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QUESTÃO DE ORDEM - POLÍTICAS SOBRE DROGAS
Em destaque · HD Vídeo · QUESTÃO DE ORDEM

QUESTÃO DE ORDEM - POLÍTICAS SOBRE DROGAS

25 views Publicado 12/05/2023 HD · 1:05:28

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Diante do aumento de substâncias identificadas e incluídas na lista de drogas proibidas para uso no Brasil, como atuar e como lidar com essa realidade? Como implementar a política sobre drogas? No Questão De Ordem de hoje a gente conversa com o presidente da Comissão de Política de Prevenção às Drogas, Nelson Hossri e o membro da mesma Comissão vereador Zé Carlos, contamos também com a participação da presidente do COMEN, o Conselho Municipal de Entorpecentes.

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[Música] olá para você que assiste a TV Câmara Campinas começa agora um novo questão de ordem porque olha só em mais de 10 anos 140 substâncias foram identificadas e incluídas na lista de drogas proibidas para o uso no Brasil foram adicionadas nesta lista substâncias de uso proibido uma categoria que Abarca três sublinistas Incluindo aí entorpecentes e psicotrópicos Neste período também a velocidade de produção Distribuição e consumo dessa substâncias tem impactos graves em pelo menos duas áreas na saúde e na segurança nos últimos meses por exemplo a maconha sintética também conhecida como K2 K9 ou Space entre outros nomes virou uma grande preocupação nacional com o aumento das apreensões pela polícia e do número de usuários em grandes centros urbanos o canabinoides sintético segundo órgãos internacionais de saúde já foram identificados em mais de 300 variedades da nova droga em 2022 em geral todas são feitas de maneira parecida em laboratórios clandestinos usando produtos químicos como solvente para imitar os efeitos da maconha que numa potência 100 vezes maior que a cannabis natural diante disso como atuar e lidar com essa nova realidade como implementar a política sobre drogas no questão de ordem de hoje para fazer essa reflexão nós convidamos o presidente da Comissão de política de prevenção às drogas aqui da Câmara Municipal de Campinas o Vereador Nelson offire o membro da mesma comissão Vereador Zé Carlos e também nós contamos com a participação da Presidente do Conselho Municipal de entorpecentes aqui Amarilda Martins e também com a Lúcia depois doya que a Presidente do Instituto Padre Aroldo conselheira do conedi também vice-presidente aí da integra Campinas que é uma associação de entidades filantrópicas de Campinas e região e a gente lembra também que ela também é do Conselho Estadual de política sobre drogas de São Paulo pessoal sejam todos bem-vindos a gente partir de uma primeira pergunta quando a gente pensa nessas novas drogas e nesse contexto de prevenção O que que a gente pode dizer o que vem a mente em primeiro lugar Lúcia seja bem-vinda boa tarde Agradeço o convite É uma honra estar aqui falando para toda a população de Campinas eu penso em criança que me veio a mente são as crianças e os adolescentes que precisam de um cuidado e uma atenção muito especial é uma atenção com programas qualificados com programas reconhecidos com programa cientificamente entendidos e pesquisados mas quando a gente quer um serviço de qualidade uma atenção de qualidade que de fato gera e prevenção a gente tem que se unir a quem está estudando esse tema e em Campinas tem muitas iniciativas as escolas da cidade o serviços da assistência social que trabalham com crianças e adolescentes Instituto Padre Haroldo trabalha com mais de quase 400 crianças em serviços de Convivência da assistência social e uma coisa muito importante família é cuidar das famílias famílias e situação de vulnerabilidade social cuidar de moradia cuidar de espaços de lazer de Cultura espaços do esporte isso é prevenção de um sentido muito amplo a criança que Experimenta uma droga hoje com oito já dez anos daqui 10 anos é essa adulto que já tá em situação lamentável sabe que quanto mais precoce o uso mais prejuízos tem cognitivos e na vida de qualquer pessoa Marilda seja bem-vinda qual é o pensamento do Conselho quando a gente pensa nessa questão aí né Qual é o primeiro pensamento a Lúcia falou em criança e você Boa tarde Boa tarde a todos eu agradeço o convite de estar aqui participando de um tema tão importante né para todos nós como conselho eu acho que a gente não tem como deixar de falar do jovens né quando a gente fala em drogas a gente percebe que é muito direcionado para esse público né porque a curiosidade é a sensação de prazer né e é onde há muito questionamento há Muita cobrança Então eu acho que a gente não tem como fugir dos jovens acho que o ponto mais importante se a gente cuidar desses jovens bolas com a família eu acho que tem que ter uma uma mão uma via de Mão Dupla entre os alunos Escola e família né esse tripé eu acho muito importante para a gente falar de droga né para a gente falar em prevenção às drogas eu acho que se a gente é cuidar bem dos nossos jovens começando pelas escolas porque quando a gente fala em política pública sobre drogas a gente não fala só de assistência social a gente não fala só de saúde a gente fala de esporte a gente fala de moradia né a gente fala de educação então assim é um conjunto acho que a gente precisa trabalhar junto se a gente quiser ter sucesso nessa prevenção contra as drogas Obrigada Marilda Vereador Nelson acervo Boa tarde quando a gente então fala nesse sentido e o senhor que é o presidente da Comissão aqui da câmara Qual é o primeiro pensamento vereador Eu acho que eu sigo aí a linha da Lúcia né nas nossas crianças né como que nós vamos permitir essa Crianças amanhã sendo paz representantes legais sem serem educados né e eu presencio isso praticamente todos os dias pais que não conseguem educar porque não foram educados e essa questão das drogas eu acho que se inicia assim no ambiente escolar eu lembro perfeitamente da minha época de escola escola pública escola particular e até mesmo Universidade Eu nunca recebi uma palestra sobre drogas primeira palestra de drogas que eu assisti foi a minha no dia 22 de abril de 2005 na casinha branca no Jardim São Marcos foi minha primeira palestra que eu fiz então acredito muito nessa prevenção mas acompanhada também de outros outras ações como a repressão ao tráfico o tratamento para aqueles que tem a seja voluntário compulsório e também a prevenção como Carro Chefe acho que a prevenção ela vem também até no próprio tratamento porque quando você está tratando uma pessoa você está evitando que piore