TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Saúde é Vida | Agosto Cinza - Catarata
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

Saúde é Vida | Agosto Cinza - Catarata

28 views Publicado 17/08/2026 HD · 35:20
Resumo editorial

O programa entrevista o oftalmologista Rodrigo Carvalho sobre catarata, uma das principais causas de cegueira reversível que afeta cerca de 25% dos brasileiros com mais de 50 anos. Aborda o que é a doença, fatores de risco, mitos e verdades, além da importância do diagnóstico precoce e do tratamento cirúrgico. O especialista orienta sobre cuidados preventivos, como evitar esfregar os olhos.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

A catarata atinge cerca de 25% dos brasileiros com mais de 50 anos e é classificada pela Organização Mundial da Saúde como principal causa de cegueira reversível no mundo. No quadro de saúde com entrevista médica do Saúde é Vida, o oftalmologista Rodrigo Carvalho explica que a condição é o envelhecimento do cristalino, a lente natural do olho, comparável a um para-brisa perdendo transparência. Ele detalha fatores de risco como diabetes mal controlado e uso prolongado de corticoide, além do tratamento cirúrgico moderno, que reverte a maioria dos casos.

Transcrição completa do vídeo

29 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, seja muito bem-vindo. Começa agora o programa Saúde à Vida com foco no bem-estar e qualidade de vida. E é o momento também, é claro, de tirar todas as dúvidas. Por isso, hoje vamos falar sobre a catarata. Segundo o levantamento da Fundação Osvaldo Cruz, a catarata atinge cerca de 20 25% dos brasileiros com mais de 50 anos e é considerada pela Organização Mundial da Saúde como a principal causa de cegueira tratável no mundo. Será que isso é mesmo, né, sobre esse tema? Então, convidamos o Dr. Rodrigo Carvalho, ele que é oftalmologista, já está conectado aqui com a gente. Seja muito bem-vindo, Dr. Rodrigo. Muito obrigado. Olá a todos. É um prazer participar do do programa e poder falar de um assunto tão importante. Dr. Rodrigo, a gente já começa falando sobre então esses dados, né? realmente tem essa estatística, né, de 25% da população brasileira e realmente ela é considerada uma condição que tem essa cegueira, né, ela pode ser permanente ou não. Vamos começar falando então sobre esse dado, né, que acaba chamando a atenção também. Perfeito. Realmente a catarata hoje ela é a principal causa de cegueira reversível no mundo, tá? Não só no Brasil. Isso afeta o mundo de uma maneira geral, tá? É uma doença que está muito relacionada com com a senilidade, ou seja, com envelhecimento, né? E mas hoje, graças a Deus, nós temos uma uma possibilidade de tratamento que é a cirurgia, que é uma cirurgia bem moderna. e que na imensa maioria dos casos é reversível, né? A essa hoje dificilmente a catarata chega ao ponto de de levar uma pessoa cegueira, né? E quando chega, mesmo quando chega num estádio tão avançado nesse ponto, a grande maioria das vezes, se não tem outros problemas relacionados, é uma causa totalmente reversível com a cirurgia. Certo, doutor? a gente vai falar, né, ao longo da nossa conversa aqui, ao longo do programa sobre a cirurgia, quando é recomendado, mas pra gente entender, né, o conceito mesmo da catarata, o que é essa catarata? É uma pele, né, muita gente, a gente até separou depois também algumas perguntas sobre mitos e verdades, né, para tirar todas as dúvidas, mas o que é a catarata e como que ela surge, né? as principais causas, fatores de risco. Vamos entrar um pouquinho agora nesse ponto aí da catarata. Perfeito. É muito comum realmente as pessoas acharem que a catarata é uma pele que cresce, mas isso não é verdade. Isso, aliás, é um dos mitos relacionados à catarata. Catarata nada mais é do que o envelhecimento da lente natural que nós temos dentro do do olho, que é chamado de cristalino, tá? Então, para fazer uma analogia, é como a gente olhar através de um para-brisa do de um carro que ele é totalmente transparente e ao longo do tempo vai perdendo essa transparência, vai ficando embaçado. É isso que acontece com o nosso cristalino. Ao longo dos anos, com o envelhecimento, ele vai perdendo essa transparência e vai ficando opaco. Isso que é a catarata, é a perda da transparência da nossa lente natural que é o cristalina. Certo? E doutor, falando sobre a os fatores de risco, né? Quais são eles? das