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Ponto de Vista | Jornalistas versus Influencers
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Ponto de Vista | Jornalistas versus Influencers

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Neste “Ponto de Vista”, falaremos sobre a banalização do jornalismo, cenário no qual profissionais formados vêm sendo substituídos por influenciadores em diversas áreas, do esporte à cultura. Também abordaremos a relação do público com páginas do Instagram, como no caso da “Choquei”, que compartilham "notícias" sem nenhum compromisso com a verdade ou com a apuração jornalística e os perigos que estão por trás dessa mudança.

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Cada vez mais as pessoas se informam pelas redes sociais, acompanhando os influenciadores e criadores de conteúdo em vez dos veículos tradicionais de comunicação. Enquanto o jornalismo enfrenta desafios econômicos e também perda de audiência. Esses novos comunicadores ganham espaço e influência. Mas o que isso significa para qualidade da informação? Estamos diante de uma ameaça ao jornalismo ou de uma transformação inevitável da forma de informar? É sobre esse cenário que vamos conversar hoje com o jornalista e professor da PUC Campinas, Marcel Sheida, aqui conosco. Marcelo, muito bem-vindo e muito obrigada também por aceitar o nosso convite. É uma satisfação estar aqui, conversar com o público aí da TV Câmara, né? É uma satisfação. Bom, Marcelo, pra gente começar já com a polêmica da vez, né, que é o caso da Virgínia Fonseca, convidada pela Globo para ser repórter da Copa do Mundo. Algo que causou aí reações muito negativas, né, entre jornalistas, inclusive esportivos. Que que isso revela sobre a situação atual do jornalismo? Na sua opinião? revela que cada vez mais a o entretenimento como recurso de comunicação e como produto, né, que é um termo que se usa muito aí, né, nesse meio, tá tomando conta, né, da da, vamos dizer assim, da mídia, é o entretenimento e o futebol, de certo modo, é entretenimento também, né, e a transmissão e o jornalismo no campo do esporte sofre muito a contaminação da linguagem do entretenimento e da prática do entretenimento. Eh, não é só o caso da da Virgínia que foi visto como ameaça aos profissionais, né? já há algum tempo, as emissoras de televisão, na busca de elaborar, de eh adequar a linguagem, eh foi incorporando profissionais de outras áreas que não do jornalismo, por exemplo, jogadores, exogadores que passaram a ser comentaristas, né? E ocorre um fenômeno aí na na na nas emissoras, né? nas emissoras tradicionais, é que aqueles personagens que são típicos da da era da internet, eh, que viraram celebridade nas redes sociais, né, passam também a incorporar o grupo de trabalho deles, né? Eu vejo que isso aí é uma é um um novo modelo que que que surge eh em termos de qualidade de informação, deixa desejar, porque o entretenimento não tá preocupado com uma informação reflexiva, uma informação de qualidade. A qualidade de dele é meramente estética, né? Eh, não tem uma qualidade de reflexão ou de profundidade ética. Então, o que vale a imagem, né? Eh, então, a Virgínia que virou uma celebridade das redes e é incorporada agora ao grupo, né, que produz o entretenimento como linguagem puramente estética, né? É claro que eh você não pode subestimar é a capacidade, inteligência, né, desses eh indivíduos, mas a qualidade da informação vai deixar desejar, como já deixa, né, hoje o jornalismo esportivo passa por um processo de, vamos dizer assim, eh eh eh de perda de qualidade de modo geral, né? um exemplo disso, a própria Globo enfrenta a fortíssima competição da internet, das redes, eh, com, por exemplo, a TV Casé, né, que ocupa um espaço e conseguiu dominar, inclusive as negociações com a FIFA paraa transmissão de todos os jogos, enquanto que a Globo ficou com parte dos jogos só para ser transmitida. Ah. Isso mostra como que o universo da internet, de certo modo, veio para ficar, né? as redes sociais criaram um novo ambiente, um novo ecossistema de comunicação e as personagens ou indivíduos, né, que conseguem eh trabalhar, né, o o espaço de de desse universo da internet, é que hoje são as celebridades e não mais aquela celebridade que era eh eh vamos dizer assim trabalhada, né, que era criada pelos meios eletrônicos tradicionais. Eh, e a Globo tenta, inclusive com esse convite, né, para que a Virgínia, ela integre essa equipe da Copa, trazer essa audiência também da internet paraa TV. Quer dizer, hoje a audiência ela vale mais que a especialização. Então, mas ó, ela tenta, mas por exemplo, ao concorrer, que é o exemplo para mim mais evidente, com a TV CASÉ, a a Globo não conseguiu chegar a 10% da audiência deles. Então, a a Globo passa por um processo de transição, eh, é afetada porque a a linguagem da Globo, a