conversando toda hora chama o colega para conversar não sabe esperar a vez Então ela quer ser sempre a primeira não sabe esperar vez no jogo não sabe esperar vez na fila fala demais conversa demais interrompe muitas vezes com frequência né Eh na sala de aula tá inquieta toda hora pede para ir no banheiro começa uma atividade pede para ir no banheiro eh vai no restaurante com a família levanta toda hora da mesa não consegue terminar uma refeição se não for dar uma voltinha se não for correr né então é uma criança que tá sempre ligada na tomada é eh com relação à desatenção é uma criança que esquece as coisas ou perde coisas com frequência não não consegue se concentrar não consegue focar passa ali uma mosquinha do lado ela já se distraiu perdeu o que tava acontecendo perdeu o que a professora tava explicando eh se você acaba dando um comando a mais né Então pega três coisas né Pega a toalha de banho pega a roupa suja e o seu sapato E aí chega sem nada esqueceu tudo já não prestou atenção em nenhuma não lembrou de mais nada eh não consegue se organizar ali e eu vou usar para atividade de ciências o que que eu vou usar Então ela fica perdida não consegue se organizar não consegue Organizar mochila né pra escola por exemplo não consegue organizar os brinquedos a algumas atividades que exigem uma concentração maior por exemplo leitura leitura de textos longos ã tá na escola Tem um ditado a criança já não não quer fazer já se esquiva desse tipo de de atividade né então esses são os sintomas de desatenção e a impulsividade que é aquele fazer sem pensar eu só só só age né não pensa nas consequências então acaba se colocando muitas vezes em risco porque não pensa no que pode trazer eh algum algum risco aí para pra criança né são crianças que se frequentemente se machucam e D Laura esses sintomas que você tá falando aqui pra gente eles são os mesmos eh na na fase da adolescência paraa fase adulta o TDH se manifesta da mesma forma é como que é o diagnóstico nesses casos é ã na fase adolescente adulto os sintomas da hiperatividade eles costumam ser menos costuma predominar muito mais a desatenção do que a hiperatividade né sempre fica uma coisa ou outra então às vezes é uma um adulto um adolescente um adulto que fala demais que interrompe que não consegue terminar uma tarefa né começa uma coisa e não termina então eh tem algumas sutilezas aí né a gente sabe que se uma criança adequadamente tratada diagnosticada e tratada a maioria esses sintomas remit na vida adulta né fica uma coisa bem Sutil na vida adulta mas é lógico que precisa de um tratamento adequado quando quando criança como você falou em tratamento nesse caso né do TDH qual seria o tratamento ou os tratamentos combinados né seriam acho que ideais Aí sim é a gente assim eh são são duas duas linhas né Dois caminhos aí que correm em paralelo e um ajudando o outro a terapia psicológica né então a psicoterapia comportamental também eh é essencial para essas crianças e junto com a terapia medicamentosa né então o medicamento ele é quase que imperativo nos casos do TDH né a gente sabe que melhora os sintomas melhora sintomas disruptivos do TDH e melhora o a evolução a longo prazo então pensando nessa criança virando um adulto a gente sabe que a medicação também melhora esses resultados eh eu destaco também a importância da família nesse tratamento porque não é só ir lá e levar a criança na psicóloga né a família tem que fazer parte desse tratamento os pais têm que receber orientação então um treinamento parental porque essa criança tá inserida num contexto ali né E se os pais não aderem a rotina eh a a questões ali do dia a dia mesmo esse tratamento não evolui né Eh é importante frisar que não é uma preguiça porque às vezes os pais chegam falando ai ele é preguiçoso não presta atenção na aula não quer fazer a tarefa não é preguiça né É É real então entender sobre esse esse esse transtorno entender o que causa entender como funciona é muito importante e faz parte de todo o tratamento dessa criança e para pra criança também deve ser muito difícil né explicar isso né pros pais que não é preguiça por preguiça é é algo a mais aí como você falou mesmo e nesse caso a gente pode considerar que o TDH ele é genético também como tea ou não é o o TDH assim como o tea Ele tem ele tem essa m multi é multifatorial né né mas com um forte componente genético né Alguns alguns fatores de risco a gente sabe que existem eh com uma associação mais fraca né Com relação à parte gestacional Então uso de álcool uso de tabaco eh prematuridade