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SAÚDE É VIDA - TDAH E TEA
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

SAÚDE É VIDA - TDAH E TEA

14 views Publicado 21/07/2023 HD · 45:34

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[Música] Boa tarde para todo mundo que tá acompanhando a TV Câmara Campinas muito obrigado por nos acompanhar por ver toda nossa grade e agora a gente vai começar com mais um saúde é vida comigo Dalila Pereira e nós vamos falar sobre uma questão aqui vocês sabem a diferença entre TDAH transtorno de Déficit de Atenção hiperatividade e transtorno do espectro autista Tem muita gente que relaciona essas duas questões percepção iguais mas porque elas têm ali algumas similaridades por se tratarem de transtornos que afetam o desenvolvimento neurológico para conversar sobre esse assunto hoje nós convidamos a Doutora Roberta Alonso psicóloga e neuropsicóloga infanto-juvenil Dr Roberta muito obrigada pelo seu tempo de que você tirou aí para conversar com a gente Eu que agradeço a oportunidade de participar e esclarecer para o seu público essas diferenças tão importantes Hoje em Dia com tantas notícias tantas fake News tantas notícias prontas né ou pisando diagnóstico que a gente tem visto aí acontecer e Ultimamente é os diagnósticos sobre tanto TDH quanto transtorno do espectro autista eles vem aumentando e a gente vai aumentando entre aspas a gente vai falar sobre isso também será que tá aumentando mesmo ou antes a gente não conseguia ter esse diagnóstico melhor isso é uma coisa uma conversa mais para frente mas deixa deixa eu dizer que para quem está acompanhando a gente pelo YouTube Vocês podem mandar perguntinhas lá viu gente na caixa de mensagens que vai chegar aqui para mim com as dúvidas de vocês Doutora Roberta é comum as pessoas fazerem essa Associação que o autismo e o transtorno de Déficit de Atenção hiperatividade eles são parecidos as pessoas costumam pensar que é a mesma coisa olha não é tão comum mas em alguns casos né quando a criança tá no estágio de desenvolvimento que esse que ela a gente não consegue fechar critérios para o autismo ou mesmo para um TDAH E aí são famílias que tem essa dúvida O que já passaram por vários profissionais mas são coisas embora sejam né os dois são transtornos do neurodesenvolvimento eles têm características ao curso do desenvolvimento dessas desses transtornos diferentes então às vezes as pessoas elas não é tão comum não porque elas não elas assimilam muito os sintomas a maneira como se desenvolve mas muito mesmo porque às vezes elas vem Será que é autismo Será que é só um TDH porque elas não conhecem mesmo o curso de desenvolvimento elas então esses dois transtornos eles estão dentro dessa categoria maior que são é transtornos do desenvolvimento neurológico elas se encaixam aí exatamente eles são classificados como transtorno do desenvolvimento mas ao longo do percurso de desenvolvimento da criança eles vão se diferenciando né características e qual a característica principal aí desse guarda-chuva maior tem como fazer essa associação para a gente começar e o nosso bate-papo Sim eles estão classificados como transtornos do neurodesenvolvimento porque eles acontecem durante o estágio ali da infância onde a gente tem o maior período de desenvolvimento ali de cerebral então a criança né A primeira infância é onde a gente tem mais sinapses acontecendo onde esse cérebro tá tendo salto de aprendizagem então eles aparecem nesse primeiro momento por isso que eles estão classificados dessa forma mas eles são diferenciados claro que em alguns casos a gente já tem estudos novos do que a gente chama de fenótipo ampliado do autismo onde são traços subclínicos que às vezes também ali com TDH um pouco mais com sintomas mais fortes de expressão maior Pode sim parecer um autismo né mas não são todos os casos Então isso é muito importante a gente ter profissionais de referência que vai acompanhando e que a gente vai fugindo dessa rotulação rápida porque é um processo né Às vezes as famílias elas não obtém o diagnóstico de imediato isso é algo que é Muito desconfortável mas de alguma forma não obter é positivo porque essa criança tá respondendo alguma estimulação né então não necessariamente ela tem algo e ela tá necessitando de ser mais estimulada para que o diagnóstico venha com mais propriedade isso deixa os pais um pouco angustiados né É porque pode demorar esse diagnóstico até quanto tempo olha o próprio diagnóstico de terra quando ele vem tardio essa criança já tem a capacidade de se adaptar porque a gente tem condições de copiar comportamentos Então vamos pensar Até nós neurotípicos se a gente encontra uma receita num canal e a gente vai pode reproduzir a gente volta para um jantar e ali tem uma série de talheres que eu nunca usei na minha vida