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QUESTÃO DE ORDEM - POBREZA MENSTRUAL
Em destaque · HD Vídeo · QUESTÃO DE ORDEM

QUESTÃO DE ORDEM - POBREZA MENSTRUAL

16 views Publicado 22/07/2021 HD · 1:05:46

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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E aí [Música] E aí [Música] E aí o Olá começa agora o questão de ordem e o tema que nós vamos debater hoje é o combate à pobreza menstrual no Brasil de acordo com estudos do Fundo de população das Nações Unidas e o fundo das Nações Unidas para a infância no Brasil 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro no domicílio e mais de 4 milhões não tem acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas uma em cada quatro meninas sofre com este impacto da pobreza menstrual resultado de negligência falta de acesso à direita para debater o assunto eu recebo no estúdio a vereadora Paula Miguel presidente da Comissão de Direitos Humanos e cidadania que da Câmara de forma virtual a vereadora Mariana conti presidente da Comissão da mulher aqui da câmera e advogada e co-fundadora do Olá mulheres pela justiça de Campinas a Taís cremasco Lembrando que acontecendo debate várias interrupções Apenas quando o necessário vereadora Paula Miguel falta de acesso absorventes higiênicos no Brasil é um problema antigo mas em 2021 parece que através de campanhas de mulheres que deram voz a esta questão é que tem se debatido há soluções Seja bem vindo ao questão de ordem de cima Obrigada Gabriel quero saudar que ia vir a dona Mariana conti Thaís cremasco é todo mundo está acompanhando a gente esse debate de fato ele é um problema antigo que a gente tem né A gente quando a gente fala de absorver esse primeiro que é um grande Tabu a gente de se discutir esse nossa sociedade e segundo tem um fator que atinge só as mulheres então a sociedade como um todo ela acaba se eu mentindo um pouco desse debate 2021 que a gente observa é e muitas meninas ainda deixam de ir à escola durante uma semana né sete dias de três a sete dias justamente por conta disso e aí algumas pessoas se sensibilizaram a isso aí tentaram buscar o queria que estava acontecendo já que era uma rotina irá sempre no mesmo período do mês e aí se identificou que o verdadeiro problema era a pobreza menstrual onde as mulheres não tinham condições de comprar absorvente e por isso elas acabam abandonando ali os estudos é durante uma semana muitas vezes faltando a compromissos como entrevistas e até mesmo algumas faltam ao trabalho então quando a gente traz esse debate é justamente para que a gente consiga dar dignidade né e direito de acesso às necessidades básicas a todas as pessoas em especial as Mulheres nesse caso a vereadora Mariana conti presidente da Comissão da mulher quando nós falamos sobre pobreza menstrual entende que um dos maiores agravantes é desigualdade social e já que famílias com renda menor não compram ou disponibiliza uma quantidade menor do orçamento para itens de higiene menstrual já que a prioridade alimentação na seja bem-vinda ao questão de ordem de Gabriel quero cumprimentar também a Paola a Taís a complementar pela oportunidade de debater esse tema né novamente a gente tá sempre aqui discutindo esses esse outras temas é na verdade o absorvente ele é muito em básico né Toda Uma colher é um item assim fundamental esse especial o absorvente e é um item caro né na verdade não é não é o é uma questão básica O que representa um custo no orçamento então quando a gente fala de pobreza misture Uau ele é óbvio que é existe uma situação de desigualdade né quer dizer as mulheres com baixa renda as mulheres periféricas sobretudo mulheres negras adolescentes né mulheres desempregada Sem Fim um conjunto das mulheres que já são a maioria dos povos no Brasil né no mundo todo mas também no Brasil a maioria da população pobre são mulheres é e a falta de disso Como Um item básico né Um item que pode pode e deve ser fornecido pelo Estado é isso impacta diretamente a vida das dessas mulheres né quer dizer se a gente for pensar né quer dizer a essa iniciativa da distribuição do absorvente nas escolas ela é uma questão Oi gente não é que nós estamos em 2021 e ele pode ser considerado um item essencial assim como como uma mochila como uniforme e dizer para garantir o acesso à educação mas vai para Além disso também né a gente sabe que é isso impacta a vida do trabalho das mulheres a gente sabe tem muitos relatos por exemplo das mulheres em cá esperadas as mulheres encarceradas É bom lembrar que Campinas tem o presídio feminino né e muitas vezes os itens de higiene voltado para as mulheres não são considerados porque é quase como a política de segurança pública não olha especificidade das mulheres estão em inúmeras as reclamações teve coletivos feministas quero que é sal das promotoras legais populares que em vários momentos que fizeram arrecadação de absorventes para inclusive fazer doação presente feminina de Campinas trouxe a gente vê a felicidade sair de mulheres que têm dificuldade de acesso ao item básico e essencial e Ricardo na que é o absorvente quem participa do debate advogada Thaís cremasco co-fundadora do projeto mulheres pela justiça que contribuiu com milhares de absorventes as mulheres carentes em situação de rua da nossa cidade tá isso Problema antigo mas que este ano talvez agravado pela pandemia a situação de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade ficaram mais expostas a este assunto ganhou um peso e a sociedade passou a entender e colaborar com essas pessoas seja bem-vinda ao questão de ordem ligado a um prazer sentar aqui com Paola com Mariana Conte com você Gabriel muito obrigada pelo convite e a Ariana comentava sobre esse essa ideia né das promotoras legais populares de levar absorvente até o presídio e foi assim que pela primeira vez mulheres pela justiça foi provocar e a pensar na questão da pobreza menstrual então nós aderimos essa campanha fizemos algumas doações e quando a gente postou essa situação nas redes sociais dos mulheres always viu esse nosso projeto e fez essa doação que permitiu que a gente conseguisse fazer essa caravana contra a pobreza menstrual levando absorvente que a mulher e desde o começo essa questão da pobreza mente do pau para mim é uma questão da dignidade da pessoa humana né a Constituição Federal traz no seu artigo 1º como principal artigo da constituição que é dever do Estado garantir a dignidade da pessoa humana e quando eu penso na pobreza menstrual de um lugar de uma mulher que nunca passou pela dor né de saber o que é a pobreza menstrual mas por uma questão de empatia do tempo que vive na África de tudo que a gente vê em torno das mulheres com trabalho de humor e a gente começa a perceber como a pobreza menstrual é uma realidade né e dentro do trabalho da mulher como como bem lembrou a Mariana também existe uma coisa que com frequência chega em demandas judiciais né mulheres que são os utilizadas no ambiente de trabalho por estarem menstruada ou por ter algum acidente com a menstruação Nós somos mulheres a gente sabe que é comum né Tem uma mancha na roupa aconteceu um acidente e mulheres frequentemente são utilizadas por isso e e a Paola não me inspirou a falar de uma coisa que que foi muito interessante como a gente quando a gente começou a pensar na pobreza menstrual através do coletivo que a questão do Tabu quando a gente pensou no formato da caravana a primeira coisa que as próprias mulheres feministas que trabalham com direito da mulher tem estarão foi país as mulheres vão ter vergonha de pegar um absorvente e eu falei então a gente precisa falar mais então a gente a chuva de absorvente porque enquanto uma falta natural da mulher for Vista na nossa sociedade como vergonha como sujeira é aí que a gente vai colocar o dedo na ferida então pensasse por da questão da dignidade menstrual da dignidade da mulher do fato da mulher naturalizar a questão da menstruação é uma questão urgente porque veja se além de passar pela pela vergonha de não ter dinheiro de ter que faltar da escola por causa da nossa menstruação que acontece todos os meses durante pelo menos no mínimo 35 40 anos da vida de uma mulher no mínimo se ainda assim além de lidar com essa questão a gente tem que lidar com a questão da vergonha que na verdade nada mais é do que a vergonha é ser mulher a gente começa a perceber que é uma pauta necessária e urgente e talvez o texto de pandemia que foram com o texto que serviu para que a gente refletisse sobre o outro se a gente que a gente tivesse mais empatia pelo menos no primeiro momento né e para as pessoas que não são Psicopatas e esse enxergam dentro de uma sociedade então se isso serviu para que nós pensássemos sobre a sobre essa pauta que agora não vamos retroagir como nós mulheres a gente tem que fazer isso a gente alcança o espaço e a gente não retroage mais Então é eu acho que é uma pauta urgente necessária e que como eu falei vai daqui para nós e eu espero que a gente acaba e realmente com esse tabu o que seja dado um passo importante também a partir do nosso questão de ordem só para não deixar fugir Thaís você falou da África é não sei em que país especificamente você ficou mas esse é um problema global que nós temos né eu tava estudando sobre o tema no Reino Unido também 10 por cento das meninas não têm acesso é isso era discutido no e você estava também é como é que esse problema era bordado eu nunca gosto de me referir nunca nunca como África e acabei me referindo mas tem um motivo específico Eu morei no Marrocos né norte da África meu ex-marido já com o goleiro e a minha sogra tem um projeto feminista falando sobre inclusive sua pobreza missão no Congo e eu fui convidado agora através do mês pela justiça para a gente falar em guiné-bissau que é um dos países que ainda mantêm as mulheres enquanto estão menstruadas fora do convívio social porque nesse país é visto como uma questão é quase que não só suja mais errada né então existe alguma coisa que envolve a questão da menstruação em guiné-bissau então eu me referi como acho que é porque eu tava falando de três países diferentes mas esse é um problema Global realmente que não fica restrito o Sol Brasil é aquela câmera de Campinas o vereador perm no mon é autor de um projeto de lei que institui na cidade o programa de fornecimento de absorventes higiênicos nas unidades básicas de saúde e nas escolas públicas da cidade acompanhe esta reportagem um projeto de lei de autoria do vereador permínio Monteiro querem instituir na cidade de Campinas o programa de fornecimento de absorventes higiênicos nas unidades básicas de saúde e nas escolas públicas da cidade pois por gentileza surgiu devido à grande publicidade que tá tendo em relação à doação de absorventes de uma empresa renomada ALL our que fez a doação em vários lugares várias cidades aqui no Estado de São Paulo mostrando a necessidade de ter o poder público envolvido nesta questão devido ter e as meninas as mulheres infelizmente não ter condições de comprar de acordo com a proposta o programa tem como objetivo fornecer absorventes higiênicos para as pessoas que necessitam e Visa também a prevenção e riscos de doenças que o poder executivo poder público tem condições de colocar assim esses absorventes em locais públicos onde a mulher tem acesso e ela possa lhe pedir usar principalmente lugar onde tem falsa e não tem necessidade dela de sujeitar Aí lá falar porque que ela tá pedindo se ela tem condições de pagar ou não mas que esteja disponível para ela naquele momento que for necessário segundo o fundo de população das Nações Unidas e o fundo das Nações Unidas para a infância 713 mil meninas no Brasil vivem sem acesso a banheiro e chuveiro dentro de casa e faltam a mais de 4 milhões e tens básicos de cuidados menstruais nas escolas e eu acho que o mínimo que o poder público tem que fazer e a gente buscar por essa causa de leis que a casa Legislativa o nosso Poder Legislativo de Campinas ele é muito atuante e nesse sentido eu fiz esse projeto e tenho certeza que eu vou alinhar com o Executivo para que isso daí seja aprovado tanto aqui na Câmara Municipal e seja assim é acatado lá e sancionado pelo prefeito Dário saadi aqui na cidade de Campinas e vereadoras Paola e Mariana conte como é que avaliam esta iniciativa que está sendo proposta aqui na câmara de Campinas fornecer absorventes nas unidades básicas de saúde nas escolas públicas da cidade Bom primeiro uma iniciativa né que eu acho que ela é tardia como a gente está tá colocando aqui né já que é um debate antigo mas com relação a tudo Tabu é muito necessário né Justamente que o operador termina coloca né que as mulheres chegam até esse local pega o absorvente ter que explicar a ela se tem condições que elas estão fazendo isso porque elas estão pegando sem constrangimento de justificar o porquê que elas estão fazendo isso né porque como a Taís colocou muito bem a Mariana também é já era uma vergonha né outra boca a gente tem hoje é tão grande né se nós mulheres mestruamos todos os meses de três a sete dias durante 35 anos e é uma vergonha para gente é que existe uma falta de dinheiro né Ainda mais quando a gente fala um contexto de com anemia muitas outras não tem dinheiro para comprar arroz feijão carne Quem dirá absorvente então é fundamental e necessário que a gente tenha um tipo de frases como esse além de promover debates que tire um pouco essa ideia de que é um tabu aquilo que a gente tá falando assim é natural é mensal é é durante mais de 30 anos na nossa vida então a gente precisa começar a tratar e sistema com mais naturalidade né então é fundamental tem estimule não só distribuição gratuita de absorventes descartáveis e os não descartáveis