TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
REUNIÃO DA REFORMA AGRÁRIA E DEFESA DA OCUPAÇÃO - MARIELLE
Em destaque · HD Vídeo · REUNIÕES

REUNIÃO DA REFORMA AGRÁRIA E DEFESA DA OCUPAÇÃO - MARIELLE

34 views Publicado 10/09/2019 HD · 1:34:13

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

Transcrição completa do vídeo

71 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Bom, boa tarde a todos e a todas. Nós queremos agradecer a presença e também já convidar quem está sentado lá nas tribunas para que a gente possa ocupar aqui as cadeiras que são de vocês, mas usadas, às vezes, por nós, vereadores. Mas a gente pediria que ficássemos mais juntos aqui nas cadeiras aqui da frente, dos vereadores, nas mesas. Bom, nós convidamos esse debate público Esse debate público foi convocado pelos vereadores de oposição dessa casa Vereador Pedro Tourinho, vereador Gustavo Peta, vereadora Mariana Conte E pelo meu mandato Queria aproveitar para justificar que a Mariana estaria presente nesse debate, mas, por problema de saúde, ela não pôde estar aqui presente nessa tarde de hoje. Nós convidamos aqui também para compor a mesa a Tassi, que é uma das coordenadoras da ocupação Marielle, A doutora Ana Bonardo Que também vai poder nos atualizar aqui Dos informes jurídicos Eu queria Antes aqui de passar para a doutora Ana Que para nossa surpresa nós estamos hoje Bem protegidos aqui Porque a polícia militar e a guarda municipal Nos deu a honra De vir aqui nos prestigiar Mas isso não acontece sempre, não. Aqui, quando os bacanas marcam o evento, nós não temos polícia militar, não temos guarda municipal aqui. Quando eles descobriram que vinham trabalhadores sem terra, aí montaram essa estrutura, essa estrutura ali fora. Talvez para provar que eles trabalham, mas nós sabemos que eles têm lado também, estão ali, porque... Então vai ser importante para eles também poderem conhecer um pouco o que é a luta dos trabalhadores sem terra, aqui do Marielle, e que muitos trabalhadores e trabalhadoras campineiros e campineiras, muitos deles pagam impostos aqui nesse município, então estão lá, e era importante que eles conhecessem. Mas não precisa vir com essa estrutura tão agressiva, porque aqui tem trabalhadores e trabalhadoras, pessoas de bem que sustentam, muitas vezes, o salário. Mas eu tenho certeza que eles não vieram, só vieram a pedido de alguém, e alguém que, com certeza, deve estar cerrando fileira lá com os fazendeiros da cidade de Valinhos, com a polícia militar, com a prefeitura de Valinhos, e não estão do lado dos trabalhadores. mas isso não nos assusta, não. Estão chegando ainda alguns trabalhadores, trabalhadoras lá da Marielle, mas nós vamos estar dando início aqui, eu queria, a partir do início, pedir para que a Ana pudesse abrir essa exposição com as informações jurídicas do momento, tem informações quentes e boas para a gente festejar, mas é um momento importante para nós, que, além de festejar, mas nós não podemos perder, abrir mão da necessidade, da resistência e da persistência na luta para que a gente possa concluir essa conquista. Então, eu queria passar para a Ana, para que ela pudesse nos trazer aqui as informações, também jurídicas. Mas vamos trabalhar, Ana, no caso inicial seu, com 10 minutos, para que você pudesse... Está bom? Boa tarde a todas e a todos. Bem-vindos para a discussão do tema, a importância da reforma agrária e a defesa do acampamento Marielle Vive. Boa tarde, Carlão. vereadores Pedro Torinho, Gustavo Peta e a vereadora Mariana Conte também, que justificou a ausência Tassi, minha companheira de lutas e para iniciar a conversa, eu gostaria de falar que hoje nós tivemos uma grata surpresa de obter a suspensão da tutela provisória do processo lá do acampamento Marielle Vive O que ocorreu? O nosso processo no acampamento Marielle Vive, ele estava no rito normal, em fase final, lá em Valinhos. E quando chegou na fase final, que seria o momento das partes se manifestarem sobre todo o percurso do processo, nós tivemos um tumulto processual, onde a juíza lá atropelou um prazo nosso, que seriam as alegações finais, e a gente teve que correr um pouco mais nesse sentido, porque suprimiu esse prazo. A gente apresentou essas alegações finais, mesmo ela dando por intempestiva, e a gente foi surpreendido, após, com a sentença, desfavorável ao acampamento. E, na sentença, assim como todo o processo, foi um processo muito frágil na questão de provas. Nós estamos discutindo posse. E a tese da autora da Fazenda Eldorado foi no sentido de discutir propriedade. Então, nós não tínhamos elementos para estar discutindo a questão da propriedade, porque não se discutia naquele momento e nem naquele processo, e sim a posse. Então, todos os elementos que a gente levou para o processo, todos os elementos que a gente rebateu em defesa e provas testemunhais, a gente conseguiu alcançar que essa questão da posse não foi provada pela parte autora, que foi a Fazenda Eldorado. Passado isso com a sentença, a juiz entendendo que foi comprovada a questão da posse, por via inversa, aliás, porque lá havia um contrato de locação de pasto, que não era a fazenda que exercia a posse da propriedade, mas era uma posse indireta, e foi nesse sentido que ela sentenciou, que estava comprovada a posse da fazenda. Bom, aí nós tivemos que correr com o prazo, por conta dela ter dado na sentença a questão da tutela provisória, que era para cumprimento. Então, sentenciou, ela deu um prazo de 15 dias para que houvesse a desocupação do imóvel de forma voluntária, senão a desocupação seria de forma forçada. Ora, nós temos o prazo para recurso, e esse prazo de recurso seriam 15 dias a partir da publicação da sentença, que ela publicou somente no dia 26, ela deu a sentença, acho que no dia 12, 16, dia 12, e a sentença foi publicada somente no dia 26. E aí nós teríamos o prazo para recurso, que seriam 15 dias. E esse prazo, ele supera a questão para cumprimento dos 15 dias, para cumprimento da desocupação. Então, imediatamente, o pessoal do jurídico de direitos humanos, nós nos empenhamos em tentar obter a suspensão desses efeitos da tutela de urgência, que seria para a desocupação. Entramos, primeiramente, a Defensoria Pública também, em conjunto, conversando com nós, em conjunto nos trabalhos também, a gente sempre dialogando, entrou com a medida de suspensão, logo em seguida, e ficou aguardando o julgamento lá no TJ, a apreciação do desembargador, em seguida, nós entramos com uma medida, porque nós não tínhamos ainda o nosso recurso pronto, porque a gente só podia entrar com a medida a partir do momento que o recurso estivesse pronto para protocolar, teria que ser simultâneo, protocolaria o pedido de suspensão, mas o recurso teria que subir junto. E aí, esse segundo pedido nosso, o juiz não acatou. E aí, sim, nós corremos mais ainda contra o tempo para fazer a apelação, terminar a apelação, com todos os atropelos, com todas as nulidades que houveram no processo. E entramos com o pedido de tutela antecipada, que seguiu essa semana, desde a semana passada. Agora estou sem o calendário aqui. Então, nós estávamos aguardando junto ao processo com o desembargador no TJ, fizemos várias visitas lá no TJ, porque nós precisávamos dessa medida de urgência, porque senão superaria o prazo dos 15 dias da sentença, e tentando obter essa decisão. Veio hoje, quando foi hoje, pela manhã ontem, nós estivemos no TJ novamente, tentando conversar com o juiz, ele pediu, inclusive, que nós encaminhássemos novos documentos para poder formar sua convicção lá, poder decidir, e nós ficamos aguardando, nesse sentido, essa decisão, que saiu hoje, que foi uma decisão favorável à suspensão da tutela de urgência, então, por hora, não haverá reintegração, pelo prazo de 90 dias, a partir da publicação da decisão, que não está publicada ainda, ela deve sair entre amanhã ou depois, pelo rito lá do TJ, então, contaria 90 dias. E essa tutela de urgência, tanto no processo da defensoria pública como no pedido nosso, ele entende que, como já está acontecendo, iniciando um processo de mediação, chamado pela prefeitura de Valinhos, juntamente com os órgãos municipais, ele viu que acarretaria muito prejuízo para a comunidade do acampamento. Então, ele também se convenceu que haveria essa necessidade de dar eficácia e da medida para suspender. Mas aí também já corre, inclusive, no próprio pedido da Defensoria Pública Nós levamos uma informação também para o desembargador Que o promotor de justiça de Valinhos já está fazendo Já instaurou um processo administrativo lá no município chamando o prefeito com várias responsabilidades, na questão social, na questão de saúde, na questão de habitação, na questão do aluguel social. Então, enquanto isso, tudo vai correr, tem um processo administrativo lá correndo, que o município, o executivo e o prefeito foram chamados agora para poder responder. Ele não vai ter que andar sozinho, mas ao lado da fazenda, ao Dourados, e, sim, agora vai ser dentro da legalidade. Isso também o juiz se convenceu que, enquanto está ocorrendo isso, ele suspendeu por hora e por 90 dias a decisão. Então, por hora, nós estamos mantendo isso. Também, em uma das decisões, ele não fez juízo de mérito na questão, mas ele vê indícios de que realmente a posse não foi comprovada pela autora. mas não é um juízo de mérito, então isso vai ser discutido na apelação, inclusive. E aí também ele chama a parte contrária, tanto no processo da defensoria pública como no nosso processo agora dessa suspensão, ele chama a parte contrária para se manifestar, porque isso é do processo, você tem que abrir vista, você tem que dar oportunidade do contraditório. E aí, caso ele se convença do contrário também, ele pode também tomar uma outra decisão. É o que está hoje posta na medida, na tutela de urgência que foi suspensa. Eu acho que era isso. Então, nós temos 90 dias, a partir da publicação, que não saiu, e agora é... A gente vai continuar agora persistindo nessa questão da conciliação, de todas as formas. A gente tem que estar presente agora, porque o município não chamou a parte ré, no caso, o acampamento Maria Livive, para poder estar conversando, se