TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
SAÚDE É VIDA - NOVEMBRO DOURADO
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

SAÚDE É VIDA - NOVEMBRO DOURADO

55 views Publicado 18/11/2024 HD · 45:44

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

Transcrição completa do vídeo

35 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá pessoal mais um saúde é vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas hoje nós vamos falar sobre o câncer infanto juvenil Mas antes você precisa saber que para participar do saúde a vida e sugerir um tema para o programa é bem fácil é só entrar em contato pelo nosso WhatsApp o DDD é o 19 o número é o 97 829 3776 vai aparecer aí na sua tela também um qrcode para você acessar pelo celular no Brasil o câncer já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos mácia diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curados para falar sobre esse tema a convidada do programa de hoje é a Camila Maia oncologista pediátrica do centro boldrini Camila muito obrigada pela sua participação aqui no saúde e vida obrigada pelo convite eh Doutora pra gente começar acho importante explicar para quem tá acompanhando quem tá em casa o que que é o câncer infanto juvenil bom eh o câncer decorre de uma proliferação desordenada de células né que sofreram uma mutação eh ao longo da sua divisão celular e que elas têm um crescimento eh muito desenfreado desordenado e em relação às outras células do corpo eh embora a gente tenha um sistema de vigília de controle da das células que são feitas de forma errônea muitas vezes esse sistema de vigília ele é falho né e ou o sistema de produção de células tumorais ele acaba sendo exacerbado e eh a doença acaba evoluindo e não sendo controlada pelo corpo do indivíduo então quando existe essa esse crescimento desordenado de células a gente acaba tendo então o surgimento do câncer e isso pode acontecer em qualquer local do corpo do indivíduo é Doutora no caso das crianças e adolescentes esse câncer ele atinge célula células específicas não o que nós temos é que a linhagem celular do tumor da Criança e do Adolescente diferem na sua maioria do da linhagem do Câncer do adulto né então são células vamos dizer mais primitivas células da formação do indivíduo Essa é a grande diferença em relação ao tumor aos tumores dos adultos eh pras crianças e e adolescentes Qual que é a faixa etária Dora Camila mais suscetível a doença de uma forma geral a gente tem o favorecimento da do Câncer eh de uma forma eh homogênea na na criança e no adolescente o que difere é o tipo de doença que habitualmente pce nas diferentes faixas etárias Então até os 12 anos ã a gente pode inferir que a leucemia e os tumores cerebrais são as doenças mais prevalentes né na faixa do Adolescente a gente pensa Principalmente nos linfomas né também pode obviamente leucemias eh eh linfomas tumor cerebral mas em relação à faixa etária mais jovem a leucemia a doença mais predominante e nos adolescentes e adultos jovens já começa a ter preferência pelos linfomas e depois tumores de linhagem muscular óssea e tudo mais você comentou agora um pouquinho né sobre esses principais tipos de câncer que acometem crianças e adolescentes quais seriam os principais sinais sinais de alerta sintomas para que os pais possam ficar atentos o sintoma da do Câncer na ele decorre da topografia onde a lesão se instala né então quando a gente fala por exemplo da leucemia nós estamos falando de uma substituição do da medula óssea normal por um tecido doente né que é a leucemia Então os sintomas vão decorrer dessa substituição Então nós vamos ter eh validez eh sangramento seja cutâneo ou seja de mocó pode haver quadro de infecção recorrente né E quando você observa doros é uma das outras um dos sintomas que podem acontecer e quando você faz um hemograma você vai ter alguns achados que vão te levar a pensar na hipótese de uma leucemia então o sintoma decorre muito do da substituição do tecido normal pela doença nos casos de tumor cerebral os principais achados estão relacionados eh a ocupação do tumor dentro do cérebro né então podemos ter sinais como cefaleia recorrente né não é exclusivo mas existe uma tendência a ser uma dor de cabeça que acorda pela manhã eh no caso às vezes até durante a madrugada pode acontecer de ter vômitos envolvido pela manhã ou ao longo da noite eh dificilmente tem náusea quando existe esse mal-estar é um uma coisa mais abrupta eh pode haver mudança no comportamento da criança então em relação por exemplo a uma criança que a escola chama e pontua que aquela criança tinha um bom comportamento de repente passa a ter um comportamento diferente uma agressividade ou até uma perda de interesse uma sonolência que não se explica então assim a mudança do indivíduo como um todo que pode ser percebido pela família e muitas às vezes por pessoas que estão envolvidas no Cuidado né cuidadores ou eh avós ou Professor durante a atividade escolar que acabam observando esses