isso a gente sabe que são alguns fatores de risco perinatais né com alguma associação Mas tem uma alteração genética contundente a gente ainda não sabe qual qual que é essa alteração genética né pode ser a poligênica também mas é uma alteração relacionada a receptores específicos a locais específicos do cérebro então assim pais com TDH tem muito maior Chan De ter filhos com TDH né Isso já é bem mais estabelecido do que no autismo agora Doutora Laura como que os pais podem diferenciar uma criança a personalidade dela o temperamento dela de uma criança que tem o realmente o transtorno né E como você falou ah tá falando muito não tá parando quieto mas também não pode ser um traço de personalidade como fazer essa distinção que eu acho que isso é muito difícil não é É muito difícil muitas vezes é difícil da gente diferenciar mas assim um traço de personalidade não vai trazer prejuízo né não vai trazer um prejuízo social não vai trazer um prejuízo Acadêmico ou até mesmo ali no contexto familiar é uma característica uma criança um pouco mais exploradora né às vezes e é uma criança que que gosta de conversar mais então enfim se tem um prejuízo Então se começa a afetar na escola não aprende não não evolui na escola tem dificuldade ali principalmente no processo de alfabetização né bem comum eh se tem questões no âmbito social então tem dificuldade ali porque os amigos não conseguem acompanhar o ritmo da criança tá sempre muito muito acelerada né ou então não presta atenção na brincadeira se tem um prejuízo a gente pode pensar num transtorno né não é uma característica não é simplesmente um uma característica da criança de personalidade prejuízo do cotidiano né do dia a dia da criança e nesses casos né como que como que os médicos abordam esses casos quando chegam para pro paraa consulta né dentro dos consultórios a quem recorrer também né hum eu acho que quando quando chega com essas queixas a gente sempre tem que diferenciar entre os transtornos né do do desenvolvimento diferenciar se realmente é algo que tá causando um impacto significativo na vida dessa criança dessa família eh tem um tem um livro muito interessante da Dra Maria Augusta Monte Negro que que o título é nem tudo é TDH Então antes da gente chegar nesse diagnóstico a gente tem que entender tudo que tá por trás né é uma criança que enxerga direito porque a visão pode pode deixar mais agitada pode dificultar na hora de de prestar atenção é uma criança que escuta direito eh é uma criança que se alimenta direito é uma criança que dorme direito então tudo isso a gente tem que perguntar né porque podem gerar sintomas aí que confundem não gerar o TDH mas gerar sintomas e né mais agitação dificuldade de prestar atenção então a gente sempre tem que começar dessa forma e aí né Não realmente é um transtorno né existe existe um transtorno é bem característico preenche todos os critérios aí a gente encaminha pra terapia psicológica né Eh muitas vezes é preciso uma fiação neurs lógica que é um psicólogo quem faz um psicólogo especializado quem faz pra gente ver o perfil cognitivo dessa criança pra gente entender melhor os impactos desse transtorno na função executiva ali do dia a dia e direcionar o tratamento psicológico Depois dessa avaliação né então ajuda muito os psicólogos e o tratamento medicamentoso né então ã dependendo da idade a gente começa com a terapia psicológica comportamental e dependendo da idade a gente já começa com essa terapia combinada no caso é a parte de exercício físico isso também ajuda nesse processo do tratamento e é orientado eh à pessoas que são diagnosticadas as crianças também isso é é verídico assim né que tem vários estudos falando que também contribui muito né a os esportes Como que você avalia isso sim a atividade física ela ela é capaz de liberar um neurotransmissor né então que é a dopamina E e essa isso ajuda muito nas crianças com TDH né a a ter a ter disciplina a melhorar os seus sintomas a gastar energia também então a atividade física sempre é recomendada no caso do do tea isso já não é e é recomendado também ou não dout já que a gente abordou os dois assuntos né ajuda ajuda mas é um pouquinho diferente do TDH né então no no té a atividade física sempre é estimulada a gente sabe que no geral melhora a saúde né mas não tem essa indicação tão formal quanto no TDH pros adultos Doutora Laura a o tratamento e as orientações também são as mesmas que paraas crianças ou tem algum algum diferencial no do TDH né no adulto no caso do TDH no adulto nem sempre vai precisar da