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Saúde é Vida | Narcolepsia e Catalepsia: Fenômenos Neurológicos Que Merecem Atenção
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Saúde é Vida | Narcolepsia e Catalepsia: Fenômenos Neurológicos Que Merecem Atenção

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O neurologista Fernando Morgadinho Coelho explica as diferenças entre narcolepsia e catalepsia, termos comumente confundidos fora da medicina. Segundo ele, a narcolepsia costuma surgir entre os 12 e os 21 anos, com pico entre 14 e 16 anos, provocando ataques de sono, alucinações, paralisia do sono e cataplexia, fraqueza muscular desencadeada por riso ou choro intensos, sem perda de consciência. O especialista detalha sinais de alerta, diagnóstico e tratamento em programa de saúde com entrevista médica.

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Olá, [música] começa agora o programa Saúde à Vida e hoje vamos entender sobre dois fenômenos neurológicos, narcolepsia e catalepsia. Embora os termos sejam frequentemente confundidos no senso comum, são diferentes. E é sobre esse tema que vamos conversar com o Dr. Fernando Morgadinho Coelho. Ele que é neurologista da Academia Brasileira de Neurologistas e já está conectado aqui com a gente. Seja muito bem-vindo, Dr. Fernando. Obrigado pelo convite, gente. Doutor, pouco se fala sobre esses fenômenos, né? Então, primeiramente, eh, vamos entender quais são os conceitos fundamentais dessas duas condições. Então, queria que o senhor falasse um pouquinho pra gente sobre esses conceitos. Pode falar das duas condições e depois a gente vai separar um pouquinho sobre cada uma delas. Perfeito. A narcolepsia, uma doença caracterizada porques de som. Além dos ataques, o paciente com narcolepsia também tem alguns fenômenos, a gente chama sono rico. Então, a gente tem alucinações, muito frequentemente, paralisias do sono, o sono muito fragmentado e um fenômeno que é a cataplexia. Então, a cataplexia é um fenômeno muito comum em pacientes com narcolepsia, mas não só. Eu tenho a cataplexia que se caracteriza por uma fraqueza muscular que pode ser segmentar, né, região da face ou do braço ou da perna ou pode ser generalizada, que se caracteriza por um evento de emoção positivo ou negativo que faz a fraqueza. Essa fraqueza muscular normalmente não vem associada a sono, então a pessoa fica vigil, fica alerta, mas vai ter essa perda muscular. Então a cataplexia é um fenômeno, é um sinal neurológico de fraqueza muscular por emoção, posouro ou riso que dura de segundos que é muito comum em pacientes com narcotina. Certo, doutor? Então, eh, a gente pode dizer que tem algumas semelhanças, mas também tem as diferenças, né? Perfeito. Então, a cataplexia é um fenômeno daqueles pacientes que têm narcolepsia, né? A neecalipsia é a doença, a cataplexia é um achado da evolução da doença. Então existem pacientes que têm cataplexia sem ter a doença, sem ter narcia. Por exemplo, alguns medicamentos podem levar essas fraquezas, algumas doenças genéticas podem levar essas fraquezas, mas de longe quem tem cataplexia normalmente tá associado à doença, que é a anarcolepsia. Então, a associação da doença em si, que são ataques de sono, tão muito comumente, principalmente na ciccia tipo um, que a gente chama, associada aos fenômenos, que é a catap cataplex, certo? E doutor, pra gente separar um pouquinho, né? Vamos falar então especificamente da catalepsia, quando que ela surge, né? Porque a gente fez algumas pesquisas e uma pessoa ela pode nascer com essa condição ou isso vai depender também dos gatilhos e também de uma idade, né, já que envolve também medicamento e tudo mais. Então, normalmente a narcolepsia ela é uma doença que ocorre no final da infância, início da adolescência até a idade de adulto jovem. é uma doença que começa os seus sintomas aí ao redor entre os 12 até os 21 anos, né? O pico aí em torno de 14, 16 anos, dependendo da região que a gente tá estudando. E é uma doença que começa com os ataques de sono. E aqueles pacientes que vão ter a cataplexia vão estar relacionados então