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QUESTÃO DE ORDEM - PESQUISA CANNABIS
Em destaque · HD Vídeo · QUESTÃO DE ORDEM

QUESTÃO DE ORDEM - PESQUISA CANNABIS

24 views Publicado 01/03/2023 HD · 1:07:35

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[Música] Olá o governador do Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas sancionou no último dia 31 a lei 17.618 de 2023 que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol a sanção ocorreu após a Assembleia Legislativa ter aprovado a proposta em dezembro do ano passado na câmara de Campinas tramita um projeto de lei de autoria da vereadora Paola Miguel que cria uma política Municipal de promoção incentivo ao desenvolvimento de pesquisas sobre os usos farmacêuticos medicinais e industriais da cannabis aqui na cidade de Campinas e para falar sobre este tema o questão de ordem conversa hoje com a autora da proposta a vereadora Paola Miguel temos também a presença do presidente da Comissão de social e Saúde da Câmara Municipal de Campinas o vereador Paulo Haddad e o neurocientista e professor da Unicamp o Dr Lili mim sejam todos bem-vindos eu já vou começar então com a vereadora Paola vereadora a gente tem aí esse projeto de 2022 que entrou na pauta da quarta reunião ordinária no dia 13 de Fevereiro e teve um pedido de vistas fala para mim dessa tramitação e desse pedido de vistas e claro dos objetivos dessa matéria seja bem-vinda Obrigada Mirna quero que agradecer a presença do vereador paulada Dr Li é sempre é muito importante a gente discutir sobre isso na verdade tem dois projetos né de minha autoria aqui dentro da casa que tratam sobre o uso medicinal né da cannabis um deles é para inclusão de medicamentos na lista de medicamentos municipais né para que a gente também tenha isso da mesma linha do projeto do Caio França né aconteceu na UESP e que foi justamente que foi pedido vistas que é um incentivo à pesquisa né Para a gente saber principalmente quem já faz o uso né Qual a quantidade de thc qual a quantidade de cbd é que está sendo produzida a gente precisa lembrar que a produção ainda é muito artesanal poucos Laboratórios no Brasil é produzem são muito medicamentos importados ou até mesmo feitos aqui mas pelos próprios usuários E aí o que a gente consegue observar é que muitas pessoas acabam tendo com uma semente uma dosagem um benefício com relação ao seu tratamento e com outras não tão boas então esse incentivo a pesquisa é para que a gente consiga saber qual que é a dosagem correta para esse paciente como que ele pode melhorar sua própria produção né quando a gente fala dos usuários que estão ali produzindo em casa é as associações que tem aqui no Brasil a gente precisa incentivar também que elas aconteçam a produção nacional é muito baixa mas o que a gente consegue perceber que desde 2015 né quando Inclusive essa regulamentação pela Anvisa teve um aumento de 9.000% no pedido de pessoas para conseguir meter acesso a esse medicamento que muitas vezes é a única via de tratamento então esses dois projetos vão nesse sentido para que a gente consiga melhorar principalmente a vida do que estão necessitados agora a gente vai falar então com o presidente da Comissão de políticas sociais saúde da câmara o vereador Paulo Haddad que é médico também inclusive Vereador Olha a gente teve no ano passado em outubro do ano passado né o Conselho Federal de Medicina Suspendeu a resolução né que restringia o uso de remédios que ele mesmo tinha feito essa resolução né inclusive no caso era essa restrição era para o tratamento de quadros de epilepsia infanto-juvenil se somente quando o paciente não respondesse bem a outros tratamentos a norma havia sido editada E como eu já falei a gente teve aí uma grande como de pacientes de associações de muita gente que está envolvida nesse nessa tentativa de avanço E aí eu queria falar com o senhor depois a gente tem em janeiro então a sanção de uma lei estadual e essa pauta tanto da distribuição pela farmácia né que seja aí da cartela dos medicamentos distribuídos também em Campinas e que a gente tem esse incentivo como o senhor Analisa é todo esse movimento e como Campinas você vê Nesse contexto além do Senhor ser da comissão médico só agora é o líder de governo na Câmara também Israel minha companheira de legislativo Dr li neurocientista um amigo já de longa data também é um prazer né dividir esse debate com vocês é o uso do canabidiol ele já é uma realidade né talvez por isso essa comoção quadros graves de epilepsia dores crônicas fibromialgia né que são dores generalizada em vários partes do corpo tratamento de Alzheimer Isso já é uma realidade né os neurologistas os neurocirurgiões são aqueles que estão habilitados ou se habilitam a fazer a prescrição do cada vídeo aula para uso terapêutico e tem dado resultado Então existe já algumas pesquisas pesquisas já de longa data pesquisa sérias né comprovando já a eficácia do caramel e eu acho tão grande avanço né como você falou da da sanção pelo Governador grande avanço né que esses que esse medicamento ou derivados da cannabis sejam colocados à disposição da população haja Vista que muitas doenças ou muitas patologias neurológicas né ou relacionadas a dor elas não têm uma resposta efetiva com outro medicamentos ou às vezes até tem mas causa uma grande dependência Diferentemente do que acontece com o canabidiol então eu acredito que a gente vai avançar Campinas também tende avançar o nosso prefeito né agora falando como líder de governo ele é médico então o Dr Dario Saad né prefeito de Campinas eu tenho certeza que ele tem essa sensibilidade pelos anos que ele tem trabalhado se dedicado a medicina dentro da área pública enfim eu acho que é a Campinas tem de a progredir e projeto da vereadora só fazendo uma parte aqui ele foi retirado de pauta para melhor instrução e eu tenho certeza que ele voltará e será uma ampla discussão com com autoridades no assunto com vereadores que são prosos outros que são contra mas um debate de alto nível o debate que pode trazer uma reflexão essa casa e trazer também fazer com que essa casa seja protagonista nas ações seja de saúde de Meio Ambiente Enfim tudo aquilo que é pertinente a nossa população agora então a gente vai falar com doutor Lili Doutor a gente tem além desse né da sanção pelo Estado de São Paulo proposta aqui em Campinas também tramita no senado projetos de lei que tratam do tema mais de vídeo opiniões também a gente tem senadores que falam que a liberação do plantio significaria uma porta aberta para o mercado bilionário da maconha tem outros que falam que não que nós estamos na contramão de 40 países que já com a cannabis medicinal então vários estudos científicos o senhor que é um cientista um médico e sabe da importância ou não né o senhor que vai me dizer dessa pesquisa inclusive como professor em uma universidade pública como o senhor Analisa do ponto de vista científico o incentivo de políticas públicas para que a gente possa ter mais esse tratamento ou qual é o momento na sua visão que o Brasil passa quando olha para o tratamento com a cannabis Olá a todos né realmente tem um prazer estar aqui com a menina com a vereadora Paola Miguel também com um amigo Jairo longa data vereador Paulo Haddad falando sobre um sistema que eu acho que é muito importante e no momento muito oportuno como cientista eu enxergo de que é uma substância né de que ela realmente te ama muitos obstáculos ao longo dos anos para fazer pesquisa sobre né por questões diversas né Eu acho que já passamos do momento de o debate se a É uma medicação que tem potencialidade em ajudar diversos tipos de doenças não tem mais dúvida existe né várias possibilidades de que as substância o cannabis possa ser utilizado porém existem Barreiras digamos legais que ao longo dos últimos anos né década ela foram quebrando Então para que a comunidade científica possa fazer pesquisa sobre essa substância e quando Essas barreiras são quebradas e começa a ver possibilidades e financiamento financiamento é essa É voltado para pesquisa dessa substância porque a gente coloca essa substância porque quando a gente fala de cannabis ele abre Digamos um estigma muito grande e com isso a barreira natural fazer pesquisa sobre tema seja muito difícil difícil por aspecto econômico né que não se consegue financiamento difícil porque a população não tem o apelo para isso então eu vejo assim de que toda esse esforço que está sendo colocado tramitado no Senado e agora né com essa lei que tá você ser sancionados Estado de São Paulo e com né tô tendo o privilégio né a oportunidade de saber que tem uma lei municipal e que eu vejo que ele vai muito de encontro com o que a comunidade científica pensa e que a gente precisa realmente colocar o pé no chão e fazer uma análise crítica sobre a luz da ciência do que que essa substância pode efetivamente ser benéfico e como né E como foi dito Qual que é a dose Qual que é a concentração porque quando a gente fala em cannabis né está falando que lá dentro tem mais ou menos mais 600 compostos que foram descobertos e qual desses compostos funciona para qual tipo de doença a gente sabe que tem os quatro elementos compostos que são mais ativos que o nove Delta thc ou 8 Delta thc o canabinol ou canabidiol do que que nós estamos fazendo em qual concentração que nós estamos falando então se a gente for olhar nós estamos ainda nos primórdios né só que nós temos já evidência científica para algumas doenças que nem o Paulo falou né alguns tipos de epilepsia já teve nesse sentido que ela funciona entretanto tem outras doenças neurológicas ou outras doenças é que se tem que precisam ter um olhar científico para que efetivamente a gente possa oferecer a população segurança no uso dessa medicação essa tá falando inclusive de desse oferecer a população a gente tem aqui inclusive uma reportagem feita pelo Senado Federal falando justamente dessa questão dessa reflexão olha de acordo com o historiador Marcel Carvalho França que é professor da Unesp autor do livro A História da maconha no Brasil é os estudos não avançam mais por conta do preconceito ele lembra que se construiu no passado uma visão negativa da cannabis como uma droga de pessoas pobres e negras que levava vadiagem a transtornos psíquicos e a comporta criminosos esse estigma impulsionou proibicionismo e permanece ainda que cada vez menos prejudicando os doentes que precisam das substâncias terapêuticas da erva na mesma reportagem fala que não há regulamentação mas infelizmente a importação acaba gerando um custo muito caro para essas pessoas que precisam Ou seja hoje quem tem essas doenças que seria a prescrição de um remédio à base de cannabis não tem acesso também devido a pobreza digamos assim qual é a reflexão que tudo isso traz para vocês quem quer falar primeiro acho que eu posso começar falando tem uma reportagem que traz sobre o de um dos braços direitos de Nixon que nos Estados Unidos né Na época dos anos 70 quando ainda não tinha essa criminalização tão forte é uma maconha foi associada a população negra né justamente porque eles precisavam de um argumento para conseguir levar a prisão e depois de muito tempo né agora a gente tem ele nós inclusive revertendo os impostos justamente para fazer essa reparação histórica porque tem esse entendimento de que foi de fato uma construção social aqui no Brasil não só para o bolso da pessoa precisa importar mas propriamente para o estado também é muito caro importar porque as pessoas estão ganhando na justiça o direito de ter acesso esse medicamento e o super Obrigado né oferecer tratamento para essas doenças e aí o que acaba acontecendo que o número de se você comprasse um lote em larga escala no Estado de São Paulo por exemplo somos estudos alguns anos atrás que dizia que ia ficar mais barato do que você comprar a medicação simplesmente que as pessoas que ganhavam na justiça isso então eu acho que a gente precisa olhar para essas coisas porque hoje é mais do que a gente está perdendo dinheiro do Estado né colocando ele não direcionamento completamente errada a gente tá tirando a possibilidade de Muitas pessoas têm acesso ao medicamento Doutor é ele trouxe muito bem né Muitas pessoas têm um preconceito tão grande com relação aos medicamentos que acabam por um lado né muitas vezes quando a gente fala do médico não respeitando ou da família não aceitando o tratamento e acabam ali tomando inúmeros outros medicamentos que causam né dependentes tem relatos de Mães com filhos com doenças graves que relatam que os filhos tomavam seis medicamentos oito medicamentos e conseguiram reduzir para dois medicamentos né As crianças começaram a ter uma vida social normal né E para escola socializar né e antes elas ficavam numa condição de estado quase que vegetativo né dentro de casa então enquanto a gente não olhar né para essa questão como sendo um debate de saúde pública a gente ainda vai negar o tratamento para muitas pessoas e a gente vai não só perder dinheiro mas também deixar de ganhar dinheiro o Brasil é um país muito rico quando a gente fala de solo né consegue produzir Praticamente tudo aqui e fica a gente não pode virar um grande exportador dessa medicina que tem sido comprovadamente cada vez mais eficaz né e