principais causas além, né, do envelhecimento, como já foi mencionado, mas tem outras outros fatores de qualidade de vida mesmo ou fatores externos, outras condições que esse paciente tem, alguma doença ou diabetes, hipertensão, isso pode também causar o aceleramento, né, da catarata ou outra condição aí da saúde ocular? Sem dúvida. Ah, como eu já disse, a principal causa é o envelhecimento, é a idade, mas existem outras condições que podem acelerar o surgimento da catarata, condições que podem fazer com que a catarata surja em idades até bem mais precoces, como, por exemplo, diabetes. Diabetes é uma doença que é um fator de risco, sim, para o desenvolvimento da catarata isoladamente. Então, o controle adequado do diabetes é um fator fundamental para evitar até essa outra complicação que seria a catar. Outros fatores associados, uso prolongado de corticoide de, né, que são eh alguns medicamentos, mesmo na forma de colírio ou eh quando tomado vior oral também, aquelas pessoas que necessitam de uso crônico do corticóde por algum outro motivo, é um fator de risco importante para surgimento precoce de catarata. exposição à luz solar. Então, principalmente aquelas pessoas que trabalham expostas no sol, trabalhadores rurais, que não tem o o cuidado de utilizar uma lente que tenha proteção contra a radiação ultravioleta, é um fator de risco também para para desenvolvimento mais precoce da catarata. Traumas oculares podem causar a catarata também, seria a catarata secundária, trauma, né? Algumas infecções oculares, como as chamadas uveite, também são fatores de risco que levam ao surgimento da catarata mais precocemente. E tem também as cataratas chamadas congênitas, que são relacionadas a causas genéticas, que já podem surgir logo ao nascimento. Então, existem até bebês que que já nascem com com essa condição que que é a catará. Esses seriam os principais fatores de risco relacionados, além do que eu já falei no começo, que disparado o o maior, o mais importante, que é o a catarata chamada senil, que tem relação com a idade mesmo. Doutor, eh, existe um sinal de alerta assim que esse paciente ele precisa, né, prestar mais atenção, porque tem as outras condições também, né, eh, de milpia, astigmatismismo. Essas outras condições, elas também podem vir associadas com a catarata ou nem sempre o paciente que ele tem milpia ou outras condições, ele vai desenvolver a catarata antes dos 50 anos, por exemplo, né? É raro isso acontecer ou não? Bom, eh, essas a mi pia, a hipermetropia, o astigmatismo, a presbiopia são chamados erros de refração. São os erros refracionais, não são considerados doenças em si, então são fatores independentes da catarata. Então eles são eles a catarata surge independentemente da pessoa ter miopia ou hipermetropia ou astigmatismo. Então são condições que são independentes, mas que caminham juntas, né? Então o sinal de alerta, muitas vezes as pessoas até procuram os oftalmologistas achando que que o é que tem que simplesmente mudar os óculos, que o grau mudou. Então, um dos sinais de alerta que pode ser o início da catarata é quando se torna frequente a necessidade de de mudar o grau, de trocar os óculos. Então, às vezes a pessoa acha que é só para trocar os óculos, mas na verdade já é o início da catarata que tá fazendo com que altere o grau. Então esse seria um sinal de alerta. Os outros sintomas mais relacionados ao início aí da da catarata seria o embaçamento visual progress lento. Geralmente é lento e progressivo. Dificilmente ocorre uma queda brusca de visão que a catarata tende a evoluir de maneira lenta. Então o paciente começa a perceber, por exemplo, uma dificuldade para dirigir à noite, as luzes dos carros começam a ofuscar mais. Em alguns casos até algumas imagens ficam duplicadas. A perda das que a gente chama de sensibilidade ao contraste, o que seria isso? As cores ficam menos vivas, né? Aquele, de repente, aquele vermelho que a gente olha que é mais vivo, começa a ficar mais opaco, perde aquela vivacidade, né? Então esses seriam os principais fatores que que chamariam a atenção paraa procura de um oftalmologista. para ver se já não é aí o surgimento da catará. E doutora, o senhor percebe essa esse desafio, talvez essa dificuldade das pessoas, né, buscarem o profissional, buscarem o oftalmologista ou realmente eles deixam um pouquinho para lá, pois falam que é algo realmente relacionado ao envelhecimento? Ai, por