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Ponto de Vista | Crise hídrica e ciclos climáticos
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Ponto de Vista | Crise hídrica e ciclos climáticos

53 views Publicado 07/03/2026 HD · 37:46
Resumo editorial

O programa Ponto de Vista discute a crise hídrica global e os ciclos climáticos com professor especialista em hidrologia e gestão de recursos hídricos. O estudo Falência Hídrica Global lançado em janeiro pelo Instituto para Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade da ONU já fala não mais em escassez, mas em colapso global de abastecimento de água. O entrevistado apresenta visão divergente da narrativa apocalíptica, lembrando que dois terços da superfície do planeta são cobertos por água que evapora e circula continuamente pela atmosfera. O professor cita o ciclo climático observado entre 1936 e 1975 no Brasil em que o inverno fazia mais frio e chovia menos, situação que se assemelha à atual e foi presenciada por gerações anteriores no interior de São Paulo. Ele argumenta que a sequência atual de eventos extremos faz parte de ciclos históricos identificáveis em séries de precipitação e vazão, sem caracterizar colapso definitivo. A conversa equilibra preocupação ambiental legítima com análise técnica baseada em dados, oferecendo perspectiva relevante para o debate sobre o futuro da água em Campinas e no Brasil.

Descrição do vídeo

💧 A água do planeta pode acabar? Estamos realmente diante de uma falência hídrica global? No Ponto de Vista de hoje, a TV Câmara Campinas recebe o professor Antonio Carlos Zuffo, especialista em hidrologia e gestão de recursos hídricos, para discutir um dos temas mais urgentes da atualidade: o futuro da água, o risco de escassez e os desafios do abastecimento no Brasil e no mundo. 🌎 O debate parte de um estudo internacional citado no programa, que alerta para um possível colapso global no abastecimento de água. A partir disso, o professor apresenta seu ponto de vista sobre o tema e explica por que discorda parcialmente da ideia de um esgotamento irreversível da água no planeta, defendendo que é preciso observar com atenção os ciclos climáticos, os padrões de chuva, a atuação do Sol e a forma como esses fatores influenciam períodos prolongados de seca e de cheia. ☀️ Durante a entrevista, Antonio Carlos Zuffo explica como os chamados ciclos solares podem interferir no comportamento do clima e, consequentemente, na disponibilidade hídrica. Segundo ele, diferentes períodos históricos já mostraram alternâncias entre fases mais secas e fases mais úmidas, o que exige planejamento técnico e gestão adequada dos recursos hídricos para evitar colapsos no abastecimento. 🏙️ O programa também relaciona essas mudanças com o crescimento urbano e a pressão sobre os sistemas de abastecimento. O professor relembra como o aumento das cidades, a migração do campo para os centros urbanos e a expansão do consumo tornaram a gestão da água cada vez mais complexa, especialmente em regiões densamente povoadas como São Paulo e Campinas. 🚰 Um dos pontos centrais da conversa é o Sistema Cantareira, fundamental para o abastecimento de parte do estado de São Paulo. O especialista explica como a gestão hídrica precisa considerar séries históricas, ciclos de chuva, reservatórios, transposição de água e projeções de longo prazo. Ele também destaca que decisões técnicas equivocadas podem superestimar a disponibilidade de água e comprometer o planejamento futuro. 📉 Outro tema importante abordado no episódio é o problema das perdas na distribuição de água. Segundo o professor, muitas cidades brasileiras ainda desperdiçam uma parcela muito alta da água tratada por causa de vazamentos, redes antigas e falta de investimento em infraestrutura. Nesse cenário, combater perdas pode ser tão importante quanto ampliar reservatórios ou buscar novas fontes de abastecimento. ♻️ A entrevista também destaca a importância do reuso da água, do tratamento adequado de esgoto e da preservação dos mananciais. Ao longo da conversa, Zuffo defende que o futuro da segurança hídrica passa por uma lógica de reaproveitamento, eficiência e responsabilidade ambiental, especialmente em regiões onde a disponibilidade de água é limitada e a demanda continua crescendo. 🏭 O programa ainda aborda como a falta de água impacta não só o consumo doméstico, mas também a economia, a indústria, a produção de alimentos, a saúde pública e a qualidade de vida da população. A crise hídrica, segundo a análise apresentada, não afeta apenas torneiras e reservatórios, mas desencadeia uma série de consequências sociais e econômicas em cadeia. 