a esses fenômenos também. Então, o ataque de sono e os ataques de fraqueza muscular começam na adolescência e vão se seguir durante a vida toda. Isso ele surge com alguns gatilhos também, a questão emocional, isso tudo envolve, tem também a questão da genética, como que a gente pode, né, classificar esses fenômenos, né, essa condição para esse paciente. É muito importante a gente entender que os fenômenos de cataia estão muito associados a quadros de aqueles pacientes que tem um quadro de uma alegria importante ou de uma tristeza importante, acabam podendo desencadear essa fraqueza. E essa fraqueza vem com a manutenção da vigília. Então a gente não tem sonolência. Isso é muito importante. O paciente que tem cataplexia fica acordado e tem a fraqueza muscular. Óbvio que os pacientes que tm na colepsia vão ter sono também nas outras fases do dia, mas no momento da cataplexia, com esse drive emocional eles mantém-se acordados. Então é um grande diferencial. O grande problema é que a gente tem uma dificuldade diagnóstica, tá certo? Por que que essa pessoa caiu? Por que que ela perdeu a força? Muitas vezes, já que a gente sabe que é uma doença mais rara, muitas pessoas leigas ou até profissionais de saúde não reconhecem esse fenômeno e a demora pro reconhecimento da cataplexia e somar os outros como sonolência, alucinação, demora muito para fazer o diagnóstico de narcolepsia. Então, obviamente, conhecer melhor o sintoma, conhecer melhor o fenômeno vai acelerar o processo a gente identificar esses pacientes pro melhor tratamento. E doutor, falando sobre então a questão do diagnóstico, né, como que é feito esse diagnóstico? Tem a o mapeamento desse paciente, história, né, de vida do paciente junto com alguns exames específicos. Como que é então esse primeiro passo para identificar essa condição? É interessante imaginar que esse paciente tem muito preconceito, tá certo? Porque como a gente não sabe o que tá acontecendo com ele ou com ela, esses indivíduos acabam tendo essas quedas, essas fraquezas. As pessoas entendem que se contar uma piada, a pessoa vai cair. Então, acaba criando uma situação muito complicada socialmente para esses indivíduos. O que a gente alerta pra população de uma maneira geral, pro pai, pra mãe, pro familiar, o pessoal que tá tá na escola com esses indivíduos adolescentes e crianças, é que esses fenômenos de fraquar que não são aplicados e que são investigados e têm que ser avaliados com cuidado. associados episódios de de quadros assim em narcolepsia, que é uma doença que tem tratamento, tem diagnóstico e que a gente tem que ficar sempre alerta, certo, doutor? Então, a gente pode dizer que as duas condições elas têm tratamento, mas é algo que a pessoa ela convive ao longo da vida. Como que é a base do tratamento para essa pessoa? Quais são as alternativas que a medicina traz para esses pacientes? A pergunta é muito boa. Hoje, né, até hoje, até recentemente, a gente tem basicamente o tratamento sintomático. A gente melhora a sonolência usando estimulante, a gente melhora os ataques de cataplexia usando medicamentos que bloqueiam o sono ren, mas a partir de agora, na verdade do ano passado, a gente começa a ter um grupo de medicamentos que vai agir muito especificamente na narcolepsia. a gente chama esses medicamentos que estão em fase de aprovação mundial. Aí foi aprovado na se tudo correr bem vai ser aprovado. Aqui no Brasil também a gente temas de orexina do ou seja, são remédios que agem em receptores de um neuropeptídio, que é uma substância cerebral que falta nesses pacientes que tm napsia tipo um com cataplexia. Então, há uma tendência da gente ter uma melhor resposta e o melhor tratamento muito em breve para esses pacientes, já que a gente tá diante de uma nova classe de medicamentos que vai repor a carência dessa substância que tá faltando nessa população. Doutora, a gente falou um pouquinho então sobre essa questão da saúde mental que acaba afetando também para esses pacientes que têm essas duas condições. Isso afeta o ambiente de trabalho, afeta a socialização, né, desse paciente e isso acaba sendo também