adequando à possível medida de desocupação. Então, nós estamos agora mais ou menos resguardados, inclusive, por essa decisão. Nós vamos estar presentes em todos os campos para poder resguardar o direito dos acampados e tentar conseguir e aguardar o julgamento da apelação, que logo também ele pode se pronunciar com relação ao julgamento da apelação. Eu só esqueci de falar uma coisa. A apelação ainda não subiu para o tribunal. A apelação ainda está em prazo de contra-razões para a parte contrária. Então, por essa necessidade, também, o desembargador se convenceu que não teria prazo hábil para poder manter esses 15 dias de reintegração. Então, depois, seguiria a apelação para o tribunal para julgamento de mérito da questão possessória. Acho que é isso. Obrigado, Ana. Bom, antes de passar para a taça, queria só anunciar aqui a presença do Ravino Vaz, que é assessor da vereadora Mariana Conte, aqui presente. Obrigado pela presença. E depois a gente há para que vocês possam também se manifestar. O ex-vereador Paulo Búfalo, também do PSOL. Obrigado, Paulo. Marcela Moreira, presidente e ex-vereadora, presidente do PSOL e ex-vereadora aqui desta casa. O Daniel Mota, que é secretário político em Campinas, da UJS do PCdoB. A Márcia Quitanilha, presidente do PCdoB Campinas. O Cidalino Orce, ou Pato Rouco, que é do Sindicato Metalúrgico. Obrigado, Pato Rouco. Durval de Carvalho, presidente do PT Campinas. Obrigado, Durval, meu presidente. Então, eu passaria aqui para a Tássia, para que pudesse também fazer o uso da palavra. E também, se algumas presenças que eu não citei aqui, se depois puder passar para o cerimonial, a gente vai estar comunicando aqui. Marielle! Viva! Marielle! Viva! Marielle! Viva! Zé Luiz! Presente! Presente! Presente! Zé Luiz! Presente! Presente! Presente! Zé Luiz! Presente! Presente! Presente! Boa tarde, companheiros, companheiras. Quebrando um pouco o protocolo da casa, que hoje é um dia especial, de luta, mas também da gente ocupar aqui esse espaço, E, num dia, aqui, nós temos um passo para a vitória. Cumprimentar toda a mesa, os companheiros vereadores, Carlão, Peta, Tourinho, a Mariana, que não está presente, mas também, desde o início, solidária ao acampamento Marielle Vive, sempre junto com o Movimento Sem Terra, e a Ana Bernardo, então, do nosso coletivo de direitos humanos, que tem acompanhado, do ponto de vista jurídico, mas também na militância, o acampamento e o movimento sem terra. Então, temos dez minutos, Carlão, é isso? Dez minutos. Você me controla aí, porque é muita coisa que a gente tem para falar. Hoje, quando eu estava entrando aqui na Câmara, estava eu e mais uma companheira só. Aí o pessoal do Sindic 15 pode falar... Cadê o pessoal do Sindic 15? Eles estavam conversando ali com a guarda municipal que falou o seguinte Mas o acampamento não é em Valinhos? O que eles estão vindo fazer aqui? Porque eu acho que era a hora deles estarem comendo uma coxinha E a gente atrapalhou, desculpa, trabalhadores, trabalhadores, todo respeito Mas é porque, de fato, houve um desrespeito com a gente Porque o acampamento Marielle Vive, e é isso que eu pensei em iniciar a minha fala não é só da cidade de Valinhas, porque o acampamento Marielle Vive só existe porque em toda a região de Campinas, em especial na cidade de Campinas, existe um déficit habitacional muito grande, existe o desemprego muito alto, existem pessoas que trabalham em condições extremamente precárias, de trabalho informal, que não têm condições de pagar aluguel, e vem, sim, a reforma agrária e a luta pela terra como a melhor forma de melhorar as condições de vida e de ter uma vida digna. Então, quando esses trabalhadores, com todo respeito, fizeram esse comentário, eu até gostaria de falar, não, tem muita gente do Marielle Vive que veio de Campinas, e veio de toda a região. E assim vai ser em todos os acampamentos do MST e de outros movimentos populares que nós vamos organizar aqui nessa região de Campinas. Então, companheirada, a maior parte dos aqui presentes já passaram pelo acampamento, conhecem a nossa história e sabem que a luta pela terra só faz sentido num contexto social de extrema desigualdade, que é o que nós vivemos atualmente. Então, existe esse desemprego estrutural, essa ausência da política de reforma agrária, porque não era para os movimentos sociais e as famílias terem que ocupar as terras. Segundo a nossa Constituição, o governo deveria, através das políticas, organizar para analisar as terras, a improdutividade, as que não cumprem sua função social, e aí sim designar para as famílias. Então, essa paralisação da reforma agrária é que também força que o povo organizado, então, realize a reforma agrária através da luta e ocupação da terra. Atualmente, no acampamento Marielle Vive, todos, a maior parte aqui conhece, a gente realiza uma série de ações coletivas, fortalecendo a organização interna. A gente tem educação de jovens e adultos, nós temos a ciranda infantil, nós temos cozinha coletiva, que serve cerca de 300 refeições de graça por dia, a gente tem um coletivo de mulheres, a gente tem ações vinculadas ao bambu, de bioconstrução, a gente tem agroecologia, venda de artesanato e tudo o que gera renda possibilita também, que esse é um dos nossos maiores desafios, a geração de renda. Então, ali, além da questão da ocupação, de garantir as condições de moradia, também proporciona as condições de vida daquelas pessoas e a possibilidade da dignidade que é conquistando da terra, nessa nova sociabilidade. Desde que entramos no acampamento, companheiros e companheiras, sofremos violações de direitos humanos por parte da Prefeitura de Valinhos. Isso temos um relatório, podemos organizar, mas no sentido principalmente da água. Desde que chegamos na cidade de Valinhos, solicitamos o abastecimento adequado de água potável. No dia 18 de julho desse ano, fomos realizar uma manifestação em frente ao acampamento, distribuindo alimentos, distribuindo sementes, para demonstrar e exigir da prefeitura o abastecimento adequado de água, que ela fizesse o compromisso que fosse abastecer o acampamento com água potável. E, naquele dia, nós estávamos muito felizes saindo da Assembleia, acompanheirada aqui do acampamento que estava aqui, não me deixe mentir, com batuques, fazendo festas, palavras de ordem. E a gente foi iniciar a nossa manifestação em frente ao acampamento. A proposta era fazer uma manifestação simbólica ali no local, para conversar com os nossos vizinhos, que passam todos os dias ali no acampamento. e foi quando a gente teve a nossa maior perda, que foi o assassinato do companheiro Luiz Ferreira. Então, para solicitar, para exigir água, o povo sem terra, assim como o povo trabalhador, o povo preto, indígena, nesse país, precisa morrer. Foi naquele dia que uma caminhonete entrou na contramão, viu que tinha uma manifestação, mudou de marcha, colocou a primeira e avançou sobre todos que estavam lá, atingindo de maneira fatal o companheiro Seu Luiz. Companheiro Seu Luiz esse, que há mais de um ano morava no acampamento sem terra, migrante, que tinha vindo da roça e teve, por necessidade da vida, chegar na região de Campinas e aprender a ser pedreiro para sustentar, então, seus nove filhos. O Sr. Luiz tinha muitos planos e muitos sonhos. Um dos sonhos dele era aprender a ler. E, no acampamento Marielle Vive, com a educação de jovens e adultos, o método cubano Sim, Eu Posso, a gente conseguiu que ele realizasse esse sonho. O Sr. Luiz tinha o sonho de tirar a carteira de motorista. Esse ele não fez. E o seu Luiz tinha o sonho de poder voltar para a terra de onde ele veio, que sempre foi um produtor rural, através da reforma agrária, e construir uma casa muito grande para os nove filhos e 16 netos poderem visitá-lo, passar um tempo com ele. Nós perdemos o seu Luiz. Ele recebeu o diploma de alfabetização em cima do caixão É um sofrimento imenso Mas o que fica é a força e a coragem que teve esse companheiro Sempre esteve com a gente, do setor de infraestrutura Na segurança, nas guardas, enfim, nas conversas, no cafezinho Como a gente costuma, que a gente sempre faz e ele agora também nos fortalece, nos guia do luto à luta para conquistar a terra que ainda um dos sonhos do seu Luiz a gente pode conquistar, que é ele ter uma terra para os filhos poderem construir uma casa e poderem viver lá e juntarem as famílias e produzirem também em homenagem ao seu pai. Além dessas violações, eu sei que o período está curto, Mas, só para citar, que também sofremos da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Valinhos também várias ações de coerção e constrangimento, como blitz em frente ao acampamento, que coage, que não é de padrão, iniciou mesmo algumas abordagens aos companheiros e companheiras do acampamento. e nós, então, estamos sob ameaça de despejo. Hoje foi uma grande conquista, companheirada, foi muito importante essa reversão por 90 dias do prazo de reintegração de posse. O prazo que era para ser a nossa saída dia 9, revertemos lá para novembro, mas, com certeza, até lá nós vamos suspender por completo essa decisão dessa juíza. Essa suspensão por 90 dias, companheiros e companheiras, ela significa que a fragilidade dos argumentos da especulação imobiliária, ela significa que eles não têm força jurídica, do ponto de vista da legalidade e da sustentação, para manter a reintegração de posse. E agora nós também temos 90 dias para seguir o nosso trabalho, seguir a nossa produção agroecológica, a nossa força com o nosso corpo jurídico indo para cima e todos os aliados. Nós sabemos também que toda decisão jurídica passa pela questão política. Então, gostaria de agradecer a todos e todas que prestaram sua solidariedade ao Movimento Sem Terra, se somaram à campanha contra o despejo e pedir que nós não vamos para casa ainda. A gente tem 90 dias, mas esses 90 dias vão precisar de muita luta, muita movimentação, muita manifestação, muito apoio para darmos o passo, sim, esse definitivo para a conquista da terra. Então, um grande abraço, companheiros e companheiras. Estamos juntos. E o objetivo do Movimento Sem Terra é fazer desenvolvimento regional, produzir alimentação saudável para todo