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[Música] [Música] Olá pessoal mais um saúde é vida Começando aqui na programação da TV Câmara Campinas e o tema de hoje é lupus e gravidez e você quer participar do saúde a vida Já pensou em sugerir um tema para o programa então Mande sugestões para o nosso WhatsApp o DDD é o 19 o número é o 97 829 3776 vai aparecer aí na sua tela também um q code para você acessar pelo celular para muitas mulheres a capacidade de gerar uma vida e construir uma família é um dos aspectos mais significativos e transformadores por isso ao descobrir algumas doenças como lupus que atinge principalmente mulheres entre 20 e 45 anos as dúvidas em relação à gravidez acabam surgindo e com elas muita preocupação e Incerteza e para falar sobre esse tema esclarecer tudo aqui pra gente nossa convidada de hoje é a reumatologista da sociedade Paulista de atologia Gabriela MHz Gabriela muito obrigada pela sua participação no nosso programa no saúde a vida Eu que agradeço a oportunidade pra gente poder bater um papo mais sobre esse assunto tão interessante exatamente Gabriela Doutora vamos começar explicando um pouquinho né que eu acho importante fazer essa introdução o que que é o lupus pro pessoal de casa entender aqui o nosso tema bom Ana seguinte eh o lupus ele é uma doença autoimune crônica que afeta vários órgãos né então é uma doença que o nosso organismo reage contra ele mesmo então a pessoa ela desenvolve uma certa intolerância ao seu próprio sistema imunológico e começa a ter alguns sintomas eh multissistêmicos como por exemplo artrite lesões de pele sensíveis ao sol alopécia que é o que a gente fala né que é o nome técnico para queda de cabelo asas na boca alterações hematológicas como anemia plaquetas baixas até mesmo alterações renais com disfunção renal proteína aumentada na na urina e até mesmo manifestações neurológicas é Doutora acho que a gente entra agora na pergunta principal né mulheres com lupos elas podem engravidar podem engravidar Ana desde que a doença esteja bem controlada que é o que a gente chama de remissão quando o paciente atinge a remissão que é o a ausência o estado de ausência de atividade de doença e isso daí se persiste por pelo menos 6 meses é o período ideal onde a gente aconselha a liberação da tentativa de gestar né porque antes disso se se a paciente engravida com a doença ativa né inflamada a chance da do desfecho dessa gestação acontecer de forma desfavorável e ter riscos tanto paraa mãe quanto quanto pro bebê são maiores eh Doutora quando a doença entra em remissão quando isso acontece eu gostaria que você explicasse um pouquinho sobre isso tá a remissão né como eu disse é o estado de ausência de atividade de doença então a remissão ela é atingida quando a paciente tem feito um bom controle da da da doença como tomando as medicações prescritas pelo médico Reumatologista de forma regular comparecendo as consultas médicas realizando os exames né solicitados com isso a gente consegue ter um bom controle né e conseguimos também principalmente é comprovar que a doença tá sem manifestação o paciente também ele tem muito mais disposição ele não tem alterações clnicas né manifestações clnicas da doença e ele consegue ter um estado né de de de qualidade de vida infinitamente melhor agora Doutora Em que circunstâncias os médicos recomendam eh evitar a gravidez para essas mulheres que tê aí né que convivem com o lupus bom nós contraindicam a gestação nas pacientes que estão em primeiramente atividade grave né então uma manifestação renal que é o que a gente fala de nefrite lúpica ativa uma manifestação hematológica grave ou de sistema nervoso central ou quando a paciente está usando medicações que não são permitidas durante a gestação que podem implicar em risco como por exemplo ma formação fetal e sem previsão de troca porque a gente tem no tratamento do Lucos medicações que são compatíveis com a gestação também mas às vezes a paciente tá num período do tratamento dela que não é possível fazer essa transição Então nesse