eu sempre observo alguém primeiro para fazer nós temos essa capacidade então quando a criança às vezes ela já vem com diagnóstico cardíaco ela já se adaptou bastante então por essa capacidade de copiar modelos então isso pode ficar mascarado ao longo do tempo e aí o que que acontece se a criança cresceu esse diagnóstico até de Justamente por isso porque a gente começa a separar se é uma competência que ela aprendeu ou se ela tem uma condição de fazer isso sozinha de maneira autônoma mas sem nenhum tipo de cópia Então porque até porque isso também precisa ser bastante trabalhado para que as intervenções as terapias as equipes multidisciplinares elas consigam se organizar como que ela vai trabalhar então às vezes o diagnóstico é tardio por esses aspecto essa criança também já está mais adaptada a Doutora Roberta que explicou um pouco desse grupo maior que são que a questão do desenvolvimento neurológico e agora a gente vai partir um pouco para cada um dos dois para a gente diferenciando entendendo as principais características de cada um o transtorno de Déficit de Atenção hiperatividade que é quase um trava-língua para eu falar isso aqui gente complicado mas eu tenho um dado aqui que no país mais de 5% das pessoas tem TDAH eu não parece um número tão alto mas se a gente tiver a quantidade de pessoas que tem no Brasil até que dá uma quantidade considerável quando Em que momento que a gente começa a identificar se os primeiros sinais que uma pessoa pode ter o TDAH a gente tem três tipos de possibilidade dentro do diagnóstico do TDAH a gente pode ter o tipo desatento que ele é manifestado por uma falta mesmo de atenção né às vezes aquela criança a gente está falando aqui de Infância Então aquela criança que às vezes está no Mundo da Lua ou você fala e parece que não ouviu o professor tá dando uma tarefa ela não anotou e ela chega em casa ela não sabe o que é para fazer e esse né é o tipo desatento a gente tem o hiperativo do tipo hiperativo onde a gente tem um excesso de agitação motora então uma criança que se Remexe demais ela pode batucar as mãos ela pode ter uma Pode às vezes até parecer uma ansiedade porque ela não consegue terminar o mal deixar alguém terminar uma fala ou ela mesmo terminar uma fala e a gente tem um tipo Combinado então os sinais o que que acontece Às vezes a gente tem também uma uma ideia né a gente formou essa ideia que agitada Sim ela é mas quando qual é a dose disso quando isso começa a trazer prejuízo então uma criança que tá lá agitada na escola não consegue sentar ela não consegue prestar atenção na aula Ela tá batucando ela tá pedindo borracha para os colegas ela responde na frente de todo mundo ela tá ali com prejuízo né assim onde eu tenho crianças eu tenho pares da mesma idade que não tem o mesmo comportamento então a escola ela também é um contexto que ela é muito porta voz da gente que tá ali no contexto Clínico né então não há não há como você trabalhar um diagnóstico sem ouvir o coletivo sem ouvir um professor que acompanha e a gente tem uma proposta pedagógica para ser também alcançada então quando isso começa a ter prejuízos no alcance a criança foi para casa não sabe que tarefa que era Então ela começa o primeiro prejuízo é tensional mas o segundo pode ser uma nota e daí isso pode carregar também uma questão de Ah eu não aprendo eu posso já começar a ter Perdidos na Minha autoestima na minha autoconfiança Então são sinais como esse agitação dificuldade de deixar as pessoas terminarem falas é uma dificuldade às vezes vem no consultório como algo assim ele é só ansioso eu acho ele tão ansioso e a gente começa a investigar e a gente entende que Aquela ansiedade ela é na verdade uma criança que tem ali o perfil da hiperatividade ou até mesmo combinado e quando os pais identificam algum sinal algum sinal desse é o profissional ideal seria esse o psicólogo ou tem algum outro antes que seria melhor para encaminhar o neuropediatra também né geralmente Às vezes a escola encaminha para um psicólogo para entender e aqui eu posso até divulgar para vocês assim contaram um pouco a gente lançou eu lancei um livro onde eu sou com a autora agora no final de Maio você chamou orientação familiar 2 o Capítulo que eu trabalhei foi exatamente sobre como Às vezes as questões familiares elas interferem no diagnóstico então às vezes a escola encaminha outra um psicólogo porque porque quando chega no psicólogo a gente precisa entender se aquele contexto ele é só da criança a gente tem algo reforçando aquele comportamento se eu pego uma criança com TDH uma criança com transtorno de oposição e uma criança só com dificuldade de entender limites ou até uma parentalidade que é mais negligente no sentido assim mas passiva eu vou ter também uma agitação então a gente precisa descartar se não é algo só comportamental