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SAÚDE É VIDA - DOENÇAS CARDIOVASCULARES E HIPERTENSÃO ARTERIAL
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SAÚDE É VIDA - DOENÇAS CARDIOVASCULARES E HIPERTENSÃO ARTERIAL

22 views Publicado 19/07/2023 HD · 54:02

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Boa tarde para todo mundo de casa que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas, mais um Saúde é Vida no Ar, ao vivo aqui direto dos nossos estúdios. Hoje para falar de uma doença que afeta muito a nossa população, não só brasileira, como a mundial. Nós vamos falar sobre doenças cardiovasculares e vamos focar um pouco mais ali sobre hipertensão arterial. Deixa eu apresentar uns dados aqui para vocês. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças relacionadas ao coração e ao sistema circulatório provocam mais de 1.100 mortes por dia. Isso é muita coisa, o que dá mais ou menos 46 pessoas perdendo a vida por hora. Então, nós vamos saber mais sobre o que atinge o nosso sistema cardiovascular circulatório com o doutor Rizieri Gomes, médico cardiologista. Doutor Rizieri, muito obrigada pelo seu tempo para conversar com a gente, com o nosso público e tirar as dúvidas. Olá, Adalila, obrigado a vocês por esse espaço A gente vai ter um papo de um assunto tão gostoso Falar sobre prevenção e conscientização E é um prazer estar aqui com vocês Para a gente interagir sobre essa doença que mais faz vítima aí no mundo Às vezes quando fala assim parece ser meio assustador Mas a gente não pode se acostumar com situações como essa Doutor Rizieri, é um número bem alto Um outro dado que a gente tem aqui é que as doenças cardiovasculares causam mais que o dobro das mortes provocadas por todos os tipos de câncer juntos. É um número muito grande que vocês, cardiologistas, têm que estar lidando. É verdade, Dalila. A gente não cansa de falar. As primeiras campanhas que vieram para a televisão foram campanhas associadas ao câncer. Quem é um pouco mais vintage, assim como eu, a primeira campanha grande que a gente teve repercussão foi sobre câncer de mama, quando a gente fala sobre isso, todo mundo vai lembrar da camisetinha com vários tons de azul, e depois vieram as campanhas sobre o tubo rosa, chegou o novembro azul, e até que de repente a gente conseguiu ganhar um pouquinho de espaço, né? A Sociedade Brasileira de Cardiologia começou a lançar campanhas como Eu Sou 12x8, o Setembro Vermelho, enfim, para conscientizar você que nos assiste a entender por que a doença cardiovascular faz tanta vítima. E por que ela faz tanta vítima, Danilo? Porque ela não dá sintoma na fase inicial. Estatisticamente, menos de 20% das pessoas do povo brasileiro busca a prevenção. Você não vai no médico se você não está sentindo nada. Se falar do público masculino, muito pior. As mulheres, elas ainda têm uma cultura de prevenção, porque você sai do pediatra, tem a primeira menstruação e você migra para o ginecologista. Então, você não fica órfão de médico. O homem, ele sai da fase da pediatria, que a mãe era responsável pela saúde dele, ele cai num limbo que vai lembrar de médico na época da próstata, lá para os seus 45 anos de idade, buscando só por demanda, ou seja, tem o dor, tem um problema, eu vou ao médico. Por isso, a gente tem os dados aí da doença cardiovascular aumentando. Por quê? Porque a nossa qualidade de vida está muito pior e a nossa cultura de prevenção é muito baixa. E nossos avós já diziam que prevenir é melhor do que remediar. Mas a gente não leva esses ditados tão sábios, tão a sério assim. E você falou que vem aumentando. Isso está relacionado com o nosso modo de vida, doutor Rizieri? que a gente está trabalhando muito, fazendo pouca atividade física, porque o pouco que eu li é que a doença cardíaca, ela está principalmente ligada, realmente, como a gente cuida do nosso corpo, e as questões genéticas existem, mas não são os principais fatores. Isso mesmo, a gente tem aí o estilo de vida como grande vilão. Quando a gente fala de doença cardiovascular, a gente fala de doença multicausal, causal, de múltiplos fatores de risco, tá? Existem fatores que a gente não consegue intervir, são os fatores não modificáveis. Idade, sexo, raça, histórico familiar. O sexo masculino tem maior probabilidade, homens acima de 40, mulheres acima de 50 aumentam o risco cardiovascular. Algumas raças têm maior probabilidade e é quando a gente tem parentes de primeiro grau com doença cardiovascular, a gente tem uma probabilidade maior de desenvolver a mesma doença. A gente consegue atuar nos fatores modificáveis e daí é isso que faz a diferença e é por isso que a gente vai ficar falando aqui nesse período todo para conscientizar você. A alimentação adequada, atividade física regular, combate ao tabagismo e ao consumo de álcool, principalmente de maneira excessiva. Então, esses são os fatores que eu posso intervir. Existem outros fatores que ao longo do tempo nós vamos desenvolvendo, como diabetes, alteração de colesterol, pressão alta e o estresse, que são fatores que não tem cura na sua imensa maioria, mas eles têm controle. Em casos iniciais, a gente pode até fazer intervenções alimentares no estilo de vida para reverter quadros como colesterol alterado, diabetes e pressão alta, principalmente nas fases iniciais. Mas, quando já é estabelecida a doença, a gente já sabe que teremos que conviver com caixinhas de remédio. Olha, gente, vocês estão anotando aí as coisas que são possíveis mudar, né? Porque tem os que não são possíveis, como os genéticos, né? Mas, atividade física, boa alimentação, tudo isso que a gente sempre fala aqui no Saúde é Vida. Eu espero que vocês estejam seguindo. É importante falar que casa de ferreiro, espeto de pau. Então, façam o que eu faço, gente, o que eu digo, não o que eu faço, porque está um pouco complicado aqui também a situação. Quando passa dos 30, a situação fica complicada também na questão circulatória? Então, o que a gente