origem dessa linguagem é analógica, né? E o que a gente percebe com esses meios de comunicação é que eles estão envelhecendo conforme o seu público, né? as novas gerações, que são as gerações digitais, que já vivem, né, da da as vezes da infância, adolescência, né, com o o celular na mão, com a tela na mão, o foco de atenção deles é outro, não é a mídia tradicional, que, de certo modo, é até desprezada por eles. Então, ingressar nesse universo exige uma mudança, eh, vamos dizer assim, até radical, né? uma ruptura que ainda os meios de comunicação tradicionais estão enfrentando muita dificuldade para entender eh eh essa nova demanda de audiência. Até no caso da Virgínia, né, trazendo novamente esse exemplo, houve uma repercussão muito negativa quando foi feito o anúncio dela como repórter da Copa, né? E aí posteriormente foi explicado inclusive pela emissora que na verdade ela vai cobrir ali os bastidores da Copa, vai falar com esposas, né, de jogadores, algo ali mais voltado ao entretenimento, mas o jornalista ele também não pode fazer entretenimento com mais qualidade? Então, mas por que essa estratégia da Globo com a Virgínia? Porque esse, essa nova geração, eh, demanda um tipo de e informação que transita mais pelas relações pessoais do que pelas relações de comunicação social, aquelas que antigamente se chamava comunicação de massa. A comunicação social, como nós conhecemos pela tradição dos dos grandes veículos, tá sendo substituída por esse tipo de comunicação mais pessoal, mais interpessoal, que a que a grande mídia não consegue ainda atingir. Por e quando alguém acessa uma rede social ou mesmo um Instagram, um Telegram, Redit, o que que ele faz? ele tá tendo uma intimidade com o seu interlocutor. Então, quando você eh acessa um canal no Instagram de alguém que você eh gosta ou que você se identifica ou que você passa a conhecer, você tem uma sensação de maior proximidade. Então, é essa ideia que tá muito presente na forma como que as novas gerações se comunicam. Elas querem na rede social eh fazer o que eh as velhas gerações fazia, que era conversa eh de esquina, conversa de bar, conversa de de café, né? Então eles estão hoje eh demandando esse tipo de, vamos dizer assim, intimidade, entre aspas, né, da das amizades, da comunicação por meio das redes sociais. E a a mídia tradicional não conseguiu ainda ingressar nesse universo, porque a mídia, lembrando aí um um fundamento, né, de um grande pesquisador que é o Marshall Ma Lurra, que é uma frase, um fundamento que tá presente até os dias de hoje, que o meio é a mensagem. Então não adianta você alterar a mensagem se você não conseguir reconfigurar o meio. Então, por exemplo, a TV aberta é um meio. Então, eh, você jogando a a a Virgínia lá como apresentadora ou como repórter, ela vai ser, né, ela vai ser um o que se fala uma hostes, né, da desse universo. Eh, enquanto não muda a mídia, não adianta você mudar o conteúdo tanto que não vai afetar, não vai modificar tanto, né, a relação com o público. Então, e eh veja, a rede social, internet é um tipo de mídia muito característica, tem atributos próprios. A TV aberta também é outro tipo de mídia, com atributos próprios. Então, eh, a incorporação de outro dia nós tivemos aí um encontro com o pessoal com um dos coordenadores da Globo que eh do da Globo do Rio de Janeiro, que cuida do planejamento da relação da Globo com as redes sociais e ele admitindo que era uma maior dificuldade ingressar nesse universo aí. Então, o que eu vejo nesse caso da Virgínia, a Globo vai chamá-la para tentar trazer um público das redes sociais, mas ela mantém a mesma mídia, então, eh, eu creio que dificilmente ela vai conseguir eh concorrer, mas é uma é uma estratégia de competição. Eu creio que o que o a TV Casé conseguiu, que de certo modo ele vai ser o novo monopolizador da audiência da Copa, né? eh, dificilmente alguém vai conseguir concorrer com ele, né? Porque ele ingressou nesse universo a demanda por pelo futebol, né? E agora a Copa do Mundo e aqui no Brasil dificilmente alguém vai conseguir concorrer com ele. A não ser que haja um imprevisto aí que é algo extraordinário, né? que a gente não não agora não sabe ainda, mas a Globo trabalha muito dentro da sua experiência e da sua tradição e ela tem conhecimento, ela tem domínio. Porém, o grande desafio é como você concorrer com esse universo da internet, que também tem um lado subterrâneo, né? Eh, se você verificar aí muita coisa que acontece na internet, vaza pro público muito posteriormente, né? Ah, vou dar um exemplo recente desse caso desses meninos do Rio, aquele MC Ryan e o MC do eh como chama? Do rodo lá no Rio de Janeiro, eles tinham mais de 2 milhões de de acompanhamento, né, de pessoas que acompanhavam eles nas redes sociais. Só que para o público que consome a outra mídia, isso aí foi uma novidade ao tomar