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Saúde é Vida | Gordura no fígado: por que é silenciosa e como reverter a doença
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Saúde é Vida | Gordura no fígado: por que é silenciosa e como reverter a doença

47 views Publicado 21/12/2025 HD · 34:03

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🧠🩺 A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, já é considerada uma epidemia silenciosa no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia indicam que 1 em cada 3 adultos apresenta algum grau da doença — e o mais preocupante: a maioria não sabe que tem. No programa Saúde é Vida, a TV Câmara Campinas promove um bate-papo esclarecedor sobre o tema, abordando prevenção, diagnóstico, riscos e tratamento, com foco na informação acessível e na conscientização da população. 🎙️ O convidado desta edição é Adriano Faustino, médico especialista em Medicina Integrativa e Funcional, que explica por que a gordura no fígado é uma condição perigosa justamente por não apresentar sintomas nas fases iniciais. 📌 Durante a entrevista, o especialista detalha que a esteatose hepática está diretamente relacionada ao acúmulo de gordura visceral, aquela que se deposita nos órgãos internos e aumenta significativamente o risco de: ✔️ Infarto ✔️ AVC (derrame) ✔️ Doenças cardiovasculares ✔️ Diabetes ✔️ Cirrose ✔️ Câncer de fígado ⚠️ Um dos alertas centrais do programa é que ausência de sintomas não significa saúde. Muitas vezes, o primeiro sinal da doença pode ser um evento grave, como um infarto ou um AVC. 🧬 Fases da gordura no fígado O programa explica a progressão da doença, que pode evoluir de: ➡️ Esteatose hepática (leve, moderada ou grave) ➡️ Esteato-hepatite (inflamação do fígado) ➡️ Fibrose e cirrose hepática ➡️ Câncer de fígado 🧁 A alimentação como fator decisivo Um dos pontos mais importantes abordados é o papel do açúcar e dos carboidratos refinados, que estimulam mais a gordura no fígado do que a própria gordura alimentar. Refrigerantes, biscoitos recheados, pães brancos e alimentos ultraprocessados estão entre os principais vilões. 😴🏃‍♂️ Estilo de vida e prevenção O especialista reforça que a prevenção passa por: ✔️ Alimentação equilibrada ✔️ Redução do consumo de açúcar ✔️ Prática regular de atividade física ✔️ Qualidade do sono ✔️ Controle do estresse ✔️ Check-ups periódicos 📊 Diagnóstico e exames Exames laboratoriais associados à ultrassonografia abdominal já permitem identificar a doença em fases iniciais. Segundo o médico, o diagnóstico precoce é fundamental porque a gordura no fígado é reversível, principalmente quando há mudança consistente no estilo de vida. 👩‍⚕️ Menopausa e gordura no fígado O programa também aborda a relação entre a menopausa, o ganho de peso e o aumento do risco de esteatose hepática em mulheres, reforçando a importância do acompanhamento médico antes e durante essa fase da vida. 💡 Mensagem final Adriano Faustino reforça que saúde vai além da ausência de sintomas. O objetivo deve ser buscar a chamada “saúde máxima”, com parâmetros metabólicos equilibrados, qualidade de vida e longevidade saudável. 👉 Assista ao Saúde é Vida, informe-se e cuide da sua saúde antes que a doença apareça. 💬 Curta, compartilhe e deixe seu comentário — informação salva vidas! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] [música] sejam muito bem-vindos ao Saúde à Vida, o programa que aborda diversos temas como prevenção, diagnóstico e também tratamento. E nessa edição vamos falar sobre gordura no fígado, essa nova epidemia silenciosa que ameaça milhões de brasileiros. Dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia apontam que um em cada três adultos apresenta algum grau da doença e o mais alarmante, a maioria não sabe. Para esse bate-papo, convidamos o Adriano Faustino. Ele que é médico especialista em medicina integrativa e funcional. Muito obrigada, Adriano. Uma satisfação recebê-lo aqui no nosso programa. Seja muito bem-vindo. É uma alegria estar aqui com vocês para trazer mais conhecimento. Agradeço muito o