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QUESTÃO DE ORDEM - O HOMEM NEGRO NA SOCIEDADE ATUAL
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QUESTÃO DE ORDEM - O HOMEM NEGRO NA SOCIEDADE ATUAL

44 views Publicado 06/12/2022 HD · 1:19:27

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[Música] Olá entre os séculos 16 e 19 As Américas foram destino de mais de 10 milhões de negros da África que foram escravizados destes cerca de 4.8 milhões embarcaram no Brasil em sua maioria homens sendo jovens e crianças para o trabalho braçal dados atualizados apontam inclusive que no Brasil atual a chance de uma pessoa negra ser assassinada é 2.6 vezes superior aquela de uma pessoa não Negra também temos ainda um dado revelador a respeito do trabalho de policiais porque a maioria deles que foram mortos no Brasil é de negros e tem a questão do emprego o homem negro tem uma maior taxa de desemprego e a menor taxa de Empregados cargos de direção diante disso qual é o papel do homem negro na sociedade atual e a gente vai conversar hoje com três representantes negros aqui da Câmara Municipal nós temos seis vereadores justamente para fazer essa reflexão eles que hoje tem um cargo de poder na legislatura aqui na cidade de Campinas é quem fala com a gente eu conto com a participação do vereador Major Jaime do bebê também Carlinhos camelô do PSB e Cecílio Santos do PT eu vou começar então falando com Vereador Major Jaime Vereador a gente falou aqui de um aspecto bem geral né que traz o contexto histórico mas hoje a gente está no meio da consciência negra e qual que qual que é o papel que o senhor faz por exemplo essa reflexão na sua vida na sua profissão seja bem-vindo obrigado obrigado a todos né que estão nos assistindo é um prazer mais uma vez tá aqui com você também prazer tá aqui com o Carlinhos e também com o Cecílio para a gente bater um papo né conversar um pouquinho menina isso na verdade na minha vida sempre foi muito Evidente né eu não tive a criação da minha mãe do meu pai mas tive da minha madrinha e em vários momentos uma coisa que ela falou muito importante que Independente da sua cor você tem que ser uma pessoa de bem tem que fazer o bem e tem que estudar eu me lembro muito bem disso né quando ela falava disso eu me destacar né pelo estudo pela pela aquilo que que seria certo e hoje com as minhas filhas da mesma forma também as crer com o mesmo pensamento e eu tenho comigo uma frase que eu levo né de Martin Luther King até tive a oportunidade de falar sobre isso aqui no plenário onde o Martin Luther King ele fala que ele quer que né no futuro né Na época lá do direito feliz na década de 60 nos Estados Unidos ele falava que ele queria e era um sonho dele que as pessoas fossem lembradas e as filhas deles fossem lembradas não pela cor da pele Mas pelo caráter E é isso que eu tenho sempre feito na minha vida né isso na verdade acho que todos nós né que estamos aqui nessa mesa devemos Em algum momento da vida ter sofrido discriminação e preconceito e eu tenho absoluta certeza que isso não fez com que eu mudasse a minha atitude e mudasse Na verdade o meu tipo ou meu pensamento no seguinte sentido eu não fiz isso né não fiz com que isso influenciasse a minha vida e eu criasse com isso uma revolta eu criasse com isso né uma diferenciação ou até ao mesmo tempo que eu tomasse uma atitude até de repente de ódio de odiar que falou me Revoltou com a pessoa que falou muitas vezes as pessoas falam comentam né E tem uma atitude às vezes algumas delas eu tive uma atitude pontual e outras delas né por conta de um contexto né a gente analisou mas eu tive condições de ponderar e analisar melhor aquilo que tinha acontecido mas nunca me coloquei como vítima nunca me coloquei com uma pessoa que merecia algum cuidado diferente mas eu tinha que me diferenciar assim pelo caráter Obrigada Vereador Carlinhos camelô meu boa tarde e também a mesma pergunta para o senhor que reflexão e o senhor trouxe no decorrer da sua vida com seu papel sendo que a pessoa só é um afrodescendente Boa tarde a todos boa tarde aqui Major Jaime Boa tarde Vereador Cecílio Mirna e todos que nos assiste primeiramente aqui eu queria deixar aí falar um pouco da luta do Zumbi dos Palmares e de 1695 tivemos também uma mulher aqui lutou muito Dandara sabemos é a luta e ficou um legado para que nós tivéssemos agora no mês de novembro que a gente sempre cita o mês negro como nós temos o Outubro Rosa então nós temos o Novembro negro nós sabemos aqui estatísticas mostram que jovens negros hoje eles são assassinados com mais frequência nós sabemos que existe a discriminação é hoje não tão forte mas antigamente na época de escola é nós tínhamos amigos que colocavam um apelidos esses amigos e era uma discriminação hoje a gente vê também através de uma rede sociais vocês E aí nas redes sociais como que as pessoas discriminam as pessoas através das redes sociais Então eu acho que isso tem que acabar eu acho que tem que ser um basta todos nós aqui negros pardos brancos nós temos que ser tratado da mesma formas e com igualdade Tá certo então agora então do meu olá para o vereador Cecílio Santos Vereador e para o senhor como foi essa questão e essa reflexão o senhor traz da sua vida como homem afrodescendente Boa tarde a todos a todas menina cumprimento aqui o vereador Carlinhos camelô Vereador Major Jaime satisfação está aqui nessa mesa debatendo discutindo essa roda de conversa sobre esse tema tão relevante ainda na nossa sociedade Esperamos que um dia ele não precisa ser tão relevante Mas de fato ainda é pois como bem disse a Mirna na abertura aqui com os dados mais Gerais estatística ainda mostra que a sociedade brasileira é permeia o preconceito a discriminação e Em algum momento Todos nós né que tem a cor da pele eh Negra sofre a discriminação então é preciso a gente superar isso e Sem dúvida nenhuma é Um Desafio posto né visto que tanto as entidades como as escola né precisa trabalhar esse tema de uma forma que a gente possa superar essa discriminação esse preconceito até porque se a gente observar a formação do povo brasileiro é tem na sua origem ou a presença e a participação significativa do negro da mulher negra seja nas construções se a gente observar Campinas nas construções históricas tem a participação do negro efetiva não é seja na formação cultural na nossa cidade nós temos ali sem dúvida a presença forte marcante do negro então é fundamental que a gente faça esse debate de uma forma tranquila e de uma forma que se possa superar essa situação trago Sem dúvida experiências né de movimentos em que participo seja das pastorais seja nos movimentos sociais buscando de fato essa superação e o tratamento igualitário porque o que o negro a Negra o que nós queremos não é privilégio que a gente quer é um tratamento igualitário para toda a sociedade que não tem essa diferenciação nem esta na verdade agora é crime não é e a gente precisa que de fato Ou seja ser tratado indiferença por conta da cor da pele todos os brasileiros todas da sociedade tem capacidade tem condições de exercer papéis na sociedade e é isso que a gente espera que possamos com esses debates e parabenizo aqui a câmara de Campinas até ver câmera né todas o aparato da Câmara de Campinas que se coloca à disposição para que nesse mês de novembro como bendito camelô possa ser discutir entre outros mas também esse tema da superação da des racial o vereador Major Jaime inclusive tocou num ponto muito importante que quando a gente fala da história dos negros e ela passa pela questão da Educação do acesso à educação o senhor inclusive diz que sempre isso permeou a sua vida no entanto a gente tem ainda algumas dificuldades do acesso historicamente então que a gente tem a questão das cotas né que é justamente essa questão da reparação como que vocês avaliam essa essa importância da educação e que a gente tenha mais acesso a Esse instrumento que é tão Digamos que empoderador né do ser humano que é a educação para que a gente possa A partir dessa premissa promover a igualdade depois no trabalho então tantas outras Vertentes que permeiam a nossa vida vereador a base realmente né em qualquer nação desenvolvida sempre foi a educação eu acredito que sempre será aí eu posso talvez discordar um pouquinho né do ponto de vista talvez do do sicilio num contexto que aí infelizmente é a questão ideológica eu entendo que né a educação é assim a base mas aí eu faço um paralelo né e quero trazer isso para que a gente possa discutir e eu faço paralelo com Estados Unidos porque é um país que teve uma origem né uma uma povoamento né também de uma forma um pouco parecida com a brasileira né também é o tráfico negreiro também de uma forma um pouco parecida com a nossa mas eles conseguiram de alguma maneira através da Luta pelo Direito civis na década de 60 lá realmente ocorreu a segregação em determinados estados né E era algo muito muito latente em toda a população mas ao mesmo tempo eles abriram um caminho muito forte com relação à educação Então hoje nos Estados Unidos diferente do Brasil a gente consegue ver médicos negros empresários negros pilotos de avião negro Donos das mais enfimáveis empresas né o Ramos de negócio negros e muito bem sucedidos Em contrapartida no Brasil é políticos negros também muitos infelizmente no Brasil a gente não vê isso também de uma forma como deveria é que seja proporcional até a população que nós temos Então são poucos negros que são liderança hoje aqui nós temos duas lideranças aqui né políticos e temos outros políticos negros que tem uma importância grande aqui na cidade de Campinas mas e também outros em outros lugares do Brasil mas hoje a gente não consegue ver isso com tanta clareza dentro da sociedade pessoas que são negras e são destaque São personalidades são proeminentes e eu vejo que isso é muito devido à educação a educação nos países ela nunca foi É de fato é trabalhada no sentido de Educar infelizmente nós tivermos sim alguns momentos que algumas pessoas deixarem a educação do outro lado porque sabia que isso era um movimento que poderia libertar as pessoas daquele momento e depois disso né aí a minha divergência a gente vê que infelizmente tem uma questão que hoje não é somente educar é transformar uma pessoa e até um militante político né com um determinados temas e assuntos que inviamente invariavelmente trazem na verdade no meu ponto de vista trazem na verdade não a solução dos problemas traz aí é uma radicalização de alguns assuntos como esse né da questão do negro no Brasil com a pesquisa Nacional de amostra de domicílios contínua feita pelo IBGE em 2019 71.7% dos jovens fora da escola são negros e apenas 27.3% destes são brancos o mesmo estudo aponta Inclusive a desigualdade no acesso à educação nos índices de analfabetismo em 2019 3.6% das pessoas brancas de 15 anos ou mais eram analfabetas entre as pessoas negras esse percentual era de 8.9% é relacionado a isso a gente tem a questão da pobreza olha inclusive nesse estudo apontou também que as pessoas que estão abaixo de 70% das pessoas que estão abaixo da linha da pobreza são pessoas negras e qual que é para o senhor Vereador agora Carlinhos camelô Inclusive a gente conhece um pouco da questão da história do senhor é em relação a gente sabe inclusive que é o seu nome político Carlinhos camelô em função dessa luta a questão do acesso à educação a questão da linha da pobreza e claro depois a questão de procurar um emprego ou antigamente que se falava partir para informalidade até que depois se parte Então olha eu vou ser empreendedor como que é isso olha melhor eu até discordo com com Major aqui em uma questão que eu falo que claro a educação em primeiro lugar sabemos aqui mas não podemos comparar o Brasil com Estados Unidos Estados Unidos ele disse sim leis lá e punições no Brasil é difícil a pessoa ser punida por algo assim eu falo assim muitas mulheres só feminicídio porque porque as leis são brandas a pessoa ela tá ali a pessoa ela vai lá ela faz um boletim de ocorrência e nada mais acontece nada mais acontece ó fez o boletim aí espera a pessoa ser assassinada para depois tomar medida como muito Muitas vezes a gente vê por aqui pessoas que às vezes vão presa Sai e volta e comete o assassinato então é diferente dos Estados Unidos são outras leis é mais falando aqui a gente tem uma dificuldade muito grande menina assim a pessoa que é negra é tem sofrido muito sofre ainda muito na questão do emprego a gente Quantas vezes a gente eu tenho muitos amigos que às vezes chegava num lugar as pessoas não ó já foi preenchida a vaga mas a vaga não tinha sido preenchida só porque a cor da pele da pessoa que ela chegou ali a pessoa não não vou pegar esse aí porque deve ser um marginal de de algum local Então hoje nem você falou sou carinhoso camelô todo mundo aqui sabe meu nome é José Carlos dos Santos tem um honra de levar Carlinhos camelô no nome porque foi ali que eu aprendi e através dali que eu estou nessa cadeira aqui hoje conheci muito fui Sindicalista tive uma luta muito grande por 30 anos ali na nossa categoria A gente sabe como que é difícil e mesmo na nossa categoria A gente também sofre preconceito não só com os negros com as mulheres negras mas também a gente sofre preconceito quando você fala camelô Então existe o preconceito em tudo menina sim quando a gente fala desse acesso à educação digo por quê se não tem comida como né pensar em Olha eu vou plenamente pra escola a gente sabe até que foi muito discutido isso durante a pandemia muita gente falou Poxa e agora não tem aula não tem o que comer tem gente que vai ainda na escola para conseguir comer e é quando a gente pensa nesses números grande parte dessa população é a população negra que é pobre e talvez não tem por exemplo a questão do acesso à educação não é só ir à escola eu tenho tempo de estudar é ter o tempo de se debruçar sobre os livros porque não precisa ajudar apesar da gente saber que o trabalho infantil é proibido a gente tem muitas crianças que ajudam a família fazendo alguma coisa indo com a mãe no trabalho ajudando nas ruas como que a gente pode pensar hoje papel de cada um nessa sociedade para fazer com que ela fique mais igualitária e dando acesso agora eu vou falar em especial como vocês vereadores é no caso de Campinas promovendo leis que permitam essa esse sistema Digamos que com menor desigualdade me permitem dizer além das leis especificamente também o orçamento da cidade né Nós estamos na semana aqui discutindo inclusive o orçamento e Fundamental que o orçamento contenha ali políticas públicas recurso para políticas públicas que atenda a todos evidentemente mas principalmente aqueles que precisam mais então as pessoas que estão de modo geral na periferia e com os dados né o diagnóstico mostra isso são negros precisam de uma atenção maior do poder público e é justamente isso que faz a lei de cotas né além de cotas possibilita que aqueles de aquelas que não tiveram possibilidade de acesso tenham o acesso garantido por esta lei então é fundamental que a gente defenda isso e esperamos claro que chega em algum momento que não precise mais que a gente tenha uma situação econômica e todos tenham o acesso garantido hoje infelizmente não é assim por essa razão é necessário que se mantenha a lei de cotas e que se mantenha investimentos do poder público para garantir a maioria não é a minoria é a maioria né acesso à políticas públicas Como a educação mas em relação a isso que o major Jaime diz o vereador Eu discordo porque não é uma questão ideológica é uma questão prática entende por exemplo dos Estados Unidos terminou ali foi feita a abolição da escravatura cada negro família negra recebeu um pedaço de terra é um jumento um sabe um animal para ajudar aqui no Brasil foi diferente eu simplesmente tá livre mas não tinha casa não tinha se vira né mas é isso foi aí que surgiu as favelas né no Brasil recomendo a leitura do livro do Darcy Ribeiro que faz um diagnóstico muito bonito