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QUESTÃO DE ORDEM - POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O EMPODERAMENTO DA MULHER
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QUESTÃO DE ORDEM - POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O EMPODERAMENTO DA MULHER

18 views Publicado 07/03/2023 HD · 1:30:33

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[Música] Olá a elaboração E aí implementação de políticas para as mulheres passam pela formulação coordenação e articulação de cada ação ou programa incluídas atividades antes discriminatórias em suas relações sociais e o combate a todas as formas de violência contra mulher mas ainda é um grande desafio diante de vários fatores Vamos citar alguns a violência de gênero atendimento humanizado aquelas que são vítimas Equidade salarial promoção e financiamento para o empreendedorismo entre outros Lembrando que cada um desses fatores passa também por ações governamentais sejam elas em âmbito federal estadual ou Municipal políticas públicas para o empoderamento da mulher é o tema do questão de ordem que conta hoje com as vereadoras Mariana conte que a presidente da Comissão da mulher da Câmara de Campinas também Débora Palermo que é membro da mesma comissão e recebemos também aqui em nosso estúdio A Secretária Municipal de assistência social pessoa com deficiência e direitos humanos vandercleamoro e a presidente da Comissão da mulher advogada da OAB Campinas Jaqueline jaqueta de Oliveira gaquê de Oliveira sejam todas bem-vindas e a gente começa infelizmente falando de um desses pontos que é a violência contra mulher vou dar alguns números aqui olha de acordo com uma pesquisa divulgada no início de Março na última semana mostra que todos os tipos de violência contra as brasileiras aumentaram no ano passado segundo a quarta Edição do levantamento visível e invisível a vitimização de mulheres no Brasil divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública cerca de 7.4 milhões de mulheres ou seja 11.6 foram agredidos fisicamente O que representa 14 mulheres por minuto um minuto recebendo tapas socos ou pontapés e tem mais Olha quando ataque é uma ofensa verbal a sondagem mostra que chegou um pouco mais de 23% de brasileiros quando a gente fala em um Campinas em termos de violência a gente tem a questão do feminicídio que nós tivemos aí um total de 65 desculpa no ano passado tivemos um total de sete e esse ano já até né a última semana três registros quando a gente fala em estupros Aí sim que os números são de 65 casos no ano de 2022 sendo 7 Em janeiro deste ano contra Seis de Janeiro do ano passado a gente lembra que no caso dos estupros isso não está classificado se é em casa se é na rua e a gente não conseguiu refilar esse número mas aí a minha pergunta é para todas né diante desses números na visão de cada uma de vocês Qual é o desafio quando a gente fala de políticas públicas para as mulheres eu vou aqui falar primeiramente com a doutora Jaqueline que é a Presidente da mulher advogada aqui da OAB Campinas seja bem-vinda obrigada muito obrigada pelo convite É uma honra estar aqui com vocês só mulheres hoje conversando e não podia ser diferente já que esse é o nosso assunto eu como operadora do direito como pessoa que está o tempo todo em contato com as vítimas de violência e aí eu vou estender um pouquinho para falar de todo tipo de violência não só violência doméstica familiar eu acredito que o nosso grande desafio não está relacionado a legislação a gente tem inclusive uma legislação que uma das melhores mais eficientes no combate a violência contra mulher o nosso desafio é muito mais enfrentar uma questão cultural e de formação da sociedade é uma questão comportamental eu acredito que enquanto nós não conseguimos entender que todo toda essa violência está enraizada na nossa sociedade não existe legislação que seja capaz de evitar que esses números aumentem se a gente for fazer um comparativo a gente tá falando de um aumento dos casos de todo tipo de violência contra mulher no último ano mas a gente também tem um endurecimento da legislação Então as duas coisas não caminham juntas Então para mim o maior desafio é comportamental é uma alteração de comportamento da sociedade então agora vereadora Mariana seja bem-vinda boa tarde boa tarde é eu acho que para a gente combater a violência contra mulher tem alguns passos a questão dos dados é fundamental né a gente a menina colocou aqui é dados e acho que a gente viveu em um momento muito difícil de levantamento de dados em nível nacional e também aqui em Campinas eu acho que é importante dizer que Campinas tem uma publicação do X9 que é um boletim de uma notificação um boletim que notifica violência né e o último que foi publicado foi 2021 então 2022 nós não tivemos a publicação dos 19 isso é fundamental que o governo executivo volte a fazer a publicação do X9 até para refinar esses dados que você apresentou eu concordo com a Jaqueline que a questão da legislação a Lei Maria da Penha é uma lei muito boa reconhecida mundialmente como uma lei muito boa a questão é essa lei ser uma realidade na vida das mulheres existe a questão comportamental então esses programas essas discussões manifestações a gente vai ter o ato 8 de Março aqui na cidade de Campinas tudo isso é muito importante para exatamente fazer essa mudança cultural mas também é fato que a gente precisa de políticas especializadas de Combate à violência críticas especializadas de Combate à violência doméstica e familiar então aqui em Campinas por exemplo se amo cumpre um papel fundamental nós temos né a gente sempre conversa aqui né que é a gente precisa ampliar a equipe do seamo hoje que a gente tem apenas uma equipe de uma cidade com mais de um milhão e 100 mil habitantes então é fundamental a política especializada de Combate à violência contra a mulher no caso de violência doméstica e familiar e a questão dos estudos aí eu acho que é uma questão primeiro a gente precisa desses dados para saber se foi relação foi violência urbana ou foi relações entre familiares a gente sabe que tem muitos casos de estúpido contra crianças adolescentes e isso é uma questão também então a gente precisa ter políticas dentro das escolas na escola é que aparece esses casos de violência né a gente sabe que muitas vezes a criança circula da escola e da família então a gente precisa ter uma política voltada para os profissionais para os educadores precisamos também capacitar o centro de saúde capacitar os profissionais que faz a relação Direta com a mulher para identificar orientar e precisamos também de eu entendo que a gente sabe que a delegacia muitas vezes é um espaço constrangedor para mulher né a gente sabe que isso tem problemas de sobrecarga de trabalho então as delegacias foram muito desmontadas eu entendo que a gente precisaria ter uma política estadual de uma reformulação da delegacia da mulher né com mulheres com mais capacitação com mais assim sabe que isso extrapola competência do município mas entendo que o município Deva discutir isso com conjunto da delegacia também para a gente incentivar as mulheres e também a cidade como um todo iluminação pública a gente sabe que as mulheres se sentem mais seguras um conjunto usa ocupação da melhoria do transporte público o uso da cidade de forma mais coletiva deixa uma relação mais segurança para as mulheres Tá certo então secretária Wanderleia seja bem-vinda a sua opinião Obrigada cumprimentar todas as presentes é muito importante a gente trazer as discussão e aqui a gente tem a sociedade civil representada Poder Legislativo executivo como nós acabamos de ouvir a questão da violência contra a mulher não é uma questão que tem apenas um fator eu nem digo causa porque não pode dizer que existe causa contra violência mas não é apenas um fator Eu acredito que a o caminho para que nós possamos intervir é a união de esforço são políticas públicas efetivas é a sociedade engajado conhecimento dessas políticas públicas como a doutora já colocou existe uma legislação muito eficiente ela é eficiente mas muitas vezes as mulheres não conseguem ter acesso a todas as informações ou quando chegam até um local de atendimento são novamente vitimizados Então a gente tem que ter um conjunto de ações em que todos estejamos integrados e buscando de fato isso que essa mulher seja bem acolhida e que ela tenha mais do que isso mais do que recolhimento mas que ela também tem uma emancipação um caminho para sair dessa situação de violência para Que ela possa sair desse círculo e falar sobre política pública para mulher também nós temos que entender que não é apenas falar sobre violência existe é uma pauta importante tem que ser combatida é a questão emergencial nós temos combater numa cidade como Campinas uma cidade tão avançada com tantas melhorias com tantos programas é difícil ouvir que nós já tivemos três feminicídios em Campinas é difícil saber que o ano passado nós tivemos sete e é uma coisa que a gente tem que combater mas a responsabilidade não é só da sociedade somos de todos nós é o direito é delas o direito é nosso mas é responsabilidade Nossa enquanto o poder público enquanto sociedade civil levar o conhecimento das pessoas quais são os caminhos quais são os direitos Quais são as ações e projetos e dar a ela condição para que essa mulher possa sair desse círculo de violência inclusive daqui a pouco a gente vai falar sobre essa questão chegando empreendedorismo mas daqui a pouquinho a gente volta secretária vereadora Débora seja bem-vinda a sua opinião boa tarde mina Boa tarde doutora Jaqueline vereadora Mariana secretária todos que nos ouvem é esses números são assustadores né e não diminui só aumentam e a gente fica sempre discutindo sobre essas políticas e é muito importante essa discussão e que sejam efetivadas políticas públicas para que protejam as mulheres eu acredito assim existem dois problemas que problemas que eu acho que a sociedade tem que encarar de frente primeiro é a criação dos filhos nós temos que criar nossos meninos e nossas meninas conscientes que a mulher não é uma não é propriedade de ninguém não é produto né então nós