Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá a gosto lilás é uma campanha voltada para sensibilizar a população sobre o que é e como enfrentar e combater a violência contra a mulher o Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 1.437 Mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2022 um aumento de 6.7% em relação a 2021 quatro são mortas a cada dia as tentativas de feminicídio não menos trágicas somaram 2.563 17 e meio por cento acima do ano anterior em Campinas entre 2021 e 2022 houve um aumento de 34% no número de denúncias de violência doméstica passando de 681 para 91 registros o maior registro 60.9% foi de violência física em 2023 e nesse a cidade registrou já cinco feminicídios recentemente em Belo Horizonte uma jovem de 22 anos foi estuprada após ser abandonada por um motorista de aplicativo em uma calçada daquela cidade câmeras de segurança mostraram um homem que aparece após o carro ir embora e leva a vítima por ruas do bairro onde ela mora o criminoso foi identificado como Wenderson Carvalho da Silva de 47 anos ficou três horas com a vítima e ela foi encontrada desacordada seminua por uma moradora do bairro que fazia caminhadas o combate às agressões contra a mulher envolve uma série de ações como a criação e o cumprimento de leis Mais rigorosas também a conscientização da população a oferta de suporte às vítimas e a prevenção Mas então qual é o papel da sociedade do poder público da garantia de direitos são essas e outras perguntas que nós vamos abordar no questão de ordem de hoje que conta com a participação da presidente da Comissão da mulher da Câmara Municipal de Campinas a vereadora Mariana conte que é quem a gente na verdade está aguardando a presença e a gente conta aqui com a vereadora Paola Miguel que é membro da mesma comissão a gente lembra que essa comissão ela é composta por cinco parlamentares aqui do Legislativo campineiro e a gente conta também com a presidente da Comissão de Combate à violência contra mulher da OAB Campinas a Fábia bigarani E também a secretária da Assistência Social pessoa com deficiência e direito humanos de Campinas Wanderléa moro seja todas bem-vindas a gente já vai começar esse bate-papo aguardando a vereadora Mariana e eu vou começar com a doutora Fábia seja bem-vinda novamente ela que já participou aqui com a gente a gente também teve ainda dentro desse contexto na última semana os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram de certa forma fechar a porta para que assassinos de mulheres fiquem punis amparados naquela tese chamada legítima defesa da honra né considerando a inconstitucional o uso dessa tese em casos de feminicídio tanto na fase processual quanto na pré processual bem com o perante o Tribunal do Júri sobre penalidade de nulidade do ato e do julgamento doutora Fábia seja bem-vinda com essa decisão e como essa decisão pode ajudar no enfrentamento a violência contra mulher boa tarde é um prazer Nina Paola um prazer vandercler e todos ouvintes bom essa decisão ela pode ajudar Principalmente as mulheres no que tange a abrir a rede para discussão em termos de violência doméstica em termos de cauterização e definição do que é uma violência contra mulher a partir do momento que foi excluída o crime apontado como crime em defesa da honra é uma pontuação a mais em defesa da mulher a nível prático qual a diferença disso vão ter mais condenações de feminicídio o número em tendência é aumentar não vou ter mais aquele excludente que a pessoa utilizava que os Defensores utilizavam dizendo que o réu cometeu feminicídio porque ele estava vamos assim lavando a sua honra né com sangue Então a partir desse momento é essa medida essa defesa não vai poder mais ser utiliza certo então daqui a pouco a gente fala mais um pouquinho sobre isso agora eu dou as boas-vindas a Secretária Municipal de assistência social pessoa com deficiência de direitos humanos secretária a gente teve aí na última semana inclusive o lançamento da campanha do agosto lilás aqui em Campinas com o tema você não está sozinha nós estamos aqui para te apoiar e Campinas realiza nesse mês uma série de ações que a gente pode dizer diante de números quando a gente olha os Sis 9 por exemplo que teve uma atualização e a gente fala de um aumento por exemplo 2018 a gente tem um número de mais de 2.400 casos de violência depois a gente tem uma queda naquele período de pandemia 2022 mais de 2.800 O que que a gente pode avaliar que a cidade precisa da oferta de Digamos que de apoio Essas Mulheres Diante desses números que passam a ser cada vez maiores em nossa cidade seja bem-vinda da Doutora Flávia querida vereadora Paola e de um tema tão importante nós abrimos a semana do mês do agosto lilás dizendo que o que nós queríamos é viver numa sociedade em que não precisasse existir o agosto lilás que a gente não tivesse que ter um mês dedicado a falar do Combate à violência contra a mulher queremos viver numa sociedade em que as mulheres fossem respeitadas e não nascer mulher já ser um medo já está submetida a várias violações de Direito com relação a esses nove na verdade nós enquanto Secretaria de Assistência Social disponibilizamos um painel interativo onde ele reúne os dados de todas as violências do município tanto contra mulher criança adolescente é uma forma de nos mapearmos e definirmos as políticas públicas tanto atualizar e aperfeiçoar aquelas que já existem como direcionar novos caminhos dependendo do tipo de atuação por exemplo nós lá conseguimos verificar Quais são as bairros as regiões onde essas mulheres sofrem mais violência quais a região onde mais temos atendimento na assistência social e assim a gente consegue fazer o direcionamento dados é muito importante porque através deles a gente tem políticas públicas eficiente e efetivas mas é preciso que também tenhamos a comunidade participando a sociedade civil tanto representado por exemplo aqui pela OAB a participação do Legislativo do executivo e sempre com um olhar de que não existe justificativa para que qualquer tipo de violência a mulher nunca dá causa essa violência e a nossa responsabilidade combatermos juntas Tá certo então daqui a pouquinho a gente vai detalhar um pouquinho mais sobre o serviços que existem na nossa cidade e agora a gente fala com a vereadora Paola Miguel que é membro da Comissão da mulher que trata justamente desses direitos e discute do ponto de vista legislativo Quais são os apoios que essas mulheres precisam e quais leis podem ser aí aprimoradas ou não vereadora seja bem-vindo uma boa tarde a gente fez que um preâmbulo do ponto de vista do direito da Assistência Social hoje quando a gente pensa numa Comissão da câmara que trata desse tema dentro de um contexto de Combate à violência da mulher Quais são as principais preocupações seja bem-vindas acompanha nos assistindo Eu acho que o fundamental é sempre a gente estar junto com a sociedade civil então a gente foi justamente a interlocução do com executivo a sociedade civil para a gente poder inclusive saber quem tá na ponta como que sofre né apesar de todos os equipamentos que a gente tem quais são as maiores dificuldades né então a gente discute muito por exemplo quais são as formas de denúncia que as mulheres consigam fazer mesmo de forma silenciosa porque a gente sabe que muitas vezes elas passam o tempo todo com seus agressores e a pandemia foi muito trouxe isso muito nitidamente para a gente né então o espaço por exemplo da escola do ambiente escolar quando vai levar o filho acaba sendo muitas vezes que ali naquela consegue fazer a denúncia ou então quando chega no posto de saúde né Então essa preparação do servidores e olhar para a cidade de Campinas como um todo Será que quem tá lá na ponta né dos extremos a nossa cidade no vida nova gargantilha no bassoli tem a mesma facilidade de quem mora na região central então a gente também discute essa questão do território né a gente sabe que a violência contra mulher infelizmente acontece com todas as classes sociais todas as idades né mas muitas vezes o serviço com concentrados Isso dificulta que é uma mulher tem acesso até mesmo a denúncia depois daquele caso que nós tivemos em Belo Horizonte muitas Vertentes do ponto de vista do direito tem sido discutidas né olha de quem a quem compete proteger de quem pode ser será que de certa forma a negligência pode ser considerada uma corresponsabilidade ou não o que que esse caso que aconteceu