conhecimento pela televisão que esses dois sujeitos faziam o que faziam. Eles eram eh intérpretes de de do funk carioca, né? E de repente sabe-se que ele estava envolvido com lavagem de dinheiro no narcotráfico. Quer dizer, há um mundo subterrâneo aí na internet que não aflora. Por quê? Porque a a TV aberta, por exemplo, mesma a TV fechada, ela busca um uma audiência coletiva com algumas características mais de homogeneidade, né? Então, quem a a emissora Globo, a Bandeirantes e a outros que sejam, a própria Record, ela sabe mais ou menos quem é a sua audiência. Na rede social não. Na rede social você sabe a métrica, quantos estão ouvindo, mas quem é especificamente essas pessoas? é é deduzido por ser jovem e por ter, né, o interesse de acompanhar a rede social. Então, é é um, vamos dizer assim, são características diferentes, mídias diferentes, estratégias diferentes, públicos muito diferentes e gerações diferentes. E então o desafio tá dado aí nesse aspecto. Resumindo, eu creio que a contratação da Virgínia veio para tentar competir um pouco com o mundo das redes sociais, da internet. Pensando nisso, você acha que há hoje um espaço então para que especialistas, jornalistas e os influenciadores também eles coexistam, né, nessa cobertura de grandes eventos e outras formas também de comunicação são públicos diferentes, como você disse, porque nas redes sociais é muito mais nichado, né? Tem ali o algoritmo que vai recomendar aquele conteúdo para um público específico. Ou seja, dá para coexistir as duas coisas, porque o que há hoje é uma competição, né, de alguma forma. Mas a a competição, de certo modo, é uma forma de coexistência, é a coexistência dos adversários, né? Eh, é possível, sim. Eu vejo que ah, e você falou do jornalismo, né, por causa da da Virgínia, mas aí entra uma outra discussão que, no meu modo de entender é um pouco mais grave, eh, que é como que a o jornalismo está perdendo, né, eh, influência, perdendo o espaço pro mundo do entretenimento e das redes sociais. e a tor um condicionante das redes sociais, porque o público da rede social é condicionado pelo tipo de mídia, que é a tela, a tela do celular, a tela do tablet, a tela do notebook e principalmente do celular, porque ali tem uma característica de narrativa eh bastante fragmentada e dispersiva. Toda tela de computador, celular, que seja, tem uma característica que em que predomina a dispersão, né? Eh, se você comparar, por exemplo, que quer ler um livro, hoje as novas gerações têm até dificuldade de acompanhar um filme inteiro, começo, meio e fim, né? Uma série, porque as séries, por exemplo, as séries começaram com várias temporadas, com 12 episódios por temporadas. Hoje não, hoje já são miniséries, eh, seis, eh, episódios, por exemplo, e não tem mais temporada. Por quê? Porque a a característica desse novo público que consome esse tipo de de conteúdo, vamos dizer assim, né, é o conteúdo da que encontra o mundo da dispersão. Então, as pessoas querem as coisas rápidas, fragmentadas, imediatas, né? E e o que que é isso? Isso aí é, vamos dizer assim, eh, a abolição da reflexão. Então, o que tá ocorrendo é que as pessoas hoje condicionadas por esse tipo de mídia, olamente o meio e a mensagem, condicionados por esse tipo de mídia, estão deixando de se concentrar para refletir sobre aquilo que consome, né, nessas mídias, né? Eh, e e é uma característica que tem na nas redes sociais, eh, internet, é chamada fugacidade do do do conteúdo. Quer dizer, você tá vendo ali uma uma pega o Instagram, por exemplo, né, o Facebook, o TikTok, eh são vídeos curtos, extremamente curtos, eh 10 segundos, 5 segundos, 15 segundos no máximo. E o que que acontece? Eh, ele passa aí na sequência vem outro, vem outro, vem outro. Isso aí foi planejado pelas BigTechs para você ficar dependente sem reflexão. Então você fica estimulado apenas psicologicamente, emocionalmente em acompanhar a na tela, né, aquelas imagens, né, ou áudio, imagem que seja, e não parar para refletir sobre aquilo ali. Então isso condiciona um um um público geracional, né, que não tá muito preocupado, por exemplo, em encontrar narrativas mais profundas, mais densas, mais longas. E é um é e é uma dificuldade da da das emissoras de televisão tradicionais enfrentar isso aí e mesmo jornais de modo geral. Eh, o jornalismo ele trabalha, né, professor, ali com critérios de apuração, de checagem, critérios editoriais, né, o que que se perde principalmente para as novas gerações que consomem mais informação nas redes sociais, quando a informação ela circula sem esses filtros, sem esse processo de checagem do jornalismo e ela chega por influenciadores que não têm, né, uma uma especialização para apurar a informação com esses critérios todos. Então, e hoje você tem o componente da inteligência artificial nisso aí. Então, quer dizer, aquele processo que é humano