🤖 Outro assunto que chama atenção é a relação entre tecnologia, inteligência artificial, data centers e consumo de água e energia. A entrevista mostra como novas demandas tecnológicas também entram nessa equação e por que o planejamento hídrico precisa acompanhar as transformações do mundo digital e industrial. 📍Com foco especial na realidade de Campinas e da região metropolitana, o episódio também discute obras, reservatórios, disponibilidade hídrica regional e os limites para expansão urbana e instalação de empresas. A conversa mostra que, em muitos casos, o desafio não é apenas de gestão, mas também de disponibilidade física da água em determinados territórios. 🎙️ Se você quer entender melhor a crise hídrica, os riscos para o abastecimento, os impactos das secas, o papel dos reservatórios e o futuro da gestão da água no Brasil, este episódio do Ponto de Vista traz uma análise aprofundada, acessível e extremamente atual. ▶️ Assista ao programa completo e entenda os principais desafios da água no presente e no futuro. 💬 Deixe nos comentários a sua opinião sobre a gestão da água no Brasil. 👍 Curta, compartilhe e inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas para acompanhar mais entrevistas e debates sobre temas essenciais para a sociedade. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] A água após de acabar, estamos caminhando para uma falência hídrica. O Brasil, o país com as maiores reservas de água doce do mundo, corre risco. O estudo falência hídrica global, que foi lançado em janeiro pelo Instituto para Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade da ONU já não fala em escassez, e sim em um colapso global de abastecimento de água. No programa de hoje, vamos ouvir o ponto de vista do professor Dr. Antônio Carlos Ufo, especialista nas áreas de hidrologia e gestão de recursos hídricos. Bem-vindo, professor. Muito obrigada por falar conosco. É, eu agradeço o convite mais uma vez. Bom, professor, pra gente iniciar, né, esse estudo da ONU que citamos no início, afirma que muitos sistemas hídricos já chegaram a um ponto sem volta, né? Nós estamos de fato diante de um planeta que está secando por causa do homem. Qual que é a sua opinião sobre esse diagnóstico? Na meu ponto de vista é é divergente desse desse apontado, uma vez que a água ela é predominante no nosso planeta, são 2/3 da superfície de água, então existe evaporação e essa água que foi evaporada, ela circula na atmosfera, então ela é distribuída pela atmosfera. Eu acredito sim que a gente trabalha com dados, né, observados de séries históricas de precipitação e de vazão no mundo inteiro e em que existem ciclos, né? E então nós já passamos aqui no Brasil para uma situação parecida que estamos vivendo hoje. É o clima que predominou entre 1936 até 75, em que o inverno fazia mais frio, chovia no inverno, inclusive ficava uma semana com chuba bem fraca, mas chovia e que foi presenciado pelos nossos avós, nossos pais, bisavós, né, no interior de São Paulo. e que nesse período chovia menos do que o anterior. Antes da década, na década de 30, por exemplo, ouade de 20 chovia mais do que entre 36 e 35. Eh, e as nossas cidades elas cresceram justamente por causa da evasão do campo, por causa da diminuição dessa chuva e que causou a diminuição da produção agrícola. Então o campo como eram pequenas propriedades rurais para mesmo no interior de São Paulo. Essas famílias que eram propriedades familiares, ela como já não produziu o suficiente, acabavam procurando centros urbanos em busca de oportunidade de emprego. E e como eles trabalhavam no campo e faziam de tudo, eles vieram pra cidade oferecendo esse serviço. Então, vieram como carpinteiro, eh, como jardineiro e fazendo pedreiro, marcineiro, todas as atividades e foram sendo incorporados na cidade e as cidades incharam, cresceram a a partir da década de 40, isso todos sabem, né? Eh, justamente por causa disso. E depois da década de 70, quando voltam as chuvas, começam as enchentes, né? Então, nós vivíamos enchente todos os anos no verão aqui em Campinas, né? Exprentava muito. E de 2012 para cá, nós não estamos mais presenciando essas enchentes tão frequentes na cidade que ocorreram de 76 até mais ou menos 2012. Como em São Paulo, a marginal TT, ela transbordava de três a cinco vezes por semana no verão. E agora nós não temos mais notícia do transbordamento do TT, não como acontecia até 2012, porque nós entramos novamente nesse período longo, seco que