também porque esse acaba também passa ambiental muito grande mas também que a gente faça campanha de conscientização e desmistificação com relação a esse tema vereadora Mariana conti este tema está chegando a câmara de Campinas como é que você analisa e olha eu acho que é ele é fundamental na verdade é ser um tema que tá na sociedade movimentos Ministro também faltando isso é um bom tempo eu acho que é importante que a gente quebra a barreira para esse virar um tema das Casas legislativas dos governos também é importante que seja política pública né Nós temos várias iniciativas aqui com a Thaís falou na iniciativa da matéria pela justiça das promotoras legais populares campanhas de arrecadação de absorventes também né mas isso isso isso é importante é importante principal disse enquanto movimento social mas para Além disso é importante que isso se torne política pública porque a distribuição no Centro de Saúde nas escolas ela também deve ser acompanhada da discussão e do conhecimento sobre porque você fala de mim explicação é falar do corpo da mulher e na verdade esse tabu que existe aqui a Paola mencionou que a Taís mencionou é porque na nossa Olá tudo que tem a ver o corpo da mulher é tratado como Tabu ou é banalizado ou é tratado como um tabu né objetificado ou como multi tratado como motivo de vergonha e o conhecimento É principalmente dos Adolescentes né das meninas sobre o seu próprio corpo né sobre o processo menstrual também dos meninos também né porque isso que a gente fala né de constrangimento até estou com muito bem acontecem acidentes né é quem nunca que mulher que nunca teve um acidente esse e tratado como Tabu se é mesmo motivo de vergonha e pode virar bullying pode virar constrangimento Então esse sim é um tema dentro das escolas é também para que a gente quebra essa barreira e que isso possa ser discutido com naturalidade como uma questão que é do corpo da mulher que acontece todos os meses e que é possível que aconteçam acidentes que a mulher é feito de ter o absorvente né A menina tem direito a isso e que é algo que precisa ser respeitado né então acho que isso é importante eu queria mencionar uma questão que a Taís me chama aqui que a questão do do trabalho como isso acontece dentro do ambiente de trabalho isso é sempre muito difícil né É porque a gente sabe também essa questão da falta de condição econômica do acesso e muitas mulheres também não tem absorvente para ir trabalhar Isso é um problema ou mesmo os acidentes no ambiente de trabalho mas também tem uma questão que muitas categorias de mulheres enfim determinados serviços que estão permanentemente na rua tem dificuldade em acessar os banheiros né eu isso que já me relataram isso por exemplo as mulheres que trabalham as carteiras trabalhando nos correios para você lado com isso quer dizer elas estão na rua o tempo todo fazer esse trabalho de entrega de cartas no na no isso e elas menstruou então vejo Elas têm que como é que como é que é para uma mulher que está numa situação que ela está permanentemente na rua que ela tem uma dificuldade de acesso a banheiros tem que acessar banhos no comércio quando não tem banheiro público né E ela tem que fazer a troca da tua mente então isso também é um problema né Imagino que seja uma situação vivida por mulheres que trabalham com a limpeza urbana Enfim então eu acho que esse é um tema também isso como uma questão do direito ao trabalho né a dignidade humana também também digamos assim o acesso ao banheiro a os itens de higiene também como algo como um direito ao trabalho eu acho que tu é um tema que a gente precisa ainda avançar inclusive na própria disponibilidade né aparecimento na também das mulheres em situação de rua quer dizer é muito muito difícil imaginar né como a mulher né que estamos e como toda a complexidade assim Acho que são tema amplo mas é e o acesso dessa dessas mulheres também os itens de higiene ao banheiro Então a gente não sabe que isso tudo são questões que precisam ser tratadas com seriedade precisam ser política pública né possibilidade de isso ser da garantia do acesso da intimidade do direito corpo dos itens de higiene ao conjunto das mulheres e meninas isso é muito bem pontuado Por que as mulheres de rua e também das mulheres que trabalham na rua passa por uma questão também de infraestrutura que nós precisamos ter na nossa cidade né Olha só o Governo do Estado de São Paulo lançou recentemente o programa dignidade íntima pretende investir mais de 30 milhões de reais na distribuição de produtos de higiene menstrual alunas de escolas da rede estadual é fundamental abordar esse tema sempre então com atenção para evitar a sua exposição ao realmente não tema que você sai perguntando numa sala de aula quem quer quem precisa mas todos na escola tem que estar preparados para apoiar quando essa menina precisar por isso Governador a gente tem estrutural em cinco eixos aqui importantes a menina precisa poder pedir ajuda para quem ela tiver intimidade se for para merendeira merendeira tem que saber como encaminhar o assunto dentro da escola se for para professora se for para uma colega se for para qualquer pessoa homem ou mulher devemos estar preparados e a rede estadual conta com 1,3 milhão de alunos em idade menstrual entre 10 e 18 anos desse total mais de 500 mil possuem cadastro no CAD único e são consideradas vulneráveis enquanto que 330 mil estão em situação de extrema pobreza e quantas meninas deixam de ir às aulas por conta da falta de um absorvente e por vergonha por medo e não é correto eu e mais de 290 mil alunos da rede estadual de ensino são beneficiárias do programa Federal Bolsa Família agora preste atenção nestes dois depoimentos da viviam Marchiori diretora da escola Capitão Deolindo de Oliveira Santos lá da cidade de Ubatuba e da Maria Eduarda uma Luna desta mesma escola e que fala agora sobre as dificuldades vividas por estas meninas e muitas vezes estar menstruada e ter que ir para escola é motivo de vergonha para muitas meninas é o fato delas estarem naquela situação e na escola também gera uma certa preocupação e o medo de vazar e acabar manchando a roupa de ir até o banheiro para pegar absorvente alguém ver É uma vergonha de pedir um absorvente emprestado para colega e muitas meninas não tem condições e nem acesso absorventes O que leva elas a muitas vezes o improviso o que pode resultar na falta de atenção nas aulas e a foto no ambiente escolar no ano de 2019 gente as alunas próprias alunas junto com essa professora fizeram um kit dentro do banheiro feminino então lá elas colocavam absorvente sabonete e tinha um mural lindo que elas colocavam é frases motivacionais umas para as outras e isso foi iniciativa delas só ajudou o nosso trabalho é o que me deixa surpresa surpresa a gente é dentro da educação com tantas mulheres esse tema não ser dito não ser falado não ser trabalhado e como com atitudes tão simples que a compra de absorvente pode mudar a vida de meninas bom depoimentos importantes né que dão a realidade de meninas que muitas vezes passam por vergonha sofrem bullying dificuldade de aprendizagem quando precisam se ausentar da sala de aula por algo que é natural biológico é do corpo da mulher Taís cremasco iniciativa colocado aqui no legislativo campineiro e esse projeto do Governo do Estado como é que enxerga Tais ações Olá eu sou uma pessoa absolutamente otimista eu acho que qualquer ação é importante né nós sabemos que existe uma dificuldade disso emplacar em Campinas porque vai existir a necessidade de dinheiro né para conseguir atualizar essa lei Mas eu entendo que o fato de existir uma mobilização não é para que as pessoas comecem a pensar numa pauta que é feminina numa pauta que é falta para mulheres Eu acho que isso já é válido por si só mas se vai acontecer esse é possível uma legislação é municipal para determinar a entrega nos hospitais nos postos de saúde nas escolas se isso é possível ou não eu acho que a gente está pensar primeiro e que a pausa existe que a gente tá conversando sobre isso e eu acho que curte si só já é positivo não é muitas pessoas questionam a oportunidade porque e agora quem tá falando que é homem a mulher eu acho que tudo isso não é relevante Eu acho que o relevante esse quando existe uma pauta que ajuda as mulheres só importa a gente tem entender e pensar como a gente vai viabilizar essa falta eu acho que eu sou uma pessoa super positiva nesse sentido de acreditar que tá tudo bem se a gente tá falando sobre isso é o momento certo se Demorou não para acontecer momentos aconteceu agora então vamos tentar surfar Nessa onda né de tentar fazer viabilizar alguma questão que ajude na na melhoria da vida de mulher agora já que estamos falando sobre projetos de lei na cidade no Estado de São Paulo há um projeto de lei da deputada Federal Tábata Amaral de março de 2020 que está parado portanto há mais de um ano que é distribuição de absorventes gratuitos em locais públicos e eu lembro na época que em redes sociais ou o mate alguns fazendo chacotas com assunto outros a justificativa que era a questão financeira Quer algo muito caro para o nosso país é falta maturidade para debatermos este assunto nem que o projeto da Tábata ele apresente falhas não é isso que a gente está discutindo mas não tá na hora de entendermos que é em algo higiênico é algo básico para o ser humano porque não dá essa dignidade as mulheres que estão em situação de rua que estão em situação de vulnerabilidade Paulo a Exatamente isso assim falta maturidade para a gente entender que quer o básico assim como trouxe né o relato assim as meninas faltam à escola justamente por não tem acesso sem contar o constrangimento né Às vezes você pedir para uma amiga é constrangedor conversar com alguém do do ambiente escolar para pedir um absorvente é constrangedor e ali você fica no medo né Será que vai vazar Será que não vai e nesse momento as pessoas acabam a as escolas porque você faltar sete dias né no mês e ali você não sabe muito bem se vai ter prova senão vai que que vai acontecer a gente sabe que também essa questão menstrual ela tá muito ligada com emocional então às vezes você falta fica menstruada oficialmente na semana de provas e você acaba ali reprovando ter notas baixas e não tendo essa motivação para ir para escola então a gente precisa debater isso amplamente e novamente a gente se debater não só o acesso ao absorvente Mas também de quebrar esse tabu porque só o fato de terem piadinhas de a gente tem na internet algumas pessoas falam da falta da necessidade de distribuição em locais públicos Isso já é um tabu e eu quero lembrar aqui né que isso só é um tabu como foi dito pela Taíse pela Mariana porque a gente fala do corpo é especial das mulheres é coloca um especial porque eu tenho os homens trânsito também que acabou de fazer um absorvente que é uma coisa que não é Dita e também é porque a gente tá numa sociedade que é machista porque quando a gente fala para o centro de distribuição gratuito da camisinha né com os métodos contraceptivos Isso não é um problema financeiro isso acaba virando saúde pública e porque quando a gente debate absorvente Isso não é um debate saúde pública Então acho que a gente precisa saber que a nossa sociedade existem dois pesos e Duas Medidas né quando a gente afeta a saúde do homem é o debate ele consegue ser amplamente colocado e discutido e quando a gente fala da Saúde da Mulher isso a cavadeira não pagou Arena conte não sei se você acompanha uma março do ano passado quando este projeto ganhou o voz mas nas redes sociais a gente viu mais teria muito grande e um debate também é como é que você analisa se projeto que já existe e as ações que estão acontecendo mais um ano depois e olha na verdade eu acho que essa essa questão da chacota né é muito por conta do machismo mesmo né como a gente tem dito aqui né o Toda vez que você a gente fala do corpo da mulher da sexualidade da mulher da garantia da mulher ao conhecimento do seu corpo autonomia né porque a gente também tá falando de autonomia da mulher nesse caso na minha sobre o seu corpo né Toda vez que a gente se fala nesse assunto agentes/nessa cultura machista e em alguns momentos agem com violência outras mensagens com demora né então eu vejo que não é nesse caso né no caso da Tábata o mesmo outro das pessoas né outras figuras figuras das figuras mulheres na política que eu tô fundamental né quando nós trazemos esse debate muitas vezes a reação é ou é a violência ou é o the boy bom né Então é eu acho que isso é muito parte desse machismo que a gente sabe que a gente vive né E e esse debate está acontecendo que a gente tava ganhando amplitude também o reflexo da sociedade porque o momento mista tem debatido essas questões né acho que a Paola lembra muito bem aqui que tem uma outra questão que são os homens trans também né que também fazem uso acesso né precisam também ter acesso acho que é importante isso né E aí entra mais outros tabus ainda né quer dizer outros preconceitos né preconceito em relação a identidade de gênero eu acho que como Gostei da definição da Tainha que a gente tá de chuva cidade precisa dizer para falar né algo é algo básico necessário é muito é um item assim tão necessário como outros itens com sabonete o que que precisa ser tratado com essa com essa com essa urgência com essa necessidade com essa naturalidade também né Eu acho que é essa esse é o grande tronco mas aí aí é uma questão de disputa mesmo né porque a gente sabe que a gente moralismo existe uma série de questões a escola isso é um objeto constante de tensão e de debate né Toda vez que a gente debate o corpo da mulher eu sei que você idade da mulher eu acho que é super importante que as meninas têm tenham possibilidade de ter o