muito interessante da formação do povo brasileiro entende e ali dá para a gente perceber a importância e a necessidade que tem do povo negro nesses primeiros momentos terem atenção né ter uma possibilidade de políticas públicas de acesso que a maioria que os demais né a outra parte da sociedade tem e os negros não tem se você pegar por exemplo os dados da lei de cotas né brevemente aqui para a gente não tomar tanto tempo dos demais mas ó de 2010 a 2019 o número de negros nas Universidade do país cresceu 400 por cento por conta da lei de cotas e vejam esses que acessaram a universidade pela lei de cotas aproveitaram que sabiam que ali era uma oportunidade então eles se agarraram aquela oportunidade e deram tudo isso melhora inclusive melhorou os dados mostram isso né que os outros também puderam se organizados Olha eu também tenho que estudar mais eu também tenho e a convivência entende essa essa convivência também traz uma mexida aí no tecido social então é fundamental que você tenha isso quero só para finalizar aqui um outro dado interessante que a nota média de cotistas do Enade é próximo ao até superior dos demais alunos então não tem aquele negócio de dizer olha nós estamos dando algo né porque um Coitadinho não é um direito né E esse direito tá sendo aproveitado e reverte para o país nessa nessa questão do acesso econômico né porque o sujeito melhor preparado Certamente ele vai galgar não é cargos na sociedade nas empresas Aqui tem uma remuneração melhor e ganha todo mundo né então eu penso que a gente precisa Claro não deixar de levar em consideração mas nesse caso específico o posicionamento ideológico ele é secundário aqui a gente tá olhando para a sociedade por ter sido social de uma forma mais geral da realidade mostra o que a gente tem apontado essa questão da responsabilidade de vocês parlamentares inclusive de promover leis né de aprovarem ou até propor em leis que tem a ver com essa questão de promover a igualdade também racial aqui na nossa cidade Olha nós como como representante do povo como vereadores na cidade eu falo que essas leis ela tem que ser discutida com a sociedade principalmente com o movimento que é dentro do Movimento que a gente tira a realmente a lei porque não adianta a gente dar nós aqui acharmos eu Cecília o major Jaime ó essa ali ela vai ser boa mas se a gente não tiver um diálogo com as pessoas para que realmente ela funciona na cidade de Campinas eu falo que tem muitas leis que já é nesse segmento Mas hoje se você olhar ela não funciona então foi uma lei aprovada mas realmente ela não tem da onde fiscalizar ela não tem como fiscalizar e não tem políticas também para acompanhar eu falo hoje você tem uma mãe eu vou falar que uma mãe negra que é assassinada um pai você não uma política pública que ampare essas pessoas após o assassinato ali um feminicídio é para ter um acompanhamento psicológico com essa com essas famílias a gente não tem então existem muitas leis que elas são vagas sim é sempre importante né Principalmente a função que nós temos aqui na elaboração de leis eu vejo que aqui na cidade de Campinas Nós ainda somos somos tímidos até não sei se vocês concordam na elaboração dessas leis e a gente não chegou ainda não consenso eu gostaria até que em algum momento né a gente pudesse em algum algum momento aqui nosso como vereador que a gente chegue em algum consenso que a gente possa ter uma política pública assim desenvolvida né e pensada aqui por todos nós junto com a comunidade mas eu queria fazer uma observação né a gente tá aqui para bater papo né Carlinhos né Cecílio e respeitando cada um a opinião do outro até para quem tá nos vendo né a gente se respeita muito tem umas ideias aqui diferentes mas a gente tá sempre conversando tá sempre batendo papo tem tem todo respeito né E aí pegando até o que o que o Cecília tinha falado esse filho eu entendo a questão das cotas né que com teve 10 anos lá que se completou Mas eu insisto né que a gente tem um número de negros que entraram na universidade mas aí é que está a questão entraram saíram E como eles estão hoje eu pergunto mais uma vez Quantos médicos vocês conhecem que são negros quantos pilotos de avião que a gente conhece que são negros quantos jornalistas né que estão né em destaque e são negros eu vejo que eu tenho críticas com relação a isso porque é para alguns parece que é basta não vamos colocar na faculdade falar que foi por cota e tá tudo bem e vamos deixar a gente tem uma infinidade de pessoas até algumas pessoas não têm conhecimento disso mas aqui no Brasil houve uma mudança na questão né digamos assim né dessa definição de quem é negro de quem é branco até eu falo isso porque eu fiz um estudo a minha monografia né dentro da Polícia Militar foi até nesse assunto disse que nós sempre preconceito e um dos estudos que eu levantei foi exatamente esse e o termo negro né ele começou a surgir na década do nos anos 2000 né porque se pegou o preto e o parto e se colocou como negro Então hoje Muitas pessoas não se não se reconhecem Você pode perguntar vai na rua você se conhece como negro não eu sou moreno não eu sou pardo eu sou mestiço eu sou não sei o quê então a gente fala de algumas coisas de algumas alguns números são colocados pela imprensa eu até órgãos oficiais e que fala desse número e que as pessoas falam mas eu não consigo entender né onde que eu me encaixo nisso e essa é uma discussão que para mim é uma discussão que é a causa a causa não mas tá na base ali de uma discussão pra gente realmente atingiu o problema como ele deve ser atingido eu dou um outro exemplo né aqui no Brasil e aí eu vou falar de novo nos Estados Unidos e o domicílio lá você tem né uma caracterização uma definição por origem você é branco e causou com uma negra o seu filho vai ser negro e isso a família toda a sociedade toda vai dizer isso aqui no Brasil até pela nossa miscigenação até por várias coisas que aconteceram aqui não aqui uma pessoa que é parda ela é um pouquinho mais clara ela vai ser discriminado ou vai ter um preconceito um pouquinho diferente daquele que é mais escuro Exatamente isso então tem gradações né de cor e vai sofrer um preconceito maior Então hoje na sociedade aquele que é vou dar um exemplo para vocês tem empresários que eu conheço que são negros na definição do IBGE mas se você perguntar para ele não eu sou pardo Nossa morena tem porque ele é um empresário bem sucedido tá no mercado de trabalho tá tendo né ascensão ali na carreira dele mas em determinados momentos Talvez ele não sou negro em outros não não sou sou pardo sou moreno isso tudo por conta de uma conjuntura que existe na nossa sociedade que é o que eu eu acabei de dizer que algo que a gente tem que ser tem que trabalhar não somente jogar Sia negro é negro é negro vamos discutir essa questão para que a gente poder entender realmente e poder as pessoas terem até esse orgulho de poder dizer da sua origem e isso não ocorre no Brasil ainda a gente está dividindo um pouco a nossa população de parte a parte né de lado a lado e a discussão no meu entendimento né não quero aqui nós não temos o né a a verdade absoluta é exatamente é um bate-papo aqui estamos gerando ideias para até as pessoas que estão lá nos ouvindo elas poderem também ter esse mesmo entendimento Então essa é uma das questões que me pega muito porque eu acho que isso não não é a forma correta da gente debater o assunto aqui na nossa sociedade brasileira e eu entendo quando você fala né não comparação mas eu acho que a gente deve discutir sim num outro Tom para saber qual o resultado de tudo isso que tá acontecendo eu quero ver eu quero ver prefeitos negros eu quero ver governadores negros presidentes negros ou negras eu quero ver donos de TV né uma infinidade de atividades que todos podem estar acessando Não por conta somente de uma cota Mas pela capacidade e pela condição e pelo caráter de cargos de poder das pessoas negras eu me lembro muito bem quando o Barack Obama sumiu né a presidência dos Estados Unidos houve todo aquele movimento dos negros norte-americanos o orgulho de ser negro Então eu acho que realmente como o senhor falou quando a gente tem mais negros encargos de poder principalmente em cargos públicos importantes a gente tem que as pessoas começam a se espelhar e não mais pensar que em alguma ocasião elas vão dizer eu sou negro e não outro não eu sou moreno porque isso também vai muito da ocasião até por conta do que de que anteriormente a gente não teve essa questão na escola que olha você é importante você é eu digo isso porque a TV Câmara tá inclusive preparando uma série sobre a história de algumas pessoas aqui da nossa cidade e eu fui até a Escola Francisco Glicério que os alunos da escola e a diretora quando foi fazer uma pesquisa sobre o patrono da escola descobriu que Francisco Glicério era negro e ninguém na escola sabia e isso foi usado lá na escola como mecanismo de dizer olha ele foi um importante homem para Campinas para o país e você também pode ser então esse sentido das pessoas e principalmente dos jovens se espelhar em alguém eu acho que é mais ou menos também a gente precisa pensar nisso né com certeza eu acho que isso é importante carnins rapidamente parentes da discussão na escola porque a gente pega o contexto histórico é fundamental a gente conhecer a nossa história ter sentimento de pertença o Carlinhos dizendo aqui eu sou camelô ele tem orgulho de dizer isso porque ele vencedor entende eu tenho orgulho de mim porque são vencedor somos vereadores né como já me falou então é fundamental a gente ter esse sentimento de pertencimento de consciência de quem somos né e do potencial que cada um tem Independente da sua pele Mas é claro que a gente não pode deixar de fazer esse recorte mas já já ele carinhos para reconhecer que houve não é um assim uma situação histórica que a gente não pode relar então é importante que a sociedade quem está nos acompanhando faça essa reflexão também não é busque no contexto histórico né este pertencimento e esta é esta autoestima de quiser olha eu sou de origem africana sou de origem negro mas eu estou aqui e estou batalhando para vencer na minha vida não é mais no sentido pejorativo mas no sentido de dizer não é a cor da minha pele que me faz menos ou mais é o meu preparo é o meu minha contribuição para a sociedade que faz diferente como é o caso do francês é sério né só para para falar que é o Major Jaime disse aqui que a pessoa Às vezes ele ele fala eu sou negro eu sou pardo sou moreno como convém né Nós também temos isso aí em todas as classes nós vamos falar assim né Tem Eu tenho um camelô ali no no no meio da gente que dependendo do local que ele ia falar eu sou um microempreendedor eu sou um lojista entendeu Eu acho que isso aí é são coisas assim que as pessoas levam mas eu mesmo eu eu como o vereador Cecílio disse aqui eu tenho orgulho de ser negro eu tenho orgulho danado da minha mãe que faleceu aí há um ano que era Negra meu pai que era negro e tem um orgulho muito grande de ser camelô então é existem diferenças né então é esse o caso que nós estamos falando agora quando a gente fala também desse recorte e eu disse no comecinho do programa A gente vai falar um pouco da questão da empregabilidade né inclusive nós temos dados aqui do que fala da questão inclusive de cargos de direção Olha a gente tem encargos de direção de acordo com dados de 2021 olha 2.2% dos homens eram negros encargos de direção temos também uma diferença salarial a média por exemplo de salário de homens negros 1968 reais de homens não negros 3.471 e isso rendimento médio e a gente tem ainda também a questão do trabalho desprotegido dados também do Ministério Público do Trabalho apontam que muitas das situações de trabalho análogo a escravidão a maioria das pessoas de Raça Negra ou partos ou afrodescendentes né olha trabalho desprotegido no Brasil nós temos 8% de negros da do sexo masculino 46% negras 34% mulheres não negras e 35% de homens não negros então também quando a gente fala de um trabalho também de condições de trabalho o negro acaba aparecendo Nesse contexto como aquele que tem menor chance de uma condição digna de trabalho com certeza e em todos os níveis né tanto níveis de chefia né de maior salários e portanto de uma escolarização maior Mas também como bem disso e o Carlinhos em situações que as pessoas às vezes vão em busca de uma recolocação no mercado de trabalho e são preteridas em função da sua cor de pele Então precisamos esperar isso é evidente que tem aí uma questão Econômica que também precisa ser considerado mas é ainda está muito presente essa essa questão da diferenciação da aceitação né pela cor da pele então isso entra o que nós estávamos dizendo na anteriormente da autoestima do preparo de cada um entende isso justifica então é a lei de cotas por exemplo então a gente faz questão de ordem com as mulheres engraçada a vereadora Paula Miguel mencionou que a mãe dela dizia Olha você tem que estudar 10 vezes mais você tem que fazer 10 vezes mais e muitos de Nós não vemos esses discurso em casa olha você tem que fazer 10 vezes mais que o seu colega branco para você também ser reconhecido isso aconteceu em algum momento da vida de vocês quem quer falar aconteceu e acontece a gente isso é uma realidade né Paola falou mas acho que Cada um deve dar o seu testemunho não tenha dúvida minha madrinha lá né quando eu era criança ela falava Exatamente isso né de ter destaque né naquilo que eu fosse fazer fazer bem feito e muitas vezes até com esse medo de ela não falava exatamente assim mas nas palavras dela no tom de voz a gente entendia que era para você não sofrer para você não ter não ter momentos ali de de dificuldade né então faça sempre o seu melhor e infelizmente é isso o Cecílio tocou no assunto a questão Econômica Nesse sítio Aqui no Brasil é muito Evidente se você é negro e pobre você pode ter certeza que o preconceito a discriminação vai ser vai ser muito maior se você é preto mas tem um pouquinho mais de dinheiro vai diminuir um pouquinho mas se você é preto tem dinheiro algumas coisas até vão ser irrelevantes né dependendo do local onde você vai E hoje nós aqui né quantos lugares que nós vamos como vereadores né E isso não é privilégio não é privilégio que fique muito claro isso mas nós temos um aqui uma uma competência e uma autoridade pelo cargo que se a gente não fosse Vereador nem tinha gente que não ia abrir a porta né tinha gente que não ia nem conversar com a gente exato não ia bater papo com a gente não mas nós somos vereadores nós temos ali né uma uma função pública e muita gente assim falar é vou atender né vou falar com ele alguns até acho que se amarram um pouquinho eu vou ter que falar com esse cara mas é exatamente menina que se acostume né E que venham mais lideranças que sejam negros sejam competentes né que possam fazer a diferença na sociedade Mas isso é real sim eu acho que como o vereador Major Jaime disse é e nós estavamos discutindo sobre isso é existem casos e casos ele escreveu certíssimo a forma do tratamento hoje pessoas sei lá ainda existe aquelas piadas né mina mas uma joia aqui um negro como o pessoal fala ver dirigindo um carrão fala é motorista ou roubou o carro então existem essas piadas ainda tem esses grandes preconceitos ainda que nós vamos ter e isso inadmissível Hoje nós estamos no século que nós estamos aqui ainda ouvir essa essas coisas eu falo Major Jaime disse que é bem claro se você chega no local se a gente não não é um vereador o vereador tá ali olha tem um certo receio mas aí muda o tratamento às vezes porque é um vereador agora principalmente menina é eu ainda Diferente de vocês aqui né Major Jaime cara Major se Ciro Santos aí o vereador Carlinhos camelô entendeu a gente tem um um certo receio uma certa ainda discriminação claro que isso a gente com o tempo a gente vai construindo né a as coisas hoje a gente tem um respeito muito grande até mesmo porque eu falo para todos que eu mostrei para muitas pessoas