e acabou tomando uma repercussão nacional é traz de lição para gente ou de reflexão Dra Fábia Bom eu acho que o fundamental é avaliar caso a caso a responsabilidade de cada um voltando sobre as filmagens ainda quando você vê que a moça foi abandonada pelo aplicativo pelo rapaz pelo motorista já seria uma opção de Socorro ele poderia ter levado Ela Na porta de um hospital poderia ter deixado ela em algum lugar público que pudesse dar assistência para ela mas não ele deixou numa rua hemo então já houve aí uma negligência um descaso e uma missão de Socorro também porque ela estava totalmente inconsciente naquele momento e ele e você já faz uma previsão você vai deixar uma mulher de madrugada Numa rua escura sem iluminação alguma por mais que seja na frente da casa dela exatamente se é na frente a casa dela tocar essa campainha Esperasse alguém atender entendeu mas simplesmente não deixou amarrou a emo escura sem iluminação aquele horário que não tem ninguém transitando nem sequer chamou um policiamento alguém que tivesse me socorrer ou prestar assistência aquela mulher simplesmente já deixou a depositou lá como se fosse um saco de batata né Então a partir desse momento Demonstra o que uma insensibilidade da pessoa primeira coisa e a nível jurídico uma missão de Socorro e uma negligência ele é responsável indiretamente por tudo que vem acontecer com essa moça depois desse Episódio compreendo algo muito preocupante que tem sido discutido inclusive ao posicionamento de algumas mulheres devido à repercussão do caso com as mulheres dizendo nossa mas porque ela bebeu e etc e tal o que que a gente precisa mudar na visão de cada uma de vocês Da nossa cultura e daquilo que a gente entende sobre amparar uma outra ou uma outro né independente do sexo quando a gente pensa em combater a violência em especial caso a violência contra mulher vereadora Paula primeiro que a gente tem que lutar contra essa cultura do estupro né vítima nunca é culpada né Se ela é ingeriu bebida alcoólica nessa ela tava consciência alterada a culpa não é dela aquilo que vai que as pessoas vão fazer com o corpo delas que aconteceu né representa muito isso a vítima sempre é culpabilizado a gente já ouviu a questão da cor do batom do tamanho da roupa da saia né Mas ninguém fala que aquela pessoa que cometeu esse crime não deveria ter violado aquele corpo né então o fato de ter uma secretária trouxe muito bem né eu faço de ter nascido mulher faz com que eu tenha medo de andar na rua né ainda mais numa situação como essa me faz ter medo agora por exemplo de pegar um transporte por aplicativo né porque eu não sei se aquela pessoa vai estar inclusive zelando pela minha segurança e isso não deveria ser minha preocupação a preocupação que a gente deveria ter na sociedade é que a gente tem que zelar pelas mulheres nós somos lá na ejaculação vereadora colocou muito bem ninguém dá causa qualquer tipo de violência o culpado é sempre agressor acho que essa é a primeira cultura que tem que ser modificada não é para buscar muitas vezes a gente vê que os maiores casos de violência são a violência física então ah é porque a mulher fez isso porque ela fez aquilo ela nunca dá causa isso e nós estamos hoje por exemplo hoje é um Marco tá citando essa essa notícia mas hoje eu marco para nós enquanto brasileiros hoje é o dia 17 anos da Lei Maria da Penha das leis mais bem feitas uma das leis que repercutiram a nível fora do Brasil também construída com vários atores mas infelizmente ainda vemos relações de Direito ainda vemos mulheres que não tem a lei agora veja essa questão que nós falamos aqui da mulher ainda ser um objeto um homem poder dizer que tá fazendo em legítima defesa da honra então o primeiro que eu falo assim o primeiro passo que a gente tem que fazer para É de fato mudar a cultura entender nossa são sujeitos de direito não somos objetos não merecemos e nem damos causa a nenhum tipo de violência tá no começo do programa Inclusive a doutora Fabia lembrou né que ainda se usa 2023 a gente precisou dessa decisão do supremo Porque apesar de ser uma lei tão antiga nós ainda tínhamos muitos homens usando essa tese da limpeza da honra aí lavagem da Honra para sua defesa em caso de feminicídio doutora inclusive os próprios defensores no júri utilizavam essa tese da legítima defesa da honra que a pessoa no ímpeto movida sobre forte emoção cometeu porque a honra dela foi manchada etc e tal quer dizer desculpando-se ou indesculpável Olha a gente vai daqui a pouquinho contar com a vereadora Mariana conte que já está por aqui também vai dar sua opinião mas aí eu pergunto quando a gente discute vereadora Paola essa questão do apoio da sociedade civil hoje é entre as demandas da comissão inclusive vocês fizeram a vereadora Paola Inclusive a presidente também da Comissão de Direitos Humanos aqui da câmara e algumas reuniões as duas comissões fizeram em conjunto vereadora é como é essa questão de pensar que como a senhora disse a gente tem que pensar nos direitos das pessoas em especial a mulher que acaba sendo mais vulnerável e a gente tem uma cidade como Campinas que apesar de né termos orgulho de chamarmos de Metrópole nós Ainda temos muito avançar Campinas tem um município que é maior que é mais Estadual né então a gente Isso demonstra qualquer necessidade discutir falar sobre isso e pensar políticas públicas a partir disso né então muitas vezes o que a gente tenta fazercial é conversar com quem tá lá na ponta Então já conversei com uma mulher que tínhamos a protetiva contra o ex-companheiro mas ele morava no mesmo Condomínio né então a distância né que deveria ser mantida não era mantida né eles se encontravam constantemente né então existe uma dificuldade muitas vezes do cumprimento dessa lei eu já Visitei inclusive um programa que a gente tem aqui na cidade né que é o gama que faz justamente essa proteção mas muitas vezes existe uma falta de informação para as mulheres chegarem até lá né a gente sugere inclusive sugeriu através de um projeto de lei que tivesse integração do sistemas né porque a partir do momento que a mulher faz a medida protetiva já recebeu essa vida protetiva né para que ele entre em contato com a mulher e não que a mulher tem que buscar esse serviço porque contar novamente essa história também é reviver essa violência então quantas vezes né a gente vê que alguém não denunciou porque não quer viver aquela história O que é simplesmente parar de pensar sobre aquilo né Quantas vezes a gente viu mulheres que mudaram de cidade inclusive conversei com a secretária pedia ajuda de uma mulher que saiu da Universidade próximo e veio para o município que ela havia levado 19 facadas e ela falou que não tinha condições permanecer naquele município que era muito pequeno todo mundo sabia localização do Abrigo e acaba vindo para Campinas então Campinas né nessa capacidade de Metrópole a gente acaba recebendo todas as demandas da cidade de um entorno também então uma das coisas que a gente acaba muitas vezes deixando passar se essas mulheres recém chegadas aqui para onde elas vão né como que elas buscam essas ajudas até conseguir colocar novamente colocar a criança na escola buscar o serviço encontrar né e serviço comprovar a residência muitas vezes o agressor já encontrou novamente então isso faz com que a gente tenha que discutir e pensar com quem infelizmente passa por isso todos os dias Olha já que a vereadora Paola inclusive falou das medidas protetivas nós temos aqui que foram concedidas no Brasil no primeiro semestre deste ano 254.440 medidas protetivas no Rio de Janeiro um aumento de 11.7% e na capital paulista 17.4 Mas será que a medida protetiva ela garante de fato a segurança da mulher o que pode ser feito daqui a pouco a gente volta com essa discussão nós vamos para um breve intervalo Vereador Mariana conte já está aqui e vai dar sua opinião daqui a pouquinho não saia daí [Música] segundo bloco do questão de ordem que hoje fala sobre o Combate à violência contra a mulher a gente lembra que nós estamos aqui hoje com quatro convidadas Programa Bem recheada pessoal a doutora Fabia que é da comissão de Combate à violência contra a mulher da OAB Campinas vereadora Paola Miguel que é membro da Comissão da mulher aqui da câmara e também presidente da Comissão de Direitos Humanos do Legislativo secretária vandercleia moro que a secretária da Assistência Social pessoa com deficiência e direitos humanos e a vereadora