momento ela é desaconselhada a gestar tem algumas outras condições que são permanentes aí a o desaconselhou a gestação seria permanente como por exemplo pacientes que TM uma hipertensão arterial pulmonar grave uma insuficiência cardíaca grave eh até um um histórico de acidente vascular cerebral em menos de se meses então isso são algumas condições que a gente desaconselha paciente porque o risco materno e fetal é muito elevado é doutor agora uma dúvida muito comum né que eu acho que quem tiver assistindo e por acaso também tiver lupos né vai ter é se o bebê pode herdar a doença da mãe tá bom é o seguinte geralmente assim não é genético tá isso daí a questão genética ela não não não se aplica alguns dados científicos comprovam que menos de 5% dos pacientes filhos de Mães com lupos tem eh podem herdar doença até porque o lupus tem que ficar bem claro não é só não é não tem só a questão genética o paciente ele tem que ter a questão genética ou seja ele tem que herdar alguns genes não é um gene por isso que a gente fala que não é genético né porque não é só um gen que aplica na no desenvolvimento do lupus mas são vários genes e mais o ambiente ou seja mais o fator ambiental né Ou seja a exposição solar o paciente se expor ao tabagismo se expor a alguma infecção viral Então tudo isso o ambiente vai ativar esses gênes E aí a pessoa desenvolveria o lus Mas voltando à questão dos filhos né crianças filhas de Mães com lupos menos de 5% né isso daí tem a questão genética hereditária Mas tem uma condição que chama lucus Neonatal que são manifestações como se o bebê nas com manifestações do lupus Mas isso é decorrente da presença de Alto anticorpos presentes na mãe que passam pela barreira placentária que principalmente são dois tipos de anticorpos é o antir e o antil quando as mães portadoras desses anticorpos em Altos títulos pode ter passagem desses anticorpos pela placenta e as Crianças nascerem com algumas manifestações sendo que a maioria dessas manifestações é benigna e desaparece até 6 meses a manifestação mais temível é a manifestação cardíaca que dá pra gente fazer esse acompanhamento intrauterino com ecocardiograma ciado e tem um bom controle através de medicação usando a hidróxicloroquina a gente consegue diminuir visivelmente esse risco eh Doutora os medicamentos que a mãe toma né durante o tratamento aí pro lupus eles podem afetar o bebê caso ela eh engravide né futuramente sim como eu como eu disse né um pouco mais eh anteriormente tem algumas medicações que não são compatíveis com a gestação ao passo que outras medicações são permitidas tanto na pré-concepção na gestação e na amamentação então é muito importante que a paciente em período fértil que a gente sabe que o lcos ele é uma doença que tem uma maior prevalência em mulheres em idade fértil né então a a a paciente com lcos que tem essa vontade de gestar ela tenha um uma boa interação e uma boa assim uma boa comunicação com o médico reumatologista dela para comunicar o médico quando que esse período essa vontade esse desejo né vier e para alinhar as expectativas tanto da mãe quanto do médico para poder coincidir e programar a gestação a a gestação eh da paciente com lcos ela é uma gestação de alto risco porque ela ela imprime maiores cuidados que uma gestação comum então com isso é importante que o médico já faça a mudança do tratamento para medicações permitidas na gestação faa essa adaptação né Doutora exatamente então é o ideal é que a gente passa isso tudo antes da paciente engravidar para não ter risco de formação fetal para não ter risco de outras complicações durante a gestação que só o simples fato da paciente ter lcos ela já vai ter que ter mais cuidado se ela engravidar ainda tomando uma medicação que não é compatível com a gestação isso vai imprimir mais cuidado ainda né então é importantíssimo que a gente alinhe o paciente alinhe com o médico a quando isso quando a a vontade gestacional acontecer para que o médico consiga né alinhar com a com a paciente se a a doença tá fora de atividade se é possível