foi como foi de 36 até 75 e agora de 2013 vai durar pelo menos mais uns 30, 40 anos, né? Essa duração vai ser mais ou menos isso. Então essa diminuição que está sendo falado, nós vamos realmente experimentar essa diminuição de chuva, como nossos avós presenciaram, mas depois volta o período úmido novamente por mais 30, 40 anos e voltarão as enchentes. Então a gente tem que escolher, não, a gente vai ter que vivenciar o período seco exatamente como nós vivenciamos o período úmido passado. E o que é que causa esses ciclos que o senhor citou, professora? A variação do sol. O sol tem vários ciclos que acabam interferindo no clima. Então, eh, por exemplo, nós estamos hoje com uma crise que tá atingindo o cantareiro. São Paulo tá com racionamento ainda. Eh, antes desse foi em 2014, 2015, intervalo de 11 anos. Antes desse outro foi entre 2001 e 2003, onde teve um opagão. Então, nós tivemos a primeira crise do Cantareira. Então, de 11 em 11 anos, nesse período seco que nós estamos, a cada 11 anos tem essa essa crise, né? Porque durante 5 6 anos chove mais, depois seguido de 5 se anos com chuvas mais baixas. É o que esvazia o reservatório. Eh, nós estamos saindo do máximo de de Gliseberg, que é o ciclo de 11 anos. E quando esse ciclo está no máximo, os reservatórios estão no mínimo. Então, quando ele diminui o ciclo, aí os reservatórios enchem, mas durante esse período mais seco, porque quando nós tivermos no intervalo mais úmido, esse intervalo de 11 anos, ele não é suficiente para causar eh períodos de de secas, né, suficiente, porque a gente vai ficar no período longo, eh, úmido, acho que a partir de 30 35, 45, mais ou menos assim. Aí voltaremos o período mais único. Agora o senhor falou da ação solar que impulsiona esses ciclos. A ação do homem, ela consegue ter alguma interferência nisso? Ação do homem, ela consegue causar algum problema, alguma alteração nas cidades, é pontual. Agora, a nível global, eh, são outras são outras magnitudes, porque a quantidade de energia que o Sol emite, né, ou que a Terra recebe do Sol é muito grande. Para você ter uma ideia, eh, dura, no inverno, germ quando tava bem frio, tipo 8º, se tiver sol, céu, azul e sol, a temperatura absorbe rapidinho. Ela pode subir mais de 20º e em poucas horas, 2, 3 horas, a temperatura sobe. Para você ter uma ideia de qual é a potência, né, de energia, né, que o Sol emite e o que recebe a Terra. Então, a variação de temperatura durante o dia muito grande no nosso inferno, ar seco, né, a saia da madrugada muito baixo, ela termina o dia ou chegando à tarde, a temperatura já está acima de 20º. Então isso tem uma mudança de temperatura muito grande durante o dia. Agora, professor, considerando isso tudo que o senhor explicou, os ciclos solares, né, como isso influencia na questão do clima das chuvas, no abastecimento de água, né, como é que a gestão do sistema cantareira trazendo aqui pra nossa região, ela pode pensar nesses ciclos para planejar, né, toda a questão ali da gestão hídrica? Olha, o grande problema que nós temos não só no Cantareira, mas no dimensionamento de obras do país inteiro, é que não se considera essas variações cíclicas do clima. Então, as séries histórias históricas de vazão de precipitação são assumidas como homogêneas. Então, mistura, né, estatisticamente esses dois períodos. Então, as médias e os desvios padrões dessas séries, elas vão estar maquiadas porque você não separou esses períodos longos, secos dos longos úmidos. Então, como nós misturamos, né, os a o corpo técnico acaba eh misturando essas duas séries, você vai acabar subestimando obras contrachentes e superestimando a disponibilidade hídrica. Então hoje muitos estudos que foram feitos usando essa série sem essa separação, como se fosse uma série homogênea, leva o quê? A a que nas planilhas de cálculo diz que existe água no manancial, só que você indo ao manancial não tem a água que está na planilha. Então ela só existe na planilha porque ela foi considerado ou foi misturado esses dois períodos, né, secos e húmos, como eu mostrei, de 35 até de 36 até 75 foi mais seco. Então nós tínhamos muita muito impacto no abastecimento. É, não foi tanto sentido, porque a população das cidades era menor e as e a população não tinha rede de águas ou esgoto, tinha que usar poço e fossa, aí com com crescimento, né, desordenado da cidade, foi necessário então levar água, porque senão ficaria insalubre as áreas urbanas. Em São Paulo, por exemplo, a construção do sistema cantareira foi porque na década de 60 você tinha 2 milhões de pessoas que