isso que eu já não tô enxergando muito bem. e acaba deixando, né, o diagnóstico, deixando os exames um pouquinho para trás. E isso realmente é um cenário atual? Sim, isso acontece, né? Como eu disse até na minha resposta anterior, muitas vezes as pessoas acham que, ah, eu tenho que trocar o grau apenas, então vai postergando um pouquinho, começa a notar uma certa dificuldade com os óculos e vai postergando. Aí quando, na verdade, vem para consulta, a gente vê que já é o início da catarata. Antigamente tinha-se um conceito de que para operar a catarata, para tratar a catarata, tinha que amadurecer, né? Tinha que esperar amadurecer. Hoje em dia, eh, esse conceito caiu por terra. A gente não tem mais que esperar. Na verdade, ao contrário. Quanto mais precocemente a gente identificar a catarata, melhor vai ser pra gente fazer o segmento adequado desse paciente para poder indicar a hora certa fazer a cirurgia. E doutor, vamos falar um pouquinho sobre eh o diagnóstico, então, né, os exames, quais são os exames? Existe um exame específico, né, para detectar catarata? Diferente de um exame convencional, um tradicional, né, aquele mais do checkup mesmo, como que funciona? Muito bem. A catarata, como eu já disse, ela é opacidade, né, da lente natural que nós temos dentro do ódio. Então, ela é facilmente identificável num exame de rotina oftalmológico. Aqui nós temos um aparelho que utilizamos frequentemente no nosso dia a dia para examinar todas as as partes do olho, que chama lâmpada de fenda. Então, um simples exame na lâmpada de fenda já é possível detectar se aquele cristalino, aquela lente natural do olho já está perdendo a transparência, já está ficando opaco. Então, um exame de rotina na lâmpada de fenda, que é o nosso equipamento aqui de uso diário para examinar, seria como o estetoscópio para um cardiologista ou para um clínico é a lâmpada de fenda para nós, tá? Então, a gente já consegue visualizar sim se já tem o surgimento de uma catarata. Claro que associado com um bom exame de refração, um bom exame de grau. Quando a gente percebe que aquele paciente que enxergava muito bem com só com a correção dos óculos, já passa a não enxergar mais tão bem mesmo com a melhor correção. Aí a gente olhando na lâmpada de fenda já consegue identificar se tem a catarata. Claro que é importante fazer todo, a partir do momento que que identificamos a catarata, fazer toda uma avaliação oftalmológica completa para ver se não tem outra causa associada com aquela baixa divisão que o paciente tá apresentando, né? Porque podem existir outros diagnósticos associados aí que estejam contribuindo para essa baixa divisão. Perfeitamente, doutor, e a catarata, ela afeta os dois olhos, né, de uma vez só? Ou pode afetar um primeiro, depois o outro? Como que funciona? Ou de uma forma igual os dois na mesma proporção? Ou realmente pode acontecer essa diminuição de um olho e o outro não? Exatamente. Não existe uma regra. A catarata pode tanto surgir só num olho e mais tadiamente surgir no outro, como pode surgir nos dois ao mesmo tempo. Não existe uma regra para isso. Eh, geralmente ela começa a se desenvolver mais num lado do que no outro, tá? Às vezes ela desenvolve igualmente dos dois, enfim, não é uma regra quanto a isso. Certo, doutor? Agora a gente vai falar sobre o tratamento, né? Existem medicamentos. Quando que é recomendada a cirurgia? Todo paciente ele precisa fazer essa cirurgia ou apenas essa, né, feito com óculos, tem óculos que pode diminuir a catarata, todas essas dúvidas, né, que já surgem aí durante esse procedimento. Então, esse é o momento pra gente esclarecer e tirar todas as dúvidas, né? Então, vamos falar do tratamento em si. Depois que esse paciente é diagnosticado, então, com a catarata, vendo se não existe nenhuma outra condição junto também, qual que é o primeiro passo então para iniciar esse tratamento? Perfeito, excelente pergunta. É uma dúvida muito frequente mesmo que que surge aí no nosso dia a dia. A catarata quando ela começa a aparecer, geralmente ela não causa uma grande alteração na visão. Ela começa geralmente afetando um pouquinho, causando o paciente percebe um pouco de embaçamento, altera um pouquinho o grau. Muitas vezes a gente corrigindo essa alteração do grau, a visão até de uma maneira geral vai ficar satisfatória, mas depende muito das características individuais, depende muito do que da atividade que a pessoa faz. às