eu acho que a reportagem traz resultado muito importante que é sobre como que a pesquisa impede muitas vezes que a gente descubra outra utilização então tem alguns dados que trazem que o glaucoma né pode ser tratado com o caramel mas ainda mas qual tipo né qual tipo de pessoa né quimiote rapia também as pessoas estão fazendo utilização principalmente por conta da alimentação quando a gente fala de Alzheimer Parkinson né também tem pesquisas nessa linha tem até medicamentos na área dos Pets né para que eles consigam ter uma sobrevida mas até onde vai enquanto a gente não tiver pesquisa sobre isso a gente não vai conseguir responder isso a gente vai conseguir saber qual que é a totalidade da potência desse medicamento Então até um tempo atrás nos Estados Unidos não era permitido financiamento pesquisa para canabidioma né o cannabis né Então realmente teve um átomo muito grande realmente associado a população negra e tem a questão de algumas religiões de Matias africanas que falam o uso do cannabis dentro do seu rito então assim até eu falo que tal se a gente pensasse tirasse o nome cai de jovem inventasse um outro nome obviamente né o Brasil com sua diversidade que tem em termos de fao de Flora né no caso que tem a Amazônia e se tivesse descoberta uma substância com potencial e efeito né de tratar diversas tipo de doença certamente a gente não encontraria Barreiras como nós encontramos com relação a canários sempre conceito né Acho que tem essa preconceito que é é claro mas acho que tá aí a questão legal legislativo para tentar digamos superar isso e também eu vejo que é importante a gente ter uma regulação em cima porque a gente também sabe do lado negativo dessa substância né então também que a gente tem evidência que ela funciona ao mesmo tempo nós temos evidência que ela tem efeito realmente muito negativo sobretudo no cérebro de adolescentes né que tem uma fase de desenvolvimento então novamente a ciência precisa estar aqui para trazer né conhecimento e ajudar a população em termos de mercado né acho que às vezes assim até eu gostaria de que as pessoas tirassem um pouquinho do censo do mercadológico mas às vezes é um apelo tão grande que você tem que falar olha vai ganhar dinheiro por isso e ajudar a pessoa que tanto de pensar vai ajudar a pessoa vai trazer uma qualidade de vida para essa pessoa que eu vejo tem crianças que a Paula deu um exemplo o Paulo conhece a inúmeros também e criança que tem crises crises clínicas quando sancionou até o testemunho que tem pessoas na família dele funciona então que tantos olharam para essa pessoa o ganho que nós vamos estar tendo para essa criança que vai ter uma qualidade de vida melhor acho que a questão mercadológica é óbvia né a gente sabe que tem o ganho financeiro em cima tal mas eu fico feliz que tem essa discussão trazendo da ótica da ciência a ciência se ela não tem preconceito ela vai atrás da verdade hoje devido à legislação por exemplo uma universidade ela tem essa permissão ela não pode ainda fazer alguma pesquisa com o uso da cannabis em tese ela pode né fazer pesquisa mas assim não tem incentivo e não tem incentivo Mas uma coisa assim você mencionou a resolução do Conselho Federal de Medicina né ela quando fez a sua resolução ela foi estritamente restritiva a ponto de por exemplo eu não puder vir aqui falar sobre o canabidiol né ele proibia os médicos né de falar sobre canabidiol canábis né fora dos ambientes acadêmicos Então se imagina como que vai fazer esse diálogo com a sociedade então eu vejo que existe algumas restrições felizmente Conselho Federal de Medicina acho que refletiu e o que realmente ele e revogou né a resolução dela mas ao mesmo tempo a gente precisa ter projetos de lei lei que realmente que incentivem né a pesquisa que conduzam isso de uma maneira para que tenha segurança porque que a gente quer ter a segurança de que a paciente esteja tomando efetivamente algo que comprovadamente através da Luz da ciência ela funciona que é segura né então é isso que a gente precisa eu vejo nesse momento a gente tem que né separar alguns pontos aí que são importantes primeiro realmente existe é um preconceito existe todo um tabu existe todo um histórico do uso Recreativo é uma coisa que a gente não tem como negar o histórico de da ação ou do uso medicinal ele é recente né relativamente recente né enfim Então a gente tem que quebrar alguns paradigmas nós temos que realmente trazer a luz nessa reflexão essa discussão é importante que nós tenhamos pesquisas e para que se ocorra o pesquisas e eu já tive oportunidade né de fazer duas teses uma de Mestrado outra de doutorado e pesquisa básica com com medicamentos a gente precisa de de recurso para que essas pesquisas sejam feitas e muitas vezes as pesquisas básicas elas não trazem o resultado imediato as coisas elas vão acontecer lá na frente se a gente pegar a história da medicina a história da nesses zoologia Vamos colocar uma coisa que é muito bacana desde os primórdios pessoas que iam se submeter algum tipo de procedimento Ou eles eram embbedados Ou eles eram contidos com algumas pessoas que os amarravam seguravam e fazia essa coisa ali a frio mesmo né aí chegou uma época que se tomou é contato com aquilo que se chamava de gás hilariante que era o gás que dava Euforia era para uso Recreativo também para festas as pessoas inalavam que ligasse viam ficavam felizes e uma das daqueles que participavam ele caiu machucou e não sentiu dor então vinhos né que aquele gás ele servia para anestesiar as pessoas a mesma coisa aconteceu com a folha de coca pelozinho que as Maias Asteca e se tirou dali o anestésico hoje o dentista usa o médico às vezes usa xilocaína Enfim então nós temos todo um histórico de pesquisa básica mas que as coisas vêm lá de trás e com a cannabis não vai ser diferente eu acho que tende a caminhar caminhar no Bom Tom e num futuro não muito remoto vai se tornar uma realidade vai ser uma medicação de uso né da população que realmente necessita e vai ser um tá dentro daquele escopo tá dentro daquele grupo de fármacos oferecidos pelo poder público quando a gente fala de uma lei estadual a gente tem aqui no Estado de São Paulo as farmácias de alto custo é essa lei ela na verdade esse fornecimento é do medicamento então importado é isso que a gente ainda não tem um medicamento brasileiro ou temos Doutor Então eu tenho os que são do abraço né e ter algumas entidades que produzem porém mas não numa escala Grande para o Sistema Único de Saúde Então nesse momento a gente recorre a indústria interior né que entra naquilo que a vereadora falou alto custo alto custo alto custo então teria que ver eu não sei como que tá essa questão de acho que eles mesmo Guilherme tá analisando isso não sei se a Paulo tem né como que eles vão fazer a questão da importação e mesmo assim são diversas fábricas não é que se tem e a questão da importação obviamente tem que passar pelo pelo Anvisa de ter um registro Então até isso tem que ter uma uma dados mínimos né de saber o que que tem lá dentro como que a concentração é hoje a gente faz no uso muito digamos artesanal né obviamente por alguns casos que a gente acaba prescrevendo porém agora que vem é ter essa possibilidade de ter a medicação no SUS acho que a própria comunidade médico vai ter que aprender fazer o uso a prescrição essas substância saber qual né que a gente falava do genérico que já davam-se certa dor de cabeça imagine essas medicações do qual a gente não sabe qual que é concentração dela como que faz é só para ter a Exemplo né tem o óleo que a gente prescreve muitas vezes vem uma passa um tubinho assim e você pega né como se fosse pasta de dente tira um pedacinho um pedacinho que nem um grão o tamanho nem um grão Então você é aquilo é altamente preciso você não sabe o quanto que você tá tirando você tá tirando alguma coisa e usa aquilo lá então acho que a possibilidade ampliou com a questão da lei Mas ao mesmo tempo é importante que tem essa questão da ciência para fazer a digamos o estudo de como que deve ser utilizado para não cair assim olha eu usei não funcionou Mas qual que você usou como você usou com a indicação e porque às vezes a gente vê com outras substâncias que a gente prescreve o paciente toma de uma maneira numa dose que não é adequado e acaba não tendo efeito e para não porque o remédio não funciona mais a forma como ela tomou não era o que era necessário com a receita de uso controlado é isso é porque acaba sendo usado digamos como ela acho que deveria usar Então acho que a gente precisa sistematizar esse eu uso saber qual que é a substância que está sendo importado acho que nesse momento aqui em Campinas nós temos as Universidades para ter uma pum que temos São Leopoldo termo a Unicamp é a Unicamp É ela tem no seu DNA a pesquisa tem diversos laboratórios que certamente pode compor né com a Secretaria Municipal de Saúde aqui para fazer análise digamos das substância que espero vai estar aqui disponível para a população local sendo ela distribuído pelo Estado né o medicamento de alto custo ela é custeado pelo Estado no caso sim olha na lei estacionada aqui no Estado de São Paulo ela diz o seguinte são objetivos específicos desta política diagnosticar e tratar pacientes cujo tratamento com a cannabis medicinal possua eficácia ou produção científica que incentive o tratamento dois promover políticas públicas de debate e fornecimento de informação a respeito do uso da Medicina cannabica por meio de palestras fórum simpósios cursos de capacitação de gestores e demais atos necessários para o conhecimento geral da população acerca da cannabis medicinal realizando parcerias público privadas com entidades de preferência sem fins lucrativos né então a gente vê que vai justamente nessa ideia que vocês disseram da importância da gente discutir e como o senhor falou incentivar a pesquisa eu acho que Eu mencionei a Unicamp mas tem a USP tem a Unesp né que aqui do Estado de São Paulo que nós somos muito bem servido de 600 de pesquisa e acho que é essa parceria cada vez mais a gente vê a universidade está me saindo dos muros dela né e de encontro com os anseios da sociedade e acho que isso tem eu posso dizer pelo reitor que nós temos nesse momento que é a política universitária de realmente extra amor nós queremos participar sim do debate da sociedade do que mais aflige então eu vejo isso também para USP para UNESP e que novamente né Nós podemos aqui no Estado de São Paulo avançar e muito né nessa discussão essa discussão na cannabis medicinal vereadora quando a gente pensa numa proposta em termos municipais que avanços na sua visão a gente já tem a lei estadual lá no Senado ainda as propostas estão em discussão mas que avanço Campinas seria em ter uma legislação própria a respeito bom acho que a gente tem como o doutor lhe trouxe a gente tem diversos polos de pesquisa que nosso município Então acho que a gente conseguiria né bem no sentido da Lei fomentar que os nossos Profissionais de Saúde conseguisse identificar né ali dentro das doenças que já são catalogadas se esse seria um medicamento viável ou não a gente tem inclusive de boldrini né que é um que é um hospital especializado né tratamento de câncer em doenças ali que atinge né nossas crianças e a gente sabe que os medicamentos né a base do caramel muitas vezes são muito efetivos também na cidade é claro que a gente precisa né que que tem um departamento que já faz isso mas que ele se aprofunde tem um incentivo de pesquisa para trazer Quais são as dosagens né porque ainda é esses olhos são muito produzidos em casa justamente para a gente não ter nessa abundância de medicamentos e variedades de dosagens no mercado né Anvisa já tem regulamentado quais são os medicamentos que a gente pode comprar importar né E quais as pessoas também podem fazer isso a gente também tem isso por conta do Estado porque já faz essa importação Já que as pessoas estão ganhando Como eu disse inicialmente né na justiça o direito do Estado é subsidiar esse tratamento então a gente precisa saber né mas quem tá produzindo em casa qual que é a dosagem qualquer semente correta Como que é o preparo correto né Qual que é a forma com que isso vai ser vai ser feito como isso vai ser extraído né Tem umas pesquisas inclusive sobre a utilização um olho é melhor forma tem paciente que fala que depois de 15 anos utilizando óleo Tenta olhar na cara de azeite olha na comida jamais tem outras formas como a própria inalação né que são efetivos através de algumas doenças Mas quais doenças Então se a gente tem uma legislação própria para isso eu acho que a gente consegue é fortalecer que os nossos Profissionais de Saúde comecem a buscar essa forma de tratamento é médicos enfermeiros cuidadores porque a gente tem visto muito né que a geriatria é uma das dos polos né que tem crescido muito por conta das doenças Parque São Alzheimer mas várias outras doenças crônicas né próprias as dores crônicas né como artrite artrose acabam ali muitas vezes tirando a possibilidade de vida né Por você não conseguir se movimentar Então aonde a gente poderia aplicar né Qual que é a melhor forma de aplicação isso que o doutor traz né a pasta que vem você não sabe ele como manipular ser que está utilizando da forma correta é muito