Mariana conte que é presidente da Comissão da mulher aqui da Câmara Municipal vereadora a senhora tava aqui já ouvindo que a gente estava conversando né das boas-vindas também e já que a gente citou a questão da medida protetiva e a vereadora Paola também falou de algum serviços que inclusive daqui a pouquinho a secretária vai falar um pouquinho para gente qual é a avaliação que a senhora faz nesse combate a gente está discutindo Claro serviços públicos mas também a responsabilidade de cada um de nós diante de tantas coisas que vem acontecendo bom eu quero cumprimentar a mina Fábia Paola vandercleia cumprimentar todo mundo que está nos assistindo eu queria puxar um gancho um pouquinho de um assunto que você estavam comentando antes de eu chegar que a questão da decisão para proibir o uso da tese da legítima defesa da honra e eu acho que a gente está saudar isso como uma luta de 40 anos no Brasil na verdade né a luta essa luta contra a defesa dessa tese foi uma luta que embalou o movimento feminista deixa a década de 70 e que a repercussões disso passaram por toda luta para Constituição da Lei Maria da Penha o que a gente tem que saudar né temos que saudar além da Penha com uma conquista da luta do movimento feminista a Lei Maria da Penha que é de 2006 e a lembra da Penha que prevê inclusive as medidas protetivas e os serviços de atenção então isso está regulamentado numa questão de lei é fundamental e a Lei Maria da Penha ela define que é responsabilidade do Estado compartilhada entre União estado e prefeituras a defesa a garantir para uma vida para mulher sem violência isso é fruto num processo de anos e anos de décadas de luta das mulheres do movimento feminista no Brasil então quando nós estamos partindo agora né Desse aumento dos índices de medida protetiva a gente sabe que muitas das da violência ela não aparecia aquela não acontecia ela não vinha à tona né então nós temos aí uma própria existência de programas como esse da gente falar sobre a violência então isso tudo é processo de conquista agora nós temos que muito que conquistar porque a violência ainda acaba sendo uma realidade e a Lei Maria da Penha ela precisa ser uma realidade na vida das mulheres é uma lei muito conhecida é uma lei que as pessoas sabem mas a gente sabe que as dificuldades tanto daqueles que operam a lei né então é muito difícil a Paola falou sobre revitinização sobre muitas vezes como as decisões equivocadas acabam levando a mulher seja a uma situação de desistir de buscar seus direitos ou mesmo colocando em risco a vida da mulher porque muitas mulheres não buscam não denunciam não buscam ou estão fogem da sua cidade fogem da sua casa porque a sua vida tá em risco avaliação que eu faço sobre o serviços é o serviço de atenção às mulheres em situação de violência eles muitas vezes não são colocados como prioridade na definição das políticas e para a gente combater a violência a gente precisa ter então a gente sempre coloca aqui sempre colocamos Uma demanda inclusive formalizamos isso para o governo Municipal pela prefeitura a demanda pelo menos por exemplo ampliação da equipe do oceano se amo aqui tem apenas uma equipe né Por uma cidade uma psicólogo uma assistente social e uma advogada primeiro cidade com mais de um milhão e 100 mil habitantes é óbvio que não vai crescer suficiente para garantir nós queremos o que você ama faça um trabalho junto dos territórios juntos os outros serviços públicos também o se amam que é um sente diferença que a mulher pode recorrer e que vai orientar né todo o serviço que não é não a mulher e recorrer ao ser humano não está condicionado a fazer uma denúncia porque a decisão de fazer uma denúncia é uma situação é uma questão é uma decisão séria na vida da mulher vai fazer a denúncia se apoiada não dá para porque aí vem o julgamento mas a mulher não denuncia porque ela gosta porque ela tem ela é fraca mas assim uma versão séria na vida mulher denunciar alguém que ela compartilha a casa rindo os filhos afeto também enfim né Então entendo que a gente precisa ampliar isso precisa ampliar a casa abrigo precisa ter casos abrigo Regional a gente precisa ter esse serviços espalhados nos territórios do serviço especializado né Estou falando de serviço especializado Porque a Lei Maria da Penha também garantiu isso a necessidade o direito a mulher tem um serviço especializado para lidar com a situação de violência e isso precisa ser prioridade não orçamento então nós fazemos batalha ano aqui nós estamos fazendo batalha aqui na Câmara por exemplo ela destinação de verba para esse serviços especializados de combate a violência contra mulher então muitas vezes eu falo Não a gente vê muitas gestações ah somos contra violência Sim somos contra violência super importante mas isso precisa ser concreto na prática com destinação de verba por contratação de equipe com destinação com abertura de serviço ampliação porque isso que faz é salvar a vida das mulheres Tá certo então e agora então a palavra da secretária vandercleia já aproveitando o gancho da vereadora Mariane falando sobre esse serviços secretário temos toda uma rede protetiva como sabemos é responsabilidade do Poder da sociedade da família dessa preservação dos direitos das mulheres na assistência social Claro que tem outras políticas públicas também envolvidas na assistência social nós temos como vereadora Mariana colocou muito bem a Lei Maria da Penha garante um serviço de referência e aí nós temos o serão você ama esse ano completa 21 anos de existência também uma luta de movimento existia mas foi uma conquista das mulheres esse ser amo ele é referência para todo o Brasil na política pública para mulher nós mudamos algumas coisas dentro do Sião por exemplo horário de atendimento estendido tanto que a gente Verifica que houve um aumento no número de recebimento de Mulheres vítimas de violência dentro do ceam a gente antes atendia das 9 às 5 horas mas agora passamos atender das 8 horas da manhã até às 19 horas isso amplia o horário de atendimento faz com que essa mulher tenha possibilidade que sai do trabalho possa ir aquela que tenha vá de manhã cedo também está no local onde está faz com que o Sião tenha um atendimento muito discreto muitas vezes a mulher está no território e não consegue por exemplo a gente tem serviços no território também atende eu falo que a política pública para mulher ela tem que ter a conscientização como você iniciou o que que a gente precisa mudar na sociedade então a gente tem conscientizar tem que fazer rodas de conversa tem conscientizar os servidores capacitar aqueles servidores que atendem essa mulher vítima de violência com uma vereadora colocou para que ela não possa ser sofrer de novo vitimizar até encontrar a História Dela novamente além dessa questão do acolhimento que a gente faz dessa mulher seja você ama seja que é diferente da vereadora colocou o que a gente tem de equipe terreno assistente social psicólogo advogado seja os Cras que também quando a gente fala do atendimento ali que é os Cras que estão no território muitas vezes acolhem essa mulher por outra demanda Essa mulher tem uma outra questão quais uso de um outro programa de um outro benefício e ali ela pode compartilhar e ser então encaminhada os creas ele é diferente do Oceano o se ama o foco é a mulher o cress atende a família vítima de violência muitas vezes a família chega referenciada para os credos e não é verificado uma violência contra mulher é uma violência contra criança é uma violação de direito mas depois os profissionais ao escutarem atender essa família verificam que há também uma violência contra mulher e faz os atendimentos o nosso abrigo Sara ele também é referência a gente tem um abrigo Municipal que acolhe mulheres que têm medida protetiva com ou sem filhos é um local sigiloso muitas vezes cidades próximas em caminho mulheres porque a cidade é pequena não tem o espaço adequado sigiloso em que esse homem não vai encontrar mulher e aí nós temos para Além disso não só conscientizar a população não só acolher e garantir os direitos dessa mulher mas a gente tem que promover políticas públicas para que essa mulher que então entenda que ela está sofrendo violência porque o entender muitas vezes a mulher não consegue se ver naquela situação de violência seja uma questão cultural várias outras conjecturas essa mulher não percebe mas essa que percebe que a gente consegue conscientizar e ela deseja sair dessa