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Olá, [música] está no ar mais uma edição do Saúde à Vida, o seu espaço de bem-estar, informação e cuidado. Hoje vamos entrar no universo do desenvolvimento infantil para falar sobre um assunto que gera muita dúvida e até a ansiedade dos pais e responsáveis. Vamos falar sobre a puberdade precoce. No programa de hoje, vamos descobrir as causas, como identificar os primeiros sinais e, acima de tudo, como acolher e apoiar a criança emocionalmente durante essa transição. Para isso, convidamos a endocrinologista pediátrica e especialista em medicina do adolescente e também membro dos departamentos de adolescência e de endocrinologia da sociedade de pediatria de São Paulo. A Dra. Lí Freire Rodrigues de Souza Li bem-vinda, doutora. Um prazer estar aqui com vocês. Nós que agradecemos a sua participação para falar sobre esse tema que até então é pouco falado, né, doutora, e que como a gente pode perceber realmente acaba gerando, né, muitas dúvidas entre os pais, ã até mesmo a escola, né, profissionais da saúde e também os professores. Então, pra gente entrar um pouquinho aí nesse universo, né, os pais eles ficam perdidos entre o que é o crescimento natural e o que é um sinal de alerta, né? Afinal, o que define então a puberdade precoce e a partir de qual idade as mudanças começam a surgir? Então, puberdade precoce é o aparecimento das características sexuais secundárias antes dos 8 anos nas meninas e 9 anos nas meninas. Então, quais são as essas características sexuais secundárias na menina? Em 80% das vezes é o aparecimento de broto mamário, né? Então, o que a gente chama de telarca, um começo do tecido mamário e no menino é o aumento do volume do testículo, né? Outras coisas que também pode estar junto desse eh desse aparecimento das características sexuais secundárias é o aumento da velocidade de crescimento. Criança começa a seixar muito rápido e também as mudanças corporais. Então, doutora, esses são os principais sinais de alerta, né? as principais mudanças que os pais eles precisam prestar atenção nas crianças quando começam então essas mudanças, né? Então, até que ponto esse crescimento é normal? Porque às vezes tem essa questão também da genética ou não? O que causa esse amadurecimento antes do tempo, doutora? Então, tem várias causas associadas a uma puberdade antes desses marcos de idade, né? 8 anos na menina e 9 anos no menino. Eh, tem uma causa genética, né? né? Tem várias causas genéticas, mas a gente sempre brinca que um fruto nunca cai longe da árvore. Então, se a mãe ou se o pai teve uma precocidade na puberdade, é comum os filhos seguirem o padrão muito frequente são as questões ambientais e epigenéticas, entre elas a obesidade. Então, o excesso de peso na infância pode levar a uma aceleração de crescimento, um avanço da maturação dos ossos e um estímulo desse relógio biológico para despertar a poidade antes do tempo. E também a gente, infelizmente, tá vivendo num mundo poluído, né? um mundo com vários problemas e eh os fatores ambientais também podem influenciar na no aparecimento de uma puberdade precoce, principalmente os disruptores endocrinológicos são substâncias e o maior, o mais eh famoso, mais eh eh que a gente tem mais conhecimento são os eh defensores agrícolas, né, ou os agrotóxicos, que eles têm uma ação estrógeno light e pode estar influenciando a puberdade das crianças, certo? Então, doutora, a família ela precisa ficar atenta aos mínimos detalhes, né? E a gente fala sobre essa questão dos dos fatores externos também, mas quando a família chega ao consultório com essa suspeita, né, qual é o processo para fechar o diagnóstico? Como que é realizado esse diagnóstico para as meninas e também para os meninos, né, em relação aos exames? São exames eh diferentes, né, para cada para cada paciente? Como que funciona, doutora? Eh, uma questão importante de eh pensar quando a gente pensa numa puberdade precoce entre os meninos e as meninas, é que eh a puberdade precoce, ela é muito mais frequente nas meninas, né? Então, eh, de todas as, eh, ela é uma, a prevalência dela é em torno de 02 a 2% da população, mas quando tem a eh né, quando chega, a chance de ser uma menina que tenha uma puberdade precoce é