né você está amenizando uma situação e a gente fala como a própria Marilda disse né não é só uma questão de assistência social mas a gente sabe que Assistência Social saúde e segurança tem que caminhar junto e eles têm que ter uma interrupção para desenvolver em políticas públicas eficientes e a valorização também das Comunidades terapêuticas que infelizmente nós estamos observando aí Direto e Reto a saúde mental sempre colocando de lado sempre tendo um olhar um pouquinho mais de forma a descartar e acreditando apenas nos Capes Aldeia como se isso fosse a salvação mas as comunidades também para isso e boa tarde a todos boa tarde Lúcia Boa tarde Zé Carlos Marilda que vem desenvolvendo aí um excelente trabalho lá na coordenadoria de política de prevenção às drogas então tô muito satisfeito e é um prazer participar aqui da questão de ordem a gente lembra inclusive que nós teríamos a presença também da Secretária Municipal de assistência social e direitos humanos mas que em função de um problema pessoal ela não pode participar os conosco e a Marilda também é da Coordenadoria como Vereador já citou de prevenção as drogas essa Coordenadoria que tem é um acento no Conselho Municipal que tem participação tanto do governo Municipal quanto da sociedade civil faz parte também da comissão de políticas de prevenção as drogas aqui da Câmara Municipal avalia qual é a primeira coisa que vem ao pensamento quando a gente pensa nessas novas drogas ali o exemplo né da K9 por exemplo mas quando a gente pensa em trabalhar a prevenção Boa tarde Lúcia Boa tarde Marilda Boa tarde Nelson acho que é o nosso presidente da Comissão de políticas contra droga né vamos dizer assim eu acho que todos que falaram Aqui foram muito felizes eu acho que a prevenção a primeira previsão começa na educação do nossos filhos eu vou dizer porque é claro que tem que ter uma continuidade eu eu tive esse problema na família graças a Deus na minha família não tem nenhum drogado Olha que a minha família é grande mas quando eu percebi meu filho ele tava caminhando em direção quando ele foi fazer faculdade imediatamente é eu não tinha como ficar com ele 24 horas mas eu e minha esposa fomos fazer faculdade depois de velho porque a gente sentiu é a minha mulher pegou um pouquinho lá de um cigarro entendeu E a gente foi graças a Deus hoje meu filho não não chegou a ser um viciado graças a Deus mas a gente ficou caminhando junto vamos para a faculdade fazer faculdade ele não ele nos ensinou que aquele O problema que ele tava se iniciando dentro desse mundo de droga que nós a família precisa estar perto e também o que o Nelson falou é importante esses essas que cuida de drogado precisa ter um respaldo maior do poder público que não tem de repente eu já nós já numa conversa que eu tive com o prefeito nós precisamos ter cuidado eu assisto muito de televisão eu vejo aquela Cracolândia lá em São Paulo e a gente tem que que acabar é com o pessoal que distribui traficante mas se não aqui em Campinas a gente vê criança de 8 a 10 anos é um dano que nem zumbi no meio daquela daquela daquela multidão que é essa canovis que tem vários nomes Então eu acho que a prevenção ela tem que ter contínua ela passa pela família a família não pode jamais deixar o seu filho à vontade passa depois junto com as escolas juntamente com os professores através de palestra através de de sistemas educacionais diretamente ligado a esse tipo de prevenção e depois junto com as entidades que estão aqui né representada que faz um papel de extremas de extrema importância e que tem que ser dado valor merecido que elas têm que ter uma que infelizmente no nosso país ainda não tem então e você que assiste a questão de ordem pode a partir de agora Enviar um WhatsApp para gente com perguntas ou colocações aqui para os nossos entrevistados Aí 19978293-776 mande o seu WhatsApp e a gente vai respondendo aqui na medida do possível Lúcia a gente falou aqui da questão da criança Inclusive a gente falou também o Vereador Nelson mencionou a questão do CAPS AD e toda a sua importância Vamos então partir desse público hoje O que que tem em Campinas a gente sabe da importância do contraturno escolar por exemplo para prevenção porque ele tá tendo uma atividade não é copitado e tudo isso mas por exemplo hoje quando a gente pensa numa situação de uma criança que já tem a constatação de uso de algum tipo de droga existe algum lugar especial para ela ficar porque a gente sabe que existe por exemplo é maior de idade mas em Campinas existe esse serviço público não existe você que já já tá inclusive na questão da política né em ter o que que se pensa em política pública para criança nesse sentido a partir do momento que talvez a prevenção tenha falhado em um ponto e ela hoje já faz uso de drogas Olha menina é um assunto bastante complexo porque não há um consenso e não há uma construção e há muita destruição como se uma metodologia invalidasse a outra elas metodologias são complementares as abordagens são complementares em política pública sobre drogas nós precisamos Pensar todos os eixos a redução da demanda a redução da oferta a segurança pública Assistência Social a saúde a educação não dá para negligenciar uma área então a criança hoje existe o cuidado de crianças que já estão comprometidas com uso de substâncias nos Caps Esse é o lugar onde vai o CAPS Infantil que são os que cuidam de crianças e adolescentes com menos de 18 anos mas não caps para criança não não aqui no município de Campinas a opção da Secretaria de Saúde é que o CAPS Infantil cuide de todas as questões de saúde mental das crianças e adolescentes Tá ok eu insisto muito em que os programas de prevenção mesmo aquela criança que está iniciando os programas de prevenção abordagem direto com a família com as crianças podem tirar essa criança dessa situação a criança o adolescente eles precisam ser olhados precisam ser cuidados então quando isso tá começando quem cuida disso é Assistência Social é a educação esse equipamento de saúde Será que na triagem dos equipamentos de saúde da rede básica se olha para isso então você vai ao pediatra criança vai ao pediatra e pediatra identifica isso a escola Será que a escola olha para isso como é um assunto muito difícil o que a gente tem visto deixa de lado não cuida e aquele problema só vai agravando porque aquela família não é cuidada uma família como a gente atende lá no campo belo nós nos serviços de convivência Instituto paderoudo Esse mês tá fazendo 45 anos então nós estamos dentro desse desse universo é muito muito tempo lá no nosso serviço do Campo