situação de violência ela tem forças para fazer isso a gente tem que dar capacidade e fornecer mecanismo para ela possa superar a questão financeira é um grande uma grande um grande desafio porque muitas mulheres se submetem a situação de violência por depender do Companheiro ou achar que depende porque muitas vezes ele faz toda uma violência contra a patrimonial psicológica Então a gente tem problemas por exemplo renda Campinas que é um programa experiência de Renda ele é o primeiro grupo É voltado para mulheres chefes de família e ao fazer o levantamento das que a gente pode atender até 25 mil famílias 92% dessas famílias que recebem o renda Campinas São famílias chefiadas por mulheres e aí a gente tem dois dados primeiro que sim a gente está investindo na intransferência de renda para mulher e que as mulheres são aquelas que responsáveis pelas famílias que estão em situação de vulnerabilidade Então a gente tem que promover mais ações daí vem um outro programa uma outra política pública permanente que é os que são os benefícios eventuais diferente do Abrigo que a mulher tem que ter uma medida protetiva para poder estar naquele local agora nós temos o auxílio aluguel para mulher vítima de violência basta que essa mulher registro e boletim de ocorrência e seja acompanhada pelos nossos serviços pelo creas ela recebendo sendo acompanhada registrando ela tem direito a receber um auxílio aluguel de seis meses a um ano não precisa que a mulher tem uma medida protetiva não precisa que essa mulher esteja correndo risco de morte que é o caso do Abrigo outro que a gente tem muito importante do benefício eventual é o auxílio a mãe muitas vezes essa mulher no início da gestação ou quando tem o filho está fragilizado Então a gente tem um auxílio natalidade para mulheres que têm um filho de 0 a 3 meses para ajudar ajudar naquela composição da renda fora na feira das mulheres empreendedoras que ele vem com olhar também de ser não espaço apenas de vendas geração de renda mas o espaço em que as mulheres possam dialogar ter rodas de conversa conversar uma apoiar a outra Esses são apenas alguns dos serviços que a gente tem de programas que buscam a superação secretária Inclusive a vereadora Paula mencionou a questão de uma casa abrigo Regional e a gente já trouxe aqui em outros temas saúde e tudo mais quando a gente fala investimentos né do quanto é investido por exemplo em verba Federal ou estadual e o quanto é investido do município que diz respeito à defesa da mulher a proteção da mulher na verdade aqui em Campinas a gente tem algum tipo de verba que vem especificamente para isso dos governos estadual e Federal ou não todas as verbas são do município não existe complementação de Renda quando a gente fala que a política pública para mulher está em assistência social está em Direitos Humanos está em pessoa com deficiência está em segurança alimentar quando a gente fala de assistência social a gente recebe recursos do governo estadual e Federal com certeza no montante muito muito inferior ao que é aportado pela o município na mesma forma nas outras políticas públicas Então vem o recurso que com certeza é a menor e o município é quem faz o aporte mais da política Central política de direitos humanos a política de assistente social de segurança alimentar e de pessoa com deficiência entendi agora a doutora Fabi a gente está falando aqui hoje justamente você que está acompanhando a questão de ordem ao vivo hoje Lei Maria da Penha 17 anos e você que está acompanhando a reprise né a gente fala sobre esse tema dessa data tão importante que é 6 de Agosto para quem trabalha e para quem precisa dessa proteção Doutora uma lei que representa muito avanço mas de que forma a gente vai conseguir ainda fazer com que muita coisa que tá no papel passe para a prática para efetivamente proteger cada uma dessas mulheres através de políticas públicas através de solicitações pedido requerimentos ofícios manifestações através de políticas públicas sim e quando a gente pensa nessas políticas públicas agora para todas né a vereadora Mariana que tipo de integração a gente deve fazer entre por exemplo polícia judiciário Assistência Social saúde e outros que envolvam diretamente a proteção das mulheres sejam elas sozinha ou com seus filhos posso eu acho que o primeiro coisa a primeira questão né a gente ter uma qualificação dos Servidores e agentes para o recebimento dessa mulher né porque no intervalo eu e a doutora Fábio estava conversando aqui muitas vezes a violência não é física nessa não é parente se ele é uma série se ela é patrimonial você tem dificuldade de realizar bastante de ocorrência né então eles têm dificuldade muitas vezes de identificar essa violência Então se a gente tem uma preparação os nossos servidores para esse recebimento de denúncia para identificação principalmente da denúncia fica mais fácil é melhor ficar menos difícil para essa mulher realizar essa denúncia ter esse apoio também uma outra coisa que a gente propôs aqui né a lembra da pena nas escolas para que logo cedo a gente já comece a identificar essa violência então muitas vezes ali no primeiro namoro você já tem um indício de que pode acontecer né ali no ensino fundamental ainda Então você tem uma reprodução disso dentro de casa você começa a identificar né muitas vezes suas próprias crianças que não aguentam mais estar dentro daquela situação e Isso que motiva as mães as tias as avós a denunciarem esse caso né então a qualificação de servidores a qualificação do ambiente escolar o ambiente de trabalho também qualificado né do mercado de trabalho para que essa mulher consiga também denunciar nesse espaço é mas e também principalmente esse serviços né que vão receber essa mulher tem espaço total de acolhimento não só para ela mas também para os filhos né pelas crianças que elas são responsáveis e muitas vezes pelos idosos também que elas são responsáveis porque é uma das dificuldades que a gente tem hoje quando a gente fala do Abrigo por exemplo é que primeiro que a mulher precisa falar eminência da Morte e depois porque ela não consegue levar as crianças muito menos os idosos para esse espaço eu tive em Brasília recentemente né solicitei a casa da mulher brasileira aqui no nosso município de Campinas porque a primeira a gente tem um município com um milhão de 200 mil habitantes a gente cuida de uma região metropolitana com 3 milhões de pessoas que acabam buscando um serviço de Campinas Então essa casa Regional Poderia ajudar Justamente desafogar a casa da mulher brasileira ele tem integrado todos os serviços então no espaço só para mulher não ter que ficar indo de um espaço para o outro de um lugar para o outro para buscar essa ajuda sim a necessidade de haver uma integração quando a gente fala da política pública de Combate à violência contra a criança e adolescente a gente vê uma rede protetiva muito bem articulada é claro que a gente continua verificando violência continua vendo ainda violações mas a rede é muito integrada E é isso que a gente busca também com relação à rede protetiva da mulher envolver educação saúde organizações sociais todas elas trabalham renda também é uma que deve ser envolvida Então a gente tem que ter uma integração e sempre buscando que essa mulher não seja repetida começar revitimizada pronta Porque essa mulher já é muito difícil uma mulher que chegue dizer eu estou sofrendo violência eu preciso de ajuda ela já rompeu várias outras Barreiras antes de chegar e concretizar isso então fazer com que essa mulher repita tudo isso não é bom e muitas vezes ela pode até retroceder Então essa mulher veio pediu ajuda a gente tem que estar integrado para ofertar todo tipo de ajuda e garantir os direitos dela eu entendo que que na verdade a integração é importante mas a integração ela tem um centro né a Vanderleia falou da rede de proteção a criança adolescente a gente sabe que a rede de proteção a criança adolescente ela ela funciona e ela funciona porque ela tem um pilar que a educação é estar a criança ter obrigatoriedade de estar na escola a educação a escola funciona como um pilar de proteção a criança seja de proteção ao trabalho infantil porque se eu não tivesse na escola teria trabalhando seja da situação de violência Então o que eu entendo que na verdade a gente a integração para mim né na minha no meu entendimento e pela experiência pela relação com os movimentos pela conversa com as mulheres