em torno de 80%, né? Agora, quando você está diante de uma puberdade precoce nas meninas, a gente sabe que mais de 90% das vezes essa puberdade é idiopática. Que que quer dizer isso? a gente não vai chegar a um um uma causa precisa dessa puberdade. Então, provavelmente é mais esses fatores ambientais ou um padrão familiar que tá levando a essa puberdade. Já nos meninos, de 40 a 75% das vezes, então uma média de 50% das vezes, ela é patológica. E aí a gente tem que excluir eh outras causas, né, antes da idiopática. Então a gente tem que excluir os tumores, né, os tumores do sistema nervoso, os tumores eh do testiculares, né, eh algumas questões que também pode ter adrenal. Então, quando uma outra questão que também eu não ainda não falei é que a puberdade precoce ela pode ser central, então o eixo, o relógio biológico começou a ser estimulado antes do tempo, né? Ou ela pode ser periférica. E aí não tem nada a ver com esse eixo do relógio biológico. É o estímulo ou exógeno ou de alguma doença do do ovário ou da suprarrenal que tá estimulando esse aparecimento eh de caracteres sexuais secundários. Lembrando também que entre os caracteres sexuais também existe aparecimento de pelos pubianos. Mas esses pelos tubianos na menina ele geralmente é de causa periférica, né? Então, essas puberdades precoces periféricas e enquanto nos meninos pode ser pelo estímulo tanto, né, do eixo quanto periférico. Então, eh, uma vez, né, que esse diagnóstico ele é confirmado em uma dessas situações, né, doutora, vem essa preocupação, né, dos responsáveis, o que vai acontecer agora, né, como que é o tratamento. É algo que chega até assustar, né, nesse sentido de pensar que a criança ela está se desenvolvendo muito rápido, né, doutora? o diagnóstico, então ele precisa ser preciso, né, para identificar qual é a situação desse dessa puberdade, né, no caso periférica e também na central. Como que é realizado o tratamento, doutora? A gente fala sobre hormônios, né, acaba assustando bastante os pais e responsáveis quando fala sobre eh esses bloqueios de hormônios. Então, queria que a senhora explicasse eh pra gente como que funciona esse tratamento. Bom, eh só fazendo um parênteses, né? Eh, a primeira coisa no diagnóstico, a primeira questão a gente tem que fazer um exame físico bom, né? identificar quais são as características que estão presentes, né, naquela criança, se é só um broto mamário, se junto do bronto mamário também tem pelos pubianos, se no menino eh o tem uma virilização, então no sentido de aumento da bolsa do testículo e da bolsa esclosal, se tá aumentando em comprimento pênis que tem pelos. Então, eh, o exame físico é fundamental. Uma outra questão importante também quando a gente tá avaliando a criança é avaliar a velocidade de crescimento dela. É importante a gente medir e pesar ela, colocar ela nas curvas, ver os pesos e as estaturas anteriores, ver se a presença de obesidade, eh, e também reavaliar ela em quatro a 5 meses, né? 4 a 6 meses. Por quê? Porque numa puberdade precoce eh verdadeira ou central, ela vai ter um avanço da velocidade de crescimento. Agora, todas as puberdades precoces, elas merecem ser tratadas ou elas compensa o tratamento? Não. Então, eh, a gente sabe que há uma tendência secular a uma antecipação do crescimento e da puberdade, principalmente associado ao excesso de peso, né, à obesidade. Então, eh, antes dos 6 anos de idade, claramente é uma puberdade patológica e ela merece ser tratada. de acordo, né? Então, se for central, ela merece ter um bloqueio hormonal para impedir a a progressão dela. se for periférica, a gente vai ter que tratar a causa periférica, seja com mudanças alimentares, seja com eh tratamento de, né, eh verificação de das questões adenais, talvez seja um tumor, né, precisa de, eh, avaliar. E então ela na se for periférica, precisa de entender a etologia. E a abordagem entre os 6 anos de idade e os 8 anos de idade, cada caso tem que ser avaliado individualmente. Por quê? Porque eh muitas vezes quando a criança, né, está já chega numa fase que ela já está em esteirão de crescimento e não é a gente eh afastou tumores, a gente afastou a uma causa eh orgânica para essa puberdade. Muitas vezes a gente bloquear a puberdade, ela pode trazer