conhecimento o que está acontecendo no seu corpo nesse período de transformar de transformação do próprio corpo da puberdade Isso é isso é uma questão de saúde emocional de saúde física de enfim é uma questão tão fundamental EA escola tem seis espaço né é a escola ela deve ser esse espaço e eu eu acho assim eu tenho tenho na minha opinião é a distribuição de absorvente ela é isso é a prioridade e copia assim a gente sabe que isso representa um custo para o né no caso de implementação da política pública mas é um curso que você tem que ser necessária nós estamos falando uma cidade com um orçamento de mais de seis bilhões de reais né Tem tantas outras coisas que muitas vezes se gasta muito mais né E que o impacto disso para o conjunto das mulheres das meninas de Campinas é ele é absolutamente importantíssimo então é um custo necessário acho que a gente tem que disputar assim dizer que é necessário que é preciso investimento investimento do governo Municipal do governo estadual e governo federal né sentido Thaís cremasco você entende que é um preconceito de gênero quando se tem muito debate em torno de distribuição de absorventes e algo já natural a distribuição de camisinhas masculinas em muitas épocas do ano por exemplo e é eu acho que todas as pautas relacionadas da mulher tem tendem a criar-se uma cortina de fumaça para que a gente passa não mais de bater aquilo que é importante a Paola falou no comecinho sob a questão do absorvente Ecológico né E quando a gente fez eu não tenho nada contra do seu dente ecológico não tem nenhum problema com isso mas quando a gente começou a campanha eu a nós formos questionados não vai ficar distribuindo do seu então assim não cabe a mulher pobre periférica ser ecológica não cabe a ela não a gente não pode exigir e dizer que a entrega de absorvente é um absurdo porque vai poluir o meio ambiente porque nós estamos falando justamente das mulheres que mais precisam nosso Cuidado então assim a tendência que eu vejo claro que não não tem a Paloma falou a Paola falou ela falou no sentido de poder ou não ser sendo uma opção eu entendo mas e é impressionante que a partir do momento que você cria qualquer pauta qualquer discussão qualquer projeto que vai aparecer Legião é a questão da mulher para viajar no sentido de olhar para né sempre vai vai seguir a linha do que a Mariana falou ou vai virar piada ou vai virar necessário mas já vai criar uma cortina de fumaça para que a gente não escuta o que é essencial o essencial é que seja entregue e que as pessoas entendam que essa pauta se foi tá dia se alguém tá querendo fazer o nome em cima dessa não interessa interessa que agora a gente iluminou essa questão essa questão agora não vai retroagir e que a gente vai até o final e é que a gente tem um mais lugar disse assim às questões de saúde do homem são tratadas com seriedade e ninguém pergunta se há de existir alguma camisinha ecológica a gente também não quer que escuta o que a gente deveria estar distribuindo o absorvente Ecológico ou não o momento ou não se a menina vai ter vergonha não não interessa Isso é uma pauta isso é necessário E Agora Nós queremos que isso seja visto com seriedade com respeito que a questão merece então eu entendo sim com certeza Gabriel é que acaba criando uma situação para que a gente saia do foco da questão principal que é a pobreza menstrual que é a necessidade que é o olhar que a mulher precisa para que a gente consiga ter essa dignidade dignidade que eu falei na minha primeira fala a vereadora Paula Miguel credita Oi Mariana chamou não eu só queria comentar alguma coisinha e disse que tá está falando sobre os absorventes ecológicos até porque quer dizer se for é claro que a questão de consumo Ecológico né de materiais ecológicos é uma questão do momento mas a responsabilidade a responsabilidade maior é da própria indústria né a indústria fazer um investimento né pesquisa em materiais ecológicos da produção é pra disponibilização massiva porque o tem problema também na quer dizer uma coisa é de um assassina a pessoa que tá numa no contexto não da presidente uma pessoa que não têm acesso a isso tem uma vida completa que já foi negado tudo o que ela a sua que a responsabilidade sobre a proteção do meio ambiente e ela então acho que essa é uma demanda que tem que ser colocada para ilustra a indústria precisa se responsabilizar E isso não sofre o caso das da população de baixa renda na verdade não só por causa de distribuição mais todo todas nós mulheres usamos absorvente todo mês né então é que eles essa demanda Uma demanda que deve ser pautada mas também para a indústria no geral da então aí o problema não é distribuição para as mulheres de baixa renda com certeza é uma questão mais da produção dos absorventes em geral e isso é uma questão para todas mas infelizmente a história do cobertor curto né No momento a gente está falando da questão da higiene futuramente a gente pode colocar na questão ambiental este cais cobertor para que a gente resolva todos os problemas mas o fundamental hoje em dia sem dúvida é a questão da higiene Vereador a Paola Miguel acredita que este assunto é tratado em sala de aula educação sexual comportamento do corpo feminino do corpo masculino por exemplo estuda em escola particular aqui em Campinas uma outra realidade mas este problema que nós estamos falando de pobreza menstrual nunca foi abordado eu fui perceber entender lendo reportagens depois de adulto ou seja poderia ter ajudado antes na minha adolescência este assunto tivesse sido debatido eu poderia ter tido alguma ação é a esta falha nas escolas este assunto ainda é pouco abordado sem sombra de dúvida a gente precisa lembrar de Campinas já teve um programa né de orientação sexual na que não era bem gente hoje de histórias um pouco do que que é isso nas escolas municipais eu estudei em Campinas na escola municipal que tinha um problema como esse que era justamente explicar como que funcionava o corpo humano e a gente usa lembrar né que eu ensino fundamental que vai até os seus 14 a Deus é um dia justamente começa o desenvolvimento sexual e reprodutor e os meninos começam a menstruar Então a gente tem essa essa explicação né nas escolas é somente Days o que que é o porquê que é de como acontece ajuda a gente quebrar esse tabu que tem sobre a temática Muito provavelmente né você não ter visto porque se não é discutir as meninas conversavam cochichavam né ainda existe uma vergonha de se falar com a própria colega e faça por aquilo todos os meses também Quem dirá com os meninos Com os rapazes da com os professores então é muito complicado esse tipo de coisa eu no dia Trinta de Maio protocolei um projeto que é Para justamente a gente ter essa essa conversa nessa esse esse essa preparação do que que essa conscientização O que significa pobreza o lenço ao dia Trinta de Maio dia da dignidade né menstrual justamente para gente debater discutir entender e para que a gente consiga até mais conversas como é é simplesmente entre cochichos Buxixos é no banheiro como amiga ou como uma professora que é muito íntimo né então aquilo que ia colocado no vídeo né do secretário de educação né Com quem que a pessoa vai sentir à vontade para conversar com certeza não são com os colegas homens na sala de aula né ou com os professores homens geralmente a com uma merendeira faxineira professora é dificilmente também chega a direção da escola esse tipo de debate então a gente precisa começar a desmistificar até para que os meninos né parem de fazer chacota quando há por exemplo um acidente um vazamento que é muito natural e normal muitas vezes e este assunto até antes do período menstrual menstrual nas escolas né com as meninas e com os meninos exatamente até porque cada vez mais cedo as meninas estão menstruando né então ali na faixa de 9 e 10 anos já começam algumas ele você vista de uma outra maneira E aí aquela carga né emocional que o bullying e vende das escolas e não só o bullying mas o Cyber bullying que muitas passam foi conta disso é determinante para as meninas continuarem frequentando as escolas ou às vezes abandonarem né então é esse debate da dignidade menstrual né que não passou pela pobreza mas também por esse por esses debates que a gente faz as conversas e esse tabu ele é mais do que simplesmente têm acesso ou não o absorvente ele passa pelas meninas conseguirem muitas vezes voltarem e prestar atenção na aula de passa tu para serem chacota nas escolas né porque é uma vez aconteceu um acidente na primeira menstruação por exemplo né que é muito comum acontecer na na escola 1 e é vereadora Mariana Conde quero retornar a fala do secretário Estadual de Educação e que até a Paola citou agora aqui porque me chama muita atenção quando ele diz olha se uma menina foi pedir ajuda para merendera professora monitor mulheres homens enfim devem ajudar essa menina ou seja é importante trabalhar em sala de aula mas não ficar só ali né todo o ambiente precisa estar bem informado para esta menina não se sentir constrangida em geral quando um assunto ele é colocado dentro da escola a comunidade participa desse assunto é eu acho que aí que tá o X da questão né é tornar o debate sobre a relação uma questão um assunto natural dentro da escola entre toda a comunidade de trabalhadores entre os professores entre os alunos Isso quer dizer é uma mudança de Cultura né E essa mudança de cultura é plenamente possível né Eu acho que embora a gente sabe a gente tá aqui falando né da carga do Tabu do como tudo que tem a ver o corpo da mulher ainda carrega isso mas as coisas mudam né muitas vezes assim gente olha alguns anos atrás outros temas ainda né na década de 90 quando começou a levar de sobre a camisinha e isso era uma questão né considerado um uma pronta moral e o nervo né Tem gente que vem daqui quer voltar para aquele período né mas assim infelizmente a história não dá marcha-ré né Igual a gente sabe que tem gente que quer entrar e voltar para trás muito a história não dá mais Chalé Então eu acho que esses temas esse debates são elementares são fundamentais acho que todo tipo de controle cintura dentro das escolas ele é absolutamente é assim é uma violência com os estudantes é uma violência principalmente com as mulheres nós enfrentamos muitos momentos esse tema inclusive aqui na casa né então quando a gente inventou a escola sem partido quando né eu protocolei escola a cintura quando a gente enfrentou a emenda da operação é tudo isso é porque esses temas que são temas né que para nós né aqui entre nós consideramos com tema elementares como tema oi Denise natural dependendo do contexto pode não ser costurado isso né então quer dizer a gente não pode que isso é necessário que a política pública ela seja feita independentemente da crença da né da crença individual de cada um inclusive né a gente sabe que existe um conflito entre a escola muitas vezes é colocado um conflito entre a escola e concepções familiares Mas a escola cumpre esse papel de socialização né um um convívio onde onde convivem muitas crenças e onde o respeito e do direito de todos têm que ser respeitado né e o pra que as mulheres as meninas possam né estar dentro da escola menstruar passar por empresa da puberdade e conhecer seu corpo sem bullying sem violência sem constrangimento é fundamental que a gente tenha esse tipo de debate seja isso seja o passo a parte do ambiente e da comunidade e assim eu acho que na medida que sua se coloca as coisas mudam né Eu eu também eu também tenho otimista Também Também acho que que a gente é o a luta e o debate feminista tem transformado a cultura e que não têm marcha ré na história ele não voltar para trás Thaís não adianta todo o assunto que eu abordo aqui no questão de ordem eu caio em educação é o Pilar mais importante que nós temos para melhorar uma sociedade me corrija Se eu estiver errado porque uma percepção que eu tenho do que já li e ouvi a criança menina menino cresce consentimento ou é convencida de que menstruação é ruim é suja é algo em mundo isso acontece de fato e o papel da escola dos pais ou responsáveis neste ensinar E aí e eu acho interessante quando a gente brincar na escola né enquanto isso impacta na vida de uma mulher e enquanto a Mariana e a Paola falava ou tava pensando né quando a ONU colocou como um dos pilares para uma uma sociedade sem violência a erradicação é de todo e qualquer tipo de violência contra a mulher é muitas pessoas questionaram né porque que tem tem que dar um uma importância tão grande para essa questão da violência contra mulher que não deixa de ser ruim é violência não interessa você compra homem contra a mulher mentira é a violência contra a mulher ela é muito pior porque a gente vive numa sociedade machista é muito difícil que os pais é identifiquem as regras como ele reproduz o Marxismo dentro das suas casas então por isso a importância da escola porque é muito comum que a própria família e não entenda como necessário naturalizar a menstruação as mães ensinam para as filhas que elas tem que esconder o mods dentro da escola minha filha não estou com nove anos e ela chegou me contando aquele super segredo eu ouvi e na hora que eu cheguei para almoçar com outros quatro homens entre meus filhos e meu marido eu disse todo gente olha que legal hoje a Taila tá menstruada e ela ficou indignada com aquilo mãe eu falei filha é assim que você vai me dar você vai pegar o mods você vai colocar na sua bolsa hora que você tiver aqui no banheiro Você vai E você vai lidar com isso com naturalidade Então ela teve dentro de casa outro pote de como uma mulher negra tem se portar na sociedade como ela vai lidar com a natureza dela só que a gente não pode exigir isso de todas as famílias por isso que o apoio da escola então