Belo não tem um equipamento de saúde ali do lado se a criança já tá indo para esse caminho aquela família precisa ser assistida precisa ser acompanhada problema de moradia eu acho para mim ele é norteador da política de álcool e drogas porque a moradia ela dá sustentação a uma família um lugar a criança volta sempre para o mesmo lugar não fica circulando na rua que a gente chama de circularidade não vai depois para a situação de rua a coisa não se agrava então a política tem que ser intersetorial e complementar olhar para o Todo essa é o que a gente vem discutindo nos conselhos tanto no Estadual nós vamos a Marilda vai falar um pouco no começo vamos também trabalhar o plano um plano para cidade é isso que eu ia perguntar então aproveitar a Marilda Marilda primeiro lembra explica um pouquinho para o nosso telespectador para você que nos assiste Inclusive a gente tá com uma questão de mudança de nomenclatura a lei tá sendo aprovada aqui para as atividades do comer mas você deve conhecer ainda como comer logo vai mudar esse nome né mas Marilda Qual é a função do Conselho né nesse contexto de prevenção e quando a gente fala inclusive dessa política pública como Campinas está nesse contexto nós já temos a preparação para um plano municipal sobre drogas como o conselho tem se articulado nesse sentido bom o coém com cílio Municipal de entorpecentes a gente iniciou uma discussão sobre o plano Municipal do sobre drogas Campinas não tem né isso eu acho que é uma uma um tema assim um plano que tem que ser discutido com a pouco junto com a população né com a sociedade civil poder público para a gente fazer esse plano elaborar esse plano é Campinas necessita acho que como qualquer outra cidade mais pelo tamanho de Campinas os problemas que nós já a gente vem tendo então a gente acha que precisa tratar esse tema com uma certa urgência né o homem Hoje ele ele propõe as diretrizes de política Municipal de prevenção uso de drogas Ele também é um órgão de orientação de fiscalização Geral de prevenção de orientação recuperação e inserção social de usuário de drogas eu acho que falando de tratamento para adolescentes para infantil eu acho que a gente é muito carente disso eu acho que como um todo né como a Lúcia disse nós temos só o capsical trata da de uma criança de uma forma geral não direcionada né e eu acho que isso a gente acaba sonegando se essa palavra correta é um tratamento mais específico no que diz as drogas né que é que é que a gente acha que tem que olhar com outros olhos tem que ter um especialista né para tratar essa criança e Campinas hoje infelizmente não tem inclusive comunidades terapêuticas pelo menos as que eu conheço geralmente são para pessoas maiores de 18 anos para criança não tem não tem criança não só maior de 18 anos tá ok inclusive que 2005 foi a primeira palestra que o senhor assistiu hoje pensando nessa questão da prevenção e pensando até nessa necessidade que Campinas tem de ter uma política Municipal que contribuição hoje a comissão da câmara pode dar nesse sentido acho que acreditar um pouco mais na questão da internação compulsória eu vejo assim as políticas públicas existentes totalmente fracassadas eu vejo o governo seja por parte da Secretaria de Assistência que é a mãe dos moradores de rua né não tomar Nenhuma medida dentro das suas atribuições que seria uma interlocução com as demais secretarias saúde trabalhe renda educação segurança eu não vejo isso acontecer eu vejo entrega de cobertor e vejo entrega de comida isso para mim não é política pública para mim seria um trabalho voltado essas pessoas que não tem mais discernimento como você fala em revitalização de um centro Como que você fala em prevenção as drogas dentro de umas dentro das escolas sendo que não existe o básico que é tirar essas pessoas de circulação porque elas não têm mais discernimento estão colocando em risco a vida delas devido ao uso e abusa da droga da substância como também a vida da sociedade nós tivemos casos assim fora do normal quem conhece uma Cracolândia seja de São Paulo seja de Campinas vai entender o que eu tô falando as pessoas estão ali não é só vendendo o corpo não Em troca da droga elas estão cometendo atos de violência e criminalidade e o estado no caso o poder público precisa intervir e não está aparecendo Nenhuma medida você falar para mim por exemplo de caps AD é excelente encaminha emenda em positiva quase mais de 300 mil reais não podemos colocar o caps como a única medida o caps AD não não dá ela pode ajudar em alguns casos Como que você por exemplo vai acreditar num capsi que é o CAPS Infantil onde trata-se não só o dependente químico ali tem um autista ali tem um síndrome de Down e me fala por exemplo uma criança que está sendo que vive com o pai que é usuário de droga tá colocando em risco essa pessoa essa criança não tem a mãe o pai está levando essa criança eu tô falando de um caso de uma situação que chegou no gabinete tá o pai sai a noite para usar droga entra para dentro do mato leva essa criança junto a gente não sabe se essa criança sofrendo violência sexual fala para mim que pai que vai levar para um cafezinho não vai levar uma criança que tem autismo aí você tem que chamar a guarda municipal Você tem que chamar o Conselho Tutelar Você tem que chamar Secretaria de Assistência Social Você tem que chamar todo mundo para eles terem coragem e fazer alguma coisa para onde essa criança vai vai para um abrigo para onde que esse pai vai ele vai se ele quiser de repente por uma comunidade terapêutica para um tratamento se ele aceitar um programa Recomeço se ele aceitar né o Amparo da do tratamento voluntário Então essas pessoas em situação de rua é 80% dos dependentes químicos ali necessitam de internação compulsória e no próprio conselho quando apresentei um dos projetos que seria esse centro de acolhimento e tratamento Municipal essa fazenda ou um nome pejorativo que seria o Poupatempo do dependente químico das pessoas vulnerabilidade para realizar em todos os serviços no mesmo local teve uma uma senhora lá da saúde mental que falou não nós realizamos internação compulsória eu falei quantas vocês realizaram até agora eu tenho mais de quatro casos no gabinete só no gabinete fora os que chegam via Zap ela me falou três fizeram três internações em um ano e aonde eles são internados de forma compulsória no Hospital Ouro Verde ficou numa maca recebendo lógico medicamento lógico dentro desse contexto de tratamento eles precisam de um espaço Aonde eles possam trabalhar tudo aquilo que o próprio Instituto Padre Haroldo trabalha né mas