se a dinâmica da família só tem dificuldade com seus pais têm dificuldade colocar limite então acredito que o psicólogo ele vai chegar nesse nesse lugar né de olhar para esse cenário e ir descartando as possibilidades antes de rotular porque a rotulação né ela acaba ela tem para criança né Às vezes o que eu percebo também não pode diagnóstico são crianças que não se sentem muito bem em fazer provas separadas e é um direito delas né O que é um benefício na verdade então a gente tem que cuidar disso e às vezes o neuropediatra vai ter essa dúvida também e ele encaminha para uma avaliação então o profissional pode ser um neuropediatra pode ser um psicólogo e o que é que a ciência tem para explicar hoje em dia a respeito desse transtorno é uma questão no cérebro é algo nas sinapses já se tem uma explicação sobre isso então em relação ao TDH a gente entende que é algo realmente na qualidade dessa sinapses que devem acontecer nas áreas de funções executivas né E também tem um fator de herdabilidade né genética que a gente pergunta quando a gente faz a entrevista para uma avaliação se existem casos Você tocou num ponto né que a gente está tendo mais casos agora então às vezes os pais eles não eles têm contato com a sintomatologia através dos filhos mas quando você entrevista eles falam Nossa eu era assim quando criança Mas e aí vem aquela coisa né do da educação que ah eu apanhava eu ficava muito de castigo eu não conseguia ele bem na escola eu era muito agitado então a gente já sabe da idade genética e dessa dificuldade da qualidade desse assassinatos que acontecem na região das funções executivas que é o que falha bastante controle ali que faz parte né dentro do durante o desenvolvimento não existe algo que direcione como por exemplo questões hormonais ou de alimentação algo que influencia que a pessoa entre muitas aspas vai ter o transtorno que vai causar o transtorno não eu acredito até que eu tenho visto estudos nada ainda que a gente tenha entendido no campo científico como uma prática ainda mas estudo sobre alimentação estudo sobre vitamina D mas ainda nessa fase de estudos né de até como melhor alimenta Eu já vi todos assim iniciativas do tipo como fazer uma alimentação é que ajude uma criança com TDH melhorar a concentração que eu acho que é o que todos nós às vezes é já de alguma forma já construímos conteúdos do tipo do ômega 3 desse tipo de coisa mas nada que justifique como causa e consequência e eu tenho uma informação aqui que eu quero que você comente para a gente se tem realmente algum sentido é que os meninos normalmente apresentam mais sintomas de hiperatividade do que as meninas mas ambos apresentam comportamento de desatenção tem realmente essa característica do gênero aí dos a parte da desatenção as meninas costumam estar mais desatenta quem apresenta esse transtorno e os meninos é aquela hiperatividade aquele menino que não senta que não para quieto se ele tem esse recorte de gênero aí tem a prevalência né no sexo masculino Ela é maior do tipo hiperativo os dois podem apresentar né mas a prevalência é maior mesmo no sexo masculino e quais são assim o que diz respeito sobre regras e limites se fala se lê muito que as crianças com outros assuntos de atenção tem essa dificuldade lidar com as regras com limites e às vezes as pessoas pensam que criança mal educada os pais não colocam limite nessa criança mas na verdade é uma dificuldade no comportamento de entender essas questões sociais sim então uma das coisas que tá falhando numa criança com TDH o que a gente chama de controle inibitório que é o freio do cérebro é nossa capacidade de ter vontade de fazer uma coisa mas vem lá e fala melhor não não é essa resposta que eu tenho que dar nesse local então controle inibitório é algo que a gente trabalha quando a gente tem um diagnóstico no processo de reabilitação né uma das funções que é prejudicada além da tensão enfim o controle inibitório quando a gente fala de limites é isso que a gente tem que melhorar esse tipo essa função então isso combinado com cada família né então assim a reabilitação ela acontece Claro dentro dos contextos clínicos e muitas vezes em equipe interdisciplinar porque multia quando a gente tem muita gente mas a enter quando eu consigo conversar com alguém e que a gente Olhe o benefício daquele paciente né como é que a gente vai trabalhar então isso é muito importante as pessoas que estiverem envolvidas no atendimento também começarem e coordenarem as estratégias quando o possível é algo que eu faço como prática de dar devolutivas em conjunto então com fonos que acompanha quando a gente fala dos limites eu tô falando de uma criança que tem dificuldade com espera com processo ela se desgasta aquilo que exige dela um esforço cognitivo a tendência dela é abandonar então a gente precisa trabalhar