convite pra gente iniciar. Então, doutora, eu gostaria de eh saber que você explicasse um pouquinho pra gente gordura no fígado, por que que ela é silenciosa e já é considerada aí um problema de saúde pública? Sim, porque é o seguinte, a gordura no fígado, né, o nome médico a esteatose hepática, ela reflete o que a gente chama de gordura visceral, que é a gordura que tá dentro dos órgãos, certo? Essa gordura que a gente tem, que a gente chama gordura subcutânea, que é o famoso pneuzinho, ela metabolicamente ela não causa tanto problema, ela só causa mais problema estético, né? Agora, a gordura visceral, o aumento da gordura visceral tem um risco metabólico muito aumentado, porque ela vai aumentar o risco de infarto, de AVC, que é o derrame, e várias outras complicações. Então, essa gordura viseral é que ela tem que ser altamente combatida e quanto maior a incidência, maior o risco de ter infarto, derrame, doenças cardiovasculares, entre outras, né? Então por isso que tem que ser e muitas vezes assim não tem sintoma, a gordura vai aumentando, ela não é sintoma, né? Aí a gente fala muito isso, a ausência de sintomas não significa uma saúde perfeita. Esse é um problema, porque muitas vezes a gente tende a a pessoa é é muito comum isso, falar: "Poxa, eu não tô sentindo nada, quer dizer que tá tudo bem". E nem sempre é isso. Então eu falo muito isso, porque tem hora que você não tá sentindo nada e aí o primeiro sintoma pode ser um infar. pode ser um AVC, né? Muita gente não tem sintoma nenhum e como quando vai ver ele já descobre um câncer avançado e tudo mais. Então, a se a gente quer buscar ter saúde, e o termo que eu uso muito até no meu livro, saúde máximo, que é o o seguinte, não é simplesmente saúde, porque tem hora que a gente confunde saúde com ausência de sintomas. Agora, quando eu falo saúde máxima, é o seguinte, fala: "Eu não quero ter sintoma, porque é chato mesmo ter dor, ter mal-estar, ter dificuldade de gestão. É ruim ter qualquer tipo de sintoma, é chato." Mas do que isso, eu buscar saúde máxima, ou seja, meus parâmetros metabólicos estarem todos equilibrados na melhor, né, no melhor nível possível, dentro da melhor referência. Então, eu falo muito isso, os seus exames tem que tá nota 9 e nota 10. Se tá nota oito, você já passou de ano, mas tem coisa para melhorar. Se eu quero buscar sempre nota máxima, logo eu quero ter saúde máxima, eu tenho que ter mais essa essa avaliação. Por isso que de todos os meus pacientes eu faço avaliação de rastreamento de uma possível gordura no fígado, mesmo que inicial. Isso é muito importante. Esse já é o primeiro passo, né, para identificar essa doença. Como ela não tem, ela é silenciosa, como não tem esses sintomas, como você mesmo mencionou, é porque o sintoma ele só vai aparecer quando está no grau já da gravidade mesmo. Essa gravidade da doença, ela temha uma etapa, queria que você mencionasse sobre isso. Tem fases a gordura no fígado? Tem tem fases, na verdade a gordura no fígado, né, que o termo é esteatose hepática, ela quando você faz, por exemplo, o exame de ultrassonografia, o exame vem falando se tem e se tiver, ele fala grau leve, grau moderado ou grau avançado, certo? E ainda tem outros outras etapas. Por exemplo, depois da esteatose hepática, você pode ter um risco de ter uma esteatoepatite, ou seja, é um tipo de hepatite, mas não é hepatite viral que a gente conhece, que criança tem e tudo mais. é uma hepatite de forma metabólica, que é a inflamação do fígado decorrente da infiltração de gordura no fígado. Então você pode ter uma esteato hepatite. E aí você tem uma outra etapa depois da esteato hepatite que pode evoluir para fibrose e cirrose hepática. E depois você tem mais uma etapa que pode evoluir até para câncer hepático. Então, ou seja, a esteato hepatite, ela pode evoluir para câncer hepático. É uma das causas, inclusive a esteato hepatite de transplante de fígado por causa disso. E tudo começou com a gordura no fígado lá atrás, que é esteratose hepático. Então, por isso que a gente tem que ter, é óbvio que não é todo mundo, é