temos que Desde da infância e do cá nossos meninos e nossas meninas para que as mulheres saibam o valor que elas têm ela saibam se valorizar E que os meninos respeitem as meninas desde pequeno desde a criação desde dentro de casa outro problema que eu acho que a sociedade enfrenta é que esses números não são reais meninas eles estão muito a quem da realidade A não ser os casos feminicídio que lógico daí entra a Polícia entra outros fatores mas nós sabemos que a maioria dos casos de violência contra mulher elas não tem coragem com uma Mariana falou é um lugar desconfortável ainda para mulher uma delegacia ela aí fazer a denúncia porque muitas vezes ela acha que ela é culpada assim como a criança que que é vítima de violência sexual ela se sente culpada quantas mulheres enquanto eu estive no conselho tutelar nos 12 anos que eu estive ali e conversando com elas incentivando as a fazer denúncia registrar um boletim de ocorrência elas na fala delas elas demonstraram que ela se sentiam culpadas que era culpa delas como que pode uma mulher achar que ela é culpada por sofrer violência seja ela física mas também é psicológica não é admissível que nenhum xingamento nem uma ofensa e nós temos que ensinar desde cedo nossas crianças os nossos filhos os nossos sobrinhos que nenhum tipo de violência é permitido é trabalhar a cultura de paz do respeito né E também o incentivo as mulheres a fazerem as denúncias né agora quanto a políticas públicas eu nessa casa enquanto presidente da casa eu institui o freia que é a frente de inibição ao assédio moral e sexual apelido das trabalhadoras dessa casa da câmara em seguida eu apresentei o mesmo projeto estendendo ao município tanto a toda a rede né Municipal e instituições e também a política Municipal de combate e incentivo a prevenção ao sério nas escolas porque eu acredito muito na prevenção né Nós vamos conseguir diminuir esses números trabalhando a prevenção não a causa mas a prevenção Então eu acho que são como como todas disseram aqui a legislação é muito boa é uma legislação aliás as nossas leis são muito boas né eu falo que o eca também é maravilhoso só precisa sair do Papel então a Lei Maria da Penha é uma lei muito bem escrita Mas ela precisa o papel e também preciso precisamos avançar nessa questão cultural do respeito mútuo né respeito a todos é então ainda até o encontro daquilo que vocês estão falando ainda nesse estudo que foi divulgado Olha quando a senhora fala de número de mulheres o estudo diz que apesar de ter aumentado o número de mulheres que foram até uma delegacia da mulher por exemplo 45% das vítimas se calaram em relação às denúncias e pode se tratar de um reflexo da falta de confiança das vítimas na proteção que deveriam receber ainda assim o estudo também faz um outro apontamento que uma em cada três brasileiras com mais de 16 anos sofreu violência física e sexual provocada por parceiro íntimo ao longo da vida essa constatação representa mais de 21 milhões e meio de mulheres que por uma situação como essa e ainda identifica de acordo com a pesquisa que desconstrói uma ideia de que se a mulher quiser sair de uma situação de violência ela simplesmente pode encerrar o relacionamento a pesquisadora que conduziu o trabalho diz inclusive que isso pode às vezes essa decisão pode representar Às vezes a um desfecho trágico então até a doutora Jaqueline falou a respeito dessa questão Olha a gente tem a legislação maravilhosa vocês enfatizaram falaram de número subestimados daqui a pouco a secretária vai falar inclusive do serviços para aquelas que já são as vítimas mas como a gente consegue por exemplo no âmbito da escola no âmbito da família já desconstruindo essa toda essa cultura de que vamos começar pelo básico homem pode tudo a mulher não pode nada né antigamente se falava até coisas olha segurem suas cabras que seu meu bode está solto E por aí vai coisas desse tipo que a gente viu que infelizmente no decorrer do tempo isso mostra em dados como esses de em relação à violência por exemplo permite é importante falar dessa questão que infelizmente nós aqui somos mulheres que debatemos conhecemos falamos sobre esse assunto cotidianamente mas tem mulheres e quando você vai conversar quando a gente está em rodas de conversa que nem se identificam que estão em violência porque não é só violência física é mais do que isso tem outros tipos de violência Então essa esse levar até a pessoa o conhecimento é muito importante para Que ela possa entender fora isso tem as questões dos mitos Você colocou uma frase que é assim que era muito repetida mas nós que somos operadores direito e acho que a doutora Jaqueline enfrenta muito isso de mulheres que submetem a permanecer naquele círculo de violência porque ela imagina que se ela sair de casa ela perde o direito a guarda ou perde o direito à divisão dos bens se ela se ela pediu de volta que se é algo que vem antigo que tivesse falado que permanece ainda muito Imaginário das pessoas então o conhecimento ele é Libertador nós temos e quem é que tem essa responsabilidade nós enquanto poder público temos essa responsabilidade existe uma política pública acontecendo existem serviços como vereadora colocou Sião os creas que também fazem esse atendimento é Nossa responsabilidade levar até a população conhecimento de que ela pode estar passando por uma violação de direito que esse é o primeiro passo conhecimento e o caminho para chegar até ele mas aí também entra aquela pergunta quando a mulher ela se sente segura o suficiente para tomar essa decisão de sair desse ciclo de violência quando acontece cada um tem um Insight no momento Doutora fala vocês que lidam com essa situação é muito difícil sair de uma tomar uma decisão de um relacionamento dia romper um relacionamento abusivo sozinha acho que essa é a primeira questão né então é fundamental a rede de apoio ou em família amigos enfim mas por isso que a gente precisa também de uma política especializada por isso que essa essa esse conhecimento que a secretária fala além do conhecimento é necessário que a pessoa tem uma orientação específica né por isso que ela precisa de acesso a um advogado porque ela precisa de um acesso a uma psicóloga por isso que ela precisa de acesso assistente social para saber quais são os benefícios que ela tem quer dizer mas a gente sabe que a relação principalmente da violência doméstica familiar é uma decisão que implica renda que implica a relação dos filhos precisa saber quais são as consequências como é que fica a guarda dos filhos tudo isso é uma decisão que como afeta a vida da mulher na sua integralidade ela precisa ter o apoio e ela precisa ter a digamos assim esse atendimento especializado no caso específico daquilo que ela tá vivendo essa orientação a gente sempre fica perdido tem momentos que a gente fica perdido para tomar decisões E aí a pessoa ela ela ter essa orientação de quais são os seus direitos Quais são os caminhos necessários é fundamental por isso que eu entendo que é isso né o poder público tem essa papel de garantir para mulher que está na situação de violência esse caminho isso é um direito da mulher porque toda mulher tem o direito de viver uma vida sem violência isso é um direito da mulher mas para isso a gente precisa ter orçamento essa contratar fato é que hoje Campinas está querendo que do que é necessário para o município Então esse caso do aumento do feminicídio esses casos a gente eu acho que servem de alerta para que a gente possa de fato a gente você precisa ter orçamento público voltado para ampliação dessas equipes que tem responsabilidade porque para além de sair do Papel você precisa para operar e a questão das escolas esses conflitos são permanentes dentro da escola Quem é professor eu fui professora e dialogo muito convivo muito entre professores entre educadores monitores e assim isso é constante é constante o que você precisa é ter uma política curricular e que está previsto nos currículos quer dizer o combate à desigualdade de gênero as relações de gênero como uma questão que é uma questão que precisa ser discutida levantada você precisa ter formação para os profissionais né dos professores dos educadores de como é que lida porque cada um tem estratégia de lidar de um jeito né mas eu entendo que é necessário ter formação para todos os profissionais que estão lidando com isso para que elas possam implementar de fato essa política educativa de Combate à violência combate desigualdade preconceito e é tudo mais secretária Hoje existe essa intercetoralidade para Claro a gente vai falar daqui a pouco Inclusive a secretaria tem uma programação para esse mês da mulher com várias atividades mas quando a gente fala desde o início né lá a criança existe hoje essa essa conversa entre a secretarias para que a gente possa lá desde o comecinho tentar mudar essa cultura aqui na nossa cidade existe a intersetorialidade e ela é importante não só nos casos de violência mas em todas as os casos de violações de direito e na própria construção de políticas públicas Cada uma com o seu papel é claro que a assistência não vai intervir na educação como a vereadora colocou existe todo um trabalho ser feito mas tem a questão da educação que envolve a questão da saúde a gente tem que ter esse diálogo também com a saúde quando essa mulher muitas vezes chega até lá e se olhar de notificação ou história de que houve a violência a questão da Segurança Pública então nós temos uma rede é uma rede protetiva nós temos os Conselho Municipal que ajuda muito nessa estruturação das políticas públicas efetivas e nós temos que ter esse olhar de gestão para investir esforços empreender esforços naquilo que Quanto é urgente e necessário a vereadora colocou a questão de se amo e eu já tinha ouvido a vereadora falar em outra acho que foi numa sessão que acho que a vereadora colocou na abertura da comissão que teve uma abertura e foi colocada as pautas nós temos como disse a política pública efetiva para mulher o atendimento a mulher vítima de violência é um espaço em que é ali atende somente a mulher vítima de violência temos isso está dentro de direitos humanos e temos dentro da Assistência Social os creas