que estão em situação de violência em grande medida né então embora seja responsabilidade do estado da união e do município e as delegacias sem as delegacias da Polícia Civil tem ação da PM tem ação da GM tem ação das políticas públicas diversos programas mas eu entendo que falta um pilar para garantia dessa integração né A partir desde 2016 quando né 2017 nós fizemos todo o debate Na Comissão da mulher conseguimos trazer para Campinas todos os serviços previstos na lei Maria da Penha né então a vara de violência doméstica familiar Fábio participou como Comissão da mulher advogada intensamente a defensoria né uma defensora especializada o X9 não somos de Reeducação e responsabilidade tá funcionando né mas assim isso aqui eu entendo assim nós conseguimos também trazer né o cedavi com uma política mas assim eu vejo que ainda falta o funcionamento o próprio vara de violência doméstica e familiar né Nós discutimos muito que a o homem agressor participado uma ser responsabilizada E participar de um serviço no essa palavra tá fugindo da minha cabeça do seravi é fundamental então a gente precisa que a dessa seja uma decisão judicial da Vara de violência doméstica e familiar que precisa ter uma articulação com a Defensoria Pública que precisa ter uma articulação como se amo que precisa ter uma articulação com a casa briga então nós queremos a casa abrigo Regional e a gente precisa ter uma articulação inclusive que trabalha no município de Campinas é necessário que articulação com as diversas cidades então eu entendo que embora a gente tenha o serviço esse serviços né Podem deve melhorar deve ter mais investimento né a secretária vandercleia comentou dos creas e dos Cras que cumpre um papel importante mas o que nós queremos não é que usamos saia do centro você não está no centro é fundamental aqui isso é uma proteção porque muitas vezes a mulher está no território coloca em vida o risco de vida a coloque em risco de vida mas que o oceano tenha equipe suficiente para para prestar um serviço especializado em articulação com os creas e com os Cras vereadora quem tá em casa para entender melhor a senhora pensa assim quando a senhora fala desse serviço do oceano se Ama com várias equipes seria mais ou menos no modelo do Conselho Tutelar mais ou menos nesse sentido ou não pronto no centro da cidade como um espaço inclusive que é fácil a mulher e de uma forma sigilosa então no centro da cidade a mulher pode fazer alguma coisa e acaba indo acessando-se amo mas se a equipe é mais Ampla ela pode essa equipe além de atuar no centro prestando o atendimento no centro ela pode circular nos territórios então por exemplo nos creas ou nos traz o crase a equipe do crase identificou uma família que está em situação de violência a mulher está em situação de violência não é papel do CRAS porque o Cras atende a família o atendimento especializado precisa ter uma referência né quer dizer se eu sente diferença o crase identificou atendeu a família mas a mulher que está daquela família que está numa situação de violência ela precisa ter um serviço de referência ela Qual a indicação a indicação que você não tem apenas uma equipe então nós precisamos Da ampliação da equipe para que uma vez identificado ali no serviço que atende a família a gente tenha uma uma condições de estar naquele território enfim revezamento enfim não sei acho que é necessário que se discuta com a equipe como seria essa gestão mas que pudesse inclusive em alguns momentos e até o território para os casos seja uma avaliação da equipe poder atender orientar aquela mulher de uma forma especializada estou ilustrando o como é necessário e na minha opinião o seu ele tem que cumprir esse papel só que a e eu acho que nós temos trabalhadoras enfim né aí toda equipe é muito boa mas assim que tem que lidar com tanta coisa que acaba não conseguindo fazer esse papel e esse trabalho né então eu entendo que a gente precisa fortalecer o seu amo ampliar a equipe ter mais profissionais e isso passa por orçamento público passa por contrato de concurso público inclusive para que você ama tenha mais capacidade mais condições de ser um pilar de articulação desse serviço também é muito importante o diálogo quando a gente fala da política pública dela ser dinâmica dela ser maleável de ser aperfeiçoado com o passar do tempo talvez entendo a questão do Pilares a gente definir uma política pública como funciona na criança e adolescente só que é com a mulher são várias as portas de entrada então essa mulher por isso que o meu receiver essa palavra diferente de novo dela ela então às vezes na porta de entrada do Pilar dela vai ser a delegacia da mulher ou por meio de um boletim de ocorrência o servo faz essa busca ou então ela vai pedir ajuda no hospital na casa de saúde ou ali no albs Ali onde ela se sente fortalecida para fazer esse pedido então a gente tem mesmo que fortalecer essa rede tem que estar integrada mas eu pensei que talvez ter apenas um ator como fomentador talvez não seja o ideal porque às vezes pode ser que essa mulher ela venha na no centro de saúde e ali ela conte porque foi onde ela levou o filho para fazer um atendimento E aí é esse tem que articular com primeira rede estão todos têm que estar muito bem capacitado sabendo o serviço de cada um para que a gente possa compor mas a minha ideia não é nem que seja apenas um fomentador mas é que o profissional do Centro de Saúde muitas vezes já fui que eu já fui perguntada por personagens sentes de saúde que eles me perguntam assim o que eu faço se eu vejo que uma mulher está em situação de violência Então tem que ter a capacitação mas uma vez identificado para aquele profissional o serviço especializado que vai que é o centro do de referência né E que vai e que vai e que é o centro de referência que vai acionar a casa abrigo se caso seja necessário mesmo serviço de auxílio caso seja necessário então sempre preocupando de não revitimizar mas ter a referência né e o que eu vejo é que hoje embora com seja um trabalho das profissionais seja ótimo seja um bom trabalho uma equipe para fazer o atendimento para fazer estabelecer a relação com os quais os demais serviços para fazer essa articulação inclusive para que a mulher não seja revitizada que ela não precise ficar passando por um lado para o outro perguntando o que que eu faço sabe como é que não tem um serviço que faça essa deliga entre eles é insuficiente não é para mim assim é uma equipe para fazer tudo isso é claro que não vai conseguir então eu entendo que existe uma prioridade aqui na cidade de Campinas que nós precisamos a ampliação da equipe do sammo com uma condição inclusive da melhoria da rede como um todo a gente falou inclusive agora há pouco sobre agora pouco não no início do programa sobre o caso de Belo Horizonte e a gente sabe que existe uma campanha chamada inclusive aqui em sinal vermelho né contra violência já tivemos inclusive alguns institucionais falando sobre isso que é aquele x com batom vermelho ou então algo escrito num papel para pedir ajuda inclusive também temos aí a iniciativa de alguns bares que estão treinando os seus atendentes Para justamente verificar se tá acontecendo alguma coisa em Campinas mesmo já vi algum lugar que você vai à noite e tem na porta do banheiro se tiver acontecendo alguma coisa com você faça isso isso isso como que a gente consegue do ponto de vista geral pensar nessa cultura e por outro lado a secretária falou isso aliás todos falaram sobre a questão também da parte Econômica Claro que não caberia tantos atores aqui na questão de ordem para tá falando sobre uma coisa mas eu queria nesse meio falar sobre isso sobre essa mulher que né tá vivenciando um tipo de violência quando ela sai por exemplo para se divertir e também a mulher que muitas vezes ela não depende economicamente ela não vai no posto de saúde porque ela tem convênio médico ela não vai né no Cras ela não vai no cress Mas ela precisa de ajuda e como que a gente consegue lidar com isso eu não tenho aqui hoje uma psicólogo uma psiquiatra para tentar ver esse outro lado dessa questão dessa Proteção Integral a esta mulher que não necessariamente só tem a questão tenha mais a questão Econômica mas tem as questões de dependência emocional e tantas outras que infelizmente quando essa denúncia chega já tá na porta da delegacia como que a gente consegue pensar também em proteger essa mulher Nossa mulher seria da Classe A né da Classe A