um outro desafio para ser encarado e trabalhado junto com essa pessoa, né? Perfeito. Pacientes com narcolepsia, tipo um, com cataplexia principalmente, tão associados a um impacto muito negativo na vida. A qualidade de vida deles é muito ruim. Então, o trabalho nosso, nossa sede de casa aqui da UNIFESP, no mundo todo, mostra que eles têm impacto pessoal, eles têm impacto estudantil ou acadêmico, eles têm impacto profissional. Então é muito prevalente nessa população depressão pela própria doença. Somando a isso, um ambiente ainda que é inóspito, né, com fatores de dificuldade de socialização, preconceito, etc., é muito prevalente ansiedade e depressão nesses pacientes. Então é um desafio além da sonolência, além dos episódios de cataplexia, alucinações, paralisia do sono e o sono fragmentado, também tratar a qualidade e a saúde mental desses indivíduos para você ter melhor qualidade de vida. E doutora, a gente sempre separa algumas informações em relação a mitos e verdades, né, sobre as condições, sobre as questões de saúde que a gente aborda aqui no Saúde à Vida. Falando dessas duas condições, esse paciente ele, qual hábito que ele deve mudar, quais são as prevenções? E também essa pessoa consegue, por exemplo, dirigir, consegue andar, né, sozinho, se precisa ter alguém do lado. É algo que acaba sendo também desafiador para outras pessoas que não conhecem essa situação, que não conhecem essa condição, justamente também para ajudar e alertar nesse sentido. Perfeito. Esses indivíduos com colepsia tem que tomar alguns cuidados. Então, de novo, a gente tá vivendo uma era que deve est mudando daqui para frente, em breve, por conta de ter esses medicamentos que agem melhor, com melhores efeitos que a gente tem hoje. Mas até hoje com os estimulantes tradicionais e com os tratamentos da cataplexia, a gente ainda tem algumas dificuldades que esse indivíduo, mesmo com o tratamento vai ter. Então, cuidado, por exemplo, em ter horários regulares de dormir e acordar. Esse indivíduo tem que ter uma higiene de sono muito adequada. Então eles não podem ir paraa balada ou trabalhar em turno porque já tem sonolência sem ter nenhum problema de privação de sono. Imagina quando você não dorme direito. Se uma pessoa normal já tem problema, quem tem narcilepsia tem muito mais problema. Então esse indivíduo tem que ter uma regularidade do sono. Eles tm que fazer cochilos programados durante o dia. Um cochilinho de meia hora para eles melhora muito os sintomas para as próximas horas. Esse indivíduo tem que usar medicação e horário regular. Esse indivíduo não pode engordar muito porque isso pode trazer também a pineia do sono que piora o quadro de sonolência. Então cuidados que são da qualidade de vida deles é fund são fundamentais para que você tenha um benefício em questão a risco. Então vamos lá. Acidente de trânsito. Não existe uma legislação brasileira para tratar a legislação de motoristas privados ou motoristas profissionais em relação à narcolepsia. Há uma recomendação que a gente faz no nosso ambulatório que é evitar que se dirija por muito tempo em loca locais monótonos. Então não é proibitivo de se dirigir, né? Mas tem que imaginar que esse paciente tem que estar compensado, tem que estar medicado e que não pode ser por um período, né, muito alargado em locais que são inóspos ou que são muito monótonos, porque o risco de ele tem que cair em sono e ter acidente mesmo com a medicação é grande. Então o bom senso aí vai, né, vai prevalecer e graças a Deus, esses 30 anos que a gente mexe com esses pacientes, 26 anos agora, a gente não teve nenhum relato de acidentes importantes, porque a recomendação é forte. A recomendação do cuidado do do próprio paciente e dos outros em trânsito, ele é muito importante para que a gente preserve não só a vida, a integridade do nosso paciente, mas também da coletividade, né, e da sociedade de uma maneira geral. Certo? E doutor, voltando só um pouquinho em relação ao diagnóstico, né, que o senhor comentou que realmente tem essa situação de ser difícil esse diagnóstico, né, falando sobre o diagnóstico precoce, né, que