medicação ã da medicação né o tratamento psicológico eh é sempre eh imperativo aí né porque no adulto a gente vê muito mais Associação com transtornos psiquiátricos né esse adulto começa a desenvolver mais ansiedade mais depressão então acaba que o tratamento é mais direcionado para essas comorbidades do que o TDH em si né Eh a gente sabe que a ansiedade no adulto é bem prevalente em comorbidade com o TDH e às vezes Acaba atrapalhando aí nos sintomas da desatenção e da hiperatividade então a gente precisa tratar a ansiedade primeiro né Eh e por isso a terapia psicológica comportamental é sempre essencial também bem no caso do TDH Existem muitos casos de preconceito eh se a criança é diagnosticada com esse transtorno dentro das escolas como que isso chega até você você escuta muito sobre isso também como no tea né sim é é bem é bem frequente assim a gente escutar que a criança é preguiçosa e que a criança é burra né porque tem ali as suas dificuldades e a gente precisa trabalhar muito a autoestima dessa criança porque não é não é burrice não é Eh preguiça não é né então a gente precisa ir explicando o que o que que acontece com o organismo dela o que que acontece com o cérebro dela que tem uma causa né tem ali a justificativa e trabalhando a autoestima dessa criança é muito importante então todo todo todo o esforço da criança tem que ser valorizado independente do resultado né então Eh é muito frequente a dificuldade da da alfabetização da criança então ah não conseguiu escrever mas tudo bem você se esforçou muito você tá indo super bem é sempre isso que a gente tem que valorizar porque essas crianças costumam ter autoestima muito baixa né e e e sofrem muito com o que acabam ouvindo ouvindo por aí então é incentivar mesmo né Igual você falou a parte boa né não ficar focando o lado negativo vamos a gente pode dizer assim não é mesmo Doutora Exatamente exatamente nunca focar no problema né mas no no esforço que que que tá fazendo para evoluir para superar essas essas dificuldades Doutora eh para se fosse você fosse dar um recado pros pais e também pros professores né porque sempre estão com as crianças nas salas de aula O que que você diria né para orientar nesses casos de TDH o que que eles podem fazer como se comportar tá eh eu acho que é importante ter isso como como assim saber que isso existe saber quais são os sintomas saber quais são os sinais né ficar atento para ter um diagnóstico precoce eh mas o que eu vejo muito que às vezes me preocupa é querer rotular né querer rotular querer eh ã justificar Ah faz isso porque tem um transtorno né então ah sai um pouquinho ali da média um pouquinho mais agitado vai procurar porque tem um transtorno Nem tudo é um transtorno né Eu acho que é importante a gente frisar isso que lógico quem tem tem que procurar ajuda tem que procurar o tratamento Mas nem tudo se encaixa dentro de um transtorno então é é importante diferenciar é importante ouvir um profissional né porque senão a gente acaba querendo rotular todo mundo né ah é autismo é tth e não é não é né então é importante a gente saber saber disso que existem muitos traços de e características das crianças que que podem aí confundir e que não são eu acho que que que isso isso eu tenho visto bastante né tem tem tem me preocupado muito principalmente questão da escola né a escola quer colocar às vezes todo mundo dentro de uma caixinha dentro um quadradinho e todo mundo tem que fazer igual e às vezes um ou outro foge né da pelas pelas características mesmo então é importante a gente saber e procurar ajuda quando tiver na dúvida porque de repente né Doutora Laura às vezes até perigoso uma criança começar a tomar medicamento sem necessidade alguma isso que eu acho que é o mais eh grave né nessa história toda de como você disse sair rotulando né e não fazer uma avaliação correta do do do caso sim sim a gente eh acaba acaba tratando demasiado né acaba tratando demais né e e é lógico que que a gente sempre tem que tá atento com relação a isso para não tratar os casos que que realmente não são Tá certo D Laura eu agradeço muito a sua participação aqui no nosso programa no saúde e a vida da TV Câmara Campinas muito obrigada Eu que agradeço obrigada também pela sua companhia você pode conferir o nosso programa de hoje e outros programas também eh que são produzidos aqui pela TV Câmara Campinas no YouTube da TV e também não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais até o próximo saúde a [Música] vida [Música] n
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