vezes a a o trabalho da pessoa exige uma visão muito precisa que o que por menor que seja a alteração já vai causar algum déficit nesse no trabalho, alguma algum prejuízo. Então, nesses casos, já é possível logo no início a gente fazer um planejamento para tratar. A pergunta que que foi feita, né, se existe algum medicamento. Não existe nenhum medicamento, nenhuma vitamina que trate a catar. Antigamente até se falava que tinha um colírio que tratava catarata, mas não é verdade isso não. Nenhum colírio consegue tratar catarata. O único tratamento realmente eficaz é a cirurgia. A questão é saber qual o momento ideal para cada paciente para fazer essa cirurgia. Como eu disse, varia muito conforme a atividade das da da das pessoas, as diferentes necessidades visuais, se é um paciente que precisa muito da visão para perto, se é um paciente que utiliza mais a visão para longe, enfim, cada caso é individualizado. O fato é que não podemos também deixar a catarata, né, aquele conceito antigo que se tinha, amadurecer. Não faz sentido deixar a catarata progredir muito, porque isso faz até com que a cirurgia torne-se mais difícil. Então, eh e eh o iní o o momento em que vai ser indicado a cirurgia é muito individualizado, dedicada à paciente, né, doutora? Muito a gente ouve falar sobre o medo, né, de cirurgia nos olhos, né? muita gente acaba tendo esse receio, esse medo de passar por uma cirurgia por se tratar de algo mais delicado, né? Assim que a gente ouve falar muito sobre a saúde dos olhos. E vamos entrar então na questão da cirurgia. Para esse paciente que precisa fazer a cirurgia, né? Quais são os riscos? Eh, é uma cirurgia muito delicada também, precisa de anestesia? Como que ela funciona na prática para esse paciente? Muito bem, excelente pergunta. também essa é uma é considerada uma das cirurgias mais feitas no mundo hoje, com certeza, tá? Que é uma cirurgia eh que gira em torno de 15 a 20 minutos. Então é um procedimento rápido. Na imensa maioria das vezes o paciente opera e já vai embora para casa no mesmo dia. É feito com anestesia na forma de colírio e uma anestesia que a gente faz ali na hora dentro do olho. Alguns pacientes podem receber uma sedação também se for necessário. Então é um é claro que não existe nenhum procedimento 100% seguro, totalmente isento de risco. Mas o que dá para afirmar com certeza é que essa é uma das cirurgias mais seguras hoje. Apesar de ser uma cirurgia ocular e por si só, já é um uma cirurgia delicada que exige movimentos bem precisos, exige a utilização de microscópio, né? Mas apesar disso, é um procedimento considerado bastante seguro, com um alto ít de sucesso, quando bem indicada, quando o paciente bem acompanhado, né, quando bem assistido, quando feito um planejamento adequado pré-operatório, com todos os exames, com toda a segurança, eh, via de regra, vai muito bem. Os resultados hoje são excelentes. É uma das cirurgias também, um dos dos procedimentos que mais evoluiu nas últimas décadas aí com certeza na medicina, tá? Antigamente a gente fazia, tinha que abrir a córnea, fazer uma incisão grande para tirar o cristalino inteiro, aí tinha que dar ponto depois. Então isso por si só afetava um pouquinho o resultado. Hoje não. Hoje a necessidade de eh de da cirurgia fez com que eu, né, esse grande volume fez com que a tecnologia evoluísse muito. Então a gente hoje não precisa fazer uma incisão grande na córnea. A gente faz duas incisões eh milimétricas que são chamadas valvuladas. a gente nem precisa dar ponta, elas são alto selantes. A lente introcular, as lentes introculares, que depois eu posso falar com mais detalhes também, evoluíram muito. Então, a gente pode implantar uma lente, né, que a cirurgia, o que é? É a troca da lente natural. A gente tira a lente que é o acometida pela catarata e substitui por uma artificial. Essa lente hoje existem lentes de altíssima tecnologia. Como a incisão que a gente faz é bem pequenininha, a lente entra dobrada, como um guarda-chuva fechado que se abre dentro do olho. Então ela entra fechada e abre lá dentro do olho. Então isso permite com que a gente eh melhore bastante o resultado pós-operatório. Só o fato de não ter que abrir a córnea, dar ponto é uma coisa que melhorou muito a questão, por exemplo, do grau residual que o paciente vai ter depois da cirurgia. Doutor, e como que é falando já que o senhor entrou falando sobre as lentes, né? Elas são