uma pequena parte dos casos de esteatose hepática que tem esse tipo de evolução. Agora, se eu não tiver esteatose hepática, eu vou zerar esse tipo de risco de evolução, né? Então, quanto mais eu puder buscar retorno falando saúde máxima, melhor vai ser pra gente ter uma boa qualidade de vida, uma longevidade saudável. Exatamente. Quais são os sintomas dessas fases, né, que você mencionou? Muitas vezes, esse é o problema, não dá sintoma. Então, às vezes a pessoa pode, por exemplo, já numa fase de teatro hepatite ou talvez da cirrose, aí começar a ter mais problemas digestivos, eh ter sintomas inespecíficos, né, ter tonteira, ter fraqueza, aí pode ter várias eh modalidades aí, né? E aí, mas aí muitas vezes quando a pessoa começa a sentir que não tá bem, aí que vai fazer exames, aí que descobre, mas não existe, especificamente no caso da evolução da esteata hepatite, eh, e até para para outros níveis, sintomas assim característicos, como a gente tem no infarto, por exemplo, o infarto eu tenho uma dor no peito que geralmente irradia pro membro eh superior esquerdo. Então, ou seja, você tem, você tem um AVC, você tem geralmente uma alteração do nível de consciência, você paralisa um lado do corpo e tudo mais. Na estratepatite você não tem isso, tá certo? Esse é um dos problemas, inclusive, porque aí vai passando desapercebido, justamente por isso, por não ter esses sintomas, né? A gente fazendo esse estudo, fazendo o roteiro, por isso que eu te perguntei sobre os sintomas, né? se nessas outras fases, né, essas outras etapas tem algum sintoma característico ou perda de peso, algo do tipo. Então, por isso que ela realmente é considerada silenciosa essa doença, né? Exatamente. Quais são a o fator de risco? Qual que é a principal causa, né? A pessoa eh que ela tem diabetes ou se ela tem alguma outra comorbidade, qual que é a principal causa? que acomete essa doença, a terem essa doença. Sim, você falou muito bem, diabetes é uma delas. A a nem precisa ser diabetes, a própria resistência à insulina, que já é uma fase aí de pré-diabetes, já pode tá já pode tá envolvida nisso aí, certo? a alimentação também vai incluir. Então, a alimentação é um dos principais fatores que pode estimular ou prevenir a estatose hepática. Então, basicamente é o estilo de vida da pessoa. Se a gente, e eu falo muito isso de uma maneira geral pros meus pacientes e pros meus mentorados e tudo mais, a importância de você ter um estilo de vida saudável, isso vai te ajudar em vários tipos de doenças, inclusive nessas hepáticas, como a gente tá falando aqui agora. Então, é importante que as pessoas entendam que o estilo de vida, e aí quando a gente fala estilo de estilo de vida, não é simplesmente alimentação. Alimentação é extremamente importante, é um dos principais pontos do estilo de vida, mas você tem também gestão do estress, qualidade de sono, um sono reparador, a prática de atividade física. Então tudo isso vai contabilizar para você ter uma saúde boa, para você prevenir a ao aparecimento de doenças, como por exemplo a esteatose hepática. Um dos pontos de alimentação muito importantes na esteratose hepática é o uso que tá muito relacionado com a resistência à insulina e o diabetes, o uso abusivo de carboidratos refinados. Isso provoca muito esteatose hepática. O açúcar ele estimula muito mais esteatose hepática que a gordura no fígado. Isso é meio contraditório. Muitas vezes as pessoas têm dificuldade de entender. O açúcar ele estimula mais ter gordura no fígado do que você comer gordura. E tem hora que a gente não entende, fala: "Não, comer gordura, eu vou ter gordura. o açúcar, porque quem faz a gordura é o corpo. Então, e um dos maiores estímulos pro nosso corpo, nosso metabolismo produzir gordura, é o uso de carboidrato refinado como principal aí eh o açúcar, né? Então, diminuir. Hoje a gente tem uma alimentação com a com a com advento da da industrialização, alimentos muito eh com muita adição de açúcar. Então você tem biscoitos sacheados, os refrigerantes e tudo mais. O próprio cafezinho que todo mundo vai tomar, vai