observa é o seguinte, quando a gente pega hoje a maior taxa de novas hipertensas entre 30 e 40 anos, ela está associada sobre o que você acabou de falar, que está um pouco complicado. É a vida que você está construindo a sua carreira, você tem uma série de compromissos, desde profissionais até mesmo financeiros, e você corta da sua rotina o que é importante e não urgente. Se a gente for falar sobre alimentação adequada e atividade física, todo mundo tem clareza que é importante. Dificilmente alguma pessoa vai falar, no máximo um meme, falando que atividade física não faz tão bem assim, mas a gente sabe, o cidadão normal, ele tem clareza que isso é importante para ele, só que isso fica para o segundo plano, porque você tem coisas mais urgentes para tratar, compromissos, prazos, finanças, e você vai deixando a tua saúde de lado, porque muitas vezes a gente troca uma recompensa de curto prazo, para ser mais interessante, ou seja, eu me bonifico com uma hora de sono, eu me bonifico com uma maratona de série de TV, eu me bonifico com uma alimentação mais prazerosa, digamos assim. Então, você vai só degradando cada dia que passa o teu organismo e você nem percebe. Então, não é ser radical, mas você precisa entender que lá num dia de 24 horas, 30, 40 minutinhos que você dedica para a tua saúde, com um pouco de meditação, com uma atividade física, ah, eu estou parado três vezes por semana, é melhor do que zero. Então, às vezes a gente fala assim, você precisa, o que é importante a gente ter clareza, sabe, Dalila? Às vezes as pessoas, elas falam, saem do médico, o médico fala que ela tem que fazer um monte de coisa. Todas ao mesmo tempo. Qual que é a chance do fracasso? Gigantesca, gigantesca. Porque você está na completa inércia, você está parado ali, você está completamente parado. Então você está aqui, da noite para o dia você não vai vir para cá, mas você pode vir aqui, você pode vir para cá, você pode, sabe, eu reduzo o açúcar, reduzo o sódio, começo a fazer caminhada, olha, não cortamos nada, só reduzimos. Ou seja, está ótimo, lógico que não, mas melhor que aqui estava. Então, quando a gente começa a colocar micrometas, e existem diversos trabalhos em psicologia e psicanálise sobre o poder das micrometas, existe um discurso que viraliza na internet sobre um grande general das Forças Armadas americanas, Começa o dia arrumando a tua cama Começa o dia arrumando a tua cama Antes de você sair do teu quarto Porque você olha pra lá e você cumpriu a primeira tarefa do teu dia Então assim, quando você começa A restringir um nutriente Pra ver se você consegue ficar sem ele Sou apaixonada por chocolate Mas vou ficar sete dias sem chocolate Ah, eu sou louca por açúcar Mas eu vou dizer, é o pão Ah, é isso que vai fazer a diferença? Não É o teu poder de mudança Que faz a diferença porque quando a gente fala de estilo de vida, Dalila, a gente está falando de mentalidade, de mindset, uma palavrinha utilizada o tempo todo, só que muitas vezes o teu pior hábito é uma recompensa para o teu cérebro, você está embutindo naquele teu hábito ruim a recompensa que o teu cérebro quer, porque vou te falar assim, vou acordar de manhã, doido para ir para a academia, hoje eu preciso, se eu não for para a academia hoje, e não sei como vai ser meu dia. Não acontece isso. Você só vai pela disciplina. A regularidade te traz o resultado, o que te faz ir é disciplina, a motivação passa. Diversos estudos me demonstram que motivação não passa de oito semanas. Só que no período da motivação, você consegue construir um hábito. O hábito te gera a disciplina e a regularidade. A regularidade, a consistência, te traz o resultado. Então, se você não mudasse nada do teu perfil alimentar, você que está assistindo aí, está parado, comendo tudo errado. Se você não mudasse nada do teu padrão alimentar, mas começasse a caminhar todos os dias, o que você acha que aconteceria na tua vida? Você perderia peso, mesmo sem fazer ajuste alimentar, porque você estava parado, começou a queimar caloria, começou a queimar ali 300, 400 calorias que você não queimava nenhum dia, e de repente você começa a perder peso, aquele pequeno resultado pode fazer com que você, poxa, imagina só se eu melhorar um pouco minha alimentação, ou seja, o poder da micrometa, você muda um hábito, aquela mudança te empolga para mudar um segundo, um terceiro, um quarto hábito, então você começa a caminhar, entra num grupinho, desce o caminho, talvez eu consiga correr, você entra no outro grupinho, esse grupinho tem hábitos mais saudáveis, você já começa a ciclar um pouquinho o teu ciclo de amizades, de repente as pessoas te convidam para vários happy hours durante a semana, você começa a aceitar só um, já corta outros seis happy hours, ou seja, um pequeno hábito vai gerando várias mudanças. Aqui está dizendo que você é cardiologista, mas eu acho que é um pouco psicólogo também, hein, Dr. Ruggieri? Vou ter que pegar um sofá, vou ter que botar um sofá aqui, porque eu tô me sentindo numa sessão que está tocando o fundo aqui do meu coração sobre a questão dos hábitos aí, que tem que melhorar muita coisa, mas ainda dá tempo de correr atrás. A gente vai aqui conversar, vai conversar o nosso público, me convencer também, começar a fazer atividade física, alguma coisa, mas tudo dá para resolver, né doutor? Se a pessoa que está parada, não está fazendo atividade física, alimentação meio complicada e talvez tenha algum problema já, que a gente pode falar sobre pressão alta, alguma outra questão circulatória, se ela começar aos pouquinhos e indo, dá para reverter algumas questões que a pessoa possa ter? Perfeita, ótima pergunta, Nalila. Eu sempre falo assim, na fase inicial, a gente consegue fazer intervenção. O que significa isso? Eu preciso restringir algumas coisas no meu organismo. Quando eu falo de pressão alta, quando eu falo de diabetes, eu tenho que restringir alimentos e nutrientes. Quando eu falo de pressão, o que faz pressão alta cair? Redução