mundo e resolver os problemas sociais estabelecidos nessa sociedade tão desigual. Obrigada. Obrigado, Tassi. Vou passar aqui agora para o nobre companheiro e vereador Pedro Tourinho. Boa tarde, companheiras, companheiros. Quero saudar aqui a tantas pessoas que constroem no dia a dia a realidade que é o acampamento Marielle Vive. Vocês que estão aqui, que são os moradores, os ocupantes ali, são as pessoas que efetivamente fazem com que a gente, como um todo, todos nós aqui, não percamos a esperança de que é possível lutar e é possível vencer num contexto tão horroroso, Feitês, que a gente está vivendo, em que a gente teve que ver, além de sofrer a perda do Sr. Luiz, como a gente viu uma violência absolutamente sem precedentes, irreversível, brutal, tivemos que ver uma reação nas redes sociais, em vários espaços, de gente que comemorou essa morte, gente que defendeu e justificou essa morte, gente que nos faz perceber muito cruamente, muito duramente, duramente, que o que acontece no Brasil hoje, o que nós vivemos no Brasil, e também no Estado de São Paulo e na região de Campinas, por parte de agentes públicos, é um projeto genocida, um projeto que entende que existem pessoas com status diferentes de direitos, de direito à vida, de direito a existir, de direito a produzir, de direito a trabalhar, e que, para um certo grupo de pessoas, o destino desejado, pensado, mesmo que não expresso, verbalmente, é o da morte, é o da morte, é o da miséria, é o da submissão, é o do sofrimento. Isso é o que está em disputa nesse país, nesse momento, e aqui, no espaço, no microcosmo do nosso cotidiano, do acampamento Marielle Vive, a gente vive isso na carne, a gente vive isso no dia a dia, como vivem as pessoas que vivem nas periferias desse país, das grandes cidades desse país, como vivem as mulheres sofrendo várias formas de opressão, os negros vivendo várias formas de opressão, mas aqui, em Valinhos, a gente pôde ver a face mais dura e mais crua, mais covarde, que foi um assassinato seguido de uma salva de aplausos de muita gente que, provavelmente, se tivesse a chance, faria a mesma coisa. Então, um ato como esse aqui na Câmara, a Câmara que é um espaço conservador, essa Câmara que é um espaço que enterra constantemente os nossos sonhos de um uso melhor melhor para as forças do poder público, um uso que, de fato, ajude a gente no processo de libertação do nosso povo, de transformação da nossa sociedade. Ainda assim, mesmo este sendo um espaço que, sistematicamente, enterra, soterra as nossas expectativas, é muito importante que vocês saibam que a gente aqui vai usar de todos os recursos dos quais nós dispomos, nós vamos ocupar esse espaço também, porque esse espaço, por mais que seja esse espaço contraditório, é também um espaço que um dia o nosso povo vai conseguir ocupar na plenitude do que ele tem direito e tem vocação para ocupar, e que mesmo num momento tão sombrio, tão difícil feito esse que nós estamos vivendo, nós precisamos ter força para resistir, para seguirmos de pé, para seguirmos ativos e firmes. Não é fácil fazer isso, eu não tenho nenhuma dúvida, especialmente para quem está vivendo essa opressão e os piores aspectos dessa opressão no dia a dia, mas também para todos e todas que sofrem o desalento, o desânimo, a tristeza e, às vezes, são tomados por desesperança, por achar que o que a gente vive hoje é irreversível. Não é irreversível. Essa não é a vocação do nosso país. O nosso país tem feito, quando tem direito, quando consegue expressar sua voz, o nosso povo expressa um desejo de ter um país menos desigual, de ter um país em que cada um e cada uma seja, de fato, portador de direitos e que sejamos de fato iguais. Esse é o símbolo, para mim, político, que o acampamento Marielle Vive expressa para as nossas lutas aqui no cotidiano. É por isso que, para além de todos os sentidos que a Tassi colocou aqui, que o acampamento, que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra representa para a gente, além disso, tem um sentido muito forte e simbólico de dizer para todos e todas que nós não vamos abaixar a cabeça e que nós não vamos ser derrotados, porque quem está do lado da maioria somos nós. Quem está do lado da maioria do povo brasileiro é quem quer um outro país, com outro status de direitos para as pessoas e quem acredita nisso. E quem faz a luta feita por vocês aqui do acampamento que estão fazendo são a ponta de lança, a frente mais valente, mais corajosa de enfrentamento e resistência. E a gente tem que estar junto de vocês em todos os momentos. Então é muito bom, a gente tem aqui muitos companheiros de várias frentes, movimento sindical combativo aqui, temos aqui mandatos, temos aqui ativistas de diversos partidos que fazem lutas, que fazem enfrentamento, advogados e advogadas progressistas que estão aqui fazendo essa luta. Então, nós não estamos sozinhos, e eu não tenho dúvida que um dia a gente vai poder gritar Pátria Livre, venceremos, com a convicção de que a gente venceu. Então, Pátria Livre, venceremos! Obrigado, Pedro Queria também anunciar a presença aqui do Ivan Bagenini Que é secretário do Sinti 15 Passarei então agora aqui para o nosso companheiro Vereador Gustavo Peta Bom, gente, boa tarde a todos, a todos Quero cumprimentar o vereador Carlão Vereador Pedro o mandato da vereadora Mariana Conte, cumprimentar também a Ana. É muito importante termos advogadas, advogados nessa luta também do campo jurídico, em defesa dos segmentos mais populares, cumprimentar a Tássia. E um cumprimento especial ao vereador Carlão do PT. Eu sempre valorizo muito a presença do Carlão aqui na Câmara dos Vereadores. É muito importante a gente ter representantes de origem popular, trabalhador, negro, representando o conjunto dos trabalhadores aqui nessa casa. Então, cumprimentar a iniciativa do vereador do Carlão do PT, junto com os outros mandatos. Eu estava, eu até estou vendo aqui o João, e, coincidentemente, eu encontrei o João no domingo, num almoço aqui em Campinas. e o João tem a sua família ali na Vila Brandina e atualmente é um morador do acampamento Marielle Vive. E a gente almoçou junto domingo e o João estava muito aflito com toda essa situação e é muito importante a gente ouvir a notícia do dia de hoje, que é uma vitória parcial, mas é uma vitória, João, que tem que ser muito comemorada por todos nós, porque todos os moradores do acampamento estavam muito aflitos com toda a situação, mas mantendo a esperança, a combatividade de modo muito consistente para enfrentar o que tivesse que ser enfrentado, porque é assim que nós aprendemos a lutar. E o MST é uma organização que tem uma dinâmica, uma consistência teórica, política, que é um patrimônio do povo do nosso país. E por isso que eu quero fazer uma saudação especial ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que é uma inspiração para muitos movimentos no Brasil afora, movimentos tanto no campo, mas também no mundo urbano, que inspira a luta de muita gente que enfrenta todas essas dificuldades no dia a dia. E quero dizer para a Tássia, para toda a coordenação, que essa coragem de organizar um acampamento que tenha as suas características do campo, mas também urbanas, como muito bem disse a Tássia, nesse momento histórico que nós estamos vivendo, é algo que nós temos que enaltecer. Porque nós estamos vivendo um dos piores momentos da história do nosso país, de retrocessos em todos os campos, no campo democrático, no campo ambiental, no campo da luta social, no campo da soberania nacional, retrocessos provocados primeiro por um golpe institucional que ameaçou o Estado Democrático de Direito e que provocou a retirada de uma presidenta eleita legitimamente no nosso país, depois da prisão do maior líder político da história do nosso país, que é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a eleição, portanto, marcada por vícios e por regularidades do atual presidente da República. Então, a coragem de organizar um acampamento como esse, no atual momento político, é algo que a gente tem que valorizar muito. E a gente tem que estar lado a lado, solidário, apoiando, e organizando o que for preciso para garantir o direito do João e de tantos outros moradores do Mariela e Vive que sonham com o direito à terra, com o direito ao seu próprio espaço para construir a sua família, para se alimentar, para poder enfrentar as dificuldades do dia a dia. Então, nós estamos juntos nessa batalha. A gente sabe que a concentração de terra no Brasil, desde as capitanias hereditárias até os dias atuais sempre foi uma marca da opressão, da injustiça, da desigualdade que existe no Brasil, e por isso que precisamos apoiar o MST, apoiar os movimentos dos trabalhadores urbanos que também lutam pela moradia nas cidades, para enfrentarmos essas dificuldades que temos. Quero dizer para vocês, para encerrar minha fala, nós temos aqui em Campinas, recentemente, marcado por diversos problemas e por interesses vinculados à especulação imobiliária, um plano diretor da cidade. Esse plano diretor prevê instrumentos urbanísticos de combate para a garantia da ideia da função social da propriedade, como, por exemplo, o IPTU progressivo, como, por exemplo, até a possibilidade de desapropriação daquele que faz o mau uso da sua propriedade. Os prédios abandonados na cidade, aquele espaço ali na região do Campo Grande, que você tem que caminhar, caminhar, caminhar, com o terreno todo ali podendo ser utilizado, por exemplo, para moradia. Esse instrumento urbanístico, que foi criado lá no Estatuto da Cidade, em 2001, que as cidades poderiam se utilizar, nunca foi regulamentado na cidade de Campinas. Nunca. É sempre previsto nos planos diretores e sempre com a ideia de haver uma lei regulamentadora desses instrumentos. Nunca foi regulamentada em Campinas. Por quê? Porque nunca se enfrentou, de fato, com coragem, a especulação imobiliária. O primeiro prefeito que ousou fazer um enfrentamento em relação a isso foi assassinado na cidade de Campinas, que foi o prefeito Toninho, e cumprimento especial ao Duval de Carvalho, que era seu então secretário de governo. Então, encerro a minha fala deixando essa saudação ao MST, a todos os