estratégias de Recompensas mais muito mais rápidas né então eu dizer para uma criança não tô falando de uma criança neurotípica que ela vai fazer se ela arrumar a cama dela todos os dias no final do mês ela tem um passeio final do mês é muito tempo até para nós mesmo se a gente vai mudar um hábito a gente a tendência se perder se você traz isso para essa criança para pistas visuais para ver que ela tá progredindo eu posso fazer um quadro e isso Vai facilitar então para cada família tem a sua dinâmica única A ideia é que a gente dá pós um diagnóstico trabalhar estratégias familiares porque a família muitas vezes ela vai ter que conduzir esse tratamento em casa pulverizar generalizar o aprendizado que vem do consultório então a criança a gente pode fazer pausas durante as tarefas já tive crianças né que a mãe falou assim Ah mas ele não consegue terminar a tarefa de uma vez aí ele para eu fico irritada E aí a casa pega fogo né E aí eu falei mas ele já não para ele já para Então por que que a gente já não faz uma pausa Vamos fazer uma pausa combinada de frente da pausa que irrita a mãe diferente aquela pausa que ele fazia é porque se fosse cognitivo dele já foi o suficiente então assim olha a gente vai trabalhar 20 minutos depois a gente vai descansar 10 depois a gente vai fazer mais 20 então foi muito melhor porque a pausa já acontecia então diferente né a criança conseguir Nossa trabalhei 20 é muito bom quando a gente consegue cumprir uma meta que a gente mesmo se propõe então limite ele vem também né não é algo que a falta de educação porque os sintomas social se foi uma criança que tem uma não tem uma dificuldade põe outra que tem a gente vai ver o mesmo sintoma social né criança se remexendo talvez batendo o pé fazendo uma birra e na verdade uma tem mais dificuldade Então isso é importante que a gente construa assim porque é uma habilidade que a gente tá trabalhando com ela persistência no fundo né importante a família tá muito próxima no momento pós diagnóstico dos profissionais não é porque a não é a toma que é uma medicação e pronto todo dia tô aqui dando remedinho remedinho é um acompanhamento para saber o que está sendo feito com a criança para poder reproduzir em casa tem que ter essa proximidade forte né Olha eu vejo como fundamental né porque eu brigo com os pais que eles são os especialistas nos filhos a gente está só como uma ferramenta para atingir aquele objetivo então quando a gente trabalha as intervenções não pode diagnóstico então a gente eu sempre faço a seguinte metáfora se a gente tem um campo que está ali cheio de mato e eu planto uma semente de morango eu vou perder o morango o mato tá alta eu não sei que tipo de plantinha tem ali então quando a gente vai lá e Organize esse terreno adubam o solo eu planto morango eu vou encontrar eu consigo ver a qualidade do meu morango né o morango é a nossa intervenção e o campo é o cérebro então a medicação ela prepara o campo para intervenção ser boa então a medicação não faz nada sozinha como a intervenção não faz nada sozinha porque se eu tenho uma criança que ela tem um nível tensional associado ao comportamento motor muito ativo a gente vai passar parte da sessão manejando o comportamento dela e não trabalhando com a função que a gente precisa Então o tratamento combinado hoje é protocolo ouro e a família né tem ali além de participar ativamente ela vai ter também um desafio de se abrir e para o processo né porque as famílias também ficam ansiosas E agora como é que vai funcionar em quanto tempo quanto tempo vai durar a terapia quanto tempo vai durar a medicação não sabemos a gente vai se entregar um processo e manejando claro vai misturando os resultados dessa criança da criança vai ter a sua característica peculiaridade e necessidade né Exatamente porque a gente fala muito da dificuldade mas quando você faz uma avaliação você também conhece Quais são as facilidades e as intervenções Elas têm que ser desenhadas em cima da facilidades quando os pais recebem o diagnóstico é você falou sobre essa questão da tanto da terapia quanto da medicação como como funciona a questão da medicação toda criança que tem TDAH vai precisar da de remédio que os pais sempre ficam Aflitos nesse momento já vai ter que tomar remédio Sempre tem aquela aquela coisa ali mas não necessariamente vai ser vai ser preciso a medicação exato por isso que quando a gente fecha um diagnóstico né a gente faz um laudo a gente encaminha para o neuropediatra E aí pede para aquele avalia a medicação né E qual é a dosagem Qual é a frequência então o neuropedia por isso que a importância da equipe interdisciplinar e ele vai avaliar fica pensando assim ah Será que ele vai ter uma vida normal né aquele Normal com muitas aspas depois de todo o acompanhamento de todo suporte que os profissionais vão