sintomas a doutora e existem fatores de risco no caso do Câncer infanto juvenil por exemplo o fator genético Sim a gente espera que exista numa minoria dos casos eh uma predisposição genética do indivíduo ar né pro câncer acaba sendo em torno de 10 a 15% dos casos que tem uma predisposição genética A grande maioria do do acontecimento do Câncer na infância e adolescência não tem essa relação familiar é um evento esporádico que o indivíduo carrega alguma predisposição genética dele né que não tá relacionada à família eh outros fatores que nós sabemos que podem ter relação com o câncer na criança são algumas síndromes genéticas que que nós sabemos que são predisponentes do Câncer eh podemos eh considerar radiação não natural né como o fator de disponente também o uso de algumas medicações até pro tratamento de uma um primeiro câncer que pode induzir um segundo câncer o indivíduo depois futuramente e algumas infecções virais que a gente sabe que tem em relação sim com o de mundo aparecimento do Câncer Mas diferente do tumor do adulto eh não existe prevenção em relação ao câncer né como tabagismo etilismo infecção por vírus eh de hepatite ou situações como essa e isso torna o diagnóstico mais complicado Doutora o fato de não ter essa prevenção como que é feito eh essa essa parte do diagnóstico o diagnóstico eh acaba eh por por se tratar uma de uma doença Rara o diagnóstico acaba muitas vezes sendo tardio porque realmente eh o profissional que tá na linha de frente no atendimento ele eh tem um um pensamento que não é inicial em relação ao câncer né não entra como uma principal hipótese diagnóstica justamente porque apesar de tudo a gente tá falando de uma doença Rara então ã muitas vezes a família acaba procurando serviço de atendimento algumas vezes eh e os sinais são sinais inespecíficos são sinais às vezes crustosum com situações de de quadros benignos né com febre eh queda do estado geral uma dor inespecífica então sendo uma doença rara é é difícil o profissional pensar nisso como uma primeira hipótese né né acaba que na recorrência dos sintomas na persistência dos sintomas o indivíduo eh lança a mão de recursos que vão avançar nesse diagnóstico mas dificilmente é uma primeira possibilidade exatamente eu tava lendo sobre o assunto e eu vi que muitos eh muitos casos né de crianças e adolescentes que tiveram câncer e aí a o diagnóstico era confundido com outras doenças essas viroses Então eu acho que isso também é bem complicado né Doutora sim por isso que o importante eh o ideal né vamos dizer assim seria que o indivíduo tivesse um acompanhamento linear de um profissional que pudesse reavaliar a criança na persistência dos sintomas né então eh a a continuidade no atendimento o indivíduo quando conhece sabe sabe como é a criança tem o perfil da daquele daquele paciente e aqueles sintomas se perpetuam ele tem um uma percepção e ele avança na investigação né quando a gente perde isso do do profissional que segue linearmente as crianças muitas vezes porque enfim as filas de de espera em atendimento são longas e e o profissional acaba recorrendo muito a Pronto Socorro para para atendimento e não um um um colega que S né via ambulatorial e reavalia essa criança na sequência eh esse atendimento pontual de prono por diversos profissionais ao longo do período acaba prejudicando realmente a investigação porque é uma fotografia né que ele acaba vendo e não o filme como um todo para entender o que que tá acontecendo com aquela criança Então essa é uma preocupação e não é uma preocupação exclusiva da nossa população isso acontece em muitos lugares do mundo inclusive em países eh envolvidos né do atraso no diagnóstico porque os sintomas são inespecíficos e aquela criança acaba sendo vista por diversos profissionais que não não o conhecem efetivamente Mas tem uma avaliação pontual do caso Doutora você como médica que acompanha muitos casos né aí no centro boldrini o que que os pais Precisam fazer no caso a prevenção ela praticamente não não existe né nesses casos de câncer infanto juvenil Eu gostaria que você falasse um pouquinho pros pais o que que eles precisam fazer sempre tá levando a criança no pediatra sempre tá atento sim as consultas de Pediatria elas sempre acontecer Independent dos quadros de intercorrências ou quadros infecciosos que vão acontecer ao longo da vida da criança né então a consulta de cura a consulta do do pediatra regular eh seja no consultório privado ou seja pelos centros de saúde elas são muito importantes e é uma coisa que está infelizmente deixando de existir né o a consulta duas três vezes ao longo do ano para acompanhar crescimento desenvolvimento fazer avaliações isso é muito importante então Eh manter essa essa esse cuidado de levar a criança ao pediatra independente dos quadros de infecção isso deveria continuar existindo e e e deveria haver um empenho para que isso se mantivesse né Eh a busca lógico de sinais e sintomas específicos também é é necessário então se você tem uma