que é o centro de referência da Assistência Social lá atende especificamente todas as violações de direito mas também a mulher vítima de violência e olhando para esses equipamentos públicos que nós temos que são especializados no atendimento ao entendimento que nós precisamos sim ampliar as equipes e tem esse compromisso de fazê-lo é o prefeito Dario pediu para que a gente fizesse uma reestruturação na secretária então nós estamos fazendo e vai ter essa ampliação e isso garante o que garante que essa mulher tenha um atendimento mais sério garante que essa mulher seja atendida mais rapidamente mas vai para Além disso nós temos como eu coloquei agir no e esse é o momento da emergência quando a violência já aconteceu mas nós temos que agir também na prevenção no cuidado e por isso fortalecimento dos crase é importante os Cras que estão no território que atendem essas pessoas não só as mulheres mas atende as famílias porque o feminicídio não é um ato que o homem acordou ele matou a mulher isso já vem um ciclo de violência muito grande vem se repetindo então isso são várias violações de direito e o atendimento que a gente tem dá assistência social do psicólogo ali nos Cras do centro de referência no acompanhamento dessa família fundamental Então veja é intersetorial quando a gente fala de várias secretarias e é intersetorial dentro de uma mesma secretaria uma mesma secretaria tem várias funções de atendimento atender quando a violação de direito ocorreu atendendo um acompanhamento atender quando não houve ainda a violação e o encaminhamento fora isso são várias ações e a gente vai aqui no do programa dá vários serviços aqui já que a secretária falou do Oceano e do creas a gente já vai pedir para nossa produção colocar aí olha o centro de referência apoio à mulher que funciona de segunda a sexta-feira das 9 horas da manhã às 5 horas da tarde tem um 0800 que é o 0800-777-1050 e o 323636 19 e ainda o WhatsApp que é o mesmo número aí do fixo que é o 19 32363619 se amo @campinas.sp.gov.br e para você que tem rede social você ama também tem Facebook ó se amo ponto c de Campinas ponto referência e aí você pode também acessar ter mais informações a respeito do serviço ainda fica ali na Francisco Glicério secretário alteramos o horário de atendimento buscando atender as mulheres com maior eficiência a gente trata as novas 19 horas então a gente pega um pouquinho do horário à noite também para o atendimento inclusive não pode faltar do serviço para fazer a sua denúncia o seu atendimento tem esse horário depois das 5:00 até às 7:00 né lá do céu e o creas a gente lembra também que ele tem um dois três quatro cinco porque é por região e eu vou pedir para colocar aí também os contatos de cada uma das regiões aqui de campinas do creas Leste 3272833 aparece aí também o e-mail creas norte 32566238 creas Noroeste 3 2 3 2 24 77 Creia Sul 3253 35 32 e o creas da região Sudoeste aqui de campinas 32256677 também aparece o e-mail de cada um desses serviços aí as pessoas podem ligar e ter algum tipo de informação ou até agendar um horário assim que funciona a porta de entrada são os CRAS os Cras fazem um referenciamento para os créditos eles atendem a família tiver alguma violação direito faz o encaminhamento Mas é claro que pode entrar em contato com os créditos que vai ter toda a orientação mas o crase tá mais perto da população guarda amigo da mulher que é o telefone 153 Lembrando que esse serviço geralmente a mulher que já fez um boletim de ocorrência que procure esse serviço é assim ou pode ser da mulher é quando a mulher tem medida protetiva Ela já foi fez o boletim teve a medida e aí ela procura esse serviço na guarda Ok e Campinas tem duas delegacias da mulher a primeira delegacia de defesa da mulher que fica aqui no Proença três dois quatro dois cinco zero zero três e a segunda delegacia da mulher que fica lá na feira de Nando panatoni 590 no Jardim Paulicéia essa de acordo aqui com as informações funciona 24 horas é isso mesmo né que fica ali essa rua gente é para ela ela Avenida John Boyd Dunlop ali na região do Jardim Londres Vila Castelo Branco Jardim Garcia então no caso de finais de semana e tudo mais Inclusive eu lembro que era uma antiga demanda aqui de campinas não tínhamos delegacia da mulher aos finais de semana Doutora Jaqueline isso ajudou muito a gente ter esse serviço 24 horas aqui na cidade ajudou Sem dúvida Inclusive eu acho que uma uma outra situação que foi de extrema importância para o nosso município foi a criação da vara especializada que também era uma demanda de muitos anos então nós temos há vários especializada em violência doméstica e contra mulher e se você me permite retomando um pouquinho ou que você tava falando sobre a questão da mulher se sentir propriedade do homem sentir que a mulher era propriedade quando eu falo que é uma questão comportamental isso também tá relacionado à falta de acesso a aos direitos mesmo eu como advogada eu Óbvio estudei E continuo estudando todos né todas as áreas do direito Mais especificamente as que eu atuo mas eu entendo que o cidadão deveria ter mais fácil acesso aos seus direitos porque porque quando a gente fala dessa sensação do homem de que a mulher é propriedade dele a gente está falando de objetificação do corpo da mulher e isso tem uma causa assim não existe justificativa Mas tem uma causa e o nome dela é machismo e a gente tem uma legislação hoje Super eficiente e a gente tem uma legislação que vem se alterando e se adequando as novas realidades Mas a gente não pode esquecer que até o ano de 2002 nós tínhamos em vigência no nosso país O Código Civil que foi escrito no ano de 1916 e ele trazia a mulher como uma figura como uma propriedade sim do marido é a única era a única legislação que quando a mulher atingir a maioridade que na época 21 anos ela voltava a ser relativamente incapaz ela precisava de anuência do marido para exercer todos os atos da vida civil para discor do patrimônio para trabalhar isso esteve vigente no Brasil até 2002 e a gente então a gente está falando de pouco mais de 20 anos de uma legislação nova e apesar de alteração Legislativa a gente está falando de famílias que foram construídas Com base no entendimento que estava previsto na nossa legislação o a nossa legislação é o ar reflexo do que a sociedade é já que o legislador é um representante da sociedade então eu acho que é muito importante que a gente entenda que tudo que nós temos em matéria Legislativa está sendo regido por pessoas que cresceram e aprenderam dentro desse sistema machista patriarcal e é evidente que a gente precisa da mudança comportamental para que a gente tenha mudança Legislativa e para que sim a gente consiga ver a eficiência da legislação aplicada e o nosso cotidiano ao nosso dia a dia então seria importante que essa legislação fosse de toda tô falando em âmbito Municipal Estadual Federal Constituição Federal a gente precisava ter Constituição Federal dentro das escolas é a base do nosso ordenamento jurídico Então a partir do momento que a gente dá acesso ao conhecimento que a gente educa o cidadão a gente torna o cidadão mais capaz de enfrentar essas violências e violações é que às vezes existe aquela ideia de só quem precisa da Constituição é o advogado né Doutora E aí as pessoas falam não se trata disso mas aí é desinformação causando todo um aspecto comportamental e cultural infelizmente e eu trouxe isso porque não são raras às vezes que eu atendo mulheres que deixaram de registrar o boletim de ocorrência porque foram mal informadas ou pela colega ou pela vizinha ou no atendimento em algum lugar e ela chega no escritório dizendo que aquelas deixaram de registrar ocorrência primeiro ponto a questão da guarda é o que mais perto toda hora eu escuto isso porque a gente tinha no código de 16 uma era uma punição machista sim porque se a mulher rompesse um relacionamento quem perdia a guarda era ela existia a necessidade de motivar o fim daquele relacionamento para que o divórcio fosse decretado a gente tinha intervenção do estado no ambiente familiar quando o estado dizia assim vamos marcar uma audiência de reconciliação não de conciliação Então essas alterações legislativas elas aconteceram mas o entendimento de que aquilo que estava escrito lá no código de 16 em outras legislações nosso código penal dos 240 Então esse entendimento Ele ainda tá ali no meio das famílias que é o primeiro espaço primeiro núcleo onde a gente tem acesso essas informações então é evidente que o conhecimento é a melhor ferramenta para a gente combater essas violações dessas mulheres falando de violência né ainda falando sobre a violência a gente tem que lembrar que são mulheres frágeis são mulheres porque nenhum homem ninguém vai atacar e agredir ou ofender uma mulher forte raramente são pessoas frágeis quantas que eu atendi ali no conselho que a gente teve que para ela fazer o bo nós tivemos que ir junto com ela a delegacia acompanhar ficar do lado porque elas não conseguiriam ir sozinha isso elas como a doutora Jaqueline falou elas falam elas verbalizam eu não consigo Se alguém for comigo no seamo teve uma que ela me pediu para eu segurar na mão para subir com ela até mas quando ela chega nesse ponto é porque elas já é uma fragilidade mesmo já passou não teve psicólogo E é isso que eu que eu gosto sempre de deixar muito claro as pessoas têm costume de falar apanha porque sem vergonha apanha porque quer isso aí também tem que ser bonito elas estão numa situação de fragilidade tão grande que elas precisam de alguém que ajude ela saírem dessa situação então elas precisam várias tiveram acompanhamento com psicólogo no creas por meses até anos para conseguir romper essa relação doentia por conta de traumas de medo de um monte de coisa então a gente tem que pensar assim não é que é não se trata apanha porque quer é uma situação muito delicada que precisa assim como a Mariana falou nós precisamos de de atendimento sistemático mas muito assim de perto para essas mulheres se fortalecer para poder sair desses relacionamentos abusivos então a gente tá falando de pessoas frágeis né não são não são mulheres que porque talvez falar eu eu falaria