do jornalismo, de apuração, é claro que as redações já estão utilizando, né, a a inteligência artificial como ferramenta para ajudar na apuração, na edição, né, e às vezes na redação, né? Teve uma polêmica recente da Folha de São Paulo, eh, em que foi revelada que uma articulista da Folha usava inteligência artificial para redigir a sua coluna, né? E teve toda uma polêmica, né, em torno da ética. Por quê? porque ela não antecipava e não dizia pro leitor que aquele texto tinha sido elaborado com inteligência artificial, né? Um problema ético aí. E nos últimos tempos, né, com a inteligência artificial que tá cada vez mais sofisticada, né, eh você tem a presença dela ajudando os jornalistas, né? Só que o que ocorre, como tratar eh hoje a informação diante do mundo da inteligência artificial, porque tá acontecendo o seguinte, o que a gente chamava de realidade, que era esse mundo do contato físico, migrou pro mundo virtual. Então as pessoas, as gerações principalmente, mas de modo geral hoje tão encontrando o que era a realidade, é o mundo virtual. E o mundo virtual ele tem uma certa autossuficiência. Então o que que é notícia no mundo virtual? É aquilo que ele mesmo produz. Então, se alguém eh eh produz lá um vídeo no TikTok ou se a inteligência artificial produziva qualquer audiovisual, aquilo vira notícia. Quer dizer, ele tá sendo autossuficiente, enquanto que o jornalismo que nós conhecemos, ele vai buscar a notícia no mundo real, né? Então, a apuração que o jornalista faz é em torno do mundo real, só que ele agora ele tem esse processo de competição do mundo virtual, em que ele também tem que estar de olho para ver como que aquilo do mundo real repercute no mundo virtual. Então você tem aí o que eu o que eu posso dizer que é um tipo de esquizofrenia, né, eh entre o que é o mundo real e o que é o mundo virtual, como que você interpreta essa competição para transformar em notícia. Isso é um desafio enorme para quem trabalha com o jornalismo, principalmente com a inteligência artificial hoje em dia. E hoje nós temos também muitos jornalistas deixando, né, as redações para trabalhar como criadores de conteúdo. Que que isso revela sobre a situação da nossa profissão hoje? Então, há uma discussão muito recente sobre isso aí. um dado eh agora no final de maio, a Folha de São Paulo eh foi final de maio, isso, eh fez um um acordo com a eh com a Google, foi com a Google agora não me lembro. Ela fez um acordo com com uma dessas empresas aí da BigTech, por quê? porque havia uma ação eh contra a o Google. Eh, porque o Google o que que ele faz? Ele sequestra a informação produzida por pelo mundo, né? E aqui no Brasil, informação produzida pelo brasileiro paraas redes sociais, eh, que é uma característica, né, da da gestão das bigtec sobre as redes, que é o seguinte, ela oferece o a estrutura, né? Então se é você, nós que produzimos o conteúdo e ela não remunera a gente. E o que acontece é que a medina que os jornais também passaram a migrar pro mundo digital e carregar informações que eles produzem, né, que são informações produzidas mediante um pagamento, o jornalista recebe. Então o custo da produção da notícia é um fato para as empresas jornalísticas e é um custo alto. Só que o que que essas empresas fazem, né? Elas sugam, né? Elas sequestram e eh esse conteúdo para divulgar nas redes, no sistema dele. Então, por exemplo, você quer saber alguma coisa da Virgíia, você vai no Google, você consegue. Só que o Google pegou essa informação dos jornais, né? pegou de outras fontes e o Google não remunera os jornais pelo uso desse conteúdo. E agora a própria IA também já trazendo, né, aquela pesquisa mais refinada pelo Google, né, exatamente. Isso começa com o New York Times já há alguns anos, que vai ingressar a coação contra a meta por causa desse uso, sem autorização. E agora a Folha de São Paulo conseguiu, né, um acordo, eh, eu não me lembro agora se é com a Antropic que que eles fizeram a o acordo, que é a Antrop, que é a empresa que, eh, tem o cloud, né, da que essa ferramenta de inteligência artificial. E o que foi um acordo, um contrato que fizeram e a a empresa, essa Bigtec vai remunerar a Folha de São Paulo pelo uso do noticiário dela. Agora, ninguém sabe ainda os termos exatos desse contrato, né? Ainda é um campo um pouco obscuro. O Brasil tá com projetos de lei para regulamentar a BigTec, mas que enfrenta muita resistência por causa do lobby delas no Congresso Nacional. Quer dizer, eh, elas, eh, têm um faturamento enorme, volumoso. Hoje você pode dizer que o mundo tá sendo comandado, né, pela quem são as grandes empresas que comandam o mundo hoje? que são ainda Big Oil, né, que são as empresas petrolíferas, as Big Moneies, que são as empresas financeiras, né, eh as eh big guns, né, as empresas armamentistas e também as bigtechs. Então você vai verificar que esses