necessário que a gente tenha isso aqui em Campinas ainda mais porque a gente tem um presidente da Comissão de saúde que é médico né um prefeito que é médico e acho que a gente consegue ser Pioneiro nessas pesquisas aí utilizar a Unicamp da melhor forma possível para também né ser o a gente já é 15% a gente já em Campinas a gente já produz 15% de toda pesquisa Nacional E por que não pesquisar sobre isso também então acho que é fundamental a gente avançar nesse debate e se tornar Pioneira Pioneira na utilização até mesmo na redução de danos é utilizado né então a gente volta para o momento onde a gente era referência Nacional quando a gente fala de saúde quando a gente fala então nessa referência vereador Paulo como que é possível então é o senhor como líder de governo na Câmara pensar aí nos seus 32 colegas para trabalhar com eles essa questão da importância ou não Da gente ter uma política Municipal a respeito do incentivo à pesquisa e até foi futuramente como a vereadora falou da distribuição de um medicamento regulamentado primeiro eu quero deixar claro que não é fácil né são 32 cabeças que pensam diferentes são 32 vereadores que representam correntes as mais diversas possíveis alguns eles têm aí um apelo religioso alguns têm o apelo religioso e que existe né fortes restrições ao uso né de determinados medicamentos a determinadas ações enfim mas cabe a nós né vereadores a vereadora proponente ao Vereador líder de governo Vereador aos próprios membros da condição de saúde né trazemos a luz da reflexão a importância do uso né de alguns medicamentos nós estamos falando aqui da do caramel ou dos derivados da cannabis Mas enfim outras né outros medicamentos eventualmente serem colocados e com algumas restrições seja de punho religioso político ideológico enfim ou até pessoal de alguns vereadores que as coisas não caminham mas eu tenho certeza que não a gente é argumentando e argumentando com propriedade com responsabilidade né com coisas palpáveis e a luz da ciência os vereadores não se furtarão a discutir esse tema aprovar algumas proposituras né alguns projetos que possam fazer com apenas saia na frente Campinas sempre foi pioneira protagonista e muitas ações e não vai ser diferente né na área de saúde ou quando da implementação de políticas públicas públicas para saúde ou a introdução de medicamentos novos eu acho que nós não termos dificuldade claro sempre teremos um ou outro né que até sobre essa restrição que às vezes pode possa ter a senhora acredita que a sanção por parte do governador que é um governador mais de um partido mais conservador deixa aí uma mensagem que abre um caminho também para isso eu acho que o que a gente faz no município muitas vezes tentar ter um protagonismo mas muitas das leis elas são votadas e aprovadas a nível Federal e você vem numa Cascata né isso atinge o estado e as assembleias legislativas elas acabam votando E aí chegam para as câmaras municipais né nada mais nós fazemos do que adequar uma Legislação Federal Estadual a legislação Municipal agora esse fomento a discussão ele é importante porque nós somos no no momento atual né a gente tem que estar é não perder o tempo não perdeu o time a gente tem que estar atualizado e essas discussões por mais que alguns vereadores Não gostem ou ou ou eles têm dificuldade de discutir o de trazer a plenário pra gente não são importantes eu acho que se a gente fizer isso com responsabilidade Como sempre falo e a coisa não for entrar no nível de pessoalidade não é porque foi a Paola que que propôs o Paulo Haddad que propôs mas se as coisas são pertinentes vamos discutir nós discutimos tantas coisas que não são importantes e eu fico extremamente chateado triste quando a gente pede tempo com algumas coisas que a gente traz para discussão no plenário e elas formam um rumo diferente daquilo que a gente normalmente gostaria que tomar mas assuntos importantes eu acho que nós temos que debater exaustivamente colocar os prós colocar os contos chegar num denominador comum se estendendo a dor comum for algo que seja palpável plausível e bom para todo mundo vamos tocar para frente então Olha nós vamos rapidinho tomar um pouquinho de água mas essa discussão continua logo após o intervalo questão de ordem volta já já não saia daí [Música] tá bem [Música] segundo bloco do questão de ordem a gente fala hoje sobre o uso farmacêutico terapêutico medicinal e também sobre a produção industrial de medicamentos à base de cannabis quem está aqui são os vereadores Paola Miguel que autora de projetos na Câmara que tratam do tema também o presidente da Comissão de política social e saúde aqui do Legislativo vereador Paulo Haddad e o pesquisador neurocientista da Unicamp Professor Dr Lili Doutor a gente tava falando sobre a questão e como é um programa aquele legislativo a gente sempre puxa essa questão científica para as questões de políticas públicas né então e a gente tava falando justamente dessa questão do acesso como a vereadora já tinha dito desde o começo né o quanto de pessoas que desde que foi aprovado pela Anvisa tem feito esse pedido olha mais de 40 mil solicitações foram registradas existe uma média uma base de que se esse medicamento né pudesse ser produzido aqui no nosso país quantos em média isso no mínimo dobraria Doutor ah tranquilamente porque aquela questão que só na área de neuro né então a gente fala de epilepsia não são todas as pessoas com epilepsia que vão fazer o uso são aquelas pessoas que têm um tipo de epilepsia tipo lendo desgastou estude Weber né que são alguns tipos de epilepsia de difícil controle que não responde as medicações atuais seriam digamos candidato a usar essa substância mas aqui na conversa que nós estamos tendo a gente já falou de inúmeras outros tipos de doença até não neurológicas né câncer por exemplo assim até legal a fibromialgia depressão ansiedade distúrbios do sono quer dizer um leque muito grande muito grande então tem aqui a criança com autismo espectro autismo também tem né evidência de que possa ser útil né então o uso das crises é as crise do quarto comportamental então também é potencial mas novamente Acho que a ciência precisa efetivamente havia mostrar Quais são os subgrupo dos pacientes dessas diferentes tipos de doença que se beneficiam Qual que é a dose que é eficaz Qual que é a dose segura né para que a pessoa possa fazer o uso Então temos várias questões que estão em aberto hoje qual país que está à frente nas pesquisas nesse sentido Talvez o pessoal dos Estados Unidos mais recentemente Porque até então era proibido dizer não tinha financiamento né agora começou a abrir tem outros países talvez a Holanda que já algum tempo tem utilizado eu vi alguma coisa do pessoal de Portugal mas mesmo assim é acho que nós o Brasil precisamos avançar também nesse campo de pesquisa e nós temos condições nós temos condições de avançar nesse campo de pesquisa comparativamente com outros países né Nós temos todos os recursos possíveis Agora falta nos ter acesso digamos a substância e o financiamento para pesquisa é porque daí entra naquilo que a vereadora falou muita gente inicialmente quem não é do estado de São Paulo que não tem essa lei entra na justiça ganha o direito mas aí o Estado tem que comprar o SUS tem que comprar no caso do Estado de São Paulo é isso vai a gradativamente eu creio que ser uma mais estar no cardápio da farmácia de alto custo seria isso o estado continuaria custiando né tal porém acho que acho que a Paula falou é certamente você comprando num lote maior o preço de negociação cairia substancialmente né porque agora é assim um por um né você entra com mandato judicial faça-se a lei cumprir você compra o estado paga é reembolsa pelo pelo custo que até então era mil e poucos reais acho que por mês alguma coisa por aí algum tempo né não tô bem sabe não tô bem atualizado quanto ao custo mas ele não era não era barato é Lembrando que a nova lei ela fala exclusivamente do canabidiol que é o cbd e o tetra hidrocarnabinol thc é então mas o senhor disse que são inúmeras outras substâncias tem o canabinol né que também ele tem um efeito mais antimético para não vomitar né tal e tem algumas outras que é usado para glaucoma né porque o thc ele tem um efeito mais psicotrópico né tal thc o teu thcthc Delta 8 não tanto né o caraminol realmente tem menos efeito psicotrópico ele tem mais efeito digamos anti-méticos E aí a gente também tem evidência de que por exemplo canabidiol ele tem efeito também no sistema imunem de imunidade então tem algumas doenças autoimunes que a gente vê que potencialmente ela poderia estar tendo efeito porque ele atua numas vias metabólica via de ativação que a gente chama né E que possa ser útil nesse caso então quer dizer tem várias questões que não estão não tem uma resposta mas isso abre possibilidade paciência vi e trazer digamos novas Avenidas até de uso dessas substâncias sim olha inclusive nós teremos aqui no Brasil lá na capital paulista entre 4 e 5 de Maio segunda edição do Medical cannabis fear e do Congresso Brasileiro da cannabis medicinal que vai reunir o mercado cannabi com medicinal industrial para debater o futuro do setor no país e na América Latina para apresentação de novos medicamentos tecnologia farmacêutica equipamentos de laboratório tecnologias de cultivo empresas de educação e serviços financeiros bem como os processos industriais do cânomo nas áreas Têxtil e de cosmetologia Ou seja a gente vai ter esse segundo encontro aí que tá previsto aí 1.500 congressistas quando a gente passa discutir nesse âmbito Doutor e a gente já tem de São Paulo a gente tem essas discussões do país é sinal de que a coisa vai andar ou ainda a gente engatinha como o senhor vê isso que vai andar a partir do momento que né o mercado ela realmente enxerga e vê a potencialidade no mercadológica né a Indústria Farmacêutica já está preparada no Brasil é no Brasil já algum tempo tão preparado mas ele estava acho que esperando a questão do Marco legal né da questão acho que tem uma empresa tem uma indústria que é do Paraná Praia de sempre esqueço o nome é talvez o Paulo a Paola saiba em qualquer qualquer farmacêutica que tem produção já né do canabidiol Mas normalmente temos outros compostos que realmente Há uma possibilidade então a questão marca legal Marco né da Lei ela é importante para que também as empresas Elas têm uma segurança jurídica então é produzindo tá porque senão eles realmente não conseguem depositar colocando a substância no mercado é por questão puramente legal sim vereadora não eu acho que é muito importante né a gente ter esse congresso aqui no Estado de São Paulo para que a gente consiga discutir né é esmiuçar todos os as utilizações né que foi trazido né que a gente tem essa pesquisa há pouco tempo mas tem dados de que As Caravelas eram feitos né que Justamente que a Indústria Têxtil usa por ser uma fibra muito resistente então assim a gente vê isso em 1.500 E por que que as pesquisas pararam Por que que essa utilização parou de ser feita né a gente tem aqui aqui em Campinas né algumas formas que entraram com liminar na justiça para conseguir ter sua produção e essa pesquisa precisa ser uma farmácia por exemplo de manipulação de manipulação ela é vedada mas farmácia comum mas a farmácia de manipulação tem conseguido inclusive essas luminárias porque assim ah Indústria Farmacêutica ela vem impressionando o internacionalmente porque o número de medicamentos né Tem crescido exponencialmente a quantidade né de solicitações né também com relação ao estado também tem crescido exponencialmente e as grandes empresas né não vou aqui citar o nome mas elas têm muito interesse em produzir porque elas vêm isso como sendo uma coisa lucrativa então quando a gente olha para dentro dessa farmacêutica no Brasil o que falta para elas é começarem a produzir é simplesmente a regulamentação a legalização a gente tem inclusive olha em novembro de 2022 de Novembro Anvisa aprovou a fabricação de mais um produto a base de cannabis em um laboratório de Horizonte Minas Gerais que será comercializado em soluções líquidas de 100 mg ml só com prescrição médica Então os laboratórios aos poucos também vão encontrando brechas para se fazer isso mesmo que ainda a gente não tem uma regulamentação tem população necessitar necessitando tem paciente né então de fato tem uma demanda reprimida né de pacientes que precisam da medicação e não tem acesso sim olha a gente Então olha a gente tem aqui acho que é esse que o senhor falou Prati Dona dúzia esse o laboratório começa a pesquisar inclusive na internet eu coloquei aqui olha até sites de empresas que ajudam a pessoa a preparar a documentação para entrar na justiça Então a gente tem todo até um mercado que está de olho nisso Olha você não sabe como entrar na justiça nós te ajudamos né eu disse no início da minha fala hoje você tem alguns profissionais médicos entre eles neurocirurgiões ou neurologistas que eles estão credenciados a prescrever o canabidiol e o uso dessa substância muitas vezes ela é conseguido a base de liminar então judicialmente o paciente que vai fazer uso ele entra na justiça Uma Família entra na justiça para que ele possa se utilizar do medicamento ou tem casos que também que é plantar a cannabis para