de circunferência abdominal, redução da ingesta de sódio, não é de sal. Existem diversos alimentos processados que têm sódio na composição. Desde sucos de caixinha, alimentos adocicados, tem lá o cloreto de sódio na sua composição. O que vale lembrar, para cada grama de sal de cozinha, eu tenho 400 miligramas de sódio e 600 miligramas de cloreto. O cloreto não é o vilão da pressão alta. O sódio é o vilão da pressão alta quando está em excesso. A gente precisa de sódio. Virou, mexeu, tem vários vídeos na internet falando que o sódio não é vilão. Nunca foi. Ele passa a ser vilão quando ele está com muito mais o aporte dele do que você precisa. Então, em média, a Organização Mundial de Saúde recomenda 3 a 4 gamas de sódio dia, não de sal, de sódio. Em média, o brasileiro ingere 10 a 12, 2 a 3 vezes mais o recomendado. Então, a gente precisa ter essa clareza. Quando chega um paciente no consultório com diagnóstico de pré-hipertensão ou hipertensão grau 1, ou pré-diabetes, sempre tem um ditado que eu gosto de falar, Quanto pior, melhor. O que significa isso? Você está sedentária, fumando, bebendo todas, acima do peso, comendo tudo errado. Olha quantas coisas você pode mudar para poder melhorar. Então, você tem várias oportunidades para regredir aquele quadro. Mas você chega lá no meu consultório, magrinho, praticando atividade física, comendo alface, não fuma, não bebe, com a pressão alta, pouca coisa para fazer. A gente já pensa em padrão genético, o estilo de vida está influenciando pouco. Ele só está influenciando para não estar pior ainda do que já está E daí infelizmente essa pessoa tem que ficar mantendo o acompanhamento da pressão arterial de forma contínua Por quê? Porque de cada 10 pessoas que têm pressão alta, 8 não sentem absolutamente nada Então a gente imagina aí, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o não hipertenso Ou seja, você que está aí nos assistindo, pelo menos uma vez por ano verifique a sua pressão arterial Faça a aferição da sua pressão arterial E isso é importante, porque a gente tem aí, de cada 10 infartos, 6 são causados direto ou indiretamente pela pressão alta. É importante a gente ter essa clareza. E pressão alta é apenas uma das doenças aí do nosso sistema cardiovascular, tem várias outras. Essa aqui, o pessoal sempre, é a mais comum, que as pessoas já conhecem. Mas quando a gente fala sobre o nosso sistema cardiovascular, quais são as outras que também comumente chegam, as pessoas chegam no consultório ou às vezes já no pronto-socorro, porque quando a gente escuta, a gente escuta muita história, né, que tipo, quando ela vem, ela já vem de uma vez, você já vai direto para o pronto-socorro. Perfeito, existem diversas doenças cardiovasculares Eu vou falar para vocês, começando das mais graves e mais fatais Que é o infarto e o AVC, o derrame, o acidente vascular cerebral Eu ia chegar nesse ponto, doutor, que a gente tem essa dúvida Derrame, AVC, infarto, é tudo uma coisa só? Então assim, quando você tem, vamos começar pelo AVC, pelo acidente vascular cerebral Tem dois tipos. Um tipo é quando você tem o rompimento de um vaso, seja por um pico de pressão alta, seja por uma alteração genética que você tem os aneurismas, aquelas paredinhas mais fracas do vaso, e às vezes eles se rompem. E o AVC isquêmico, aquele que tem uma obstrução do vaso e uma parte do cérebro deixa de receber o sangue. Esse AVC isquêmico é a mesma coisa que acontece no infarto, Só que a obstrução se dá nos vasos do coração e uma parte do tecido do coração deixa de funcionar. Então, o AVC isquêmico é como se fosse um infarto do cérebro. Já o hemorrágico é causado por outras situações. O AVC isquêmico é o mais frequente, o hemorrágico é o mais raro. Tanto o AVC isquêmico como o infarto, ele é causado por uma doença chamada aterosclerose. Não é artrose, não é nem esclerose, é aterosclerose, é o processo de formação de placas na parede do vaso, seja elas de cálcio ou de gordura. Então você tem os mesmos fatores que eu falei lá anteriormente, idade, genética, enfim, são os mesmos fatores para essas doenças. Essas doenças vão gradativamente acometendo o nosso organismo, Então, ninguém infarta de repente. A doença estava lá escondidinha, caminhando, obstruindo 10%, 20%, 40%, até que chegou o momento que ela ocluiu completamente. Ah, mas quer dizer que ela passa muito tempo sem perceber? Passa, mas se você estiver no teu médico, fazendo os acompanhamentos regulares, você consegue fazer o diagnóstico antes de acontecer um infarto. Às vezes ela dá um sintoma e a dor no peito, por exemplo, é angina. Então, angina não é uma doença, é um sopro de angina. Eu tenho angina quando eu faço esforço. É o nome que se dá, dor no peito, aos esforços. Ela começa aos grandes esforços, quando eu faço corridas, por exemplo, com grande exercício, médios esforços e até mesmo aos pequenos esforços, como tomar um banho. Pessoas que estão muito graves, às vezes, num banho, num afazer doméstico, numa rotina do dia a dia, sentem o desconforto. Então, esses são pacientes que merecem o atendimento mais rápido. Existem as doenças congênitas do coração. Então, você tem lá, que cometem desde crianças, hoje o diagnóstico é mais fácil, porque você consegue fazer o diagnóstico intraútero, através de exames, mas você também consegue fazer esse diagnóstico depois do nascimento, com o aconselhamento do teu pediatra. Só que às vezes a gente tem pessoas que descobrem isso tardiamente, antigamente o pré-natal não era uma realidade, talvez para as pessoas mais jovens, é um absurdo não fazer pré-natal, antigamente ninguém fazia, Então a gente tem tecnologia, tem mais conhecimento Hoje passou-se a se fazer com isso e se fez muitos diagnósticos cada vez mais precoces O que melhora a sobrevivência e também a qualidade do bebezinho Que nasce com situações que podem ser revertidas Além das congênitas existem também as doenças estruturais de dentro do coração As doenças das válvulas do coração Que pode ser