a gente sempre fala aqui justamente para iniciar o tratamento com mais rapidez para esse paciente ter uma melhor qualidade de vida. Mas nesse sentido, como que eh a medicina ela enfrenta essas diferenças entre as condições em relação a outras condições de sono, por exemplo? porque existem outras doenças também que acaba eh acabam afetando ali esse paciente por conta do sono, especificamente falando. Então, como que é possível fazer essas eh essas diferenças mesmo, né, vocês identificarem realmente que tem essa diferença até pro paciente também saber qual que é o momento de procurar um especialista? Perfeito. Existem muitos diferenciais de sonolência excessiva de urno. De longe existem muito mais causas de sonolência do que a própria narcolepsia com cataplexia. Ela é rara, é 0.02% da população. Então, sempre que eu tenho alguém com sonolência durante o dia, vou pensar em muitas outras coisas, mas também na necolepsia, que apesar de ser rena, a rara pode acontecer. Então, o que que a gente recomenda? tiver sonolência, que tiver atrapalhando ao dia, né, do dia a dia ou a performance ou indivíduo, você tem que procurar ajuda. E a gente, como profissional de saúde e a pai da medicina do sono, a gente vai entender o que que levou a essa sonolência. Eu posso ter medicações que tá usando, que levam medicolência, eu posso ter privação de sono, que é a causa mais comum de sonolência. Você não consegue dormir porque você não tem tempo para dormir, dame menos que deve. Você pode ter alguma doença com manutenção de tireoide, de rim ou de fígado que pode dar sonência. Eu posso ter um padrão de horário de dormir que leva a sonolência, tá certo? Então eu tenho várias causas que levam à sonência, mas nesse programa onde eu falo em cataplexia, dificilmente outra doença que tem sonolência e os ataques de fraqueza com emoção seriam outra coisa. Então, que é o grande drive, o grande chamativo para pensar, pode ser uma doença do sono primária, como narclepsia, são os ataques de fraqueza muscular. Esse, como eu falei, pode ser outra coisa, mas é muito, mas muito específico da narcsia. Então, se eu tenho um paciente com sonolência, preciso de ajuda, vou procurar ajuda para ver as causas, mas se somando a sonolência eu tenho fraqueza muscular com emoção, isso direciona muito para narcpsia. E aí os testes diagnósticos de polissonografia e latência múltipla, que são testes durante o dia para ver cochilos e fase do sono, são fundamentais pra gente fazer o diagnóstico, certo? E doutor, eh, a gente até entrou nesse tema, né, justamente por conta de várias, eh, reportagens que a gente, eh, pesquisou, né, a gente leu sobre essas situações. E uma das coisas que acabaram chamando a atenção também aqui da da nossa produção pra gente montar esse material foi justamente sobre alguns casos, né, eh, de bebês que foram, né, diagnosticado não só com essa condição, mas também com a síndrome de Lázaro, né, falando um pouquinho sobre essas duas questões também sobre os sinais vitais, realmente eh eles param, né, ou não? ou isso eles apenas enfraquece como a fraqueza do músculo, mas tem essa realmente significado que os sinais vitais eles também eles estacionam e parece que a pessoa eh entrou em óbito. Como que isso, né, a gente pode explicar para quem está nos assistindo sobre essas condições? Isso é interessante. A gente pode ter o que a gente chama de o bebê inflácido, né, que ele fica, é fraco por várias causas, inclusive neuromusculares. Uma coisa importante da narcolepsia com cataplexia é que ela é muito rara abaixo dos 10 anos de idade. Então é muito rara, menos de um de 10% das pacientes com narcolepsia e cataplexia ou narcopsia tipo um tem menos de 10 anos. E neném ele é muito mais raro porque o quadro a nível familiar é só 1%. Então, quando eu tenho um neném flacido com a dificuldade de respiração, que é o que você tá falando, dificuldade, etc., muito raramente vai ser um quadro de cataplexia, porque a prevalência da doença é muito mais na adolescência, nem entra no escopo de diferencial, como a gente como neurologista vai estudar um nebem o recém-nascido