fazer o uso medicinal em casa tem os dois casos o que eu sei é para fazer uso já do medicamento prescrito por um médico Existem os dois casos tem o caso de Campinas inclusive que apareceu no fantástico no ano passado Se não me engano que o paciente tiver teve né autorização de plantar justamente por conta da dosagem que ele utilizava de forma comprovada não era sendo encontrava com tanta facilidade assim medicamentos e a importação Ficava muito cara né Doutor trouxe aqui mas tem medicamentos na faixa de 15 mil reais né quando a gente traz todo o valor da importação tem rede advogados que fazem isso não só para as famíliascêuticas tem rede de mães né que fazem a utilização então é essa rede ela tem crescido muito tem uma tem redes de Pequenas Empresas né que que fazem fomento somente em empresas a base né do meio de cbd thc ou até mesmo do canhamo né Tem estudos na área de suplementação alimentar para quem Para a população vegana né Isso tudo é importado muitas vezes do Uruguai né que conseguiu ter uma produção ali é regulamentada e muitas vezes também do Canadá que é outro lugar que tem produzido bastante exportado bastante hoje então a gente eu olhei aqui olha tem uma decisão no site do STJ que é o Superior Tribunal de Justiça de 14 de junho do ano passado falando olha a sexta turma da salvo conduto para pacientes cultivarem cannabis com fim medicinal concedeu salvo conduto para garantir a três pessoas com finalidade de estreia o óleo medicinal para uso próprio o colegiado concluiu que a produção artesanal do óleo para fins terapêuticos não representa risco de lesão à saúde pública ou a qualquer outro bem jurídico protegido pela legislação antidrogas aí eu vou entrar numa questão a gente vai ter todo uma questão de ser aprovada legislação no nosso país como então preparar as pessoas que vão lidar inclusive né futuramente até com as forças policiais para poder dividir Olha eu tenho aqui o meu é eu não tô produzindo Se isso for liberado no Brasil eu não estou produzindo para uma uma questão estou produzindo para uso terapêutico como então a gente tem que humanizar esses policiais quando se depararem com essa situação na sua opinião Paula bom primeiro que você tenha decisão é judicial então sempre tem que estar Unidos sempre né dessa documentação para realmente comprovar muita gente acha que é igual a gente cultiva Sei lá uma suculenta em casa mas não é isso quando a gente tá falando da utilização para fins medicinais você não pode por exemplo utilizar agrotóxicos vão contaminar aquele medicamento né você tem que produzir né você está falando de medicamento de uso contínuo você precisa produzir numa quantidade que você tenha essa continuidade né então não é uma coisa tão simples de ser feito em casa da maneira que as pessoas acreditam mas a melhor forma da gente responder né para isso ah mas será que era para isso mesmo Será que é para esse fim é decisão judicial em mãos a todos os momentos e também que a gente tenha né uma sensibilização das nossas forças Policiais É muitas vezes para entender a diferença né dessas duas utilizações Doutor então eu enxergo de uma maneira assim um pouquinho mais pragmático no sentido de que né se nós temos já uma lei estadual esperando que você tenha também um Federal e que efetivamente a gente possa ter a medicação Já devidamente com as doses concentração tem uma necessidade cultivo porque a Paula disse bem né no sentido que não é essa empresa você pegar um vaso você precisa ter um X metro quadrado e você precisa ter uma plantação em diferentes fases de crescimento porque você precisa ter uma produção que é continuar né então eu tenho uma colega né uma amiga que ela passou por isso né então ela até no começo fez meio que clandestino tal e tem esse problema de ser clandestino porque se você for pego você vai preso né vai preso e além disso a tua propriedade fica presa também porque tem a questão da Lei onde é cultivado a propriedade terreno ela também ficar digamos preso pela pela lei Então não é uma coisa assim ficar vou plantar num vasinho eu vou pegar assim como se fosse uma ervinha não não funciona dessa maneira e além do mais é você não sabe qual que é dosagem que o efetivamente você tá obtendo daqui né E como que você não tem controle nenhum então eu vejo que é uma vez você regulamentado tendo acesso a medicação acho que tira essa essa questão de cultivo em casa aí eu vejo muitas pessoas falam Ah mas porque eu quero cultivar porque eu quero cultivar que eu acho que realmente é arma uma discussão sem fim né porque uma que a pessoa não tem um controle por exemplo só casa anedotica essa da minha amiga que cultivava daí chegou o pessoal da NET olhava aquela o que que é isso quer dizer eu podia ver alguém levar embora né tal E fora outros casos anedotica que ela ficava obviamente chapado né acho que é seu termo né de ficar respirando lá dentro né ou coisa e sem usar sempre nesse está andando lá e fora o controle dos animais os animais adoram por algum motivo mas que come aquilo gato cachorro tal então o grau de controle que você tem é realmente é mínimo como que a pessoa vai fazer um ambiente controlado com incentivo a pesquisa Faria toda a diferença te deixaria isso para as indústrias em cargo da indústria e disse carregar porque efetivamente que você quer você quer ter o óleo né E a gente vai dizer qual que é a concentração que vai ser utilizado e certamente existe outras formas né de uso maneira inalatória uma né olha outra né então a gente tá ainda por descobrir mas esse é questão de uso de produção própria acho que ela deixa de ter a necessidade uma vez que o estado vai estar te fornecendo já a medicação sim Doutor mas o que pesa por exemplo na hora da prescrição do medicamento a gente falou desde o começo que a inclusive vereadora de exemplo de pessoas que usavam vários medicamentos agora só usam dois é a questão do curso o que que o médico hoje é ele se hoje fosse possível né possível já essa prescrição ele abriria mão de outros medicamentos para ou a cannabis seria a última opção como seria nesse momento é a última interrupção chegou no fim da linha não temos para onde ir né que nem eu não sei se já tinha aquele filme né da ficha da família Fischer que tinha menina acho que aquilo Realmente foi um divisor de água na questão da luta em prol da cannabis medicinal Então fala olha se o doutor falasse para mim que fazer chá de abacaxi e ajudar a minha filha o chá de qualquer coisa eu iria atrás porque a gente tem casos aí realmente que são dramática que realmente não responde mais nada não tem mais nenhuma Possibilidade é uso com passivo é isso não tem nada então no caso as pesquisas poderiam dizer se por exemplo olha o seu caso eu vou descartar outros remédio eu vou te indicar a Canastra a gente poderia acabar e passando assim tá cortando o caminho mas nesse momento não temos não temos essa informação mas nós sabemos de que esse grupo que chega no final do túnel né tal e que não tem que já esgotou todas as possibilidades de medicamento ó já não tem possibilidade de tratamento cirúrgico já realmente esgotando tudo que tem em termos de de de medicação ciência né E que tem né casos de uso de canabidiol porque não tentar no caso da epilepsia até a gente pode até mais rápido porque já tem evidência que ela funciona para alguns subtipos ou seja tem alguns que já poderia ser direto poderia estar usando né com mais mais para não ficaria esperando até o final do lá atrás né Por exemplo que nem se trazendo e esperar esgotar todas as medicações para fazer o uso eu estaria já prescrevendo sabendo que 50% iriam responder essa medicação Sim hoje já é possível fazer essa prescrição para alguns pacientes no seu caso Doutor mas acho que com essa possibilidade da Lei acho que vai facilitar muitas vezes é realmente é uma situação que você inclusive teve assim a certeza de que ser importante mas a família pelo não acesso dessa família o senhor voltou atrás indicou um outro medicamento ou não a gente vê isso a gente vê isso né de que não tem acesso né mas é que nem a Paulo falou né porque isso a gente vê sobretudo na população pobre que não tem acesso a ter um advogado de montar um bom processo e que o juiz faça digamos Ah por isso por isso a importância do que o doutor ele falou e eu comum na mesma opinião dele nós temos que ter a produção industrial grandes e bons Laboratórios já consagrados produzindo né esses princípios ativos é que possam disponibilizar em grande quantidade para que a gente não faça é dado o uso do canabidiol da cannabis de forma artesanal de forma como se fosse uma medicina natural concedendo uma liminar para que a pessoa ela faça o cultivo na casa dela e eventualmente ela não sabe não sabe mesmo Quanto tem do princípio ativo dentro daquele óleo que ela produziu Qual é a concentração muitas vezes nós nos deparamos com vamos lá com uma grade ou com uma cápsula ela divide o comprimido ao meio você não sabe se daquela metade tem metade do princípio ativo né Você tá tomando a metade ou mais ou menos que dirá o que direi eu se você tá produzindo alguma coisa de forma artesanal e fazendo uso daqui então políticas públicas leis que sejam que ampare né todos os grandes laboratórios que a o poder público disponibilize para a população eu acho que vem resolver o problema com pesquisas também eu acho que é importante né Nós nos colocarmos e sermos os agentes que estão cobrando as grandes universidades e os grandes pesquisadores pesquisadores as grandes empresas farmacêuticas para que elas façam pesquisas de ponta e trago como aconteceu hoje no passado recente com a vacina da covid né Nós tínhamos uma pesquisa básica como ser escove um isso foi utilizado para que se desenvolvesse a pesquisa por score 2 que é o que aconteceu então em tempo recorde nós tivemos a vacina mas não que essa vacina não tenha sido produzida lá atrás não tenha tido uma pesquisa lá atrás eu acho que não vai ser diferente né o uso da cannabis ou dos seus princípios ativos vereadora nós tivemos também a gente tem um projeto de lei lá no Senado recentemente é protocolado pelo Senador Paulo Paim falando justamente da política nacional de fornecimento gratuito de medicamentos formulados de derivado vegetal a base de canabidiol fora os outros que já imitavam então ele prevê essa distribuição nas unidades de saúde pública e privadas conveniadas ao SUS a senhora acredita que a gente está falando de uma discussão hoje aqui em âmbito municipal mas senhora acredita que cada vez mais os legisladores vão trabalhar nesse sentido para que a gente tenha uma política séria regulamentada aqui no nosso país é a tendência não sem dúvida Até porque eu acho que esse é só o primeiro passo né a gente o que a gente tá tem hoje né no Brasil andado concreto assim pela falta de política pública muitas pessoas se puseram quando a gente fala da Justiça na Doutor Ele trouxe um caso aqui é e a gente precisa resolver esse problema né as pessoas não estão tendo acesso de novo ao medicamento que muitas vezes é a única alternativa para o tratamento é cada vez mais né como isso foi ali ainda que a conta gotas as pessoas foram tendo acesso a gente teve a percepção real do como que isso modifica a vida das pessoas tem um documentário né de um de um filho em Goiânia né que mostra como o pai dele era agressivo no primeiro momento né que tinha se eu não me engano Alzheimer E aí conforme ele foi utilizando medicamento ele foi se tornando uma pessoa menos agressiva E aí a alimentação dele mudou aquele momento do banho que era um momento mais traumático para ele para a mãe dele também mudou e aí esse paciente começou a rir novamente a sorrir novamente a família inteira sorriu Então eu acho que é isso que a gente precisa olhar a gente precisa ver como que as pessoas cada vez mais é tão Essa é a única alternativa para inúmeras inúmeras doenças para que você não tenha efeitos colaterais né você não tem aquele filho que dorme o dia inteiro porque tá com uma dosagem a mais por conta daquele medicamento Você não tem o tratamento que é não é eficaz porque não é medicamento correto você tem ao invés de você ter uma vida plena nesse tema meia vida porque é criminalizado muitas vezes tem muita gente que faz a utilização de medicamentos né pelo a base né do cannabid gel mais ainda sentem vergonha de falar sobre isso então uma das dificuldades que a gente tem quando a gente vai pensar em levar esse público é justamente sobre isso tem muitas mães que tem medo de falar isso publicamente né porque a argumentação que chega para elas mas tá dando uma droga para o seu filho então enquanto a gente não tiver políticas públicas para enfrentar isso a gente não vai conseguir avançar nas pesquisas a gente não é da qualidade de vida as pessoas e também né a gente precisa pensar é quais são os outros medicamentos que a gente simplesmente criminalizou mas são utilizados até mesmo em estresse pós-traumáticos né em grandes depressões E por que que a gente ainda não fala sobre isso justamente por ter esse preconceito na nossa sociedade Tá certo então gente Infelizmente o nosso tempo acabou a gente encerra a questão de ordem por aqui lembrando que você já estão convidados para uma próxima discussão para o próximo debate Muito obrigado pela presença