causada pela hipertensão crônica, por infecções Por exemplo, a infecção de garganta maltratada pode acometer o coração, gerando a endocardite, que é uma infecção dentro do coração. E por último, mas não menos importante, as arritmias cardíacas, que são arritmias que podem acelerar o coração e arritmias que fazem o coração bater lento demais, que são as bradicardias. Então, tem as taquicardias, que são arritmias que são mais barulhentas, o paciente tem mais sintoma e busca a emergência do hospital, porque sente o coração saindo pela boca, apoptando, é como o namoro do ginásio, ficaria, ai, meu coração acelerado. E os que são mais comuns em pacientes mais idosos, quando, digamos assim, a fiação elétrica do coração vai envelhecendo, o coração vai batendo cada vez mais lento e, eventualmente, esses pacientes precisam de um dispositivo para melhorar o batimento do coração, que são os marcapassos, então a gente caminha, olha quantas doenças cardiovasculares a gente tem aí, que pode acometer o ser humano, e principalmente como estamos ficando mais longevos, estamos vivendo mais tempo, estamos mais sujeitos a ela, o problema é que a gente não está encontrando com elas lá na terceira idade, a gente está encontrando com elas aqui como adulto jovem, ela está vindo, ficando cada vez mais frequente, mediante a pergunta que você fez anteriormente, associada ao estilo de vida, a qualidade de vida que a gente está tendo, mais competitividade, mais correria, menos tempo, menos cuidado pessoal e uma alimentação mais rápida, a gente abaixa o aplicativo, não precisa nem sair de casa e chega quentinho em casa, e ainda ganha cashback, então é muito atrativo para a gente, para ir contra o nosso estilo de vida. Você falou uma it aí que eu lembrei de um outro Saúde é Vida que nós gravamos com um odontologista a respeito da miocardite. Ele falou sobre a endocardite. A miocardite seria a base maior dessa inflamação do miocárdio que estaria ligada aqui a essa questão? Isso mesmo. A endocardite é quando você já tem infecção de dentro, da válvula do coração. Ela comete, geralmente, ela causa a destruição dessa válvula ou no mínimo a deformação dessa válvula. e o dentista ele é um parceirão da gente, porque às vezes você vai no teu médico, o cardiologista ele pergunta qual foi a última vez que você foi no dentista o que o cardiologista está perguntando ao dentista porque saúde bucal tem tudo a ver com o coração o acúmulo de tártaro é tão comum se a gente não consegue fazer o exame de rotina, quanto mais lembrar de ir no dentista, a gente só escova o dente passa o fio dental e está tudo bem mas esquece da necessidade da prevenção. Já a miocardite, a gente viu diversas publicações e conteúdos sobre miocardite, porque recentemente passamos por uma pandemia viral. Então, a miocardite pode ser viral, que é a mais frequente, desde um resfriado, covid ou infecção intestinal, até mesmo bacteriana. Então, é importante, o sintoma da miocardite, às vezes, é muito parecido com sintomas de infarto. O eletro também altera, principalmente na miocardite aguda, mas o risco é que, graças a Deus, a minoria evolui de forma grave, a maioria a resolução é espontânea e às vezes o risco é o coração dilatar. Então você pega às vezes pacientes jovens com coração de idosos porque ele teve uma miocardite viral, é como a gente trabalhar em roleta russa com risco de ter esse tipo de doença. No caso, essa pode atingir todos os públicos de qualquer idade, né? Enquanto as outras que a gente fala, às vezes a pessoa mais velha está mais propensa. Isso mesmo, qualquer faixa etária, qualquer idade. Você falou aí sobre o eletrocardiograma. Nesse momento de identificar essas doenças aí do nosso sistema circulatório, cardíaco, Quais são os principais aliados, os principais exames que costumam ajudar no momento de diagnosticar alguma dessas condições? Perfeito, ótima pergunta. E eu vou até dar uma dica para as pessoas criarem um grupinho aí no WhatsApp com você mesmo e coloca lá nesse grupo exames. Deixe os teus exames nesse grupo, os exames mais recentes, seja o exame de sangue, a tua receita médica, os teus exames específicos ali, esses são do ginecologista, esses são do urologista, esses são do cardiologista, porque isso te ajuda, te ajuda na hora de buscar informações, até para compartilhar com outros médicos especialistas ou até mesmo em uma emergência. Por que eu estou dizendo isso? O primeiro exame que eu vou falar é o eletrocardiograma. O eletrocardiograma é como se fosse uma foto instantânea do teu coração. Se eu fizer um agora, vai dar de um jeito. E aí você corre 100 metros, repete, o teu eletro vai estar de outra maneira. Então é importante que eu tenha clareza como que é o teu eletro de repouso, porque a hora que você cai numa emergência, ansiosa, com medo, o que está acontecendo comigo, a tua frequência está alta, vão achar que o teu exame está alterado, mas você tem o exame lá de quando você estava em repouso. O segundo exame são exames estruturais, que vão avaliar a estrutura física do teu coração. o ecocardiograma, que é um ultrassom do coração que vê todas as cavidades e válvulas. Você também tem exames funcionais que avaliam como é a condição do teu coração frente ao esforço, como que ele responde com relação aos batimentos, a pressão arterial, que é o teste ergométrico, que pode ser feito na esteira ou na bicicleta. Existem testes de esforço passivo. O que significa isso? O paciente às vezes não tem condição ortopédica de fazer o esforço na esteira e existem exames que podem ser induzidos por droga, que são testes farmacológicos onde o remédio acelera o batimento cardíaco. A gente tem o ecocardiograma com o estresse, a gente tem a cintilografia miocárdica, a gente tem a ressonância para estresse miocárdico. Então são exames mais para avaliar se tem riscos de obstruções ou não no coração. Existe o exame do MAPA, que ele é Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial. É um aparelho que fica com