mais malefícios do que benefícios. Então, a gente sabe que por verdade precoce é uma coisa que os pais ficam muito ansiosos, né? E é interessante que a preocupação da família nem sempre é a principal preocupação do médico. Então a gente entende que a principal preocupação do médico é a ela vai ficar baixa, ela pode perder estatura, né? E a principal preocupação da família, muitas vezes, ela vai menstruar cedo. E claro, as duas preocupações são válidas, né? E muitas vezes a gente tem que ver, ponderar essas duas preocupações. Então, entre os seis e os 8 anos, cada caso é um caso e a gente vai ter que avaliar eh fatores específicos daquela criança, por exemplo, uma progressão muito rápida, com uma idade ósea, né? Então, os ossos avançaram muito, muito rápido e aí a gente vai ter que decidir se vai bloquear ou não. O perigo de bloquear todas as crianças de 6 a 8 anos é que a gente pode estar bloqueando o estirão de crescimento. Então, a gente sabe que eh o estirão de crescimento, né, que acontece geralmente por volta dos 12 anos na menina e dos 14 anos nos meninos, é a única fase de aceleração do crescimento eh na vida pós-natal. E eh o corpo antes desse tirão de crescimento, ele meio que se prepara para armazenar energia para na hora que se começar a alavancar esse estirão de crescimento, ele não vai parar. Então, eh, é comum, né, uma desaceleração maior ainda do crescimento logo antes do cheirão de crescimento. E se você tá pegando uma criança que já está no estirão de crescimento e você bloqueia a o avanço dessa puberdade, muitas vezes você está bloqueando esse estirão de crescimento e o resultado final às vezes é uma baixa estatura pior do que seria se você não interferisse, doutor, então eh na verdade o que fica diante dessa sua resposta, eh, realmente esse acompanhamento desse paciente, né? Porque cada caso vai ter um tratamento específico, como a senhora mesmo mencionou, de repente uma situação, o paciente não precisa necessariamente de um tratamento, por exemplo. É esse acompanhamento que vai fazer aí a diferença para esse paciente justamente para fechar esse diagnóstico. Mais ou menos seria isso. Então, a gente pode falar que um diagnóstico tardio ele nem influencia tanto assim no tratamento, porque vai de acordo com cada situação e cada paciente. Seria isso, doutora? É, então, abaixo de 6 anos não se discute. acima de 6 anos, às vezes, eh, deixar a natureza eh agir muitas vezes é a melhor eh opção, mas eu concordo que a gente precisa de um segmento, né, eh, de perto para ter essa capacidade de de avaliação individual. A gente sabe também que eh a puberdade ela está antecipada e também a puberdade ela está acontecendo mais arrastada. Então, não é porque as meninas estão começando a a ter o broto mamário mais cedo, o que faz com que elas vão menstruar mais cedo. A idade média da menstruação na menina brasileira é em torno de 11 anos e meio. Mas a gente pega eh famílias em que todo mundo tá menstruando por volta dos 10, né, eh até antes, é um padrão daquela família. Então todas esses essas circunstâncias têm que ser levadas em consideração, certo? Doutora, a gente vai falar um pouquinho sobre mitos e verdades, sobre a puberdade. Ah, a gente até já falou um pouquinho sobre essa questão do estilo de vida, dos fatores externos, né? Eh, existem alimentos que podem contribuir paraa puberdade precoce, né, como o consumo de frango, por exemplo, né? A, a gente fez algumas pesquisas e e a gente encontrou essa informação em relação aos mitos e verdades. Por isso que eu gostaria que a senhora eh dissesse paraa nossa realmente faz sentido ou não e se tem alimentos que ajudam a retardar. E também uma outra situação, doutora, se realmente existe uma prevenção, né, paraa puberdade. Então, a a o que é um alimento que contenha um disruptor endocrinológico, a quantidade de de alimentos é, né, é muito difícil da gente eh entender. Então, a o que eu já falei é, né, quanto mais agrotóxico tiver aquele alimento, maior é a chance dele eh em pessoas sensíveis, né, ter algum estímulo. Então, não é só o alimento ser rico em agrotóxico, não é só a presença do disruptor endocrinológico naquele alimento. É, quanto de sensibilidade, né, dos receptores aquele aquela criança apresenta. Então, é