que a gente é um legado da onde eu venho Bernardo mas a gente é vereador da cidade de Campinas e a partir do momento que eu que eu cheguei nessa Câmara Municipal aqui eu provei que a gente eu tenho um carinho muito grande pela categoria no qual preso muito trabalho muito pela categoria mas a gente também viu capacidade como um todo entendeu então a gente acabou esse nome Carlinhos camelô e acabou pegando aí E aonde você chega a gente tem um certo conhecimento um certo respeito então é dessa forma antes do Senhor falar Vereador nós vamos para um breve intervalo e questão de ordem volta já já não saia daí [Música] segundo bloco do questões de ordem que hoje discute o papel do homem negro na sociedade atual os nossos convidados os vereadores Major Jaime do PP Carlinhos camelô do PSB e Cecílio Santos do PT Vereador Cecília ficou de dar sua resposta sobre esse testemunhal eu trabalhei numa mercearia quando jovem adolescente então atendendo ao público de fato tem esta diferenciação Mas a gente sempre procurou atender com tranquilidade e ali foi desenvolvendo uma certa desenvoltura no trato com a poder público com a população é com o público em geral agora no comércio ao entrar numa loja ao acessar serviços ofertado e a população em bancos em situações e a gente é sempre vigiado até hoje ainda como Vereador como os demais disseram aqui a gente entra numa loja outro dia entra numa loja verificar uma garrafa de vinho e sabe a gente percebe uma movimentação o que que sujeitar indo para esse lado será que depois eu não me identifiquei não tava ali para dar carteirada nada simplesmente adquirir um produto e a gente percebe isso entende então é preciso que a gente faça assim debates como esses conversas como essas mesmo tendo cada uma origem diferente mas sobre um tema que a gente precisa superar entende para que a nossa sociedade seja uma sociedade que viva tranquilamente pacificamente sem essa coisa do preconceito sem a discriminação racial que hoje é crime quando a gente fala dessa superação a algum tempo atrás quando a gente estava né os homens numa roda de amigos tinham aquelas piadinhas do português aquelas coisas todas tinha sempre um homem negro alguém e as pessoas se incomodavam as pessoas negras se incomodavam mas davam uma risada sem graça hoje não hoje a gente já tem as ferramentas inclusive como se acabou de falar racismo é crime de falar olha isso não é bom isso não isso daí não isso aí não mesmo para os amigos mais próximos até eu acho que a gente tem um outro momento sem Claro brigar mas sem mais chegar nesse sentido e falar você não pode mas falar dessa forma fazer essa piada dessa maneira eu lembro inclusive né que quando eu era criança uma vez minha mãe precisou em algum lugar e eu fiquei com a vizinha brincando e como criança eu não lembro exatamente o que aconteceu mas eu fiz uma arte e aí a cunhada dessa vizinha que tava em casa ela falou assim Ah mas só podia ser filha de preto para fazer isso né E quando eu cheguei em casa o meu pai negro e minha mãe é branca e cheguei em casa e contei que tinha acontecido ela minha mãe foi conversar mas olha como as pessoas achavam e ela falou Ai eu nem percebi que a fulana falou isso que era uma normalidade e isso Será que a gente deve encarar como numa normalidade ou não leve levar numa boa o que que vocês pensam sobre isso nos dias atuais eu entendo que não porque como você pensa a gente precisa ir reeducando e nos reeducando que também nós às vezes temos na nossa linguagem ali presente e o preconceito e é de uma forma que a gente introjetou que parece normal mas não é nós não devemos encarar isso como uma situação normal ela é a gente tem que estranhar isso e é por isso que eu entendo a escola né a educação como sendo esse processo mas não só a escola a educação formal em todos os espaços a gente aprende a gente ensina portanto é fundamental que para a superação a gente Sem dúvida nenhuma supere também essa essa linguagem Esse vício de linguagem que está presente na sociedade mina eu acho que hoje nós não podemos nós temos que policiar a nossas palavras as pessoas têm policiar tudo o que fala antigamente a gente recebia muito bullying na escola era bullying né na escola ou é gordinho ou é isso é aquilo é vários apelidos que era bullying hoje nós temos policial nós falamos hoje até piada que você contava antigamente sobre o nego hoje você já tem que ter um certo receio porque hoje é como nós dizemos que muitas pessoas que estão ao lado da gente Ela pode ignorar e hoje existe a questão do racismo ela tá certa ou será que acredita que é um exagero eu acredito que ela tá certa eu falo assim eu tenho dois filhos eu Meus dois filhos eu sempre do que ele de maneira assim ó para nunca falar isso com alguém sempre como meu pai me ensinou o mais velho ele tem sempre razão você é uma pessoa mais velha um senhor falar com abaixa a cabeça mesmo que ele não tenha razão abaixa a cabeça e vem embora para casa porque a pessoa mais velha ela tem sempre razão então eu eu cresci dessa forma minha mãe Eh faleceu um ano minha mãe tinha 87 anos todos os irmãos Meu Menino né Nós somos sete irmãos faleceu um também há pouco tempo mas era a benção mãe bença pai a hora de dormir a hora que acordava era a bença tio bença tia então existia Então como uma já já me disse é a gente tem que começar de dentro de casa a educação ela é fundamental a Escola Ensina Mas você também tem que estar tendo um acompanhamento dentro de casa ensinando os seus filhos eu acho que é dessa forma mina pegando o que você falou né E um pouquinho né do que o Carlinhos né e o Cecília também comentou eu acredito que isso eu falo o que eu faço na minha vida né Eu sempre busco equilíbrio o equilíbrio do seguinte sentido o que você acabou de de dizer não pode ser produzido aquilo que a gente escutava quando criança aqueles tratamentos piadas aquelas coisas não são boas porque faz parte de uma cultura que essa cultura hoje ela já tem novas gerações que chegaram e que tem que ter um entendimento diferente com relação ao tema mas ao mesmo tempo eu também sou um crítico daquele exagero onde hoje vê né hoje eu não gosto de usar o termo racismo Eu uso o termo preconceito e discriminação Mas hoje tem alguns algumas situações tem pessoas tem circunstâncias que vê racismo em tudo ah não porque não sei o que é racismo rotula as pessoas como racista fala de racismo se fosse algo é que estivesse sendo feito a todo momento é em todos os instantes Então esse exagero também eu acho que isso deprecia e perde também um pouco dessa dessa importância do assunto eu sei de pessoas né E talvez alguns devem lembrar disso pessoas que têm receio hoje de falar algum alguma coisa porque ela não sabe como se coloca eu não sei se eu chamo ele de negro o senhor chamo ele de afrodescendente eu não sei como é que eu me coloco teve pessoas que já vieram falar comigo como é que é melhor te chamar assim se eu tiver que né falar da sua cor eu não sei porque eu posso tá uma coisa assim uma época do cancelamento né do rótulo que é muito perigoso então eu já falei da questão ideológica né Eu acho que a gente tem que ter equilíbrio de tudo que foi falado aqui eu acho que o equilíbrio da educação nos Estados Unidos é muito sobre essa questão aqui há em certa ocasião é melhor eu chamar pode me chamar pode dizer que eu sou morena Ah não eu sou negra Ah eu sou não vem dessa desse momento talvez que a nossa população ainda tá se começando a se identificar ou muitos não se identificam ainda de um lado de outro tá tudo muito perdido como o senhor disse até as pessoas perguntam como eu falo com você não tá muito disso ainda e a educação poderia ser um viés para ajudar a abrir uma luz nisso e as pessoas entenderem Qual é o seu lugar e qual é o seu papel Você tá certa eu acredito que sim o debate como esse que a gente tá falando que se ele acabou de falar né discussão é outros pontos de vista pessoas que pensam diferente isso é fundamental para que a gente possa chegar não dizer a gente tá falando aqui de consenso né mas chegando num denominador e cada um dali sair daquele momento pensando e refletindo esse assunto que nós estamos hoje né e o Carlinhos falou muito Além disso né Nós estamos no mês da consciência negra e tem que ser discutido tem que se falado tem que ser debatido eu só sou um crítico da questão conduta uma questão mais ideológica de um ponto de vista único de uma visão única de uma forma única aqui nesse plenário Eu já fui chamado de Capitão do Mato porque eu tenho uma opinião diferente a minha opinião que é diferente ela não pode ser desmerecida porque eu não penso igual a um determinado grupo uma determinada categoria de de de pensamento Então tudo tem que ser respeitado tudo tem que ser debatido com muito respeito para que para que as pessoas principalmente os jovens mas os adultos também os adultos são provocam muito isso mas principalmente o jovens ele saibam né que é uma é uma construção que o nosso país está passando e é uma cultura que a gente também está evoluindo nesse sentido sim agora quando a gente fala voltando um pouquinho a questão da do emprego e dessas questões a iniciativa privada inclusive o vereador Carlinhos falou muitas vezes a vaga está aberta a pessoa fala Vaga já foi preenchida é o que no programa em que as mulheres negras participaram Elas disseram né Ah você não é o do perfil né o vereador mas já vai vivendo o serviço público que é por forma de concurso e é um outro sistema que e isso talvez não seja tão aparente no entanto quando a gente pega os dados né ainda da questão da vou falar da questão da segurança pública em que os negros eles acabam sendo muito mais vítimas das ações policiais também isso é uma verdade quando se fala em policiais que morrem durante né no seu trabalho também que é um percentual maior de policiais é negros em relação aos policiais brancos isso em algum momento Vereador enquanto o senhor exercia lá né o seu trabalho com polícia isso já foi tema de reflexão também entre vocês já trouxe isso à tona Teve alguma algum debate nesse sentido já tivemos Sim e como eu acabei até citando eu fiz a minha monografia em 2013 e na monografia eu abordei Exatamente isso e até pega um gancho que o Carlinhos falou Carlinhos falou que sofre preconceito quando ele fala né que da categoria profissional de camelô e eu falo para vocês que durante a pesquisa né o meu objetivo era ver exatamente nas abordagens policiais diz que não é sempre preconceito e a gente começou a perceber no questionário que também os policiais se sentiram Discriminados por ser policial Então muitos deles ó eu chego em determinados lugares tem gente que não fecha a cara para mim porque eu sou policial ele jogou fardado chegou ali o cara já muda a atitude com ele e com relação ao policial negro a maioria é como a população eu falo que a polícia sicilio Carlinho ela é Ela não é nada diferente do que a nossa sociedade então lá tem homossexuais tem brancos tem negros tem japoneses né Tem pessoas que estudam muito em outros que não estudam tanto tem de tudo né tá bem representado lá na sociedade e a etnia né das pessoas também da mesma forma então a maioria são negros e pardos ou melhor pretos e pardos então dá essa essa maioria que a gente chama de negros e com relação ao embate né em determinadas ocorrências isso acontece mas não como um fator que a gente coloque como o fator preponderante mas não não é ele que determina é infelizmente é invertido de um de um do embate do confronto e infelizmente né é a vítima né pode pode acontecer dessa vítima ser negro como eu dou um exemplo a o ano passado nós tivemos uma uma policial Negra homossexual e que foi morta né Então olha só né esse viés ela é policial é homossexual e a Negra né então a estatística dela ali ela entra em vários em vários e vários Campos né mas é isso é algo que é estudado é trabalhado pela pela polícia e hoje é muito mais discutido do que era quando eu entrei né eu entrei na década de 90 Então hoje muito mais discutido lá também na categoria A gente tá falando aqui né dos empreendedores informais que hoje são microempreendedores individuais também já percebeu Em algum momento eu acho que não há estatística mas que esse empreendedor como característica dele que partiu para para essa jornada empreendedora é aquele negro que não conseguiu se formalizar no mercado de trabalho lá atrás ou isso o senhor não percebeu Renan tem vários fatores né meu da década que eu vim eu era daquela época Major que a gente é no Largo do Rosário tinha aquela pedra lá e o e os lugares que que estavam contratando tava naquela pedra eles colocavam lá naquela naquelas pedras lá mas existia assim como eu disse aqui a pessoa Às vezes chegava eu acompanhei várias pessoas que tinha um amigo meu nós somos na na numa loja que tinha Santa Rita não lembra ali na na Campos Sales e que chegou ele pediu um emprego o pessoal falou não já foi preenchido a vaga passou uma hora depois foi um branquinho lá e que pegou o serviço então existia assim existe sim essa discriminação eu falo que o major tá aqui ele pode nos falar melhor aí mas eu creio que até a polícia ela vê o jovem negro com uma certa discriminação você pode ver nos bairros periféricos hoje se tá cinco negros ali conversando tudo com bonézinho na cabeça ele é abordado ele é abordado e se tiver quatro cinco ali é conversando ali brancos e tal geralmente ele não vai ser abordado aqueles vai ser abordado eu eu acho que existe isso porque Major Você me desculpa eu vim eu vim da Periferia morava aqui na zona sul depois eu morei na Moscou a Moscou morei na na época de 95 na Moscou 92 93 quando se matou uma pessoa arrancou o pescoço dela ela colocou no ponto de ônibus que eu morava naquela do do Carrefour todos os jornais que era homicídio todos os dias mas você via ali que a maioria que morria era negro Então isso é e a estatística tá aí ela mostra entendeu que a maioria são periféricos são negros entendeu que são mortos então eu eu creio que existe ainda essa essa discriminação eu falo que menina eu antes eu trabalho hoje não pode mais né mas antes eu trabalhava eu trabalho desde 12 anos de idade Eu trabalho num balcão como Cecílio disse aqui eu trabalhei na Francisco de Paula Souza no bar da dona Regina ali que tinha ali eu trabalhava abri às 5 horas da manhã 10:50 eu ia de bicicleta tava lá na escola Vereador eu estudava tarde eu vou fazer a parte da manhã e Estudava à tarde entendeu então naquela época a gente trabalhava a gente não tinha eu não tinha como comprar um tênis um Bambam um Kichute se não fosse dessa forma trabalhando então era dessa forma então não porque o meu pai não não me dava minha mãe não me dava porque não tinha condições ali trabalhava todos os irmãos nós éramos seis sete irmãos todos trabalhava e chegava no final do mês tinha que dar um envelope ali e ali ó esse aqui é para você passar o mês esse aqui nós vamos dividir para pagar o aluguel para pagar as contas pagar isso fazer a compra do mês tudinho era dessa forma e comigo não era diferente então nunca sobrava nada eu cheguei eu vou contar uma história para você menina eu queria uma bola de dentro de leite eu acho que eu tinha ali meus 10 anos de idade eu acho que eu fui no mercado cinco vezes com meu pai com a minha mãe cinco vezes eu ia fazer a compra chegava no final da compra fala pai hoje dá para comprar a bola não hoje não dá que não sobrou dinheiro voltava embora esperava o outro mês chegar e assim foi no quinto mês meu pai falou assim ó hoje dá para levar a bola então para você ver como marcou na minha vida essa questão eu fui cinco vezes foi cinco meses para mim ganhar uma bola de dentro de leite e olha a diferença para você ver como que era difícil as coisas senhor sentiu também dentro desse seu trabalho que essa questão do negro tem a ver ou não olha a gente tem lá é tudo mais até tipo por conta que o senhor vem de uma história de pastoral e tudo mais fala um pouquinho para mim dessa vivência também tem essa tá presente