lá, usa, coloca o açúcar. Então ela vai abusando o nível de açúcar. Isso é um dos fatores aí, como outros carboidratos também, o pão branco, farinha branca de uma maneira geral também é um estimulante. Então se a pessoa que é previnista em atos hepática, o álcool também é. Só que assim, o problema do álcool, eu falo o seguinte, não é que ele não é importante, ele é importante, só que todo mundo sabe que álcool não pode eh eh não pode usar. Todo mundo sabe que álcool lesa o fígado. Álcool é proibido. Se uma criança de 10 anos de idade for na mercearia, quiser comprar um um uma garrafa de whisky, não vai ser vendido para ela. Agora o açúcar lesa. E essa mesma criança, se for numa no na mercearia que que para comprar chocolate, para comprar biscoito recheado, para comprar macarrão, para comprar um um pacote de açúcar, eles vão vender normalmente. Então isso é que é o problema. A gente tem hora que negligencia alguns e algumas coisas que são naturais da da da alimentação, como, por exemplo, o açúcar, negligencia o mal que ele pode fazer, principalmente nas pessoas que abusam desse uso. Então, se quer ter uma saúde boa, inclusive prevenindo estatose hepática, eh, diabetes e consequentemente infarto, derrame, Alzheimer, que tá muito ligado aí também com essas questões, né? a demência no idoso. Se se quer evitar isso é ter um estilo de vida saudável. E como eu falei, o estilo de vida são várias coisas, mas a alimentação é um dos pontos principais do do estilo de vida saudável. Exato. E Adriano, você comentou, né, sobre essa questão da alimentação, sobre o açúcar, sobre esse consumo, né, excessivo desses alimentos, que, infelizmente, eles já são eh já fazem, né, parte a do dos hábitos alimentares, né, dificilmente as pessoas elas conseguem ter esse controle, já virou realmente uma rotina. Então esse é o principal, é a principal situação da prevenção, né? Melhorar a alimentação e auxiliando aí, contribuindo também com atividade física. Tudo isso é um com para evitar essa doença. A gente fez uma análise também, né, que a América do Sul ela é o continente com maior aumento aí de casos, né, de gordura no fígado entre adolescentes nos últimos anos. Eh, isso se dá também pelo estilo de vida. Então, como você já mencionou, sedentarismo, alimentos consumidos, você tem relatos também de casos, né, a esse aumento nos casos de adolescentes jovens também com essa doença ou é incomum ainda assim? A gente observa tanto é que a gente, se você for pegar os dados de obesidade infantil, tem aumentado também, né? A obesidade infantil é um dos fatores aí que vai estimular a a esteatose hepática em adolescentes. E isso, você falou muito bem, isso reflete a mudança de padrão alimentar de estilo de vida, né? Eu eh quando eu cresci, a gente brincava era de correr na rua, esconde e hoje os meninos é tudo videogame, tela. Então não tem tanta movimentação. Alimentação também hoje é muito rica. muito mais eh quanto mais a a industrialização aí você usando alimentos com alta adição de açúcar, de corantes, conservantes, que são inflamatórios, que também são lesivos, metabolicamente falando. Por isso a gente vendo esse aumento aí, esse aumento ele é fruto de um estilo de vida que tem piorado, né, ao longo do tempo, que pelo menos agora a gente tá sendo alertado bem mais. Assim, eu sinto também que o maior número de pacientes tem t tido mais eh consciência desse problema e muitas vezes quando até não tem, quando eu falo, eles entendem melhor os riscos disso aí. Isso há 10 anos atrás, por exemplo, na minha experiência, eu não via tanto, eu tinha muito mais dificuldade de de de mostrar esse problema, né? Então, pelo menos, eu também sinto isso, mas que os casos tenham aumentado aí fruto da obesidade infantil e esse estilo de vida não saudável das crianças. Com certeza. Perfeito, Adriano, você comentou também agora sobre essa questão, né, da desinformação, que muitas pessoas agora, né, estão tendo mais acesso às informações sobre essa doença da gravidade. Também uma pesquisa do Datafolha eh revelou, né, que 61% da população brasileira