de todos fica por aqui até um próximo programa continue aqui na programação da TV Câmara Campinas [Música] [Música] Olá o governador do Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas sancionou no último dia 31 a lei 17.618 de 2023 que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol a sanção ocorreu após a Assembleia Legislativa ter aprovado a proposta em dezembro do ano passado na câmara de Campinas tramita um projeto de lei de autoria da vereadora Paola Miguel que cria uma política Municipal de promoção incentivo ao desenvolvimento de pesquisas sobre os usos farmacêuticos medicinais e industriais da cannabis aqui na cidade de Campinas e para falar sobre este tema o questão de ordem conversa hoje com a autora da proposta a vereadora Paola Miguel temos também a presença do presidente da Comissão de social e Saúde da Câmara Municipal de Campinas o vereador Paulo Haddad e o neurocientista e professor da Unicamp o Dr Lili mim sejam todos bem-vindos eu já vou começar então com a vereadora Paola vereadora a gente tem aí esse projeto de 2022 que entrou na pauta da quarta reunião ordinária no dia 13 de Fevereiro e teve um pedido de vistas fala para mim dessa tramitação e desse pedido de vistas e claro dos objetivos dessa matéria seja bem-vinda Obrigada Mirna quero que agradecer a presença do vereador paulada Dr Li é sempre é muito importante a gente discutir sobre isso na verdade tem dois projetos né de minha autoria aqui dentro da casa que tratam sobre o uso medicinal né da cannabis um deles é para inclusão de medicamentos na lista de medicamentos municipais né para que a gente também tenha isso da mesma linha do projeto do Caio França né aconteceu na UESP e que foi justamente que foi pedido vistas que é um incentivo à pesquisa né Para a gente saber principalmente quem já faz o uso né Qual a quantidade de thc qual a quantidade de cbd é que está sendo produzida a gente precisa lembrar que a produção ainda é muito artesanal poucos Laboratórios no Brasil é produzem são muito medicamentos importados ou até mesmo feitos aqui mas pelos próprios usuários E aí o que a gente consegue observar é que muitas pessoas acabam tendo com uma semente uma dosagem um benefício com relação ao seu tratamento e com outras não tão boas então esse incentivo a pesquisa é para que a gente consiga saber qual que é a dosagem correta para esse paciente como que ele pode melhorar sua própria produção né quando a gente fala dos usuários que estão ali produzindo em casa é as associações que tem aqui no Brasil a gente precisa incentivar também que elas aconteçam a produção nacional é muito baixa mas o que a gente consegue perceber que desde 2015 né quando Inclusive essa regulamentação pela Anvisa teve um aumento de 9.000% no pedido de pessoas para conseguir meter acesso a esse medicamento que muitas vezes é a única via de tratamento então esses dois projetos vão nesse sentido para que a gente consiga melhorar principalmente a vida do que estão necessitados agora a gente vai falar então com o presidente da Comissão de políticas sociais saúde da câmara o vereador Paulo Haddad que é médico também inclusive Vereador Olha a gente teve no ano passado em outubro do ano passado né o Conselho Federal de Medicina Suspendeu a resolução né que restringia o uso de remédios que ele mesmo tinha feito essa resolução né inclusive no caso era essa restrição era para o tratamento de quadros de epilepsia infanto-juvenil se somente quando o paciente não respondesse bem a outros tratamentos a norma havia sido editada E como eu já falei a gente teve aí uma grande como de pacientes de associações de muita gente que está envolvida nesse nessa tentativa de avanço E aí eu queria falar com o senhor depois a gente tem em janeiro então a sanção de uma lei estadual e essa pauta tanto da distribuição pela farmácia né que seja aí da cartela dos medicamentos distribuídos também em Campinas e que a gente tem esse incentivo como o senhor Analisa é todo esse movimento e como Campinas você vê Nesse contexto além do Senhor ser da comissão médico só agora é o líder de governo na Câmara também Israel minha companheira de legislativo Dr li neurocientista um amigo já de longa data também é um prazer né dividir esse debate com vocês é o uso do canabidiol ele já é uma realidade né talvez por isso essa comoção quadros graves de epilepsia dores crônicas fibromialgia né que são dores generalizada em vários partes do corpo tratamento de Alzheimer Isso já é uma realidade né os neurologistas os neurocirurgiões são aqueles que estão habilitados ou se habilitam a fazer a prescrição do cada vídeo aula para uso terapêutico e tem dado resultado Então existe já algumas pesquisas pesquisas já de longa data pesquisa sérias né comprovando já a eficácia do caramel e eu acho tão grande avanço né como você falou da da sanção pelo Governador grande avanço né que esses que esse medicamento ou derivados da cannabis sejam colocados à disposição da população haja Vista que muitas doenças ou muitas patologias neurológicas né ou relacionadas a dor elas não têm uma resposta efetiva com outro medicamentos ou às vezes até tem mas causa uma grande dependência Diferentemente do que acontece com o canabidiol então eu acredito que a gente vai avançar Campinas também tende avançar o nosso prefeito né agora falando como líder de governo ele é médico então o Dr Dario Saad né prefeito de Campinas eu tenho certeza que ele tem essa sensibilidade pelos anos que ele tem trabalhado se dedicado a medicina dentro da área pública enfim eu acho que é a Campinas tem de a progredir e projeto da vereadora só fazendo uma parte aqui ele foi retirado de pauta para melhor instrução e eu tenho certeza que ele voltará e será uma ampla discussão com com autoridades no assunto com vereadores que são prosos outros que são contra mas um debate de alto nível o debate que pode trazer uma reflexão essa casa e trazer também fazer com que essa casa seja protagonista nas ações seja de saúde de Meio Ambiente Enfim tudo aquilo que é pertinente a nossa população agora então a gente vai falar com doutor Lili Doutor a gente tem além desse né da sanção pelo Estado de São Paulo proposta aqui em Campinas também tramita no senado projetos de lei que tratam do tema mais de vídeo opiniões também a gente tem senadores que falam que a liberação do plantio significaria uma porta aberta para o mercado bilionário da maconha tem outros que falam que não que nós estamos na contramão de 40 países que já com a cannabis medicinal então vários estudos científicos o senhor que é um cientista um médico e sabe da importância ou não né o senhor que vai me dizer dessa pesquisa inclusive como professor em uma universidade pública como o senhor Analisa do ponto de vista científico o incentivo de políticas públicas para que a gente possa ter mais esse tratamento ou qual é o momento na sua visão que o Brasil passa quando olha para o tratamento com a cannabis Olá a todos né realmente tem um prazer estar aqui com a menina com a vereadora Paola Miguel também com um amigo Jairo longa data vereador Paulo Haddad falando sobre um sistema que eu acho que é muito importante e no momento muito oportuno como cientista eu enxergo de que é uma substância né de que ela realmente te ama muitos obstáculos ao longo dos anos para fazer pesquisa sobre né por questões diversas né Eu acho que já passamos do momento de o debate se a É uma medicação que tem potencialidade em ajudar diversos tipos de doenças não tem mais dúvida existe né várias possibilidades de que as substância o cannabis possa ser utilizado porém existem Barreiras digamos legais que ao longo dos últimos anos né década ela foram quebrando Então para que a comunidade científica possa fazer pesquisa sobre essa substância e quando Essas barreiras são quebradas e começa a ver possibilidades e financiamento financiamento é essa É voltado para pesquisa dessa substância porque a gente coloca essa substância porque quando a gente fala de cannabis ele abre Digamos um estigma muito grande e com isso a barreira natural fazer pesquisa sobre tema seja muito difícil difícil por aspecto econômico né que não se consegue financiamento difícil porque a população não tem o apelo para isso então eu vejo assim de que toda esse esforço que está sendo colocado tramitado no Senado e agora né com essa lei que tá você ser sancionados Estado de São Paulo e com né tô tendo o privilégio né a oportunidade de saber que tem uma lei municipal e que eu vejo que ele vai muito de encontro com o que a comunidade científica pensa e que a gente precisa realmente colocar o pé no chão e fazer uma análise crítica sobre a luz da ciência do que que essa substância pode efetivamente ser benéfico e como né E como foi dito Qual que é a dose Qual que é a concentração porque quando a gente fala em cannabis né está falando que lá dentro tem mais ou menos mais 600 compostos que foram descobertos e qual desses compostos funciona para qual tipo de doença a gente sabe que tem os quatro elementos compostos que são mais ativos que o nove Delta thc ou 8 Delta thc o canabinol ou canabidiol do que que nós estamos fazendo em qual concentração que nós estamos falando então se a gente for olhar nós estamos ainda nos primórdios né só que nós temos já evidência científica para algumas doenças que nem o Paulo falou né alguns tipos de epilepsia já teve nesse sentido que ela funciona entretanto tem outras doenças neurológicas ou outras doenças é que se tem que precisam ter um olhar científico para que efetivamente a gente possa oferecer a população segurança no uso dessa medicação essa tá falando inclusive de desse oferecer a população a gente tem aqui inclusive uma reportagem feita pelo Senado Federal falando justamente dessa questão dessa reflexão olha de acordo com o historiador Marcel Carvalho França que é professor da Unesp autor do livro A História da maconha no Brasil é os estudos não avançam mais por conta do preconceito ele lembra que se construiu no passado uma visão negativa da cannabis como uma droga de pessoas pobres e negras que levava vadiagem a transtornos psíquicos e a comporta criminosos esse estigma impulsionou proibicionismo e permanece ainda que cada vez menos prejudicando os doentes que precisam das substâncias terapêuticas da erva na mesma reportagem fala que não há regulamentação mas infelizmente a importação acaba gerando um custo muito caro para essas pessoas que precisam Ou seja hoje quem tem essas doenças que seria a prescrição de um remédio à base de cannabis não tem acesso também devido a pobreza digamos assim qual é a reflexão que tudo isso traz para vocês quem quer falar primeiro acho que eu posso começar falando tem uma reportagem que traz sobre o de um dos braços direitos de Nixon que nos Estados Unidos né Na época dos anos 70 quando ainda não tinha essa criminalização tão forte é uma maconha foi associada a população negra né justamente porque eles precisavam de um argumento para conseguir levar a prisão e depois de muito tempo né agora a gente tem ele nós inclusive revertendo os impostos justamente para fazer essa reparação histórica porque tem esse entendimento de que foi de fato uma construção social aqui no Brasil não só para o bolso da pessoa precisa importar mas propriamente para o estado também é muito caro importar porque as pessoas estão ganhando na justiça o direito de ter acesso esse medicamento e o super Obrigado né oferecer tratamento para essas doenças e aí o que acaba acontecendo que o número de se você comprasse um lote em larga escala no Estado de São Paulo por exemplo somos estudos alguns anos atrás que dizia que ia ficar mais barato do que você comprar a medicação simplesmente que as pessoas que ganhavam na justiça isso então eu acho que a gente precisa olhar para essas coisas porque hoje é mais do que a gente está perdendo dinheiro do Estado né colocando ele não direcionamento completamente errada a gente tá tirando a possibilidade de Muitas pessoas têm acesso ao medicamento Doutor é ele trouxe muito bem né Muitas pessoas têm um preconceito tão grande com relação aos medicamentos que acabam por um lado né muitas vezes quando a gente fala do médico não respeitando ou da família não aceitando o tratamento e acabam ali tomando inúmeros outros medicamentos que causam né dependentes tem relatos de Mães com filhos com doenças graves que relatam que os filhos tomavam seis medicamentos oito medicamentos e conseguiram reduzir para dois medicamentos né As crianças começaram a ter uma vida social normal né E para escola socializar né e antes elas ficavam numa condição de estado quase que vegetativo né dentro de casa então enquanto a gente não olhar né para essa questão como sendo um debate de saúde pública a gente ainda vai negar o tratamento para muitas pessoas e a gente vai não só perder dinheiro mas também deixar de ganhar dinheiro o Brasil é um país muito rico quando a gente fala de solo né consegue produzir Praticamente tudo aqui e fica a gente não pode virar um grande exportador dessa medicina que tem sido comprovadamente cada vez mais eficaz né e eu acho que a reportagem traz resultado muito importante que é sobre como que a pesquisa impede muitas vezes que a gente descubra outra utilização então tem alguns