com uma retaguarda médica a única diferença é essa acho que passa se ali três quatro meses do tratamento E aí passa a ser voluntário a pessoa tem que voltar a ter discernimento você precisa saber se ela não tem uma outra comorbidade também né assim mas isso é tudo dentro do seu devido tempo não é de qualquer forma não é chega e já começa a ter ligação com a sociedade com a família enfim mas eu acho que o Amparo para essas pessoas infelizmente essas pessoas que estão em situação de rua é através de internação compulsória Então acho assim enquanto o poder público não acreditar na internação compulsória nós vamos continuar enxugando de Tá certo olha começaram a chegar as perguntas aqui a pergunta primeiro Marilda sou o Gabriel blaia e queria perguntar para Marilda onde como buscar ajuda gostaria de parabenizar pelo trabalho que vem realizando Obrigada hoje é na cidade de Campinas nós temos o padre Haroldo a comunidade de Padre Haroldo que é através do programa Recomeço um programa do Governo do Estado de São Paulo que oferece a população um tratamento desde que a pessoa aceite seja voluntário né e a pessoa tenha mais de 18 anos então ela entra em contato com a coordenadoria de prevenção às drogas que aí ela vai receber todo uma orientação como que é feito o tratamento que é necessário para fazer o tratamento e ela de acordo com que será oferecido no tratamento é feito um cadastro e depois ela é encaminhada para comunidade fazer Haroldo Tá então vamos falar ela chega primeiro no na coordenadora também aí o conselho vai encaminhar para coordenadoria de entrada é a coordenadoria de prevenções por exemplo para chegar à Coordenadoria ela tem que ter por exemplo encaminhamento do posto de saúde alguma coisa assim não precisa ela tendo mais de 18 anos seja sendo voluntário hoje precisa ser moradora de Campinas ela pode nos buscar lá na Coordenadoria que ela será encaminhada tá ótimo Olha o João Paulo Albino através do 19978293776 que é o nosso WhatsApp vou pedir para colocar e o número para você que quer mandar aí sua pergunta para os nossos batedores gostaria de perguntar aos presentes qual a importância da rede de atenção psicossocial do município sobretudo dos investimentos tenho acompanhado a real demanda do município quantos Caps AD temos no município dá conta de atender a necessidade da população e mais como está a saúde mental para as pessoas que sofrem por uso abusivo e problemático de álcool e Outras Drogas na atenção básica na emergência ele escreveu na emergência e emergência deve ser urgência e emergência e por fim se ele saberiam dizer quantas comunidades terapêuticas foram fechadas e autuadas por violação de direitos humanos e sanitários são muitas perguntas alguém quer começar a responder alguma coisa Marilda muitas perguntas eu não guardo todas quantos Caps AD Qual é como que tá a demanda aqui no município então Caps AD nós temos quatro é por região né e a porta de entrada para esses cabos AD são centros de saúde que aí a população tem que procurar o seu centro de saúde para ver qual capeta dele pertence então capsa de nós temos quatro tá a real demanda do município então a real demanda do município com relação ao Caps AD E aí teria que ser a secretaria da saúde que teria que informar isso poderia informar essa Tá bom daqui a pouco você vai responder às outras mas vereadora Zé Carlos quando a gente pensa Nesse contexto de saúde de interseteralidade como que o senhor Analisa aqui Campinas precisa estar pensando talvez até tarde ou não sei se correr um pouco atrás até porque é difícil a gente falar dessa questão de de droga no pensar também na vulnerabilidade social dessas pessoas como que o senhor Analisa essa política sem sombra de dúvida Campinas está muito atrasado Nesse quesito é na questão antidroga é claro já foi falado aqui por todos aqui dessa dessa mesa redonda que a integralidade é é o caminho ele não tem como fugir disso é a secretaria de saúde é a Secretaria de Assistência Social juntamente com gestores que é o padrão do que é o comer entendeu tudo isso tem que trabalhar em conjunto mas nós estamos muito atrasados nesse querido a gente tá avisando nós estamos falando acacolândia de Campinas ainda é pequena na na Vista de São Paulo a gente já adotou não sei quer dizer a cidade não mas quem trabalha com da prevenção às drogas já adotou esse termo quando a gente fala em Campinas também só para entender tá adotando está adotando o termo correto cenas abertas de uso Então as pessoas usando nas praças públicas da cidade a gente está falando especificamente aqui da questão da vida industrial e tem outros locais Campo Grande então é importante esse trabalho conjunto é antes que fique igual ao São Paulo que aí perde-se o controle hoje todo mundo tenta buscar a solução para aquilo e eu só vejo uma solução se trabalhar junto em conjuntamente todas as secretaria o pessoal que acolhe mas tem que dar condições para que eles possam desenvolver o trabalho que desenvolve muito bem que é exatamente inteligente nós estamos atrasados e uma coisa importante uma uma abordagem no inviabiliza a outra o investimento na rapps na rede de atenção psicossocial tem que ser feito Sim a gente sabe de um Caps que falta um médico psiquiatra É tem que ter Hospital Geral tem que ter o ambulatório abordagem tem que ser geral em todos os equipamentos assistência social junto com saúde é uma dificuldade de trabalhar junto a população de rua hoje tá muito diretamente ligada as questões do uso de substâncias existe Campinas tem uma rede grande de assistência social mas olhar para todos os equipamentos com o seu valor olhar para todos os equipamentos e entender Vamos trabalhar junto eu acho que a a intersetorialidade é fundamental e ainda se faz pouco nisso lá no Instituto Federal da acaba tendo nós temos a casa de passagem para a população de rua temos um trabalho com as crianças temos o trabalho das Comunidades terapêuticas são mais de 250 pessoas temos as repúblicas terapêuticas do Governo do Estado então é uma rede Ampla a gente não sobrevive sozinho nós precisamos também da raps e eu concordo com o a pergunta aí do Paulo isso nós precisamos sim de investimento na rede de atenção psicossocial não dá para deixar ninguém de lado ah inclusive ele já colocou aqui a opinião olha ele diz o seguinte que nós na verdade não estamos atrasados nós estamos subfinanciados ele colocou isso ah em termos de Metrópole também porque nós temos que ter um convênio Geral com todas as entidades que o problema que é nosso não é só nosso não é só de Campinas é de toda a cidade que compõem