diferentes para cada paciente? vocês eh verificam, né, essa questão da lente para cada paciente, para cada indivíduo durante então esse diagnóstico para identificar qual que é a melhor lente para essa pessoa. É isso. Exatamente. Perfeita a sua colocação. A gente faz dentro do todo o planejamento cirúrgico, né, da avaliação pré-operatória, é feito um exame que chama biometria. e através da biometria, através da conversa com o paciente, entendendo as suas necessidades, entendendo o tipo de trabalho que faz, como que é o dia a dia desse paciente, aí a gente vai individualmente escolher a melhor lente para cada caso. Hoje, graças a Deus, com a evolução tecnológica, existe uma ampla gama de lentes introculares que podem atender aí as necessidades mais variadas, desde lentes eh multifocais que permitem, na grande maioria das vezes, até ficar sem óculos no pós-operatório, grande parte das vezes, até lentes de foco estendido, que são chamados que causam que possibilitam o paciente ficar sem óculos para perto. Enfim, as lentes tóricas que corrigem astigmatismo, as lentes monofocais que dão uma visão para longe excelente também para aqueles pacientes que desejam usar óculos depois, enfim, vai depender muito de cada paciente, de cada caso individualmente. Então, hoje a gente tem sim uma ampla possibilidade, uma ampla gama de lentes introculares com tecnologias bastante bastante modernas. E doutora, essa lente ela é pro resto da vida. Então tem que fazer um acompanhamento depois. Quais são as orientações para esse paciente que fez a cirurgia, né? O que que ele precisa fazer? Quais são os cuidados? Ele já sai com aquele tapaolho para evitar alguma poluição, como que funciona para ele ter, né, esse pós-operatório tranquilo aí paraa qualidade de vida? Muito bem. A lente intraocular é pro resto da vida, sim. O paciente não percebe e tá com alguma coisa dentro do olho, é como se ele tivesse com a lente natural dele mesmo, tá? É uma lente inerte, ou seja, ela não causa nenhum tipo de reação do organismo, não tem rejeição do organismo, que é uma coisa que as pessoas se preocupam também. Não existe essa possibilidade. E também um outro mito que pergunta se a catarata volta. Não tem como voltar, porque como eu disse, a gente tira o cristalino inteiro e substitui por uma lente nova. Então a catarata não volta. O que acontece às vezes é que o apoio onde essa lente fica, que é chamada cápsula posterior, pode ficar opaco com o passar do tempo. Aí a gente resolve isso com laser, não é outra cirurgia. Então isso, por isso que as pessoas às vezes acham, ah, catarata voltou. Não é que a catarata voltou, é opacidade deste apoio onde fica a lente, né? Então, como eu disse, a lente é inerte, não causa rejeição. É claro que nos primeiros dias de pós-operatório a visão ainda vai ficar um pouquinho embaçada. O paciente tem que tomar cuidado para não fazer atividade física intensa, para não carregar peso, para não fazer movimentos bruscos com a cabeça, porque muitas vezes essa lente precisa ficar numa posição correta, tem um eixo correto para ela ficar quando é para corrigir o estigmatismo, por exemplo. Então, para evitar movimentação dessa lente, para que eh não prejudique a qualidade visual, a gente orienta esses cuidados que são nos primeiros dias. geralmente 7 a 10 dias depois da cirurgia já consegue ter praticamente o resultado final aí. E doutor, nesse pós-operatório, ele precisa fazer o uso de algum colírio, né? A gente falou sobre essa questão do colírio, né? Que antes existia para curar. É o mito, né? como eh você mesmo mencionou, mas para fazer essa esse pós-operatório, ele precisa de um colírio assim, um anti-inflamatório? Tem alguma dor, alguma pontadinha assim logo depois, né, dependendo aí de cada paciente? Como que é? Sim, essa etapa do pós-operatório é um momento em que o paciente eh vai colaborar com o médico. É claro que o acompanhamento pós-operatório do médico, do oftalmologista, é fundamental, mas é o momento também em que o paciente tem uma participação ativa, porque na medida em que ele entenda a importância de seguir corretamente as orientações, os cuidados, como, por exemplo, manter uma higiene adequada das mãos, sempre que for eh chegar próximo dos olhos, não apertar os olhos e utilizar sim os colírios de maneira correta. Existem os colírios do pós-operatório, que são geralmente uma combinação de antibiótico com anti-inflamatório, que são muito