o paciente 24 horas e ele avalia a presença ou não de pressão alta. Para desmistificar aquela história da hipertensão do jaleco branco. Tem gente que entra no consultório, a pressão sobe. O MAPA vai ficar com você 24 horas, vai dormir com você. É um exame inesquecível quem faz, porque é bem chatinho. ele vai ficar te apertando ali de 15 em 15 minutos, mas é extremamente importante no diagnóstico da pressão arterial. Existe um outro exame que monitora o batimento cardíaco, que é o ROLTER, ele avalia por 24 horas, da mesma maneira que o MAPA, você fica colado com o monitor contigo, e durante 24 horas ele vai acompanhar o seu batimento cardíaco e você vai relatando no diário os seus sintomas, sentir tontura, sentir palpitação, às 13h30 sentir ali um desconforto no peito, e daí a gente pega o teu diário, avalia o momento do batimento, e a gente consegue ter clareza se aquilo tem sim uma relação com o coração ou aparentemente não. Existem exames mais detalhistas, você observa a quantidade de exames que a gente tem, né, Dalila, para fazer diagnóstico. Exames mais detalhistas, ainda não invasivos, que é o que? A tomografia de coronária, onde você consegue com esse exame avaliar os vasos do coração para ver se tem algum tipo de obstrução ou não. Não é um exame que é para ser utilizado como triagem, hipótese alguma, tem muita gente que acaba utilizando, fazendo diagnóstico precoce, mas às vezes nem toda obstrução merece tratamento. A gente parte para exames invasivos, são aqueles exames que já identificamos algum possível problema aqui e daí já vamos para outros exames, como cateterismo, que é um exame invasivo que identifica claramente se o vaso tem obstrução ou não e define o tipo de tratamento melhor a ser seguido, se é com remédio, se é com angioplastia, que é o implante do estente, ou se ainda é com cirurgia para ponte de safena, que é a revascularização do miocárdio. Então, essas são algumas alternativas E os exames invasivos de arritmia São estudo eletrofisiológico Onde você identifica o foco de arritmia E quando você identifica isso Ainda você tem a possibilidade Ou por temperatura Com gelo, crio ou ablação Ou ablação por radiofrequência Você queima aquele foco do curto circuito Ali da arritmia Então, veja a gama De exames diagnósticos E até mesmo terapêuticos que hoje se tem dentro da cardiologia, o que é importante a gente simplesmente estar tendo um acompanhamento mais regular. Aproveitando que você já citou aí sobre as arritmias, vamos falar um pouco mais sobre elas? Existe uma classificação de arritmias que tem característica X, que tem característica Y, para a gente entender um pouco melhor? As arritmias, elas têm dois grupos especificamente Um grupo de arritmias de frequência cardíaca alta Que são as tachicardias Arritmia de frequência cardíaca baixa Que são as bradicardias As bradicardias, elas podem ser Simplesmente, por exemplo, um atleta que é corredor Ele corre longas distâncias Maratonas, Ironman Normalmente ele tem frequência cardíaca baixa E quando ele dorme, a frequência vai para baixo de 40 mas ele tem um condicionamento normal, se ele dorme com o relógio, o relógio vai ficar pitando, falando que o coração dele está lento demais, mas não demanda preocupação, porque o coração dele é treinado para isso, com o nosso envelhecimento, nosso coração vai ficando lento, eventualmente ele começa a ter bloqueios, esses bloqueios associados a sintomas, sintomas de escurecimento de vista, de desmaio, de queda da própria altura, de simplesmente apagões, merecem um acompanhamento mais próximo, porque esse paciente provavelmente terá indicação do implante do marca-passo, que é um dispositivo que faz o estímulo elétrico que o coração já não consegue fazer mais, por alguns problemas. As arritmias de alta frequência cardíaca são as taquicardias. Tem as taquicardias regulares, na sua imensa maioria são benignas, de fácil resolução eventualmente quando o paciente é resistente ao tratamento medicamentoso, mesmo com remédio ele continua tendo sintoma ele vai para aquele exame que a gente falou que é o estudo eletrofisiológico com ablação existem arritmias irregulares que é a segunda principal causa de AVC isquêmico que a gente falou lá, que é a fibrilação atrial a fibrilação atrial ela pode ser tratada com remédio hoje a gente já tem também a ablação da fibrilação, que tem mostrado resultados excelentes, e ela merece anticoagulação. O uso crônico de remédios que afinam o sangue, por que que faz o AVC? Porque forma coágulo dentro do coração, e esse ritmo irregular faz com que o coração tenha um esvaziamento mais lento, acumulando o sangue ali, gerando esse coágulo, e esse coágulo pode parar lá no cérebro, gerando a obstrução que a gente falou. Nem só a placa obstrui, normalmente o AVC isquêmico o mais frequente é por coágulos. E tem uma pergunta aqui, a gente já falou sobre um pouco dessa questão, que é quem tem histórico de doenças cardíacas também pode ter um problema, que o pessoal vai mandando as perguntas, quem perdeu o comecinho, mas tem essa característica aí também, né? Tem sim, fatores, principalmente quando em primeiro grau, e quanto mais precoce, maior o seu risco genético, né? Quando eu pego um senhor, meu pai infartou com 70 anos, Provavelmente a causa do infarto dele tenha sido não genético E sim pelo processo de envelhecimento e estilo de vida Mas meu pai infartou com 45 anos Abre o teu olho Você tem mais risco genético e merece ter um cuidado maior Então foca duas vezes mais no teu estilo de vida Não quer dizer que você vai ter também Mas se você tiver o mesmo estilo de vida Um hábito desregrado Não coloca toda conta na genética Injustiça com os nossos antepassados A gente às vezes tem a mesma genética E um comportamento de vida ruim também Ou às vezes até pior Eu costumo dizer assim, quando você olha para os seus avós Eles são uma geração muito interessante Eles não sabiam de nada E faziam coisas muito melhores do que a gente A gente tido como