quatro grandes conglomerados é que t um domínio político econômico no planeta e enfrentar o lobby deles é muito difícil. Tanto que o Congresso brasileiro, né, é muito resistente a qualquer tipo de legislação para regulamentar as bigtecs. E tem também a a pressão do governo norte-americano em favor delas, né? Então eu creio que o jornalismo não, vamos dizer assim, não é só o jornalismo que tá passando por toda essa transição, né? Todas as áreas que produzem informação, que trabalham com a informação, com o conhecimento, estão enfrentando esse desafio, né? Eh, e é claro que, voltando à questão da Virgínia, quando a Globo contrata pessoal da área de entretenimento para fazer aquilo que é similar ao jornalismo, vai encontrar a resistência. Eu faço um paralelo. Recentemente o ministro Gilmar Mendes eh deu uma entrevista, fez uma declaração lá, ele tava em Lisboa, se não me engano, fazendo uma crítica severa às Big Teecs, eh, exatamente nesse sentido de que elas estão ocupando, né, estão sequestrando a a a produção do conhecimento, né, que originariamente é feito no mundo real, no mundo analógico, né, eh, por quê? Porque eh até mesmo o mundo jurídico tá sofrendo isso aí hoje. Eh eh eh a o domínio das bigtechs é de tal maneira que quando você lança uma campanha pelas redes sociais, por exemplo, contra o STF, isso pegou, isso criou todo no imaginário público, né, um sentido de rejeição ao a à instituição e foi alimentado pela pelas redes sociais, né? Agora, como que a instituição reage? Ela vê que o mundo digital, esse mundo virtual, é competidor ao poder dela. Ele, na verdade, está eh criando um poder, tá sequestrando um poder que é que pertence de certo modo ainda, né, e que pertencia muito mais de forma dominante às instituições tradicionais. Então o jornalismo também sofre, veja, e não é só isso. Hoje se você tiver uma dor de cabeça, uma dor no corpo, uma dor de estômago, o que que você faz? Você vai na na inteligência artificial, você vai no Google buscar, ah, tô com uma dor assim e vai tentar um diagnóstico por esse meio. E agora com a com a inteligência artificial, as pessoas estão fazendo terapia com inteligência artificial. Então, quer dizer, todas aquelas especialidades que estavam institucionalizadas hoje estão sofrendo esse abalo que é extremamente problemático, né? Porque nós não sabemos ainda como enfrentar, né, e essa competição com o mundo virtual. E não adianta, ele tá aí de fato. O que você eh eh precisa nesse momento é pensar estratégias de como atuar nesse universo aí para manter determinado tipo de construção de conhecimento. O que não pode, que eu acho sério e eh nesse nesse mundo, é que as medições hoje do nível de inteligência das novas gerações tá apresentando pela primeira vez uma curva declinante. Quer dizer, a a as novas gerações têm uma dificuldade muito grande, por exemplo, de memorização, né? Porque a memorização depende de concentração, depende de repetição. Eh, o nosso cérebro, eu lembro aí o Miguel Nicolieles, que é um grande eh, neurologista, né? Eh, ele afirma, o nosso cérebro é analógico. O nosso cérebro precisa, quando recebe uma informação, ele precisa de tempo para processá-lo. Só que a mídia hoje ela condiciona o imediatismo. Então, ela tá negando pro nosso cérebro o tempo de processamento da informação. E o que vai dar nisso não sabemos. O que o que já existe é um índice de queda medido, né? é um índice de queda capacidade de raciocínio, de memorização, de reflexão das novas gerações. E com isso a informação que vai sendo gerada e consumida também por essas novas gerações vai ficando mais rasa, né, professor? Porque é aquilo que o público quer no momento, né? Claro, ela é superficial, fragmentada e ela eh eh produz o a sensação de fugacidade. Quer dizer, ela foge de você. Você tá vendo aqui na rede social uma imagem, uma informação, aí você tem, entra no looping, né, que isso foi programado pela eh eh não havia antes de 2010, 2011, não havia esse processo. Você acessava uma informação, ela ficava estática ali. Hoje não, você acessa uma, ela já condiciona você a ir pra outra. Então você vai fazendo aquele loop, aquela rodada preso ali, né? Exatamente. Só que aí estimula, né, uma sensação de prazer, porque você não precisa parar para refletir, porque o nosso cérebro tem um dado interessante para ele refletir sobre isso, concentrar, ele gasta energia, ele precisa produzir novas relações sinápticas, né? Eh, eh, e quando você tá naquele looping, o cérebro não precisa trabalhar isso, então ele não gasta energia. Então é mais interessante para ele, né, ele ficar e aí estimula o que se chama dopamina, né, que é um um elemento aí químico que dá a sensação de prazer. Por quê? Porque aí é uma relação custo benefício. Ora, eu não preciso me esforçar tanto em gastar energia para continuar vendo esse conteúdo aí que seja que é um conteúdo que