poder ter essa criança que vai virar adolescente adulto vai poder Esse dito entre aspas normal sim tanto é que a gente está descobrindo um monte de adultos aí com TDH e que se estão adultos chegaram a vida adulta mesmo com as dificuldades porque encontraram estratégias para chegar à vida adulta claro que provavelmente vão acumular a história de dificuldade vão lembrar de dificuldades escolares ou acadêmicas né se uma vez eu atendi um rapaz que ele falou para mim que ele anotava as coisas duas vezes fazer ele copiava na escola assim né Por causa do ensino médio e depois ele copiava em casa o que ele ficou pior na escola porque ele tinha que copiar então a vida inteira essa foi estratégia que Ele alcançou então assim a gente também vai quanto mais a gente conhece né O que excelente ter essa oportunidade de falar aqui de vocês pulverizarem informação a gente também vai desenvolvendo outras coisas então a gente será que a gente precisa guardar tudo hoje em dia a gente tem aplicativos com informações que a gente pode acessar que só estratégia de memorização você não precisa carregar minha memória de trabalho com essa informação posta no papel pode estar numa lista pode estar no aplicativo então sim é possível sim né não é um limitador não é só a gente entender Claro e cuidar né então a gente também tem outros cenário de pessoas que já tem um diagnóstico e não tem nem conhecimento eu tiveram conhecimento da parte da vida adulta só chega a vida adulta são as mesmas características de quando ela ela era criança e não recebesse acompanhamento ou por conta disso de ter que ter se adaptado de várias formas ao longo da vida a característica do TDAH no adulto é diferente Na verdade são as mesmas né Mas claro que o cérebro dela já está desenvolvido Então ela já tem ali também estratégias de manejo das dificuldades então ela vai Talvez perceber quando as coisas ficam mais complexas ou pessoas que percebem que iniciam coisas e não terminam que perdem o interesse muito rápido ah eu né Eu iniciei um relacionamento e daí pouco tempo já não tinha interesse eu comprei um intercâmbio e de repente quando chegou faltou 20 dias eu fui lá e cancelei então pessoas que sentem uma dificuldade de dar prosseguimento ou então assim tudo aquilo que vai esforço cognitivo Ah eu preciso me concentrar vou fazer vou fazer uma prova de proficiência de inglês eu não consigo me concentrar então assim no trabalho é difícil então as pessoas elas deram um jeito delas mas vem aquela situação de mais sofrimento ou de perceber que algumas áreas da vida não dão sequência por falta de persistência vem muito para essa dificuldade de persistência tem uma informação aqui que fala Outro fator que está relacionado ao TDH em adultos é a alta frequência de outros problemas Associados como abuso do uso de álcool e drogas ou transtornos ansiosos e depressivos tem relação nesse momento aqui ou se pode fugir a regra isso é um risco do próprio diagnóstico não tratado pela própria impulsividade a dificuldade de previsão de consequências Ah eu não vou entregar esse trabalho hoje aqui na minha faculdade porque eu tô pensando no hoje impossibilidade ela tá hoje o momento presente agora claro que socialmente sugere uma ansiedade a gente tem regras sociais para cumprir né então assim existe uma cobrança social em relação a prazos em relação algumas coisas então isso pode se gerar uma ansiedade e a ansiedade também tem que ser descartada antes de qualquer diagnóstico de TDAH inclusive no adulto aqui fala também que 70% das Crianças com TDH apresentam outra comorbidade a criança com TDH tem alguma questão diferente na imunidade ou tem alguma doença que costuma estar associado ou esse dado que não tá tão realista Não na verdade ela pode ter por exemplo uma ansiedade ela pode ter outras questões de saúde mental Então se a gente tem uma um por exemplo uma suspeita de uma criança com ansiedade com sintomas também de ansiedade a gente precisa primeiro de uma forma preventiva cuidar disso para reavaliar o TDAH então existem assim como por exemplo uma pessoa que tem depressão é possível que ela tenha ansiedade como comorbidade casas como novidades que podem acontecer são outras questões do comportamento neurológicas não necessariamente que sei lá por exemplo a criança com TDH vai ter sei lá é isso tipo pressão alta alguma coisa assim não muito bem de transtornos mentais acho que ficou Claro aí né Um atraso de linguagem pode virar Associados Doutora Roberta é a gente falou sobre tratamento sobre a questão de onde vem esse transtorno que que a gente pode falar mais agora sobre o TDAH ou a gente já pode passar para o autismo tem algum outro detalhe que você queira deixar claro que às vezes as pessoas chegam Às vezes tem algumas dúvidas que as pessoas sempre chegam né ainda não pode mandar viu gente