nunca fez ou não sabe dos exames que detectam essa doença. Quero que você explique então quais são esses exames, quando procurar, né, o diagnóstico certinho. Olha, é importante procurar um médico fazer uns exames para fazer uma boa avaliação da função hepática, tá? como uma avaliação metabólica geral e dependendo das alterações, já é sugestivo de uma possível esteatose hepática, uma gordura no filo. Aí é interessante fazer um exame de imagem. Uma ultrassonografia de abdômen total, por exemplo, já é suficiente. Você tem outros, pode evoluir, precisar de fazer uma tomografia, uma ressonância, mas na maioria das vezes com a uma outra sonografia você já resolve dos casos. Então essa importância de você ter sempre um acompanhamento médico com esse olhar da medicina integrativa funcional, né? Muita, infelizmente aí muitas linhas aí da medicina convencional banalizam a estatose hepática, fala que é normal mesmo ter gordura no fígado e que não tem jeito de reverter. E na verdade tem, eu tenho n casos, eu provo de pacientes que tavam com alteração, tanto nos exames quanto na ultrassonografia e tiveram uma boa adesão ao tratamento e depois que a gente repetiu esses exames, não tinha mais nada. Então eu já tive caso de paciente, por exemplo, que aí eu gosto de fazer, por exemplo, ultrassom, eu falo de preferência, quando você for repetir, repete com no mesmo local, com o mesmo médico e tudo. Eu já tive paciente que que o próprio médico assustou com a resposta e falou: "Não, mas eu fiz o seu o traçor anterior lá quando você veio aqui da primeira vez e agora tá muito diferente". Então, ou seja, é possível, mas assim, não tem milagre, né? vai depender toda de uma adesão a uma a mudança de estilo de vida e tudo mais para para poder ver esse resultado, mas mostrando que é reversível. Essa é a notícia boa que a gente tem que dar para dar aqui para todo mundo, né? Vê que tá aumentando, vê tanta notícia ruim aí em relação à esteatose hepática e obesidade, mas existe uma notícia boa, é reversível. Infelizmente tem doenças hoje que não são reversíveis, né? A gordura no fígado é graças a Deus. E com essa medicina, né? avançada também, né, com várias tecnologias. Como que é feito esse tratamento, né, além de manter a qualidade de vida, uma alimentação saudável com os exercícios, ah, quais são a os medicamentos? Tem uma medicação, tratamento específico? Olha, muitas vezes você não vai usar medicamento nenhum, exceto se tiver algum tipo de complicação mais intensa para você fazer um tratamento pontual. a grande maioria dos casos vai recuperar com mudança de estilo de vida, uma boa alimentação. Eh, e aí muitas vezes a pessoa que tem aí um grau de gordura no fígado avançado, ela geralmente tem obesidade ou sobrepeso. Lembrando que não necessariamente tem pessoas que são aparentemente magras e tem esteatose hepática, tem gordura no fígado. Esse é um problema que tem gente acha que é magro, tá saudável, não é, né? Então isso é, ela tem apenas uma ausência de sintomas. Eh, então você tem que fazer essa avaliação completa e ter essa mudança de estilo de vida, de alimentação. Aí vai entra, não entra tanto medicação, mas suplementação, certo? de usar substâncias naturais para estimular o metabolismo. Aí vai depender de caso a caso. Por exemplo, olha, você tem uma carência maior de vitamina D, então você vai ter que tomar uma reposição de vitamina D maior. Se o outro não precisa, não vai dar vitamina D, mas ele não tem um selênio. Por exemplo, selênio é um uma alimentação, um mineral extremamente importante pra saúde do fígado, porque ele ativa uma enzima antioxidante que tem muito muito valor no fígado. Então você tem uma um nível de selênio vai ser benéfico pr pra saúde. E como é que eu consigo isso? Não precisa nem suplementar. Se eu tiver uma boa alimentação, uma das maiores fontes de selênio que a gente tem no mundo é de um alimento brasileiro, a chamada castanha do Pará ou até castanha do Brasil. Lá fora é conhecida como castanha do Brasil. Então, a pessoa que come duas castanhas, duas castanhas do Pará por dia, já tá