a combinação deles. Então, às vezes o mesmo alimento numa criança não vai dar nada e na outra pode ser um desencade, né, de uma puberdade. Então, a questão de agrotóxicos e a gente fica sempre vendo, né, o que tá sendo publicado, qual são os campeões de agrotóxico naquela temporada, né? Então, os os h suspeitos que geralmente estão nessa lista, né, de campeões de agrotóxico é o pimentão, eh a batata, a cenoura, o tomate, morango. Eh, então tem essa questão. Outra, a questão do frango, né, ela é um pouquinho mais complexa do que frango. Claro, a gente vai ter o frango com mais eh, né, antibiótico, mais acrotóxico, frango com menos, mas a gente sabe que a gordura animal ela pode ter mais hormônios. Por quê? Porque os hormônios sexuais são derivados do colesterol, então eles se depositam na gordura. Então, a gente sabe que a pele do frango é um um uma tecido com gordura. Então, a gente tem essas orientações. Outra coisa que também a gente fala muito é a o leite de vaca em Natura. As vacas também tem hormônios, né? E esse leite quando não é pasteurizado, ele pode ter mais hormônios, né? Mas é sempre para as pessoas mais sensíveis. Outra questão também e muitas vezes tem descrita na literatura, milho, né? Mas são coisas que a gente não é todos, né? precisa de de ter essa investigação de por que aquele alimento hum que que está fazendo, né, eh, mal. Então, a gente sempre orienta dos alimentos eh orgânicos, né? Talvez seja mais seguro. Então, tem às vezes algumas coisas são mito, algumas coisas são e naquela circunstância, naquela naquele período pode realmente esse alimento ter tido um efeito naquela população. Certo, doutora? Eh, bom, a gente já falou um pouquinho sobre a questão do tratamento, do diagnóstico, né? Eh, a gente vai falar agora um pouquinho sobre a situação emocional, né? Como então que a gente pode eh ajudar essa criança? como que a escola ela pode também trazer esse apoio, né, também psicológico, cuidar da saúde mental, porque a gente fala sobre puberdade precoce eh, em criança que tá na na fase de brincar com os amigos e de repente se vê numa situação que às vezes traz aquela vergonha, né, de sair, de ficar junto com os amiguinhos, de socializar. Então, como que é trabalhado isso também, né, em conjunto com a escola e casa? Doutora, é interessante que a puberdade precoce, elas têm efeitos diferentes também nas meninas e nos meninos. Eh, as meninas elas tendo tendo um desenvolvimento maior, elas crescem mais, né? elas fazem o estirão antes, então elas ficam muito mais maduras, mais, né, eh, maduras fisicamente, né, não necessariamente emocionalmente, do que a maioria dos colegas. E isso geralmente pode ser fonte de constrangimento, de retraimento e eh até, né, de de sofrer com bullying. Então, ela geralmente traz um certo sofrimento para as meninas. Já nos meninos, o fato dele desenvolver precocemente, isso quer dizer que ele é o maior da sala, ele é o mais forte e ele acaba se tornando o líder daquele grupo. Então, muitas vezes ele tem um efeito mais positivo nos meninos do que nas meninas. E a gente também tem que entender que as mudanças corporais levam o indivíduo a uma busca de uma nova identidade para aquele corpo em transformação. Então, vai ter eh a mudança de comportamentos emocionais. E por essa motivo, é importante a família estar preparada, dar apoio, eh, e entender, eh, o que está acontecendo. Uma outra questão também é que eh ela pode a puberdade precoce, né, seja claro a a a puberdade precoce e verdadeira, a gente vai bloquear e provavelmente não vai acontecer isso. Mas se for o que a gente chama de uma variação do normal ou uma antecipação da puberdade, ela pode surgir a menstruação um pouco mais cedo. E é importante a gente conversar com a família, conversar com o paciente sobre o que que representa a menstruação para a mulher, qual é a os cuidados que você tem que ter, né? e sempre enfatizar o lado positivo, né, da menstruação e o quanto isso representa um um poder, né, feminino, de dar a vida, mas que também exige muitos cuidados em relação a isso. Claro, a escola também tem que acolher esse essa questão, tem que ajudar a essa menina que tá mais retraída a se integrar e eh a criar um ambiente que seja harmônico e que respeite essas