a região metropolitana porque se você for fazer uma abordagem eu acho que a Lúcia tem conhecimento disso a Marilda também nós temos várias pessoas que vem de outra cidade aqui da região metropolitana Então tem que ser feito um trabalho conjunto entre todos os prefeitos dessa região para que ataque esses problemas e ataque com com muita vontade de fazer aquilo que há muito tempo já deveria ter feito tá certo Olha gente o nosso tempo aqui ele tá indo rápido demais e o vereador Zé Carlos Inclusive tem compromisso Vereador eu agradeço pela sua contribuição nesse primeiro bloco E como eu já havia adiantado a partir do bloco seguinte nós vamos contar aqui com o Vinícius também que é psicólogo da febrac tinha Federação Brasileira de comunidades terapêuticas a gente volta já já com questão de ordem não saia daí [Música] de volta com questão de ordem que hoje fala sobre política sobre drogas olha novas drogas e suas potencialidades e desafios de prevenção a gente Conta que com Vereador Nelson Oscar e que é o presidente da Comissão de prevenção às drogas aqui da Câmara Municipal de Campinas também com a Marilda Martins que é presidente do conselho de entorpecentes que da nossa cidade com a Lúcia isdória que é Presidente do Instituto Padre Haroldo conselheira do conect também e a partir de agora também está conosco O Vinícius marinati que é psicólogo da febrac seja bem-vindo Vinícius que a Federação Brasileira de comunidades terapêuticas Vinicius ele já tava aqui viu gente acompanhando ouvindo tudo que os colegas estavam comentando e as comunidades terapêuticas foram mencionadas hoje quando a gente pensa Nesse contexto Vinícius o que tem e o que ainda é preciso fazer na sua visão para que as comunidades terapêuticas avancem também quando a gente fala nessa questão do tratamento e de todo o atendimento as pessoas usuários de drogas seja bem-vindo boa tarde boa noite a todos no que se refere as comunidades terapêuticas nós precisamos entender o que é esse serviço O que a lei O que as legislações permitem uma comunidade terapêutica fazer e atuar hoje nós temos uma grande divergência em relação a serviços que se auto intitulam como tal mas acabam prestando serviços de uma forma irregular O que a lei preconiza e interferindo inclusive na imagem e na eficácia e na opinião pública vamos chamar assim de pessoas profissionais acerca do serviço das Comunidades terapêuticas em relação ao que nós podemos fazer para aperfeiçoar e melhorar o atendimento ofertado pela CTS Eu acredito que a primeira questão se refere ao monitoramento desse serviços toda vez que a gente fala em Recursos públicos sendo destinados a qualquer tipo de equipamentos nós não podemos pensar isso de modo isolado ao monitoramento a própria CEBRAC ao longo de 9 anos no Estado de São Paulo fez esse monitoramento dentro do programa Recomeço norteando tanto para as boas práticas no que se refere as questões metodológicas do serviços mas para Além disso também no monitoramento e avaliação sobre os recursos financeiros destinados e também cuidando para que esse serviços além de estarem vinculados e obedecendo as legislações que preconizam o funcionamento da certeza em território nacional também funcionasse integrado com os demais equipamentos de dispositivos que compõem rápido ou seja a rede de atenção psicossocial então se nós conseguirmos atuar e conceber uma comunidade terapêutica conversando dialogando com os demais equipamentos da raps né passando por monitoramento para avaliar se ela se adequa se ela está de acordo com as legislações que norteiam os serviços da ctz em âmbito nacional acredito que a gente esteja galgando e evoluindo com este serviço você inclusive falou bastante dessa questão do trabalho é intersetorial dessa preocupação achei muito legal você falar olha que a gente pensa na droga mas o que vem por trás de toda essa questão você citou por exemplo a moradia né Então fala um pouquinho para mim dessa de pensar o antes e como vocês têm lidado no caso aí depois de não só na prevenção começa a questão das novas drogas como isso tem chegado até vocês olha essa série K9 Por incrível que pareça no Instituto Federal ainda não chegou eu que está ainda em São Paulo precisa de muito estudo os especialistas cientistas pesquisadores a rede de saúde tá se debruçando sobre isso para entender como funciona é tudo muito muito novo ainda com todo mundo com muita com muito receio do que virá mas nós ainda não temos nenhum usuário da série k né K2 k7 Ainda não temos nenhum usuário é uma droga sintética mas não temos ainda sabe mina eu quando eu falei da moradia existe fora do Brasil um programa que chama-se housen first Vamos cuidar da moradia primeiro coloca essa pessoa no lugar e aí depois vamos acessar as questões relacionadas a toda a vida dessa pessoa a questão da droga a questão da dos cuidados da de trabalho para mim são duas coisas fundamentais que a política precisa olhar com atenção porque você cuidar de uma pessoa em tratamento tem um custo prevenir com moradia e trabalho trabalho e renda as pessoas fazem um tratamento faz um cuidado em Qualquer que seja a metodologia hoje a gente diz que não se deve excluir né grupo de muito ajuda a comunidade terapêutica legalmente constituída dentro da Lei são os caps até as igrejas fazem um trabalho de recuperação essa pessoa passa por um uma visão diferente da vida dela então a gente mais do que falar de droga a gente fala de gente a gente fala de pessoa olhar para pessoa essa pessoa não tem um trabalho não tem um lugar para voltar vínculos familiares Qual é a chance que essa pessoa tem de voltar para mesma situação de novo ela precisa Então a gente hoje no Instituto Padre Haroldo nós temos um eixo de trabalho que se chama trabalho e renda comificação profissional é trazendo parceiros trazendo o sistema S aí que ajuda com qualificação profissional ajudando as pessoas a construírem o seu currículo carteira de trabalho regularizando essa vida que é tão importante né o trabalho todo mundo aqui trabalha a gente sabe o quanto é importante na vida de uma pessoa a produção a dignidade é poder levar alguma coisa para si para própria família então o investimento da política pública ele tem que ser amplo o olhar é nos diversos eixos da vida de uma pessoa quando a gente pensa no tratamento hoje a gente olha os eixos da vida dessa pessoa o vínculo familiar as questões de saúde Clínica e mental as questões do trabalho as questões de Educação não se questões de lazer de cultura que dão a vida a gente vive e precisa sorrir e precisa ter convivência então é um olhar amplo