não eram atendidas com abastecimento de água. Elas dependiam do poço e da e e também de uma força para dispor seus esgotos. Isso no mesmo terreno. Então você tinha de um um no teu vizinho, você tinha a fça de um lado do muro e do outro lado era o poço do seu vizinho. Existia muita contaminação e as pessoas adoeciam muito. Então a a decisão da construção do sistema cantareira, que seria a transposição de água da bacia ou dos formadores, dos rios formadores do rio Pcaba pro Alto Titê, é porque não existia água física no Alto Titê para abastecer a população. Então, foi necessário eh construir essa transposição para levar água para poder ser distribuída. E o que ocorreu depois da da extração da operação do início da operação do sistema catareira foi uma redução na taxa de mortalidade, eh, principalmente infantil no Alto Titê, que que estavam em níveis acima de 100 120 mortes, né, de crianças até 5 anos. eh e que caiu e hoje estamos numa taxa menor que dois dígitos em torno de 9.9 mortes, né, a cada de crianças, né, a cada 1000 eh acho que 100.000 habitantes, alguma coisa assim. Então, caiu bastante eh justamente por causa do saneamento e como eh esse abastecimento de água leva água melhor, de melhor qualidade, a população também deixou de ficar doente. Então existia uma economia, né, do serviço de saúde justamente pela melhoria da saúde da população. E toda a crise hídrica, quando ela vem, ela vem trazendo todas outras eh que a gente fala, né, das das pragas do Egito, né, porque se falta água, você não tem como fazer atividades econômicas. Eh, tem que fechar algumas tipos de atividades, como indústrias, por exemplo. Aí você tem que demitir pessoas. eh demitindo pessoas, você começa a ter problemas sociais, sem água, você não tem rigidez, as pessoas começam a ficar doentes, então sobre eh sobrecarregam sistemas de saúde, eh eh aumenta a violência e então uma série de seriam efeitos em cascatas, né, um puxando o outro diminui a atividade econômica e aí acaba atingindo todos, né, da mesma forma. Agora o senhor disse que até fez esse paralelo, na verdade, né, que antes a população ela era mais rural, não havia esse sistema hoje que existe de abastecimento. Então a gente pode dizer que o consumo maior ele também influencia na questão da escassez. Tem alguma relação? Eh, sim, porque a cada 20 anos dobra-se eh o consumo de água, né? Dobra o consumo de água. Mas interessante que o sistema cantareiro, quando ele foi dimensionado, né, eh, calculava-se o consumo per capito na naquela época, só que na década no final da década de 50 e início da década de 60, não existia o controle ou medição de consumo, simplesmente era ligado e as pessoas consumiam, porque o consumo não era muito grande, né? você usava eh era, o consumo era, não sei se era pequeno, mas não era cobrado, não era medido, então não se tinha dados para fazer o dimensionamento. Então o dimensionamento do consumo do Cantareira foi utilizado a média de cinco bairros de Nova York, que já era uma cidade consolidada. Então, utilizou-se a taxa de consumo eh americana e colocando aqui qual seria o consumo industrial, o residencial, perdas de 15%, que era muito baixo, mas pra época era muito alto. E e chegou-se uma conta de 400 L por habitante dia, que é extremamente elevado, e com uma projeção desse cresce desse consumo aumentando até 500 L por habitante dia na no ano 2000. E o que aconteceu a partir da década de 80, eh, com advendo a melhoria da tecnologia, eh, foram também a as indústrias que usavam muita água em São Paulo e por causa do preço acabavam saindo de São Paulo e indo pro interior, principalmente as engarrafadoras de bebidas que consumiam muito água acabavam saindo ou então pelo custo as empresas começam a fazer um reuso dessa água. Então, a o consumo per capai para menos da metade. Hoje está em torno de 200 a 250 L por habitante. Então, se ao mesmo tempo houve um crescimento da população, a o consumo per capito caiu devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de reuso e mais eficiência dos equipamentos. Agora, a ONU, no estudo que citamos aqui no início, ela faz uma analogia interessante, como se fosse uma analogia financeira em relação a essa questão do consumo. Ela diz que estamos gastando a nossa renda hídrica sem deixar uma reserva, queimando, aliás, as reservas. O senhor concorda com essa metáfora, professor? Então, isso sempre ocorreu, né? Só que hoje a população é muito maior. Mas se existe essa variação cíclica natural, enquanto aqui diminui, em outro lugar aumentou as chuvas. em qual período ou