geração mais inteligente Eu não digo nem a gente Eu acho que a geração já que vem depois de mim É tido como a geração mais inteligente Tem bastante acesso à informação Só que tem um hábito de vida muito pior Porque saúde não é prioridade A gente só começa a pensar na saúde quando a doença chega, e daí ela já foi embora, daí você tem que correr atrás da doença que separa tudo para cuidar da doença. Mas não tinha tempo para cuidar da saúde. Então, a gente precisa entender todos os problemas que a gente já passou, no curto período, três, quatro anos atrás, o que ficou de legado. Qual é o legado mental que eu tive? Preciso cuidar melhor da minha saúde, eu entendi que as pessoas mais obesas, quando a doença cardiovascular tinha maior risco de mortalidade. Então, o que eu preciso? Preciso estar tendo um hábito de vida interessante ao ponto que, a longo prazo, tenha mais benefícios, mobilidade, independência. Então, não coloca no pacote da genética o risco da doença. Eu tenho uma genética, primeiro ponto de alerta. Como é que está meu estilo de vida? Está desabonando também? Isso você não pode mudar, isso aqui você pode. Então, foca no que você pode, não fica olhando para aquilo que você não pode fazer nenhuma diferença. Você comentou sobre, deu o exemplo na verdade, meu pai infartou aos 70 e poucos anos, meu pai infartou aos 40 e poucos anos. Tem uma coisa que a gente escuta, você vai me dizer se isso faz sentido ou se é um mito, que pessoas mais jovens, um infarto, AVC, é mais prejudicial ou agravante em pessoas que já são de mais idade. Tem sentido essa afirmação ou é ela endorbana que a gente escuta? Não, faz sentido sim. O paciente que infarta jovem, ou ele tem uma genética muito ruim, com doença muito, como eu diria assim, evoluída, ou ele está associado a drogas e anabolizantes. Então, são doenças de oclusão aguda, ele não veio com sofrimento crônico, o que significa isso? No paciente idoso, a placa vai se formando com o passar dos anos, ela vai lá obstruindo um pouquinho, um pouquinho, 20, 30, 40, 70, 80%, o sofrimento do músculo estimula o organismo dele a criar circulações colaterais, então ele começa a criar uma rede de caminhos alternativos no músculo do coração. Já o paciente jovem, aquele paciente que tem aquela placa de gordura, por um colesterol, por um depósito de colesterol, por um hábito de vida ruim, por cigarro, bebida, hormônios ou até mesmo droga, aquela placa se rompe, ela nem era tão grave, era uma placa de 40, 50%, mas ela rompe e o rompimento daquela placa gera uma obstrução aguda. e esse paciente não tinha sofrimento de fluxo, logo o organismo dele nunca pensou em criar circulação colateral, porque não havia necessidade, não havia restrição de fluxo, então por isso que muitas vezes o paciente acaba tendo um risco de mortalidade maior do que o paciente mais idoso. É lógico que também a gente não pode deixar de pensar que o paciente idoso tem outras doenças associadas, Mas aqueles pacientes que tem um hábito de vida mais regular, ele acaba tendo menos fatores de risco do que o jovem hoje que está embutido em uma série de alimentações inadequadas, com hábito de vida muito corrido, não tendo tempo para muita coisa, muito estresse, enfim. Já o idoso, ele vem de uma geração onde ele conseguia ser mais equilibrado, trabalhava as suas oito horas ali, chegava em casa, tinha a sua rotina, uma alimentação mais feita em casa, não existia delivery, comida era comida de casa mesmo, mais natural. Hoje a gente tem aí caixinhas, micro-ondas, fast food bombando e a gente acaba colhendo os frutos disso. Você falou sobre esse momento da pessoa mais jovem que possa ter um infarto, um AVC associado a drogas, anabolizante. O anabolizante me lembrou de energizante, que casa com a pergunta que enviaram aqui para a gente, que é beber energético, faz mal para o coração? Ótima pergunta. Não é uma resposta tão simples, mas eu vou tentar explicar para vocês aqui. O energético, ele tem uma quantidade de cafeína e taurina Que não é tão diferente do que duas xícaras de café, por exemplo Então ele não é um grande prejudicial Mas se você está com a tua pressão descontrolada Tomar o energético, ele pode aumentar um pouquinho a tua pressão arterial Se você tem sensibilidade à cafeína, que gera arritmia Ele pode te causar arritmia Então é importante para uma pessoa normal, sem sintoma E está em acompanhamento, fez as suas avaliações ali Elas estão todas ok Não é o energético que vai fazer mal para você Mas daí você resolve misturar o teu energético com a bebida alcoólica Daí você está potencializando o efeito energético Sem contar que o energético não é o fator de risco da cafeína só Ele tem alta concentração de açúcar Então, caso você for consumir, busque para os que têm menos açúcar. Ele tem várias outras substâncias, corantes, enfim. Então, o energético faz mal para o coração? Depende, depende do seu coração, depende das suas condições. Não é o energético que vai te levar para dentro do hospital, mas se você já está com condições de saúde ruim, já tem hipertensão, já tem histórico de arritmia, já tem piora da qualidade de sono, o que você acha que vai acontecer se tomar o energético? vai piorar. Agora, você não tem histórico, suas avaliações estão em dia, não há um malefício em fazer o uso, mas a gente sempre lembra que não é um alimento, é simplesmente uma substância que vai te proporcionar, teoricamente, um pouco mais de energia. Pode falar a mesma coisa sobre o café? Essa resposta também cabe? Porque as pessoas falam que café faz mal, a pressão, aquela coisa. Também Próxima resposta. Perfeito, assim, o café, ele depende da pessoa, da sua sensibilidade à cafeína. Tem um grande trabalho sobre café, um trabalho japonês, demonstrando que até melhora, em baixas doses, 3 a 4 xícaras dia, um benefício para os pacientes com insuficiência cardíaca. Então, mas só que se você pega pessoas que têm sensibilidade à cafeína, acaba trazendo um grande dano, porque vai te dar efeito