é das diversos eixos de uma vida agora Vereador Inclusive eu volto a falar da questão da prevenção O senhor falou da escola como hoje vamos supor a gente já tá né 2005 para cá já passou um tempinho como hoje a gente pode falar de prevenção Também com esse olhar sobre as novas drogas que foram produzidas aí pelo menos na última década e como a gente pode também fazer essa comunicação com a criança com adolescente Nesse contexto é muito difícil né primeiro que droga carro e celular toda semana tem um modelo novo né E a questão das drogas realmente está assustadora essa questão da K9 até por conta de ser muito parecida com maconha até a estrutura dela né então assim até discordo Luciano Mas eu acredito que Campinas já tenha a K9 como tem na Cracolândia em São Paulo nós fizemos uma visita lá recentemente a menos de um mês e nós podemos constatar eu pessoalmente constatei um menino na sua faixa lá de uns 10 anos de idade 8 10 anos de idade caminhando sobre efeito da droga até Aquele momento que dá aquele parece um analgésico né que eu acredito que seja 100 vezes mais forte que a morfina ele vai lá e trava e até o copo d'água que ele aceitou com muita dificuldade para falar ele não conseguiu segurar o copo e aqui em Campinas a gente acabou presenciando também algumas situações é muito complicada na região central da cidade como também ali na região do da Vila ali na região do Jardim Eulina próximo ao Jockey né ali na passarela Então são situações assim que eu não posso confirmar que é a canoasis barata o que que acontece em termos de mercado que ela se torna às vezes uma substituta ou até tem essa atração não Só pelo fato de ser mais barata mas pelo fato de ser uma droga vamos dizer assim potencializada pelo fato de ser sintética né produzido em laboratório então gera a dependência mais rápida porque o efeito dela é mais rápido o prazer dela é mais rápido agora Vinícius em relação a quando se fala em Cracolândia todo mundo lembra da questão do craque que já foi amplamente dito para a gente fazer uma comparação por exemplo ao craque como que é isso nós não temos estudos hoje suficientes para entender se essas novas substâncias é que hoje chamam de uma conhecida eu posso até falar mais um pouco sobre o que tá por trás do K9 mas em relação ela ser mais potente que o craque é uma informação imprecisa que hoje a gente não tem nenhum estudo longitudinal no Brasil uma das primeiras cartilhas que saíram Inclusive eu tô com ela em mãos ela foi publicada em 2023 em março pelo Ministério ou pela secretaria de saúde do município de São Paulo Inclusive acho que a grande preocupação é como essa maconha sintética torna-se Atrativa ao público infanto juvenil e isso tá trazendo uma grande preocupação porque nós podemos imaginar que se isso sai do controle é possívelmente o serviço público de saúde começa a se sobrecarregar com a demanda que a gente ainda não sabe mas canabinoides quando a gente fala em substâncias calabinóides a gente está falando em qualquer substância que pode ativar no cérebro as regiões a área canabinoide se ligar os receptores canabinoides do cérebro ativar essas áreas Então a gente tem endocanabinoide do nosso corpo produz isso fito canabinoides que por exemplo vem da natureza maconha planta e a maconha sintética que não tem nada a ver com a maconha que a gente tem por esse meio fito é uma substância química produzindo em laboratório ela tem uma intensidade muito maior é alguns estudos ou relatos dizem que até 100 vezes mais potente do que a maconha né então a gente tem que se preocupar agora em desenvolver tudo pesquisas para entender o poder de dependência dessa substância inclusive o preço que ela vai ser vendida a uma questão importante para a gente entender também de que a gente os laboratórios Eles são muito rápidos Pelo visto né eles produzem de uma forma e cada vez usa esses métodos clandestinos mas que chega muito rápido lá na ponta e a gente vai correndo atrás para ver se a gente vai fazer o estudo para ver como tratar como prevenir tudo mais é algo descomunal como que a gente consegue fazer isso principalmente quando você fala tem um público Infanto Juvenil que ali inicialmente Digamos que o público alvo né Esse é um grande problema a gente tem uma série de Laboratórios clandestinos que não estão preocupados com a toxicidade do produto a qualidade do produto então quando a gente fala numa droga de laboratório clandestino obviamente é para o impacto no organismo nós estamos colocando assim uma substância que pode causar um impacto é muito negativo muito Severa ao organismo então esses todos esses pontos nós precisamos hoje de maior clareza de mais estudos para validar Quais são os efeitos do K2 K4 K9 selva tem tantos nomes que hoje são utilizados os meios de consumo também é tornam-se mais interessantes para o público infanto-juvenil pode ser fumada ela pode ser tomada por doces né Por papéis que são mergulhados na Química Sais de banho também então incluso nesse processo Então são múltiplas formas que o Público Consumidor ainda tem para consumir são várias formas certo Vereador acredito nisso também né o acesso né e agora Vale lembrar também que o tráfico de drogas faz parte do Crime Organizado então eles têm lá toda a sua gerência e seu marketing eu lembro na época do crack que muitas pessoas ainda falavam não não vai dar nada é um problema pontual é uma questão ali de São Paulo já resolve isso o negócio tomo conta hoje é uma das drogas mais baratas na região central 50 centavos habitada até hoje ó já tem tempo 50 centavos apitada é uma droga fumada Como o próprio K9 né como a própria K9 agora tem que entender também que o próprio tráfico Ele trabalha essa questão para colocar a droga e ele sabe se pode ou não pode colocar até que no começo no Rio de Janeiro na época do crack quando o craque chegou foi posterior a capital São Paulo eles fizeram uma campanha contra a venda do crack e depois eles fizeram uma coisa um pouquinho Acho que mais misturada dentro da sua composição né porque até matava rápido Isso não interessa por tráfico eles faziam a droga craque em pacotinhos de figurinha né uma coloração diferente da pedra vermelha a pedra do homem-aranha a outra do Ronaldinho eles criavam uma situação atrativo então por exemplo você pega um usuário de droga uma pessoa com discernimento ainda não dependente químico usuário tá que tem discernimento que sabe que é errado ele vai lá na biqueira comprar da droga Aí tá naquele momento que não tem maconha ele já passou por toda aquela Adrenalina para comprar uma substância ilícita o tráfico