criança que tem um quadro agudo de dor que não melhora que apesar às vezes de de um tratamento analgésico ou antiinflamatório né que seja com gelo e medidas locais não melhora uma persistência de dor ossa eh criança não não reclama de dor né acima de tudo criança brinca muito deve brincar então a criança que tem o comprometimento da sua brincadeira do seu dia a dia eh muda o comportamento passa a ser quieto e e recusa né a a atividade com os colegas isso tem que levantar realmente o o a Lebre dos pais e trazer Insight de que ter alguma coisa errada acontecendo nessas situações procurar o atendimento médico obviamente o mais breve possível e e ficar atento se havendo a persistência retornar ao serviço de saúde Doutora vamos falar um pouquinho sobre o tratamento pro câncer infanto juvenil são vários tipos né mas eu gostaria que você explicasse de uma forma geral Qual é o tratamento recomendado doença dentro da Oncologia pediátrica ele tem um tratamento eh elencado né como sendo o mais adequado de acordo com a patologia da criança então não é um uma fórmula igual para todas as doenças né existem doenças que se beneficiam por exemplo só de quimioterapia outras são necessários tratamento com quimioterapia radioterapia cirurgia né No início no meio ou o final o tratamento Hoje em dia a gente tem algumas doenças que foram beneficiadas com o uso da imunoterapia também que é uma uma novidade aí que veio surgindo nos últimos 25 anos pelo menos eh então é um tratamento eh multidisciplinar e que envolve várias modalidades também né multimodal então é muito difícil você fazer um tratamento oncológico para essa população se você não está no inserido no no programa onde Você tem todos os profissionais para te ajudar né então eu dependo de uma equipe de enfermagem especializada eu dependo de um cirurgião especializado tanto Cirurgião Pediátrico quanto neurocirurgião quanto ortopedista que trabalha só com a parte oncológica eu preciso de um atendimento de fisioterapeuta que é adequado também para essa população atendimento psicológico psiquiátrico então fazer Oncologia pediátrica né com ã sem esse suporte uma terapia intensiva que esteja bem preparada para receber as intercorrências eh que são intercorrências graves que os pacientes podem experimentar então Isso dificulta muito a ação de um bom serviço de Oncologia Pediátrico Então hoje a gente busca até junto ao Ministério da Saúde um uma normatização para que os serviços estejam realmente bem eh eh adaptados e bem coesos Com todas essas possibilidades e ofertem toda esse essa equipe de tratamento pro indivíduo H ser tratado de uma forma Global E adequada Doutora além da criança né Eu acho que é um momento que a família também precisa ser acolhida quando chega um diagnóstico de câncer seja para uma criança ou um adolescente como que isso é feito dentro dos dos hospitais como que é esse como que é dada essa notícia essa esse acolhimento também depois da Notícia é o tratamento ele realmente ele é feito obviamente direcionado paraa criança mas eu dependo do envolvimento familiar de uma certa forma de até muitos membros da família porque é uma mudança de rotina muito grande dentro daquela casa dentro daquela família né muitas vezes inclusive nós recebemos crianças e familiares que vem de outros estados e acabam ficando num período longo fora dos seus domicílios muitos Muito muitos deles não voltam por um tempo bastante prolongado então assim a dinâmica familiar muda bastante Não realmente não é fácil eh por isso que a gente conta com as casas de apoio aqui da na nossa região que brilhantemente acolhem essas famílias e dão para eles todo o suporte que precisam eh da mesma forma dentro do serviço hospitalar a gente tem um acolhimento por parte da Psicologia não só para as crianças mas pros familiares que também precisam desse processo eh procuramos que eh todos estejam integrados envolvidos de forma que haja o mínimo né prejuízo dentro daquela família mas é a inocência da nossa parte pensar que isso não vai acontecer né muitas vezes eh são irmãos que ficam longe dos pais do próprio paciente e sentem saudade e acabam né Tendo tendo aí uma distância importante eh a hospitalização por muitas vezes que a criança interna depois sai e existe uma demanda desses pais avós estarem fora do domicílio né muitas vezes eles interrompem o período escolar que é uma coisa preocupante também a gente com a equipe da pedagogia Hospital nós procuramos que eles possam manter a dinâmica de escola em dia né que que as escolas possam encaminhar as tarefas para que isso continue sendo realizado dentro de casa e que as crianças não tem grandes prejuízos ao longo do tratamento mas eh muitas vezes eh por intercorrências por por hospitalização às vezes em terapia intensiva por cirurgias e tudo mais eles acabam não conseguindo concluir aquele ano junto com os colegas e aí acaba tendo aí uma questão do do prejuízo escolar que também não é não é incomum de acontecer né nosso esforço é para que isso seja