ingerindo uma boa quantidade de selene, tá certo? Então, ou seja, são mudanças bem naturais que se a pessoa aderir vai demorar aí em 6 a 12 meses para para ter um resultado para zerar os problemas todos, a reversão ou até mais. da média é essa, mas se ela aderir e fazer continuamente com eh com frequência, com disciplina, são todas coisas naturais. E é esse um princípio da medicina integrativa e disfuncional. Se você pode tratar da forma mais natural possível, essa vai ser a forma. Eu vou utilizar medicações eh industrializadas, sintéticas, só nos últimos casos que eu já esgotei todas essas possibilidades e mesmo assim não consegui atingir o objetivo que precisa ser atingido. Aí a gente vai lançar mal um disso, mas na maioria dos casos a gente consegue fazer com coisas simples, coisas muito simples, né? Basta mudar ali o estilo de vida, mudar a alimentação, que já faz uma diferença enorme e o impacto disso vai ser com certeza positivo, né, Adriano? A gente vai falar um pouquinho sobre a relação agora da menopausa com a gordura no fígado. Queria que você falasse sobre essa questão. Muitas mulheres que estão entrando, né, ou que entraram na menopausa, elas vão fazer aí o os exames e aí dá essa alteração. Por quê? A a menopausa, ela é uma mudança abrupta na saúde da mulher e que merece todo um acompanhamento e um suporte para manter a boa qualidade de vida dela, certo? Então, eh hoje com o advento do aumento da longevidade, a gente tem que procurar também aumentar a qualidade de vida. Não adianta viver 90, 100, 110 anos, mas não tem uma boa qualidade de vida. É o que eu sempre falo, isso que é a longevidade saudável. Então as mulheres elas têm que preocupar com isso. E a minha orientação é preocupar antes de entrar na menopausa. Então uma mulher de 40 anos, a menopausa geralmente é entre 45 e 55. mulher no final dos 30, 40 anos, ela já tem que pensar nisso e falar que que eu posso fazer para já ir me me preparando para eu não ter as consequências que vai acontecer da menopausa, que vai ser uma mudança drástica no meu organismo que vai acontecer, né? Meu ovário vai parar de produzir hormônios e eu vou ter uma série de problemas. E um dos problemas é, a mulher tem uma tendência maior a ganhar peso. Se ela tem uma maior tendência a ganhar peso, a engordar, ela também vai ter uma tendência maior a ter gordura no fígado. Esse é é a questão. Então, por isso que tem que fazer essa abordagem com acompanhamento aí eh bem feito à luz aí dos dos princípios da medicina integrativa funcional pra gente controlar isso aí e evitar o máximo esses problemas. São situações, são problemas, né, doenças que acabam uma puxando a outra, né, se não fizer esse acompanhamento, se não fizer o checkup anual, fazer certinho os exames para identificar quais são as alterações, porque uma coisa leva a outra, né, Adriano? Exatamente. Um problema vai chamando o outro, né? Então é importante ter ter essa e muitas vezes, como a gente falou, é tudo assintomático. Esse é um grande problema. às vezes a a os sintomas da menopausa não tá relacionado nada com o fígado. A mulher tem é fogacho, aquelas ondas de calor que atrapalha o sono e tudo mais, mas ela não sente eh alguma coisa, um sintoma muito específico ligado a ao fígado ou a gordura, a a o aumento de gordura no fígado. Então, por isso tem que ter esse cuidado, sim. E Adriano, a a doença gordura no fígado, ela pode desencadear problemas cardiovasculares também? Pode, porque eh ela é um tipo de gordura visceral, como a gente falou no início, né? E lembrando que a gordura visceral é a gordura que mais é terrível pro metabolismo. Então ela aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Quando a gente fala gordura viseral, não é só no fígado, é aquela gordura que tá entremeada no intestino, entre os órgãos internos, que são as víceras. Daí o nome gordura visceral, mas a a esteatose hepática, ela reflete um aumento da gordura visceral. E toda vez que você tem um aumento da gordura visceral, você vai ter um aumento de risco de doenças cardiovasculares. Certo? Agora, uma questão sobre