em qual localização que a ONU tá fazendo, que a essa universidade da ONU está fazendo essa análise? Porque se tivesse fazendo aqui no Brasil, nós estávamos no período de muitas enchentes até 2012. Começamos agora com escassez de 2013 para cá, já tem 12 ou 13 anos que nós estamos nessa, nessa nova realidade e vai durar mais duas ou três décadas, depois volta. Então precisa analisar qual o período analisado em que região, porque enquanto aqui diminuiu as chuvas, na Europa aumentou. Nós estamos estávamos com enchente em Portugal, em várias outras cidades na Europa por causa dessa enchente. Então, quando tem seca na nossa região, você tem enchente na Europa, seca na China, enchente no Japão. Então, esses locais eles costumam eh ter o mesmo comportamento, né, climático que já foi eh evidenciado. É, no artigo que eu passei para para você ler, eu fiz uma comparação da seca de 2014 2015, da crise hídrica. Foi exatamente o que aconteceu em 1953 e 54, que em 53 eh foi o mesmo que 2014, em 54 foi o mesmo que 2015. Então, durante essa crise, enquanto nós estamos com crise hídrica aqui, o Amazonas estava com enchente. Então, em 53 foi a maior enchente do rio Amazon, as zonas registrado. Foi em torno de 300.000 m³/ segundo chegando ao Oceano Atlântico. Em 2014 teve enchente também, mas foi no Rio Madeira e também no Amazonas. E foram descarregadas no Amazonas pro Atlântico 270.000 1000 m³/ segundo, ou seja, 10% a menos do que ocorreu em 1953. Em 54 também tava com seca no Nordeste, 2014 também tava com seca no Oeste americano, 2014 também enchente na Europa, 2014 também seca na China, 2014 também enchente no Japão, 2014 também. No Japão, eh, houve deslizamento por causa das chuvas. ocorreu 600 651 mortes, né, por causa das enchentes do Japão em 53. Em 2014 isso foi bem menor, bem menor. Na Inglaterra em 2014 foram 300 mortos, né? Em 2014. Na Europa, na Holanda, teve uma enchente muito grande em 53, que se estima mais de 1800 mortos. E a partir dessa enchente, os holandeses eh tomaram uma decisão de que eles não passariam por outro evento igual esse. Então eles começaram a investir muito em infraestrutura de combate de enchentes, construíram vários dices, né, de proteção. Eh, e isso fez com que em 2014, enquanto a Europa inteira sofria com as enchentes, a Holanda não, porque a Holanda investiu muito dinheiro, né? investiu em infraestrutura de combate a essas enchentes. Então ela se protegeu, o que não aconteceu com o restante da Europa. A importância desse planejamento, dessa boa gestão hídrica dos países, né, professor? Agora, trazendo um número aqui geral desse estudo também da ONU, ela afirma que 70% dos principais aquíferos do mundo estão em declínio. Então, como é que a gente consegue explicar isso do ponto de vista dos ciclos, né, que causam enchentes em alguns locais e secas em outros? Sim, isso pode ser devido à super exploração de aquíferos, eh, porque quando existe a necessidade de fazer a gestão da água subterrânea, por exemplo, no estado de São Paulo existe o existia, né, o departamento de departamento de agigia elétrica, não existe ainda, né? Mas quem faz a gestão hoje eh é o SP Águas, eh, em que essa gestão eh é dada pela outorga do poço. Quando você vai furar um poço, você contrata a perfuratriz, ela faz o poço, mas você tem que legalizar esse poço. Então, existe existe a necessidade de fazer um teste de bombeamento para verificar quanto que aquele posto eh poço produz de água. Baseado nesse estudo de quantidade, o o órgão, né, ele vai emitir uma outorga, vai te dizer quantas horas você pode usar, né, ou qual quantas horas, máximo de horas que você pode deixar ligado o seu poço e um volume mensal que você não pode ultrapassar. E também você tem que fazer análise de qualidade, de potabilidade dessa água no outro borgo, que é a cetese, e que ela vai te dar, vai verificar se aquela água pode ou não ser consumida, porque muitas vezes o poço ele tem água, mas a água vem com muito nitrito, que faz mal pra saúde, ou vem com muito fluor, que também não pode ser usado. Então você teria que, pelo menos assim, nas cidades mais na no pontal do Poranapanema, por exemplo, a água tem uma quantidade de fluor muito grande. Então ela não pode ser usada direto para para consumo. Então ela tem que ser misturada a água tratada superficial e acrescentado para que não passe de um limite recomendado, né, pela pelo Organização Mundial da Saúde de Flua presente na água. Então, muitas vezes a água vem com, não é contaminada, mas ela vem com algum composto que que tá em excesso. Em Minas