o mínimo possível que esse sofrimento seja mínimo mas infelizmente sim ou ocorre uma mudança familiar e social muitas vezes a onde um dos Pais enfim tem que deixar de trabalhar para poder estar cuidando daquela criança ainda hoje nós não temos um programa de suporte eh que permita o afastamento dos pais pelo pelo INSS por exemplo que eles possam eh tá tá num no acolhimento do BPC e tal para essa criança para essa família continuar tendo a renda e alguém tá cuidando né então Eh Isso é uma questão bastante importante porque às vezes o o a parte financeira da família seja fica bastante comprometida também eh Com certeza como você disse é uma mudança bem drástica né para todo mundo da família para todos os envolvidos eh Doutora Como que o SUS Ele atende essas crianças em tratamento de câncer Como que é o acesso a esse tratamento o acesso ao tratamento oncológico da criança ele é garantido pelo SUS né aqui no centro poino nós temos o atendimento de 70% mais ou menos da nossa população de pacientes ela é do do Sistema Único de Saúde a outra minoria acaba sendo paciente que tem saúde suplementar né que que possui convênio médico mas o acesso ao tratamento eh nessa instituição ela é completa eh nós conseguimos ofertar um tratamento bastante eh eficaz e de ponta para essas crianças eh não existe custo nenhum para famílias que estão inseridas né no programa do SUS e e a acessibilidade é feita diretamente com a equipe do hospital então Eh nós não temos repressão de demanda de pacientes o que facilita muito a vinda do paciente para cá Mas ele tem que ser referenciado para uma equipe médica né não existe uma busca espontânea Então a partir do momento que o colega pensa no no diagnóstico de câncer ele faz o contato com o hospital e aí a gente avalia a vinda do da criança ou do adolescente para cá Doutora a gente vai para um rápido intervalo agora porque no próximo bloco nós vamos falar sobre a campanha Novembro dourado que é uma ação internacional de conscientização a respeito do Câncer infanto juvenil nós já voltamos [Música] [Música] estamos de volta com o saúde e a vida e hoje falando sobre o câncer infanto juvenil com a oncologista pediátrica Camila Maia do centro boldrini Camila estamos de volta aqui nesse segundo bloco né falando sobre esse tema tão importante e eu gostaria que você explicasse um pouquinho pra gente para quem tá assistindo sobre a campanha Novembro Dourado o que que é essa campanha e qual que é o objetivo dela bom a campanha Novembro Dourado é é um programa de eh atenção mesmo a a detecção precoce do Câncer né É você tentar otimizar né a assistência enfim ao em todos os profissionais que que trabalham com crianças e adolescentes pro Alerta da existência do do Câncer na infância e na adolescência né Eu acho que esse é o objetivo mais importante é lembrar que a doença existe e que ela pode ser que ela pode acontecer em qualquer faixa etária que eu acho que isso é muito importante lar e que na suspeita do do do diagnóstico você tem que referenciar essa criança para um Centro de Especialidades eh Doutor e qual que é a importância dessas campanhas a gente tá exatamente em novembro né Qual que é a importância dessas campanhas dessas ações de trazer esses assuntos pra população então a importância é justamente né lembrar a população tanto população geral quanto os profissionais envolvidos no Cuidado da Criança e do Adolescente de que eh a criança e e o jovem adulto jovem Ele Pode sim ser cometido pelo câncer eh não difere eh embora haja as diferenças em relação ao tumor do adulto Mas é uma uma doença que pode acometer a população mais jovem Então acho que esse alerta de toda a campanha de conscientização que a gente tem ao longo do ano sem sendo outubro rosa ou Novembro Dourado é Exatamente isso ela é chamar a atenção da população pro olhar atento dos cuidados dos indivíduos e pro autocuidado muitas vezes de que o câncer existe e que ele é uma doença silenciosa que deve ser pensada né Eh com sinais e sintomas que muitas vezes não são valorizados pelos pela pelo indivíduo e pelos profissionais Então eu acho que esse é um alerta é como se fosse um lembrete né de que a doença existe e que ela pode sim eh acometer qualquer cacheta inclusive crianças pequenas e e jovens adultos eh Doutora como especialista né nesse assunto como que a gente poderia eh falar sobre o menor Impacto para essas crianças como amenizar um pouco o sofrimento a dor essa essa mudança toda paraa família eu acho que minimizar o impacto é uma palavra muito bem colocada né a gente tem tem políticas de melhorias para isso fazer com que esse momento seja até muitas vezes lúdico né quando a gente tem parcerias com profissionais que vêm Até nós que trazem para nossa brinquedoteca por exemplo uma atividade diferente um dia que eles eh passam com alegria com brincadeiras com contação de histórias né Nós temos uma equipe de voluntariado dentro do hospital que faz muita diferença né Aonde eles acolhem as famílias aonde Eles procuram eh