dados que trazem que o glaucoma né pode ser tratado com o caramel mas ainda mas qual tipo né qual tipo de pessoa né quimiote rapia também as pessoas estão fazendo utilização principalmente por conta da alimentação quando a gente fala de Alzheimer Parkinson né também tem pesquisas nessa linha tem até medicamentos na área dos Pets né para que eles consigam ter uma sobrevida mas até onde vai enquanto a gente não tiver pesquisa sobre isso a gente não vai conseguir responder isso a gente vai conseguir saber qual que é a totalidade da potência desse medicamento Então até um tempo atrás nos Estados Unidos não era permitido financiamento pesquisa para canabidioma né o cannabis né Então realmente teve um átomo muito grande realmente associado a população negra e tem a questão de algumas religiões de Matias africanas que falam o uso do cannabis dentro do seu rito então assim até eu falo que tal se a gente pensasse tirasse o nome cai de jovem inventasse um outro nome obviamente né o Brasil com sua diversidade que tem em termos de fao de Flora né no caso que tem a Amazônia e se tivesse descoberta uma substância com potencial e efeito né de tratar diversas tipo de doença certamente a gente não encontraria Barreiras como nós encontramos com relação a canários sempre conceito né Acho que tem essa preconceito que é é claro mas acho que tá aí a questão legal legislativo para tentar digamos superar isso e também eu vejo que é importante a gente ter uma regulação em cima porque a gente também sabe do lado negativo dessa substância né então também que a gente tem evidência que ela funciona ao mesmo tempo nós temos evidência que ela tem efeito realmente muito negativo sobretudo no cérebro de adolescentes né que tem uma fase de desenvolvimento então novamente a ciência precisa estar aqui para trazer né conhecimento e ajudar a população em termos de mercado né acho que às vezes assim até eu gostaria de que as pessoas tirassem um pouquinho do censo do mercadológico mas às vezes é um apelo tão grande que você tem que falar olha vai ganhar dinheiro por isso e ajudar a pessoa que tanto de pensar vai ajudar a pessoa vai trazer uma qualidade de vida para essa pessoa que eu vejo tem crianças que a Paula deu um exemplo o Paulo conhece a inúmeros também e criança que tem crises crises clínicas quando sancionou até o testemunho que tem pessoas na família dele funciona então que tantos olharam para essa pessoa o ganho que nós vamos estar tendo para essa criança que vai ter uma qualidade de vida melhor acho que a questão mercadológica é óbvia né a gente sabe que tem o ganho financeiro em cima tal mas eu fico feliz que tem essa discussão trazendo da ótica da ciência a ciência se ela não tem preconceito ela vai atrás da verdade hoje devido à legislação por exemplo uma universidade ela tem essa permissão ela não pode ainda fazer alguma pesquisa com o uso da cannabis em tese ela pode né fazer pesquisa mas assim não tem incentivo e não tem incentivo Mas uma coisa assim você mencionou a resolução do Conselho Federal de Medicina né ela quando fez a sua resolução ela foi estritamente restritiva a ponto de por exemplo eu não puder vir aqui falar sobre o canabidiol né ele proibia os médicos né de falar sobre canabidiol canábis né fora dos ambientes acadêmicos Então se imagina como que vai fazer esse diálogo com a sociedade então eu vejo que existe algumas restrições felizmente Conselho Federal de Medicina acho que refletiu e o que realmente ele e revogou né a resolução dela mas ao mesmo tempo a gente precisa ter projetos de lei lei que realmente que incentivem né a pesquisa que conduzam isso de uma maneira para que tenha segurança porque que a gente quer ter a segurança de que a paciente esteja tomando efetivamente algo que comprovadamente através da Luz da ciência ela funciona que é segura né então é isso que a gente precisa eu vejo nesse momento a gente tem que né separar alguns pontos aí que são importantes primeiro realmente existe é um preconceito existe todo um tabu existe todo um histórico do uso Recreativo é uma coisa que a gente não tem como negar o histórico de da ação ou do uso medicinal ele é recente né relativamente recente né enfim Então a gente tem que quebrar alguns paradigmas nós temos que realmente trazer a luz nessa reflexão essa discussão é importante que nós tenhamos pesquisas e para que se ocorra o pesquisas e eu já tive oportunidade né de fazer duas teses uma de Mestrado outra de doutorado e pesquisa básica com com medicamentos a gente precisa de de recurso para que essas pesquisas sejam feitas e muitas vezes as pesquisas básicas elas não trazem o resultado imediato as coisas elas vão acontecer lá na frente se a gente pegar a história da medicina a história da nesses zoologia Vamos colocar uma coisa que é muito bacana desde os primórdios pessoas que iam se submeter algum tipo de procedimento Ou eles eram embbedados Ou eles eram contidos com algumas pessoas que os amarravam seguravam e fazia essa coisa ali a frio mesmo né aí chegou uma época que se tomou é contato com aquilo que se chamava de gás hilariante que era o gás que dava Euforia era para uso Recreativo também para festas as pessoas inalavam que ligasse viam ficavam felizes e uma das daqueles que participavam ele caiu machucou e não sentiu dor então vinhos né que aquele gás ele servia para anestesiar as pessoas a mesma coisa aconteceu com a folha de coca pelozinho que as Maias Asteca e se tirou dali o anestésico hoje o dentista usa o médico às vezes usa xilocaína Enfim então nós temos todo um histórico de pesquisa básica mas que as coisas vêm lá de trás e com a cannabis não vai ser diferente eu acho que tende a caminhar caminhar no Bom Tom e num futuro não muito remoto vai se tornar uma realidade vai ser uma medicação de uso né da população que realmente necessita e vai ser um tá dentro daquele escopo tá dentro daquele grupo de fármacos oferecidos pelo poder público quando a gente fala de uma lei estadual a gente tem aqui no Estado de São Paulo as farmácias de alto custo é essa lei ela na verdade esse fornecimento é do medicamento então importado é isso que a gente ainda não tem um medicamento brasileiro ou temos Doutor Então eu tenho os que são do abraço né e ter algumas entidades que produzem porém mas não numa escala Grande para o Sistema Único de Saúde Então nesse momento a gente recorre a indústria interior né que entra naquilo que a vereadora falou alto custo alto custo alto custo então teria que ver eu não sei como que tá essa questão de acho que eles mesmo Guilherme tá analisando isso não sei se a Paulo tem né como que eles vão fazer a questão da importação e mesmo assim são diversas fábricas não é que se tem e a questão da importação obviamente tem que passar pelo pelo Anvisa de ter um registro Então até isso tem que ter uma uma dados mínimos né de saber o que que tem lá dentro como que a concentração é hoje a gente faz no uso muito digamos artesanal né obviamente por alguns casos que a gente acaba prescrevendo porém agora que vem é ter essa possibilidade de ter a medicação no SUS acho que a própria comunidade médico vai ter que aprender fazer o uso a prescrição essas substância saber qual né que a gente falava do genérico que já davam-se certa dor de cabeça imagine essas medicações do qual a gente não sabe qual que é concentração dela como que faz é só para ter a Exemplo né tem o óleo que a gente prescreve muitas vezes vem uma passa um tubinho assim e você pega né como se fosse pasta de dente tira um pedacinho um pedacinho que nem um grão o tamanho nem um grão Então você é aquilo é altamente preciso você não sabe o quanto que você tá tirando você tá tirando alguma coisa e usa aquilo lá então acho que a possibilidade ampliou com a questão da lei Mas ao mesmo tempo é importante que tem essa questão da ciência para fazer a digamos o estudo de como que deve ser utilizado para não cair assim olha eu usei não funcionou Mas qual que você usou como você usou com a indicação e porque às vezes a gente vê com outras substâncias que a gente prescreve o paciente toma de uma maneira numa dose que não é adequado e acaba não tendo efeito e para não porque o remédio não funciona mais a forma como ela tomou não era o que era necessário com a receita de uso controlado é isso é porque acaba sendo usado digamos como ela acho que deveria usar Então acho que a gente precisa sistematizar esse eu uso saber qual que é a substância que está sendo importado acho que nesse momento aqui em Campinas nós temos as Universidades para ter uma pum que temos São Leopoldo termo a Unicamp é a Unicamp É ela tem no seu DNA a pesquisa tem diversos laboratórios que certamente pode compor né com a Secretaria Municipal de Saúde aqui para fazer análise digamos das substância que espero vai estar aqui disponível para a população local sendo ela distribuído pelo Estado né o medicamento de alto custo ela é custeado pelo Estado no caso sim olha na lei estacionada aqui no Estado de São Paulo ela diz o seguinte são objetivos específicos desta política diagnosticar e tratar pacientes cujo tratamento com a cannabis medicinal possua eficácia ou produção científica que incentive o tratamento dois promover políticas públicas de debate e fornecimento de informação a respeito do uso da Medicina cannabica por meio de palestras fórum simpósios cursos de capacitação de gestores e demais atos necessários para o conhecimento geral da população acerca da cannabis medicinal realizando parcerias público privadas com entidades de preferência sem fins lucrativos né então a gente vê que vai justamente nessa ideia que vocês disseram da importância da gente discutir e como o senhor falou incentivar a pesquisa eu acho que Eu mencionei a Unicamp mas tem a USP tem a Unesp né que aqui do Estado de São Paulo que nós somos muito bem servido de 600 de pesquisa e acho que é essa parceria cada vez mais a gente vê a universidade está me saindo dos muros dela né e de encontro com os anseios da sociedade e acho que isso tem eu posso dizer pelo reitor que nós temos nesse momento que é a política universitária de realmente extra amor nós queremos participar sim do debate da sociedade do que mais aflige então eu vejo isso também para USP para UNESP e que novamente né Nós podemos aqui no Estado de São Paulo avançar e muito né nessa discussão essa discussão na cannabis medicinal vereadora quando a gente pensa numa proposta em termos municipais que avanços na sua visão a gente já tem a lei estadual lá no Senado ainda as propostas estão em discussão mas que avanço Campinas seria em ter uma legislação própria a respeito bom acho que a gente tem como o doutor lhe trouxe a gente tem diversos polos de pesquisa que nosso município Então acho que a gente conseguiria né bem no sentido da Lei fomentar que os nossos Profissionais de Saúde conseguisse identificar né ali dentro das doenças que já são catalogadas se esse seria um medicamento viável ou não a gente tem inclusive de boldrini né que é um que é um hospital especializado né tratamento de câncer em doenças ali que atinge né nossas crianças e a gente sabe que os medicamentos né a base do caramel muitas vezes são muito efetivos também na cidade é claro que a gente precisa né que que tem um departamento que já faz isso mas que ele se aprofunde tem um incentivo de pesquisa para trazer Quais são as dosagens né porque ainda é esses olhos são muito produzidos em casa justamente para a gente não ter nessa abundância de medicamentos e variedades de dosagens no mercado né Anvisa já tem regulamentado quais são os medicamentos que a gente pode comprar importar né E quais as pessoas também podem fazer isso a gente também tem isso por conta do Estado porque já faz essa importação Já que as pessoas estão ganhando Como eu disse inicialmente né na justiça o direito do Estado é subsidiar esse tratamento então a gente precisa saber né mas quem tá produzindo em casa qual que é a dosagem qualquer semente correta Como que é o preparo correto né Qual que é a forma com que isso vai ser vai ser feito como isso vai ser extraído né Tem umas pesquisas inclusive sobre a utilização um olho é melhor forma tem paciente que fala que depois de 15 anos utilizando óleo Tenta olhar na cara de azeite olha na comida jamais tem outras formas como a própria inalação né que são efetivos através de algumas doenças Mas quais doenças Então se a gente tem uma legislação própria para isso eu acho que a gente consegue é fortalecer que os nossos Profissionais de Saúde comecem a buscar essa forma de tratamento é médicos enfermeiros cuidadores porque a gente tem visto muito né que a geriatria é uma das dos polos né que tem crescido muito por conta das doenças Parque São Alzheimer mas várias outras doenças crônicas né próprias as dores crônicas né como artrite artrose acabam ali muitas vezes tirando a possibilidade de vida né Por você não conseguir se movimentar Então aonde a gente poderia aplicar né Qual que é a melhor forma de aplicação isso que o doutor traz né a pasta que vem você não sabe ele como manipular ser que está utilizando da forma correta é muito necessário que a gente tenha isso aqui em Campinas ainda mais porque a gente tem um presidente da Comissão de saúde que é médico né um prefeito que é médico e