lá no YouTube aí a gente vai para essa outra parte do guarda-chuvinha aqui que é o autismo Qual é a característica e principal do autismo para a gente quem tá aí do outro lado começar a fazer essa diferenciação do TDH tá então assim o autismo ele também é dentro do guarda do nosso guarda-chuva de um transtorno de neurodesenvolvimento e a principal característica que acontece né são as dificuldades de comunicação Então essa essa criança pode aí ter uma dificuldade na comunicação social a gente vai se você né a gente foi lá no Google a gente vai ter acesso a uma série de de possíveis comportamentos que podem acontecer dentro do espectro pode essa criança pode apresentar uma falta de contato visual principalmente mas ela vai sempre ter uma falta de interesse nessa comunicação recíproca então Claro tem outros fatores Associados a gente é importante dizer que tudo tem critério não tá dentro de do chamado achismo a gente acha que não a gente tem critérios diagnósticos para investigar para entender essa criança tá se enquadra dentro daquele perfil para poder encaminhar a primeira pediatra fazer essa validação do diagnóstico então Além disso então uma criança que não se interessa a brincadeira lúdica é difícil é para ela tem dificuldade na capacidade de maginativa ela é muito mais concreta Então dependendo da idade se a gente fala seguinte fala uma metáfora ela não entende ao sentido figurado então assim Ah aquele ônibus Aquele ônibus é uma tartaruga não entende que é um formato de tartaruga né então assim não que quer dizer que é lento Então são coisas nesse sentido também interesses diferentes Então essa criança brinca funcional O que é brincar funcional é a criança pegar um carrinho e ela dar um carrinho a função de carro mesmo ou a menina vai lá né Tá brincando lá de fazer um cafezinho para boneca dela e de repente ela realmente simula que tá tomando café dentro da xícara mexendo Então isso é uma brincadeira funcional agora uma criança que vai pegar o carrinho vai ficar girando roda ela não tá brincando de forma funcional então isso também são coisas que a gente precisa ficar atento bem diferente do th né então são coisas interesses fixos que só falam de um tema então ela vai socializar ela ela vai social mas ela só insere o tema que aquela que ela não consegue falar de outras coisas não percebe pistas sociais conversando com alguém alguém tá fazendo uma cara feia não deve estar gostando do que eu tô falando ou tô mexendo em algum lugar as pessoas estão me olhando estranho não faz esse tipo de PC não tem essa percepção desenvolvida então autismo ele vem nesse lugar também de dificuldades principalmente na comunicação social e nesse caso também existe alguma diferença de gênero os meninos costumam apresentar mais alguma característica e as meninas outra ou é bem próximo Olha não tem tanta diferença gente mas a gente já sabe que o autismo e meninas a socialização não é tão difícil como nos meninos então diagnóstico e meninas ele também tem que ser muito mais criterioso porque naturalmente elas são mais Associados elas buscam mais a socialização Então esse critério ele também tem que ser levado em consideração os profissionais que acompanham a criança com TDH também podem ser os mesmo que acompanham a criança que com transtorno de espectro autista vão ser esses mesmo profissionais que vão dar suporte sim são os mesmos a gente tá falando bastante aqui dinheiro pediatra psicólogo mas a gente tem a área de fono né fonoaudiologia muito importante terapeu a terapia ocupacional porque a gente pode ter alteração sensorial dentro do espectro autista então criança tem dificuldade com texturas então alguns têm desenvolvimento de seletividade alimentar outros não tem isso quem trabalha o terapeuta ocupacional Então a gente tem uma série de Terapias importantes quanto antes feitas né estimulação precoce melhor aí o desempenho da adaptação dessa criança no meio social é importante a gente falar desse assunto porque as pessoas os pais às vezes se assustam com tantas diagnósticos feitos nas redes sociais ultimamente ah minha criança não come coisa x de jeito nenhum eu vi na internet que isso é um sintoma de autismo Ah porque minha criança não onde eu sou as pessoas pegam uma única característica e acho com aquele dali já é um diagnóstico isso tem levado mais pessoas ao consultório tem levado sim acho que os diagnósticos de rede social eles estão muito engessados nada nada escrito na pedra tem que ser muito investigado e a gente não pode esquecer que para que seja algo né assim transtorno tem sempre ter prejuízo porque assim nós todos temos preferências alimentares ninguém come de tudo isso é natural né um sabor que para um excelente para outro insuportável até sentir o cheiro levemente então uma coisa é a preferência outra coisa é seletividade