também visto que é o caldo social que a gente é permeia não é embora Claro os trabalhos pastorais buscam Justamente a superação dessa situação então a gente teve possibilidade de participar de palestras né de encontros de informação na Pastoral Operária Mas a vida juvenil de adolescente não é tão diferente disso que o Carlinhos Conta as dificuldades eu me lembro carinho nessa questão do que marcou a compra de um sapato eu pedi o sapato para o meu pai e ele não tinha condição de comprar entende e eu não gosto muito de lembrar disso porque a gente fica emocionado graças a Deus hoje a gente tem uma certa condição né então mas não se pode renegar o nosso passado a nossa história e eu tenho orgulho da minha história dos meus pais e me educaram e que me deram Esta possibilidade de viver e ser alguém honesto entende que vai batalhar na sociedade para ter condição de uma sociedade melhor eu disse mina quando do primeiro questão de óbito que participei fui perguntado qual era o meu desejo aqui minha minha forma de atuação Qual era minha perspectiva e que a gente pudesse diminuir pelo menos um pouquinho esta diferença que tem na sociedade nós temos a gente que tem muito e alguém que não tem quase nada ou praticamente nada não penso que nós como parlamentares é uma das nossas tarefas é buscar esta diminuição pelo menos um pouquinho na desigualdade social então e claro ela pega muito mais o jovem as pessoas que estão na periferia que em sua grande maioria são negros né E que vem de longe porque não teve oportunidade entende se houvesse oportunidade de estudar né certamente a sociedade brasileira seria diferente teríamos uma situação econômica porque nós temos muitas riquezas Então a gente tem condição e tem um povo que gosta de trabalhar né Nós não somos um povo que não quer trabalhar pelo contrário carinhoso testemunho dele aqui cinco horas da manhã tava lá eu também trabalhava no mercearia é 5:30 6 horas da manhã tava lá trabalhando e dividir o salário com a família para poder ter é custear as despesas de casa entende é um é muito bom fazer esse bate-papo e eu quero de novo enaltecer a câmera dos vereadores e a TV Câmara aqui por possibilitar esse debate entende possibilitar esse espaço de diálogo que as pessoas possam na escola no seu ambiente de trabalho entende também fazer essa reflexão não só no mês de novembro mês da Consciência Negra mas em todos os momentos porque a nossa sociedade ela vai evoluir a partir do momento que a gente tenha consciência de quem somos e Para onde vamos senão a gente essa é a ideia agora a gente falou de um monte de questões que fazem parte da história de cada um e da história do povo negro desse país mas hoje como a gente vai conseguir deixar um legado para as crianças para os jovens negros do Brasil especial da nossa cidade na visão de cada um de vocês pode começar pelo senhor que já estava falando e eu te cortei Vereador Eu acredito que a gente pode deixar um legado para as nossas futuras gerações a medida que a gente se compromete com a coisa pública por exemplo eu disse aqui nós estamos discutindo nesta semana também o orçamento da cidade algo que é muito importante então do ponto de vista racial do ponto de vista de corrigir as distorções como nós olhamos por a peça orçamentária da cidade é cidade de Campinas com o orçamento perto de 9 bilhões Você entende então na área da saúde sei lá na área da assistência na área da Educação tinha um capítulo lá de Inclusive das doenças que afetam a população negra também né exatamente então é preciso que a gente esteja atento a essa questão não deixemos relegado porque aí que a gente começa a construir um legado para os nossos futuros gerações de corrigir essas distorções que a gente vem observando e vem é tratando aqui Vereador Carlinhos mina a pergunta é Qual que é a o que nós vamos deixar que nós pretendemos deixar ou ou para que essas crianças e jovens possam ressignificar tudo isso e pensar e agir terem mais oportunidades nós temos aqui três exemplos sentado nessa mesa aqui hoje de superação vamos falar assim né Cecília que deu testemunho dele o major Jaime e seria que falou da mãe dele do pai dele aqui então foram pessoas que tiveram uma superação chegaram e eu falei aqui então eu acho que eu deixo aqui uma mensagem para cada um E todos são possível todos todos dificuldade mas não vamos se apegar na dificuldade sim no objetivo é o objetivo que vai te mover as dificuldades ela tem que ter assim ela tem que ter a gente passa por dificuldade eu falo que a dificuldade Ela te dá valorização das coisas lá na frente que eu falo que hoje eu sempre falo isso para o meu filho tudo que vem fácil vai fácil então quando você tem uma dificuldade você dá um certo valor naquilo ali então eu deixo essa mensagem a todos nós somos capazes nós temos aqui exemplos vivos aqui hoje mas vamos ter também aqui é as mulheres que que falaram aqui também são outros exemplos e nessa casa aqui nós temos nós contarmos aqui nós temos 33 é exemplos disso aí então não desista dos seus sonhos Vai em frente seis vereadores negros a gente lembra que além dos nossos convidados nós temos ainda os vereadores marrom Cunha Igor Diego e term ponteiro também que são vereadores negros que fazem parte da Câmara Municipal com 33 parlamentares Vereador Major Jaime vou só aproveitar o que o Carlinhos falou para deixar claro né a situação da polícia militar e como eu disse né na Polícia Militar não tem nenhum policial lá que seja diferente do que a nossa sociedade e na Polícia Militar a instituição Polícia Militar em nenhum momento se fala sobre vamos abordar mais negros do que brancos mas na verdade o que ocorre Carlinho é que infelizmente né Nós constatamos como policiais as mazelas da sociedade os negros e infelizmente tem lá as suas dificuldades com relação à educação com relação ao mercado de trabalho com relação a questões econômicas isso se reflete Sim infelizmente até nesse momento da abordagem a gente não aborda porque simplesmente quer mas sim porque né o motivo da abordagem né a gente chama sempre que é por conta da atitude né o ambiente o local né tudo que envolve às vezes para quem passou A polícia pegou parou do nada não eh eu me vi em várias situações que a gente passou uma vez olhou a circunstância inteira olhou tudo né voltou mais uma vez olhou de novo falou meu não tem jeito tem alguma coisa estranha na naquele momento que a gente acha estranho a obrigação do policial eu vou lá e vamos tirar dúvida porque eu não sei o que tá acontecendo é a única forma de a gente tirar dúvida é abordando a conversando é falando e salvar em variáveis às vezes que o policial vai conversa fala e descobre que nada tinha de regular ou às vezes descobre alguma coisa então não é um fator ali é por mais que se coloquem Em alguns momentos né não é nenhum fator de discriminação de preconceito Se fores que nós sempre preconceito É na mesma proporção que eu digo né da da própria sociedade que aquele que recusa o trabalho né para um jovem negro né na mesma proporção Mas rapidinho para dar a resposta passa para não pegar mais tempo aqui era só o bate-papo aqui com o Carlinho né E depois também deixar claro com o público mas é dentro disso que foi falado como recado para para essa nossa juventude pra nossa sociedade eu falo que eu eu sempre penso e vou insistir nisso que eu falei o equilíbrio sempre a gente deve é deve agir com equilíbrio e com empatia eu não conheço ninguém né que aqui no Brasil fale eu sou o racista eu pratico discriminação ou eu pratico né Eu sou preconceituoso ninguém tem isso como uma base tem uma outra pessoa que às vezes faz isso pode ter né Mas no geral não E e esse é o entendimento que eu gostaria de passar para as pessoas que estão aí para que as pessoas pudessem entender busquem sempre o equilíbrio sempre tenham a empatia daquilo que está acontecendo na relação né entre as pessoas o relacionamento mas o mais importante é não pegue essas informações de forma aleatória e comece a trabalhar isso como uma forma de vitimização ou com uma forma de revolta ou com uma forma de né de ter ali um inimigo ou um uma revanche que deveria tirar com a pessoa tem que ser ao contrário Exatamente exatamente isso tem que ser o contrário né a gente tem sim que abaixar ali as nossas armas né os nossos ânimos e tem que se entender todo o contexto que a gente está e pedisse né porque as pessoas também tenham o mesmo mesmo comportamento muitas vezes não vai ter mas a gente alguém tem que partir de algum lado algum lado tem que ter um um comportamento ali mais racional dentro de alguma dentro de alguma situação e vai ser fácil Se ele não vai ser fácil vai ser com muita dificuldade são anos né se a gente falar da época da escravidão do descobrimento do Brasil a gente vai aí para mais de 500 anos então é muito tempo e a gente precisa precisa ter muita calma para poder né caminhar como um país um país unido é o que a gente gostaria que a gente gostaria que acontecesse com certeza mesmo se me permite Olha só um dado de 2018 que é um historiador o Dudu Ribeiro é formado pela Universidade Federal da Bahia e os policiais precisam reconhecer o racismo para poder combatê-lo Então eu queria dialogando aqui com o governador Major Jaime Claro é certo que a instituição não tem não existe no meu modo de entender um direcionamento mas como o próprio Vereador reconhece No processo histórico e existe a diferenciação de pessoa para pessoa existe isso dentro da Corporação Então o que ele traz Na verdade é um estudo que ele fez né eles fizeram um levantamento com 12 mil foram analisados 12.600 eventos relacionados a relações de direitos humanos na segurança pública no Brasil todo então justamente um trabalho dentro das corporações de segurança militar né para que os policiais sejam orientados treinados né para reconhecer que existe racismo e possa superar não é você entra naquilo que o vereador falou que é um reflexo do racismo da sociedade geral isso exatamente o que eu tinha não sei se ele já complementou Mas se ele só para complementar isso é legal você falar mas eu vou falar de uma outra questão é você tá trazendo um trabalho acadêmico né então é um estudioso né da Universidade da Bahia e nesse meu trabalho que eu fiz e conversando também com outros nós temos um um centro de Altos estudos né chamar KS é e que lá desenvolve tanto as nossas monografias monografias né quantas nossas teses né então doutorado e mestrado e foram vários trabalhos que foram desenvolvidos várias discussões que foram desenvolvida o seguinte sentido tanto da USP quanto da Unicamp quanto de outras universidades já foram convidadas para que pudessem participar de atividades dentro da Polícia Militar Sabe quantas aceitaram eu me lembro que muito poucas eu me lembro de participar de uma banca que tinha lá alguém da Universidade né da academia participando a gente tinha feito eu não vou lembrar o número agora mas era muitos os estudos que eram feitos é a respeito da polícia militar e abordando a questão de direitos humanos Mas aí você me pergunta quantos estavam indo a Campo na polícia militar pra saber e buscar esses dados nem eles buscavam dados de entrevistas de Pesquisas foras e outros lugares mas não buscavam na fonte que a polícia militar perguntar para um policial militar perguntar para uma pessoa que tá no dia a dia para saber e interagir ter esse tipo de informação então eu entendo que você colocou e quando você fala assim o policial tem que reconhecer o racismo eu falei para você não não reafirmo isso né o termo racismo mas eu digo para você que o policial Ele é uma pessoa da sociedade ele não saiu de outro lugar ele saiu em determinado momento na vida dele com 18 20 26 anos ou 30 anos que é o limite hoje de idade ele escolheu uma carreira e ele foi educado Numa família Ele estudou em determinadas escolas ele teve uma carreira profissional em alguma atividade e se escolheu depois você prestar um concurso ser policial e ele não saiu de outro lugar quando ele chega na Polícia Militar ele não é diferente também ninguém ensina pra ele Ó você aborda mais negro e menos os brancos é até o contrário nós temos uma diretoria não sei se todo mundo sabe nós temos uma Diretoria de direitos humanos sabia disso sabia sabia nós temos essa diretoria e promove uma série de eventos de discussões que são ligados à Direitos Humanos como um todo e a questão é racial tá inserida lá dentro como tem exemplos né E aí eu tenho que pegar a referência dos Estados Unidos os Estados Unidos tem problemas é muito grandes nesse sentido né da questão policial racial nos Estados Unidos a gente tem estudos de casos aqui no Brasil também que não é mas não chega nem a 10% do que tem nos Estados Unidos é muito diferente até dentro de um contexto entre outros elementos entre os elementos ali tecnómicos né sociais como todos mas é o que eu digo nós todos da Polícia Militar eu tava até sábado com o diretor né O coronel que é diretor dessa diretoria né que é o chefe dessa diretoria e a gente batendo papo né então a polícia militar tá muito aberta a essa discussão infelizmente e eu falo de constatar alguns acadêmicos algumas pessoas não querem esse tipo de aproximação porque eu não sei a polícia tá aberta quer falar sobre direitos humanos quer conversar quer saber como é que é o nosso dia a dia tá aberto as pessoas podem lá podem fazer seus estudos podem levar seus questionários fazer sua pesquisa de campo tá todo mundo lá à disposição para debater conversar conhecerem isso é que ainda é legal se conhecerem todo mundo saber né e ter essa empatia nesse bate-papo Tá certo então vereadores eu agradeço a participação de vocês já deixa aqui convites para nós conversarmos sobre outros temas relacionados a nossa sociedade relacionados a Campinas a gente tá chegando no fim do ano tem muita coisa ainda para para acontecer para conversar e novamente o meu agradecimento Eu que agradeço o convite para estar debatendo esse tema tão relevante então importante nos dias atuais nós temos casos infelizmente que ocorreram inclusive recentemente aqui em Campinas em Valinhos é na escola um recado a mensagem que a gente deixa que eu quero é que as pessoas de fato façam uma reflexão é e procurem o respeito o diálogo porque assim que a gente vai construir uma sociedade e uma cidade cada vez melhor acolhedora e uma participação de cada cidadão que escolheu Campinas assim como eu para viver e criar os filhos e desenvolver a sua vida menina vou falar aqui não há racismo né e deixar aqui é consignado um abraço que o Sebastião Arcanjo tiãozinho qual que foi que fez a lei foi do seu partido 20 anos da lei é um que discute debate esse esse tema tem falado muito desse tempo então vou deixar um grande abraço para ele e um grande abraço a todos vocês estamos assistindo aí e um abraço nossos amigos aqui Major Jaime esse Ciro Santos mina e a todos da TV Câmara Obrigada Eu que agradeço né juntamente aqui com Cecília com o Carlinhos de estar junto batendo esse papo foi muito bom gostei muito viu de da gente conversar né uma boa discussão aí a gente se conhece um pouquinho mais e acho que é o mais importante é também o público né Nós somos Funcionários Públicos né com o carro eletivo né o melhor servidores públicos com o cargo eletivo e devemos prestar contas para nossa a TV Câmara tem feito isso muito bem parabéns por todo o trabalho que você desenvolve Parabéns a você também né Mirna a mina faz faz um monte de coisa aqui né a merda tá em várias frentes e desempenhando muito bem e a gente tem que ser múltipla exatamente desempenha muito bem todo o pessoal a equipe também na TV Câmara Agradeço pelo convite e que a gente possa debater mais vezes né já jogamos aqui acho que com os três assuntos aqui para debater né No próximo novos programas né e que e que a gente possa ter um né um momento aí né estão nos próximos do final do ano mas que a gente possa ter dias melhores aí né em todos os sentidos né pra nossa sociedade Obrigada Vereador e Obrigada