flácido. É mais alteração neuromuscular, que é o mais prevalente com padrão genético, aí sim a investigação complementar, mas a cataplexia, né, ela de longe muito mais prevalente na fase de de criança maior e adolescência e é um quadro transitório emoção. Então, dificilmente o paciente vai ter alguma uma repercussão negativa. Não há risco a nível hemodinâmico ou respiratório na cataplexia. É um fenômeno que é ruim, é riscó de queda, de se machucar, porque tem um acidente sério, isso existe. Mas durante o evento, você tem um quadro respiratório ou cárdio respiratório, cárdio pulmonar que traga impacto, isso não ocorre. Perfeito, doutor. E falando sobre a questão mesmo neurológica, doutor, isso acaba impactando de alguma forma se não for tratado, se esse paciente demorar, né, para buscar ajuda, existe uma gravidade pro sistema neurológico desse paciente? Boa pergunta. Então, vamos imaginar que a média de demora hoje mundial é de 10 anos, né? 10 anos se demora pra gente fazer um diagnóstico sem mundial. Não é brasileiro só, não é europeu, norte-americano, não é asiático, é mundial. Alguns locais mais, alguns locais menos. Em 10 anos eu tenho ataques de sono que vão prejudicar a minha performance pessoal, acadêmica e profissional. Então, vamos combinar que em 10 anos de prejuízo, a gente vai ter um impacto brutal, não organicamente falando no cérebro, mas a nível da evolução desse indivíduo, tá certo? Então isso já é uma realidade que a gente tem que mudar, até porque os remédios ch chegando agora mais novos, com eficácia melhor e com melhor tratamento, eu tenho obrigação da geração que cheg muito mais diagnóstico, tem muito menos impacto. Então isso é uma realidade. em questão de sequela pro organismo que são na parte física. Sim, aurexina ou hipocretina, que é essa substância que tá faltando a passante conaplepsia e cataplexia, ela é responsável por um monte de outras funções que vão desde controle alimentar até controle cardiovascular, cáliorrespiratório. Sim. Então, o que a gente sabe, alguns trabalhos mostram é que alguns indivíduos a gente tem a a quantidade, né, a expectativa de vida deles mostra que é menor que a população geral. Então parece, de novo, isso é meio controvérso, em alguns artigos, parece que a gente tem impacto sim também a nível cardiovascular, mas em questão de obesidade, em questão de metabolismo, em questão de outras doenças do sono, em questão de saúde óssea, tudo isso é impactado por conta dessa alteração dessa substância. Repare que o tratamento atual não mexe na substância, então não melhora muito a parte de osso cardiovascular, porque eu não tô repondo a substância. a partir de agora que a gente tem uma expectativa que tratando essa carência da substância que eu também melhore o resto. Então a resposta é sim. Acho que a gente tem impacto por conta da doença e até então tudo que a gente tá oferecendo para esses pacientes ainda não deve tá mudando essa história, exceto qualidade de vida que é importante, exceto capacidade de não ter cataplexia, que é importante para ter uma vida mais normal, mas a questão do risco, etc. a partir de agora com os medicamentos é que talvez a gente consiga oferecer o melhor cenário. E doutor, então esse paciente ele precisa ter um acompanhamento também com uma equipe multidisciplinar, né? não só com um especialista apenas neurologista, mas uma gama de profissionais, né, em torno desse paciente, né, acompanhando junto com os familiares para poder também eh perceber a evolução aí do tratamento e com a vinda, né, desse novo medicamento aí para melhorar cada vez mais, mas paciente ele precisa ter esse acompanhamento ao longo aí da vida, né? É, sem dúvida, você tem várias nuances da saúde geral que são afetadas. Então, normalmente, a gente faz o acompanhamento psicológico, passa para acompanhamento fonudiológico, nutricionista, para o educador físico, porque eles têm que ter uma saúde muito orientada e muito supervisionada, porque já tem um prejuízo de base. Mesmo com os medicamentos, eu tenho dificuldade de ter o benefício total e oferecer uma qualidade de vida normal para