Gerais, por exemplo, ela vem com muito ferro ou manganês. Então, e com excesso de ferro, o que você para você tirar esse ferro da água, é só oxigenar, ela vai vai ela vai oxidar, né, esse ferro e ele precipita. Então você consegue remover o ferro e utiliza normalmente. Algumas outros poços podem ter características que podem ser considerados como água eh água mineral. Então ela tem um valor, ela tem que ser usada como água minerar, não precisa usado para para uso outros usos, né? Teria que ser uso para mais nobre dessa água, né? Ela tem características saudáveis. Ainda falando dessa exploração dos dos aquíferos que o senhor citou, esse conceito de falência, parte da premissa que o colapso ele é causado por um consumo excessivo do da água, né, o uso de água global. O senhor acredita que isso é verdade ou se trata mais dessa fase de transição climática que o senhor citou? Bom, na no Paquistão, em alguns algumas algumas regiões da isso é verdade, porque você tem uma exploração superior à taxa de recarga, como eu tava falando na gestão, eh, o órgão fiscalizador, ele tem que e dizer quanto que você pode tirar desse posto para que a exploração não seja superior à recarga natural. Então, se você tiver uma extração superior a essa recarga, os lençóis eles vão diminuindo e, claro, a vazão de cada um dos poços instalados vai diminuindo também. Então, você tem um um colapso pela pela exaurir, né? você acaba exaurindo o aquífero, porque mesmo assim, mas você parar de utilizar com as chuvas existe uma eh recomposição gradativa. Então, a gestão dessa dessa água subterrânea, ela deve existir para que não ocorra isso, né? Uma super exploração e que cause rebaixamento demasiado do dos aquíos, né? e cause a e que acaba impactando na diminuição das vazões. Esse estudo da ONU, professor, ele também diz que as secas elas estão ficando mais longas, mais intensas também por conta do aquecimento global. O senhor diz que o fator principal, na verdade, são os ciclos solares. Ou seja, a gente pode dizer que essa crise climática, ela tá sendo exagerada de alguma forma. Eu acho que sim. Por exemplo, hoje nós estamos no verão, pleno verão. Amanheceu com 16º temperatura. Temperatura de do nosso outono inverno. O céu completamente azul. Então nós estamos hoje com uma característica de outono inverno. Isso isso é o quê? Somos mudanças climáticas ou é um ou é o clima que nós voltamos para aquela janela, né, do que nós já vivenciamos entre 35, entre 36 e 75. Porque quando eu era criança, eu via que no meio do ano fazia frio e fazia bastante frio e chovia. E depois nós ficamos 40 anos de 76, 2012, que era muito quente o inverno, nem tinha mais inverno, tinha ano que não tinha um dia de frio, a temperatura mínima chegava a 14º e eu já peguei antes temperatura de 3º. E isso tá muito difícil de ocorrer atualmente, né? Talvez agora nós voltemos esse ano, por exemplo, o médico é um pouco mais frio, então pode ser que esse ano a gente possa vivenciar, já que no verão tá com 16º, possamos atingir eh temperaturas próximas de zero esse ano. Agora, professor, independente das causas, a escassez hídrica, ela é innegável, né? A gente tem aqui os dados que mostram isso e até que ponto o homem ele consegue reverter essa questão, esse ciclo, né? alguma forma de se proteger contra contra isso ou reverter essa questão da escassez hídrica para uma boa gestão. Eh, se se tivesse, isso acontece muito no Paquistão e Índia, porque eles precisam da água para fazer irrigação, para produção de de comida, que é a população muito grande lá. Eh, ou eles dependem das monções que vem dos rios e onde não chegue esses rios, eles têm que usar a água do subterrâneo do subsolo e a supla exploração acaba diminuindo. Então vai impactar a produção de alimentos, vai impactar então vai vai trazer fome, aumento de custos e talvez essa seja a preocupação. Então ali falta uma boa gestão, né, para evitar poços clandestinos, né, que não estejam eh sendo controlados e e o desperdício dessa água também. Agora, voltando a falar do sistema cantareira, professor, como é que esses ciclos eles podem ajudar num planejamento também para as autoridades de longo prazo, levando em consideração esse ciclo que nós vivemos agora? Então, esse ciclo ele altera a disponibilidade hídrica. Então, se como começou a chover a menos, né, de 2013 e vai durar mais uns 20, 30 anos, significa que todos os sistemas ali do Alto TT do estado de São Paulo, vão produzir menos água, menos do que produziu de 76 a 2012. Então hoje a realidade é diferente, né? Nó nós vivemos uma