ver quais são necessidades que eles possam eh atender seja numa conversa num diálogo seja na assistência às vezes de mínimas situações né que as famílias chegam aqui de assim desprotegidas às vezes de de roupa de de coisas produtos de higiene né ou às vezes quando você entra no quarto de uma criança e leva uma história né tem uma equipe que vem para contar a história com com o o carinho todo especial com o olhar diferente com uma alegria bacana eh Às vezes a gente tem uma equipe que aplica o rake não só nas crianças mas nos familiares então assim você tenta transformar essa dor né esse peso do tratamento do diagnóstico no momento menos menos dolorido mesmo no momento eh que você possa encontrar paz tranquilidade calor humano né é um olhar às vezes de de um indivíduo que numa na recepção chega oferta uma palavra de carinho uma positividade então Eh é um ambiente aonde as pessoas chegam com muito receio mas todas elas Eu eu acho que encontram o uma receptividade tão grande que acabam eh passando pelo processo de uma forma menos dolorosa então a presença do voluntariado dentro do serviço e e dos dos profissionais que atendem na brinquedoteca que levam paraas pras crianças da internação um momento de carinho isso faz muita diferença Vocês conseguem perceber essa mudança de comportamento da Criança e até mesmo da família de quem tá acompanhando a partir do momento que eles passam a ter mais contato com esses momentos lúdicos sim faz toda a diferença né Eh inclusive quando você atende um paciente já curado né porque a gente tem uma população enorme de pacientes curados dentro do hospital ao longo desses 45 anos então eh a gente tem uma média aí de 7.000 pacientes curados que a gente ainda acompanha no serviço e quando você às vezes questiona esse indivíduo adulto já né com às vezes com famílias e tudo o que que ele lembra da época do tratamento muitas às vezes ele fala eu lembro que eu vim aqui e tinha uma brinquedoteca né e eu lembro que eu vim aqui eu nem sei o que eu fazia aqui às vezes porque eles eram muito pequenos e acabam não tendo essa memória daquele momento mas isso fica né o brincar o vir aqui e ter esse momento de de distração eh acaba marcando bastante de uma forma bem importante na memória desses pacientes é Doutora você comentou no primeiro bloco que existem os pedagogos dentro do hospital Gostaria que você explicasse um pouquinho Como que é o trabalho de vocês para que as crianças não fiquem tão afastadas dos estudos a família ajuda nesse processo como que é isso sim é uma parceria obviamente da família junto com a equipe de pedagogia do hospital aonde eh você a gente eh Informa a escola do que tá acontecendo eh as crianças que podem continuar frequentando a escola muitas vezes eh com períodos de ausência também é feita essa tratativa pra escola de que haverá momentos em que ele poderá e pra escola é outro momento que não alguns pacientes Por estarem em cidades longe acabam realmente não conseguindo né frequentar presencialmente a escola mas a gente pede o comprometimento da outra parte em continuar mandando o material pedagógico e muitas vezes eles fazem os reforços aqui com com os colegas do hospital né com a equipe aqui do hospital para que possam manter durante eh no próprio ano letivo da escola então agora por exemplo os nossos adolescentes que estão aí fazendo o Enem vai ter a prova e muitos deles farão aqui no hospital Então não vai deixar de fazer a prova né Muito pelo contrário fará no ambiente hospitalar mas será feito então essa parceria do do hospital com o ambiente escolar também propicia uma normal idade né Para que o indivíduo tenha um pouco de normalidade dentro da sua rotina exatamente né deixar a rotina o mais parecida possível eh pr pra criança também não estranhar tanto né não não ter aquela aquela ruptura né Muito brusca né Nossa antes eu brincava Agora não brinco mais eu estudava ia pra escola agora tenho que ficar praticamente o dia todo dentro do hospital muitas vezes acho que até morando né praticamente passa muitas horas aí dentro eh a gente tem que cuidar do adoecimento do corpo mas a gente não pode deixar né ou Minimizar pelo menos o o adoecimento da alma também nesse sentido aonde a gente pode tentar que a essa o dia a dia né seja com com uma normalização com hábitos que a criança eh executava até então e a gente pontua isso muito PR os pais porque existe ó uma tendência de super proteção é natural que você queira né deixar a criança às vezes até isolada e e não não frequentar lugares e tudo mais e a gente Pondera momentos em que isso pode acontecer momentos em que há necessidade efetivamente de um de uma uma reclusão assim pelo menos parcial mas a gente procura trabalhar com as famílias isso que há momentos em que dá para se ter uma normalidade e momentos Aonde isso vai ficar um pouco diferente mas que a gente evita realmente tirar a criança da sua completa rotina óbvio que existem situações né de de exceção mas a grande maioria dos pacientes a gente tenta