eles. Então tem que ter o acompanhamento, é um é um padrão regular nosso tá com os nossos profissionais de saúde, especialistas em sono, principalmente tando com atuação direta neles e sim é fundamental que você tenha esse suporte para que tenha melhor qualidade de vida. Doutora, falando um pouquinho sobre a o Sistema Único de Saúde, né? Como que o senhor enxerga esse cenário hoje dos casos aqui no Brasil? O senhor eh verifica que teve realmente uma melhora, né, nesse no diagnóstico também dos pacientes e como que o Sistema Único de Saúde ele está preparado para atuar, né, à frente dessas condições. Eu acho que nós temos um cenário que é muito divergente no Brasil. Quando eu vejo os laboratórios de sono a nível privado e de convênio, plano de saúde, nós estamos entre os cinco maiores do mundo. Isso é importante e isso é bacana. OFCA tem uma disparidade grande em questão da localização desses laboratórios, muito mais no Sudeste e muito menos na região norte, na parte do Nordeste. Mas sim, eu tenho laboratórios de sono que são fundamentais pro diagnóstico. Quando a gente se reporta em relação à parte do SUS, aí eu tenho dificuldade porque eu tenho muito menos acessibilidade. Primeira avaliação desse paciente por um profissional especialista em medicina do sono com que tem esse conhecimento mesmo por ter aprendido previamente. Segundo que eu tenho poucos locais que se fazem é polissono e a latência múltipla. Então sim, eu tenho um grande gargalo na identificação, primeira etapa, na avaliação clínica especializada, segunda etapa, e na confirmação diagnóstica, terceira etapa. Então vai ser um grande desafio, já que é uma doença mais rara, a gente oferecer essa possibilidade para que essa população que tá aí, apesar de rara, mas existe e que é muito impactada pela doença, precisa ser reconhecida, orientada, diagnosticada e tratada. E doutor, estatisticamente, né, falando sobre a faixa etária, o senhor falou um pouquinho, mas tem eh entre mulheres e homens é o mesmo número, né, de pessoas acometidas. Como que está o cenário hoje falando em números especificamente? Perfeito. Então o diagnóstico napsia hoje ele homem e mulher não tem diferença. A prevalência em ambos os gêneros é a mesma. A prevalência é de 0.02% 02% da população, então uma prevalência de doença, doença considerada rara, né? E obviamente que entra no diferencial de sonolência, que é muito mais comum. A sonolência, a prevalência da sonolência na população geral é enorme, né? Ela é uma pequena fatia daquele grupo de população sonolência que a gente conversou que tem outras causas de diferenciais. O que que é importante? Primeiro que sonência também, independente da causa, tende a levar prejuízo. Então, todo paciente com sonolência tem que ser abordado, tem que ser tratado. Então, a gente quer oferecer paraos esses indivíduos, pra sociedade, um objetivo de você tratar esses pacientes que tem a queixa de sonolência. Nesse conjunto de pessoas avaliadas, vai entrar aquele grupo que tem narcilepsia. Eu acho que na verdade é uma força tarefa que a gente tem que fazer para melhorar a qualidade da população que tá com sonolência, que não é pouca. E nessa qualidade, melhorando este conceito, eu vou pegar aquela população específica que tem cataplexia e que tem narcilipsia. Então eu acho que é uma uma ação que ela é mais global e aí você acabaria aproveitando para você fazer então esse essa identificação dessa subpopulação com diagnóstico com a cataplexia depois tipo um. Dr. Fernando, o senhor acredita que os fatores externos, né, a gente entrou um pouquinho na questão falando sobre os gatilhos emocionais, a questão de ansiedade, quadro de depressão, até os medicamentos, né, antidepressivos. a gente falou um pouquinho sobre também que alguns, né, medicamentos podem eh desencadear, então essas condições, esses fatores externos como ansiedade, pânico, isso acaba contribuindo também ou o paciente que já tem também essas condições, né, no como já detectados aí já como um diagnóstico, eh, contribui para essas duas condições, doutor, sem dúvida. Se você tem uma doença que você não tem cura e