trabalhadores. Esse espaço tem que ser ocupado, porque, apesar de ser um espaço extremamente conservador, que é a Câmara, é um espaço de disputa, e precisamos disputar os espaços do Parlamento para poder também fazer um embate em todas as esferas, que nós tivemos oportunidade. Muito obrigado. Viva o MST! Obrigado, Gustavo. Bom, nós vamos agora abrir para as falas. A gente pediria para as pessoas que quiserem utilizar a fala, vamos trabalhar com três minutos, para que a gente possa ter um número razoável de pessoas se manifestando. Nós podemos utilizar esse espaço aqui até às 17 horas. Eu pediria que as pessoas que quiserem se manifestar, tem um microfone ali ao lado, a gente faz a fila ali. Eu só pediria para que as pessoas pudessem se identificar, porque está sendo gravado aqui pela TV Câmara, e utilizar em três minutos. A gente dá um sinal daqui, quando faltar dois minutos. A gente faz uma filinha ali, pode levantar as questões aqui para a mesa, se for o caso, ou ter as suas manifestações livres. Queria justificar também que o Pedro teve que se ausentar, que ele tinha uma agenda agora às 16 horas, mas que vai continuar encerrando fileira nessa resistência e nessa luta conosco. Paulo Búfalo. Boa tarde a todos e todas, companheirada do Marielle, os movimentos aqui organizados, companheiras e companheiros. Bom, como a gente tem que dizer, a luta continua Então eu vim aqui, porque alguns dias atrás nós tivemos uma reunião com algumas organizações que estão aqui E as lideranças lá do acampamento Marielle Vive E constituímos um comitê de solidariedade, de apoio ao acampamento e à luta pela reforma agrária alguns companheiros, companheiras que estão aqui, estavam lá também, presentes, e tiramos um calendário de atividades para que nós pudéssemos tanto mobilizar apoiadores, enfim, com as manifestações públicas, iniciativas nas instituições, parlamentos, nesses espaços, enquanto acompanhávamos essa movimentação jurídica, que, muito bem sucedida até então, que ganhou um prazo de mais 90 dias. Então, nós não podemos parar. Então, eu queria destacar aqui que uma das atividades que saiu foi o Grito dos Excluídos, no dia 7, então, aqui, boa parte das organizações que estão aqui costumam participar desta manifestação, e esse ano aqui nós precisamos salientar essa pauta do acampamento Marielle Vive, está muito próximo aqui a gente, isso, mas precisamos destacar também uma questão que nós levantamos quando nós constituímos o comitê, que é o enfrentamento a esse partido do judiciário brasileiro, que vem atuando com cabeças nem tão de cabelos brancos assim, mas um setor de juventude que faz a sua universidade, às vezes, inclusive, passa por dentro de universidades públicas, mas constitui essa concepção da atuação política do judiciário contra os movimentos sociais, que produzem sentenças por encomenda, feito um matador de aluguel. Então, nós precisamos fazer esse enfrentamento, e o comitê, em apoio e solidariedade, ao acampamento Marielle Vive, tem essa tarefa. Há um momento da história, quer dizer, a ausência das políticas públicas, elas acabam atingindo os setores mais fragilizados. Mas, nesse caso, que nós estamos vivendo, a ofensiva da segurança pública, do ódio contra as organizações, contra quem ousa lutar, acaba atingindo mais os movimentos que estão na linha de frente das mobilizações, e o MST é essa situação. É isso que estimula o cidadão a acelerar o seu carro, passar por cima de um ser humano, ou fazer outras ações de atrocidade. E nós precisamos responder a isso. Acredito que o comitê precisa continuar articulado, organizando outras atividades. sejam atividades de apoio que respaldem os companheiros e companheiras que estão debaixo da lona preta, mas que estão lá também produzindo, para criar opinião pública, mas também seguindo com as iniciativas de mobilização de outras organizações, enfim. Então, eu queria encerrar com isso e dizer que a nossa luta continua, e longa vida ao MST, e vamos consolidar o acampamento Marielle Vive, e muitos outros acampamentos nessa região do país que tem essas áreas de terra tão caras, mas que devem cumprir a sua função social para a reforma agrária, e seja ela para a moradia, enfim, popular aqui. Então, é isso que eu queria dizer. Seguimos na luta aí, gente. Pessoal, boa tarde Eu sou o Ravi Queria fazer uma saudação em nome da vereadora Mariana Conte Teve uma questão de saúde e não pôde estar presente aqui Primeiro, queria saudar a todos Que lutam pela reforma agrária Que lutam contra a especulação imobiliária e contra o modelo do agronegócio, que é um modelo de morte, de veneno, e queria saudar e parabenizar especialmente aos que fazem essa luta no Marielle Vive, que em um momento difícil, logo após o assassinato do seu Luiz, a gente vê uma ofensiva, uma ameaça de despejo, Então, gostaria de fazer essa saudação, parabenizar a todos pela luta, parabenizar aos vereadores Gustavo, Pedro, Carlão, a Tássia, a doutora Ana também pela atividade, e reafirmar aqui nossa disposição de, junto, construir essa rede de solidariedade. Acho que não há outro caminho a não ser a luta. Então, era isso, gente. Obrigado. Boa tarde, companheiros. Meu nome é Lúcio, sou assessor do vereador Carlão do PT. Quero cumprimentar aqui todos os companheiros do Marielle Vive. Quero cumprimentar o MST em nome da Tassi, os demais companheiros vereadores e os demais presentes. A luta pela terra sempre foi uma das coisas mais difíceis nesse país Porque a situação fundiária Ela tem muitos interesses, inclusive aqueles uns que guilaram terra Jesus Cristo não vendeu terra para ninguém E nós sabemos que todos nesse país têm o direito De ter um pedacinho de terra para plantar, colher e se alimentar No entanto, o programa do MST é um programa que nós admiramos, e muito, porque luta pela terra, luta pela vida. E esse acampamento, em seu início, a gente acompanhou lado a lado nas necessidades que teve a companheira Tassi na região, aqui na cidade de Campinas. Acredito que, neste momento, é um momento que a gente tem que se esforçar ainda mais no sentido de garantir que os companheiros que lá estão sejam bem-sucedidos. Então, nós queremos aqui trazer o nosso apreço, o nosso apoio a essa luta tão importante e resgatar a informação também do companheiro Paulo, dizer o seguinte, dia 7 de setembro é um dia do grito dos excluídos. E nós todos aqui entendemos o que significa isso. E, portanto, os companheiros, como já esteve na luta da saúde, para uma saúde melhor, a gente gostaria de contar a presença da ocupação também nessa luta no dia 7 de setembro. E, do mais, é dizer o seguinte, companheiros, o dia tem 12 horas e o dia todo, e à noite, são 24 horas. Vamos ter que ficar de zóio aberto, porque a cuia está feia. Obrigado. Galvão. Galvão, sou do MTD, da Central de Movimentos Populares também Então, a gente veio colocar aqui nosso apoio à ocupação Marielle E também colocar a situação de várias outras ocupações na região Inclusive várias ocupações urbanas estão sob ameaça de despejo Um exemplo disso é a ocupação lá em Hortolândia e, cada vez mais, há uma preocupação muito grande de despejar as ocupações, mas, no entanto, ninguém reflete por que existem as ocupações, por que se ocupa, por que alguém vai para debaixo da lona, fica num lugar precário, sem água, sem energia, ninguém reflete isso. Acontece o seguinte, as ocupações acontecem porque a lei não é cumprida. As ocupações acontecem porque a justiça não funciona Porque realmente se a lei funcionasse, não precisava de ocupar As áreas que estão aí improdutivas, irregulares, só negando imposto Que infelizmente só negadores de imposto têm privilégio aqui, não são cobrados Só negando imposto, fraudando, colocando áreas que são urbanas Deixam como rural, como forma de não pagar imposto São áreas e mais áreas abandonadas, não cumprem a Constituição O que se quer realmente é que essas áreas cumpram a função social Ou seja, que elas tenham utilidade tanto para a questão social Seja ela no campo para reforma agrária para gerar produção Ou seja ela na cidade também para a questão da habitação Isso não é feito Então a resposta que se dá ao não cumprimento das pautas aos cortes na área social vai ter que ser novas ocupações realmente então estamos juntos apoiando o Marielle e eu acredito que a resposta que tem que se dar são mais ocupações obrigado boa tarde a todos e a todas eu sou o Paulinho sou professor Sou da CTB e dirigente do Simpro Campinas. Cumprimentar a mesa, Carlão, Gustavo, Tassi, doutora Ana. E vim aqui demonstrar toda a minha solidariedade ao acampamento Marielle Vive e o apoio à luta desses trabalhadores. Como foi dito anteriormente, na quarta-feira passada nós fizemos uma reunião que se transformou em um comitê de defesa do acampamento Mairelle Vive. E esse comitê de defesa, somado aos esforços jurídicos e comunicação, ele ganhou as redes sociais, com cartazes, hashtag, eu defendo o acampamento Mairelle Vive, da qual eu imediatamente já me coloquei nas redes, que eu estive presente no almoço, que aconteceu no sábado passado, anterior à reunião. e queria dizer, da minha grata surpresa, que eu sou professor na periferia de Campinas, na Escola Residencial São José, no bairro Residencial São José, antes do Vida Nova. E depois de eu ter postado a minha hashtag, meu apoio ao acampamento, eu fui procurado por duas jovens, duas meninas do terceiro médio, dizendo que se solidariza com os moradores do acampamento e que estão chocadas e perplexas com o que aconteceu com o Sr. Luiz, e assim tão jovens com uma compreensão da importância dessa luta que está acontecendo aqui no município de Valinhos. O tempo de permanência que vocês já lá estão demonstra a garra pela luta pela reforma agrária. E não só isso, o assassinato do Sr. Luiz também transforma o acampamento, de uma forma muito negativa, um espelho da reação que estão se fazendo com os movimentos sociais na tentativa de sua criminalização e com essa violência. Essas duas garotas que me procuraram falaram assim, professor, nós queremos fazer uma arrecadação de alimentos para levar para eles. Mas não só isso, nós queremos levar para eles. Então a escola hoje está mobilizada, os alunos estão