não é conteúdo, é um conteúdo muito superficial, que quando a gente fala em termos de conteúdo, parece que é alguma coisa mais eh eh, vamos dizer assim eh eh menos simplória, vamos dizer assim, mais profunda, né? eh que oferece mais coisas que na verdade não é por imagem, é por embalagem o que você vê nas redes sociais de modo geral. E eu creio que também a Virgínia é outra embalagem, é só imagem, é só aspecto estético que vai explorar a o que antigamente a gente chamava de fofoca. O que que ela vai falar? Ela vai falar da família dos jogadores, ela vai falar daquele bastidor, que é um tipo de conteúdo, ou um tipo de informação, melhor dizendo, que é a ambicionada, né, que é demandada pelas pessoas. As pessoas gostam de saber disso, né? É parte da natureza humana curiosidade, né? Agora, com tudo isso que o senhor tá explicando, né? a gente tá vendo a informação cada vez mais rasa, essa questão da dopamina de você ficar ali rolando as redes e preso naquilo. Ou seja, as pessoas buscam também por um conforto, às vezes mais do que a informação. E como é que o jornalismo ele vai conseguir sobreviver a isso? Porque o papel do jornalismo ele vai no caminho oposto, né? É ali trazer uma reflexão incômodo, questionar, né? pelo menos provocar reflexão, como é que o jornalismo vai continuar tendo esse papel diante de estudo. Então isso aí nos leva a uma discussão de fundo que é o seguinte: qual é a grande proposta das bigtecs, a proposta originária das bigtecs, das empresas do Vale do Silício? Eh, eh, é o seguinte, a proposta de deles é transformar tudo do mundo real no mundo virtual. Então aí que nasce a ideia de combater o sistema. Que sistema é esse? É o sistema analógico, é o sistema tradicional. Então, todo se tudo que instituição, organismo que pertence ao sistema, então os governos, as universidades, a igreja, a a os poderes públicos de modo geral, as instituições tradicionais, por exemplo, do judiciário, né, tudo ser substituído pelo recurso virtual, pelo recurso digital. E o que que acontece para fazer isso? Hoje a internet atinge o indivíduo e atrás disso tá a proposta de total liberalização da ação dos indivíduos. Não mais agora preocupado. Então esse universo não se preocupa com a expressão coletiva na instituição, que é por a Câmara Municipal é uma expressão da coletividade de Campinas. No mundo virtual isso não existe. Por quê? Porque no mundo virtual o que vale é o indivíduo e não a coletividade, não a reunião da comunidade para decidir alguma coisa. Tanto que eh eh se você verificar hoje, o pessoal fala: "Ah, eu falei alguma coisa perto do meu celular, já veio uma propaganda". Por quê? Porque os algoritmos foram criados para funcionar dessa maneira, porque pelo método analógico não dá para alcançar essa quantidade de pessoas. Então, se todo mundo, hoje, por exemplo, mais metade da população no planeta tem celular, note, se você considerar 4 bilhões de indivíduos com celular na mão, veja o efeito que tem o algoritmo chegando no indivíduo e a medida em que estimula a individualidade, você perde valor pro processo político, que o processo político é antes de tudo coletivo, é a discussão da comunidade, da coletividade na busca da de um consenso, na busca de uma negociação pro consenso. Nesse mundo aí não tem esse consenso. Nesse mundo o que vale é você eh eh emitir as informações, as mensagens, as mais diversas baseada no combate às instituições tradicionais, porque o que vale agora é o mundo virtual. Então, as bigtechs não seriam bigtecisse nesse tipo de enfrentamento com a a a os modelos tradicionais, os modelos institucionais gerados pela política tradicional, que se baseia no interesse coletivo, no interesse público. Agora, é o interesse do indivíduo e esse indivíduo consolve uma informação que é assim, é fragmentada, é superficial, né? É condicionada pela mídia. Para quê? para ele não refletir sobre, para ele não e e isso vem do marketing, né? Porque o que que é o marketing comercial? Ele quer estimular você adquirir um produto sem você refletir. Você vai adquirir pelo desejo e não pela reflexão. Tanto que você tem um índice muito grande, as pessoas que vão adquirir um bem, depois se arrepende, né? Qualquer produto de consumo aí se arrepende, né? Gastou a mais ou não pensou no que ia gastar. E isso é uma é um recurso, é uma estratégia agora jogando jogada também pro campo político, né? Então, as pessoas são estimulados, por exemplo, a votar no partido. Ao é o caso da do Brexit lá na Inglaterra, a campanha que houve para Inglaterra sair do mercado e comum europeu, que foi todo um projeto do mundo virtual que atingiu os indivíduos com a mensagem de que o mercado comum europeu era prejudicial aos empregos e a economia da Inglaterra. E a maioria da dos ingleses votou para a Inglaterra romper com o mercado comum europeu. E tá passando agora uma dificuldade