que você não consegue um tratamento eficaz, você com certeza vai est impactando o seu indivíduo, a sua saúde mental. Então, por si, só a doença leva mais ansiedade e leva mais depressão. Vamos combinar que se eu não tô tratando direito, qualquer pessoa, mesmo que não tenha doença, vai ter impacto na saúde mental. Então, sim, a gente sabe que eles têm mais impacto e a saúde mental com mais depressão e ansiedade são os fatores negativos. pro desencadeamento da cataplexia. Então, esse indivíduo começa a ter cada vez piora da doença, com mais fatores de humor, com mais ataques de cataplexia, fazendo um ciclo que é vicioso, né? Se cada vez piorando mais e tendo mais ataque. Então, sim, a ansiedade, a depressão, quadro de expectativa negativa em relação ao estado de saúde acaba potencializando entre as coisas ataque de cataplexia e piora da doença. Tá certo, doutor? Então, o que a gente pode deixar de mensagem é que essas duas condições, por mais que raras, existem sim eh tratamentos, né, especializados e esse paciente consegue ter uma vida aí com qualidade, né, fazendo todas essas eh recomendações sobre alimentação, sono principalmente e buscar os especialistas aí num diagnóstico precoce, né? Perfeito. O recado que a gente deixa é assim: Se eu tiver uma criança, um adolescente, um adulto com sonolência importante, dormindo onde não deve, dormindo em situações que realmente não são esperadas, precisamos procurar ajuda. Se junto com essa sonolência eu tiver fraqueza muscular, que é a cataplexia por emoção, isso direciona para uma doença específica do sono, que é analipsia. Então, continua procurando, tem que procurar o profissional de saúde para fazer o diagnóstico e começar um tratamento. Então, dois alertas importantes, sonolência, dormir em horários ou em momentos que não são apropriados e fraqueza muscular com emoção. Esses dois cenários obrigatoriamente levam a uma necessidade de procurar ajuda para que a gente faça um diagnóstico correto e um tratamento e acompanhamento adequados. Perfeito. E doutora, eh, pra gente, né, já indo pro finalizando aqui o programa, e existe alguma campanha, né, que a Academia Brasileira de Neurologistas eh, realiza, né, em prol desses pacientes ou também de conscientização, né, exatamente, elevando a informação para as pessoas terem mais acesso, né, como é o caso de agora, né, do programa Saúde à Vida. levando essa informação para quem está nos assistindo. A academia, ela tem alguma ação, né, frequente para alertar a população também sobre essas duas condições? Perfeito. Conforme o ano passa, a gente muda as campanhas, obviamente, da de de orientação, conscientização. A gente faz muita conscientização com a sonolência na estrada. Isso é importante porque embora seja uma doença errada na colepsia, pacientes na estrada podem ter outros causas que são muito mais prevalentes para pine do sono, privação do sono que levam à sonência. Então o risco a nível epidemiológico e a nível, né, social da sonolência ele é enorme. Então, falando na arcoilepsia que é um pequeno pedaço muito importante da sonolência, mas a campanha da sonolência geral da população, ela tem que ser muito viva. Por quê? Porque as complicações da sonolência a nível individual e coletivo, falando em acidentes de trânsito e problemas maiores em questão de cardiovascular, elas são enormes. Então a a sociedade, né, a academia Brasileira normalmente faz as campanhas visando a sonolência e dentre desse contexto também a narcolepsia. Tá certo, Dr. Fernando. Quero agradecer a sua participação. Obrigada por ter aceitado o nosso convite e trazer todo o seu conhecimento, né, compartilhar as dicas e informações são importantes aqui pro nosso programa. Então, mais uma vez, muito obrigada. Obrigado e até a próxima. Até a próxima. Bom, saúde é vida fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Pode acompanhar na íntegra o programa pelo portal tvcameracampinas.com.br. Não esqueça que nós temos um encontro marcado na próxima edição. Até mais. [música] [música] [música] [música] [música] เ [música]
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