manter sim uma uma rotina mínima pelo menos para que eles não não adoeçam em outros aspectos Doutor Eu gostaria que você comentasse um pouquinho aqui pra gente como que é o preparo dos profissionais para receber essas crianças e esses adolescentes eh com com 45 anos de História o hospital eh tem uma população de profissionais que eu posso dizer que são pouco flutuantes né assim principalmente na parte de recepção atendimento psicológico fisioterapeutas equipe médica então assim eh São pessoas que ao longo desse período construíram junto com a instituição e eh aprenderam a a receber e acolher e pontuar Quais são os grandes problemas diante desse diagnóstico Então eu acho que você manter uma equipe pouco flutuante com profissionais que estão há muito tempo envolvidos no processo isso faz muita diferença Óbvio e você quando recebe os profissionais que estão chegando mais novos Você acaba capacitando de uma forma ã muito mais adequada né você você eh Ensina esse olhar você ensina a a recebê-los você a gente é uma instituição formadora tanto de médicos residentes quanto de outros profissionais da área da saúde então a vinda desses profissionais para cá ela acaba tendo um apoio grande da própria instituição mas dos colegas que estão há mais tempo envolvidos no processo Então existe a capacitação técnica obviamente mas esse processo eh de de acolhimento ele também decorre de um de um tempo de de Formação pessoal né onde cada um de nós ao longo do tempo aprende a a olhar diferente para para uma família para um paciente ou enfim para quem precisa do nosso assistente Com certeza Doutora voltando um pouquinho sobre o tratamento eh ou eh tiveram avanços ao longo desses anos no tratamento específico crianas e adolescentes a gente pode falar que houve algum algum benefício para eles né do que no passado há 50 anos atrás né quando se começou a estudar Oncologia pediátrica a gente tinha uma taxa de cura das doenças assim muito inferior ao que é hoje né não chegava nem a 20 30% de chances de cura hoje a gente tem programação de tratamento que pode alcançar até 85% de chance de cura em instituições especializadas então é óbvio que a gente ao longo desse período foram surgindo novas tecnologias foram surgindo medicações que permitiram avanço do tratamento foi se entendendo melhor a doença mas infelizmente a gente ainda não tem 100% de chance de cura e eu acho que esse é o objetivo de todos os profissionais no mundo inteiro que tratam né Criança e Adolescente com câncer Mas de qualquer forma sim foi um período que aonde a gente conseguiu eh trazer um ganho trazer uma sobrevida e trazer um tratamento eh que favorece aí a grande maioria dos pacientes a se curarem e isso é muito expressivo né Eh Então a nossa nossa luta é para que todas as instituições que tratam câncer possam afetar essa mesma possibilidade de cura né e não eh dividir isso forma aonde os tratamentos às vezes sejam eh incompletos né a fragmentação do tratamento às vezes acaba prejudicando ã a chance do paciente Se Curar então que todos possam juntar e trabalhar pelo pelo mesmo esforço isso faz muita diferença Doutora o câncer infanto juvenil uma vez que a criança ou adolescente tem a doença ela pode voltar é comum Que ela volte é uma minoria dos casos aonde a gente vê a existência de uma recidiva né pode acontecer obviamente né a gente a gente monitora os pacientes paraa vida toda tanto em relação à recaída quanto aos efeitos tardios do tratamento isso é importante porque nós estamos lidando com pessoas muito jovens que muitas vezes recebem quimioterapia radioterapia cirurgias então Eh o nosso foco de acompanhamento se se detém no diagnóstico de uma possível recidiva que é uma menoria dos pacientes mas a gente também olha pros efeitos tardios do paciente né porque numa idade muito terra de tratamento obviamente eles terão uma vida longa pela frente e a gente precisa entender como isso trouxe o que é a repercussão que isso trouxe na vida deles no futuro depois né e falando no pós tratamento eles conseguem levar uma vida normal esse é o nosso objetivo né então os esforços hoje em dia são para que nós possamos diminuir as toxicidades em relação ao tratamento né e eh ofertar maior qualidade de vida para esses indivíduos no futuro né então os processos de cura hoje também aprenderam a olhar para isso não só para para para sobrevida mas paraa qualidade de vida do pós-tratamento então as pesquisas hoje em dia e o nosso centro de pesquisa é um uma instituição que caminha muito muito próximo da gente em relação a isso é para que a gente possa direcionar o tratamento do indivíduo de uma forma mais eh eh individualizada né para paraa doença com menos comorbidades e menos toxicidades esse é o nosso ótimo né aquilo que a gente busca e aquilo que a gente deseja um tratamento mais eh individualizado personalizado de acordo com aquela doença e e isso só é feito através de pesquisa não tem outra forma de fazer isso e com menos toxicidade tanto aguda né durante o tratamento