mobilizados em solidariedade aos moradores e ao acampamento Mariel vive. As aulas estão sendo feitas e discutidas qual é o papel da terra, qual é o papel do MST, qual é o papel da luta dos trabalhadores pela sua permanência no campo e nas cidades. Então, um trabalho pequeno, em uma comunidade, mas que foi abraçado por esses alunos, porque os pais delas fizeram ocupação para morar naquele local. Eles sabem a dura realidade da permanência com a especulação imobiliária, com a especulação fundiária que nós temos no nosso país. Então, eu pedi a palavra a mais para falar e se dar esse depoimento, estou em conversa com a Tassi, quinta-feira da semana que vem, dia 5, nós estamos saindo com o ônibus fretado, e eu espero que nós consigamos uma quantidade significativa, expressiva de alimentos, para levar esses alimentos, e para também estar sendo recebido. E nós entendemos esse um gesto, um gesto bacana, importante, porque são estudantes, porque a forma como estão sendo tratados os moradores do Marielle Vibes, estão sendo tratados como escória da sociedade, que não devam permanecer lá, que são pessoas desocupadas. E o Poder Público está fazendo isso, o município da cidade de Valinhos está fazendo isso daí, quando não dá transporte escolar para os alunos, quando não deixa os moradores do Marielle Vive serem atendidos pelo SUS, e quando não dá água para esses moradores. Então, a presença de estudantes lá, e os estudantes significam o futuro, significam a geração do nosso país, a nova geração do nosso país, é um ato de solidariedade e demonstração de que nós estamos juntos. Viva! Boa tarde a mesa, aqui os presentes eu sou o Carlos do Partido Comunista do Brasil aqui de Campinas enaltecer a iniciativa diante de tantas notícias que nós estamos tendo ultimamente, a coragem de enfrentar, não só na luta concreta, como o MST está fazendo e Marielle vive, como também conseguir produzir algumas vitórias importantes como foi essa conseguida no dia de hoje. Eu acho que o Gustavo levantou e outros levantaram aqui, nós estamos debatendo um tema que é caro para o movimento social, para a população, e principalmente para aqueles detentores de terra, que é a questão da função social da propriedade. Cada um tem um jeito, está lá na lei, ela tem que cumprir uma função social. Aqui, Marielle Vive está fazendo valer a lei, ou seja, um pedaço de terra abandonado, desabitado, sem nenhuma produção, e ela então perde o seu sentido de ser se ela não tiver alguma iniciativa em cima. Então, parabenizar aquelas famílias, o próprio MST, que organizaram para transformar aquela terra parada em benefício da própria população. É dar àquela terra a função social. Nós encontramos diversos movimentos, diversos locais, em que terras longas, que não têm uso social, não podem mais existir. Nós precisamos dar um tratamento nisso. Então, acho que é um bom momento para se debater. E como sugestão para essa vitória, esses 90 dias provisórios, por quê? Eles vão tentar ainda conseguir, porque nós conseguimos uma vitória nessa batalha, nesse momento, mas a guerra continua. Que pudesse o comitê, junto com os moradores, fazer tipo uma caravana para os bairros, para as universidades, para outros pontos, porque nós precisamos ganhar as ideias, as outras pessoas que não estão no nosso meio, que precisam entender esse problema, por que se ocupou, por que se quer dar riqueza, transformar e fazer aquela propriedade cumprir uma função social. Eu acho que, inclusive, a direção do MST, até para, não vou dizer que é para o papel de constranger, mas é fazer política, é vir aqui, vamos procurar o presidente junto com os treitos, já tem quatro vereadores da casa, fazer uma visita oficial ao MST, à Câmara aqui de Campinas, falando sobre o movimento, levar em alguma universidade que a gente puder levar o próprio movimento para conversar, porque nós precisamos debater com a sociedade sobre isso, para que jovens como surgiu aqui, que o Paulinho acabou se ampliem na cidade de Campinas. Porque assim nós vamos criando uma consciência coletiva da importância que é cumprir a função social da propriedade e ao mesmo tempo, elevar o nível de que nós vamos precisar, daqui a 90 dias, de mais gente ajudando e apoiando Marielle Vive, que com certeza vai continuar e nós resistiremos. A luta sempre. Boa tarde a todos, boa tarde a todas. Cumprimento de modo especial os nossos três vereadores, a nossa vereadora Mariana, pela coragem da iniciativa e pela solidariedade ao Movimento Sem Terra. Companheiros e companheiras, eu penso que... Alô? Oi? Ah, meu nome é Durval. Obrigado. Ela pediu para apresentar. Meu nome é Durval e eu sou um velho petralha. Estou presidente de uma quadrilha municipal de ladrões e ladronas. Segundo alguns juízes, procuradores e delegados federais Limpinhos e cheirosos E quem duvidasse, basta olhar os diálogos do Intercept Brasil Para ver o quanto esses procuradores e esses juízes E os delegados da Polícia Federal Que lá em 2014, mesmo sendo delegado da Polícia Federal eles apoiaram entusiasticamente o senador, o então senador Aécio Neves para presidente. Porque eles são todos limpinhos e cheirosos. E eu sou o chefe dos ladrões local. E o Lula o chefe dos ladrões do Brasil inteiro. Não é isso? Nós temos seis ex-presidentes do Brasil vivos e apenas o Lula está preso. Por quê? Porque o Lula é o único ladrão desses seis ex-presidentes, segundo esses juízes e procuradores. Bom, deixando essa corja de toga e de gravata de lado, vamos falar de nós. Eu penso que os dias que nós estamos vivendo são dias absolutamente reveladores. Dias que estão trazendo para o Brasil e ao mundo o que é essa tragédia que abateu sobre o Brasil e que abate sobre nós. É uma tragédia histórica, centenária, porque ela é uma tragédia que continua a tragédia da escravidão de três séculos e meio. Os donos da terra. Quem eram os escravagistas? Os donos da terra. Os donos da terra. E, portanto, essa gente continua praticando, continua exercitando sempre o crime, a violência, para manterem o controle, a propriedade e o destino da terra. A terra, para eles, não tem o sentido que tem para o MST, que tem para a pequena agricultura familiar. Então, eu penso que o MST, ele representa, nesse momento brasileiro, um recorte político-cultural, um recorte econômico-social sobre para que e por que a terra, e para que serve a terra. Aqui está o MST como preservacionista, como cuidadores da flora, da fauna e dos nossos rios brasileiros. Isso é MST, não é, Tassi? Isso é MST. O MST é um produtor de comida saudável. O MST é um cuidador do meio ambiente. E quem são eles? Quem são os supostos donos da terra? Quem são esses fazendeiros? Quem são os fazendeiros do agronegócio? Quem são eles? É uma gente que cada vez mais estão convencidos e convertidos a essa lógica que alguns de vocês falaram, e particularmente os nossos vereadores chamaram a atenção sobre essa lógica da perversão, a lógica do mal. Essa velha oligarquia fundiária, que é o herdeiro tataraneto dos nossos antigos escravagistas, dessas velhas oligarquias. Eles estão trazendo de volta toda essa pulsão malévola, a pulsão da maldade, a pulsão da perversão, da perversidade contra os humanos. É por isso que um desgraçado sai com aquela caminhonete daquele tamanho e assassina covardemente o Sr. Luiz. Ele faz, por que ele faz isso, meus companheiros e minhas companheiras? Porque ele foi animado, ele foi animado por uma campanha criminosa de uma mídia corrupta, cínica, podre, manipuladora e, claro, de direita brasileira. Ele foi estimulado por essa mídia, por esse judiciário, que, como disseram aqui antes, se transformou num partido de extrema direita para perpetuar e dar golpes e para legitimar essa barbárie sobre o Brasil. Esse judiciário prende os inocentes e libera os culpados. Todos eles estão soltos. Por que é que o Sérgio Moro, o então ministro projetado pela Globo, como sendo guardião da moral e dos bons costumes? Por que é que esse infeliz, por que é que esse canalha, ex-juiz, ele manda prender o Eduardo Cunha, que talvez seja o maior gangster projetado e nascido lá naquela Câmara de Deputados? Aquele velho balcão de negócios para vender o nosso povo, para vender o nosso país. Por que é que ele prende ele e não pega o seu celular, no requisito celular, para fazer a verificação? Por que é que o juiz faz isso, gente? O nosso companheiro Lula estava dizendo na entrevista que quando invadem a casa dele, alguns anos atrás, levaram o iPod de um neto do Lula, de quatro anos de idade, quatro anos, deve ser o Arthur, talvez. O Lula não disse quem é o neto dele. Talvez seja o Arthur, que morava com o Lula e a Marisa naquele momento. Pois é, Paulinho, eles levam o iPod do Arthur aos quatro anos de idade e devolvem só um ano depois. Mas essa mesma Lava Jato, essa quadrilha de criminosos do colarinho branco, essa quadrilha togada, eles prendem o Cunha, mas não requisitam o celular do Cunha. Por que é mesmo, gente? Por que é que eles estão fazendo assim, esse tipo de ação policial-criminal? Então, meus companheiros, para finalizar aqui, eu queria demais agradecer a lembrança do nosso saudoso e querido Toninho, feito pelo nosso vereador Gustavo Peta, porque Peta, o Toninho, lembrar dele é emblemático. O Toninho teve uma vida nessa cidade de defesa dos favelados, de luta contra a especulação imobiliária. O Toninho sempre foi um combatente contra essa gente. Carlão, você, seu pai, sua mãe, todos nós, Mário, todos nós aqui, a galera que já tem barba e cabelo branco sabe disso. Ele é um militante daquela causa, dessa causa da terra, a causa da justiça. Então, companheiros e companheiras, como o Toninho, essa pessoa, que colocou no meio, no caminho da especulação imobiliária, eles deram cabo à sua vida da maneira covarde, como fizeram lá em 7 de setembro de 2001. Nós estamos enfrentando essa gente, essa turma, é uma velha oligarquia latifundiária, escravagista, pós-escravagista, que está conectada até a medula com o poder, E essa gente tomou conta e se apropriou do Brasil e dos bens do Brasil. Nós estamos fazendo aqui um brado pela defesa da ecologia, a defesa do meio ambiente, a defesa da vida. O MST é militante, é movimento social que defende essa