importantes pro bom resultado final da da cirurgia, né? Porque como todo procedimento cirúrgico tem uma reação inflamatória depois natural, né, que a cirurgia não deixa de ser uma certa agressão, né, pro organismo. Então esses medicamentos vão vão ajudar a controlar essa resposta inflamatória e prevenir infecções também, que é tudo que a gente não quer, né, uma infecção no pós-operatório. Então, a utilização correta da maneira que o seu oftalmologista orientar é fundamental sim paraa boa recuperação e pro resultado ser adequado, aquele que a gente espera. Perfeito. Doutor, uma outra dúvida também que surgiu, né? Eh, quando esse paciente ele tem nos dois olhos, os dois olhos são operados no mesmo dia ou precisa de um intervalo entre eles para fazer essa cirurgia? a gente faz, salvo em raríssimas condições, a gente faz eh um olho de cada vez em dias separados, tem dias diferentes. eh algumas raras condições, como por exemplo, um paciente que tem outras comorbidades associadas, tem muita dificuldade para conseguir chegar no no centro cirúrgico, que é um momento que necessita de uma de uma anestesia mais profunda, às vezes vai fazer com anestesia geral, né? um paciente aí que tem outras comorbidades sérias, aí em alguns casos muito bem selecionados, a gente acaba optando por fazer os dois óleos no mesmo dia, mas na imensa maioria das vezes a gente faz um olho de cada vez. Um intervalo aí de 15 dias entre uma entre a primeira o primeiro olho e o outro já é suficiente. Depois de 15 dias já dá para operar o segundo olho. Perfeito, doutor. Então, nesse cenário, falando sobre, né, a catarata, que ela tem esse princípio, né, do envelhecimento mesmo, mas raras as condições que existem, né, em pessoas mais novas, até mesmo a catarata genética, né, como foi mencionado em crianças. Eh, como que é o tratamento? ele é diferenciado para essa criança que precisa fazer a cirurgia ou na criança é mais fácil consegue ali fazer eh esse controle, né, fazer o mapeamento desse paciente quando criança e a base apenas de uma de um de um controle mesmo indo no oftalmologista ou precisa também de cirurgia. Muito bem, perfeita essa pergunta e muito importante, porque veja, a catarata congênita é uma condição bastante eh delicada porque envolve bebês, envolve crianças geralmente recém-nascidos. Então, a prevenção e o diagnóstico já começam ao nascer com o chamado exame teste do olhinho, que é aquele teste que é feito na maternidade para para detectar o reflexo vermelho. Quando o o que que seria então esse teste de olhinho? O reflexo vermelho é o reflexo que a que a gente enxerga quando o trajeto da luz dentro do olho não enfrenta nenhum obstáculo e chega até a retina e tem toda a vascularização da retina. Então, por isso que a gente vê ali vermelho. Então, isso garante que os meios óticos são transparentes. Quando a gente não consegue ver esse reflexo vermelho, significa que existe alguma barreira, passagem da luz e essa barreira pode ser a catarata. Então isso é muito importante que o diagnóstico seja feito mais precocemente possível, porque eh quando a gente nasce, o nosso sistema visual não está totalmente desenvolvido, ele vai se desenvolvendo ao longo da infância e completa a maturação, o seu desenvolvimento para que a gente tenha uma visão igual a do adulto, para que a criança tenha uma visão igual do adulto em torno dos 7 anos de idade. Então, qualquer obstáculo que surja antes disso pode prejudicar o desenvolvimento visual pro resto da vida, né? E o nenê não não vai falar, não vai ter condições de saber se tá enxergando bem ou não. Então daí a importância fundamental de se fazer o teste do olinho, na dúvida já encaminhar para um oftalmologista, que aí o oftalmologista vai ter condições de fazer o diagnóstico preciso do do porqu que que não foi visualizado aquele reflexo vermelho. que uma vez detectada a catarata, tem que se fazer a cirurgia assim o mais rapidamente possível, com todo o cuidado de um planejamento para ver o momento certo de colocar a lente intraocular. Às vezes a gente não coloca a lente no, diferentemente do adulto. Às vezes a gente opta por deixar aquele bebê sem a lente, fica afástico, como a gente fala, para que ser e colocado num segundo momento através de um implante secundário, né? Outras vezes a gente acaba optando por colocar naquele momento, depende muito da fase em que foi feito um diagnóstico, da idade, do tamanho, mas existem