a escola precisa de tirar essa essa esse mito né o que a mulher precisa esconder tudo que envolve a sua feminilidade o feminino porque dentro de uma sociedade machista tudo que é feminina suja errado e daí na sala da da Mariane da Paola eu fiquei pensando quando a gente pensa é que a mulher que é uma menina vai perder 3 a 5 dias de aula alguns dias de aula que vai empatar na prova no resultado que foi o que a Paula começou a construir eu continuei a construção então empatou na prova que empatou na inserção no mercado de trabalho que impactou no tipo de profissional que ela vai ser então machismo ele não ele não só tira e prejudica a mulher quando a gente pensa nas relações homem-mulher mas não é só a questão do ambiente de trabalho com achismo ele intoxica todo o ambiente todo entorno toda a sociedade e essa por isso que a gente tem que lutar né Então naturalizar as questões do feminino Ass e da mulher a luta para que seja visto como algo natural e lindo ai Thaisa é pedir demais né achava explosão é lindo tem que ser lindo a gente tem que amar esse processo natural do nosso corpo né há quem acredite faça ligações da menstruação com mais um monte de coisa então a gente vai começar a falar sobre isso com respeito então se não for para você a massa a sua menstruação que foi que eu tentei explicar a minha filha pelo menos respeite como um processo importante aliás queria a vida né porque se nós não menstruar mas nós nunca iríamos engravidar então quando uma mulher ela é menstrua Ela tá de alguma forma criando e alisando o mundo e o corpo dela de quela pode ser criado uma vida então isso não pode ser visto como algo sujo secundário ou não importante ótimo ensinamento tá aí cê só com a título de curiosidade e a sua filha como é que recebeu Depois dessa conversa a sei e depois de um tempo demorou continua com vergonha E aí e é eu acho que não é uma se não está tão enraizado na nossa sociedade é que mesmo com toda essa liberdade para uma menina muito pequena até por tudo que ela conversou com as amigas ainda seria vergonha mas a gente segue lutando né todos os dias trazendo naturalidade que é o momento que as escolas têm que fazer né falar abertamente a mas ela não vai se sentir à vontade não porque a gente combinou cortando isso como um tá burro então muito Embora tenha esse Cuidado que eu acho importante e eu acho que é muito fino a sala do secretário eu sou uma pessoa um pouco mais eu acho que tem que escancarar tem que falar E tem que falar de novo e as pessoas vão rir e elas vão rir de novo mas a gente precisa de pelo menos o debate vindo das autoridades dentro de uma escola tem que ser aberto tem que mostrar como é uma menstruação o que é o sangue como é qual é a cor Qual é o agente E ai fica canal problema não é para que isso não seja mais visto como um problema mas sim como algo natural veja fiz um colocar essa pouco tempo de uma mulher que foi utilizada no ambiente de trabalho que caiu uma gota de sangue enquanto ela trabalhava e ela foi ela o viu dentro da loja que ela trabalha pelo amor de Deus alguém pega um pano que eu não quero pegar Aids então assim as pessoas também que ignorância as faltas da mulher então a gente precisa escancarar escancarar as questões que envolvem a nossa dignidade a normalização tem muito de respeitar Oi Mari pode falar dessa definição da Thaís a menstruação Ele é lindo Adorei biológico é do corpo a ver agora imagine você que está nos acompanhando é o último tema que eu vou abordar aqui no questão de ordem estes itens sendo utilizados durante o período menstrual para que não vaze na roupa pedaço de pano papel higiênico papelão jornal e até miolo de pão são exemplos de materiais inadequados inseguros utilizados por meninas mulheres em situação de vulnerabilidade social Paola é forte e imaginar que elas passam por isso mas necessário para o nosso entendimento da dificuldade existente é exatamente isso a gente precisa lembrar que esses materiais inadequados muitas vezes acabam gerando doenças a infecções E aí vira um novo tá bom você ia até o hospital e falar que você utilizou o material que não era adequado o seu período menstrual justamente por falta de acesso a um absorvente então quando a gente fala sobre que corresponde desses materiais a necessidade tudo é baixo que a gente fez aqui a gente explícita mais ainda o porquê que é necessário a gente ter campanhas de distribuição de absorvente gratuitas no ambiente escolar não são ambiente escolar porque a gente está falando de meninas né entre aproximadamente nove dez anos até 18 anos 21 anos mas também em postos de saúde e locais de trabalho com a Mariana colocou muito bem aqui muitas elas também não tem acesso a um banheiro durante seu trabalho como o caso das carteiras então a gente precisa ter banheiros públicos né que tem a possibilidade das mulheres também utilizarem porque a gente sabe que é uma outra questão que a gente tem que falar também mas o mais importante é a gente entender que enquanto a gente trata isso como um tabu mais mulheres inclusive vão adoecer Vão buscar o serviço de saúde para tentar tratar aquilo se você garantido pelo Estado né a dignidade da pessoa humana em especial das Mulheres nesse caso Arena ponte depois Taís que era ou Vilas São materiais inadequados mas é o recurso encontrado né o que ela tem e não é um absurdo né Gabriel assim é um recurso não é eu acho que assim as mulheres se viram Como pode Essa é a realidade da maior parte das mulheres no país mas é absurdo tem que ser assim né Já ouvi muitas histórias essa questão do miolo de pão Enfim então enfim é uma não dá para tratar como algo natural né que a gente tem que a gente não pode aceitar que uma mulher tem que usar o miolo de pão porque ela não tem condição de adquirir um absorvente né E isso que a Paula coloca na verdade é e isso é fundamental né que dizemos em que medida também um gasto não é um custo prever no orçamento público a distribuição do absorvente acompanhado desse debate acompanhado do conhecimento do corpo da mulher isso pode prevenir isso assim do ponto de vista inclusive do ponto de vista do cálculo né que muitas e essa linguagem que os gestores entender mas não consigo do ponto de vista do cálculo isso pode prevenir a prevenção pode ser um elemento de prevenção uma série de doenças por uma série de complicações e depois o futuro vão exigir também gráfico né então quando a gente sempre acha que a gente precisa é muito mais barato você fazer a prevenção do que você fazer compensado depois até do ponto de vista do quanto isso gera do ponto de vista da reprodução da pobreza do reprodução porque está escola ocupa também né quer dizer a menina perde aula porque ela tá menstruada e isso se repete no ambiente do trabalho isso vai impactar Tando a vida a vida profissional à Vida Econômica enfim e algo que poderia ser diferente se tivesse esse investimento né Então até do ponto assim e sendo admissível um país que se pretende o Guido bem então acho que que é a oculto absorver isso no orçamento ele é ele é importante é fundamental como essa camisinha como é com outros né Isso é política pública e deve ser mesmo para escrever mas que existe uma carga mental muito grande né em cima de mulheres que não têm condições básicas nem para conseguir menstruar e eu tava pensando aqui enquanto vocês falavam a gente fez a distribuição para moradores de rua e a gente ouviu o relato de uma mulher falando sobre a dor de você deixar de comer um pedaço de pão que você poderia comer para saciar sua fome para tentar estancar o sangue Gabriel você não sabe mas o volume de sangue que uma mulher numa na idade reprodutiva tem é muito grande então não é qualquer coisa né não é uma coisa que a tudo bem coloca um pedacinho de papel não é qualquer coisa né então é esse é um ponto que refletiu e quando eu ouvi essa história fiquei realmente muito impressionada porque é uma escolha né que eu deixo de comer para guardar essa doação para estancar o sangue e uma outra coisa muito interessante que eu vi relação a essa questão dos materiais alternativos né aqui a gente pode chamar assim é e comentando que gatinho uma forma saudosista né antigamente a minha mãe usava o paninho também aquela fraldinha de pano aquela coisa não isso não é bonito Messi até 40 Anos Atrás a gente não tinha absorvente é porque as nossas pautas também não eram importantes nessa falta feminina força importante talvez que a gente teria absorben mais efetivos melhores não tenho outras coisas até muito loucas que a gente nem consegue imaginar de tão modernas mas é que a mulher então assim né se a gente não tá de TPM a gente tava menstruada então metade do mês aí ela mulher já qualificada ou porque ela tá de TPM outro que ela tá mais nada então as nossas pautas elas não são vistas com com seriedade então a questão do paninho que foi comum para as nossas avós Com certeza absoluta elas não tem que ser vista com saudosismo nem como possibilidade qual é o problema de você arrancar um rolo de papel fazer um sanduíche colocar na sua calcinha vou a andar né não é efetivo porque vai vazar do mesmo jeito vai ficar resíduos dentro do corpo da mulher então ele não é uma possibilidade a gente não pode enxergar é com a gente não pode enxergar de forma poética coisas que são inadmissíveis né então se você que tá ouvindo lembrou que sua avó usava paninho isso não é mais admissível para a gente hoje a gente não vai usar paninho é a gente não quer usar paninho a gente pega absorvente bom tratável ou qualquer outro mas que seja possível para aquela mulher então a gente quer dignidade então ainda tira a ponta do lápis você pensar quantas vezes chegou no bairro UBS uma mulher com infecção por miolos estão Pode ser que nunca tenha pode ser que não chegue não interessa é uma questão de dignidade a gente quer sentar e trabalhar com tranquilidade a gente quer sentar e assistir uma aula com dignidade a gente quer trabalhar 12 horas sem ter um problema de pinga e no chão do nosso trabalho uma moradora de rua que não pode usar um banheiro público ela quer poder chegar no cantinho de uma árvore A baixar calcinha e trocar de absorvente Então é isso que a gente quer a gente quer ser vista com dignidade a gente quer que a nossa pauta seja vista como respeito que lá atrás a gente usou paninho agora a gente não vai usar mais exatamente temos que evoluir bastante ainda infelizmente tempo esgotado do nosso questão de ordem Thaís cremasco converso com você advogado co-fundadora do coletivo mulheres pela justiça de Campinas agradeço a disponibilidade do seu tempo aqui com o nosso programa já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para você poder voltar aqui falar sobre este e outros temas e a sua consideração final e Eu que agradeço o convite sabe todas as vezes que eu venho aqui e eu tenho ao meu lado a Mariana e a Paola eu não sei escrever a minha alegria porque quando a gente percebe que são mulheres como vocês estão sentadas em posição de poder para nos representar eu vou dormir tranquila então eu queria na verdade só Agradecer o convite Gabriel e falar que é uma honra um prazer muito grande estar ao lado de mulheres como a Mariazinha falou a vereadora Mariana conti presidente da Comissão da mulher aqui da Câmara de Campinas com este elogio da Thaís cremasco eu agradeço a disponibilidade do seu tempo todas as informações que você passou aqui para gente também já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder falar sobre este e outros assuntos e as suas considerações finais e o que é que agradeço Gabriel é sempre um prazer conversar contigo conversar também com a Taísa e a Taís que eu devo dizer para isso que eu aprendi muito né Eu acho que esse diálogo ele é ele traz muita muita referência né ainda mais um nesse trabalho e tão concreto e importante que o coletivo mulheres pela justiça têm desenvolvido então eu que agradeço É sempre um prazer e também a Paola que tem na nessa legislatura é muito bom ter poder compartilhar este e de outros e a gente enfrenta aí muitos tabus também o Tabu da política né é para nós mulheres é muito bom ter sempre a Paola aqui então Eu que agradeço e acho que foi um programa gostoso de fazer muito educativo e eu espero que todo mundo que esteja assistindo em casa tenha gostado Por que diz respeito a gente né a nossa vida nossa realidade o que toda mulher vive Aposto que nenhuma mulher do que assistiu esse programa não se identificou com ele então acho que e parabéns a TV também pela realização da gente um agradeço aqui em nome de toda a equipe e vereadora Paula Miguel presidente da Comissão de Direitos Humanos e cidadania da Câmara de Campinas Muito obrigado pela disponibilidade de seu tempo sei que você tinha outras atividades reuniões Mas agradeço o tempo disponibilizado por todas as informações que você passou aqui para a gente já fica o convite aqui para uma próxima oportunidade para eu voltar aqui falar sobre este e outros temas e as considerações finais é Gabriel há sempre uma grande honra poder estar aqui né conversar com a vereadora Mariana conti aprender com a Taís é quero dizer que esse tema importantíssimo para gente conseguir construir uma sociedade mais justa mais igualitária e dizer também que a gente só debatendo isso aqui hoje porque a gente tem mais mulheres ocupando espaço de poder no Parlamento que finalmente a gente conseguiu trazer esse tema pra pauta o que eu Agradeço também a sua companhia Vamos acabar com esse tabu em torno da menstruação das mulheres que faltam ao trabalho das meninas que faltam as escolas das presidiárias que encontram em objetos inadequados a solução para se protegerem chega de pobreza menstrual que o debate realizado pelo questão de ordem tenha contribuído para sua formação que