diferenças entre os as crianças. É uma questão também, doutora, de conscientização nesse desse diálogo, né, entre as famílias, para que não seja um tabu falar sobre isso, né, desde cedo já é possível ter essa conscientização dentro e fora, né, de casa, principalmente nesse, eh, no âmbito educacional também, que isso acaba trazendo mais conforto para as ambas, né, as partes, tanto paraa criança e pros pais que, como a senhora mesmo mencionou que traz uma outra preocupação em si, né? E não as duas preocupações são válidas, mas o diálogo e essa conscientização ela faz toda a diferença. E a sociedade de pediatria, ela traz esse trabalho também de conscientização e de acesso à informação, né, doutora? Sim, eu acho que a informação, tranquilizar os pais, o diálogo, esclarecer, né, desmistificar, né? Eh, eu acho que é super importante o papel do pediatra para a família e para a criança adolescente que entra nessa nessa casa. E doutora, pra gente eh finalizando aqui o nosso programa, a gente fala muito sobre a o Sistema Único de Saúde, né, que disponibiliza o tratamento paraa puberdade precoce, né, como que a senhora avalia esse cenário aqui no Brasil do SUS, né, diante a pacientes que precisam desse tratamento, principalmente eh se realmente for diagnosticado, né, a puberdade que precisa aí fazer o uso do medicament o que tem um alto custo, doutora. É, é, então o tratamento está disponível no SUS, né? É um tratamento de alto custo, é um tratamento que eh exige anos, né? Porque você vai ter que bloquear a puberdade até uma idade eh que seja eh ou a idade óssea que seja próxima de 11 a 12 anos, né? Então, se começa tratamento eh precoce por volta dos, né, porque eh ninguém sabe quando que vai aparecer, a gente sabe antes dos 6 anos, mas, né, não, a gente pode ser em qualquer idade, né? Então, e o tratamento disponível no SUS é o mesmo de de todos em todos os países. Então, é um tratamento moderno, é um tratamento eh comprovado e eh ultimamente tem disponível também eh medicações que eh vão tratar a puberdade por com injeções eh trimestrais. Então, a não é uma injeção a cada 84 dias, eh, ao invés de como eh inicialmente era tinha apenas uma injeção a cada 25 a 30 dias. Então, a gente tem visto que todas as medicações que estão disponíveis em outros países também nós temos aqui para o tratamento gratuito de todas essas crianças que precisam. Tá certo, Dra. Lília, muito obrigada pela participação, por compartilhar todo o seu conhecimento e mais do que isso, né, trazendo essas informações de cuidado e também tirando um pouquinho essa ideia. eh, de perigoso, né, que a puberdade precoce é perigosa, mas não tem tratamento. Muitos casos não precisa do tratamento. Vale mesmo o acompanhamento e buscar o especialista, correto para qualquer suspeita e dúvida nesse sentido. Então, muito obrigada. Vale lembrar que uma criança, né, principalmente uma menina que tem uma puberdade precoce, ela tem seus efeitos colaterais por um longo tempo, né? Porque tem alguns outros riscos que a gente não tinha comentado, mas de ela começar a agir como uma criança mais velha, entrar no mundo adulto mais velha, ser mãe mais precocemente. Então, a gente tem que ter todo o apoio, né, tanto da família quanto da escola para que essas questões não eh trazem tragam um problema, né, uma complicação a mais da vida dessas dessas crianças. Mas foi um prazer estar aqui com você. Nós que agradecemos. É o que a gente comentou no começo, né? O não pode ignorar os sinais de alerta, né? Não pode fingir que está tudo bem, precisa sim desse acompanhamento, né, doutora? Ignorar jamais. E aí o primeira pessoa que vai fazer essa identificação é a o médico de família, né, ou o pediatra na UBS. E aí vai precisar realmente de ter um segmento e aí quando fizer esse diagnóstico vai precisar de encaminhar de uma certa urgência. Tá certo, doutora? Mais uma vez muito obrigado pela sua participação aqui no programa A Saúde à Vida. Eu que agradeço. Bom, o nosso programa A Saúde a vida fica por aqui com essas informações da endocrinologista. Você pode também acompanhar o episódio na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Nós temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá. [música] เฮ [música] [música] [música] [música]