você também que ficou aqui com a gente acompanhando toda essa reflexão esse bate-papo e até o próximo questão de ordem [Música] [Música] Olá entre os séculos 16 e 19 As Américas foram destino de mais de 10 milhões de negros da África que foram escravizados destes cerca de 4.8 milhões embarcaram no Brasil em sua maioria homens sendo jovens e crianças para o trabalho braçal dados atualizados apontam inclusive que no Brasil atual a chance de uma pessoa negra ser assassinada é 2.6 vezes superior aquela de uma pessoa não Negra também temos ainda um dado revelador a respeito do trabalho de policiais porque a maioria deles que foram mortos no Brasil é de negros e tem a questão do emprego o homem negro tem uma maior taxa de desemprego e a menor taxa de Empregados cargos de direção diante disso qual é o papel do homem negro na sociedade atual e a gente vai conversar hoje com três representantes negros aqui da Câmara Municipal nós temos seis vereadores justamente para fazer essa reflexão eles que hoje tem um cargo de poder na legislatura aqui na cidade de Campinas é quem fala com a gente eu conto com a participação do vereador Major Jaime do bebê também Carlinhos camelô do PSB e Cecílio Santos do PT eu vou começar então falando com Vereador Major Jaime Vereador a gente falou aqui de um aspecto bem geral né que traz o contexto histórico mas hoje a gente está no meio da consciência negra e qual que qual que é o papel que o senhor faz por exemplo essa reflexão na sua vida na sua profissão seja bem-vindo obrigado obrigado a todos né que estão nos assistindo é um prazer mais uma vez tá aqui com você também prazer tá aqui com o Carlinhos e também com o Cecílio para a gente bater um papo né conversar um pouquinho menina isso na verdade na minha vida sempre foi muito Evidente né eu não tive a criação da minha mãe do meu pai mas tive da minha madrinha e em vários momentos uma coisa que ela falou muito importante que Independente da sua cor você tem que ser uma pessoa de bem tem que fazer o bem e tem que estudar eu me lembro muito bem disso né quando ela falava disso eu me destacar né pelo estudo pela pela aquilo que que seria certo e hoje com as minhas filhas da mesma forma também as crer com o mesmo pensamento e eu tenho comigo uma frase que eu levo né de Martin Luther King até tive a oportunidade de falar sobre isso aqui no plenário onde o Martin Luther King ele fala que ele quer que né no futuro né Na época lá do direito feliz na década de 60 nos Estados Unidos ele falava que ele queria e era um sonho dele que as pessoas fossem lembradas e as filhas deles fossem lembradas não pela cor da pele Mas pelo caráter E é isso que eu tenho sempre feito na minha vida né isso na verdade acho que todos nós né que estamos aqui nessa mesa devemos Em algum momento da vida ter sofrido discriminação e preconceito e eu tenho absoluta certeza que isso não fez com que eu mudasse a minha atitude e mudasse Na verdade o meu tipo ou meu pensamento no seguinte sentido eu não fiz isso né não fiz com que isso influenciasse a minha vida e eu criasse com isso uma revolta eu criasse com isso né uma diferenciação ou até ao mesmo tempo que eu tomasse uma atitude até de repente de ódio de odiar que falou me Revoltou com a pessoa que falou muitas vezes as pessoas falam comentam né E tem uma atitude às vezes algumas delas eu tive uma atitude pontual e outras delas né por conta de um contexto né a gente analisou mas eu tive condições de ponderar e analisar melhor aquilo que tinha acontecido mas nunca me coloquei como vítima nunca me coloquei com uma pessoa que merecia algum cuidado diferente mas eu tinha que me diferenciar assim pelo caráter Obrigada Vereador Carlinhos camelô meu boa tarde e também a mesma pergunta para o senhor que reflexão e o senhor trouxe no decorrer da sua vida com seu papel sendo que a pessoa só é um afrodescendente Boa tarde a todos boa tarde aqui Major Jaime Boa tarde Vereador Cecílio Mirna e todos que nos assiste primeiramente aqui eu queria deixar aí falar um pouco da luta do Zumbi dos Palmares e de 1695 tivemos também uma mulher aqui lutou muito Dandara sabemos é a luta e ficou um legado para que nós tivéssemos agora no mês de novembro que a gente sempre cita o mês negro como nós temos o Outubro Rosa então nós temos o Novembro negro nós sabemos aqui estatísticas mostram que jovens negros hoje eles são assassinados com mais frequência nós sabemos que existe a discriminação é hoje não tão forte mas antigamente na época de escola é nós tínhamos amigos que colocavam um apelidos esses amigos e era uma discriminação hoje a gente vê também através de uma rede sociais vocês E aí nas redes sociais como que as pessoas discriminam as pessoas através das redes sociais Então eu acho que isso tem que acabar eu acho que tem que ser um basta todos nós aqui negros pardos brancos nós temos que ser tratado da mesma formas e com igualdade Tá certo então agora então do meu olá para o vereador Cecílio Santos Vereador e para o senhor como foi essa questão e essa reflexão o senhor traz da sua vida como homem afrodescendente Boa tarde a todos a todas menina cumprimento aqui o vereador Carlinhos camelô Vereador Major Jaime satisfação está aqui nessa mesa debatendo discutindo essa roda de conversa sobre esse tema tão relevante ainda na nossa sociedade Esperamos que um dia ele não precisa ser tão relevante Mas de fato ainda é pois como bem disse a Mirna na abertura aqui com os dados mais Gerais estatística ainda mostra que a sociedade brasileira é permeia o preconceito a discriminação e Em algum momento Todos nós né que tem a cor da pele eh Negra sofre a discriminação então é preciso a gente superar isso e Sem dúvida nenhuma é Um Desafio posto né visto que tanto as entidades como as escola né precisa trabalhar esse tema de uma forma que a gente possa superar essa discriminação esse preconceito até porque se a gente observar a formação do povo brasileiro é tem na sua origem ou a presença e a participação significativa do negro da mulher negra seja nas construções se a gente observar Campinas nas construções históricas tem a participação do negro efetiva não é seja na formação cultural na nossa cidade nós temos ali sem dúvida a presença forte marcante do negro então é fundamental que a gente faça esse debate de uma forma tranquila e de uma forma que se possa superar essa situação trago Sem dúvida experiências né de movimentos em que participo seja das pastorais seja nos movimentos sociais buscando de fato essa superação e o tratamento igualitário porque o que o negro a Negra o que nós queremos não é privilégio que a gente quer é um tratamento igualitário para toda a sociedade que não tem essa diferenciação nem esta na verdade agora é crime não é e a gente precisa que de fato Ou seja ser tratado indiferença por conta da cor da pele todos os brasileiros todas da sociedade tem capacidade tem condições de exercer papéis na sociedade e é isso que a gente espera que possamos com esses debates e parabenizo aqui a câmara de Campinas até ver câmera né todas o aparato da Câmara de Campinas que se coloca à disposição para que nesse mês de novembro como bendito camelô possa ser discutir entre outros mas também esse tema da superação da des racial o vereador Major Jaime inclusive tocou num ponto muito importante que quando a gente fala da história dos negros e ela passa pela questão da Educação do acesso à educação o senhor inclusive diz que sempre isso permeou a sua vida no entanto a gente tem ainda algumas dificuldades do acesso historicamente então que a gente tem a questão das cotas né que é justamente essa questão da reparação como que vocês avaliam essa essa importância da educação e que a gente tenha mais acesso a Esse instrumento que é tão Digamos que empoderador né do ser humano que é a educação para que a gente possa A partir dessa premissa promover a igualdade depois no trabalho então tantas outras Vertentes que permeiam a nossa vida vereador a base realmente né em qualquer nação desenvolvida sempre foi a educação eu acredito que sempre será aí eu posso talvez discordar um pouquinho né do ponto de vista talvez do do sicilio num contexto que aí infelizmente é a questão ideológica eu entendo que né a educação é assim a base mas aí eu faço um paralelo né e quero trazer isso para que a gente possa discutir e eu faço paralelo com Estados Unidos porque é um país que teve uma origem né uma uma povoamento né também de uma forma um pouco parecida com a brasileira né também é o tráfico negreiro também de uma forma um pouco parecida com a nossa mas eles conseguiram de alguma maneira através da Luta pelo Direito civis na década de 60 lá realmente ocorreu a segregação em determinados estados né E era algo muito muito latente em toda a população mas ao mesmo tempo eles abriram um caminho muito forte com relação à educação Então hoje nos Estados Unidos diferente do Brasil a gente consegue ver médicos negros empresários negros pilotos de avião negro Donos das mais enfimáveis empresas né o Ramos de negócio negros e muito bem sucedidos Em contrapartida no Brasil é políticos negros também muitos infelizmente no Brasil a gente não vê isso também de uma forma como deveria é que seja proporcional até a população que nós temos Então são poucos negros que são liderança hoje aqui nós temos duas lideranças aqui né políticos e temos outros políticos negros que tem uma importância grande aqui na cidade de Campinas mas e também outros em outros lugares do Brasil mas hoje a gente não consegue ver isso com tanta clareza dentro da sociedade pessoas que são negras e são destaque São personalidades são proeminentes e eu vejo que isso é muito devido à educação a educação nos países ela nunca foi É de fato é trabalhada no sentido de Educar infelizmente nós tivermos sim alguns momentos que algumas pessoas deixarem a educação do outro lado porque sabia que isso era um movimento que poderia libertar as pessoas daquele momento e depois disso né aí a minha divergência a gente vê que infelizmente tem uma questão que hoje não é somente educar é transformar uma pessoa e até um militante político né com um determinados temas e assuntos que inviamente invariavelmente trazem na verdade no meu ponto de vista trazem na verdade não a solução dos problemas traz aí é uma radicalização de alguns assuntos como esse né da questão do negro no Brasil com a pesquisa Nacional de amostra de domicílios contínua feita pelo IBGE em 2019 71.7% dos jovens fora da escola são negros e apenas 27.3% destes são brancos o mesmo estudo aponta Inclusive a desigualdade no acesso à educação nos índices de analfabetismo em 2019 3.6% das pessoas brancas de 15 anos ou mais eram analfabetas entre as pessoas negras esse percentual era de 8.9% é relacionado a isso a gente tem a questão da pobreza olha inclusive nesse estudo apontou também que as pessoas que estão abaixo de 70% das pessoas que estão abaixo da linha da pobreza são pessoas negras e qual que é para o senhor Vereador agora Carlinhos camelô Inclusive a gente conhece um pouco da questão da história do senhor é em relação a gente sabe inclusive que é o seu nome político Carlinhos camelô em função dessa luta a questão do acesso à educação a questão da linha da pobreza e claro depois a questão de procurar um emprego ou antigamente que se falava partir para informalidade até que depois se parte Então olha eu vou ser empreendedor como que é isso olha melhor eu até discordo com com Major aqui em uma questão que eu falo que claro a educação em primeiro lugar sabemos aqui mas não podemos comparar o Brasil com Estados Unidos Estados Unidos ele disse sim leis lá e punições no Brasil é difícil a pessoa ser punida por algo assim eu falo assim muitas mulheres só feminicídio porque porque as leis são brandas a pessoa ela tá ali a pessoa ela vai lá ela faz um boletim de ocorrência e nada mais acontece nada mais acontece ó fez o boletim aí espera a pessoa ser assassinada para depois tomar medida como muito Muitas vezes a gente vê por aqui pessoas que às vezes vão presa Sai e volta e comete o assassinato então é diferente dos Estados Unidos são outras leis é mais falando aqui a gente tem uma dificuldade muito grande menina assim a pessoa que é negra é tem sofrido muito sofre ainda muito na questão do emprego a gente Quantas vezes a gente eu tenho muitos amigos que às vezes chegava num lugar as pessoas não ó já foi preenchida a vaga mas a vaga não tinha sido preenchida só porque a cor da pele da pessoa que ela chegou ali a pessoa não não vou pegar esse aí porque deve ser um marginal de de algum local Então hoje nem você falou sou carinhoso camelô todo mundo aqui sabe meu nome é José Carlos dos Santos tem um honra de levar Carlinhos camelô no nome porque foi ali que eu aprendi e através dali que eu estou nessa cadeira aqui hoje conheci muito fui Sindicalista tive uma luta muito grande por 30 anos ali na nossa categoria A gente sabe como que é difícil e mesmo na nossa categoria A gente também sofre preconceito não só com os negros com as mulheres negras mas também a gente sofre preconceito quando você fala camelô Então existe o preconceito em tudo menina sim quando a gente fala desse acesso à educação digo por quê se não tem comida como né pensar em Olha eu vou plenamente pra escola a gente sabe até que foi muito discutido isso durante a pandemia muita gente falou Poxa e agora não tem aula não tem o que comer tem gente que vai ainda na escola para conseguir comer e é quando a gente pensa nesses números grande parte dessa população é a população negra que é pobre e talvez não tem por exemplo a questão do acesso à educação não é só ir à escola eu tenho tempo de estudar é ter o tempo de se debruçar sobre os livros porque não precisa ajudar apesar da gente saber que o trabalho infantil é proibido a gente tem muitas crianças que ajudam a família fazendo alguma coisa indo com a mãe no trabalho ajudando nas ruas como que a gente pode pensar hoje papel de cada um nessa sociedade para fazer com que ela fique mais igualitária e dando acesso agora eu vou falar em especial como vocês vereadores é no caso de Campinas promovendo leis que permitam essa esse sistema Digamos que com menor desigualdade me permitem dizer além das leis especificamente também o orçamento da cidade né Nós estamos na semana aqui discutindo inclusive o orçamento e Fundamental que o orçamento contenha ali políticas públicas recurso para políticas públicas que atenda a todos evidentemente mas principalmente aqueles que precisam mais então as pessoas que estão de modo geral na periferia e com os dados né o diagnóstico mostra isso são negros precisam de uma atenção maior do poder público e é justamente isso que faz a lei de cotas né além de cotas possibilita que aqueles de aquelas que não tiveram possibilidade de acesso tenham o acesso garantido por esta lei então é fundamental que a gente defenda isso e esperamos claro que chega em algum momento que não precise mais que a gente tenha uma situação econômica e todos tenham o acesso garantido hoje infelizmente não é assim por essa razão é necessário que se mantenha a lei de cotas e que se mantenha investimentos do poder público para garantir a maioria não é a minoria é a maioria né acesso à políticas públicas Como a educação mas em relação a isso que o major Jaime diz o vereador Eu discordo porque não é uma questão ideológica é uma questão prática entende por exemplo dos Estados Unidos terminou ali foi feita a abolição da escravatura cada negro família negra recebeu um pedaço de terra é um jumento um sabe um animal para ajudar aqui no Brasil foi diferente eu simplesmente tá livre mas não tinha casa não tinha se vira né mas é isso foi aí que surgiu as favelas né no Brasil recomendo a leitura do livro do Darcy Ribeiro que faz um diagnóstico muito bonito muito interessante da formação do povo brasileiro entende e ali dá para a gente perceber a importância e a necessidade que tem do povo negro nesses primeiros momentos terem atenção