você entenda o problema que existe e que precisa ser combatido obrigado pela companhia até a próxima tchau tchau é E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] E aí o Olá começa agora o questão de ordem e o tema que nós vamos debater hoje é o combate à pobreza menstrual no Brasil de acordo com estudos do Fundo de população das Nações Unidas e o fundo das Nações Unidas para a infância no Brasil 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro no domicílio e mais de 4 milhões não tem acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas uma em cada quatro meninas sofre com este impacto da pobreza menstrual resultado de negligência falta de acesso à direita para debater o assunto eu recebo no estúdio a vereadora Paula Miguel presidente da Comissão de Direitos Humanos e cidadania que da Câmara de forma virtual a vereadora Mariana conti presidente da Comissão da mulher aqui da câmera e advogada e co-fundadora do Olá mulheres pela justiça de Campinas a Taís cremasco Lembrando que acontecendo debate várias interrupções Apenas quando o necessário vereadora Paula Miguel falta de acesso absorventes higiênicos no Brasil é um problema antigo mas em 2021 parece que através de campanhas de mulheres que deram voz a esta questão é que tem se debatido há soluções Seja bem vindo ao questão de ordem de cima Obrigada Gabriel quero saudar que ia vir a dona Mariana conti Thaís cremasco é todo mundo está acompanhando a gente esse debate de fato ele é um problema antigo que a gente tem né A gente quando a gente fala de absorver esse primeiro que é um grande Tabu a gente de se discutir esse nossa sociedade e segundo tem um fator que atinge só as mulheres então a sociedade como um todo ela acaba se eu mentindo um pouco desse debate 2021 que a gente observa é e muitas meninas ainda deixam de ir à escola durante uma semana né sete dias de três a sete dias justamente por conta disso e aí algumas pessoas se sensibilizaram a isso aí tentaram buscar o queria que estava acontecendo já que era uma rotina irá sempre no mesmo período do mês e aí se identificou que o verdadeiro problema era a pobreza menstrual onde as mulheres não tinham condições de comprar absorvente e por isso elas acabam abandonando ali os estudos é durante uma semana muitas vezes faltando a compromissos como entrevistas e até mesmo algumas faltam ao trabalho então quando a gente traz esse debate é justamente para que a gente consiga dar dignidade né e direito de acesso às necessidades básicas a todas as pessoas em especial as Mulheres nesse caso a vereadora Mariana conti presidente da Comissão da mulher quando nós falamos sobre pobreza menstrual entende que um dos maiores agravantes é desigualdade social e já que famílias com renda menor não compram ou disponibiliza uma quantidade menor do orçamento para itens de higiene menstrual já que a prioridade alimentação na seja bem-vinda ao questão de ordem de Gabriel quero cumprimentar também a Paola a Taís a complementar pela oportunidade de debater esse tema né novamente a gente tá sempre aqui discutindo esses esse outras temas é na verdade o absorvente ele é muito em básico né Toda Uma colher é um item assim fundamental esse especial o absorvente e é um item caro né na verdade não é não é o é uma questão básica O que representa um custo no orçamento então quando a gente fala de pobreza misture Uau ele é óbvio que é existe uma situação de desigualdade né quer dizer as mulheres com baixa renda as mulheres periféricas sobretudo mulheres negras adolescentes né mulheres desempregada Sem Fim um conjunto das mulheres que já são a maioria dos povos no Brasil né no mundo todo mas também no Brasil a maioria da população pobre são mulheres é e a falta de disso Como Um item básico né Um item que pode pode e deve ser fornecido pelo Estado é isso impacta diretamente a vida das dessas mulheres né quer dizer se a gente for pensar né quer dizer a essa iniciativa da distribuição do absorvente nas escolas ela é uma questão Oi gente não é que nós estamos em 2021 e ele pode ser considerado um item essencial assim como como uma mochila como uniforme e dizer para garantir o acesso à educação mas vai para Além disso também né a gente sabe que é isso impacta a vida do trabalho das mulheres a gente sabe tem muitos relatos por exemplo das mulheres em cá esperadas as mulheres encarceradas É bom lembrar que Campinas tem o presídio feminino né e muitas vezes os itens de higiene voltado para as mulheres não são considerados porque é quase como a política de segurança pública não olha especificidade das mulheres estão em inúmeras as reclamações teve coletivos feministas quero que é sal das promotoras legais populares que em vários momentos que fizeram arrecadação de absorventes para inclusive fazer doação presente feminina de Campinas trouxe a gente vê a felicidade sair de mulheres que têm dificuldade de acesso ao item básico e essencial e Ricardo na que é o absorvente quem participa do debate advogada Thaís cremasco co-fundadora do projeto mulheres pela justiça que contribuiu com milhares de absorventes as mulheres carentes em situação de rua da nossa cidade tá isso Problema antigo mas que este ano talvez agravado pela pandemia a situação de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade ficaram mais expostas a este assunto ganhou um peso e a sociedade passou a entender e colaborar com essas pessoas seja bem-vinda ao questão de ordem ligado a um prazer sentar aqui com Paola com Mariana Conte com você Gabriel muito obrigada pelo convite e a Ariana comentava sobre esse essa ideia né das promotoras legais populares de levar absorvente até o presídio e foi assim que pela primeira vez mulheres pela justiça foi provocar e a pensar na questão da pobreza menstrual então nós aderimos essa campanha fizemos algumas doações e quando a gente postou essa situação nas redes sociais dos mulheres always viu esse nosso projeto e fez essa doação que permitiu que a gente conseguisse fazer essa caravana contra a pobreza menstrual levando absorvente que a mulher e desde o começo essa questão da pobreza mente do pau para mim é uma questão da dignidade da pessoa humana né a Constituição Federal traz no seu artigo 1º como principal artigo da constituição que é dever do Estado garantir a dignidade da pessoa humana e quando eu penso na pobreza menstrual de um lugar de uma mulher que nunca passou pela dor né de saber o que é a pobreza menstrual mas por uma questão de empatia do tempo que vive na África de tudo que a gente vê em torno das mulheres com trabalho de humor e a gente começa a perceber como a pobreza menstrual é uma realidade né e dentro do trabalho da mulher como como bem lembrou a Mariana também existe uma coisa que com frequência chega em demandas judiciais né mulheres que são os utilizadas no ambiente de trabalho por estarem menstruada ou por ter algum acidente com a menstruação Nós somos mulheres a gente sabe que é comum né Tem uma mancha na roupa aconteceu um acidente e mulheres frequentemente são utilizadas por isso e e a Paola não me inspirou a falar de uma coisa que que foi muito interessante como a gente quando a gente começou a pensar na pobreza menstrual através do coletivo que a questão do Tabu quando a gente pensou no formato da caravana a primeira coisa que as próprias mulheres feministas que trabalham com direito da mulher tem estarão foi país as mulheres vão ter vergonha de pegar um absorvente e eu falei então a gente precisa falar mais então a gente a chuva de absorvente porque enquanto uma falta natural da mulher for Vista na nossa sociedade como vergonha como sujeira é aí que a gente vai colocar o dedo na ferida então pensasse por da questão da dignidade menstrual da dignidade da mulher do fato da mulher naturalizar a questão da menstruação é uma questão urgente porque veja se além de passar pela pela vergonha de não ter dinheiro de ter que faltar da escola por causa da nossa menstruação que acontece todos os meses durante pelo menos no mínimo 35 40 anos da vida de uma mulher no mínimo se ainda assim além de lidar com essa questão a gente tem que lidar com a questão da vergonha que na verdade nada mais é do que a vergonha é ser mulher a gente começa a perceber que é uma pauta necessária e urgente e talvez o texto de pandemia que foram com o texto que serviu para que a gente refletisse sobre o outro se a gente que a gente tivesse mais empatia pelo menos no primeiro momento né e para as pessoas que não são Psicopatas e esse enxergam dentro de uma sociedade então se isso serviu para que nós pensássemos sobre a sobre essa pauta que agora não vamos retroagir como nós mulheres a gente tem que fazer isso a gente alcança o espaço e a gente não retroage mais Então é eu acho que é uma pauta urgente necessária e que como eu falei vai daqui para nós e eu espero que a gente acaba e realmente com esse tabu o que seja dado um passo importante também a partir do nosso questão de ordem só para não deixar fugir Thaís você falou da África é não sei em que país especificamente você ficou mas esse é um problema global que nós temos né eu tava estudando sobre o tema no Reino Unido também 10 por cento das meninas não têm acesso é isso era discutido no e você estava também é como é que esse problema era bordado eu nunca gosto de me referir nunca nunca como África e acabei me referindo mas tem um motivo específico Eu morei no Marrocos né norte da África meu ex-marido já com o goleiro e a minha sogra tem um projeto feminista falando sobre inclusive sua pobreza missão no Congo e eu fui convidado agora através do mês pela justiça para a gente falar em guiné-bissau que é um dos países que ainda mantêm as mulheres enquanto estão menstruadas fora do convívio social porque nesse país é visto como uma questão é quase que não só suja mais errada né então existe alguma coisa que envolve a questão da menstruação em guiné-bissau então eu me referi como acho que é porque eu tava falando de três países diferentes mas esse é um problema Global realmente que não fica restrito o Sol Brasil é aquela câmera de Campinas o vereador perm no mon é autor de um projeto de lei que institui na cidade o programa de fornecimento de absorventes higiênicos nas unidades básicas de saúde e nas escolas públicas da cidade acompanhe esta reportagem um projeto de lei de autoria do vereador permínio Monteiro querem instituir na cidade de Campinas o programa de fornecimento de absorventes higiênicos nas unidades básicas de saúde e nas escolas públicas da cidade pois por gentileza surgiu devido à grande publicidade que tá tendo em relação à doação de absorventes de uma empresa renomada ALL our que fez a doação em vários lugares várias cidades aqui no Estado de São Paulo mostrando a necessidade de ter o poder público envolvido nesta questão devido ter e as meninas as mulheres infelizmente não ter condições de comprar de acordo com a proposta o programa tem como objetivo fornecer absorventes higiênicos para as pessoas que necessitam e Visa também a prevenção e riscos de doenças que o poder executivo poder público tem condições de colocar assim esses absorventes em locais públicos onde a mulher tem acesso e ela possa lhe pedir usar principalmente lugar onde tem falsa e não tem necessidade dela de sujeitar Aí lá falar porque que ela tá pedindo se ela tem condições de pagar ou não mas que esteja disponível para ela naquele momento que for necessário segundo o fundo de população das Nações Unidas e o fundo das Nações Unidas para a infância 713 mil meninas no Brasil vivem sem acesso a banheiro e chuveiro dentro de casa e faltam a mais de 4 milhões e tens básicos de cuidados menstruais nas escolas e eu acho que o mínimo que o poder público tem que fazer e a gente buscar por essa causa de leis que a casa Legislativa o nosso Poder Legislativo de Campinas ele é muito atuante e nesse sentido eu fiz esse projeto e tenho certeza que eu vou alinhar com o Executivo para que isso daí seja aprovado tanto aqui na Câmara Municipal e seja assim é acatado lá e sancionado pelo prefeito Dário saadi aqui na cidade de Campinas e vereadoras Paola e Mariana conte como é que avaliam esta iniciativa que está sendo proposta aqui na câmara de Campinas fornecer absorventes nas unidades básicas de saúde nas escolas públicas da cidade Bom primeiro uma iniciativa né que eu acho que ela é tardia como a gente está tá colocando aqui né já que é um debate antigo mas com relação a tudo Tabu é muito necessário né Justamente que o operador termina coloca né que as mulheres chegam até esse local pega o absorvente ter que explicar a ela se tem condições que elas estão fazendo isso porque elas estão pegando sem constrangimento de justificar o porquê que elas estão fazendo isso né porque como a Taís colocou muito bem a Mariana também é já era uma vergonha né outra boca a gente tem hoje é tão grande né se nós mulheres mestruamos todos os meses de três a sete dias durante 35 anos e é uma vergonha para gente é que existe uma falta de dinheiro né Ainda mais quando a gente fala um contexto de com anemia muitas outras não tem dinheiro para comprar arroz feijão carne Quem dirá absorvente então é fundamental e necessário que a gente tenha um tipo de frases como esse além de promover debates que tire um pouco essa ideia de que é um tabu aquilo que a gente tá falando assim é natural é mensal é é durante mais de 30 anos na nossa vida então a gente precisa começar a tratar e sistema com mais naturalidade né então é fundamental tem estimule não só distribuição gratuita de absorventes descartáveis e os não descartáveis também porque esse acaba também passa ambiental muito grande mas também que a gente faça campanha de conscientização e desmistificação com relação a esse tema vereadora Mariana