mesmo pega e coloca K9 como maconha você veio buscar a maconha eu não tenho mas ó leva essa é igual que é igual porque ela é o mesmo processo é fumada via pulmonar pulmão coração sangue cérebro chega no sistema nervoso central Então onde você considera a droga se ela vicia rápido ou não no efeito dela no prazer que ela proporciona então aquele prazer sensação de bem-estar por exemplo que uma maconha proporciona que uma canove proporciona ela leva Vamos colocar aí 10 minutos com o próprio craque proporciona 10 minutos terminou o efeito você quer usar novamente entendeu então assim o tráfico também tá por trás de tudo isso então para ele colocar a droga não há especialista que aguente pode estudar o que você quiser ele vai lá e coloca existe um boato muito forte que na própria Cracolândia São Paulo e nós passamos uma dificuldade lá com o próprio tráfico que nos tirou de lá que descobriram que a gente estava filmando eles têm um boato muito forte que a K9 lá eles estão deixando entreguem alguns espaços né então assim a pessoa para lá e já pega aquilo e começa a usar e por isso que você vai vendo o aumento agora o que me mais me preocupa né pelo fato de estar em Campinas morar na nossa cidade aqui é que todas as políticas públicas desenvolvidas na capital refletem municípios grandes como Campinas então assim um erro do governo Tarcísio na capital que ele que tomou frente ele que tá lá na coordenação junto que eu acho que com o governo com vice-governador e outras outras pessoas ali da área é que qualquer erro ali ele vai trazer problema para Campinas para Jundiaí para Santos mas por quê Porque essas pessoas vão ver por essa cidade por exemplo elas se espalham igual você mexer no Formigueiro né Campinas é o paraíso para o morador de rua você tem tudo no centro da cidade você tem tudo você tem prostituta você tem droga você tem cobertor tem comida a qualquer momento você não paga imposto se não paga nada chega da onde quiser e ainda você tem um padre Haroldo para colher com um programa Recomeço então é a festa entendeu tem abrigo tem o centro pop tem a Casa da Cidadania tem um bom prato tá tudo lá então assim são ferramentas que eles acabam utilizando e isso acaba potencializando a vinda de muitas pessoas para cá né se eu fosse morador de rua e estivesse em São Paulo e passasse por alguma situação lá como toda a certeza eu ia adorar no centro da cidade de Campinas que eu tenho tudo aqui com relação à cidade de Campinas Nelson Eu não disse que na cidade de Campinas não tem o K9 eu disse que no Instituto nós não recebemos ainda os usuários do serviço da masculino da do Instituto Federal de São munícipes de Campinas acho que a gente tem que dar um incentivo sem a este cuidado como aos outros de toda de toda a rede eu gosto sempre de ampliar isso e não deixar uma única porta agora uma droga nova não adianta a gente querer acelerar o processo tem que estudar sim porque nós temos que estudar para saber como fazer essa abordagem Qual é o efeito o que que acontece mas quando a gente olha pessoa a gente vai falar de prevenção com as crianças não importa droga vai falar de prevenção vai falar que existe o carro o homem-aranha vai falar isso que eu ia te perguntar hoje para conversar com as crianças as crianças que com dois três anos até mexendo na internet mas estou dizendo ou antes existir uma forma ai você tem que saber falar de um jeito hoje como que a gente consegue abordar essas crianças os os pais primeira coisa você tem tem que estar próximos dos seus filhos o pai que terceiriza a sua educação para um celular para uma televisão ele tá tá dado a negligenciar essa criança fala a escola que conversa com você sobre isso aquele pai aquela mãe aquela família que terceiriza para a escola e fala isso não é problema meu ou o contrário a escola que fala isso é problema da família isso não é problema meu também tá negligenciando essa criança é o todo então essa criança precisa ser tão ditado é africano que fala a gente vê aí pela internet que fala uma criança precisa de uma comunidade para cuidar Então as crianças precisam do Cuidado da atenção e isso é prevenção é a melhor prevenção que tem quando se fala de programas de prevenção existem pesquisadores existe um instituto nós temos gente ligada aos institutos que estudam prevenção com programas validados porque a gente sabe também que no passado se faziam até lá no paderoudo a gente dava palestra com pessoa que tinha passado pelo pela recuperação dava palestra em escola e a gente sabe que aquilo dava um efeito negativo que se chama efeito e atrogênico aquela pensamento de que aquilo ia fazer bem fazia mal despertava o desejo despertava curiosidade Aventura então o efeito era negativo quando eu falo de programa validado é programa existem alguns programas validados para família para escola para abordagem para criança menor para adolescente para jovem eu digo isso porque a gente já fez ainda existe o amor exigente existe e como a gente pensa nessa abordagem é de Claro buscar mas a família nesse processo como você disse a comunidade todo tem que tem que estar ali cuidando daquele indivíduo mas a família tem um papel importantíssimo como que mas como dar a ferramenta também para essas famílias Olha a proximidade né assim a família que já tem um comprometimento amor exigente ele tá mais próximo das famílias que tem alguma algum ente com algum comprometimento então é a prevenção já indicada né que já tem algum problema com as crianças que não tem problema as escolas têm esse papel de trazer programas de falar com as suas famílias os equipamentos de saúde tem também tem esse papel um Pediatra que vê uma criança um adolescente e não faz a pergunta você a gente ouviu uma palestra esse final de semana Estávamos num encontro da febrac Aliás o amor exigente também estava no encontro pensamento que dizia a rede básica de saúde precisa abordar esse tema não é só o especialista não é só lá no Caps O pediatra O ibiatra que é o médico dos Adolescentes precisa abordar isso então assistência social tem um problema sério nos abrigos o Conselho Tutelar tem que se envolver com essa temática Então tem que estudar não adianta a gente achar que sem estudar a gente chega em outros países diminuir os seus problemas com pensamento com estratégia com planos é disso e não é quando a gente fala Ah vou estudar não é uma coisa longa né uma coisa rápida nos debruçar sobre o tema e pensar estratégias falando em pensar estratégias não tem como Marilda não pensar no plano Municipal né quando a gente fala dessas estratégias é hoje Qual é a perspectiva