acho que a gente consegue ser Pioneiro nessas pesquisas aí utilizar a Unicamp da melhor forma possível para também né ser o a gente já é 15% a gente já em Campinas a gente já produz 15% de toda pesquisa Nacional E por que não pesquisar sobre isso também então acho que é fundamental a gente avançar nesse debate e se tornar Pioneira Pioneira na utilização até mesmo na redução de danos é utilizado né então a gente volta para o momento onde a gente era referência Nacional quando a gente fala de saúde quando a gente fala então nessa referência vereador Paulo como que é possível então é o senhor como líder de governo na Câmara pensar aí nos seus 32 colegas para trabalhar com eles essa questão da importância ou não Da gente ter uma política Municipal a respeito do incentivo à pesquisa e até foi futuramente como a vereadora falou da distribuição de um medicamento regulamentado primeiro eu quero deixar claro que não é fácil né são 32 cabeças que pensam diferentes são 32 vereadores que representam correntes as mais diversas possíveis alguns eles têm aí um apelo religioso alguns têm o apelo religioso e que existe né fortes restrições ao uso né de determinados medicamentos a determinadas ações enfim mas cabe a nós né vereadores a vereadora proponente ao Vereador líder de governo Vereador aos próprios membros da condição de saúde né trazemos a luz da reflexão a importância do uso né de alguns medicamentos nós estamos falando aqui da do caramel ou dos derivados da cannabis Mas enfim outras né outros medicamentos eventualmente serem colocados e com algumas restrições seja de punho religioso político ideológico enfim ou até pessoal de alguns vereadores que as coisas não caminham mas eu tenho certeza que não a gente é argumentando e argumentando com propriedade com responsabilidade né com coisas palpáveis e a luz da ciência os vereadores não se furtarão a discutir esse tema aprovar algumas proposituras né alguns projetos que possam fazer com apenas saia na frente Campinas sempre foi pioneira protagonista e muitas ações e não vai ser diferente né na área de saúde ou quando da implementação de políticas públicas públicas para saúde ou a introdução de medicamentos novos eu acho que nós não termos dificuldade claro sempre teremos um ou outro né que até sobre essa restrição que às vezes pode possa ter a senhora acredita que a sanção por parte do governador que é um governador mais de um partido mais conservador deixa aí uma mensagem que abre um caminho também para isso eu acho que o que a gente faz no município muitas vezes tentar ter um protagonismo mas muitas das leis elas são votadas e aprovadas a nível Federal e você vem numa Cascata né isso atinge o estado e as assembleias legislativas elas acabam votando E aí chegam para as câmaras municipais né nada mais nós fazemos do que adequar uma Legislação Federal Estadual a legislação Municipal agora esse fomento a discussão ele é importante porque nós somos no no momento atual né a gente tem que estar é não perder o tempo não perdeu o time a gente tem que estar atualizado e essas discussões por mais que alguns vereadores Não gostem ou ou ou eles têm dificuldade de discutir o de trazer a plenário pra gente não são importantes eu acho que se a gente fizer isso com responsabilidade Como sempre falo e a coisa não for entrar no nível de pessoalidade não é porque foi a Paola que que propôs o Paulo Haddad que propôs mas se as coisas são pertinentes vamos discutir nós discutimos tantas coisas que não são importantes e eu fico extremamente chateado triste quando a gente pede tempo com algumas coisas que a gente traz para discussão no plenário e elas formam um rumo diferente daquilo que a gente normalmente gostaria que tomar mas assuntos importantes eu acho que nós temos que debater exaustivamente colocar os prós colocar os contos chegar num denominador comum se estendendo a dor comum for algo que seja palpável plausível e bom para todo mundo vamos tocar para frente então Olha nós vamos rapidinho tomar um pouquinho de água mas essa discussão continua logo após o intervalo questão de ordem volta já já não saia daí [Música] tá bem [Música] segundo bloco do questão de ordem a gente fala hoje sobre o uso farmacêutico terapêutico medicinal e também sobre a produção industrial de medicamentos à base de cannabis quem está aqui são os vereadores Paola Miguel que autora de projetos na Câmara que tratam do tema também o presidente da Comissão de política social e saúde aqui do Legislativo vereador Paulo Haddad e o pesquisador neurocientista da Unicamp Professor Dr Lili Doutor a gente tava falando sobre a questão e como é um programa aquele legislativo a gente sempre puxa essa questão científica para as questões de políticas públicas né então e a gente tava falando justamente dessa questão do acesso como a vereadora já tinha dito desde o começo né o quanto de pessoas que desde que foi aprovado pela Anvisa tem feito esse pedido olha mais de 40 mil solicitações foram registradas existe uma média uma base de que se esse medicamento né pudesse ser produzido aqui no nosso país quantos em média isso no mínimo dobraria Doutor ah tranquilamente porque aquela questão que só na área de neuro né então a gente fala de epilepsia não são todas as pessoas com epilepsia que vão fazer o uso são aquelas pessoas que têm um tipo de epilepsia tipo lendo desgastou estude Weber né que são alguns tipos de epilepsia de difícil controle que não responde as medicações atuais seriam digamos candidato a usar essa substância mas aqui na conversa que nós estamos tendo a gente já falou de inúmeras outros tipos de doença até não neurológicas né câncer por exemplo assim até legal a fibromialgia depressão ansiedade distúrbios do sono quer dizer um leque muito grande muito grande então tem aqui a criança com autismo espectro autismo também tem né evidência de que possa ser útil né então o uso das crises é as crise do quarto comportamental então também é potencial mas novamente Acho que a ciência precisa efetivamente havia mostrar Quais são os subgrupo dos pacientes dessas diferentes tipos de doença que se beneficiam Qual que é a dose que é eficaz Qual que é a dose segura né para que a pessoa possa fazer o uso Então temos várias questões que estão em aberto hoje qual país que está à frente nas pesquisas nesse sentido Talvez o pessoal dos Estados Unidos mais recentemente Porque até então era proibido dizer não tinha financiamento né agora começou a abrir tem outros países talvez a Holanda que já algum tempo tem utilizado eu vi alguma coisa do pessoal de Portugal mas mesmo assim é acho que nós o Brasil precisamos avançar também nesse campo de pesquisa e nós temos condições nós temos condições de avançar nesse campo de pesquisa comparativamente com outros países né Nós temos todos os recursos possíveis Agora falta nos ter acesso digamos a substância e o financiamento para pesquisa é porque daí entra naquilo que a vereadora falou muita gente inicialmente quem não é do estado de São Paulo que não tem essa lei entra na justiça ganha o direito mas aí o Estado tem que comprar o SUS tem que comprar no caso do Estado de São Paulo é isso vai a gradativamente eu creio que ser uma mais estar no cardápio da farmácia de alto custo seria isso o estado continuaria custiando né tal porém acho que acho que a Paula falou é certamente você comprando num lote maior o preço de negociação cairia substancialmente né porque agora é assim um por um né você entra com mandato judicial faça-se a lei cumprir você compra o estado paga é reembolsa pelo pelo custo que até então era mil e poucos reais acho que por mês alguma coisa por aí algum tempo né não tô bem sabe não tô bem atualizado quanto ao custo mas ele não era não era barato é Lembrando que a nova lei ela fala exclusivamente do canabidiol que é o cbd e o tetra hidrocarnabinol thc é então mas o senhor disse que são inúmeras outras substâncias tem o canabinol né que também ele tem um efeito mais antimético para não vomitar né tal e tem algumas outras que é usado para glaucoma né porque o thc ele tem um efeito mais psicotrópico né tal thc o teu thcthc Delta 8 não tanto né o caraminol realmente tem menos efeito psicotrópico ele tem mais efeito digamos anti-méticos E aí a gente também tem evidência de que por exemplo canabidiol ele tem efeito também no sistema imunem de imunidade então tem algumas doenças autoimunes que a gente vê que potencialmente ela poderia estar tendo efeito porque ele atua numas vias metabólica via de ativação que a gente chama né E que possa ser útil nesse caso então quer dizer tem várias questões que não estão não tem uma resposta mas isso abre possibilidade paciência vi e trazer digamos novas Avenidas até de uso dessas substâncias sim olha inclusive nós teremos aqui no Brasil lá na capital paulista entre 4 e 5 de Maio segunda edição do Medical cannabis fear e do Congresso Brasileiro da cannabis medicinal que vai reunir o mercado cannabi com medicinal industrial para debater o futuro do setor no país e na América Latina para apresentação de novos medicamentos tecnologia farmacêutica equipamentos de laboratório tecnologias de cultivo empresas de educação e serviços financeiros bem como os processos industriais do cânomo nas áreas Têxtil e de cosmetologia Ou seja a gente vai ter esse segundo encontro aí que tá previsto aí 1.500 congressistas quando a gente passa discutir nesse âmbito Doutor e a gente já tem de São Paulo a gente tem essas discussões do país é sinal de que a coisa vai andar ou ainda a gente engatinha como o senhor vê isso que vai andar a partir do momento que né o mercado ela realmente enxerga e vê a potencialidade no mercadológica né a Indústria Farmacêutica já está preparada no Brasil é no Brasil já algum tempo tão preparado mas ele estava acho que esperando a questão do Marco legal né da questão acho que tem uma empresa tem uma indústria que é do Paraná Praia de sempre esqueço o nome é talvez o Paulo a Paola saiba em qualquer qualquer farmacêutica que tem produção já né do canabidiol Mas normalmente temos outros compostos que realmente Há uma possibilidade então a questão marca legal Marco né da Lei ela é importante para que também as empresas Elas têm uma segurança jurídica então é produzindo tá porque senão eles realmente não conseguem depositar colocando a substância no mercado é por questão puramente legal sim vereadora não eu acho que é muito importante né a gente ter esse congresso aqui no Estado de São Paulo para que a gente consiga discutir né é esmiuçar todos os as utilizações né que foi trazido né que a gente tem essa pesquisa há pouco tempo mas tem dados de que As Caravelas eram feitos né que Justamente que a Indústria Têxtil usa por ser uma fibra muito resistente então assim a gente vê isso em 1.500 E por que que as pesquisas pararam Por que que essa utilização parou de ser feita né a gente tem aqui aqui em Campinas né algumas formas que entraram com liminar na justiça para conseguir ter sua produção e essa pesquisa precisa ser uma farmácia por exemplo de manipulação de manipulação ela é vedada mas farmácia comum mas a farmácia de manipulação tem conseguido inclusive essas luminárias porque assim ah Indústria Farmacêutica ela vem impressionando o internacionalmente porque o número de medicamentos né Tem crescido exponencialmente a quantidade né de solicitações né também com relação ao estado também tem crescido exponencialmente e as grandes empresas né não vou aqui citar o nome mas elas têm muito interesse em produzir porque elas vêm isso como sendo uma coisa lucrativa então quando a gente olha para dentro dessa farmacêutica no Brasil o que falta para elas é começarem a produzir é simplesmente a regulamentação a legalização a gente tem inclusive olha em novembro de 2022 de Novembro Anvisa aprovou a fabricação de mais um produto a base de cannabis em um laboratório de Horizonte Minas Gerais que será comercializado em soluções líquidas de 100 mg ml só com prescrição médica Então os laboratórios aos poucos também vão encontrando brechas para se fazer isso mesmo que ainda a gente não tem uma regulamentação tem população necessitar necessitando tem paciente né então de fato tem uma demanda reprimida né de pacientes que precisam da medicação e não tem acesso sim olha a gente Então olha a gente tem aqui acho que é esse que o senhor falou Prati Dona dúzia esse o laboratório começa a pesquisar inclusive na internet eu coloquei aqui olha até sites de empresas que ajudam a pessoa a preparar a documentação para entrar na justiça Então a gente tem todo até um mercado que está de olho nisso Olha você não sabe como entrar na justiça nós te ajudamos né eu disse no início da minha fala hoje você tem alguns profissionais médicos entre eles neurocirurgiões ou neurologistas que eles estão credenciados a prescrever o canabidiol e o uso dessa substância muitas vezes ela é conseguido a base de liminar então judicialmente o paciente que vai fazer uso ele entra na justiça Uma Família entra na justiça para que ele possa se utilizar do medicamento ou tem casos que também que é plantar a cannabis para fazer o uso medicinal em casa tem os dois casos o que eu sei é para fazer uso já do medicamento prescrito por um médico Existem os dois casos tem o caso de