eh exigem cuidados específicos, sim, porque a gente tá falando aí de um de uma condição que pode prejudicar o desenvolvimento visual pro resto da vida. Então não adianta, por exemplo, ter a catarata, nasceu com a catarata, só foi fazer o diagnóstico depois dos 7 anos de idade, mesmo que opere, que tire a catarata, ele não vai ter uma visão boa, não vai ter uma visão normal, porque não desenvolveu adequadamente, não houve o desenvolvimento neurovisual adequado. tá sendo realmente mais desafiador nesse sentido, porque eh não tem como saber, né, doutora, o bebê ele não tem como eh informar sobre esses sintomas, então acaba partindo mesmo dos responsáveis, né, ter esse olhar diferenciado pra saúde dos olhos mesmo, né? Exatamente. Por isso que a gente recomenda sempre a importância de da primeira avaliação oftalmológica ainda antes do primeiro ano de idade. Independentemente de ter um reflexo vermelho normal, que é o teste do olinho normal ou anormal, a gente sempre recomenda uma consulta oftalmológica também como rotina aí dos cuidados preventivos. E, doutor, uma outra questão também que surgiu em relação à catarata, tantas outras também, né, condições aí dos nossos olhos, coçar os olhos, né, a gente ouve muito falar sobre isso, não pode coçar muito o olho porque senão dá problema, né? Geralmente os mais velhos falam bastante sobre isso, né? Não sei se tem alguma eh tradição nisso ou não, mas realmente faz sentido. Tem alguma condição que pode eh acelerar ali nos nossos olhos se a gente ficar coçando muito? Faz todo sentido. O hábito de coçar os olhos deve ser veementemente desestimulado, tá? Porque é prejudicial, sim. Estamos aqui falando da catarata. não tem uma relação direta com catarata, o ato de coçar os olhos, mas tem relação com outras causas. Por exemplo, a mais importante aí que se destaca é o cerato para aquelas pessoas que têm uma predisposição genética para desenvolver ceratocone, o ato de coçar os olhos faz com que essa doença apareça. Então é muito sério isso, tá? Seratocô é um outro tema, mas é uma doença que envolve a córnea, que é a tampinha externa do olho, né? parte transparente externa. Então, o ato de coçar, a gente ficar esfregando o olho, causa um trauma progressivo na córnea, que pode sim causar doenças como seratocone, como eu falei. Então, sempre que tiver que apresenta coceira nos olhos, que apresentar coceira, deve se procurar o oftalmologista para se fazer o diagnóstico da causa dessa coceira e tratar. Tá certo, doutor? Muito obrigada pelas explicações, por trazer, né, esse tema que é pouco falado, mas tão importante, né, sobre a catarata. Queria que deixasse as suas considerações finais sobre então esse tema e sobre o que foi abordado aqui no programa A Saúde e à Vida. Sem dúvida. Gostaria de agradecer. É, foi um prazer imenso participar aqui do programa, dizer que eu estou à disposição para quaisquer esclarecimentos e a mensagem que fica é catarata é uma doença muito prevalente. Hoje em dia, com a melhora aí das condições da medicina, a gente tá conseguindo prolongar a vida das pessoas, a expectativa de vida. Então, cada vez mais pessoas estão chegando em idades mais avançadas, né? Então essa é uma condição que a gente vai ver, que a gente vê cada vez mais. A gente faz eh eh a a o diagnóstico cada vez mais aí, porque ela faz parte da terceira idade e com o aumento da expectativa de vida, quase que todo mundo vai ter catarata em algum momento da vida. Então a mensagem que fica é não precisa assustar. É uma doença que pode levar a cegueira, como eu falei, mas uma imensa maioria das vezes é reversível. Existe tratamento bastante seguro e com resultados muito satisfatórios. Hoje em dia, até, como eu falei, a cirurgia de catarata pode até fazer com que a pessoa fique sem óculos depois. Perfeito. Então, a mensagem é: procure o oftalmologista, procure o seu oftalmologista, inclua a visita oftalmológica como rotina para prevenção da saúde, que quanto antes o diagnóstico for feito, melhor. Perfeito, Dr. Rodrigo, muito obrigada mais uma vez pela sua participação. Bom, o programa Saúde à Vida fica por aqui. Nós conversamos com o oftalmologista Rodrigo Carvalho. Espero que você tenha gostado. Pode conferir na íntegra pelo portal tvccamaracampinas.com.br. Te espero na próxima edição. Até mais. Yeah.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE É VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
36:06