bandeira. E nós queremos aqui, como petralhas velhos, como petistas, queremos abraçar o MST. Essa bandeira de vocês, da reforma agrária, da defesa do meio ambiente, da luta contra a destruição da Amazônia, a luta contra a fumaça e contra a escuridão, que hoje fazem dez dias que São Paulo virou noite, às 15, 16 horas. Nossa luta é para reverter essa tragédia ambiental, econômica, política e cultural contra o nosso país. desculpe eu passei um pouco de tempo muito obrigado pela atenção de vocês força ao MST e parabéns aos vereadores combativos da Câmara de Campinas muito obrigado, tamo junto obrigado, João boa tarde, companheiros e companheiras eu sou Júnior sou do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp do STU e do Coletivo Socializando Saberes A gente veio trazer também uma saudação aqui aos companheiros do MST e às companheiras. Durval, como sempre, já aborda todas as questões, e isso é muito bom. Eu acho que ele traz uma realidade de Campinas para todos nós que vivemos aqui, que é real e concreta, e que a gente precisa estar sempre atento a ela para se juntar e barrar o avanço desse ódio construído nessa cidade. E é um pouco sobre essa perspectiva. Eu acho que a morte, o assassinato do seu Luiz, que aconteceu, é a expressão nítida dessa construção do ódio nesse país. E aí é importante olhar a contradição que estava posta naquele ato, a partir do momento que você tem companheiros e companheiras distribuindo sementes, que significa o futuro, distribuindo plantas, comida, que significa a produção da vida, e vem um sujeito construído nessa conjuntura de ódio que nós temos para acabar com a vida e acabar com a construção que o MST sabe fazer muito bem e tem feito ao longo dos anos nesse país. E eu acho que essa mensagem precisa estar presente em todos nós, presente nos corações e nas mentes, para que a gente possa não perder o rumo, para que a gente nunca se esqueça de qual é o nosso caminho e para onde a gente deve ir. E eu acho que a conjuntura que a gente vive Esse país, com esse governo que está aí, com esse desgoverno que está aí, apresenta um futuro extremamente doloroso, um futuro que não tem perspectiva nenhuma para a nossa classe. E nós precisamos fazer esses atos, marcar, sim, posição nessa casa aqui, que nós sabemos que é um espaço que tem muitas contradições, porque aqui, nessa conjuntura que nós estamos vivendo, já passaram leis, já passaram os decretos aqui que não foram favoráveis à nossa classe. E nós precisamos dizer isso aqui. Nós temos hoje companheiros que estão aqui, como Carlão, como Peta, como Petorinho, que saiu daqui, como a companheira Mariana Conte, que fazem um combate aqui. Só que é um combate que é dentro de um espaço que historicamente é conservador e diante de uma quantidade de pessoas aqui que, na verdade, são maioria e acabam passando por cima de muitas questões que a nossa classe precisa, que passe por aqui e tenha rumos para garantir um futuro melhor para todos nós. Nós do movimento sindical, especificamente o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, estamos também enfrentando essa conjuntura com ataques direto. O governo do Estado, que é o Dória, tem atacado a universidade, destruído a possibilidade da universidade continuar existindo no Estado de São Paulo. E isso precisamos dizer, porque estamos juntos com os companheiros do MST, porque estamos juntos com o campo e com a cidade na perspectiva de construir, sim, o poder popular, na perspectiva de construir, sim, uma educação pública gratuita de qualidade. Por isso, estamos nessa trincheira, assim como os companheiros estão na trincheira que estão. E a gente precisa somar forças. E esse momento aqui é um momento que a gente pode unificar e somar força para isso. Mas é preciso dizer para os companheiros e companheiras que nós, nas universidades, que ao longo dos anos tem sido colocada como um espaço de elite, e é de elite, sim, mas nós precisamos dizer que nos últimos anos, no governo do presidente Lula e da Dilma, nós colocamos uma cunha dentro das universidades. Nós precisamos aprofundar o espaço de acesso ao ensino superior, sim, mas nós colocamos uma cunha lá. E lá estão companheiros e companheiras que entraram, negros, índios, companheiros do movimento popular, para fazer a luta lá dentro também. Então, nós, do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, estamos trazendo aqui esse cenário também e a nossa solidariedade, e para dizer que estamos juntos na luta, nós fazemos parte também do comitê que vai dar o apoio, do grupo que vai dar o apoio ao MST, e quero dizer aos companheiros e companheiras que nós estamos juntos nessa luta e nas trincheiras que nós vamos construir e fortalecer daqui para frente. Então, um abraço a Tassi, a Ana, Carlão, Peta, Petorinho que saiu aqui, Mariana Conte, que não pôde estar presente. Estamos juntos, gente. Venceremos. Obrigado. Cidalino Arce Jr., Pato Rocco. Mais Pato Rocco. Às vezes eu falo que meu nome é Pato Rocco e o apelido é Cidalino Arce Jr. Dirigente Sindical, do Metalúrgico Campinas Região. Junto, sempre que possível, apesar de todas as dificuldades na luta dos companheiros ali. Em Valinhos, moro em Valinhos. Aliás, eu queria saber se eu posso falar aqui em Campinas. Sou morador de Valinhos. Acho que posso, né? E posso porque a luta pela terra tem que ser vista como uma luta da classe. Da nossa classe. Assim como a dos negros, das mulheres, dos homossexuais. A gente precisa entender que é por aí. Porque senão a gente vai achar que cada um faz a sua e a gente não vai chegar a lugar nenhum. Então, quero saudar os companheiros da Mesteia, as lutadoras e lutadores que estão nessa plenária. os lutadores e lutadoras com a nossa concepção, não os lutadores da repressão, e que a gente tem 90 dias de fôlego aí, se tudo correr bem, para não dormir, para acordar mais ainda e para tentar mobilizar mais ainda para garantir que ali vire um espaço de moradia de homens e mulheres que estão ali buscando um espaço para realizar um sonho e que não deixem matar esse sonho. E ali tem metalúrgico Inclusive da Eton Ex-metalúrgico da Eton Morando lá Inclusive ele disse que faz parte Do setor de educação lá Tá lá, a gente já se trombou várias vezes lá Pra ver onde que nós estamos chegando Até outro dia Um metalúrgico era considerado doutor E olha as coisas como vão indo A gente tá aí vendo o que tá acontecendo Com a nossa classe esse governo, ele conseguiu uma proeza e essa proeza tem que ser mantida depois que a gente derrotar ele mas não derrotar ele enquanto pessoa derrotar ele enquanto projeto dessa direita que está aí que ao derrotar essa direita que está aí o campo de esquerda possa ter a capacidade de continuar sentando numa mesma mesa para discutir o que fazer para avançar naquilo que a gente tem como pauta porque senão a gente entrega de novo na mão dos caras e a gente tem que acreditar que isso é possível então saudar a luta dos camaradas lá a todos que estão aqui e vamos manter firme e fazer tudo aquilo que se faz necessário, que seja feito para a gente conseguir garantir aquele espaço tantos outros estão em disputa por aí nós estamos vendo um cara eleito que está causando um negócio aí, hoje já falei muito Carlinhos, você pediu que tem vindo de peão, fala, puta que pariu o que eu fiz? a gente avisou estou arrependido, não basta estou com vergonha, ainda bem mas é pouco Nós temos que transformar toda essa revolta para poder resgatar aquilo que a gente está perdendo. Já perdeu, mas é possível resgatar. Os trabalhadores desse país perderam todos os direitos. Os trabalhadores desse país não vão se aposentar, se passar e pelo que tu indica que vai passar a Previdência. Os trabalhadores desse país vão perder a educação pública, o que ele está cortando. Nós vamos respirar o que daqui a pouco que ele está entregando e queimando aquela coisa lá que todo mundo tinha que ter, aliás esse debate da Amazônia está trazendo um debate, muitos de nós que deixam um pouco esse debate ambiental de lado ele coloca uma pauta que todo mundo está falando não podemos deixar acontecer o que está acontecendo ali, então ele consegue juntar a gente e a gente precisa continuar junto para enfrentar o que está colocado, eu estava conversando com um camarada ali eu sinceramente não sei como estão as questões das organizações com as igrejas de Valinhos mas certamente alguns se colocam à disposição, eu queria fazer uma sugestão, eu me faço parte disso apesar de não ser frequentador de religião em missa, culto, a respeito que ele vai, da gente começar a organizar uma delegaçãozinha para participar das missas que tem na cidade e como vocês tem uma capacidade emenda de fazer mística, fazendo a entrada ou a saída da missa, para falar, estamos aqui o seu padre negou o espaço para nós aqui para discutir o direito, a dignidade humana de tanta gente que está lá jogada à margem da sociedade estamos aí, firme na luta e venceremos com certeza, obrigado Obrigado, Pato Roco Bom, nós, antes de Devolver aqui para a mesa Fazer as considerações finais Eu gostaria Aqui de socializar com o Gustavo Eu acho que nós vamos Na segunda-feira Fazer um questionamento Formal à presidência da casa Porque nós não aceitamos A polícia nos fotografar aqui dentro porque nós não chamamos a polícia, nós não pedimos a guarda municipal, e a gente, quando tem encontro aqui na casa, que não são trabalhadores, que são patrões, empresários, não tem essa gravação. Então, nós vamos fazer esse questionamento para que a gente possa cobrar da presidência quem é o responsável, e exigir que eles devolvam, que eles apaguem essa foto que foi feita aqui, porque nós temos fotógrafos, companheiros, profissionais, parceiros, e não precisamos de ser fotografado com a polícia. Então, a polícia tem que cuidar do crime organizado que está lá no Hospital Ouro Verde, que está nos bairros aqui da periferia, explorando a nossa população, nós não podemos aceitar isso. Então, Gustavo, eu queria que, na segunda-feira, nós pudéssemos fazer essa... Nós vamos... Pois não, por favor. Pode ir lá. Mas, já colaborando, nós vamos, Carlão, além do questionamento ao presidente da casa, nós vamos fazer um questionamento