disponibilidade, por exemplo, por a chuva pode ter caído entre 100 e 150 mm anuais. Isso impacta justamente na parcela que se transforma em comumento superficial. Enquanto a chuva cai 5 a 10%, a vazão cai mais, ela cai de 20 a 30. E esse é o impacto direto, né? Porque se você tá considerando, tá acrescentando novos sistemas para introduzir água, mas no geral a a produção dos demais diminuiu, a conta zerou, né? você não colocou água a mais no sistema porque no conjunto houve uma diminuição. Então, eh, e se você conhece que isso ocorre, então a tua gestão agora nesse período seco tem que ser diferente do que foi no úmido. Enquanto no úmido nós tínhamos problema com excesso de água, agora nós nós vamos ter com falta. Então, nós vamos ter que cuidar do quê? De diminuição de perdas, que as perdas do estado de São Paulo, as perdas de água no Brasil na distribuição são extremamente elevadas. Tem cidades que têm 75% de perda de toda de 10 L que colocam na rede, sete serão perdidos. 7,5 serão perdidos. Eh, a média do estado de São Paulo tá em torno de 40%. Tem cidade aqui da região que tem 55% de perda. Então, se diminuísse pela metade, nós não teríamos crise hídrica. Mesmo com a diminuição, é que o desperdício da água, né, por vazamento, ele é extremamente elevado. Campinas é uma exceção que tá em torno de de uns 19, 20%. Mas outras cidades da região vizinhas, a capital até de Campinas, chegam até 60% de perdas. E isso impacta porque de cada 10, seis vão ser jogado fora. A mesma coisa você pegar um balde furado e até você chegar no destino, você tem menos da metade dele. Eh, e aí depois falta, né, falta esse recurso. E como é que esses municípios eles podem conseguir reverter isso, professor? É um investimento muito alto ou falta uma atenção maior para essa questão? é um investimento alto e lento, porque você tem que substituir as redes antigas que que tem esses vazamentos, porque o material ele é essas redes elas são submetidas à variação de pressão durante o dia. Então você tem uma a rede pressurizada para levar água para subir, né, a gravidade e depois tem diminuição. Então ela sempre tá e suportando variações de pressão, o que acaba com o tempo causando eh desgastes e propiciando esses vazamentos. E se não houver essa substituição, porque hoje nós temos materiais diferentes do que tínhamos no passado, né? Esses materiais novos, eles eles conseguem absorver mais essas variações de pressão sem causar esses vazamentos. Só que é lento, né, de fazer essa substituição e investimento também alto. Então, mas deverá se levar em consideração justamente porque vai ser uma maneira da gente diblar esse período mais seco que nós vamos ter problemas recorrentes de falta de água. Esse planejamento até, professor, para driblar esse período de seca, ele não deveria ter sido feito antes, enquanto a gente estava num período de cheias, de enchentes, inclusive na região? Enquanto a gente ficar negando que que esses fenômenos de cíclicos não existem, nós vamos repetir os mesmos erros. E a partir do momento que se assume que existe e essa ciclicidade do clima, então para esse período seco, nós vamos ter que mudar a nossa postura. Então nós vamos ter que investir onde é necessário. Não tem como começar a trazer água agora de qual estado tem água. Nós temos eh 12% da água do mundo, só que tá no Amazon, 85% dessa água tá na região amazônica, só tem 5% da população. E aqui onde necessita não tem. Como é que a gente consegue trazer água do Amazonas para cá se o Brasil tem dimensões continentais? Não tem como trazer. Nem do litoral desselenizar, trazer para São Paulo, tem que vencer uma serra que tem 800 m de altura. Qual é a quantidade de energia para utilizar o bombeamento para trazer essa água? O custo dessa água seria muito elevado? além do custo de energia para destanalizar que também é caro. Então fica inviável para São Paulo, mesmo estando a 30 km do litoral, desalinizar a água. Então o futuro, né, que não vai demorar muito, nós vamos ter que começar a reutilizar essa água, né, a tratar os efluentes e e depois eh jogar, lançá-los nos mananciais, captar novamente a diluição com a vazão natural, com esse fluente tratado e reutilizar. Então nós estamos entrando numa economia de espaçonave. Tudo que nós utilizamos vai ter que ser reaproveitado para ser utilizado novamente. Agora a gente tem um ingrediente novo nessa equação do consumo da água, né, professor, que é a inteligência artificial. As pessoas normalmente não associam, né, o consumo de água ao uso da IA, mas trazendo alguns números aqui, chat GPT