né ter uma possibilidade de políticas públicas de acesso que a maioria que os demais né a outra parte da sociedade tem e os negros não tem se você pegar por exemplo os dados da lei de cotas né brevemente aqui para a gente não tomar tanto tempo dos demais mas ó de 2010 a 2019 o número de negros nas Universidade do país cresceu 400 por cento por conta da lei de cotas e vejam esses que acessaram a universidade pela lei de cotas aproveitaram que sabiam que ali era uma oportunidade então eles se agarraram aquela oportunidade e deram tudo isso melhora inclusive melhorou os dados mostram isso né que os outros também puderam se organizados Olha eu também tenho que estudar mais eu também tenho e a convivência entende essa essa convivência também traz uma mexida aí no tecido social então é fundamental que você tenha isso quero só para finalizar aqui um outro dado interessante que a nota média de cotistas do Enade é próximo ao até superior dos demais alunos então não tem aquele negócio de dizer olha nós estamos dando algo né porque um Coitadinho não é um direito né E esse direito tá sendo aproveitado e reverte para o país nessa nessa questão do acesso econômico né porque o sujeito melhor preparado Certamente ele vai galgar não é cargos na sociedade nas empresas Aqui tem uma remuneração melhor e ganha todo mundo né então eu penso que a gente precisa Claro não deixar de levar em consideração mas nesse caso específico o posicionamento ideológico ele é secundário aqui a gente tá olhando para a sociedade por ter sido social de uma forma mais geral da realidade mostra o que a gente tem apontado essa questão da responsabilidade de vocês parlamentares inclusive de promover leis né de aprovarem ou até propor em leis que tem a ver com essa questão de promover a igualdade também racial aqui na nossa cidade Olha nós como como representante do povo como vereadores na cidade eu falo que essas leis ela tem que ser discutida com a sociedade principalmente com o movimento que é dentro do Movimento que a gente tira a realmente a lei porque não adianta a gente dar nós aqui acharmos eu Cecília o major Jaime ó essa ali ela vai ser boa mas se a gente não tiver um diálogo com as pessoas para que realmente ela funciona na cidade de Campinas eu falo que tem muitas leis que já é nesse segmento Mas hoje se você olhar ela não funciona então foi uma lei aprovada mas realmente ela não tem da onde fiscalizar ela não tem como fiscalizar e não tem políticas também para acompanhar eu falo hoje você tem uma mãe eu vou falar que uma mãe negra que é assassinada um pai você não uma política pública que ampare essas pessoas após o assassinato ali um feminicídio é para ter um acompanhamento psicológico com essa com essas famílias a gente não tem então existem muitas leis que elas são vagas sim é sempre importante né Principalmente a função que nós temos aqui na elaboração de leis eu vejo que aqui na cidade de Campinas Nós ainda somos somos tímidos até não sei se vocês concordam na elaboração dessas leis e a gente não chegou ainda não consenso eu gostaria até que em algum momento né a gente pudesse em algum algum momento aqui nosso como vereador que a gente chegue em algum consenso que a gente possa ter uma política pública assim desenvolvida né e pensada aqui por todos nós junto com a comunidade mas eu queria fazer uma observação né a gente tá aqui para bater papo né Carlinhos né Cecílio e respeitando cada um a opinião do outro até para quem tá nos vendo né a gente se respeita muito tem umas ideias aqui diferentes mas a gente tá sempre conversando tá sempre batendo papo tem tem todo respeito né E aí pegando até o que o que o Cecília tinha falado esse filho eu entendo a questão das cotas né que com teve 10 anos lá que se completou Mas eu insisto né que a gente tem um número de negros que entraram na universidade mas aí é que está a questão entraram saíram E como eles estão hoje eu pergunto mais uma vez Quantos médicos vocês conhecem que são negros quantos pilotos de avião que a gente conhece que são negros quantos jornalistas né que estão né em destaque e são negros eu vejo que eu tenho críticas com relação a isso porque é para alguns parece que é basta não vamos colocar na faculdade falar que foi por cota e tá tudo bem e vamos deixar a gente tem uma infinidade de pessoas até algumas pessoas não têm conhecimento disso mas aqui no Brasil houve uma mudança na questão né digamos assim né dessa definição de quem é negro de quem é branco até eu falo isso porque eu fiz um estudo a minha monografia né dentro da Polícia Militar foi até nesse assunto disse que nós sempre preconceito e um dos estudos que eu levantei foi exatamente esse e o termo negro né ele começou a surgir na década do nos anos 2000 né porque se pegou o preto e o parto e se colocou como negro Então hoje Muitas pessoas não se não se reconhecem Você pode perguntar vai na rua você se conhece como negro não eu sou moreno não eu sou pardo eu sou mestiço eu sou não sei o quê então a gente fala de algumas coisas de algumas alguns números são colocados pela imprensa eu até órgãos oficiais e que fala desse número e que as pessoas falam mas eu não consigo entender né onde que eu me encaixo nisso e essa é uma discussão que para mim é uma discussão que é a causa a causa não mas tá na base ali de uma discussão pra gente realmente atingiu o problema como ele deve ser atingido eu dou um outro exemplo né aqui no Brasil e aí eu vou falar de novo nos Estados Unidos e o domicílio lá você tem né uma caracterização uma definição por origem você é branco e causou com uma negra o seu filho vai ser negro e isso a família toda a sociedade toda vai dizer isso aqui no Brasil até pela nossa miscigenação até por várias coisas que aconteceram aqui não aqui uma pessoa que é parda ela é um pouquinho mais clara ela vai ser discriminado ou vai ter um preconceito um pouquinho diferente daquele que é mais escuro Exatamente isso então tem gradações né de cor e vai sofrer um preconceito maior Então hoje na sociedade aquele que é vou dar um exemplo para vocês tem empresários que eu conheço que são negros na definição do IBGE mas se você perguntar para ele não eu sou pardo Nossa morena tem porque ele é um empresário bem sucedido tá no mercado de trabalho tá tendo né ascensão ali na carreira dele mas em determinados momentos Talvez ele não sou negro em outros não não sou sou pardo sou moreno isso tudo por conta de uma conjuntura que existe na nossa sociedade que é o que eu eu acabei de dizer que algo que a gente tem que ser tem que trabalhar não somente jogar Sia negro é negro é negro vamos discutir essa questão para que a gente poder entender realmente e poder as pessoas terem até esse orgulho de poder dizer da sua origem e isso não ocorre no Brasil ainda a gente está dividindo um pouco a nossa população de parte a parte né de lado a lado e a discussão no meu entendimento né não quero aqui nós não temos o né a a verdade absoluta é exatamente é um bate-papo aqui estamos gerando ideias para até as pessoas que estão lá nos ouvindo elas poderem também ter esse mesmo entendimento Então essa é uma das questões que me pega muito porque eu acho que isso não não é a forma correta da gente debater o assunto aqui na nossa sociedade brasileira e eu entendo quando você fala né não comparação mas eu acho que a gente deve discutir sim num outro Tom para saber qual o resultado de tudo isso que tá acontecendo eu quero ver eu quero ver prefeitos negros eu quero ver governadores negros presidentes negros ou negras eu quero ver donos de TV né uma infinidade de atividades que todos podem estar acessando Não por conta somente de uma cota Mas pela capacidade e pela condição e pelo caráter de cargos de poder das pessoas negras eu me lembro muito bem quando o Barack Obama sumiu né a presidência dos Estados Unidos houve todo aquele movimento dos negros norte-americanos o orgulho de ser negro Então eu acho que realmente como o senhor falou quando a gente tem mais negros encargos de poder principalmente em cargos públicos importantes a gente tem que as pessoas começam a se espelhar e não mais pensar que em alguma ocasião elas vão dizer eu sou negro e não outro não eu sou moreno porque isso também vai muito da ocasião até por conta do que de que anteriormente a gente não teve essa questão na escola que olha você é importante você é eu digo isso porque a TV Câmara tá inclusive preparando uma série sobre a história de algumas pessoas aqui da nossa cidade e eu fui até a Escola Francisco Glicério que os alunos da escola e a diretora quando foi fazer uma pesquisa sobre o patrono da escola descobriu que Francisco Glicério era negro e ninguém na escola sabia e isso foi usado lá na escola como mecanismo de dizer olha ele foi um importante homem para Campinas para o país e você também pode ser então esse sentido das pessoas e principalmente dos jovens se espelhar em alguém eu acho que é mais ou menos também a gente precisa pensar nisso né com certeza eu acho que isso é importante carnins rapidamente parentes da discussão na escola porque a gente pega o contexto histórico é fundamental a gente conhecer a nossa história ter sentimento de pertença o Carlinhos dizendo aqui eu sou camelô ele tem orgulho de dizer isso porque ele vencedor entende eu tenho orgulho de mim porque são vencedor somos vereadores né como já me falou então é fundamental a gente ter esse sentimento de pertencimento de consciência de quem somos né e do potencial que cada um tem Independente da sua pele Mas é claro que a gente não pode deixar de fazer esse recorte mas já já ele carinhos para reconhecer que houve não é um assim uma situação histórica que a gente não pode relar então é importante que a sociedade quem está nos acompanhando faça essa reflexão também não é busque no contexto histórico né este pertencimento e esta é esta autoestima de quiser olha eu sou de origem africana sou de origem negro mas eu estou aqui e estou batalhando para vencer na minha vida não é mais no sentido pejorativo mas no sentido de dizer não é a cor da minha pele que me faz menos ou mais é o meu preparo é o meu minha contribuição para a sociedade que faz diferente como é o caso do francês é sério né só para para falar que é o Major Jaime disse aqui que a pessoa Às vezes ele ele fala eu sou negro eu sou pardo sou moreno como convém né Nós também temos isso aí em todas as classes nós vamos falar assim né Tem Eu tenho um camelô ali no no no meio da gente que dependendo do local que ele ia falar eu sou um microempreendedor eu sou um lojista entendeu Eu acho que isso aí é são coisas assim que as pessoas levam mas eu mesmo eu eu como o vereador Cecílio disse aqui eu tenho orgulho de ser negro eu tenho orgulho danado da minha mãe que faleceu aí há um ano que era Negra meu pai que era negro e tem um orgulho muito grande de ser camelô então é existem diferenças né então é esse o caso que nós estamos falando agora quando a gente fala também desse recorte e eu disse no comecinho do programa A gente vai falar um pouco da questão da empregabilidade né inclusive nós temos dados aqui do que fala da questão inclusive de cargos de direção Olha a gente tem encargos de direção de acordo com dados de 2021 olha 2.2% dos homens eram negros encargos de direção temos também uma diferença salarial a média por exemplo de salário de homens negros 1968 reais de homens não negros 3.471 e isso rendimento médio e a gente tem ainda também a questão do trabalho desprotegido dados também do Ministério Público do Trabalho apontam que muitas das situações de trabalho análogo a escravidão a maioria das pessoas de Raça Negra ou partos ou afrodescendentes né olha trabalho desprotegido no Brasil nós temos 8% de negros da do sexo masculino 46% negras 34% mulheres não negras e 35% de homens não negros então também quando a gente fala de um trabalho também de condições de trabalho o negro acaba aparecendo Nesse contexto como aquele que tem menor chance de uma condição digna de trabalho com certeza e em todos os níveis né tanto níveis de chefia né de maior salários e portanto de uma escolarização maior Mas também como bem disso e o Carlinhos em situações que as pessoas às vezes vão em busca de uma recolocação no mercado de trabalho e são preteridas em função da sua cor de pele Então precisamos esperar isso é evidente que tem aí uma questão Econômica que também precisa ser considerado mas é ainda está muito presente essa essa questão da diferenciação da aceitação né pela cor da pele então isso entra o que nós estávamos dizendo na anteriormente da autoestima do preparo de cada um entende isso justifica então é a lei de cotas por exemplo então a gente faz questão de ordem com as mulheres engraçada a vereadora Paula Miguel mencionou que a mãe dela dizia Olha você tem que estudar 10 vezes mais você tem que fazer 10 vezes mais e muitos de Nós não vemos esses discurso em casa olha você tem que fazer 10 vezes mais que o seu colega branco para você também ser reconhecido isso aconteceu em algum momento da vida de vocês quem quer falar aconteceu e acontece a gente isso é uma realidade né Paola falou mas acho que Cada um deve dar o seu testemunho não tenha dúvida minha madrinha lá né quando eu era criança ela falava Exatamente isso né de ter destaque né naquilo que eu fosse fazer fazer bem feito e muitas vezes até com esse medo de ela não falava exatamente assim mas nas palavras dela no tom de voz a gente entendia que era para você não sofrer para você não ter não ter momentos ali de de dificuldade né então faça sempre o seu melhor e infelizmente é isso o Cecílio tocou no assunto a questão Econômica Nesse sítio Aqui no Brasil é muito Evidente se você é negro e pobre você pode ter certeza que o preconceito a discriminação vai ser vai ser muito maior se você é preto mas tem um pouquinho mais de dinheiro vai diminuir um pouquinho mas se você é preto tem dinheiro algumas coisas até vão ser irrelevantes né dependendo do local onde você vai E hoje nós aqui né quantos lugares que nós vamos como vereadores né E isso não é privilégio não é privilégio que fique muito claro isso mas nós temos um aqui uma uma competência e uma autoridade pelo cargo que se a gente não fosse Vereador nem tinha gente que não ia abrir a porta né tinha gente que não ia nem conversar com a gente exato não ia bater papo com a gente não mas nós somos vereadores nós temos ali né uma uma função pública e muita gente assim falar é vou atender né vou falar com ele alguns até acho que se amarram um pouquinho eu vou ter que falar com esse cara mas é exatamente menina que se acostume né E que venham mais lideranças que sejam negros sejam competentes né que possam fazer a diferença na sociedade Mas isso é real sim eu acho que como o vereador Major Jaime disse é e nós estavamos discutindo sobre isso é existem casos e casos ele escreveu certíssimo a forma do tratamento hoje pessoas sei lá ainda existe aquelas piadas né mina mas uma joia aqui um negro como o pessoal fala ver dirigindo um carrão fala é motorista ou roubou o carro então existem essas piadas ainda tem esses grandes preconceitos ainda que nós vamos ter e isso inadmissível Hoje nós estamos no século que nós estamos aqui ainda ouvir essa essas coisas eu falo Major Jaime disse que é bem claro se você chega no local se a gente não não é um vereador o vereador tá ali olha tem um certo receio mas aí muda o tratamento às vezes porque é um vereador agora principalmente menina é eu ainda Diferente de vocês aqui né Major Jaime cara Major se Ciro Santos aí o vereador Carlinhos camelô entendeu a gente tem um um certo receio uma certa ainda discriminação claro que isso a gente com o tempo a gente vai construindo né a as coisas hoje a gente tem um respeito muito grande até mesmo porque eu falo para todos que eu mostrei para muitas pessoas que a gente é um legado da onde eu venho Bernardo mas a gente é vereador da cidade de Campinas e a partir do momento que eu que eu cheguei nessa Câmara Municipal aqui eu provei