colateral. O café não é só cafeína, ele tem um monte de aminoácidos, polifenóis, antioxidantes, e que podem trazer aí alguns benefícios. Mas também não é o remédio para ser tomado como remédio. É importante a gente respeitar a individualidade de cada um. Eu adoro essas perguntas ou essas publicações que a gente encontra de vilões e mocinhos, né? E, na verdade, o que faz a diferença, Dalila, é o teu hábito. A gente se preocupa muito com a azeitona adempada. Ou faz bem ou faz mal. Depende. depende do teu perfil lipídico, depende da quantidade de ovo que você consome, a gente sabe que o ovo é um mega aliado na moderação do apetite, a gente sabe que ele inibe o neurohormônio e que prolonga a saciedade, então assim, a gente tem muito, muito benefício aí, mas ele é o salvador, você come uma feijoada, mas é o ovo que vai te dar o benefício, a noite manda ver na pizza, mas de manhã toma no ovo, Então é importante a gente entender e tomar bastante cuidado porque a gente não pode tornar um alimento vilão e muito menos mocinho. A gente tem que entender o nosso hábito alimentar e nosso perfil de exame de sangue. Uma boa avaliação com um profissional dedicado, um nutricionista para te dar um pouco mais de esclarecimento sobre alimentação. Eu particularmente, eu falo que as dietas são estratégias alimentares E que você não consegue manter dieta restritiva a longo prazo Ela não é saudável para você Você vai buscar objetivos de curto prazo para a dieta E naquele trajeto você vai aprender novos alimentos, disciplina E você vai trazer aquilo para a tua vida, para o teu padrão alimentar Que é isso que você tem que criar É sempre aquela busca do equilíbrio, né? A gente hoje aqui está conversando com o doutor Rizieri Gomes, médico cardiologista. Enquanto não chega mais perguntas aqui do público, vamos falar um pouquinho mais sobre a questão da hipertensão. Qual é a principal característica da hipertensão? Que você até comentou sobre o geleco branco, que a pessoa chega no hospital, a pressão já sobe, mas a hipertensão não é algo momentâneo, é algo que vai do seu dia a dia, na semana, meses e anos, é uma característica? A hipertensão é uma doença que vai se estabelecendo cronicamente. Às vezes você tem pico hipertensivo, que podem ser normais, por exemplo, eu vou praticar atividade física, não adianta no meio da atividade física querer verificar minha pressão, que ela pode estar alta, é porque eu estou praticando um esforço. Eu estou no meio de uma discussão, acabo de desligar o telefone, eu vou verificar minha pressão, ela vai estar alta, adrenalina, lá em cima, frequência cardíaca bombando, vaso super contraído, e de repente a gente começa a pensar, puxa, acho que minha pressão está alta. Não é isso, a pressão alta, ela caminha de forma silenciosa na imensa maioria das pessoas. Às vezes você começa a ter o diagnóstico pelo sintoma que você sente, mas você não sabe quando é que ela começou. Então, é importante a gente entender que o que é pressão alta? pressões acima de 140 por 90, até 130 por 85, uma pressão normal, acima de 130 e 85 até 139 por 89 é pré-hipertensão, acima de 140 por 90, hipertensão grau 1. Então é importante a gente ter essa clareza, porque a gente consegue fazer intervenções, Mais uma vez, a gente falando aqui sempre de intervenção, porque o nosso objetivo é simplesmente te trazer para uma consciência que quanto mais você cuida da sua saúde, menos doença você vai ter que lidar. Então, quanto mais eu cuido da minha alimentação, quanto mais vezes eu vou por dia fazer minha atividade física, menos comprimidos ao médio e longo prazo. A gente tem diversas faixas etárias, às vezes assistindo pessoas mais jovens. Acredite, você vai envelhecer, se Deus quiser. Então, quando você chegar lá na frente, o que você fez hoje, o que você faz hoje para chegar lá bem? Todo mundo quer chegar super bem lá na frente, só não está disposto a fazer o que é preciso para chegar lá bem. Então, o desafio da hipertensão é isso, eu tenho que convidar você a tomar um remédio todos os dias para uma doença que você não sente nada, às vezes o remédio pode te dar efeito colateral. Estatísticas do Brasil, de cada 10 pessoas que a gente começa a tratar com remédio de pressão, em dois anos, oito desistem ou mudam o medicamento porque o do vizinho é melhor, porque o do parente é melhor, então assim é um desafio tratar a hipertensão quando as pessoas falam, ah eu só tenho pressão alta pô, pior doença que pode ter você nem tem medo dela né, quando você não tem medo você toma pouco cuidado, vai ter uma cólica renal, você não esquece, você não vai querer ter a segunda, então é importante a gente ter essa clareza porque porque a hipertensão ela está frequente na população de 30 a 40 anos, novos diagnósticos, a nova prevalência, novos diagnósticos de hipertensão na faixa etária entre 30 e 40 anos, uma das principais causas é sobrepeso e obesidade, outra causa é o estresse, piora da qualidade de sono, a gente leva a tela para a cama, a cama virou restaurante, cozinha, escritório, tudo, de vez em quando a gente dorme lá também, vira cinema e tudo, então assim, é um desafio mas o sono interfere na pressão arterial? absurdamente o teu cortisol ele é um vilão da tua pressão arterial também, então as vezes a melhora da tua qualidade de sono nossa, minha pressão até melhorou pois é, tratar é isso aí então, fiquem bem ligados, assim tenha mais clareza, sabe, termina o dia avalia ali como é que foi o teu dia coloca os pontinhos positivos pra você se você fosse teu aluno, que nota que você se daria? E você comentou sobre, explicou que ela é silenciosa, mas tem algum, em algum momento, antes do diagnóstico final, ela dá algum sinal. Tem alguma coisa ali que a gente pode ficar atenta, que a gente vai sentir e pode pensar, talvez isso represente alguma outra coisa? Perfeito, existem sinais a gente falou que a maioria é assintomática mas existem sinais importantes e se você sentir isso, recomendo que você busque o