também ao chefe e ao secretário que cuida da Guarda Municipal em Campinas. Porque a Guarda Municipal, com todo o respeito ao trabalhador que está aqui, a Guarda Municipal tem tanta atribuição, tanta demanda na cidade, principalmente para cuidar dos equipamentos públicos, para cuidar de diversas questões na cidade, e há um desperdício de recurso público, inclusive ao enviar a Guarda Municipal para acompanhar uma atividade democrática como essa que está acontecendo aqui. Então, nós vamos fazer um requerimento ao presidente da Casa e também ao secretário Bajo, que é o secretário de Segurança Pública de Campinas, porque a ordem deve ter vindo dele. Então, nós vamos fazer esse questionamento também, e também à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Obrigada. do ponto de vista da concepção da luta, do ponto de vista da solidariedade, do ponto de vista da... do ponto de vista da articulação entre os movimentos sociais, eu gostaria de lembrar também, em cima desse total apoio aos requerimentos que os vereadores vão fazer, de fato, para determinar qual é o serviço de cada... o serviço da PM, o serviço da Guarda Civil, e também dizer que, só lembrando, que esse ato é um ato construído coletivamente pelo Comitê de Solidariedade ao Acampamento Marielle Vive, certo? Bom, nós, na entrada, fomos barrados pela Guarda Municipal de entrar aqui dentro com a nossa faixa do acampamento Marielle Vive. O acampamento Marielle Vive sendo homenageado, e nós somos impedidos de entrar com a faixa, com o nome e os dizeres do acampamento. Se era porque tinha um bambu amarrado, o bambu para nós, quem quiser conhecer, quem ainda não conhece, vai lá no acampamento Marielle Vive e vai ver para que serve o bambu para a gente. O bambu para a gente não é arma para bater em ninguém. A gente não anda armado porque nós somos trabalhadores e trabalhadoras. O bambu para nós é simbólico. O bambu para a luta pela terra é simbólico. O bambu serve para sustentar um barraco de lona que homens e mulheres e crianças vivem dentro dele. Então tenha respeito com os nossos símbolos. E dizer, qualquer pessoa pode ver, os nossos símbolos estão presos ali no corredor, para o lado de fora dessa casa, porque nós fomos impedidos de entrar aqui dentro dessa casa, que é pública, fomos impedidos de entrar com os nossos símbolos no dia do ato de solidariedade ao nosso acampamento. Queria deixar registrado e denunciar isso aí também. A Guarda Civil que prendeu. Obrigado. Bom, eu passaria então para as considerações sinais aqui Pode ser três minutinhos para cada um Para dar tempo de a gente terminar dentro do horário Bom, pessoal Estou muito feliz de poder estar aqui E agradecer a iniciativa dos vereadores Carlão, Gustavo, Pedro Tourinho, Mariana, por estar abrindo espaço aqui da casa de vocês, que também é nossa, e para contribuir com esse debate da questão do acampamento Maria Livive, questão da reforma agrária. Feliz também, gente, pelo resultado hoje que a gente obteve com a decisão da Justiça, embora seja parcial, mas também feliz. Mas eu queria lembrar, eu deixei de falar, e agora o Pato Rouco e o Carlão lembraram, na questão de o que esse pessoal de Valinhos veio fazer aqui, Campinas. Lembrar que são trabalhadores e trabalhadoras que também contribuem aqui com o município. Muitos deles têm trabalho aqui, muitos deles vêm comprar no comércio, se utilizam de transporte público, de escolas. E aí, lembrando essa questão da xenofobia, quando eu fui para Valinhos, se não fosse a minha militância, a nossa militância, minha e do meu companheiro, indo para Valinhos, enfrentando xenofobia também, gente, hoje a gente não estaria aqui lutando junto ao movimento. A gente teve o prazer de poder estar aprendendo com o pessoal do movimento, aprendendo e construindo junto com o pessoal do Marielle. Isso, para nós, foi muito gratificante poder estar aqui, mas foi por conta da xenofobia também que nos impediu de continuar a militância lá em Valinhos, mas nós não desistimos do movimento, não desistimos do acampamento Marielle. Então, nós vamos seguir em frente nessa questão. Também a questão da defesa do seu Luiz, que já não está mais aqui com nós. Deixar claro também que nós estamos na ação penal, nós vamos acompanhar como assistentes de acusação o processo na ação penal do Sr. Luiz. Lembrando que o Carlos também está aqui conosco, companheiro que sofreu na questão do acidente. Também tem um trauma nesse sentido, e nós também queremos garantir a integridade dele nessa questão. E a questão da importância do comitê, como vocês falaram. Eu acho que o comitê foi um símbolo, um marco também para essa questão da resistência, a questão de mobilização, que foi muito boa, muito grande. Então, eu acho que nós estamos com 90 dias de suspensão. E eu acho que o comitê também vai fazer a diferença. Então, não vamos parar. Jurídico, direitos humanos, continua, mas eu acho que todo mundo em conjunto. Os acampados, meus companheiros acampados de luta, eu acho que também é fundamental a luta de vocês, vocês abraçarem, vocês não desistirem. Isso eu levo comigo também nessa questão da vitória parcial hoje. Então, meu muito obrigada, Carlão, muito obrigada, Peta, aos demais. E é isso, gente, a luta segue. Por favor. Só acrescentar aí nas denúncias que serão feitas, Os únicos momentos que a polícia militar esteve dentro da casa foi durante a minha fala, então, claramente, por uma perseguição, a fala do movimento social, e foi gravada e tirada foto. Então, a única presença, a gente não registrou, acho que todas as câmeras estavam aqui, mas eu ouvi bem, então também é importante, inclusive, a gente pegar essas imagens, porque, infelizmente, a gente tem sofrido muitos processos de criminalização também, embora os criminosos, a gente sabe que é quem não está cumprindo a função social da terra, como têm demonstrado as nossas vitórias jurídicas que temos ganhado naquela área. Companheirada, então, para finalizar, muito boas as intervenções de todos os companheiros que usaram a tribuna, assim como os vereadores que também usaram a fala. Gostaria de dizer que o Marielle, então, ele também é um símbolo Ele é mais do que a luta ali específica daquelas famílias Embora isso seja fundamental Mas é o momento de toda a região de Campinas dizer O que a gente quer com a terra A gente quer a terra para condomínio fechado Para especulação imobiliária Para veneno Ou a gente quer a terra para a vida Para reforma agrária Para produção de alimentos saudáveis para solucionar, através da distribuição, tantos problemas sociais que vivemos no nosso país. Hoje é dia, sim, de tomarmos uma cerveja com os companheiros e companheiras, dar muitos abraços, se der para comprar uma linguiçinha, colocar em cima de um carvão quente, fazer um churrasquinho, e aproveitarmos hoje a nossa vitória, mas sabendo que amanhã é dia de arregaçar a manga companheiros e companheiras, temos 90 dias para fazer muitas lutas, para estar em muitas ações, tanto aqui em Campinas, em toda a região, na cidade de Valinhos, para fortalecer internamente o acampamento Marielle Vive, com as nossas produções agroecológicas, com sistemas agroflorestais, com educação, com coletivo LGBT, coletivo de mulheres, coletivo de cultura, juventude, todos os nossos setores, Cozinha Coletiva, Cirando Infantil, e tudo isso que a comunidade já realiza, vamos fortalecer. Pedimos para que todos os companheiros e companheiras sigam firme na campanha do comitê, em apoio ao acampamento Marielle Vive. Esses dias serão fundamentais, 90 dias passa rapidinho, então, vamos ter que estar muito firme, realizando visitas, participando, fazendo essas caravanas, como sugeriram em uma das falas, está presente em todos os locais da cidade, e pautando o acampamento Marielle Vive, que hoje é, sim, uma trincheira importante de luta aqui de todos os movimentos sociais, de toda a classe trabalhadora da região de Campinas. Todos estão convidados a irem ao acampamento, a almoçarem um dia com as famílias na cozinha coletiva, nem precisa avisar, podem chegar lá e comer junto, mas vamos também preparar muita festa, noite cultural e um forrozinho para nós. Pátria livre, venceremos! Pátria livre, venceremos! Pátria livre, venceremos! Não, gente, então, só para encerrar, saudar a participação de todos, todas as falas. a gente vai tomar, sim, esses encaminhamentos, porque isso diz respeito à nossa luta contra a criminalização dos movimentos sociais. Então, a gente precisa reagir a qualquer atitude como essa que nós observamos no ato de hoje. E dizer assim, ontem eu tive a oportunidade de visitar uma escola no Osiel, e eu vi um trabalho de alunos da escola lá pública, a Escola Municipal, os alunos apresentando a história do Osiel, quem foi Osiel e o porquê do bairro deles se chamar Osiel. E a história do Osiel em Campinas é uma história de algumas décadas atrás. E foi uma homenagem que aqueles que ocupavam aquele espaço abandonado por muitos anos e também alvo de especulação imobiliária, fizeram a um dos combatentes que caiu, que tombou em Eldorado dos Carajás. E quando o MST escolhe fazer a homenagem a Marielle, a gente observa lá no futuro, daqui uns 20 anos, a gente também poder visitar um bairro já em fase final de regularização, que vai ser o bairro Marielle Vive, que vai ser fruto da luta de todos vocês, de toda essa rede de solidariedade, que vai tornar o Marielle Vive um bairro da cidade de Valinhos, regularizado. Não, um bairro não, porque na área do campo, mas pelo menos uma área, uma região da cidade de Valinhos em que a gente vai ter a oportunidade de tornar a memória viva dessa grande combatente que foi a Marielle, que também tombou lutando pelo povo brasileiro. Muito obrigado, parabéns, viva o acampamento Marielle Vive. Bom, e para encerrar, só lembrando, essa casa recepcionou, sábado, a fundação de um núcleo da UDN, e não tinha um policial aqui. Então, nós vamos ter que ocupar essa casa mais vezes e cobrar das autoridades que essa casa é do povo e a gente vai voltar aqui quantas vezes for necessário. Obrigado pela presença e boa luta a todos. Venceremos! Vivem! TV Câmara, Campinas.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do REUNIÕES