que a gente eu tenho um carinho muito grande pela categoria no qual preso muito trabalho muito pela categoria mas a gente também viu capacidade como um todo entendeu então a gente acabou esse nome Carlinhos camelô e acabou pegando aí E aonde você chega a gente tem um certo conhecimento um certo respeito então é dessa forma antes do Senhor falar Vereador nós vamos para um breve intervalo e questão de ordem volta já já não saia daí [Música] segundo bloco do questões de ordem que hoje discute o papel do homem negro na sociedade atual os nossos convidados os vereadores Major Jaime do PP Carlinhos camelô do PSB e Cecílio Santos do PT Vereador Cecília ficou de dar sua resposta sobre esse testemunhal eu trabalhei numa mercearia quando jovem adolescente então atendendo ao público de fato tem esta diferenciação Mas a gente sempre procurou atender com tranquilidade e ali foi desenvolvendo uma certa desenvoltura no trato com a poder público com a população é com o público em geral agora no comércio ao entrar numa loja ao acessar serviços ofertado e a população em bancos em situações e a gente é sempre vigiado até hoje ainda como Vereador como os demais disseram aqui a gente entra numa loja outro dia entra numa loja verificar uma garrafa de vinho e sabe a gente percebe uma movimentação o que que sujeitar indo para esse lado será que depois eu não me identifiquei não tava ali para dar carteirada nada simplesmente adquirir um produto e a gente percebe isso entende então é preciso que a gente faça assim debates como esses conversas como essas mesmo tendo cada uma origem diferente mas sobre um tema que a gente precisa superar entende para que a nossa sociedade seja uma sociedade que viva tranquilamente pacificamente sem essa coisa do preconceito sem a discriminação racial que hoje é crime quando a gente fala dessa superação a algum tempo atrás quando a gente estava né os homens numa roda de amigos tinham aquelas piadinhas do português aquelas coisas todas tinha sempre um homem negro alguém e as pessoas se incomodavam as pessoas negras se incomodavam mas davam uma risada sem graça hoje não hoje a gente já tem as ferramentas inclusive como se acabou de falar racismo é crime de falar olha isso não é bom isso não isso daí não isso aí não mesmo para os amigos mais próximos até eu acho que a gente tem um outro momento sem Claro brigar mas sem mais chegar nesse sentido e falar você não pode mas falar dessa forma fazer essa piada dessa maneira eu lembro inclusive né que quando eu era criança uma vez minha mãe precisou em algum lugar e eu fiquei com a vizinha brincando e como criança eu não lembro exatamente o que aconteceu mas eu fiz uma arte e aí a cunhada dessa vizinha que tava em casa ela falou assim Ah mas só podia ser filha de preto para fazer isso né E quando eu cheguei em casa o meu pai negro e minha mãe é branca e cheguei em casa e contei que tinha acontecido ela minha mãe foi conversar mas olha como as pessoas achavam e ela falou Ai eu nem percebi que a fulana falou isso que era uma normalidade e isso Será que a gente deve encarar como numa normalidade ou não leve levar numa boa o que que vocês pensam sobre isso nos dias atuais eu entendo que não porque como você pensa a gente precisa ir reeducando e nos reeducando que também nós às vezes temos na nossa linguagem ali presente e o preconceito e é de uma forma que a gente introjetou que parece normal mas não é nós não devemos encarar isso como uma situação normal ela é a gente tem que estranhar isso e é por isso que eu entendo a escola né a educação como sendo esse processo mas não só a escola a educação formal em todos os espaços a gente aprende a gente ensina portanto é fundamental que para a superação a gente Sem dúvida nenhuma supere também essa essa linguagem Esse vício de linguagem que está presente na sociedade mina eu acho que hoje nós não podemos nós temos que policiar a nossas palavras as pessoas têm policiar tudo o que fala antigamente a gente recebia muito bullying na escola era bullying né na escola ou é gordinho ou é isso é aquilo é vários apelidos que era bullying hoje nós temos policial nós falamos hoje até piada que você contava antigamente sobre o nego hoje você já tem que ter um certo receio porque hoje é como nós dizemos que muitas pessoas que estão ao lado da gente Ela pode ignorar e hoje existe a questão do racismo ela tá certa ou será que acredita que é um exagero eu acredito que ela tá certa eu falo assim eu tenho dois filhos eu Meus dois filhos eu sempre do que ele de maneira assim ó para nunca falar isso com alguém sempre como meu pai me ensinou o mais velho ele tem sempre razão você é uma pessoa mais velha um senhor falar com abaixa a cabeça mesmo que ele não tenha razão abaixa a cabeça e vem embora para casa porque a pessoa mais velha ela tem sempre razão então eu eu cresci dessa forma minha mãe Eh faleceu um ano minha mãe tinha 87 anos todos os irmãos Meu Menino né Nós somos sete irmãos faleceu um também há pouco tempo mas era a benção mãe bença pai a hora de dormir a hora que acordava era a bença tio bença tia então existia Então como uma já já me disse é a gente tem que começar de dentro de casa a educação ela é fundamental a Escola Ensina Mas você também tem que estar tendo um acompanhamento dentro de casa ensinando os seus filhos eu acho que é dessa forma mina pegando o que você falou né E um pouquinho né do que o Carlinhos né e o Cecília também comentou eu acredito que isso eu falo o que eu faço na minha vida né Eu sempre busco equilíbrio o equilíbrio do seguinte sentido o que você acabou de de dizer não pode ser produzido aquilo que a gente escutava quando criança aqueles tratamentos piadas aquelas coisas não são boas porque faz parte de uma cultura que essa cultura hoje ela já tem novas gerações que chegaram e que tem que ter um entendimento diferente com relação ao tema mas ao mesmo tempo eu também sou um crítico daquele exagero onde hoje vê né hoje eu não gosto de usar o termo racismo Eu uso o termo preconceito e discriminação Mas hoje tem alguns algumas situações tem pessoas tem circunstâncias que vê racismo em tudo ah não porque não sei o que é racismo rotula as pessoas como racista fala de racismo se fosse algo é que estivesse sendo feito a todo momento é em todos os instantes Então esse exagero também eu acho que isso deprecia e perde também um pouco dessa dessa importância do assunto eu sei de pessoas né E talvez alguns devem lembrar disso pessoas que têm receio hoje de falar algum alguma coisa porque ela não sabe como se coloca eu não sei se eu chamo ele de negro o senhor chamo ele de afrodescendente eu não sei como é que eu me coloco teve pessoas que já vieram falar comigo como é que é melhor te chamar assim se eu tiver que né falar da sua cor eu não sei porque eu posso tá uma coisa assim uma época do cancelamento né do rótulo que é muito perigoso então eu já falei da questão ideológica né Eu acho que a gente tem que ter equilíbrio de tudo que foi falado aqui eu acho que o equilíbrio da educação nos Estados Unidos é muito sobre essa questão aqui há em certa ocasião é melhor eu chamar pode me chamar pode dizer que eu sou morena Ah não eu sou negra Ah eu sou não vem dessa desse momento talvez que a nossa população ainda tá se começando a se identificar ou muitos não se identificam ainda de um lado de outro tá tudo muito perdido como o senhor disse até as pessoas perguntam como eu falo com você não tá muito disso ainda e a educação poderia ser um viés para ajudar a abrir uma luz nisso e as pessoas entenderem Qual é o seu lugar e qual é o seu papel Você tá certa eu acredito que sim o debate como esse que a gente tá falando que se ele acabou de falar né discussão é outros pontos de vista pessoas que pensam diferente isso é fundamental para que a gente possa chegar não dizer a gente tá falando aqui de consenso né mas chegando num denominador e cada um dali sair daquele momento pensando e refletindo esse assunto que nós estamos hoje né e o Carlinhos falou muito Além disso né Nós estamos no mês da consciência negra e tem que ser discutido tem que se falado tem que ser debatido eu só sou um crítico da questão conduta uma questão mais ideológica de um ponto de vista único de uma visão única de uma forma única aqui nesse plenário Eu já fui chamado de Capitão do Mato porque eu tenho uma opinião diferente a minha opinião que é diferente ela não pode ser desmerecida porque eu não penso igual a um determinado grupo uma determinada categoria de de de pensamento Então tudo tem que ser respeitado tudo tem que ser debatido com muito respeito para que para que as pessoas principalmente os jovens mas os adultos também os adultos são provocam muito isso mas principalmente o jovens ele saibam né que é uma é uma construção que o nosso país está passando e é uma cultura que a gente também está evoluindo nesse sentido sim agora quando a gente fala voltando um pouquinho a questão da do emprego e dessas questões a iniciativa privada inclusive o vereador Carlinhos falou muitas vezes a vaga está aberta a pessoa fala Vaga já foi preenchida é o que no programa em que as mulheres negras participaram Elas disseram né Ah você não é o do perfil né o vereador mas já vai vivendo o serviço público que é por forma de concurso e é um outro sistema que e isso talvez não seja tão aparente no entanto quando a gente pega os dados né ainda da questão da vou falar da questão da segurança pública em que os negros eles acabam sendo muito mais vítimas das ações policiais também isso é uma verdade quando se fala em policiais que morrem durante né no seu trabalho também que é um percentual maior de policiais é negros em relação aos policiais brancos isso em algum momento Vereador enquanto o senhor exercia lá né o seu trabalho com polícia isso já foi tema de reflexão também entre vocês já trouxe isso à tona Teve alguma algum debate nesse sentido já tivemos Sim e como eu acabei até citando eu fiz a minha monografia em 2013 e na monografia eu abordei Exatamente isso e até pega um gancho que o Carlinhos falou Carlinhos falou que sofre preconceito quando ele fala né que da categoria profissional de camelô e eu falo para vocês que durante a pesquisa né o meu objetivo era ver exatamente nas abordagens policiais diz que não é sempre preconceito e a gente começou a perceber no questionário que também os policiais se sentiram Discriminados por ser policial Então muitos deles ó eu chego em determinados lugares tem gente que não fecha a cara para mim porque eu sou policial ele jogou fardado chegou ali o cara já muda a atitude com ele e com relação ao policial negro a maioria é como a população eu falo que a polícia sicilio Carlinho ela é Ela não é nada diferente do que a nossa sociedade então lá tem homossexuais tem brancos tem negros tem japoneses né Tem pessoas que estudam muito em outros que não estudam tanto tem de tudo né tá bem representado lá na sociedade e a etnia né das pessoas também da mesma forma então a maioria são negros e pardos ou melhor pretos e pardos então dá essa essa maioria que a gente chama de negros e com relação ao embate né em determinadas ocorrências isso acontece mas não como um fator que a gente coloque como o fator preponderante mas não não é ele que determina é infelizmente é invertido de um de um do embate do confronto e infelizmente né é a vítima né pode pode acontecer dessa vítima ser negro como eu dou um exemplo a o ano passado nós tivemos uma uma policial Negra homossexual e que foi morta né Então olha só né esse viés ela é policial é homossexual e a Negra né então a estatística dela ali ela entra em vários em vários e vários Campos né mas é isso é algo que é estudado é trabalhado pela pela polícia e hoje é muito mais discutido do que era quando eu entrei né eu entrei na década de 90 Então hoje muito mais discutido lá também na categoria A gente tá falando aqui né dos empreendedores informais que hoje são microempreendedores individuais também já percebeu Em algum momento eu acho que não há estatística mas que esse empreendedor como característica dele que partiu para para essa jornada empreendedora é aquele negro que não conseguiu se formalizar no mercado de trabalho lá atrás ou isso o senhor não percebeu Renan tem vários fatores né meu da década que eu vim eu era daquela época Major que a gente é no Largo do Rosário tinha aquela pedra lá e o e os lugares que que estavam contratando tava naquela pedra eles colocavam lá naquela naquelas pedras lá mas existia assim como eu disse aqui a pessoa Às vezes chegava eu acompanhei várias pessoas que tinha um amigo meu nós somos na na numa loja que tinha Santa Rita não lembra ali na na Campos Sales e que chegou ele pediu um emprego o pessoal falou não já foi preenchido a vaga passou uma hora depois foi um branquinho lá e que pegou o serviço então existia assim existe sim essa discriminação eu falo que o major tá aqui ele pode nos falar melhor aí mas eu creio que até a polícia ela vê o jovem negro com uma certa discriminação você pode ver nos bairros periféricos hoje se tá cinco negros ali conversando tudo com bonézinho na cabeça ele é abordado ele é abordado e se tiver quatro cinco ali é conversando ali brancos e tal geralmente ele não vai ser abordado aqueles vai ser abordado eu eu acho que existe isso porque Major Você me desculpa eu vim eu vim da Periferia morava aqui na zona sul depois eu morei na Moscou a Moscou morei na na época de 95 na Moscou 92 93 quando se matou uma pessoa arrancou o pescoço dela ela colocou no ponto de ônibus que eu morava naquela do do Carrefour todos os jornais que era homicídio todos os dias mas você via ali que a maioria que morria era negro Então isso é e a estatística tá aí ela mostra entendeu que a maioria são periféricos são negros entendeu que são mortos então eu eu creio que existe ainda essa essa discriminação eu falo que menina eu antes eu trabalho hoje não pode mais né mas antes eu trabalhava eu trabalho desde 12 anos de idade Eu trabalho num balcão como Cecílio disse aqui eu trabalhei na Francisco de Paula Souza no bar da dona Regina ali que tinha ali eu trabalhava abri às 5 horas da manhã 10:50 eu ia de bicicleta tava lá na escola Vereador eu estudava tarde eu vou fazer a parte da manhã e Estudava à tarde entendeu então naquela época a gente trabalhava a gente não tinha eu não tinha como comprar um tênis um Bambam um Kichute se não fosse dessa forma trabalhando então era dessa forma então não porque o meu pai não não me dava minha mãe não me dava porque não tinha condições ali trabalhava todos os irmãos nós éramos seis sete irmãos todos trabalhava e chegava no final do mês tinha que dar um envelope ali e ali ó esse aqui é para você passar o mês esse aqui nós vamos dividir para pagar o aluguel para pagar as contas pagar isso fazer a compra do mês tudinho era dessa forma e comigo não era diferente então nunca sobrava nada eu cheguei eu vou contar uma história para você menina eu queria uma bola de dentro de leite eu acho que eu tinha ali meus 10 anos de idade eu acho que eu fui no mercado cinco vezes com meu pai com a minha mãe cinco vezes eu ia fazer a compra chegava no final da compra fala pai hoje dá para comprar a bola não hoje não dá que não sobrou dinheiro voltava embora esperava o outro mês chegar e assim foi no quinto mês meu pai falou assim ó hoje dá para levar a bola então para você ver como marcou na minha vida essa questão eu fui cinco vezes foi cinco meses para mim ganhar uma bola de dentro de leite e olha a diferença para você ver como que era difícil as coisas senhor sentiu também dentro desse seu trabalho que essa questão do negro tem a ver ou não olha a gente tem lá é tudo mais até tipo por conta que o senhor vem de uma história de pastoral e tudo mais fala um pouquinho para mim dessa vivência também tem essa tá presente também visto que é o caldo social que a gente é permeia não é embora Claro os trabalhos pastorais buscam Justamente a superação dessa situação então a gente teve possibilidade