B digamos assim a b bom vamos lá normalmente essas mulheres elas procuram terapeutas psicólogos particulares as quais elas possam conversar sobre a orientação que nós estamos vendo dando ainda mais que nós temos dentro da nossa comissão é vários membros consultivos que são da área da Psicologia é para que espalhem isso no sentido de pedir para essa mulher procurar ela fazer a denúncia porque se essa mulher seja da Classe A até classe se ela não fizer a denúncia simplesmente nada pode ser feito mesmo que ela vá até você ama ela tem a tua não para etc e tal se não for denunciado se não for dado o início do devido processo legal Aquele autor de violência não vai ser disponibilizado então embora essa mulher esteja fortalecida ele vai estar na rua ele tá na rua Ele comete violência então isso serviria tanto para classe A quanto a classe Tem que denunciar e a gente pede para os serviços particulares entrar em contato a gente sempre entrar em contato nas redes procurando a maioria dos atendimentos mas vai analista de notificação compulsória por exemplos particulares nesse sentido não nesse sentido não é mais uma consciência mas isso realmente é uma ideia interessante para a gente poder ir atrás de uma políticas públicas nesse sentido no serviço público a notificação compulsória Caso seja percebido ou não necessariamente ele vai para base de dados mas o que a gente tem que olhar essa mulher independente se ela tem a condição ou não financeira existe toda uma questão da vulnerabilidade psicológica a gente precisa fortalecer essa mulher esse fortalecimento ele se dá através de rodas de conversa se essa mulher assim desejar através de serviço de conscientização porque dizer eu estou sofrendo violência é muito difícil não é dizer ah essa mulher vai chegar lá e vai falar eu sofri violência primeiro para ela reconhecer isso muitas mulheres quando a gente ouve relato ela entende que ela fracassou enquanto mulher que ela fracassou enquanto mãe fracassou enquanto companheira Então existe toda uma fortalecimento dessa mulher psicológico mesmo e que a gente tem que fortalecer para Que ela possa pedir ajuda para Que ela possa se entender naquela situação de que precisa de ajuda e aí sim direcionar independente Classe A B C D ou ele que a gente precisa que essa mulher esteja forte e consciente de quais são seus direitos aí o treinamento dessas pessoas a gente está falando dessa mulher num relacionamento mas também como a vereadora falou no começo Eu mencionei essa campanha do sinal vermelho Às vezes a mulher é julgada Mas por que você foi que essa saia porque você deu aquele sorriso como que a gente consegue também trabalhar essas Vertentes eu vou voltar num ponto que é sobre infelizmente a gente não pode mais ser utilizado por exemplo Leila Diniz né Ângela Diniz desculpa que ela foi o tempo todo né do julgamento ela foi condenada né Isso foi um crime que aconteceu já faz bastante tempo mas até hoje se você encontrar é relatos vão falar que o crime que o agressor né cometeu foi por ter amado demais e o dela era por ser bonita demais então o tempo todo nós mulheres Somos culpabilizadas muitas vezes pelos crimes dos nossos agressores assim então a dificuldade em denunciar Começa por aí porque a gente primeiro a gente inclusive nós né a cultura do machismo ela também infelizmente está nas mulheres e isso faz com que Mas será que não fui eu né Será que realmente poderia ter irritado Será que eu poderia ter feito alguma coisa a mais né Será que naquele dia eu poderia ter feito uma outra janta muitas vezes né e a gente entender que o ciclo de violência né que é agressão arrependimento a lua de mel e a violência de novo ele cada vez fica mais curto e não dá para a gente achar que que isso é um caso isolado isso acontece diariamente no Brasil diariamente em Campinas né diariamente é na cidade como um todo né além da Penha tá aí né para mostrar para a gente como que é o extremo muitas vezes né felizmente a maioria da Penha conseguiu ter vida mas infelizmente tá numa cadeira de rodas hoje em dia por conta das agressões né então para a gente parar com essa Cultura né a gente precisa mudar a mentalidade da sociedade por isso que é tão fundamental a gente começar a falar sobre isso logo na primeira infância Então logo na escola né quando tiver brigas ali né a gente saber que a violência não é para ninguém assim vereadora Inclusive só era mencionando isso eu vou aqui dar um testemunho de da escola por exemplo da minha filha que eu fui chamada Lá para umas questões e Justamente a escola tem percebido que algumas das amigas os namorados parecem que repetem o ciclo de violência que aquela menina supostamente viveu na casa dela então olha ela arrumou um namorado que a protege mas a gente já percebeu que na verdade ele não a protege que ele já está fazendo com ela aquilo que a mãe dela viveu e a educação percebe isso e muitas vezes essas pessoas até falam Será que a gente não consegue um palestrante aqui alguém porque a gente não sabe mais o que fazer com essa menina para ela dizer não é esse namorado porque ela não está percebendo ela tá achando que tá sendo protegida no primeiro momento porque ele aparece como um super-herói contra aquela situação que ela vivia na casa dela gente é uma loucura isso é muito interessante debater nas escolas a questão do relacionamento abusivo porque muitas meninas acabam se reconhecendo reconhecendo as amigas né ou algum relacionamento de amigas Então essa ideia né porque eu entendo que a gente só dá nome para as coisas é muito difícil combater coisas que não tem nome então a gente falar de relacionamento abusivo relacionamento tóxico sobre ciclo de violência ciclo de violência aquele aquele desenhinho do ciclo de violência que entende muitos materiais a gente eu tô sempre divulgando nas minhas redes já fiz material para colocar nos serviços e tudo mais e é muito comum que as pessoas falam assim me dão dão retorno dizendo eu me reconheci no ciclo de violência eu olhei para aquela figura que fala né sobre a questão da do tensionamento agressão depois O arrependimento a lua de mel a promessa de que tudo vai melhorar né E aí a mulher acredita que aquilo nunca mais vai acontecer e vai para um novo tensionamento e uma nova agressão é a ideia desse de um ciclo e que sempre vai parecer né que vai mudar e que não vai acontecer mais mas que a mulher está nessa situação de tristeza de violência né de perda de liberdade de apartamento das suas pessoas queridas esses sinais né são sinais que acabam levando levando as mulheres a se olharem e a se reconhecerem porque não é simples reconhecer que quem você espera que tem que te dá que te daria afeto está te violentando isso não é uma própria psique cria mecanismos de proteção em relação a isso porque é muito dolorido Sim né e ainda mais para adolescentes crianças pessoas muito jovens né qual seria a idade então já que vocês mencionaram a questão da educação para chegar e dar nome as coisas por exemplo na escola para ensiná-lo eu acho que a questão da violência independe da verdade porque ensinar as pessoas de que a violência não é um caminho é independe da idade e depende da idade seja para as mulheres para as meninas e para os meninos também né é importante que os meninos aprendam e que os meninos têm espaço de fala inclusive se eles vêm que ele se eles por acaso vivenciam uma situação de violência dentro de casa né do Pai com a mãe enfim é importante que a escola seja um espaço onde aquilo possa ser é lidado com aquilo né para que a gente sabe que as crianças se reproduzem muitos muitos comportamentos né Isso chega porque uma menina que sofre uma que sofre uma violência ou menina ou menina que sofre uma violência ou que vivencia uma violência dentro de casa o comportamento disso se reflete na escola basta conversar com os profissionais com os educadores a criança manifesta esse comportamento então não falar sobre isso não não resolve o problema Você só coloca uma você coloca panos quentes ali o comportamento tá ali o conflito tá ali a situação de tensão inclusive com os colegas tá ali você vê que a criança tá passando por um processo de sofrimento e você simplesmente não discutiu não abordou o tema então é claro que a dependendo da idade você pode ter métodos tem metodologias tem muitos livros infantis hoje em dia porque é isso né o tema da violência o tanto de livro infantil que tem abordando de forma pedagógica tem coisas