São pessoas que estão em situação frágeis porque a fragilidade não é própria da mulher que é verdade as mulheres são muito forte muito fortes né mas eu acho que a questão é quando a gente tem um relacionamento abusivo o relacionamento abusivo ele é permeado de uma série de violência e da violência psicológica então a mulher é colocada numa situação de né Então ela tá passando pela situação vulnerável ela precisa ter o apoio especializado E aí eu acho que tem uma questão né a Jaqueline falou da vaga de violência doméstica familiar na verdade a gente fez a articulação via Comissão da mulher e hoje em Campinas nós conseguimos a vara o ceravi o e a defensoria agora a gente tem uma defensora vocacionada inclusive nós conversamos com o pessoal do Ceará e Logo no início do serviço tá funcionando bem aqui na cidade eu acho que tem questões né Eu acho que tem questões da forma do funcionamento né Eu acho que até essa vandre Clair quiser falar eu acho que a gente precisa ter eu acho que precisa ter equipes precisa ter um sistema junto à vaga especializada porque quando a gente pensou Será que a gente articulou via Comissão da mulher é a ideia era que fosse o atendimento no seravo o processo nós só vamos explicar para quem está suco você deve ou sem é o serviço de Reeducação é de homens agressores né que é foi uma uma reivindicação que nós fizemos uma articulação que a gente fez junto a comissão da mulher e foi implementado aqui na cidade de Campinas a partir de uma experiência muito interessante que é do E agora José que é um serviço lá de Santo André e lá em Santo André na verdade é a participação dos homens que né dos homens que porventura cometeram um ato de agressão contra a mulher ele é determinado pela vara Então eu acho que é essa é uma questão obrigatória obrigatório faz parte do processo Porque faz parte do comprimento da pena dele isso é fundamental aqui aqui não e eu acho que isso eu acho que esse é um debate que a gente precisa fazer acho que é um equívoco acho que a gente tá a gente tá dizendo assim tirando a potencialidade que aquilo tem porque ele precisa que aquilo faz parte ele está passando para mim passar reeducação faz parte do cumprimento da pena dele né E aí a questão sobre o papel dos creas e dos Cras eu acho que assim é fundamental a gente ter uma política integrada uma política intersetorial isso é fundamental agora tem a experiência que a gente teve de todo o processo que levou Inclusive a formulação da Lei Maria da Penha é que a gente precisa de serviço especializado a gente precisa de serviço especializado porque essa atuação ela é importante mas você esse serviço que é um serviço que atende a família não substitui o serviço especializado em violência doméstica familiar porque porque boa parte da violência acontece dentro da família a gente está falando da violência doméstica e familiar que acontece no núcleo da família e como ele é no núcleo da família nós precisamos ter um espaço restrito acolhido seguro neutro exato em que você é neutro inclusive do ponto de vista das relações que se estabelecem que seja para fazer a atenção à mulher então eu entendo você acha que é importante os Cras precisam de mais meses equipe precisam ter enfim apoio coisa nós atribuímos nas emendas parlamentares nós apoiamos os crase isso não é desmerecendo né o papel que o traço cumpre ele é fundamental mas ele não substitui o serviço especializado por isso que para mim o grande desafio é a gente precisa fazer com que serviços integra né então o será ser um sistema uma definição a partir da várias e nós precisamos ter inclusive serviço especializado para ir em Combate à violência doméstica familiar também nos territórios é que hoje o SAMU é importante que tem um espaço ali na Francisco Glicério que seja um espaço longe do território porque às vezes está no território perigoso também representa risco para mulher é fato mas nós precisamos também que esse serviço especializado Tenha tenha robustez né você precisa a gente precisa ter mais gente mais equipes para também fazer esse trabalho inclusive que seja junto do creas mas que seja que seja especializado Exatamente porque acho que essa questão que a Jaqueline levanta é muito importante é uma previsão da Lei Maria da Penha né Eu acho que é importante lembrar que a lembra da Penha Ela depende de uma série de questões de regulamentação a Lei Maria da Penha ela ela é completíssima mas ela precisa que municípios estados e o governo federal políticas públicas que possibilitem a aplicação dela história da Penha fala que o atendimento a mulher em todas as esferas precisa ser especializado E aí inclusive foi pensando nisso Mariana falou agora né da defensoria pública no Estado de São Paulo aqui na cidade de Campinas nós temos um convênio entre defensoria pública e advocacia privada porque a Defensoria Pública do Estado não tem capacidade em quantidade mesmo de defensores para atender toda a população de Campinas Então a gente tem um convênio firmado entre defensoria e Ordem dos Advogados do Brasil e a OAB em que alguns casos são destinados a advogados que são da esfera privada mas que se disponibilizam a atuar junto a defensoria pública e a partir desse ano nós temos o advogado conveniado que precisa se especializar em violência doméstica familiar então quando Nós escolhemos dentro desse convênio Qual é a nossa área de atuação algumas dessas áreas dependem de um curso a gente precisa fazer essa afirmação Antes de iniciar de começar a trabalhar no convênio e a partir desse ano existe Então essa exigência para que esse advogado conveniado se submeta esse curso e atua então junto a vários especializada sendo serviços municipais secretária a gente tem hoje então Digamos que o que tem no Município será tem a várias especializadas e serviço Federal tu pergunta o porquê Inclusive a gente teve recentemente uma Moção aprovada aqui na Câmara pedindo que se instale por exemplo a casa da mulher brasileira aqui na nossa cidade Federal hoje a gente não tem nada aqui em Campinas é não tem mas eu só volto um pouquinho a questão que a gente tinha conversado é doceva então será que você perguntou para vereadora mas é um serviço que está na secretaria acho que nasceu dessa discussão Foi algo que foi construído em conjunto ele tem esse olhar mesmo hoje a gente atende os homens encaminhados pelas ddms ou pelas delegacias no geral mas nós temos tido um diálogo com as varas para que esse caminho seja com um só para que esse homem seja atendido ali que hoje é voluntário então é voluntário ele não é compulsório mas a gente tente desse diálogo E é isso que é importante essa união de esforços tanto do poder público a gente ter o conselho da mulher também envolvido para que a gente possa fazer manifestações de fazer com que haja um entendimento ali do Judiciário de que haja essa e É Preciso Acreditar nesse serviço porque tem muita gente que não acredita não funcionamento dele quando a gente fala de um serviço de ressocialização que a gente faz é o comportamento com uma doutora já colocou porque aquele homem que cometeu aquela violência ele é punido ele vai reproduzir isso com outra mulher se ele não entender que aquilo que ele está fazendo é errado ele tem que ser punido de fato tem que pagar tem que ter todas as questões legais sim mas ele tem que entender o que ele tá fazendo que aquilo é errado porque eu vou já teve até uma questão de testemunho de uma pessoa conhecida que a pessoa disse olha eu estou fazendo de forma voluntária para mostrar para você o quanto eu te amo pra gente voltar pode usar esse é a violência sendo de novo reproduzida entendeu e ele não e ele acha que ele está fazendo um favor para essa mulher participando por exemplo de um serviço como esse então isso por isso que ele tá falando ele mas que entender não é sorte do processo da pena porque a gente tem uma tem várias formas de você cumprir uma pena essa é uma forma de cumprir a pena Isso é essa questão por exemplo quando a gente estava fazendo um debate sobre a implementação do serviço de responsabilização e reeducação Doutor de violência a gente teve aqui na comissão da mulher uma presença da Marilda que foi ela ela formulou o serviço ajudou a formular o serviço de do E agora José e ela deu um exemplo ela trabalhou muitos anos no E agora José lá em Santo André ela deu exemplo de uma situação em que eles estavam tendo uma reuniões homens que estavam cumprindo penalidade por agressão e chegou um rapaz que tinha batido na mãe e todos ali tinham tido uma agressão contra as esposas e esse rapaz tinha agredido a mãe E aí os homens ficaram muito indignados que ele tivesse agredido a mãe E aí a reflexão que ela trouxe é mas por que indignação é claro Axe indignado por falta de agredi a mãe mas por que que é indignação é contra agressão a mãe e não contra a esposa o que o que que torna a agressão a mãe mais grave do que uma agressão a esposa propriedade exato e é isso incentivou uma reflexão sobre essa questão de que na medida em que isso é um aspecto patriarcal da nossa herança daqui esteve na legislação na cultura que a ideia de que a partir do momento que você estabelece uma relação um namoro um casamento a partir daquele momento o homem passa a ser dono da mulher e como dono como uma propriedade ela pode ele pode punir a mulher casa não corresponda na visão dele aquilo que ele acha que que é que ela deveria ser Então essa é um exemplo de coisas que não são não são reflexões que nós fazemos mas que não é São esse tipo de reflexão que um serviço como esse pode pode trazer e assim e ele é muito eficiente as Pesquisas mostram a gente trouxe quando a gente estava fazendo debate sobre implementação de serviço mostra que o processo de reincidência de casos de homens agressores que passaram pelo reeducação é muito baixo então diminui a reincidência Então esse serviço funcionando a secretária até falou ele pode não ter mais aquele relacionamento passou por esse serviço ele não vai reproduzir num novo relacionamento hoje a gente até costuma dizer que um agressor ele é sempre um agressor porque a gente não consegue tirar do comportamento dele essa postura e esse entendimento de que aquilo tá correto