conti este tema está chegando a câmara de Campinas como é que você analisa e olha eu acho que é ele é fundamental na verdade é ser um tema que tá na sociedade movimentos Ministro também faltando isso é um bom tempo eu acho que é importante que a gente quebra a barreira para esse virar um tema das Casas legislativas dos governos também é importante que seja política pública né Nós temos várias iniciativas aqui com a Thaís falou na iniciativa da matéria pela justiça das promotoras legais populares campanhas de arrecadação de absorventes também né mas isso isso isso é importante é importante principal disse enquanto movimento social mas para Além disso é importante que isso se torne política pública porque a distribuição no Centro de Saúde nas escolas ela também deve ser acompanhada da discussão e do conhecimento sobre porque você fala de mim explicação é falar do corpo da mulher e na verdade esse tabu que existe aqui a Paola mencionou que a Taís mencionou é porque na nossa Olá tudo que tem a ver o corpo da mulher é tratado como Tabu ou é banalizado ou é tratado como um tabu né objetificado ou como multi tratado como motivo de vergonha e o conhecimento É principalmente dos Adolescentes né das meninas sobre o seu próprio corpo né sobre o processo menstrual também dos meninos também né porque isso que a gente fala né de constrangimento até estou com muito bem acontecem acidentes né é quem nunca que mulher que nunca teve um acidente esse e tratado como Tabu se é mesmo motivo de vergonha e pode virar bullying pode virar constrangimento Então esse sim é um tema dentro das escolas é também para que a gente quebra essa barreira e que isso possa ser discutido com naturalidade como uma questão que é do corpo da mulher que acontece todos os meses e que é possível que aconteçam acidentes que a mulher é feito de ter o absorvente né A menina tem direito a isso e que é algo que precisa ser respeitado né então acho que isso é importante eu queria mencionar uma questão que a Taís me chama aqui que a questão do do trabalho como isso acontece dentro do ambiente de trabalho isso é sempre muito difícil né É porque a gente sabe também essa questão da falta de condição econômica do acesso e muitas mulheres também não tem absorvente para ir trabalhar Isso é um problema ou mesmo os acidentes no ambiente de trabalho mas também tem uma questão que muitas categorias de mulheres enfim determinados serviços que estão permanentemente na rua tem dificuldade em acessar os banheiros né eu isso que já me relataram isso por exemplo as mulheres que trabalham as carteiras trabalhando nos correios para você lado com isso quer dizer elas estão na rua o tempo todo fazer esse trabalho de entrega de cartas no na no isso e elas menstruou então vejo Elas têm que como é que como é que é para uma mulher que está numa situação que ela está permanentemente na rua que ela tem uma dificuldade de acesso a banheiros tem que acessar banhos no comércio quando não tem banheiro público né E ela tem que fazer a troca da tua mente então isso também é um problema né Imagino que seja uma situação vivida por mulheres que trabalham com a limpeza urbana Enfim então eu acho que esse é um tema também isso como uma questão do direito ao trabalho né a dignidade humana também também digamos assim o acesso ao banheiro a os itens de higiene também como algo como um direito ao trabalho eu acho que tu é um tema que a gente precisa ainda avançar inclusive na própria disponibilidade né aparecimento na também das mulheres em situação de rua quer dizer é muito muito difícil imaginar né como a mulher né que estamos e como toda a complexidade assim Acho que são tema amplo mas é e o acesso dessa dessas mulheres também os itens de higiene ao banheiro Então a gente não sabe que isso tudo são questões que precisam ser tratadas com seriedade precisam ser política pública né possibilidade de isso ser da garantia do acesso da intimidade do direito corpo dos itens de higiene ao conjunto das mulheres e meninas isso é muito bem pontuado Por que as mulheres de rua e também das mulheres que trabalham na rua passa por uma questão também de infraestrutura que nós precisamos ter na nossa cidade né Olha só o Governo do Estado de São Paulo lançou recentemente o programa dignidade íntima pretende investir mais de 30 milhões de reais na distribuição de produtos de higiene menstrual alunas de escolas da rede estadual é fundamental abordar esse tema sempre então com atenção para evitar a sua exposição ao realmente não tema que você sai perguntando numa sala de aula quem quer quem precisa mas todos na escola tem que estar preparados para apoiar quando essa menina precisar por isso Governador a gente tem estrutural em cinco eixos aqui importantes a menina precisa poder pedir ajuda para quem ela tiver intimidade se for para merendeira merendeira tem que saber como encaminhar o assunto dentro da escola se for para professora se for para uma colega se for para qualquer pessoa homem ou mulher devemos estar preparados e a rede estadual conta com 1,3 milhão de alunos em idade menstrual entre 10 e 18 anos desse total mais de 500 mil possuem cadastro no CAD único e são consideradas vulneráveis enquanto que 330 mil estão em situação de extrema pobreza e quantas meninas deixam de ir às aulas por conta da falta de um absorvente e por vergonha por medo e não é correto eu e mais de 290 mil alunos da rede estadual de ensino são beneficiárias do programa Federal Bolsa Família agora preste atenção nestes dois depoimentos da viviam Marchiori diretora da escola Capitão Deolindo de Oliveira Santos lá da cidade de Ubatuba e da Maria Eduarda uma Luna desta mesma escola e que fala agora sobre as dificuldades vividas por estas meninas e muitas vezes estar menstruada e ter que ir para escola é motivo de vergonha para muitas meninas é o fato delas estarem naquela situação e na escola também gera uma certa preocupação e o medo de vazar e acabar manchando a roupa de ir até o banheiro para pegar absorvente alguém ver É uma vergonha de pedir um absorvente emprestado para colega e muitas meninas não tem condições e nem acesso absorventes O que leva elas a muitas vezes o improviso o que pode resultar na falta de atenção nas aulas e a foto no ambiente escolar no ano de 2019 gente as alunas próprias alunas junto com essa professora fizeram um kit dentro do banheiro feminino então lá elas colocavam absorvente sabonete e tinha um mural lindo que elas colocavam é frases motivacionais umas para as outras e isso foi iniciativa delas só ajudou o nosso trabalho é o que me deixa surpresa surpresa a gente é dentro da educação com tantas mulheres esse tema não ser dito não ser falado não ser trabalhado e como com atitudes tão simples que a compra de absorvente pode mudar a vida de meninas bom depoimentos importantes né que dão a realidade de meninas que muitas vezes passam por vergonha sofrem bullying dificuldade de aprendizagem quando precisam se ausentar da sala de aula por algo que é natural biológico é do corpo da mulher Taís cremasco iniciativa colocado aqui no legislativo campineiro e esse projeto do Governo do Estado como é que enxerga Tais ações Olá eu sou uma pessoa absolutamente otimista eu acho que qualquer ação é importante né nós sabemos que existe uma dificuldade disso emplacar em Campinas porque vai existir a necessidade de dinheiro né para conseguir atualizar essa lei Mas eu entendo que o fato de existir uma mobilização não é para que as pessoas comecem a pensar numa pauta que é feminina numa pauta que é falta para mulheres Eu acho que isso já é válido por si só mas se vai acontecer esse é possível uma legislação é municipal para determinar a entrega nos hospitais nos postos de saúde nas escolas se isso é possível ou não eu acho que a gente está pensar primeiro e que a pausa existe que a gente tá conversando sobre isso e eu acho que curte si só já é positivo não é muitas pessoas questionam a oportunidade porque e agora quem tá falando que é homem a mulher eu acho que tudo isso não é relevante Eu acho que o relevante esse quando existe uma pauta que ajuda as mulheres só importa a gente tem entender e pensar como a gente vai viabilizar essa falta eu acho que eu sou uma pessoa super positiva nesse sentido de acreditar que tá tudo bem se a gente tá falando sobre isso é o momento certo se Demorou não para acontecer momentos aconteceu agora então vamos tentar surfar Nessa onda né de tentar fazer viabilizar alguma questão que ajude na na melhoria da vida de mulher agora já que estamos falando sobre projetos de lei na cidade no Estado de São Paulo há um projeto de lei da deputada Federal Tábata Amaral de março de 2020 que está parado portanto há mais de um ano que é distribuição de absorventes gratuitos em locais públicos e eu lembro na época que em redes sociais ou o mate alguns fazendo chacotas com assunto outros a justificativa que era a questão financeira Quer algo muito caro para o nosso país é falta maturidade para debatermos este assunto nem que o projeto da Tábata ele apresente falhas não é isso que a gente está discutindo mas não tá na hora de entendermos que é em algo higiênico é algo básico para o ser humano porque não dá essa dignidade as mulheres que estão em situação de rua que estão em situação de vulnerabilidade Paulo a Exatamente isso assim falta maturidade para a gente entender que quer o básico assim como trouxe né o relato assim as meninas faltam à escola justamente por não tem acesso sem contar o constrangimento né Às vezes você pedir para uma amiga é constrangedor conversar com alguém do do ambiente escolar para pedir um absorvente é constrangedor e ali você fica no medo né Será que vai vazar Será que não vai e nesse momento as pessoas acabam a as escolas porque você faltar sete dias né no mês e ali você não sabe muito bem se vai ter prova senão vai que que vai acontecer a gente sabe que também essa questão menstrual ela tá muito ligada com emocional então às vezes você falta fica menstruada oficialmente na semana de provas e você acaba ali reprovando ter notas baixas e não tendo essa motivação para ir para escola então a gente precisa debater isso amplamente e novamente a gente se debater não só o acesso ao absorvente Mas também de quebrar esse tabu porque só o fato de terem piadinhas de a gente tem na internet algumas pessoas falam da falta da necessidade de distribuição em locais públicos Isso já é um tabu e eu quero lembrar aqui né que isso só é um tabu como foi dito pela Taíse pela Mariana porque a gente fala do corpo é especial das mulheres é coloca um especial porque eu tenho os homens trânsito também que acabou de fazer um absorvente que é uma coisa que não é Dita e também é porque a gente tá numa sociedade que é machista porque quando a gente fala para o centro de distribuição gratuito da camisinha né com os métodos contraceptivos Isso não é um problema financeiro isso acaba virando saúde pública e porque quando a gente debate absorvente Isso não é um debate saúde pública Então acho que a gente precisa saber que a nossa sociedade existem dois pesos e Duas Medidas né quando a gente afeta a saúde do homem é o debate ele consegue ser amplamente colocado e discutido e quando a gente fala da Saúde da Mulher isso a cavadeira não pagou Arena conte não sei se você acompanha uma março do ano passado quando este projeto ganhou o voz mas nas redes sociais a gente viu mais teria muito grande e um debate também é como é que você analisa se projeto que já existe e as ações que estão acontecendo mais um ano depois e olha na verdade eu acho que essa essa questão da chacota né é muito por conta do machismo mesmo né como a gente tem dito aqui né o Toda vez que você a gente fala do corpo da mulher da sexualidade da mulher da garantia da mulher ao conhecimento do seu corpo autonomia né porque a gente também tá falando de autonomia da mulher nesse caso na minha sobre o seu corpo né Toda vez que a gente se fala nesse assunto agentes/nessa cultura machista e em alguns momentos agem com violência outras mensagens com demora né então eu vejo que não é nesse caso né no caso da Tábata o mesmo outro das pessoas né outras figuras figuras das figuras mulheres na política que eu tô fundamental né quando nós trazemos esse debate muitas vezes a reação é ou é a violência ou é o the boy bom né Então é eu acho que isso é muito parte desse machismo que a gente sabe que a gente vive né E e esse debate está acontecendo que a gente tava ganhando amplitude também o reflexo da sociedade porque o momento mista tem debatido essas questões né acho que a Paola lembra muito bem aqui que tem uma outra questão que são os homens trans também né que também fazem uso acesso né precisam também ter acesso acho que é importante isso né E aí entra mais outros tabus ainda né quer dizer outros preconceitos né preconceito em relação a identidade de gênero eu acho que como Gostei da definição da Tainha que a gente tá de chuva cidade precisa dizer para falar né algo é algo básico necessário é muito é um item assim tão necessário como outros itens com sabonete o que que precisa ser tratado com essa com essa com essa urgência com essa necessidade com essa naturalidade também né Eu acho que é essa esse é o grande tronco mas aí aí é uma questão de disputa mesmo né porque a gente sabe que a gente moralismo existe uma série de questões a escola isso é um objeto constante de tensão e de debate né Toda vez que a gente debate o corpo da mulher eu sei que você idade da mulher eu acho que é super importante que as meninas têm tenham possibilidade de ter o conhecimento o que está acontecendo no seu corpo nesse período de transformar de transformação do próprio corpo da puberdade Isso é isso é uma questão de saúde emocional de saúde