maravilhosas tem coisas lindíssimas que são recursos pedagógicos que podem ser usados então tratada violência acho que depende da idade certo quando a gente pensa inclusive nesse mês de agosto lilás o André Cleia vamos falar um pouquinho das atividades que a gente está tendo aqui inclusive já abriu o site da prefeitura Portal ponto Campinas ponto sp.gov.br a gente tem aqui a campanha você não está sozinha estamos aqui para te apoiar Lembrando que o número ligue 180 é um número Nacional né para registro de violência doméstica mas nós temos aqui também o contato direto do oceano que nós falamos tanto aqui que pode ter essa procura ativa que fica na Avenida Francisco Glicério 1269 no sexto andar no centro de Campinas e também tem contato telefônico Olha é o 3236-3619 ou 0800 7777-1050 tá correto Tá eu vou pedir inclusive o pessoal aí do switter deixar todo o tempo que a gente tiver aqui falando agora esses contatos para a pessoa que tiver em casa que queira notar alguma coisa eu quero tirar uma foto aí do vídeo possa ter esse tempinho para fazer isso enquanto a gente fala desse serviço de proteção e dessas atividades é no mês de agosto a gente vai ter várias atividades seja para essa mulher que já se identificou enquanto vítima de violência roda de conversa participações nas universidades participações com a sociedade sempre priorizando estar no território priorizando estar com as equipes então a gente também está fazendo roda de conversa nos crase nos dados que são aqueles serviços que fazem o atendimento ali no território a gente tem priorizado isso porque muitas vezes essa mulher é colocamos ela não se identifica na situação de violência ou se identifica e não sabe a quem pedir ajuda então conversar sobre isso dialogar sobre essa questão é fundamental é uma campanha de conscientização conscientização de quais são os tipos de violência o como essa mulher deve buscar ajuda e quais são os serviços então a programação toda deste mês é voltada para essa essa ação conscientizar dar caminhos e oportunidades para essa mulher romper o ciclo de violência Olha a gente tem aqui na programação roda de conversa inclusive sobre violência contra mulher idosa a gente tem também curso para servidores temos aqui o pessoal da guarda a gente sabe que a guarda tem um serviço também de proteção a mulher basta ligar uns 5 3 tem que ter lá os critérios tem que ter o boletim de ocorrência para para o programa guarda amigo da Mulher tem que ter uma medida protetiva a medida protetiva para o guarda amigo da mulher 153 lá eles têm contatos nós temos aqui algumas ações inclusive Olha o final do mês papo de homem lá no auditório do ceprocamp falando sobre masculinidade e tem curso de panetone Também quem parceria com uma faculdade aqui da cidade porque passa inclusive pelas questões financeiras que também que nós discutimos aqui inclusive gente eu vou deixar aqui um convite especial porque eu estive lá a gente falou da Feira da das mulheres empreendedoras agora a gente tem feiras descentralizadas mas a gente tem uma lojinha linda que fica no Campinas Shopping uma parceria que foi feito Campinas shopping eu estive lá com essas mulheres e aquilo que foi dito aqui não é só vender o produto é parece que uma apoia outra uma conversando com a outra uma fala do seu caso para outra um Aquele dia o tratar meio borocoxô por conta de alguma coisa dentro desse processo a outra vai lá e anima e realmente é um trabalho muito legal vale a pena você conhecer essa loja né das mulheres do bem lá no camping para você que é de Campinas tá bem eu pergunto agora uma última pergunta que é tão velha mas eu sempre tenho uma resposta em briga de marido e mulher se mete a colher totalmente Esperamos que sim é porque ainda há aqueles que pensam que não se mete a colher e como meter a colher como que a gente faz isso denunciando conversando com essa mulher conscientizando Quais seriam as dicas aqui fortalecendo né denunciando primeira coisa nunca jamais se meter no meio do conflito para não ser um terceiro atingido jamais denunciando conversando depois com essa mulher fortalecendo ela acompanhando essa mulher também no serviço acompanhando até mesmo às vezes a mulher não quer ir sozinha fazendo uma denúncia uma vizinha fortalece pode ir junto com ela tá certo Paola lei dos condomínios que são obrigatório agora inclusive denunciar né então para quem mora em condomínio né tem o Síndico ele é obrigado a notificar inclusive aquilo tava acontecendo né a cultura Fábia disse é apoiando essa mulher estando junto fortalecendo muitas vezes o que falta para gente conseguir denunciar é entendimento que a gente está passando por uma violência então muitas vezes explicar que isso é uma violência fundamental explicar o ciclo da violência né porque muitas vezes a violência acontece chega naquele momento assim ah mas ele me falou que não vai fazer mais tal eu amo então assim explicar que isso é um ciclo que tá acontecendo né Isso não é um caso isolado e tudo mais então eu acho que são os passos principais né que a gente pode ali identificar qualquer voz mais alta que a gente ouve né na vizinhança ou então em algum outro espaço já é importante ficar atento até mesmo na rua muitas vezes a gente vê alguma coisa acontecendo é importante ficar atento nunca se colocar no meio do conflito mas também não deixar essa mulher sozinha é tudo isso de fortalecimento de denúncia mas eu entendo que também para acrescentar não falar as mesmas coisas a empatia nós mulheres conseguimos perceber muitas coisas e às vezes aquela amiga que desaparece das redes sociais aquela vizinha que não mais leva todo dia levava o filho na escola já não está mais levando essa mulher ficou mais introspectiva então ter uma empatia de perceber que tem algo errado se colocar à disposição dessa mulher não chegar apontando você tá sofrendo mas se colocar enquanto amigo por isso que o slogan Você não está sozinho que a gente força se colocar no lugar daquela pessoa perceber que tem alguma coisa diferente se mostrar perto então serem empático com a outra eu acho que é até puxando o gancho de tudo que elas falaram eu acho que tem eu tenho trabalhado muita ideia de que a gente precisa ter rede afetiva isso que a mina coloca né de ali no espaço de tal apoio a gente precisa de rede afetiva e a gente pode ser rede efetiva de outras pessoas né Então nesse caso dessa empatia quer dizer rede afetiva no seguinte sentido o da mulher das suas relações familiares de amizade de convívio é um dos indícios mais evidentes que está acontecendo uma relação abusiva e muitas vezes o círculo né as amigas o a família acaba criticando a mulher ah mas ela tá se isolando porque ela quis não às vezes ela tá numa relação abusiva né então estabelecer esse laço de confiança de que a mulher possa recorrer possa falar possa contar inclusive possa se olhar né porque muitas vezes na fala a gente acaba se reconhecendo né Eu acho que é muito importante então eu sempre falo assim para as mulheres que sofrem violência ou as que não sofrem também ter relações redes afetivas é uma forma de se proteger contra vários abusos inclusive o abuso doméstico e familiar quando a gente passa pela questão da Segurança Pública é eu lembro que foi uma luta muito grande para termos primeiro uma segunda para termos a primeira levantamos a segunda depois 24 horas hoje em termos de Segurança Pública o que a gente pode pensar que no caso em especial de Campinas precisamos ou precisamos ainda avançar para também ser mais um ponto importante nessa proteção a mulher aqui na nossa cidade Fábio falando de Segurança Pública eu acho que a delegacia Todas deveriam ser 24 horas para começo de conversa acredito que também em termos de Segurança Pública teria que ser mais deslocado sei que o número é reduzido mas mais com relação ao policiamento em vários lugares erros em pontos de ônibus mais iluminados porque não gosta não basta só você fazer todo aquele suporte do ponto de ônibus se ele tá bem mistura Aquela mulher só violência depois das 10 pode parar em local fora do ponto se a mulher pedir [Música] só a pessoa parou aqui mas ela mora três quadros para cá e não é não é linha de ônibus essas três quadras que ela vai descer sozinha entendeu no escuro depois das 10:30 da noite quer dizer não ajuda muito Esse aspecto resolve assim se a pessoa estiver na linha do trânsito do ônibus no percurso resolve mas caso contrário se ela tiver mais abaixo não adianta