quanto a longo prazo Então esse é o nosso objetivo uma vida normal para os indivíduos na sua totalidade e nesses casos que vocês eh acompanham por bastante tempo as famílias as crianças e os adolescentes eles precisam tomar Cuidados específicos após o tratamento como que isso é trabalhado com vocês é nós fazemos a Orientação médica como como hábitos de vida saudáveis né deveriam ser para todos não só para paciente que experimentam o câncer precocemente mas para todos então a gente busca ponderar em relação a a manter um hábito saudável com uma dieta adequada atividade física preocupa com o calendário vacinal e e manter o segmento ora com o nosso profissional aqui do hospital mas ao longo da vida também com os profissionais da da rede básica Porque eles estão né se tornando adultos eles precisam depois dar um seguimento da vida adulta né então Eh para nós isso é muito importante é que a gente possa ofertar isso para todo mundo é uma relação né Doutora que é ida com com vocês por muito tempo né é um é um laço mesmo que se forma e que continua aí por muitos anos né esse esse trabalho de vocês com as crianças os adolescentes isso cria um vínculo também sim sim com certeza eh O que ocorre é que muitas vezes esses profissionais eh por uma melhora da taxa de sobrevida por melhoras das distancias deura hoje são adultos com doença né de adultos com situações da vida adult que a instituição como eh instituição pediátrica acaba né não não sendo eh o mais adequado para suprir essas necessidades mas não que nós não tenhamos informações a respeito do paciente mas a gente também eh entende que eles precisam às vezes ser seguidos por por profissionais adultos porque hoje já são adultos né com 30 40 anos de de cura e eles assumem a sua própria vida e isso é o nosso objetivo é que o indivíduo tenha a sua vida normal como qualquer um de nós que não teve o câncer na idade precó Então como pediatras né que nós temos uma formação de pediatra a gente vai ter Esse envolvimento na na vida deles mas é é bom a gente ver também que cresceram que estão sendo eh cuidados pelos profissionais adultos porque puderam chegar lá e isso é muito gratificante exatamente isso que eu ia comentar isso eu acho que isso é a maior vitória para vocês né Vocês conseguirem acompanhar toda a trajetória do paciente e observar né Que Eles venceram que eles puderam aí alcançar né sua trajetória com tranquilidade sim eu acho que esse eh é o maior presente que a gente pode ter aqui dentro né é ver o paciente passar pelo processo ser curado eh depois poder desempenhar uma vida absolutamente normal e eu digo costumo dizer a eles que eles dependam cada vez menos da gente porque isso é bom porque significa que estão bem né embora a gente acabe tendo notícias depois de muito tempo eh eles passam a cada intervalos cada vez maiores mas acabam voltando mas que eles eh reassumir mesmo a sua posição como um indivíduo completo e Capaz isso é o maior presente que a gente pode ter Sem sombra de dúvidas Doutora pra gente encerrar então o nosso programa Eu gostaria que você deixasse uma mensagem pros pais né as famílias que que estão nos assistindo sobre esse assunto sobre a campanha Novembro Dourado a importância de tá sempre atento às crianças aos adolescentes é eu acho que a mensagem é é exatamente essa você como pai como cuidador como responsável Você conhece o seu filho e quando tem alguma coisa diferente tem sim que procurar ajuda e atrás do profissional que possa atendê-lo da melhor forma o câncer existe né paraa criança e pro adolescente assim como pros adultos ele tem uma grande possibilidade de cura e essa cura tá relacionada ao diagnóstico precoce Então nada mais justo do que a gente tentar fazer isso por todo mundo e eh que a gente possa eh ofertar sempre o melhor a gente tem uma uma parceria grande com a sociedade eh de Campinas enfim com toda a população da de Campinas da região que permite que a gente faça esse trabalho de uma forma incrível aqui no no hospital sem isso a gente não estaria onde a gente tá hoje então eu agradeço né pela oportunidade de poder falar um pouquinho e por todo mundo que contribui com a gente na formação da instituição certeza e um trabalho né Doutora que é referência aí para todo o país Sim a gente a gente tem um um tempo de história né e e uma participação Grande eh que puderam fazer diferença aí num boa parte da população brasileira eu espero continuar fazendo esse trabalho de uma forma justa correta né com o que há de melhor paraas nossas crianças e que isso possa continuar acontecendo Doutora muito obrigada pela sua atenção sua disposição em atender a nossa equipe Eu que agradeço o convite o saúde é vida fica por aqui obrigada ao pessoal de casa pela compania Lembrando que você pode conferir todos os nossos conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais a gente se vê no próximo programa [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE É VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
30:47