coisas por exemplo a criança comia passou a não comer mais ou passou a ter um hábito começou a ritualizar então ah só come quando o feijão tá do lado direito do prato ou então Coisas Que Eu Já presenciei já tive oportunidade de atender a gente não vai mais a família me relatou não vamos mais a restaurante porque ele não come comida de Nenhum Restaurante eu tenho que levar a comida de casa então se percebe que existe um prejuízo social ninguém vai ao restaurante com comida na sacola na bolsa né e saca comida para criança comer então a gente vai para socializar para experimentar tem todo um contexto dentro de um né O que que é esperado do de um comportamento social dentro de um restaurante então isso já é né algo para a gente é diferente de uma preferência alimentar a criança ela vai mesmo a gente pensar no desenvolvimento dos bebês na transição alimentar né a criança vai sair lá do leite materno que hoje exclusividade dela indicada até os seis meses e depois a gente começa com a alimentação pastosa experimentando fruta essa criança tem dia que ela vai secar tem dia que não vai ela também tá desenvolvendo ali é as papilas gustativas sabores então é diferente então às vezes que você diz uma coisa gera um Pânico E aí a gente vai lá ou então Ah meu filho marcha na ponta do pé que também é eu já vi que isso é uma característica de autismo às vezes essa criança tem uma alteração sensorial até Incomodada com a minha ou então uma falta de criança não evolui em linguagem pediatra também é um profissional que está acompanhando a gente não citou ele mas ele tem ele acompanha essa criança né no primeiro ano de vida existe as consultas mensais depois nós vamos ficando mais espaçadas então a criança Ela tem Marcos de desenvolvimento a serem alcançados é esperado que ela ande até uma idade x é esperar porque ela ela sente que ela tem o controle ali da hora de fazer xixi da hora de fazer o cocô Então tudo isso também vai sendo ali um relatório do desenvolvimento para a gente entender como quem está encaminhado porque é uma coisa isolada não responde a dúvida e sobre a questão de suporte a que diz crianças e adultos com terra podem apresentar diferentes níveis de necessidade de suporte o que que se trata essa questão desse níveis de suporte porque isso depende do agravamento da do nível de autismo então assim quando a gente fala do suporte 1 a gente está falando né de menos adaptação social quanto maior o nível de suporte mais ela precisa se assistida em termos de Terapias tem uma perguntinha aqui é bem próximo já do que a gente está falando Mas caso o TDAH voltando um pouquinho aqui para o TDAH não seja tratado ainda criança pode trazer Quais consequências pode trazer para a vida adulta a gente deu uma pincelada se quiser acrescentar mais sobre essa parte aqui às vezes o pessoal pega o programa no meio Mas pode ficar à vontade para falar tá bom bom a gente pode a gente está falando de um TDH geral né então assim a gente pode ter prejuízos escolares a gente pode ter alguém que vai ter ali né ah não consigo ela não tratou ela não tem acesso né alguma condição de tratativa mas assim ela pode evoluir com se for uma pessoa desatenta por exemplo ela pode ter uma história de escolarização difícil e que ela vai isso vai interferir na autoestima na autoconfiança Às vezes pode ser uma dificuldade para poder evoluir não trabalho né Essa desatenção que ela teve nos primeiros anos escolares se for uma pessoa hiperativa ela vai ter talvez uma dificuldade de terminar coisas vai ter uma dificuldade até de progredir então isso pode acontecer pode também né a gente precisa ter que tipo de TDH Então mas isso tá dentro e também as questões voltadas a impossibilidade né a comportamento impossíveis porque a grande dificuldade também é pensar conse quências Então faça agora depois de amanhã como é que eu respondo por isso a gente fala sobre os níveis de suportes no autismo as pessoas também querem saber se a criança com TDH vai precisar também assim em vez de suporte tem tem níveis diferentes de TDH também as pessoas querem saber a gente trabalha muito mais com o tipo do TDH e entender né o nível de suporte Onde estão os prejuízos para a gente poder ser assertivo nas intervenções então é uma criança de 70 avaliação ele é um diagnóstico Clínico tá ele não precisa ser feito ser dado através da avaliação neuropsicológica não é algo que é imprescindível ela vem mapeando Quais são as competências cognitivas com defasagem e tem a condição de trabalhar desta forma assertiva mas não a gente a gente pode ter Caso Por isso que a gente falou que pode ter caso sim que são mais severos e que precisam de medicação diferenciada né alguns casos mais severos temos Sim mas hoje são mais raros a medicação é sempre uma questão que é tem como tratar o transtorno seio medicação