física de enfim é uma questão tão fundamental EA escola tem seis espaço né é a escola ela deve ser esse espaço e eu eu acho assim eu tenho tenho na minha opinião é a distribuição de absorvente ela é isso é a prioridade e copia assim a gente sabe que isso representa um custo para o né no caso de implementação da política pública mas é um curso que você tem que ser necessária nós estamos falando uma cidade com um orçamento de mais de seis bilhões de reais né Tem tantas outras coisas que muitas vezes se gasta muito mais né E que o impacto disso para o conjunto das mulheres das meninas de Campinas é ele é absolutamente importantíssimo então é um custo necessário acho que a gente tem que disputar assim dizer que é necessário que é preciso investimento investimento do governo Municipal do governo estadual e governo federal né sentido Thaís cremasco você entende que é um preconceito de gênero quando se tem muito debate em torno de distribuição de absorventes e algo já natural a distribuição de camisinhas masculinas em muitas épocas do ano por exemplo e é eu acho que todas as pautas relacionadas da mulher tem tendem a criar-se uma cortina de fumaça para que a gente passa não mais de bater aquilo que é importante a Paola falou no comecinho sob a questão do absorvente Ecológico né E quando a gente fez eu não tenho nada contra do seu dente ecológico não tem nenhum problema com isso mas quando a gente começou a campanha eu a nós formos questionados não vai ficar distribuindo do seu então assim não cabe a mulher pobre periférica ser ecológica não cabe a ela não a gente não pode exigir e dizer que a entrega de absorvente é um absurdo porque vai poluir o meio ambiente porque nós estamos falando justamente das mulheres que mais precisam nosso Cuidado então assim a tendência que eu vejo claro que não não tem a Paloma falou a Paola falou ela falou no sentido de poder ou não ser sendo uma opção eu entendo mas e é impressionante que a partir do momento que você cria qualquer pauta qualquer discussão qualquer projeto que vai aparecer Legião é a questão da mulher para viajar no sentido de olhar para né sempre vai vai seguir a linha do que a Mariana falou ou vai virar piada ou vai virar necessário mas já vai criar uma cortina de fumaça para que a gente não escuta o que é essencial o essencial é que seja entregue e que as pessoas entendam que essa pauta se foi tá dia se alguém tá querendo fazer o nome em cima dessa não interessa interessa que agora a gente iluminou essa questão essa questão agora não vai retroagir e que a gente vai até o final e é que a gente tem um mais lugar disse assim às questões de saúde do homem são tratadas com seriedade e ninguém pergunta se há de existir alguma camisinha ecológica a gente também não quer que escuta o que a gente deveria estar distribuindo o absorvente Ecológico ou não o momento ou não se a menina vai ter vergonha não não interessa Isso é uma pauta isso é necessário E Agora Nós queremos que isso seja visto com seriedade com respeito que a questão merece então eu entendo sim com certeza Gabriel é que acaba criando uma situação para que a gente saia do foco da questão principal que é a pobreza menstrual que é a necessidade que é o olhar que a mulher precisa para que a gente consiga ter essa dignidade dignidade que eu falei na minha primeira fala a vereadora Paula Miguel credita Oi Mariana chamou não eu só queria comentar alguma coisinha e disse que tá está falando sobre os absorventes ecológicos até porque quer dizer se for é claro que a questão de consumo Ecológico né de materiais ecológicos é uma questão do momento mas a responsabilidade a responsabilidade maior é da própria indústria né a indústria fazer um investimento né pesquisa em materiais ecológicos da produção é pra disponibilização massiva porque o tem problema também na quer dizer uma coisa é de um assassina a pessoa que tá numa no contexto não da presidente uma pessoa que não têm acesso a isso tem uma vida completa que já foi negado tudo o que ela a sua que a responsabilidade sobre a proteção do meio ambiente e ela então acho que essa é uma demanda que tem que ser colocada para ilustra a indústria precisa se responsabilizar E isso não sofre o caso das da população de baixa renda na verdade não só por causa de distribuição mais todo todas nós mulheres usamos absorvente todo mês né então é que eles essa demanda Uma demanda que deve ser pautada mas também para a indústria no geral da então aí o problema não é distribuição para as mulheres de baixa renda com certeza é uma questão mais da produção dos absorventes em geral e isso é uma questão para todas mas infelizmente a história do cobertor curto né No momento a gente está falando da questão da higiene futuramente a gente pode colocar na questão ambiental este cais cobertor para que a gente resolva todos os problemas mas o fundamental hoje em dia sem dúvida é a questão da higiene Vereador a Paola Miguel acredita que este assunto é tratado em sala de aula educação sexual comportamento do corpo feminino do corpo masculino por exemplo estuda em escola particular aqui em Campinas uma outra realidade mas este problema que nós estamos falando de pobreza menstrual nunca foi abordado eu fui perceber entender lendo reportagens depois de adulto ou seja poderia ter ajudado antes na minha adolescência este assunto tivesse sido debatido eu poderia ter tido alguma ação é a esta falha nas escolas este assunto ainda é pouco abordado sem sombra de dúvida a gente precisa lembrar de Campinas já teve um programa né de orientação sexual na que não era bem gente hoje de histórias um pouco do que que é isso nas escolas municipais eu estudei em Campinas na escola municipal que tinha um problema como esse que era justamente explicar como que funcionava o corpo humano e a gente usa lembrar né que eu ensino fundamental que vai até os seus 14 a Deus é um dia justamente começa o desenvolvimento sexual e reprodutor e os meninos começam a menstruar Então a gente tem essa essa explicação né nas escolas é somente Days o que que é o porquê que é de como acontece ajuda a gente quebrar esse tabu que tem sobre a temática Muito provavelmente né você não ter visto porque se não é discutir as meninas conversavam cochichavam né ainda existe uma vergonha de se falar com a própria colega e faça por aquilo todos os meses também Quem dirá com os meninos Com os rapazes da com os professores então é muito complicado esse tipo de coisa eu no dia Trinta de Maio protocolei um projeto que é Para justamente a gente ter essa essa conversa nessa esse esse essa preparação do que que essa conscientização O que significa pobreza o lenço ao dia Trinta de Maio dia da dignidade né menstrual justamente para gente debater discutir entender e para que a gente consiga até mais conversas como é é simplesmente entre cochichos Buxixos é no banheiro como amiga ou como uma professora que é muito íntimo né então aquilo que ia colocado no vídeo né do secretário de educação né Com quem que a pessoa vai sentir à vontade para conversar com certeza não são com os colegas homens na sala de aula né ou com os professores homens geralmente a com uma merendeira faxineira professora é dificilmente também chega a direção da escola esse tipo de debate então a gente precisa começar a desmistificar até para que os meninos né parem de fazer chacota quando há por exemplo um acidente um vazamento que é muito natural e normal muitas vezes e este assunto até antes do período menstrual menstrual nas escolas né com as meninas e com os meninos exatamente até porque cada vez mais cedo as meninas estão menstruando né então ali na faixa de 9 e 10 anos já começam algumas ele você vista de uma outra maneira E aí aquela carga né emocional que o bullying e vende das escolas e não só o bullying mas o Cyber bullying que muitas passam foi conta disso é determinante para as meninas continuarem frequentando as escolas ou às vezes abandonarem né então é esse debate da dignidade menstrual né que não passou pela pobreza mas também por esse por esses debates que a gente faz as conversas e esse tabu ele é mais do que simplesmente têm acesso ou não o absorvente ele passa pelas meninas conseguirem muitas vezes voltarem e prestar atenção na aula de passa tu para serem chacota nas escolas né porque é uma vez aconteceu um acidente na primeira menstruação por exemplo né que é muito comum acontecer na na escola 1 e é vereadora Mariana Conde quero retornar a fala do secretário Estadual de Educação e que até a Paola citou agora aqui porque me chama muita atenção quando ele diz olha se uma menina foi pedir ajuda para merendera professora monitor mulheres homens enfim devem ajudar essa menina ou seja é importante trabalhar em sala de aula mas não ficar só ali né todo o ambiente precisa estar bem informado para esta menina não se sentir constrangida em geral quando um assunto ele é colocado dentro da escola a comunidade participa desse assunto é eu acho que aí que tá o X da questão né é tornar o debate sobre a relação uma questão um assunto natural dentro da escola entre toda a comunidade de trabalhadores entre os professores entre os alunos Isso quer dizer é uma mudança de Cultura né E essa mudança de cultura é plenamente possível né Eu acho que embora a gente sabe a gente tá aqui falando né da carga do Tabu do como tudo que tem a ver o corpo da mulher ainda carrega isso mas as coisas mudam né muitas vezes assim gente olha alguns anos atrás outros temas ainda né na década de 90 quando começou a levar de sobre a camisinha e isso era uma questão né considerado um uma pronta moral e o nervo né Tem gente que vem daqui quer voltar para aquele período né mas assim infelizmente a história não dá marcha-ré né Igual a gente sabe que tem gente que quer entrar e voltar para trás muito a história não dá mais Chalé Então eu acho que esses temas esse debates são elementares são fundamentais acho que todo tipo de controle cintura dentro das escolas ele é absolutamente é assim é uma violência com os estudantes é uma violência principalmente com as mulheres nós enfrentamos muitos momentos esse tema inclusive aqui na casa né então quando a gente inventou a escola sem partido quando né eu protocolei escola a cintura quando a gente enfrentou a emenda da operação é tudo isso é porque esses temas que são temas né que para nós né aqui entre nós consideramos com tema elementares como tema oi Denise natural dependendo do contexto pode não ser costurado isso né então quer dizer a gente não pode que isso é necessário que a política pública ela seja feita independentemente da crença da né da crença individual de cada um inclusive né a gente sabe que existe um conflito entre a escola muitas vezes é colocado um conflito entre a escola e concepções familiares Mas a escola cumpre esse papel de socialização né um um convívio onde onde convivem muitas crenças e onde o respeito e do direito de todos têm que ser respeitado né e o pra que as mulheres as meninas possam né estar dentro da escola menstruar passar por empresa da puberdade e conhecer seu corpo sem bullying sem violência sem constrangimento é fundamental que a gente tenha esse tipo de debate seja isso seja o passo a parte do ambiente e da comunidade e assim eu acho que na medida que sua se coloca as coisas mudam né Eu eu também eu também tenho otimista Também Também acho que que a gente é o a luta e o debate feminista tem transformado a cultura e que não têm marcha ré na história ele não voltar para trás Thaís não adianta todo o assunto que eu abordo aqui no questão de ordem eu caio em educação é o Pilar mais importante que nós temos para melhorar uma sociedade me corrija Se eu estiver errado porque uma percepção que eu tenho do que já li e ouvi a criança menina menino cresce consentimento ou é convencida de que menstruação é ruim é suja é algo em mundo isso acontece de fato e o papel da escola dos pais ou responsáveis neste ensinar E aí e eu acho interessante quando a gente brincar na escola né enquanto isso impacta na vida de uma mulher e enquanto a Mariana e a Paola falava ou tava pensando né quando a ONU colocou como um dos pilares para uma uma sociedade sem violência a erradicação é de todo e qualquer tipo de violência contra a mulher é muitas pessoas questionaram né porque que tem tem que dar um uma importância tão grande para essa questão da violência contra mulher que não deixa de ser ruim é violência não interessa você compra homem contra a mulher mentira é a violência contra a mulher ela é muito pior porque a gente vive numa sociedade machista é muito difícil que os pais é identifiquem as regras como ele reproduz o Marxismo dentro das suas casas então por isso a importância da escola porque é muito comum que a própria família e não entenda como necessário naturalizar a menstruação as mães ensinam para as filhas que elas tem que esconder o mods dentro da escola minha filha não estou com nove anos e ela chegou me contando aquele super segredo eu ouvi e na hora que eu cheguei para almoçar com outros quatro homens entre meus filhos e meu marido eu disse todo gente olha que legal hoje a Taila tá menstruada e ela ficou indignada com aquilo mãe eu falei filha é assim que você vai me dar você vai pegar o mods você vai colocar na sua bolsa hora que você tiver aqui no banheiro Você vai E você vai lidar com isso com naturalidade Então ela teve dentro de casa outro pote de como uma mulher negra tem se portar na sociedade como ela vai lidar com a natureza dela só que a gente não pode exigir isso de todas as famílias por isso que o apoio da escola então a escola precisa de tirar essa essa esse mito né o que a mulher precisa esconder tudo que envolve a sua feminilidade o feminino porque dentro de uma sociedade machista tudo que