fazer a troca da medicação se a paciente vai se adaptar a essa medicação nova para daí sim a gestação ser liberada e poder correr dentro do esperado eh Doutora falando um pouquinho sobre os riscos né Existem algumas dificuldades né como você mesmo apontou né são as mulheres que convivem com lupus a gravidez ela tem que ter mais e cuidados mesmo né quais seriam esses riscos tem uma maior chance de um aborto e eu queria que você explicasse um pouquinho isso também tá eh quando eu falo que a paciente com Lucos ela tem uma uma gestação de alto risco a gestação da paciente com lucus É de alto risco por quê Porque a gente já conseguiu comprovar que tem uma maiores complicações eh que são mais frequentes em comparação com uma mulher sem Lucos tá entre elas é um uma restrição de crescimento intrauterino do do bebê do feto né Eh uma maior tendência à elevação de pressão arterial da mãe durante a gestação podendo levar uma pré-eclâmpsia ou mesmo a uma eclâmpsia eh uma maior um maior chance de ter um parto prematuro certo e entre entre isso até uma uma uma troca uma falha da da da troca placentária então é como se em alguns casos pacientes principalmente portadoras de síndrome antifosfolípide junto com lupos elas podem fazer micot trombos na placenta que diminui a troca de sangue entre mãe e feto E aí isso faz com que tenha uma uma um sofrimento fetal então por isso que é importante ter o acompanhamento e usar a medicação certa para evar esses riscos eh Doutora você poderia explicar um pouquinho essa síndrome que você mencionou que eu acho que é uma síndrome bem desconhecida né o pessoal de casa provavelmente não conhece também tá a síndrome antifosfolípide ela pode ser primária ou seja eh acontecer independentemente do lupus ou de outra doença reumatológica mas também ela pode acontecer em até 20 não não mais que 30% dos pacientes com lupos então é de prae as pacientes portadoras de lupos serem rastreadas para anticorpos né que levam que desencadeiam a síndrome antifosfolípide o que que é síndrome antifosfolípide é uma doença autoimune também imediada por por alto anticorpos que faz com que o paciente tenha uma maior predisposição a ter tromboses de repetição ou mesmo perdas fetais recorrentes mas que é possivelmente controlado com uso de anticoagulante E aí com isso você diminui visivelmente as chances de trombose e até mesmo de perdas fetais é muito comum a gente até diagnosticar pacientes que vem no nosso ambulatório com já com história de perdas de abortos recorrentes E aí quando a gente investiga e detecta a presença desses alto anticorpos e começa a fazer a enoxaparina que é o anticoagulante nesses casos a paciente consegue levar a gestação até o final e essa síndrome Doutora ela tá associada ao lupos ou não ela pode e a 20 a 30% das pacientes portadoras de lupos podem ter essa síndrome junto eh Doutora vamos falar um pouquinho agora sobre a gravidez né da da mulher que tem lupos e existe um parto mais recomendado seria a o normal seria mesmo eh a cesárea vocês eh orientam também nesse sentido bom São muitos os fatores que podem influenciar na via de parto mas a princípio a via de parto é eh no caso não tem não tem uma indicação precisa se a gestação está evoluindo bem Tá então não tem uma predileção entre o a cesárea e o normal se for uma gestação que tá evoluindo super bem a paciente tá super bem controlada pressão normalizada sem presença de espuma de proteína na urina sem nenhum sinal de Sofrimento fetal não tem por indicar uma cesariana a gente deixa via de parto ser evoluir naturalmente mas se há alguma evidência de Sofrimento fetal um bebê que tá com pouco líquido aminiótico que tá pequeno que não tá ganhando peso como deve dentro do útero da mãe que a mãe tá evoluindo com hipertensão com muita espuma na urina com uma chance de uma pré-eclâmpsia aí a via de parto acaba sendo interferida e optada pela cesariana a fim de evitar um maior sofrimento e um desfecho desfavorável eh Doutora acho que lembrando também que é uma gravidez como qualquer outra né E que precisa de