atendimento médico de emergência para você controlar a tua pressão mais rápida, na emergência de hospitais você tem remédios que agem mais rápidos que não são esses remédios que você toma em casa de forma regular então é importante a gente ter essa clareza quais são esses sintomas? Dor de cabeça na nuca, principalmente, você tem escurecimento ou embaçamento, aturvação das vistas, náuseas, vômitos, tontura, desconforto no peito, tipo peso, aperto ou queimação. Você pode ter também, em alguns casos, desmaio, em casos mais graves, falta de ar e às vezes você acaba tendo comprometimentos maiores ainda dentro de casa. Então, se você tiver algum tipo de sintoma com a pressão elevada, vá para a emergência do hospital mais próximo da tua casa. Quando a gente fala de hipertensão, a gente também fala em gênero, homens ou mulheres costumam ter mais hipertensão ou é uma média próxima? Homens têm maior probabilidade de serem hipertensos do que mulheres, mas mulheres, até pelo hábito de vida que vem tendo, têm conquistado pontos importantes, têm subido nessa corrida aí. É uma corrida que eu gosto de perder, mas infelizmente os homens ainda ganham. Vocês estão caminhando em passos largos por quê? O sedentarismo está mais presente na mulher, apesar de mais cuidado com a saúde, mais visitas ao médico, mais grau de consciência, a mulher está mais sedentária do que o homem, as mulheres têm rotina de vida mais intensa do que o homem, têm jornada dupla, tripla, muitas vezes. A qualidade da alimentação de vocês é melhor, mas a sua quantidade de massa magra também é menor. E a obesidade está mais frequente na mulher do que no homem. Então, existem fatores de risco que estão fazendo esse número chegar mais próximo, mas o homem é mais hiperpenso do que a mulher. A mulher, na gestação, pode ter um... tem que ter um cuidado maior nesse momento aí? Porque os hormônios estão ali a mil no corpo e a questão da pressão aí também pode acontecer algo que a gente tem que ficar atento? Isso mesmo, existem dois tipos, tá? Existem as pacientes que são previamente hipertensas Essas merecem, desde o início, uma gravidez planejada O pré-natal dela todo é de alto risco de prevenção Então ela tem que estar acompanhando mais de perto com o ginecologista obstetra Ela tem que estar com o cardiologista mudando as medicações Existem alguns medicamentos que causam malformação no bebê Então, se você que é hipertensa e faz uso de remédio, pretende engravidar, converse com o cardiologista antes, converse com o teu obstetra antes e fale do remédio que você toma, porque o bebê se forma em 12 semanas. Em média, o brasileiro descobre a gravidez com 6 a 8 semanas. A gente pega o filho, a gente não planeja o filho. Então, é importante a gente ter essa clareza de tomar o cuidado na hora desse planejamento. Porém, a gente tem um outro grupo de mulheres, mulheres que não eram hipertensas, e a hora que bate 20 semanas, ela começa a ter elevação da pressão arterial, que a gente chama de hipertensão gestacional. E aí é onde o pré-natal faz a diferença, onde a ginecologista identifica, a obstetra identifica o problema e encaminha para ter um acompanhamento adequado, ou até mesmo maneja o paciente, porque a maioria dos casos são leves, Eventualmente, em alguns casos, pode chegar a uma gravidade maior. Nesses casos, a maioria, depois que tem o bebê, a pressão volta ao normal. Mas ela pode levar de herança a hipertensão, depois da agitação, que é, graças a Deus, mais raro, mas pode acontecer. E o segundo, cuidado redobrado, porque você pode, sim, se já teve no primeiro, a chance de ter no segundo é muito maior. Muito, muito maior. Crianças podem ser acometidas por hipertensão? Pode, sim. São casos bem pontuais, investigação de causas secundárias, existem algumas doenças hormonais que podem causar isso também, ou até mesmo doenças vasculares, genéticas, mas graças a Deus é muito raro, mas merece acompanhamento. O pediatra hoje, ele tem todo esse grau de consciência também, você tem uma especialidade chamada cardiopediatria, para você também passar com o teu filho, para poder fazer uma avaliação. Doutor Isieri Gomes, médico cardiologista, nós falamos sobre as principais doenças cardiovasculares, hipertensão, tratamento, exames. Quer acrescentar mais alguma coisa para o nosso público hoje? Eu queria deixar uma mensagem para vocês que estão assistindo. Se cuidem, cuidem enquanto vocês estão bem. Não espere piorar para tentar buscar melhora. A gente sabe que com a idade as nossas condições orgânicas vão piorando naturalmente, mas se você cuidou enquanto era jovem, se você cuidou no início, a chance de você ter uma durabilidade maior, de você ter uma qualidade de vida maior, eu atendo gente, a maioria média de faixa etária é de 55, 60 a mais. Você atender pessoas hoje, eu tive a felicidade de fazer um teleatendimento para uma pessoa de 85 anos que dirige sozinha, uma mulher toda elegante de 85 anos que dirige sozinha, cognição preservada, mobilidade preservada, porque ao longo da vida fez escolhas mais interessantes. Não banalize o teu cuidado pessoal, é a coisa mais importante da tua vida. Doutor Rizieri, muito obrigada pelas informações, pelo tempo, as portas da TV Câmara ficam abertas para você voltar e a gente conversar sobre outro tema ou expandir ainda mais esse debate. Obrigada novamente. Eu que agradeço, eu que agradeço o espaço, um prazerzão estar aqui com vocês, também fico aí à disposição, se puder contribuir com alguma pauta, ponte conosco. Saúde é Vida de hoje fica por aqui, eu espero que tenha esclarecido as dúvidas de vocês aí do outro lado. Se vocês pegaram o programa agora no final, não tem importância, vai no YouTube da TV Câmara Campinas que vai ficar lá e você vai poder assistir o programa na íntegra. Convido vocês a assistirem também os outros quadros e programas da nossa grade e eu espero vocês na próxima edição. Tchau, tchau! Legenda Adriana Zanotto Amém.
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