se a gente não tiver esse tipo de serviço e eu posso dizer para vocês que assim eu tive a honra de fazer um curso da Maria da Penha do Instituto Maria da Penha que é um curso que se chama defensoras do direito à cidadania Então me formei defensora do direito à cidadania pelo Instituto Maria da Penha e é um curso é que abrange todo o território nacional e durante as aulas nós tivemos essa troca de experiências do serviços de todos os municípios e eu ouvi de todas as regiões que em municípios inclusive muito pequenos muito menores que o nosso esse serviço tem sido adotado em alguns lugares já de maneira compulsória outros não ainda de forma voluntária mas Os relatos dessas dessas companheiras que estiveram ali comigo no curso é de que primeiro a gente consegue mudar um pouco comportamento desses homens segundo a gente passa a conhecer esses agressores Porque hoje a gente não sabe quem eles são a gente fala que os agressores estão no ambiente doméstico familiar Mas a gente não conhece a história dessas pessoas e não é justificar injustificável porque não tem justificativa mas o fato é que a gente precisa encontrar onde está o início desse problema apesar da gente já saber da questão cultural mas a gente precisa identificar porque que ele ele se mantém né porque que essa cultura de violência a mulher de violações dos direitos das mulheres se perpetua na nossa sociedade então é um serviço que tem que ser fortalecido e violência Ela tem ela tem esse a questão da reprodução muitos casos eles viram as mães ser vítimas de violência doméstica o pai batia na mãe e ele reproduz com a esposa a mãe é intocável a esposa não olha que relação sim doida né não pode amanhã intocável e a esposa não Então muitos desses homens eles viram as mães apanhar sofreram com isso mas quando ele casa ele faz a mesma coisa então é importantíssimo esse trabalho com eles para ressignificar sim outra coisa que funciona muito eu acho assim até uma dica que eu que eu gosto falar desse programa desse projeto para todo mundo que eu sei que funciona é a cultura da Paz a mediação o círculo de paz né na Vara da Infância a gente tem feito eu fiz a especialização lá com o Dr ritmo de pai quem mas o Doutor Marcelo Berg tem continuado inclusive fazendo quase escolas que é você colocar a vítima e o agressor e ela falar o que ela sentiu que ela sente quando ela é agredida ele ouvir e então isso é difícil mas funciona também porque a pessoa ela não tem às vezes ela não tem ela não tem ideia do que ela causa no outro né então esses trabalhos são esses trabalhos são muito importantes com aquele que que comete a violência também para acessar o ciclo de violência porque senão ele vai se reproduzir vai se reproduzindo e não tem fim e na verdade é essa essa coisa da mediação nos casos de violência doméstica é bastante questionável né Eu acho que isso cabe um debate mais aprofundado sobre isso porque porque muitos momentos assim na verdade a elaboração que das experiências de Combate à violência é que na medida que a violência acontece numa relação íntima familiar e que uma relação que é violência Mas ela está permeado de afetos e tudo mais é necessário romper o ciclo de violência e aí é essa coisa da mediação e o direito ser um incentivador da mediação na verdade não ajuda no processo de romper o ciclo de violência Porque como que isso acontece o ciclo de violência acontece agressão ele se arrepende o processo de arrependimento do dizer né do fazer aquela a lua de mel como a gente fala a lua de mel é se estabelece a mulher passa até a confiança que aquilo vai passar que não vai mais acontecer e depois a gente sabe que na maior parte das vezes acontece de novo agressão acontece Então eu acho que a gente é esse debate sobre Qual papel porque o direito não pode ser um incentivador do estado da manutenção de um ciclo de violência assim como mesmo a política pública por isso é tão importante o serviço especializado porque a gente precisa é mesmo que a gente não tá falando que a mulher é obrigada a romper o relacionamento não é isso Isso é uma decisão da mulher mas que ela possa romper o ciclo de violência isso ir rompeu o ciclo de violência precisa é dessa dessa desse apoio especializado e muitas vezes acabamos não citando quando fala do rompimento que às vezes a mulher precisa fazer esse rompimento e não tem nenhuma apoio familiar não tem aonde não tem onde ficar aí nós temos também um abrigo especializado para isso que é o Sara M que faz o atendimento dessa mulher quando ela tem algumas questões que a gente tem discutido porque o salário m é o atendimento Quando a mulher tá na iminência quando a violência já aconteceu e a gente tem uma política pública agora que vem com os benefícios eventuais olhar para essa mulher que não está na iminência de morte que não está quando tudo já dando errado também acolher e Cuidar dessa mulher quando a violência se instalou e ela não tem uma rede de apoio muitas mulheres permanecem no ciclo de violência não só pela questão psicológica que entende muito mas também porque ela não tem imagina que não tenha nenhum apoio familiar porque às vezes esse homem segrega ela de tal forma que ela tem o apoio mas ela não desconhece ninguém vai me ajudar ou não é vítima ou quando ela não tem autonomia financeira que ela dependência financeira a mantém neste local é um dos fatores que dá para romper e isso e Campinas parece que tem um projeto desse é nós temos várias é um conjunto de ações tá não existe volta dizendo não existe um fator não causa que causa não existe mas não existe um fator para a violência apenas um existem um conjunto de fatores Então as soluções tem que vir em conjuntos de vários locais várias secretárias envolvidas várias ações envolvidas nós entendemos é ali na Secretaria de Assistência Social que nós temos que ter o acolhimento desta mulher seja ele especializado como a vereadora colocou seja nos crés Porque mesmo nos creas não é que não vai atender a família como um todo essa mulher recebe um acompanhamento mas seja ele especializado seja o atendimento no direito ou na assistência social seja se essa mulher precisar de uma brigamento tem que fazer o acolhimento emergencial depois você tem que fazer o acompanhamento para que essa mulher possa romper esse ciclo e a identificar o que é que faz motivar o de que forma que a gente pode ajudar essa mulher a romper o ciclo de violência e Temos visto que muita das vezes a questão da Autonomia financeira e psicológica é o que tem feito com que essa mulher continue ali então o acompanhamento psicológico é fundamental mas também garantir uma porta Saiba que essa mulher tem uma autonomia tendo autonomia financeira ela tem uma autoestima ela pode trazer renda para si e pode não mais tornar se dependente e não é que a mulher é dependente financeiramente dos homens isso é outra mentira porque nós temos no cadastro único quando a gente fala do cadastramento das famílias situações de vulnerabilidade a maioria das famílias cadastradas quem é a responsável por levar o rendimento para casa é a mulher é a mulher Mas ela não se vê nesse local ela não se vê dessa forma muitas vezes a maioria delas é chefe de família quantas mulheres não sustentam seu lar e sustentam muitas vezes aquele homem que é agressor mas a gente trazer nessa autonomia trazendo ela para ambientes em Que ela possa discutir conversar com outras mulheres ver que o mundo não tá só ali naquele ciclo de violência existe o mundo fora e É nesse objetivo que nasceu mulheres empreendedoras mulheres empreendedoras é um programa em aberto começa com as mulheres atendidas pelos Mulheres vítimas de violência e ele tem uma proporção que ele se escondem expande para mulheres em situação de vulnerabilidade em que elas têm um espaço em que elas podem ofertar vender o seu serviços e elas também recebem capacitação a gente tem parcerias com Sebrae capacitação de Marte Como fazer seu produto para além da feira não sofrer elas poderem entender isso traz um autonomia muitas mulheres a gente vê que traz um diferencial psicológico para elas também por isso que eu te falei às vezes nós não somos dizer que nós não somos empoderadas nós somos temos um conhecimento sabemos dos direitos mas tem muitas mulheres que não conhecem isso e esse diálogo com outras esse convívio essa possibilidade de autonomia importante esse ano a gente completou um ano de feira das mulheres empreendedoras e agora nós estamos indo para Os territórios porque agora a gente vai poder ofertar um espaço em que essa mulher ali no território ela possa saber que existe esse programa ela possa vender seus produtos possa gerar renda e ter acesso a outros programas da prefeitura mas como vai ser a exemplo por exemplo das feiras noturnas ou das feiras que acontecem às vezes de finais de semana essas feiras vão acontecer de forma descentralizada o curso a capacitação é via ser parte ouvir a fumaça isso a gente tem a capacitação via Sebrae tem outros parceiros que também fazem essa capacitação afume né que é um deles nós fazemos a capacitação todas e essas mulheres vão poder vai continuar ter a feira Central mas nós teremos As feiras descentralizadas para que aquela mulher possa vender ali uma vez por mês naquele local no próprio região dela identificando a esse bairro tem mais a questão do Artesanato Não esse aqui é mais a culinária Então ela pode se identificar e ali produzir os itens quando a gente por exemplo cria programas de empreendedorismo voltados ainda a mulher e a gente sabe olha a gente tem inclusive Olha o Brasil é o sétimo país com maior número de mulheres empreendedoras de acordo com uma pesquisa realizada em 2020 são 52 milhões de empreendedores no país 30 milhões mulheres olha e 55 delas começam 55% delas começam a empreender por necessidade para gerar renda mas entre as maiores dores das empreendedoras está a falta de capital de giro Elas têm grandes dificuldades por exemplo para conseguir crédito para o seu negócio como a gente consegue então quando a gente fala dessa mulher que precisa de certa forma de uma emancipação é financeira também Um dos fatores aí para conseguir romper esse ciclo e se empoderar Qual é a responsabilidade