de participar de palestras né de encontros de informação na Pastoral Operária Mas a vida juvenil de adolescente não é tão diferente disso que o Carlinhos Conta as dificuldades eu me lembro carinho nessa questão do que marcou a compra de um sapato eu pedi o sapato para o meu pai e ele não tinha condição de comprar entende e eu não gosto muito de lembrar disso porque a gente fica emocionado graças a Deus hoje a gente tem uma certa condição né então mas não se pode renegar o nosso passado a nossa história e eu tenho orgulho da minha história dos meus pais e me educaram e que me deram Esta possibilidade de viver e ser alguém honesto entende que vai batalhar na sociedade para ter condição de uma sociedade melhor eu disse mina quando do primeiro questão de óbito que participei fui perguntado qual era o meu desejo aqui minha minha forma de atuação Qual era minha perspectiva e que a gente pudesse diminuir pelo menos um pouquinho esta diferença que tem na sociedade nós temos a gente que tem muito e alguém que não tem quase nada ou praticamente nada não penso que nós como parlamentares é uma das nossas tarefas é buscar esta diminuição pelo menos um pouquinho na desigualdade social então e claro ela pega muito mais o jovem as pessoas que estão na periferia que em sua grande maioria são negros né E que vem de longe porque não teve oportunidade entende se houvesse oportunidade de estudar né certamente a sociedade brasileira seria diferente teríamos uma situação econômica porque nós temos muitas riquezas Então a gente tem condição e tem um povo que gosta de trabalhar né Nós não somos um povo que não quer trabalhar pelo contrário carinhoso testemunho dele aqui cinco horas da manhã tava lá eu também trabalhava no mercearia é 5:30 6 horas da manhã tava lá trabalhando e dividir o salário com a família para poder ter é custear as despesas de casa entende é um é muito bom fazer esse bate-papo e eu quero de novo enaltecer a câmera dos vereadores e a TV Câmara aqui por possibilitar esse debate entende possibilitar esse espaço de diálogo que as pessoas possam na escola no seu ambiente de trabalho entende também fazer essa reflexão não só no mês de novembro mês da Consciência Negra mas em todos os momentos porque a nossa sociedade ela vai evoluir a partir do momento que a gente tenha consciência de quem somos e Para onde vamos senão a gente essa é a ideia agora a gente falou de um monte de questões que fazem parte da história de cada um e da história do povo negro desse país mas hoje como a gente vai conseguir deixar um legado para as crianças para os jovens negros do Brasil especial da nossa cidade na visão de cada um de vocês pode começar pelo senhor que já estava falando e eu te cortei Vereador Eu acredito que a gente pode deixar um legado para as nossas futuras gerações a medida que a gente se compromete com a coisa pública por exemplo eu disse aqui nós estamos discutindo nesta semana também o orçamento da cidade algo que é muito importante então do ponto de vista racial do ponto de vista de corrigir as distorções como nós olhamos por a peça orçamentária da cidade é cidade de Campinas com o orçamento perto de 9 bilhões Você entende então na área da saúde sei lá na área da assistência na área da Educação tinha um capítulo lá de Inclusive das doenças que afetam a população negra também né exatamente então é preciso que a gente esteja atento a essa questão não deixemos relegado porque aí que a gente começa a construir um legado para os nossos futuros gerações de corrigir essas distorções que a gente vem observando e vem é tratando aqui Vereador Carlinhos mina a pergunta é Qual que é a o que nós vamos deixar que nós pretendemos deixar ou ou para que essas crianças e jovens possam ressignificar tudo isso e pensar e agir terem mais oportunidades nós temos aqui três exemplos sentado nessa mesa aqui hoje de superação vamos falar assim né Cecília que deu testemunho dele o major Jaime e seria que falou da mãe dele do pai dele aqui então foram pessoas que tiveram uma superação chegaram e eu falei aqui então eu acho que eu deixo aqui uma mensagem para cada um E todos são possível todos todos dificuldade mas não vamos se apegar na dificuldade sim no objetivo é o objetivo que vai te mover as dificuldades ela tem que ter assim ela tem que ter a gente passa por dificuldade eu falo que a dificuldade Ela te dá valorização das coisas lá na frente que eu falo que hoje eu sempre falo isso para o meu filho tudo que vem fácil vai fácil então quando você tem uma dificuldade você dá um certo valor naquilo ali então eu deixo essa mensagem a todos nós somos capazes nós temos aqui exemplos vivos aqui hoje mas vamos ter também aqui é as mulheres que que falaram aqui também são outros exemplos e nessa casa aqui nós temos nós contarmos aqui nós temos 33 é exemplos disso aí então não desista dos seus sonhos Vai em frente seis vereadores negros a gente lembra que além dos nossos convidados nós temos ainda os vereadores marrom Cunha Igor Diego e term ponteiro também que são vereadores negros que fazem parte da Câmara Municipal com 33 parlamentares Vereador Major Jaime vou só aproveitar o que o Carlinhos falou para deixar claro né a situação da polícia militar e como eu disse né na Polícia Militar não tem nenhum policial lá que seja diferente do que a nossa sociedade e na Polícia Militar a instituição Polícia Militar em nenhum momento se fala sobre vamos abordar mais negros do que brancos mas na verdade o que ocorre Carlinho é que infelizmente né Nós constatamos como policiais as mazelas da sociedade os negros e infelizmente tem lá as suas dificuldades com relação à educação com relação ao mercado de trabalho com relação a questões econômicas isso se reflete Sim infelizmente até nesse momento da abordagem a gente não aborda porque simplesmente quer mas sim porque né o motivo da abordagem né a gente chama sempre que é por conta da atitude né o ambiente o local né tudo que envolve às vezes para quem passou A polícia pegou parou do nada não eh eu me vi em várias situações que a gente passou uma vez olhou a circunstância inteira olhou tudo né voltou mais uma vez olhou de novo falou meu não tem jeito tem alguma coisa estranha na naquele momento que a gente acha estranho a obrigação do policial eu vou lá e vamos tirar dúvida porque eu não sei o que tá acontecendo é a única forma de a gente tirar dúvida é abordando a conversando é falando e salvar em variáveis às vezes que o policial vai conversa fala e descobre que nada tinha de regular ou às vezes descobre alguma coisa então não é um fator ali é por mais que se coloquem Em alguns momentos né não é nenhum fator de discriminação de preconceito Se fores que nós sempre preconceito É na mesma proporção que eu digo né da da própria sociedade que aquele que recusa o trabalho né para um jovem negro né na mesma proporção Mas rapidinho para dar a resposta passa para não pegar mais tempo aqui era só o bate-papo aqui com o Carlinho né E depois também deixar claro com o público mas é dentro disso que foi falado como recado para para essa nossa juventude pra nossa sociedade eu falo que eu eu sempre penso e vou insistir nisso que eu falei o equilíbrio sempre a gente deve é deve agir com equilíbrio e com empatia eu não conheço ninguém né que aqui no Brasil fale eu sou o racista eu pratico discriminação ou eu pratico né Eu sou preconceituoso ninguém tem isso como uma base tem uma outra pessoa que às vezes faz isso pode ter né Mas no geral não E e esse é o entendimento que eu gostaria de passar para as pessoas que estão aí para que as pessoas pudessem entender busquem sempre o equilíbrio sempre tenham a empatia daquilo que está acontecendo na relação né entre as pessoas o relacionamento mas o mais importante é não pegue essas informações de forma aleatória e comece a trabalhar isso como uma forma de vitimização ou com uma forma de revolta ou com uma forma de né de ter ali um inimigo ou um uma revanche que deveria tirar com a pessoa tem que ser ao contrário Exatamente exatamente isso tem que ser o contrário né a gente tem sim que abaixar ali as nossas armas né os nossos ânimos e tem que se entender todo o contexto que a gente está e pedisse né porque as pessoas também tenham o mesmo mesmo comportamento muitas vezes não vai ter mas a gente alguém tem que partir de algum lado algum lado tem que ter um um comportamento ali mais racional dentro de alguma dentro de alguma situação e vai ser fácil Se ele não vai ser fácil vai ser com muita dificuldade são anos né se a gente falar da época da escravidão do descobrimento do Brasil a gente vai aí para mais de 500 anos então é muito tempo e a gente precisa precisa ter muita calma para poder né caminhar como um país um país unido é o que a gente gostaria que a gente gostaria que acontecesse com certeza mesmo se me permite Olha só um dado de 2018 que é um historiador o Dudu Ribeiro é formado pela Universidade Federal da Bahia e os policiais precisam reconhecer o racismo para poder combatê-lo Então eu queria dialogando aqui com o governador Major Jaime Claro é certo que a instituição não tem não existe no meu modo de entender um direcionamento mas como o próprio Vereador reconhece No processo histórico e existe a diferenciação de pessoa para pessoa existe isso dentro da Corporação Então o que ele traz Na verdade é um estudo que ele fez né eles fizeram um levantamento com 12 mil foram analisados 12.600 eventos relacionados a relações de direitos humanos na segurança pública no Brasil todo então justamente um trabalho dentro das corporações de segurança militar né para que os policiais sejam orientados treinados né para reconhecer que existe racismo e possa superar não é você entra naquilo que o vereador falou que é um reflexo do racismo da sociedade geral isso exatamente o que eu tinha não sei se ele já complementou Mas se ele só para complementar isso é legal você falar mas eu vou falar de uma outra questão é você tá trazendo um trabalho acadêmico né então é um estudioso né da Universidade da Bahia e nesse meu trabalho que eu fiz e conversando também com outros nós temos um um centro de Altos estudos né chamar KS é e que lá desenvolve tanto as nossas monografias monografias né quantas nossas teses né então doutorado e mestrado e foram vários trabalhos que foram desenvolvidos várias discussões que foram desenvolvida o seguinte sentido tanto da USP quanto da Unicamp quanto de outras universidades já foram convidadas para que pudessem participar de atividades dentro da Polícia Militar Sabe quantas aceitaram eu me lembro que muito poucas eu me lembro de participar de uma banca que tinha lá alguém da Universidade né da academia participando a gente tinha feito eu não vou lembrar o número agora mas era muitos os estudos que eram feitos é a respeito da polícia militar e abordando a questão de direitos humanos Mas aí você me pergunta quantos estavam indo a Campo na polícia militar pra saber e buscar esses dados nem eles buscavam dados de entrevistas de Pesquisas foras e outros lugares mas não buscavam na fonte que a polícia militar perguntar para um policial militar perguntar para uma pessoa que tá no dia a dia para saber e interagir ter esse tipo de informação então eu entendo que você colocou e quando você fala assim o policial tem que reconhecer o racismo eu falei para você não não reafirmo isso né o termo racismo mas eu digo para você que o policial Ele é uma pessoa da sociedade ele não saiu de outro lugar ele saiu em determinado momento na vida dele com 18 20 26 anos ou 30 anos que é o limite hoje de idade ele escolheu uma carreira e ele foi educado Numa família Ele estudou em determinadas escolas ele teve uma carreira profissional em alguma atividade e se escolheu depois você prestar um concurso ser policial e ele não saiu de outro lugar quando ele chega na Polícia Militar ele não é diferente também ninguém ensina pra ele Ó você aborda mais negro e menos os brancos é até o contrário nós temos uma diretoria não sei se todo mundo sabe nós temos uma Diretoria de direitos humanos sabia disso sabia sabia nós temos essa diretoria e promove uma série de eventos de discussões que são ligados à Direitos Humanos como um todo e a questão é racial tá inserida lá dentro como tem exemplos né E aí eu tenho que pegar a referência dos Estados Unidos os Estados Unidos tem problemas é muito grandes nesse sentido né da questão policial racial nos Estados Unidos a gente tem estudos de casos aqui no Brasil também que não é mas não chega nem a 10% do que tem nos Estados Unidos é muito diferente até dentro de um contexto entre outros elementos entre os elementos ali tecnómicos né sociais como todos mas é o que eu digo nós todos da Polícia Militar eu tava até sábado com o diretor né O coronel que é diretor dessa diretoria né que é o chefe dessa diretoria e a gente batendo papo né então a polícia militar tá muito aberta a essa discussão infelizmente e eu falo de constatar alguns acadêmicos algumas pessoas não querem esse tipo de aproximação porque eu não sei a polícia tá aberta quer falar sobre direitos humanos quer conversar quer saber como é que é o nosso dia a dia tá aberto as pessoas podem lá podem fazer seus estudos podem levar seus questionários fazer sua pesquisa de campo tá todo mundo lá à disposição para debater conversar conhecerem isso é que ainda é legal se conhecerem todo mundo saber né e ter essa empatia nesse bate-papo Tá certo então vereadores eu agradeço a participação de vocês já deixa aqui convites para nós conversarmos sobre outros temas relacionados a nossa sociedade relacionados a Campinas a gente tá chegando no fim do ano tem muita coisa ainda para para acontecer para conversar e novamente o meu agradecimento Eu que agradeço o convite para estar debatendo esse tema tão relevante então importante nos dias atuais nós temos casos infelizmente que ocorreram inclusive recentemente aqui em Campinas em Valinhos é na escola um recado a mensagem que a gente deixa que eu quero é que as pessoas de fato façam uma reflexão é e procurem o respeito o diálogo porque assim que a gente vai construir uma sociedade e uma cidade cada vez melhor acolhedora e uma participação de cada cidadão que escolheu Campinas assim como eu para viver e criar os filhos e desenvolver a sua vida menina vou falar aqui não há racismo né e deixar aqui é consignado um abraço que o Sebastião Arcanjo tiãozinho qual que foi que fez a lei foi do seu partido 20 anos da lei é um que discute debate esse esse tema tem falado muito desse tempo então vou deixar um grande abraço para ele e um grande abraço a todos vocês estamos assistindo aí e um abraço nossos amigos aqui Major Jaime esse Ciro Santos mina e a todos da TV Câmara Obrigada Eu que agradeço né juntamente aqui com Cecília com o Carlinhos de estar junto batendo esse papo foi muito bom gostei muito viu de da gente conversar né uma boa discussão aí a gente se conhece um pouquinho mais e acho que é o mais importante é também o público né Nós somos Funcionários Públicos né com o carro eletivo né o melhor servidores públicos com o cargo eletivo e devemos prestar contas para nossa a TV Câmara tem feito isso muito bem parabéns por todo o trabalho que você desenvolve Parabéns a você também né Mirna a mina faz faz um monte de coisa aqui né a merda tá em várias frentes e desempenhando muito bem e a gente tem que ser múltipla exatamente desempenha muito bem todo o pessoal a equipe também na TV Câmara Agradeço pelo convite e que a gente possa debater mais vezes né já jogamos aqui acho que com os três assuntos aqui para debater né No próximo novos programas né e que e que a gente possa ter um né um momento aí né estão nos próximos do final do ano mas que a gente possa ter dias melhores aí né em todos os sentidos né pra nossa sociedade Obrigada Vereador e Obrigada você também que ficou aqui com a gente acompanhando toda essa reflexão esse bate-papo e até o próximo questão de ordem [Música]
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