Saúde é Vida | Bruxismo

34:22

Saúde é Vida | Câncer Infantojuvenil

36:05

Saúde é Vida | Setembro Amarelo: Campanha de Conscientização Sobre Saúde Mental

31:33

Saúde é Vida | Narcolepsia e Catalepsia: Fenômenos Neurológicos Que Merecem Atenção

34:50

Saúde é Vida | Agosto Branco - Conscientização Sobre o Câncer de Pulmão

35:49

Saúde é Vida | Agosto Dourado - Campanha de Conscientização Sobre Aleitamento Materno

33:58

Saúde é Vida | Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina - SOMP

35:59

Saúde é Vida | Transtorno Bipolar

34:11

Saúde é Vida | Puberdade Precoce

30:24

Saúde é Vida | Transtorno Bipolar

33:25

Saúde é Vida | Trio Base Saúde

33:06

Saúde é Vida | Junho Laranja - Leucemia

32:12

Saúde é Vida | Adenomiose

31:28

Saúde é Vida | Tumores Cerebrais - Tipos /diagnósticos e Tratamento

30:47

Saúde é Vida | Osteoporose

31:43

Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes

32:15

Saúde é Vida | Doenças do intestino

34:52

Saúde é Vida | Saúde do coração

34:08

Saúde é Vida | AVC em jovens: sinais, tratamento e a importância do atendimento rápido

30:54

Saúde é Vida | Lipedema: sintomas, diagnóstico e tratamento

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:02:51

Questão de Ordem | Voluntariado em Campinas: como ajudar e onde estão as oportunidades?

38:46

Faça Você Mesmo | Chaveiro Macramê e Pedras

35:18

Mãos Solidárias | Creche Mãe Cristina

36:55

Ponto de Vista | Jornalismo sem Diploma: Liberdade ou Risco?

13:46

Na Tribuna | Vereadores Cobram Melhorias na Saúde, Meio Ambiente e Ruas

10:20

Campinas que Deu Certo | Mercado Campineiro

11:57

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

1:43

Agora é Lei | Dia Municipal do Handebol