dos entes públicos quando se trata também dessa questão secretária eu vou começar pela senhora é nós temos esse olhar sim que a mulher precisa ter garantir o seu rendimento por exemplo a gente tem muitas mulheres que você colocou que são empreendedoras mas que são empreendedoras mas também buscam emprego formal para Que ela possa compor a sua renda na quarta-feira a gente vai ter um feirão da empregabilidade ofertando serviços empresas estarão ali especificamente ofertando vagas de emprego para essa mulher nós temos trabalhado muito com a questão do benefício de transferência de renda para garantir o mínimo para garantir uma mulher essa família que a maioria das famílias situações de vulnerabilidade são chefiadas por mulher possam ter acesso a esse benefício e essa capacitação que a gente tem do SEBRAE nós temos também do Governo do Estado o Banco do Povo que tem essa questão do empreendedorismo existe um programa anterior no governo federal Eu acredito que ele vá voltar com foco maior ainda para que essa mulher possa empreender é preciso que a gente entenda que empreender não é uma escolha entre você ter um emprego e empreender é possível fazer junto ou a mulher muitas vezes opta por isso então a gente tem que ter os caminhos identificar quando aquela mulher se identifica mais não eu prefiro ter um emprego formar para vocês ter a minha garantia de renda e vez ou outra tem uma habilidade quero desenvolver quero fazer aquilo então a gente tem que trazer traçar Qual é o melhor caminho para essa mulher eu acho que é importante a gente é claro né esses programas de capacitação de incentivo eles são válidos porque eles compram um papel mas eu acho que é importante que a gente olhe para do aumento do número do que se chama de empreendedorismo porque eu acho que também isso é reflexo de um processo de desmonte trabalhista que o Brasil viveu e está vivendo de direitos trabalhistas e previdenciários você aumentou muito o trabalho informal e o trabalho informal ele recai principalmente sobre a mulher a grande maioria das pessoas que estão na situação de informalidade ou trabalho intermitente Como foi essa nova previsão da reforma trabalhista A grande maioria são mulheres isso coloca a mulher numa situação de maior vulnerabilidade porque não existe a garantia Isso significa que a mulher não vai ter direito a férias a décimo terceiro a licença maternidade a fundo de garantia a uma série de questões que que significa estabilidade e no caso da mulher isso tem um impacto sobre a família as crianças porque que é isso é um fato assim quem bota comida na mesa quem fecha as contas quem faz o cálculo final do orçamento são uma grande maioria são mulheres e elas muitas vezes fazem né fazem milhares de bicos para conseguir fechar as contas numa situação em que a gente está vivendo uma alta do preço Campinas é a quarta cidade mais cara do Brasil para se viver sua participação Paulo Rio de Janeiro e Brasília então assim saiu uma pesquisa recente que é e a cesta básica eu item maior que é o que mais impacta a mulher e os seus filhos então assim eu acho que é importante esse tipo de de iniciativa é importante mas acho que a gente precisa olhar para recomposição dos direitos trabalhistas e das condições de que a mulher possa realizar esse trabalho quando você tem falta de creche por exemplo você tem uma fila gigantesca de creche ou seja ter apenas meio período né acima de 3 anos em Campinas é meio período quem quem é vai ser impactada historicamente as mulheres que se responsabilizaram pelo cuidado das crianças é muito comum uma mulher que que quando eu engravida passado o período da licença maternidade ela ela é mandada embora então assim a informalidade também tem sido digamos assim um espaço tem crescido no Brasil porque a gente está tendo um processo de desmonte de direito trabalhista e isso impacta o trabalhista é Previdenciário a mudança que teve por exemplo das pensões impactou sobretudo as mulheres porque hoje hoje a mulher não recebe mais a pensão integral porque são Principalmente as mulheres viúvas e quantas famílias não tem apenas aposentadoria da vó o único salário que mantém sustenta todo uma rede eu conheço muitas pessoas essa é uma realidade da nossa da nossa da nossa dinâmica das nossas famílias muitas vezes é aposentadoria é o benefício Previdenciário da avó que vai sustentar toda uma rede de filhos netos enfim e é isso e isso traz o impacto muito grande na vida das mulheres não é o que a gente teve aumento da pobreza tinha aumento do número de pessoas morando em situação de risco porque é difícil pagar aluguel tá sem contar aquelas que estão no mercado de trabalho e que ainda é uma questão muito importante a questão da Equidade salarial também que o homem já foi provado que homens e mulheres na mesma função geralmente muitas dessas mulheres ganham menos que eles exercendo fazendo o mesmo serviço né diretora traz na pandemia a gente viu isso muito muito nítido é muitas pessoas perderam o emprego e quem foram as primeiras pessoas a perderem emprego foram as pessoas as mulheres foram as primeiras que perderam o emprego e as últimas a serem sabendo que muitas vezes essa mulher é responsável pelo sustento do lá então esse olhar que a vereadora traz por exemplo tá falando de trabalho já falamos de violência falamos de trabalho a solução ela tem que passar por várias áreas não é dizer que a secretaria vamos supor de trabalho renda é a responsável ou a política pública Não Dizer secretária que a gente tem nível nacional estadual e Federal Não é a responsabilidade do Judiciário que vai resolver esse problema a gente tem a questão tem que ter atuação tem não é a questão do trabalho não é só a questão do trabalho não é só a questão da violência não é só questão da vulnerabilidade são fatores que vão se unindo e quem a gente quer mulher e não é que nós somos mulheres é porque a gente entende na pele O que é isso nós sabemos sim quando a gente vai nos territórios vamos fazer visitas conversamos você entra quem tá lá quem é que tá indo atrás de cadastramento no cadastro único quem que vai atrás dos benefícios de transferência quem que vai nos Cras você não vê homem indo lá atrás é a mulher porque ela assume essa responsabilidade para si e não intermedireto dos homens não é isso é que essa política pública para mulher nós tem que entender que já entendemos Mas levar isso para outras pessoas que ele é um conjunto de ações e muita responsabilidade de todos as ações envolvidas temos a responsabilidade de mudar esse cenário identificar entender o que está acontecendo e para aquele âmbito para que ela tem uma mulher que quer o emprego tem aquela que quer empreender para complementar o emprego nós temos mulheres na feira que a gente conversa e que ela falava eu trabalho e separo todo mês uma parte porque eu quero fazer a venda porque me faz bem estar na feira ela fala me faz bem me relacionar com outras mulheres e ter o meu próprio rendimento Fora aquele que eu já tenho então ok essa mulher não quer ser só empreendedor não ela quer ser só empreendedor vamos capacitar vamos orientar para que ela tem entender Qual a realidade da mulher e dar caminhos para que ela faça a escolha que ela quiser sim até porque quando a gente fala nessa questão do empreendimento e tudo mais a gente percebe que por outro lado inclusive quando a gente fala desse estudo as mulheres Ainda mais depois pós pandemia elas são as que mais enfrentam olha as mulheres Elas têm aqui as mulheres Donas de negócio tem um nível de escolaridade 16% superior ao homem precisam administrar a dupla ou tripla jornada muitas vezes e aí entra toda essa questão como a senhora disse se ela quer empreender também só empreender mas ela precisa primeiro como vocês disse a gente volta lá no começo do programa se vê com essa capacidade para empreender e ter sucesso empreendendo Às vezes a capacitação não garante como você falou questão de cuidar tem mulher que tem muito mais capacitação que muitos homens e não recebe o mesmo salário Sim a gente tá inclusive existe aí uma proposta de legislação para que funções sejam Independente de gênero sejam pagas da mesma forma a gente vai aguardar para ver se essa questão vai ser como se diz superada ou não no nosso país mas quando a gente fala inclusive da questão salarial quando a gente pensa que é importante que a política pública toma esse posicionamento e não a gente deixa apenas por exemplo para iniciativa privada resolver como vocês analisam mas passa por uma questão a política pública ela é fundamental porque assim é a experiência que nós temos que é que o livre o tal do Livre Mercado ele vai sempre se pautar em cima das desigualdades né então assim a desigualdade ela é produto das relações que nós temos e você ter legislação que Garanta Equidade ela é fundamental agora eu acho que é importante dizer assim que que existe essa questão da do empoderamento individual e tudo mais mas é importante que a gente compreenda porque senão a gente joga de novo uma responsabilidade individual sobre a mulher é importante que a gente compreenda que não basta a vontade aí você precisa ter condições condições inclusive conjunturais econômicas para que a mulher possa ter esse tipo de situação a menina tava lá atrás né sobre a questão do crédito é muito assim com uma taxa de juros que nós temos é muito difícil é difícil para qualquer um de uma mulher para uma mulher qual é essa coisa do capital de capital de giro então assim o que eu acho que é que nós mulheres queremos precisamos também ser atores políticos porque nós queremos definir não a nossa vida mas nós também queremos definir os rumos do país porque os rumos do país interferem na nossa vida então agora eu vou falar nessa questão dessas políticas públicas para o empoderamento falando justamente sobre a política ali a gente está na câmara de Campinas temos 33 cadeiras quatro delas são ocupadas por mulheres e duas dessas mulheres participando do nosso programa hoje como que vocês veem esse número Inclusive a gente lembra que logo que a câmara de Campinas elegeu quatro mulheres foi visto olha pela primeira vez na história como uma vitória qual detalhes de