acompanhamento fazer pré-natal isso é imprescindível né na verdade não é uma é uma gestação que requer mais atenção a gente automaticamente quando diagnostica uma paciente com lupos né E tá gestante ela deve ser acompanhada pelo pelo obstetra junto como um perfil de alto risco então a gente enquadra a gestação da paciente com lupos como gestação de alto risco justamente por alto risco para fim de ar essas essas intercorrências a gente tem que ter um olhar a mais um cuidado a mais com essas pacientes e com esses bebês a fim de não ter um desfecho desfavorável Então são pacientes que devem Com certeza comparecer regularmente nas consultas de pré-natal realizar os exames tem que fazer o ecocardiograma fetal da criança ainda mais quando elas têm aqueles anticorpos que eu te falei o antir ou o antil elas devem fazer o o o ecocardiograma da criança de maneira mais precoce do que a população geral pra gente já ver se não tem nenhuma alteração cardíaca que se tiver já dá para intervir precocemente Então são pacientes que a gente tem que trazer muito próximas de nós tanto o reumatologista quanto o obstetra reforçar mesmo então os cuidados que já são necessários a cerza são necessários e nesses casos devem ser mais ainda intensos intensificados eh Doutora tem alguns a alguns medicamentos que podem eh impedir que a mãe amamente o bebê depois sim tem assim geralmente os as medicações de uma maneira geral tá de uma maneira geral Geralmente as medicações permitidas durante a gestação são permitidas no na amamentação então assim nós geralmente vamos vamos dosar o risco benefício de como tá a atividade da doença dessa mãe se é uma mãe que tá com o lupus muito em uma atividade moderada grave talvez a gente tenha que lançar mão de algumas medicações que para garantir a vida e a saúde da mãe seja contraindicada a amamentação mas ao passo que tem outras medicações que são liberadas então assim é são casos muito individualizados né que às vezes a paciente tá muito ativa teve uma um parto às pressas teve que fazer uma cesariana à pressas porque a doença ativou E aí talvez a gente tenha que introduzir uma medicação nova que talvez seja contraindicada a amamentação Mas se for uma gestação que tá correndo tudo bem que a paciente tá usando medicações compatíveis não é contraindicado aí tem que ser conversado com o médico aí se tá tudo se tá tudo em em ordem tudo eh conduzido pelo médico ela não precisa ficar preocupada em amamentar em comer esse ris não por exemplo se ela tiver usando uma hidroxicloroquina uma predinisona né e tiver com a doença em remissão usando essas medicações com a ciência do médico reumatologista a amamentação é liberada nesses casos mas tem alguns casos que às vezes a gente tem que contraindicar por uso de outr medicações eh Tá certo Doutora agora vamos falar um pouquinho se tem alguns exames que são recomendados para as mulheres né durante a gravidez e que tem lupos elas precisam fazer alguns exames específicos eh se você poderia falar também sobre essa parte né dos exames bom eh existem né assim nós temos que fazer de uma maneira mais urada espaçada as os exames que nós fazemos regularmente nas consultas das pacientes com lupus além dos exames Gerais que é o hemograma pra gente ver se tem anemia se a plaqueta tá baixa ou não a gente sempre tem que acompanhar a função renal com a ureia creatinina é imprescindível a gente repetir em todas as consultas a urina simples para ver se tem presença de proteína e se tiver até pedir uma proteinúria na urina de 24 horas né fora a dosagem de complementos C3 C4 que a gente consegue dosar imunidade do paciente também porque caso ela esteja em atividade esses índices são reduzidos Então são alguns exames mais específicos que a gente tem que dosar seriamente para acompanhar se tem algum sinal de atividade de doença tem pacientes também que são positivas para um determinado alto anticorpo que é o Anti DNA a gente tem que dosar também seriadas nessas pacientes porque quando ele se eleva ele é um indício de que pode vir uma atividade da doença eh