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
2:14:35

Palestra: Mídias Sociais para Vereadores: Estratégia, Conteúdo e Conexão com a População

2:14:35

Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade II

43:39

40ª Reunião Solene

29:50

35ª Reunião Solene

50:19

21ª Audiência Pública 2026

1:58:53

Debate Público sobre o Financiamento do SUS

1:18:28

1ª Reunião Extraordinária da Comissão Permanente de Relações Internacionais

2:21:50

Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade

2:04:12

Palestra "Capacitismo e Quebra de Barreiras"

2:41:28

Palestra – Campanha Janeiro Branco: Cuidar da Mente é Reescrever a Vida

1:41:06

8ª Reunião da CEE Políticas Públicas Voltadas às Pessoas com Alguma das Neurodivergências

2:00:26

Debate Público “Tecendo a Lei das Mestras e Mestres de Campinas em Diálogo com o Brasil"

1:02:50

Debate Público | Eldorado vive: 30 anos de luta por terra, dignidade e reforma agrária

13:33

1ª reunião extraordinária da comissão permanente de educação e esporte

1:54:25

2ª reunião ordinária da comissão permanente da mulher

5:41

2ª reunião ordinária da comissão permanente de política urbana

13:12

2ª reunião ordinária da comissão permanente de mobilidade urbana e planejamento viário

10:09

1ª reunião ordinária da comissão permanente de administração pública

1:33:18

1ª reunião da comissão de defesa dos direitos da criança, do adolescente e da juventude

1:26:36

85ª reunião solene

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
14:31

Café com o Presidente

36:59

Saúde é Vida | Transtornos de Aprendizagem

30:05

Ser Empreendedor | Empreendendo Com Cosméticos Artesanais

36:48

Por Dentro da Câmara | Secretaria Geral da Câmara

30:45

Conexão Cultural

58:23

Questão de Ordem | Projetos Causa Animal Câmara

43:21

Ponto de Vista | Brasil Está Envelhecendo: Os Desafios de uma Nova Sociedade

42:17

Mãos Solidárias | AEA - Associação Evangélica Assistencial