mito, eh, e verdade, né? Perder peso rápido demais pode desencadear a doença ou não? Não, necessariamente não. A esteatose hepática, pelo contrário, se for uma perda de peso que seja rápida, mas bem peita, ela vai ajudar a diminuir a gordura visceral e vai diminuir a gordura do fígado, certo? Eu tenho pacientes que tiveram perdas de peso consideráveis. Eu tenho paciente que perdeu mais de 30 kg em 6 meses. É uma é considerada uma perda de peso muito rápida. Eu tenho vários pacientes que perderam 8, 10 kg em 30 dias, né? Não é não é o habitual, mas a gente observa. E todos eles, né, em um bom acompanhamento e tudo mais e não tiveram problema nenhum em relação à esperatose hepática, pelo contrário, melhor. Então tudo é como se faz, né? Precisa fazer um porque a perda perder peso aí é só para deixar bem claro, perder peso é diferente de emagrecer. Certo? Eu explico muito isso. É muito importante entender isso. Perder peso é diferente de emagrecer. Muitas vezes as pessoas que emagrecem elas também perdem peso, certo? Mas o conceito de emagrecer é eu diminuir o meu percentual de gordura corporal. Então, pelo meu peso, quantos por cento do meu peso é de gordura? Esse é o percentual de gordura corporal. Então, se eu perdi peso perdendo gordura, eu estou perdendo percentual de gordura corporal. Mas eu até faço uma uma uma frase assim só para chocar, que aí o paciente nunca mais esquece. Eu falo: "Olha, se se eu amputar uma perna sua, você vai perder peso, mas você não vai emagrecer". Então, por quê? Porque muitas vezes a gente tá baseado na balança. Eu tô com 80 kg e quero ir para 70. Tudo bem? Desde que você saia de 80 e vá para 70 perdendo gordura. Isso vai ser maravilhoso. Agora, se você for de de 80 para 70, perdendo muita massa muscular, por mais que você perca gordura junto, isso não vai ser benéfico. E às vezes seu percentual de gordura não vai alterar tanto, porque você perdeu gordura, mas perdeu o músculo. Em contrapartida, você pode continuar com os 80 kg. Se você tem uma baixa massa muscular, se você ganhar 5, 6 kg de massa muscular e perder 5, 6 kg de gordura, você vai continuar com o mesmo peso, porque você perdeu cinco, ganhou cinco, ficou no zer a zer, mas você perdeu cinco de gordura, ganhou cinco de músculo. Então você vai perder medida, você vai sentir que aquelas roupas apertadas ficam ficam mais soltas. Aquela roupa que não entrava começa a entrar. Você sente que perdiu medida, mas o peso da balança é o mesmo, tá? Eh, ou seja, você emagreceu continuando com o mesmo peso porque você diminuiu o seu percentual de gordura corporal. Então, esse é o objetivo principal pra gente ter saúde máxima, certo? Baixo percentual de gordura corporal. Isso é que vai fazer toda a diferença na estratose hepática e na saúde como todo. Perfeito, Adriano. Agora, só pra gente, né, eh, finalizar e contextualizar novamente sobre essa doença, tem alguns fatores externos que podem contribuir com essa doença. Trabalhadores que estão expostos a solventes derivados de petróleo, por exemplo, tem maior risco de desenvolver? E por que isso? todo toda a a exposição a elementos, substâncias que sejam lesivas pro fígado, vai poder comprometer. Porque aí o seguinte, um fígado saudável exposto aí a a uma tendência esteatose hepática, a gordura no fígado, ele já vai ter infiltração. esse fígado já tá sobrecarregado com outras substâncias, né, como, por exemplo, abuso de álcool também ou trabalhadores assim, ou até mais. Eu vou te dizer uma coisa que ninguém eh banaliza isso. Eu vejo muito isso. Tem gente que tem medo de vitamina D, por exemplo, fala: "Ah, vitamina D é tóxica, pode dar muito problema". Realmente, ela pode fazer isso, mas a chance dela fazer isso é infinitamente menor do que um problema que o paracetamol pode causar pra saúde. E ninguém tem problema com paracetamol. Uma pessoa chega no consultório, por exemplo, de alguns lugares fala: "Olha, eu tomo paracetamol três vezes por semana, porque eu tenho dor de cabeça, eu tomo sempre, gasto muito paracetamol. Quando eu tenho crise aí de dor, eu fico aí