Saúde é Vida | Osteoporose

31:43

Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes

32:15

Saúde é Vida | Doenças do intestino

34:52

Saúde é Vida | Saúde do coração

34:08

Saúde é Vida | AVC em jovens: sinais, tratamento e a importância do atendimento rápido

30:54

Saúde é Vida | Lipedema: sintomas, diagnóstico e tratamento

38:02

Saúde é Vida | Alopécia - tipos, causas e tratamentos explicados

33:32

Saúde é Vida | Varizes: sintomas, mitos e tratamentos

32:56

Saúde é Vida | Abril Azul: diagnóstico precoce e inclusão no autismo

32:21

Saúde é Vida | Doenças hepáticas: sintomas, prevenção e cirrose

33:03

Saúde é Vida | Pressão Alta: Doenças silenciosas causadas pela Hipertensão Arterial

31:57

Saúde é Vida | Março Roxo: desmistificando epilepsia

31:51

Saúde é Vida | Março Lilás 2026: prevenção câncer colo do útero

30:09

Saúde é Vida | Março Azul-marinho: mês de prevenção ao câncer colorretal

32:19

Saúde é Vida | Março Amarelo: Endometriose — sintomas, diagnóstico e tratamento

34:25

Saúde é Vida | Fevereiro Lilás e doenças raras na infância

32:23

Saúde é Vida | Fevereiro Laranja e conscientização sobre leucemia

32:46

Saúde é Vida | Neuropatia Hereditária Sensitiva e Autonômica: sintomas e diagnóstico

32:30

Saúde é Vida | Fevereiro Roxo: lúpus e fibromialgia – diagnóstico precoce salva vidas

35:14

Saúde é Vida | Alimentação e saúde mental: como o intestino influencia emoções

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
5:55

Adote Um Bichinho | Semana 01 a 06 de Junho de 2026

32:05

Conexão Cultural | Instituto Hilda Hilst

31:17

Em Pauta | Roberto Alves

33:55

Faça Você Mesmo | Laços Cabelo Copa

34:35

Ponto de Vista | O Brasil está falhando com seus povos originários?

41:17

Questão de Ordem | LDO 2027: Como será definido o orçamento de Campinas?

17:34

Câmara Na Copa | Álbum do Mundial vira febre e curiosidades da Copa surpreendem

5:45

Câmara Notícia | 27ª Reunião Solene 2026