de que Campinas tenha de que ela já comece a escrever esse plano a colocar no papel existe uma perspectiva a nossa na nossa próxima reunião do conselho que agora na próxima sexta-feira a pau na pauta um dos das pautas é o plano A gente vai começar a discutir o plano municipal sobre drogas tá e o plano ele é feito pelo conselho ou ele ele discute com a sociedade tem a possibilidade por exemplo da participação da câmara na elaboração desse plano quais os entes que vão ser convidados para pensar nessa política então a sociedade com certeza vai deve participar né a câmera vai participar a gente vai enviar convites para as entidades para os órgãos né é fazer uma audiência pública ou mais se for necessário para que toda a sociedade possa participar desse plano né com ideias com sugestões porque se não tiver a participação da sociedade não tem como fazer um plano que atenda Campinas não tem como então a gente já começa a discutir toda a população está convidada a participar né das nossas reuniões que são sempre na primeira sexta-feira do mês às 9 horas da manhã no conselho na casa dos conselhos na Ferreira Penteado 1331 é muito importante a participação da população é porque às vezes as pessoas pensam que olha só pode participar quem é do Conselho e tem alguns conselhos que tem essa abertura para que outras pessoas possam participar Vereador hoje abordando até essa pensamento de construir uma política pública aqui na cidade de Campinas que contribuição a comissão pode dar nesse sentido estava aproveitando aqui o gancho e já me colocando a disposição para realizar essa audiência pública né até através da própria comissão de política de prevenção às drogas e acredito né Muito que essa política ela tem tudo para dar certo até porque as coisas mudaram e eu acho que alguma coisa nova nós precisamos apresentar então eu continuo ainda acreditando nesse programa que envolva não só é uma estrutura melhor e um Amparo melhor para as comunidades terapêuticas considerando aquilo que a Lúcia falou né que existem várias comunidades principalmente relacionadas às igrejas até costumo falar que as igrejas salvam mais vidas que o poder público né porque eles oferecem mais leitos de uma forma até muito mais prática mas nós temos que tomar todos os cuidados porque nós sabemos que existem comunidades muitas vezes é só de fachada eu lembro minha época de coordenador de política de prevenção às drogas Marilda chegou uma denúncia e graças ao delegado marussi se eu não me engano se nós conseguimos diagnosticar constatar que existia uma comunidade terapêutica que dentro da sua ata dentro da sua composição da sua Diretoria O rapaz era traficante Então ele era o vírus e o antivírus entendeu era uma fachada de comunidade terapêutica ao mesmo tempo tinha um dos integrantes dessa diretoria ele tinha biqueiras e ao mesmo tempo o tratamento para essas pessoas Então é tudo muito complicado e merece se uma avaliação mas a gente também não pode pegar e menosprezar todas as outras que por uma ilegalidade de um documento e que tem um excelente trabalho um trabalho de excelência que tem até um corpo técnico muitas vezes até por voluntários formado por voluntários é desprezar esse serviço porque são pessoas que estão lá ajudando estão fazendo um papel que deveria ser do poder público muitas não são nem conveniadas não recebe um real do poder público então eu acho que tem que ter a fiscalização sim mas também ajudar para que a gente possa ter sucesso no tratamento na recuperação no vínculo familiar dessas pessoas que pedem ajuda mas a internação compulsória para mim é Carro Chefe chegou a hora de ter e o município precisa adotar isso aproveitando a fala do Vereador Nelson é importante também salientar que é febrac ela dispõe de diferentes frentes de trabalho mas uma bem importante nesse sentido refere-se afiliação de comunidades terapêuticas onde o corpo de profissionais da febract presta todas as orientações necessárias para que esse serviços estejam em acordo e não colidindo com a lei para que elas possam ser intituladas como comunidades terapêuticas hoje muitos serviços acabam abrindo de modo displicente um local para atendimento e prestam serviços de internação voluntária uma coisa que tem que ficar claro que uma comunidade terapêutica legalmente constituída não faz internações involuntárias então precisa mediante o consentimento do indivíduo que está indo determinação judicial aí é possível Ou nem assim como temos três modalidades de internação voluntária a involuntária e a compulsória que tem medo de mandato judicial é diferente e nesse sentido as comunidades terapêuticas não atuam existem outros equipamentos de dispositivos nessa rede que estão habilitados para fazer esse tipo de intervenção e uma política pública ela precisa ter estratégias e funcionar de diferentes formas então quando a gente fala na internação ou que seja no acolhimento nós estamos falando de do último nível da prevenção terciária como popularmente reconhecido ou como a prevenção indicada mas antes disso É aquela ideia a gente não pode só olhar pendência química como causa de problemas mas Quais foram as causas que levaram a dependência química sem instalada também E aí eu tô falando de um trabalho é intersectariado educação Justiça cidadania né saúde Mas pensa comigo existe uma brecha nessa rede se a gente pensar só numa internação Quais são as condições de reinserção social desse indivíduo trabalho moradia dignidade condições de auto sustento se a gente não pensar nisso é nós vamos só ficar enxugando o gelo bom olha infelizmente o nosso tempo está acabando mas já que você falou de a gente ainda não tem a solução pelo que eu percebi mas eu gostaria que vocês em uma frase pensasse ou dissessem cada um de vocês um caminho Lúcia direitos humanos e trabalho ado intersetorial justiça e direito prevenção é o caminho coragem vontade política e amor ah e alegria gente eu agradeço a participação de vocês e com certeza um tema que nós Voltaremos abordar aqui com novas perspectivas o questão de ordens se coloca à disposição quando for da elaboração das políticas públicas para apresentar aqui para também colaborar nessa dispersão de informações importante para toda a comunidade viu muito obrigada a vocês e o que eu estou de ordem fica por aqui você pode acompanhar esse debate tantos outros lá no youtube.com/tv câmera Campinas vai na nossa playlist questão de ordem e você acompanha todas as nossas discussões Continue com a nossa programação e até o próximo programa [Música]
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