enorme, porque a a economia se planetarizou, se globalizou e você não consegue agora fazer uma economia. E é uma contradição interessante, né? Isso que tá acontecendo hoje no Brasil com o Trump e Estados Unidos, que é uma contradição, porque a economia medina em que ela se planetarizou em razão da natureza do capitalismo, ao mesmo tempo esse mundo virtual quer voltar na ideologia do nacionalismo, quer dizer fechar mercado. Isso tá criando uma tensão enorme, atritos enormes que passam a ser respondida com o quê? Com a guerra, né? que é um problema grave também aí pro pra humanidade, professor. Pro público que nos assiste como médico, que que é possível hoje diferenciar uma informação de qualidade, né, ali produzida por um jornalismo sério, responsável, um conteúdo que foi apurado de uma informação ali que tá nas redes sociais e que é feita para engajar, para agradar, né, que tem tudo a ver com marketing, como o senhor falou, e não com de fato esse compromisso, né, com a verdade, com a apuração. Então, olha, um ponto de partida disso é a sociedade eh investir na educação midiática, as pessoas começarem a entender o que que é o mundo da mídia. O mundo da mídia é um mundo de poder, é o mundo do poder político econômico e hoje é o mundo do poder político econômico das bigtecs, principalmente, né? Eh, o mundo sempre foi organizado pelas relações de poder e hoje nós temos um novo componente que é o componente da da realidade virtual, né, do mundo virtual, o mundo digital. Primeiro seria uma educação mediática. Segundo, uma recomendação que é o seguinte, é você procurar conhecer quais sites, quais fontes, né, blogs, plataformas que são mais confiáveis. Eh, por exemplo, uma das mais inconfiáveis, a informação que você recebe pelo WhatsApp, pelo Telegram, são as mais inconfiáveis. rede social, TikTok, eh Instagram e equivalentes, né? O próprio Face, o Facebook ainda tem, dependendo do canal que você encontra, tem ainda os jornais, né? as grandes empresas tão investindo em canal em canais no no Facebook, então é procurar a a as empresas que têm um pouco de credibilidade. Ocorre que hoje eh eh o jornalismo também enfrenta, como você já comentou, a competição daquele chamado produtor independente ou influencer. E esse pessoal não tem preocupação com a ética jornalística. A primeira informação que eles recebem, eles já reproduzem, já mimetizam, né? É o tal do meme, né? Eles já mimetizam, já reproduzem. E as pessoas são muito condicionadas pelo impulso. A medida em que aquela informação que parece algo grandioso, né? a a impacta emocionalmente. Então ela também passa a reproduzir, passa a compartilhar aquela informação. Quer dizer, isso precisa uma mudança de comportamento que é muito difícil. A medida que as pessoas estão condicionadas a um tipo de hábito que é esse de receber, ficar sensibilizada por uma informação que acha que ah, que ah, a Virgínia saiu, vai paraa Globo, nossa, e aquilo vai sendo compartilhado, né? Se você analisar, aquela informação não tem profundidade, não tem um compromisso com as mudanças sociais que a que a que a sociedade precisa, por exemplo, né? Então aquilo é mais um estímulo psicológico, é mais um estímulo emocional. A questão é como que eu mudo isso? Isso é um desafio enorme, porque você precisa, como eu disse, a a o meio é a mensagem, a mídia é a mensagem. A questão é que nova mídia que pode ver contribuir para mudar isso? É muito difícil. Então, primeiro, uma educação miliártica. Segundo as pessoas começarem a a entender que boa parte do que elas recebem é superficial, não tem compromisso com o mundo a que ela vive, não tem, né? É mais para dar uma satisfação emocional aos desejos dela, ao imaginário, né? Isso é difícil mudar. Então, verificar a procedência da informação. A, ainda as mídias tradicionais que são conhecidas são as mais críveis, elas que têm, apesar da onda da internet dizer que ah, Globo, Globo lixo ou não leídia, Folha de São Paulo, não sei o quê, ainda se faz um jornalismo mais comprometido ali, mesmo com os erros, porque o jornalismo tem por natureza o erro, né? Só que o jornalismo ao mesmo tempo tem uma ética de correção e de prevenção ao erro, coisa que as redes sociais não têm, né? Então, eh precisa, eh, eh, eh, verificar, checar, eh, combinar antes de ficar compartilhando e acreditando naquilo que recebeu. Isso é um desafio enorme. Professor, pra gente fechar rapidamente, né, essa batalha de jornalistas versus influenciadores, a gente comentou que muitos jornalistas têm largado, né, o mercado ali tradicional para se tornarem criadores de conteúdo. É um caminho possível. Agora, o contrário, o criador de conteúdo e influencer produziu um jornalismo de qualidade, um conteúdo jornalístico ali com qualidade, é possível? Não, é possível desde que haja um aprendizado, né? Eh, o jornalista especialização, não eh é uma forma