vocês é um passo é uma Vitória onde a gente quer chegar quando a gente fala em política é feita por mulheres aqui em Campinas sobre a gente tava falando na verdade violações dos direitos das mulheres e aí a minha colega me ela trouxe uma pergunta de uma estudante Universitária que eu acho que é importante a gente trazer aqui para a gente refletir sobre esse assunto apesar de não ser eu nem vereadora nem ocupante de um cargo do executivo Mas a pergunta era a seguinte ela me perguntou se eu entendia a conquista não ela disse assim ela perguntou se eu entendia o nosso acesso ao direito ao voto ao direitos políticos como uma conquista ou um consentimento ou consenso da sociedade e essa pergunta foi feita e a minha resposta imediatamente foi que é uma conquista porque eu não acredito que nós chegaríamos aqui se nós não tivéssemos nos movimentado para isso E aí eu quando a gente fala de ser uma conquista quatro mulheres a gente está falando ok É a primeira vez que nós temos quatro mulheres na Câmara Municipal mas é pouco e é importante que a gente entenda vou voltar uma fala que eu tive agora pouco de que o nosso Poder Legislativo é Reflexo né da sociedade é representante do povo então as nossas a nossa cultura as nossas ideias os nossos anseios as nossas necessidades são levadas pelo legislativo a gente precisa de representatividade quando nós não temos mulheres legislando nós não temos como a secretária de pessoas que entendem as nossas próprias dores para que políticas públicas sejam no futuro implementadas então acho importante a gente sempre frisar é uma conquista Sim eu entendo que é uma conquista sim mas bem pequena ainda é inclusive uma discussão sempre perto das eleições quando dão os números olha a maioria de eleitores é formado por mulheres mais quando é preocupado é um cargo eletivo elas ocupam a mino desses cargos né passa por essa reflexão também eu acho que assim é uma conquista quatro mulheres eu fui fui na lesora passada é apenas uma eu ia né Eu comprei esse papel então assim é uma conquista nós ampliarmos o número de mulheres e essa Conquista não também não seria possível se nós não tivéssemos no último período um questionamento muito forte da sociedade brasileira da sobre a falta de representatividade então assim a gente ter esse foi um questionamento muito forte que permeou os vários âmbitos sobre o fato de mulheres de mulheres negras não estarem representadas né então eu acho que essa é uma é uma coisa é uma conquista agora de fato quatro mulheres é muito pouco né Eu entendo que a gente precisaria ter no mínimo metade a gente a gente fala assim né que que tem uma brincadeira que o pessoal fala que quando os homens precisarem de cotas a gente é porque tá resolvido mas é é isso né a gente precisa ter no mínimo metade é E aí foi interessante que o Parlamento jovem que é a experiência Parlamento jovem é da maioria meninas é que eram as jovens vereadoras isso também para mim é um sinal de que as novas gerações elas carregam potencialidades né e assim a gente precisa ampliar não apenas como representação no espaço da câmara e tudo mais mas ampliar o processo de participação política de engajamento da luta feminista por isso também é tão importante as manifestações os atos que a gente vai ter oito de Março tem vai ter ato aqui em Campinas vão ter um conjunto de programações Então porque entendo que é isso é as mulheres coletivamente se colocarem enquanto sujeito político e tem uma questão também das eleições que eu acho que tem uma uma uma dificuldade que são as estruturas partidárias é isso que eu perguntar a questão da cota isso ajuda assim eu acho que é importante é importante que seja que seja que tenha que tenha menos ainda claro certeza Claro é importante que tenha existe um esforço do TSE e de todos os tribunais eleitorais de que seja de que seja aplicado o fundo partidário né Isso também auxilia Então eu acho que que tem essas questões mas o problema é que o sistema partidário no Brasil ele é um sistema partidário quer dizer a grande maioria dos partidos eles são coordenados e dirigidos por homens né então assim é também homens que Talvez tenham tido aquela cultura lá que nós comentamos no início do programa né então assim da cultura é importante porque nós Talvez uma das questões não é só é ter mulher Eleita termos quatro quantas disputar a eleição então trazer essas mulheres essa participação política é importante entender que ela faz parte dessa construção de ter mais mulheres disputando cargos eletivos seja ele no executivo seja ele no legislativo que essas mulheres entendam que ela fazem parte disso porque muitas mulheres se deixam deixam para lá não deixa deixa como foi colocado muitos partidos são patriarcais são homens que estão lá e essa mulher não tem acesso mas a gente precisa levar e volto naquela palavra inicial do conhecimento Essa mulher tem que ter o conhecimento do que é a política pública de que ela pode contribuir Sim ela pode disputar cargos eletivos e está aqui como estão quatro vereadores poderiam ser sim poderiam ser 6 mas que a gente tivesse mais mulheres e disputar com condições de eleger né que aí essa é uma questão né por isso que eu acho que também faz parte porque eu entendo que a organização partidária ele é um processo é uma escola de política né você aprende você aprende o partido para mim é isso é uma escola de política que muitas vezes a política a gente não aprende sobre política dentro da escola e isso tem um impacto assim eu acho que deveria conteúdos né Por exemplo eu fui professora de sociologia nós discutimos a sociedade e a política faz parte das relações políticas fazem parte numa democracia as pessoas conhecerem Como funciona o sistema político se sentirem sujeitos e saberem isso é fundamental mas a gente por questões históricas o Brasil está muito longe dessa situação mas a organização partidária é importante e as mulheres estarem protagonistas dentro das organizações partidárias são fundamentais eu sou presidente do pessoal aqui em Campinas hoje e o pessoal em 2016 teve uma um fenômeno na política da bancada de mulheres eleitas que foi eu aqui em Campinas mulheres feministas ocupando espaços de no legislativo isso só foi possível porque nós dentro do partido nós conquistamos Voltamos para ter esse protagonismo Então eu acho que também esse reflexo essa essa é um passo que é necessário dar que é para a gente aumentar representatividade das mulheres você precisa ter protagonismo das mulheres nos seus respectivos partidos Eu lembro que Inclusive a gente fez uma discussão uma certa vezes e colocaram assim como uma mulher por exemplo vai conseguir na reunião do seu partido se ela tem que ficar com filho e muitas vezes não tem naquela reunião do partido um lugar para ela deixar o seu filho enquanto ela participa por exemplo deram algo simples assim sabe como que a gente faz a gente adota creche os espaços a distância partidária precisa ter crédito para que as mulheres possam possam participar ó Isso é uma demanda Quando a gente tiver ampliada das mulheres aqui a gente vai ter que ter uma demanda Na câmara também né porque tem uma creche aqui porque como é que uma mulher pequena no caso nenhuma de nós Débora é mãe mas já foi criada a Débora e a Guida são são mães mas mas já adultos mas é o fato é porque uma uma mãe vereadora como que ela faz ela precisa ter condições de exercer o seu mandato isso talvez quando se coloque como uma demanda pro futuro é uma demanda que se coloque para aqui para para casa para as vereadoras também né deveria não só aqui mas em indústria empresas tudo né para as mães poderem estar mais perto dos filhos e lá amamentar ver como é que tá tem um contato acho que aqui o exemplo que a gente tem no caso de Campinas é por exemplo as funcionárias da Unicamp Sim foi uma luta é uma conquista tem o sistema o sistema de creche lá ainda falando sobre esses números da política olha em 2022 foram eleitas 32 mulheres contra 1.394 homens para a câmara dos deputados Senado assembleias relativas e governos estaduais para a gente ver o quanto é preciso avançar ainda aqui nós estamos em quatro agora mas não é maioria porque teve uma outra legislatura não vou lembrar o ano agora que eram menos vereadores e tinham duas vereadoras Então proporcionalmente não é não é eu fiz esse levantamento proporcionais é a primeira vez né inúmeros reais quando eram 21 vereadores Então eu acho que era a Maria a Maria José e a Terezinha de Carvalho Não era isso eu não me lembro teve um ano também que tava Marcela e a delegada Terezinha né e a Leonice proporcionalmente era maior do que agora e ainda é muito tímido né É difícil porque nós quatro são 33 Eu acho assim não não basta cota partidária deveria ter cota dentro da capelamentos até porque a gente lembra a gente tá aqui para vereadora Débora ela que também num fato histórico pela primeira vez certo que foi devido alguns acontecimentos aqui no legislativo campineiro assumiu a presidência da câmara também foi foi desafiador muito desafiador e muito complicado né senhora só teve alguns momentos em que a senhora por ser mulher teve um olhar um pouco diferente meio torto momentos muitos momentos Mariana é muito e muito e foi atacada a gente nós Em alguns momentos né durante as sessões nós tivemos que tiveram exceções com intervenções fazer intervenções do que porque é isso e isso hoje já é até legislação né quer dizer a violência política de gênero porque a política ela é tradicionalmente ocupada por homens quando as mulheres ousam ocupar o espaço da política muitas vezes ela sofrem violência política de gênero o caso de Marielle é o caso mais trágico e simbólico né quer dizer foi ela foi executada num crime político no Exercício do seu mandato por conta das posições que ela tá que ela tava que ela tava adota barreira eu acho que assim a mulher na política principalmente é muito novo né a nossa presença na política então ainda é muito desafiador e ainda causa um desconforto Por que estão cultural não é nem que a pessoa é questão cultural na verdade a gente vem vindo né A Mulher Vem vindo numa numa constante de sair de casa a gente foi para estudar trabalhar só que a gente