nada ela vai continuar passando o perigo do mesmo jeito somente as estudantes pessoal que faz o pessoal da enfermagem da saúde que entra de madrugada o pessoal que entra em fábrica de madrugada os pontos de ônibus são muito escuros são muitos Então tinha que ter um policiamento maior em termos de fazer rondas os bairros principalmente os bairros mais periféricos mais distantes principalmente porque nós estamos vendo um momento que tem muitos moradores de rua muitos usuários de drogas eles praticamente pulverizam na cidade à noite de madrugada então é muito perigoso para essa mulher para essa menina para essa moça falando de Segurança Pública né Eu acredito que a gente precisa de fato ter uma ter mais delegacias 24 horas por dia né porque a gente sabe que a maior as maiores violência acontece principalmente na sexta-feira à noite no final de semana feriado prolongado né na virada do ano esses momentos que a gente acha que pode ser isso é muito de festa mas é um momento que as mulheres acabam muitas vezes passando mais tempo com seus agressores né então então o serviço precisariam funcionar mais nesses horários né a gente ia falar um pouco sobre sobre isso mas a integração de fato do serviços né então por exemplo tá no Gama né a mulher precisa ter uma vida protetiva mas ela muitas vezes precisa até ir lá né chegar até esse espaço né e muitas vezes não tem integração dos próprios serviços né trago isso porque você vai visitar o Gama e o próprio policial que tá no Gama falou assim mas depois aqui essa mulher vai para onde né ele mesmo sabia da questão ter essa informação vão para os próprios servidores ali iluminação mudaria muito a nossa cidade a região central mesmo ali em frente o posto da Guarda que fica na Moraes Sales ainda é muito mal iluminado né então você tem que pegar um pouco mais à frente um ônibus já é difícil você deslocar né a Glicério a gente tem uma boa iluminação mas quando chega no bairro parece que é um grande apagão e você não consegue enxergar nada e apesar da Lei se a partir das 22 horas a gente tá um período noturno né e com uma movimentação principalmente pós pandemia baixa na rua a partir de umas 8 horas da noite assim então isso já é um sinal de perigo para essas mulheres né então quando quando a gente não tem iluminação quando a gente não vê quando tem uma área por exemplo de mata quando a gente tem por exemplo algumas áreas que demoram um pouco mais para você ter ali até a zeladoria mesmo e acabam Tendo alguns matagais são esses espaços que são perigosíssimos para as mulheres então a gente precisa juntar né fora de Segurança Pública não é só falar da polícia falar também da zeladoria fala da iluminação falar do serviços públicos de modo geral você pode deixar você por último agora eu entendo que essas questões que elas já levantarem importante a questão da iluminação pública é fundamental né a gente sabe eu sempre começo né quer dizer que mulher que nunca deu a volta pegou um caminho mais longo para não passar em determinado lugar de um terreno baldio que é escuro porque a gente se sente mais vulnerável né E também a discussão sobre processo de urbanização né os vazios urbanos né os vasos urbanos Aquele monte de terreno a gente sabe que tem regiões que tem terrenos enormes né que as mulheres Elas têm medo de passar ali a manutenção desses equipamentos a cidade ter vida eu acho que essa é uma questão também porque muitas vezes se associa a segurança a cada um ficar na sua casa mas quando a cidade tem vida e bairros você pode ver bairros que são mais iluminados que tem mais infraestrutura as pessoas te para ficar até mais tarde na rua e isso faz com que a rua seja mais segura então praças iluminadas por exemplo praças iluminadas poderia ser um espaço de lazer enfim em que se as pessoas estão na rua elas acabam ficando mais protegidas isso é evidente quando a gente circula a noite nos diferentes bairros da cidade é também a questão da formação a delegacia 24 horas com certeza é importantíssima que as duas delegacias aqui possam ser 24 horas é fundamental que funciona 24 horas no final de semana e a formação dos profissionais né Nós estamos falando formação de todos os profissionais dos profissionais da educação para identificarem dos profissionais da saúde para identificar e também os profissionais da segurança que também precisam ser formados para identificar na situação de darem com uma sensibilidade porque é muito comum muitas mulheres eu relatam imagina né um profissional da segurança que tem que passar muitos não é fácil uma um trabalho de segurança é um trabalho de tensão é um trabalho que coloca o profissional numa situação de muita né muito conflito né E aí você ter a sensibilidade lidar com uma mulher de que sofreu uma situação de violência Não dá para ser colocado isso inteiramente na costa sobre as costas dos profissionais né necessário que as próprias corporações As instituições façam esse treinamento essa capacitação para que a policial ou policial Desenvolva a forma de lidar com uma mulher de que sofreu violência como lidar como Como orientar como porque Nesse quesito vereadora tem aí até uma tem a questão da medida protetiva que nós comentamos Às vezes tem óleo uma distância x aí a mulher chega na porta do trabalho na quadra anterior ela viu que o seu agressor está no bar na quadra anterior aí ela liga e fala Olha eu tenho a medida protetiva e eu vi a pessoa tal fala assim mas tá tantos Qual que é a sua medida para ativa tem que estar 200 metros tem que dar a tantos metros tem que trabalhar também com essa questão Claro é porque na verdade isso Isso faz parte do processo das próprias corporações se formarem os seus Mas se a medida deu se ela já se sentiu insegura uma quadra antes mas tá dentro do limite da medida protetiva o guarda também aquele sentido como que ele vai agir e como ela vai sentir segura Então nesse momento como a medida protetiva pode de fato protegê-lo é então o afastamento qualquer a medida protetiva ela define essa essa metragem mas também tem a digamos assim a proteção da mulher contra incidência por exemplo pode mandar uma mensagem WhatsApp então aparecer na frente passar na frente Lógico que acaba interpretação é muito difícil você ser colocado na regramento nesse caso que eu acho que tem uma sensibilidade porque eu acho o que que eu acho que é preciso que Quem opera do direito seja sensível quem é o pé do direito Quem opera da política pública o profissional da segurança o policial precisa ser sensível nós métodos e formas que os homens agressores os autores de violência infelizmente usam para tensionar aquela mulher é muito comum aparecendo no trabalho é muito comum aparecer na escola do filho é muito comum fazer alguma né alguma forma ali estar aparecendo na vida da mulher Então é isso é uma coisa quase de sensibilidade porque é muito difícil numa lei prever todas as hipóteses Mas quem vai operar lei quem vai fazer aquela lei se realizar precisa ter o contexto sobre aquilo tá sensível a mulher porque essa primeira coisa não julgar não não não já quebrar de imediato a relação né de suporte né porque a gente sabe que existem muitos julgamentos né muitos julgamentos estão feitos e a gente pela nossa própria experiência a gente sabe que quando uma mulher sofre violência a tendência que nós temos é que a mulher esteja julgada pela violência que ela sofreu então não julgamento é uma eu acho que é uma porta de é um primeiro passo e o segundo passo é desenvolver essa formação para contextualizar aqueles casos em situações né que acontecem secretária para além de toda a contribuição que teve acho que a gente tem que ter uma sociedade conscientizada mulheres que entendam Quais são os seus direitos e uma rede muito Coesa coisa no sentido de conhecer a atuação de cada um e saber os encaminhamentos e também capacitada para colher essa mulher de forma adequada para que ela não sofra de novo outro tipo de violação gente Infelizmente o nosso tempo acabou nossa discussão foi muito legal nosso debate com certeza a gente pode trazer aqui várias Vertentes dessa questão de que como cada um de nós pode proteger a outra pode proteger o outro o que cabe a cada um no poder público e com certeza vamos conversar isso em outras oportunidades eu agradeço a participação de vocês e até uma próxima viu questão de ordem fica por aqui Continue com a programação da TV Câmara Campinas até o próximo programa [Música] [Música] [Música]