Campinas inclusive que apareceu no fantástico no ano passado Se não me engano que o paciente tiver teve né autorização de plantar justamente por conta da dosagem que ele utilizava de forma comprovada não era sendo encontrava com tanta facilidade assim medicamentos e a importação Ficava muito cara né Doutor trouxe aqui mas tem medicamentos na faixa de 15 mil reais né quando a gente traz todo o valor da importação tem rede advogados que fazem isso não só para as famíliascêuticas tem rede de mães né que fazem a utilização então é essa rede ela tem crescido muito tem uma tem redes de Pequenas Empresas né que que fazem fomento somente em empresas a base né do meio de cbd thc ou até mesmo do canhamo né Tem estudos na área de suplementação alimentar para quem Para a população vegana né Isso tudo é importado muitas vezes do Uruguai né que conseguiu ter uma produção ali é regulamentada e muitas vezes também do Canadá que é outro lugar que tem produzido bastante exportado bastante hoje então a gente eu olhei aqui olha tem uma decisão no site do STJ que é o Superior Tribunal de Justiça de 14 de junho do ano passado falando olha a sexta turma da salvo conduto para pacientes cultivarem cannabis com fim medicinal concedeu salvo conduto para garantir a três pessoas com finalidade de estreia o óleo medicinal para uso próprio o colegiado concluiu que a produção artesanal do óleo para fins terapêuticos não representa risco de lesão à saúde pública ou a qualquer outro bem jurídico protegido pela legislação antidrogas aí eu vou entrar numa questão a gente vai ter todo uma questão de ser aprovada legislação no nosso país como então preparar as pessoas que vão lidar inclusive né futuramente até com as forças policiais para poder dividir Olha eu tenho aqui o meu é eu não tô produzindo Se isso for liberado no Brasil eu não estou produzindo para uma uma questão estou produzindo para uso terapêutico como então a gente tem que humanizar esses policiais quando se depararem com essa situação na sua opinião Paula bom primeiro que você tenha decisão é judicial então sempre tem que estar Unidos sempre né dessa documentação para realmente comprovar muita gente acha que é igual a gente cultiva Sei lá uma suculenta em casa mas não é isso quando a gente tá falando da utilização para fins medicinais você não pode por exemplo utilizar agrotóxicos vão contaminar aquele medicamento né você tem que produzir né você está falando de medicamento de uso contínuo você precisa produzir numa quantidade que você tenha essa continuidade né então não é uma coisa tão simples de ser feito em casa da maneira que as pessoas acreditam mas a melhor forma da gente responder né para isso ah mas será que era para isso mesmo Será que é para esse fim é decisão judicial em mãos a todos os momentos e também que a gente tenha né uma sensibilização das nossas forças Policiais É muitas vezes para entender a diferença né dessas duas utilizações Doutor então eu enxergo de uma maneira assim um pouquinho mais pragmático no sentido de que né se nós temos já uma lei estadual esperando que você tenha também um Federal e que efetivamente a gente possa ter a medicação Já devidamente com as doses concentração tem uma necessidade cultivo porque a Paula disse bem né no sentido que não é essa empresa você pegar um vaso você precisa ter um X metro quadrado e você precisa ter uma plantação em diferentes fases de crescimento porque você precisa ter uma produção que é continuar né então eu tenho uma colega né uma amiga que ela passou por isso né então ela até no começo fez meio que clandestino tal e tem esse problema de ser clandestino porque se você for pego você vai preso né vai preso e além disso a tua propriedade fica presa também porque tem a questão da Lei onde é cultivado a propriedade terreno ela também ficar digamos preso pela pela lei Então não é uma coisa assim ficar vou plantar num vasinho eu vou pegar assim como se fosse uma ervinha não não funciona dessa maneira e além do mais é você não sabe qual que é dosagem que o efetivamente você tá obtendo daqui né E como que você não tem controle nenhum então eu vejo que é uma vez você regulamentado tendo acesso a medicação acho que tira essa essa questão de cultivo em casa aí eu vejo muitas pessoas falam Ah mas porque eu quero cultivar porque eu quero cultivar que eu acho que realmente é arma uma discussão sem fim né porque uma que a pessoa não tem um controle por exemplo só casa anedotica essa da minha amiga que cultivava daí chegou o pessoal da NET olhava aquela o que que é isso quer dizer eu podia ver alguém levar embora né tal E fora outros casos anedotica que ela ficava obviamente chapado né acho que é seu termo né de ficar respirando lá dentro né ou coisa e sem usar sempre nesse está andando lá e fora o controle dos animais os animais adoram por algum motivo mas que come aquilo gato cachorro tal então o grau de controle que você tem é realmente é mínimo como que a pessoa vai fazer um ambiente controlado com incentivo a pesquisa Faria toda a diferença te deixaria isso para as indústrias em cargo da indústria e disse carregar porque efetivamente que você quer você quer ter o óleo né E a gente vai dizer qual que é a concentração que vai ser utilizado e certamente existe outras formas né de uso maneira inalatória uma né olha outra né então a gente tá ainda por descobrir mas esse é questão de uso de produção própria acho que ela deixa de ter a necessidade uma vez que o estado vai estar te fornecendo já a medicação sim Doutor mas o que pesa por exemplo na hora da prescrição do medicamento a gente falou desde o começo que a inclusive vereadora de exemplo de pessoas que usavam vários medicamentos agora só usam dois é a questão do curso o que que o médico hoje é ele se hoje fosse possível né possível já essa prescrição ele abriria mão de outros medicamentos para ou a cannabis seria a última opção como seria nesse momento é a última interrupção chegou no fim da linha não temos para onde ir né que nem eu não sei se já tinha aquele filme né da ficha da família Fischer que tinha menina acho que aquilo Realmente foi um divisor de água na questão da luta em prol da cannabis medicinal Então fala olha se o doutor falasse para mim que fazer chá de abacaxi e ajudar a minha filha o chá de qualquer coisa eu iria atrás porque a gente tem casos aí realmente que são dramática que realmente não responde mais nada não tem mais nenhuma Possibilidade é uso com passivo é isso não tem nada então no caso as pesquisas poderiam dizer se por exemplo olha o seu caso eu vou descartar outros remédio eu vou te indicar a Canastra a gente poderia acabar e passando assim tá cortando o caminho mas nesse momento não temos não temos essa informação mas nós sabemos de que esse grupo que chega no final do túnel né tal e que não tem que já esgotou todas as possibilidades de medicamento ó já não tem possibilidade de tratamento cirúrgico já realmente esgotando tudo que tem em termos de de de medicação ciência né E que tem né casos de uso de canabidiol porque não tentar no caso da epilepsia até a gente pode até mais rápido porque já tem evidência que ela funciona para alguns subtipos ou seja tem alguns que já poderia ser direto poderia estar usando né com mais mais para não ficaria esperando até o final do lá atrás né Por exemplo que nem se trazendo e esperar esgotar todas as medicações para fazer o uso eu estaria já prescrevendo sabendo que 50% iriam responder essa medicação Sim hoje já é possível fazer essa prescrição para alguns pacientes no seu caso Doutor mas acho que com essa possibilidade da Lei acho que vai facilitar muitas vezes é realmente é uma situação que você inclusive teve assim a certeza de que ser importante mas a família pelo não acesso dessa família o senhor voltou atrás indicou um outro medicamento ou não a gente vê isso a gente vê isso né de que não tem acesso né mas é que nem a Paulo falou né porque isso a gente vê sobretudo na população pobre que não tem acesso a ter um advogado de montar um bom processo e que o juiz faça digamos Ah por isso por isso a importância do que o doutor ele falou e eu comum na mesma opinião dele nós temos que ter a produção industrial grandes e bons Laboratórios já consagrados produzindo né esses princípios ativos é que possam disponibilizar em grande quantidade para que a gente não faça é dado o uso do canabidiol da cannabis de forma artesanal de forma como se fosse uma medicina natural concedendo uma liminar para que a pessoa ela faça o cultivo na casa dela e eventualmente ela não sabe não sabe mesmo Quanto tem do princípio ativo dentro daquele óleo que ela produziu Qual é a concentração muitas vezes nós nos deparamos com vamos lá com uma grade ou com uma cápsula ela divide o comprimido ao meio você não sabe se daquela metade tem metade do princípio ativo né Você tá tomando a metade ou mais ou menos que dirá o que direi eu se você tá produzindo alguma coisa de forma artesanal e fazendo uso daqui então políticas públicas leis que sejam que ampare né todos os grandes laboratórios que a o poder público disponibilize para a população eu acho que vem resolver o problema com pesquisas também eu acho que é importante né Nós nos colocarmos e sermos os agentes que estão cobrando as grandes universidades e os grandes pesquisadores pesquisadores as grandes empresas farmacêuticas para que elas façam pesquisas de ponta e trago como aconteceu hoje no passado recente com a vacina da covid né Nós tínhamos uma pesquisa básica como ser escove um isso foi utilizado para que se desenvolvesse a pesquisa por score 2 que é o que aconteceu então em tempo recorde nós tivemos a vacina mas não que essa vacina não tenha sido produzida lá atrás não tenha tido uma pesquisa lá atrás eu acho que não vai ser diferente né o uso da cannabis ou dos seus princípios ativos vereadora nós tivemos também a gente tem um projeto de lei lá no Senado recentemente é protocolado pelo Senador Paulo Paim falando justamente da política nacional de fornecimento gratuito de medicamentos formulados de derivado vegetal a base de canabidiol fora os outros que já imitavam então ele prevê essa distribuição nas unidades de saúde pública e privadas conveniadas ao SUS a senhora acredita que a gente está falando de uma discussão hoje aqui em âmbito municipal mas senhora acredita que cada vez mais os legisladores vão trabalhar nesse sentido para que a gente tenha uma política séria regulamentada aqui no nosso país é a tendência não sem dúvida Até porque eu acho que esse é só o primeiro passo né a gente o que a gente tá tem hoje né no Brasil andado concreto assim pela falta de política pública muitas pessoas se puseram quando a gente fala da Justiça na Doutor Ele trouxe um caso aqui é e a gente precisa resolver esse problema né as pessoas não estão tendo acesso de novo ao medicamento que muitas vezes é a única alternativa para o tratamento é cada vez mais né como isso foi ali ainda que a conta gotas as pessoas foram tendo acesso a gente teve a percepção real do como que isso modifica a vida das pessoas tem um documentário né de um de um filho em Goiânia né que mostra como o pai dele era agressivo no primeiro momento né que tinha se eu não me engano Alzheimer E aí conforme ele foi utilizando medicamento ele foi se tornando uma pessoa menos agressiva E aí a alimentação dele mudou aquele momento do banho que era um momento mais traumático para ele para a mãe dele também mudou e aí esse paciente começou a rir novamente a sorrir novamente a família inteira sorriu Então eu acho que é isso que a gente precisa olhar a gente precisa ver como que as pessoas cada vez mais é tão Essa é a única alternativa para inúmeras inúmeras doenças para que você não tenha efeitos colaterais né você não tem aquele filho que dorme o dia inteiro porque tá com uma dosagem a mais por conta daquele medicamento Você não tem o tratamento que é não é eficaz porque não é medicamento correto você tem ao invés de você ter uma vida plena nesse tema meia vida porque é criminalizado muitas vezes tem muita gente que faz a utilização de medicamentos né pelo a base né do cannabid gel mais ainda sentem vergonha de falar sobre isso então uma das dificuldades que a gente tem quando a gente vai pensar em levar esse público é justamente sobre isso tem muitas mães que tem medo de falar isso publicamente né porque a argumentação que chega para elas mas tá dando uma droga para o seu filho então enquanto a gente não tiver políticas públicas para enfrentar isso a gente não vai conseguir avançar nas pesquisas a gente não é da qualidade de vida as pessoas e também né a gente precisa pensar é quais são os outros medicamentos que a gente simplesmente criminalizou mas são utilizados até mesmo em estresse pós-traumáticos né em grandes depressões E por que que a gente ainda não fala sobre isso justamente por ter esse preconceito na nossa sociedade Tá certo então gente Infelizmente o nosso tempo acabou a gente encerra a questão de ordem por aqui lembrando que você já estão convidados para uma próxima discussão para o próximo debate Muito obrigado pela presença de todos fica por aqui até um próximo programa continue aqui na programação da TV Câmara Campinas [Música]
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