ficou assim eu falo sempre isso a gente acabou acumulando funções Então hoje o homem sempre foi o que sustenta a família então ele sai para trabalhar trabalho e volta para casa a mulher continua cuidando da casa cuidando dos filhos quem vai atrás de escola é a mulher quem vai atrás de creche é mulher quem vai atrás do crase é a mulher quem vai lendo tudo ela trabalha ela faz toda aquela questão de trazer para o recurso financeiro para dentro de casa ajudar o marido sustentar ou sustentar sozinha a família Então a gente tem uma matrícula jornada Quando não mais né então o que que a sociedade também precisa enxergar isso E como que vai mudar isso quando tiverem mais mulheres à frente da política do Judiciário né porque de todos esses poderes porque o olhar nosso eu vejo aqui na câmara combina com muita tranquilidade é nós mulheres a gente tem um olhar diferente do homem não que nós somos melhores nem piores acontece que a mulher ela tem uma forma de ver a cidade o problema as dificuldades o homem tem outra então precisa que isso seja assim não dá para ser 33 só quatro mulheres tem que aumentar esse olhar a mulher tem um olhar mais macro diferente totalmente diferente do Olhar masculino precisa dos dois mas a gente precisa de mais mulheres com certeza avançar e eu com certeza a gente tá nessa discussão por ser o mês da mulher mas com certeza são discussões que permeiam o ano todo e falando do mês da mulher a gente tem uma programação especial aqui em Campinas feita pela secretaria você acessa lá pelo site Olha smpdc Campinas ponto wikside o endereço aparece aí na sua tela secretária fala um pouquinho para a gente Dessa programação senhora já adiantou que dia oito nós teremos lá a feira da empregabilidade Fala um pouquinho dessa organização e de tudo que vai ser oferecido nesse mês tivemos algumas ações e parcerias com o shoppings aqui de Campinas a gente tem uma questão queda dignidade menstrual uma campanha que inclusive foi vereadora que destinou emenda parlamentar para isso foi o outro Vereador Cecílio para dignidade menstrual medo em positiva Não me recordo Então vai falando então a gente tem tanta coisa nós fizemos essa campanha de arrecadação de absorventes tivemos parceria com um shopping outro shopping que disponibilizou uma das lojas para que as mulheres empreendedoras possam vender durante 12 dias vamos ter o feirão da empregabilidade nós teremos ainda outras ações voltadas a essa que é a feira vai ser a feira aqui no centro vai ter a feira descentralizada Eita tem bastante coisa tem o movimento que a vereadora falou também no dia 8 né no mesmo dia tem um movimento ali vai ser no centro no Largo do Rosário tem no 14 de Março também vai ter manifestação porque ele tá 14 de Março faz cinco anos do assassinato de Marielle e nós estamos numa luta para que é o a investigação de quem são foram os responsáveis os mandantes do crime da execução do crime que matou Marielle Anderson seja federalizado porque hoje está sobre a investigação da justiça estadual do Rio de Janeiro então nós achamos que é importante que o caso seja federalizado para que você consiga ter inclusive um distanciamento maior do caso né ali de quem tá operando a investigação para que a gente tenha um esclarecimento de quem mandou matar Maria Elle Sim nós temos uma programação também na OAB Campinas é para quem não sabe a casa da advocacia também a casa da Cidadania Então ela é aberta toda a população e a gente tem uma programação que eu vou tentar não errar aqui que eu não pensei em falar antes mas no dia 8 às 15 horas tem um evento online é uma parceria da Comissão da mulher advogada com a comissão de relações internacionais a gente vai falar um pouquinho a respeito da posição da mulher Nessas questões internacionais no site da OAB que a OAB campinas.org.br tem toda a programação Então esse é o primeiro evento no dia 9 no dia seguinte às 18:30 nós temos um evento em parceria da Comissão da mulher advogada e a comissão da jovem advocacia que a gente vai falar um pouquinho sobre a história da mulher no mercado de trabalho como a mulher entrou né adentrou o mundo da área jurídica a gente vai falar um pouco sobre sobre como estamos nesse momento e quais são as dificuldades tanto para mulher advogada quanto para no Exercício da advocacia para mulheres e aí na semana entre dia 21 e dia 24 a gente tem primeira semana de Estudos em direitos das mulheres nós vamos debater os movimentos de mulheres na luta e na conquista pelos nossos direitos então começa no dia 21 terminando dia 24 e toda essa programação está no nosso site OAB campinas.org.br OAB Campinas ponto org.br e se você quiser mandar um e-mail também para a comissão da mulher advogada é mulher advogada roubar oabcampinas.org.br quem precisar a mulher que precisar falar com alguém da comissão pode procurar diretamente a OAB Campinas ou tem que agendar por esse e-mail como funciona Doutora Se alguma mulher precisar de algum tipo de orientação e chegar na nossa casa essa mulher ela vai ser encaminhada para gente e nós fazemos o encaminhamento para a rede na realidade a comissão da mulher advogada ela não tem essa função de atender as mulheres para desenvolver qualquer questão que né que seja necessário mas nós damos os então indicando para Defensoria Pública encaminhando para o ceama encaminhando para os crase para os creas para onde for necessário e quem então quem comparecer no prédio vai ser direcionado ou para o meu telefone ou para esse e-mail para a gente tem também em Campinas nós falamos do Conselho Municipal dos Direitos da mulher que funciona na Rua Ferreira Penteado 1331 no centro da cidade o telefone é 32546324 que é o telefone da casa dos conselhos lá funciona todos os conselhos municipais aqui para o conselho da mulher você vai ser atendido por um atendimento automático você digita o quatro né então ele vai Digite o corpo se você quer falar então conselho o conselho da mulher é o ramal 4 e tem também um e-mail que é o [email protected] o nosso tempo tá acabando eu quero que cada uma de vocês deixa um recadinho Então eu queria só aproveitar também já que a gente tá falando de ca usuário que no dia 16 de Março também a gente tem a reunião da comissão da mulher nós vamos receber uma série de movimentos sociais movimentos de mulheres aqui da cidade e a ideia a gente construiu uma pauta de reivindicações das mulheres né então vai ter a reunião da comissão da mulher e aí eu queria deixar o convite.br que é o site da Câmara Municipal você vai lá/agenda e tem lá os horários em todas as reuniões que acontecem aqui no legislativo secretário eu tenho na agenda ainda eu não falei que a gente vai ter o assunto de Campinas mas é só entrar no site da prefeitura lá tem mas a gente tem um Assiste vai ser lá no vida nova voltado para os direitos da mulheres e a gente está falando de todas as mulheres porque sempre que a gente olha as mulheres que mais sofrem violência que está na maior índice são as mulheres negras mas a gente vai ter ações para as mulheres em geral para as mulheres trans então atendimento de todas ofertando os direitos e falando que tem na prefeitura vamos ter um workshop sobre empreendedorismo que eu vou divulgar mais tarde vai ser provavelmente no dia 23 enfim tem muita coisa acontecendo o prefeito vai se fazer o lançamento na quarta-feira é do programa voltado para mulheres que é o Bem Campinas também e continua o trabalho não só neste mês é importante dizer que a política pública para mulher permeia várias ações da secretaria e da prefeitura como um todo mas o nosso olhar este mês é o olhar para que essa mulher essa política pública seja mais divulgada Mas ela tem que ser constante todos os meses vereadora Mirna bom já despedindo Eu quero convidar no dia 8 dia da mulher nós vamos entregar duas honrarias aqui na casa às 10 da manhã para Jane valente que foi secretária de da Assistência Social uma mulher muito competente muito dedicada principalmente a área da Assistência Social e muito a criança adolescente né então ela é uma pessoa que representa muito nessa cidade nessa área e também a Ana se apoia que faz reconstituição gratuita para as mulheres que pedem a mama pigmentação dos Mamilos Então são duas mulheres assim quem merecem né merecem honra então convidar toda a população para as 10 horas da manhã está aqui aplaudindo essas mulheres maravilhosas também lembrar menina nós não falamos aqui mas a gente não pode esquecer das Mães das mulheres mãe de crianças com deficiência que precisam de políticas públicas urgentes Porque elas estão essas mulheres a maioria os maridos abandonam estatisticamente comprovado que quando nasce um bebê com alguma deficiência a maioria dos maridos abandonam essas mulheres e elas ficam além de tudo isso que a gente falou hoje de trabalhar de daquilo ainda cuidando dessas crianças que muitas vezes precisam de várias terapias vários atendimentos e nós não temos falta muita coisa para essas crianças na cidade e falta política pública para essas mães um espaço de acolhimento de atenção de suporte emocional porque não é fácil você lidar com filho com deficiência às vezes mais de um filho com deficiência então não deu tempo da gente falar hoje sobre programa né Por favor dá certo a gente já parabéns a todas as mulheres Parabéns Doutora bom vou falar só mais um canal de comunicação com a gente então que é o Instagram da Comissão da mulher advogada é mulher cps de Campinas e encerrar me despedindo e dizendo que é muito importante que durante esse mês Realmente nós debatamos e disputamos todos esses assuntos a gente não pode esquecer o que verdadeiramente significa oito de Março é uma data de parabenização a uma data de comemoração mas também é uma data para que a gente relembre que muitas mulheres precisaram sofreram morreram para que hoje nós estivéssemos aqui inclusive nós cinco com esse espaço aberto para todas nós é verdade é importante lembrar é o que originou o oito de Março que não foi um dia feliz foi bem o contrário É verdade e a luta vai continuar a gente fica por aqui e até um próximo questão de ordem Continue com a nossa programação [Música]
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