sempre aquele medo de serem a medicação no dia a dia né olha Danilo embora não seja minha área eu sempre falo uma coisa assim para os pais porque acho que o start né trabalhar essa mentalidade começa ali no momento que eles buscam acho que quando a gente busca alguma alguma resposta né a gente também tá aberto é porque acontece Qual é a protocolo hoje protocolo ouro hoje é tratamento combinado né então sempre falo para os pais que a gente tem muito medo da medicação eu entendo nós temos ainda tabus em relação a medicação das questões mentais Mas nós somos dos países que mais se automedica pode falar ao mesmo tempo né que a gente tá indo assistir a gente estava estudando um profissional então busco um profissional que se Adega que fale né que você se sinta confortável e Aposte né porque aquela coisa nem sempre acho que nós buscamos às vezes os caminhos bons é como se fosse sempre uma bifurcação onde eu tenho um caminho bom e um caminho ruim às vezes nem um caminho é bom mas a gente vai olhar qual é o caminho onde eu me prejudica menos onde o prognóstico É melhor então acho que nós como profissionais da Saúde temos esse dever de explicar para as famílias Qual o prognóstico a medicação e sem a medicação a escolha não é nossa da família mas dá essa informação ajuda muito então assim Tem como trocar tem quanto tempo a gente não sabe assim né E aquela história eu vou plantar uma semente de morango Qual o terreno tem mais duas perguntinhas aqui é quem tem autismo pode ter TDAH pode pode ter comorbidade sim e existe alguma relação entre prematuridade e autismo nada é comprovado a gente tem outras correlações né porque essa criança nasceu de forma antecipada e o que ela ia o que ela precisaria desenvolver ali dentro do útero materno ela vai ter que desenvolver fora né mas nada que seja relevante a gente falou sobre as características homem mulher e também falamos um pouco sobre essas características na idade quer acrescentar mais alguma coisa da questão do autismo que eu não perguntei que seria legal falar para o nosso público doutora Olha o que eu acho que qualquer uma das A Gente Tem trabalhado e falado bastante de inclusão e que eu acho que isso assusta muito né se a gente está falando aí dos diagnósticos da infância as pessoas têm muito medo do futuro como vai ficar né os pais questionam mas e agora como é que ele vai desenvolver vai crescer porque embora a gente está mudando né os modelos sociais modelos familiares eu ainda recebo essa mesma pergunta literalmente ele vai conseguir casar vai conseguir ter filhos vai conseguir estudar né então assim dentro de todo diagnóstico a gente vai entender Quais são as limitações mas nada é tão importante quanto além de buscar o diagnóstico é o pós diagnóstico é o que a gente vai fazer com laudo então assim as intervenções a gente já tem diversos artigos científicos dizendo o quanto é importante que eles sejam feito de forma precoce né que a gente pegue para quem está buscando entender que às vezes a demora ela faz parte da busca ela não é um erro Às vezes a história que passamos por vários médicos é porque seu filho Talvez esteja no estágio de desenvolvimento que não compra critérios para fechar e ser conservador e de repente fazer terapias vai ajudar essa criança entrar em algum diagnóstico ou sair dele então não é ruim ela tá dizendo que essa criança está em evolução e que a gente não fecha por conta da própria evolução então mais do que buscar a gente trabalhar esse diagnóstico não posso com seriedade então assim é quando eu trabalho quando a gente trabalha isso a gente vai respondendo ao longo do tempo adaptação tudo é possível né dentro do que a gente entende da alimentação até onde a gente pode chegar Então a primeira infância primordial Então acho que para qualquer um dos diagnósticos a gente trabalhar fundamentalmente em equipe e a família é a grande capitã de colocar tudo muito em prática mas que a gente não abandone ou pode diagnóstico Doutora Roberta Alonso psicólogo e neuropsicóloga infanto-juvenil obrigada pelos esclarecimentos eu espero que quem acompanhou essa tarde aqui conosco tem a conseguir tenha conseguido tirar suas dúvidas também que esse assunto que ultimamente tá muito nas redes tá em alta as pessoas querem saber querem entender eu deixo as portas abertas para você volta em outro momento para a gente conversar de outros assuntos Tá certo muito obrigada pela oportunidade o sal de é Vida de hoje fica por aqui se você pegou aqui o finalzinho não tem problema pode no YouTube da TV Câmara Campinas procurar lá por saúde é vida que você vai ver todos os programas desse nosso quadro e também dos outros da nossa grade eu convido vocês a continuar acompanhando a gente e espero vocês na próxima edição tchau tchau [Música]
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