o que eu o que eu vejo, vamos falar a particularidade do Brasil, eh a medina em que essas novas gerações estão caminhando pro mundo do entretenimento, né, e dessa forma de consumo de de do chamado conteúdo ou da informação, principalmente audiovisual, isso é um desafio para toda a sociedade, não é só para o jornalismo. Eh, antes do mundo da internet, né? Eh, eu costumava dizer que não adianta você lutar pela expansão da tiragem da circulação dos jornais impressos se você não tiver uma população alfabetizada, se você não tiver uma população que leia, que consuma o conhecimento pela leitura. Hoje a coisa é mais grave, porque não adianta você produzir informação de conteúdo se você não tem um público que tem um senso crítico para filtrar e absorver ou demandar informação de qualidade. Isso é um processo social, né? Não é responsabilidade apenas do segmento profissional. Só que o segmento profissional é o que é o mais afetado. Porém, eh eh nós vamos ver que nessa migração do mundo analógico pro mundo digital, a as empresas de comunicação que estão sabendo investir no no mundo eh digital com qualidade, tão tendo audiência. Tão tendo audiência. Isso há alguns exemplos já. O problema é que isso é um é um trabalho enorme, né? E digo, quem é mais afetado são as pequenas e médias empresas jornalísticas que ainda não tem os recursos e não tem profissionais para trabalhar com essas novas estratégias. As grandes tens, se você pegar, por exemplo, a Folha de São Paulo aqui, que é uma das mais importantes no Brasil, já no final da década de 80, ela já introduziu o computador, né? Agora você vai verificar que muitas empresas de médio e pequeno porte no interior principalmente não têm o recurso eh e o conhecimento no campo tecnológico e no campo da produção informativa para enfrentar as redes sociais e elas estão declinando. Você vê um número muito grande de jornais sendo fechados. As emissoras de rádio sofrem com isso. As emissoras de rádio tradicionais não souberam migrar. Algumas poucas, né? não souberam migrar recentemente. Aí tem a notícia do fechamento da rádio Dourado em São Paulo, que é uma rádio tinha uma programação espetacular. Então isso tá abalando todo o sistema de comunicação, né? Como fazer? Eu creio ainda que é investir em conhecimento, é investir em estratégias, é investir em recursos para enfrentar essas eh disputas que são às vezes cruéis, como por exemplo, né, a medina que se fecham eh eh empresas jornalísticas admissões. Então o jornalista vai tentar ser um produtor de conteúdo, só que ele não tem aquele amparo que ele tinha na empresa, né? ele é sozinho ali e ele vai ter que se virar de uma forma lá individual, né? Eh, criativo, né? Concorrendo com inúmeros outros indivíduos também que migram desse mundo tradicional pro mundo virtual e todos passam a ser produtores de conteúdo, né? Então você tem aí uma competição muito maior e é difícil você entrar nesse universo para conseguir ter uma ascensão, né? Tanto que hoje quem tem ascensão nesse mundo dos influencers, né, é quem fala aquelas coisas, né, quem produz, né, um tipo de mensagem extremamente superficial. E você pega aí muito muito tipo de de canais aí, né, que fica falando da vida do cotidiano. Olha o que eu fiz na cozinha hoje, eu fiz isso aqui, etc e tal, né? Quer dizer, você tem uma identidade horizontalizada, diferente do mundo analógico, do mundo tradicional, que você ia buscar conhecimento nos clássicos, nos antigos, nos mais experientes. Hoje não há uma que é um mundo mais vertical, né? Hoje você tem o mundo horizontalizado. Então o jovem de 20 anos ou adolescente de 12, 13 anos, ele não vai buscar informação nos clássicos. Ele vai buscar informação naqueles que têm a mesma idade, que tem uma linguagem similar, que tem um comportamento com o qual ele se identifica e pelas redes sociais. Então vai reforçando essa superficialidade. E eh antigamente você antigamente aí mais recentemente, não é tão antigamente assim, mas como que as pessoas buscavam experiência, né? Buscavam nas pessoas mais velhas, né? Naquele que tinha uma experiência mais acentuada. Hoje não. Hoje a o sujeito, por exemplo, vai buscar a experiência da Virgínia. Percebe? Então, há uma disparidade enorme entre esse mundo da internet que é horizontalizado, eh, e o mundo analógico que é verticalizado nessa construção do saber, da experiência e do conhecimento. Conosco professor Marcel Sheida, ele que também é jornalista, professor da PUC Campinas. Muito obrigada pelas reflexões, pelo seu ponto de vista aqui pra gente. Muito obrigado. Eu que agradeço e agradeço aí o público, a audiência da Câmara Municipal. Muito obrigada. Agradeço também a você que nos acompanha em mais um ponto de vista. Muito obrigada pela sua companhia, pela sua audiência e te espero na próxima semana. Até lá.
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