sinusite, fico tomando paracetamol 5 se dias direto até melhorar e e acha que tá de bem e não tá é um é um é um an um analgésico, né, antitérmico, eh, eficiente, porém ele é extremamente lesivo por fígado. Você pode ter caso de insuficiência hepática por causa de de paracetamol. Então, ou seja, eh existem coisas externas, fatores externos, sim, não só eh solventes, que aí são muito específicos para trabalhadores específicos, mas, por exemplo, paraetamol, a população inteira aí tem acesso e você compra sem receita, você for na farmácia lá, se quiser comprar 20 caixas de paletam, eles vão te vender. Então esse é o problema também. Então tem várias coisas que são banalizadas como assim, ah, não, não faz mal. E na verdade faz assim como o açúcar, né, que a criança não pode comprar o álcool, mas o açúcar pode. O açúcar pode ser lesivo também. Então, atentar para isso, né? Não tô falando que é proibido usar açúcar para todo mundo, não. Mas cada um dentro da sua da da sua individualidade metabólica, do mesmo jeito uso do paracetamol, mas tem esse cuidado que às vezes não se tem e às vezes tem medo às vezes de vitamina. Eu vejo muito isso, né? principalmente a vitamina D, como exemplo, e que na verdade eh o risco dessas outras condutas é muito maior paraa saúde. Muito perfeita a sua colocação aqui, né, diante dessa desse programa Saúde é Vida. Dra. Adriano, foi muito esclarecedor as suas respostas e realmente, né, fica aí a conscientização para as pessoas a prestarem mais atenção, a procurarem o especialista, fazer os exames, né, e controlar a alimentação, que isso faz toda a diferença. O impacto vai ser bem menor, com certeza, né? Queria que você deixasse as suas considerações aqui no programa. Exatamente. Você falou muito bem. Eh, eu eu falo sempre o seguinte, falo: "Olha, primeiro cuide da sua saúde". Se você não tem tempo para cuidar da sua saúde, você vai ter tempo para cuidar da sua doença. Muita gente fala: "Ah, eu tenho, tenho dificuldade de começar a fazer uma atividade física. Ah, eu não consigo mudar minha alimentação. Eu não tenho tempo para fazer atividade física". Se você infartar, você tem um compromisso mais importante. Você tem um casamento do seu filho, você tem uma reunião mais importante. Se você infartar um dia antes, você não vai no casamento do seu filho, da sua filha, e você vai arrumar tempo para ficar internado nas na UTI coronariana, porque você inou. Se tiver uma VC, a mesma coisa. Então, se não tiver tempo para cuidar da saúde, vai ter tempo, com certeza para cuidar da doença. E é muito melhor arrumar tempo para saúde do que ter que arrumar tempo para doença. Então, isso é um pouco um um um fato, né? Eu falo muito que saúde não é tudo, eu falo muito de saúde máxima. O próprio programa aí, né? É, saúde é importante, saúde é vida. Eh, eu falo muito saúde máxima e e saúde é o bem mais precioso que a gente tem. Eu falo que saúde não é tudo, mas tudo vira nada sem saúde. Não adianta você ser bilionário, ter seu jatim particular, poder passear para onde você quiser. Se você não tem saúde, se você tá infartado, se você tem uma sequela de AVC e precisa receber comida na boca, é muito melhor você ter um carrinho lá simples e poder dirigir praia batendo lá volante 800 km, mas você vai curtir muito mais, com qualidade de vida. Então, saúde é o nosso bem mais precioso. Pense nisso para na hora que você for se alimentar, na hora de fazer atividade física, porque isso vai te estimular a ter uma saúde máxima, uma qualidade, uma qualidade de vida maior e uma longevidade saudável. É isso mesmo. Saúde máxima, como o doutor mesmo mencionou. Muito obrigada pela sua participação. Foi um prazer recebê-lo aqui, viu? Prazer foi todo meu. Muito obrigado. Um forte abraço aí para todos que estão nos assistindo. A gente conversou com o Adriano Faustino, ele que é médico especialista em medicina integrativa e funcional para você. Obrigada pela companhia, pela audiência e até o próximo programa. Até lá. เฮ [música] [música] [música] [música] เฮ [música]
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