Doutora eu fiquei com uma curiosidade aqui quando você falou sobre o lupus Neonatal nesse caso você disse que as crianças elas se recuperam né vamos dizer vamos colocar assim em seis meses né Elas já ficam livres dos sintomas elas vão precisar de algum cuidado especial depois ou fazer algum acompanhamento médico também foi muito bom você tocar nesse assunto porque assim é sempre uma preocupação Nossa quando a paciente tem o antir ou antil positivo que são esses anticorpos que favorecem né que eles passam na placenta né mas isso é importantíssimo a gente ressaltar que é uma manifestação felizmente muito rara tá 1 a 2% dos bebês de Mães com antii ou antil em Altos títulos podem evoluir com o lupus Neonatal Então a gente tem algumas manifestações que o bebezinho ele nasce com Rash ele pode nascer com Rash malar que é como se fosse aquelas manifestações cutâneas que a mãe tem quando se expõe ao sol ele pode ter algumas manifestações né além da cutâneas hepáticas e até hematológicas essas três manifestações elas passam sozinhas em em até 6 meses no máximo se meses geralmente elas regridem em menos tempo por quê Porque a presença do anticorpo circulando no bebê ainda então isso que causa a a Essas manifestações a partir dos meses dos dias das semanas que esses anticorpos vão desaparecendo do bebê porque esses anticorpos são da mãe não do bebê o bebê não tem esses ele não produz esses anticorpos os sintomas esses sinais vão desaparecendo sozinho então não existe não necessita de nenhum tratamento específico tá ao passo que a manifestação cardíaca a gente sempre fica mais com medo da manifestação cardíaca por isso que a gente já começa a monitorizar esses pacientes essas pacientes e esses bebezinhos ainda no no meio da gestação por volta de 16 18 semanas a gente já começa a olhar o coração desse bebê para se detectar qualquer mínima alter a gente já acompanhar e poder intervir porque a manifestação cardíaca aí se a gente não fizer nada ela pode ser Irreversível até gostaria de perguntar né no caso dessa manifestação cardíaca qual seria a orientação pras mães né nesse sentido o que que elas devem fazer né se elas se os se as crianças aí já forem detectadas com esse problema então o primeiro passo é o pré-natal bem feito né e um pré-natal né de acompanhamento regular e E aí a primeira a primeira a primeira questão é usar a medicação correta porque você usando a as medicações fazendo um tratamento principalmente a hidroxicloroquina ela já diminui bastante a chance desse bebezinho evoluir com essa cardiopatia a segunda o segundo passo é fazer o ultrasson do bebê o ecocardiograma Som do Coração do bebê que a gente começa a fazer com 16 semanas e começa a repetir a cada duas semanas se tiver alguma alteração a gente faz até semanalmente E aí nos casos mais graves tem até intervenção intrauterina para fazer ou se não tão grave logo após o nascimento do bebê já consegue se implantar até um marca-passo para fazer essa correção aí é muito individual Depende muito do grau de cometimento mas é importante falar que felizmente isso Tem se tornado cada vez menos comum por conta do acompanhamento por conta do tratamento instituído de maneira correta E precoz ai é que bom né uma boa notícia aqui pro pessoal de casa Ainda bem né Doutora eh Doutora quais seriam Então os cuidados que você listar né pro pessoal de casa que tá acompanhando o nosso programa eh para que as mulheres tenham uma evolução da gestação e caso elas ou vão vão engravidar né futuramente ou já estejam aí em processo e tenham aí uma uma gravidez eh tranquila né sem sem stress sem preocupação bom idealmente seria um planejamento né Eh tudo aquilo que a gente consegue dar ter um mínimo de planejamento sai um pouco melhor do que as coisas de supetão né mas a gente sabe que na vida nem tudo tá nas nossas mãos mas eh o ideal é então você fazer o tratamento correto você tentar buscar sempre né fazer os exames tomar medicações corretas conforme a prescrição do seu médico reumatologista comparecer regularmente nas consultas com isso a gente