é feminina suja errado e daí na sala da da Mariane da Paola eu fiquei pensando quando a gente pensa é que a mulher que é uma menina vai perder 3 a 5 dias de aula alguns dias de aula que vai empatar na prova no resultado que foi o que a Paula começou a construir eu continuei a construção então empatou na prova que empatou na inserção no mercado de trabalho que impactou no tipo de profissional que ela vai ser então machismo ele não ele não só tira e prejudica a mulher quando a gente pensa nas relações homem-mulher mas não é só a questão do ambiente de trabalho com achismo ele intoxica todo o ambiente todo entorno toda a sociedade e essa por isso que a gente tem que lutar né Então naturalizar as questões do feminino Ass e da mulher a luta para que seja visto como algo natural e lindo ai Thaisa é pedir demais né achava explosão é lindo tem que ser lindo a gente tem que amar esse processo natural do nosso corpo né há quem acredite faça ligações da menstruação com mais um monte de coisa então a gente vai começar a falar sobre isso com respeito então se não for para você a massa a sua menstruação que foi que eu tentei explicar a minha filha pelo menos respeite como um processo importante aliás queria a vida né porque se nós não menstruar mas nós nunca iríamos engravidar então quando uma mulher ela é menstrua Ela tá de alguma forma criando e alisando o mundo e o corpo dela de quela pode ser criado uma vida então isso não pode ser visto como algo sujo secundário ou não importante ótimo ensinamento tá aí cê só com a título de curiosidade e a sua filha como é que recebeu Depois dessa conversa a sei e depois de um tempo demorou continua com vergonha E aí e é eu acho que não é uma se não está tão enraizado na nossa sociedade é que mesmo com toda essa liberdade para uma menina muito pequena até por tudo que ela conversou com as amigas ainda seria vergonha mas a gente segue lutando né todos os dias trazendo naturalidade que é o momento que as escolas têm que fazer né falar abertamente a mas ela não vai se sentir à vontade não porque a gente combinou cortando isso como um tá burro então muito Embora tenha esse Cuidado que eu acho importante e eu acho que é muito fino a sala do secretário eu sou uma pessoa um pouco mais eu acho que tem que escancarar tem que falar E tem que falar de novo e as pessoas vão rir e elas vão rir de novo mas a gente precisa de pelo menos o debate vindo das autoridades dentro de uma escola tem que ser aberto tem que mostrar como é uma menstruação o que é o sangue como é qual é a cor Qual é o agente E ai fica canal problema não é para que isso não seja mais visto como um problema mas sim como algo natural veja fiz um colocar essa pouco tempo de uma mulher que foi utilizada no ambiente de trabalho que caiu uma gota de sangue enquanto ela trabalhava e ela foi ela o viu dentro da loja que ela trabalha pelo amor de Deus alguém pega um pano que eu não quero pegar Aids então assim as pessoas também que ignorância as faltas da mulher então a gente precisa escancarar escancarar as questões que envolvem a nossa dignidade a normalização tem muito de respeitar Oi Mari pode falar dessa definição da Thaís a menstruação Ele é lindo Adorei biológico é do corpo a ver agora imagine você que está nos acompanhando é o último tema que eu vou abordar aqui no questão de ordem estes itens sendo utilizados durante o período menstrual para que não vaze na roupa pedaço de pano papel higiênico papelão jornal e até miolo de pão são exemplos de materiais inadequados inseguros utilizados por meninas mulheres em situação de vulnerabilidade social Paola é forte e imaginar que elas passam por isso mas necessário para o nosso entendimento da dificuldade existente é exatamente isso a gente precisa lembrar que esses materiais inadequados muitas vezes acabam gerando doenças a infecções E aí vira um novo tá bom você ia até o hospital e falar que você utilizou o material que não era adequado o seu período menstrual justamente por falta de acesso a um absorvente então quando a gente fala sobre que corresponde desses materiais a necessidade tudo é baixo que a gente fez aqui a gente explícita mais ainda o porquê que é necessário a gente ter campanhas de distribuição de absorvente gratuitas no ambiente escolar não são ambiente escolar porque a gente está falando de meninas né entre aproximadamente nove dez anos até 18 anos 21 anos mas também em postos de saúde e locais de trabalho com a Mariana colocou muito bem aqui muitas elas também não tem acesso a um banheiro durante seu trabalho como o caso das carteiras então a gente precisa ter banheiros públicos né que tem a possibilidade das mulheres também utilizarem porque a gente sabe que é uma outra questão que a gente tem que falar também mas o mais importante é a gente entender que enquanto a gente trata isso como um tabu mais mulheres inclusive vão adoecer Vão buscar o serviço de saúde para tentar tratar aquilo se você garantido pelo Estado né a dignidade da pessoa humana em especial das Mulheres nesse caso Arena ponte depois Taís que era ou Vilas São materiais inadequados mas é o recurso encontrado né o que ela tem e não é um absurdo né Gabriel assim é um recurso não é eu acho que assim as mulheres se viram Como pode Essa é a realidade da maior parte das mulheres no país mas é absurdo tem que ser assim né Já ouvi muitas histórias essa questão do miolo de pão Enfim então enfim é uma não dá para tratar como algo natural né que a gente tem que a gente não pode aceitar que uma mulher tem que usar o miolo de pão porque ela não tem condição de adquirir um absorvente né E isso que a Paula coloca na verdade é e isso é fundamental né que dizemos em que medida também um gasto não é um custo prever no orçamento público a distribuição do absorvente acompanhado desse debate acompanhado do conhecimento do corpo da mulher isso pode prevenir isso assim do ponto de vista inclusive do ponto de vista do cálculo né que muitas e essa linguagem que os gestores entender mas não consigo do ponto de vista do cálculo isso pode prevenir a prevenção pode ser um elemento de prevenção uma série de doenças por uma série de complicações e depois o futuro vão exigir também gráfico né então quando a gente sempre acha que a gente precisa é muito mais barato você fazer a prevenção do que você fazer compensado depois até do ponto de vista do quanto isso gera do ponto de vista da reprodução da pobreza do reprodução porque está escola ocupa também né quer dizer a menina perde aula porque ela tá menstruada e isso se repete no ambiente do trabalho isso vai impactar Tando a vida a vida profissional à Vida Econômica enfim e algo que poderia ser diferente se tivesse esse investimento né Então até do ponto assim e sendo admissível um país que se pretende o Guido bem então acho que que é a oculto absorver isso no orçamento ele é ele é importante é fundamental como essa camisinha como é com outros né Isso é política pública e deve ser mesmo para escrever mas que existe uma carga mental muito grande né em cima de mulheres que não têm condições básicas nem para conseguir menstruar e eu tava pensando aqui enquanto vocês falavam a gente fez a distribuição para moradores de rua e a gente ouviu o relato de uma mulher falando sobre a dor de você deixar de comer um pedaço de pão que você poderia comer para saciar sua fome para tentar estancar o sangue Gabriel você não sabe mas o volume de sangue que uma mulher numa na idade reprodutiva tem é muito grande então não é qualquer coisa né não é uma coisa que a tudo bem coloca um pedacinho de papel não é qualquer coisa né então é esse é um ponto que refletiu e quando eu ouvi essa história fiquei realmente muito impressionada porque é uma escolha né que eu deixo de comer para guardar essa doação para estancar o sangue e uma outra coisa muito interessante que eu vi relação a essa questão dos materiais alternativos né aqui a gente pode chamar assim é e comentando que gatinho uma forma saudosista né antigamente a minha mãe usava o paninho também aquela fraldinha de pano aquela coisa não isso não é bonito Messi até 40 Anos Atrás a gente não tinha absorvente é porque as nossas pautas também não eram importantes nessa falta feminina força importante talvez que a gente teria absorben mais efetivos melhores não tenho outras coisas até muito loucas que a gente nem consegue imaginar de tão modernas mas é que a mulher então assim né se a gente não tá de TPM a gente tava menstruada então metade do mês aí ela mulher já qualificada ou porque ela tá de TPM outro que ela tá mais nada então as nossas pautas elas não são vistas com com seriedade então a questão do paninho que foi comum para as nossas avós Com certeza absoluta elas não tem que ser vista com saudosismo nem como possibilidade qual é o problema de você arrancar um rolo de papel fazer um sanduíche colocar na sua calcinha vou a andar né não é efetivo porque vai vazar do mesmo jeito vai ficar resíduos dentro do corpo da mulher então ele não é uma possibilidade a gente não pode enxergar é com a gente não pode enxergar de forma poética coisas que são inadmissíveis né então se você que tá ouvindo lembrou que sua avó usava paninho isso não é mais admissível para a gente hoje a gente não vai usar paninho é a gente não quer usar paninho a gente pega absorvente bom tratável ou qualquer outro mas que seja possível para aquela mulher então a gente quer dignidade então ainda tira a ponta do lápis você pensar quantas vezes chegou no bairro UBS uma mulher com infecção por miolos estão Pode ser que nunca tenha pode ser que não chegue não interessa é uma questão de dignidade a gente quer sentar e trabalhar com tranquilidade a gente quer sentar e assistir uma aula com dignidade a gente quer trabalhar 12 horas sem ter um problema de pinga e no chão do nosso trabalho uma moradora de rua que não pode usar um banheiro público ela quer poder chegar no cantinho de uma árvore A baixar calcinha e trocar de absorvente Então é isso que a gente quer a gente quer ser vista com dignidade a gente quer que a nossa pauta seja vista como respeito que lá atrás a gente usou paninho agora a gente não vai usar mais exatamente temos que evoluir bastante ainda infelizmente tempo esgotado do nosso questão de ordem Thaís cremasco converso com você advogado co-fundadora do coletivo mulheres pela justiça de Campinas agradeço a disponibilidade do seu tempo aqui com o nosso programa já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para você poder voltar aqui falar sobre este e outros temas e a sua consideração final e Eu que agradeço o convite sabe todas as vezes que eu venho aqui e eu tenho ao meu lado a Mariana e a Paola eu não sei escrever a minha alegria porque quando a gente percebe que são mulheres como vocês estão sentadas em posição de poder para nos representar eu vou dormir tranquila então eu queria na verdade só Agradecer o convite Gabriel e falar que é uma honra um prazer muito grande estar ao lado de mulheres como a Mariazinha falou a vereadora Mariana conti presidente da Comissão da mulher aqui da Câmara de Campinas com este elogio da Thaís cremasco eu agradeço a disponibilidade do seu tempo todas as informações que você passou aqui para gente também já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder falar sobre este e outros assuntos e as suas considerações finais e o que é que agradeço Gabriel é sempre um prazer conversar contigo conversar também com a Taísa e a Taís que eu devo dizer para isso que eu aprendi muito né Eu acho que esse diálogo ele é ele traz muita muita referência né ainda mais um nesse trabalho e tão concreto e importante que o coletivo mulheres pela justiça têm desenvolvido então eu que agradeço É sempre um prazer e também a Paola que tem na nessa legislatura é muito bom ter poder compartilhar este e de outros e a gente enfrenta aí muitos tabus também o Tabu da política né é para nós mulheres é muito bom ter sempre a Paola aqui então Eu que agradeço e acho que foi um programa gostoso de fazer muito educativo e eu espero que todo mundo que esteja assistindo em casa tenha gostado Por que diz respeito a gente né a nossa vida nossa realidade o que toda mulher vive Aposto que nenhuma mulher do que assistiu esse programa não se identificou com ele então acho que e parabéns a TV também pela realização da gente um agradeço aqui em nome de toda a equipe e vereadora Paula Miguel presidente da Comissão de Direitos Humanos e cidadania da Câmara de Campinas Muito obrigado pela disponibilidade de seu tempo sei que você tinha outras atividades reuniões Mas agradeço o tempo disponibilizado por todas as informações que você passou aqui para a gente já fica o convite aqui para uma próxima oportunidade para eu voltar aqui falar sobre este e outros temas e as considerações finais é Gabriel há sempre uma grande honra poder estar aqui né conversar com a vereadora Mariana conti aprender com a Taís é quero dizer que esse tema importantíssimo para gente conseguir construir uma sociedade mais justa mais igualitária e dizer também que a gente só debatendo isso aqui hoje porque a gente tem mais mulheres ocupando espaço de poder no Parlamento que finalmente a gente conseguiu trazer esse tema pra pauta o que eu Agradeço também a sua companhia Vamos acabar com esse tabu em torno da menstruação das mulheres que faltam ao trabalho das meninas que faltam as escolas das presidiárias que encontram em objetos inadequados a solução para se protegerem chega de pobreza menstrual que o debate realizado pelo questão de ordem tenha contribuído para sua formação que você entenda o problema que existe e que precisa ser combatido obrigado pela companhia até a próxima tchau tchau é E aí [Música]
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