consegue aumentar muito as chances da doença entrar em remissão e uma paciente que engravida em remissão ela tem uma g a chance da gestação evoluir muito muito melhor do que a paciente que já começa a inflamada outra questão evitar exposição solar né porque a gente sabe que os Raios ultravioletas do Sol eles ativam a doença e não só a doença cutânea Mas ele também pode ativar outros sistemas então a a a a paciente gestante ela deve usar protetor solar ela deve evitar a exposição solar ela deve de assim ferrenhamente evitar o tabagismo tá pras mães que que que eram tabagistas antes de gestar tem que abandonar o o o o hábito do do tabaco mesmoo as não gestantes porque o tabaco ele não é bom para gestante e para não gestante Porque também tem evidência de que o tabaco pior a atividade da doença evitar eh evitar estresses asado eu sei que às vezes com as com as questões da vida são difíceis mas tentar buscar eh situações menos estressoras como principalmente a prática de atividade física né ter um bom ambiente né social promover né assim com atividade física a gente sempre fala porque você consegue ter um bom controle pressórico você consegue ter uma uma maior produção de serotonina você consegue ter né uma melhora do humor eh e é uma alimentação saudável no caso evitar excesso de sódio de fritura para evitar o aumento da pressão e com isso a gente já consegue eliminar um ganho de peso também além do esperado na gestação porque o paciente que ganha mais peso do que o esperado Aumenta também a chance dela ter uma pré-eclâmpsia ou mesmo uma eclâmpsia e Doutora acho que a gente podia reforçar aqui para quem né tiver um diagnóstico de lupos fazer esse acompanhamento devido né também porque isso é importante né não abandonar o tratamento tomar as medicações corretamente porque de repente se for engravidar ou tá planejando isso a doença já vai tá mais controlada né com certeza e é assim é um vamos dizer que é uma bola de neve tanto pro bem quanto pro mal assim quanto mais mais cedo a gente consegue controlar a doença do paciente e por mais tempo esse paciente se mantém em remissão menor a chance desse paciente voltar a ter uma atividade grave ao passo que existe também o outro lado da moeda quanto mais inflamado mais ativo esse paciente persistir quanto menos ele aderia ao tratamento quanto mais abandonos de tratamento esse paciente fizer maior a chance dele ter essa doença mais inflamada e mais difícil vai ser de controlar também é muito importante a gente reforçar que o paciente ele tem que fazer o tratamento mesmo que ele esteja em remissão ele deve continuar seguindo com o médico reumatologista para garantir esse estado de remissão né para garantir essa essa esse esse bem-estar porque às vezes o que a gente vê infelizmente muito os abandonos de tratamento ou porque o paciente não quer tomar o remédio ou porque acha que tá bem e aí depois a doença vem silenciosamente e pega ele de calça curta então eh a a prevenção é o melhor tratamento sempre Doutora muito obrigada pela sua disposição aqui né com a gente seu tempo suas orientações e por tranquilizar aí de certa forma as mamães né que t lupos e que tão aí esperando os seus bebês ou estão ou estão ainda em processo aí né da da gravidez muito obrigada imagina eu que agradeço o a oportunidade para tentar desmistificar um pouco né Desse Bicho de Sete Cabeças eu quero deixar bem claro que não é impossível não é uma sentença de proibição de gestação o fato de você ter Lucos mas é sim um um aviso um sinal amarelo que a que a acende para você ter um cuidado fazer o caminho correto tomando a medicação correta indo nas consultas fazendo os exames para garantir uma boa gestação uma gestação mais tranquila tanto pra mãe quanto pro bebê com certeza Doutora muito obrigada novamente Eu que agradeço a oportunidade Um abraço estamos encerrando mais um saúde é vida obrigada ao pessoal de casa pela companhia você pode conferir todos os programas no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais até o próximo saúde a [Música] vida e [Música]