tem 400 milhões de usuários. Consumo estimado, considerando esse número de usuários, e as pesquisas que são feitas é de um consumo de 200 milhões de litros de água por semana, ou seja, quais os impactos disso, as consequências, não só pro presente, mas pro futuro, principalmente? Eu acho que essa conta, ela está sendo feita baseada numa produção de hidroeletricidade, né? A hidroeletricidade, então, vem de usina hidroelétrica. Então, eh, esses data centers eles precisam de uma fonte de energia segura, né, que não sofra oscilação. Por exemplo, a matriz eólica, ela depende do vento. Então, se tiver soprando, o vento tiver forte, ela tá produzindo muita energia. se para, ela diminui. Então tem essas oscilações na rede. Então essa não é uma energia indicada para data center, porque como a gente já utiliza computadores há muito tempo, a gente sabe, tem que ter um filtro de linha para para se a se a rede sofre muita variação, dá problema, né? o computador desliga. Então, esses data centers eles precisam de uma fonte segura e a fonte segura de de energia é a hidroeletricidade. Então, a discussão que se faz hoje é da instalação de um datacentica no Paraguai, que estaria sendo atraído por Paraguai justamente pela fonte de energia que é a Itaipu, né? Porque a Itaipu foi construída pelo Brasil e Paraguai. Então, existe um acordo nas duas. pelo acordo, o Paraguai tem 50% da energia produzida, mas como ele não utiliza, o Brasil compra esse excedente. Agora, se entra um um grande comprador de energia ali no Paraguai, a prioridade é a venda para o para esse data center que está no Paraguai. Então esse é um problema pro Brasil, porque nós tínhamos a Itaipúb pelo menos quase 100% e agora teríamos que perder parte dessa produção, o que acaba impactando mais no nosso consumo interno aqui. Agora, trazendo isso pra nossa região, professor, Campinas é um polo, né, quando a gente fala em tecnologia, em data centes e tem um consumo também maior por conta disso, de água, de energia água que é utilizada também para resfriamento, né, desses sistemas. Isso pode causar uma microcrise hídrica ou essa influência ela não é tão grande na sua opinião? Bom, eh, hoje estão sendo construídos dois grandes eh dois reservatórios na na nossa região que é Pedreira e Duas Pontes. O estado, né, ele tá construindo, tá bancando a construção desses dois reservatórios para atender a nossa região aqui da região metropolitana de Campinas, uma vez que o Cantareira deve ficar atendendo só o o Auto TT. Porém, a esses reservatórios construídos não tem eh adutoras para trazer a água paraa nossa região. Então o o estado agora ali lançou acho que um edital para verificar se existe interesse, né, da iniciativa privada na operação desses dois reservatórios, porque quem quiser operar vai ter que construir a infraestrutura necessária para trazer a água ao centro dos consumidores e que é um investimento também alto, construção de estações de bombeamento, eh, de recalque, né, eh, a linha linha tem que desapropriação de lei de de área para para passar essa tubulação e o tempo de construção, licenças para serem obtidas. Então, o investimento até a água chegar é é grande e o tempo também depende, vai demorar mais de um ano ou 2 anos para chegar essa água. depois infraestrutura, estações de tratamento de água, eh, e para depois para a distribuição. Eh, então existe no plano, né, o potencialidade de aumentar a disponibilidade hídrica na região e muitas empresas não se instalam aqui na nossa região, em Campinas, por exemplo, porque não tem mais água para outorgar e ainda mais nesse período mais seco que diminuiu a disponibilidade. Então, não é nem por falta de energia, mas é mais por falta da água. A questão não seria a escassez hídrica, né, professor, mas a gestão do recurso que temos aqui no nosso caso, eh, é falta da água física mesmo, né? Nós teríamos que trazer a água como são interceptados um volume muito grande, uma vazão grande para para derivar para São Paulo, que seriam os formadores da da bacia do Pirascaba, né, que que ela represa o Jaguari, o seu afluente Jacareí, o Cachoeira e o Atibainha, que são os formadores do rio Piracicaba. O rio Piracicaba ele se forma na junção desses dois rios em Americana. Aqui em Campinas passa o Atibaia e o Jaguari ali na perto de Souzas, né? O Jaguari não exatamente na cidade de Campinas. Eh, só que se essa vazão que é retirada do sistema, ela estaria passando na nossa região, nós teríamos uma disponibilidade muito maior. Nós não temos porque nós somos a bacia doadora para TT. Então, esses dois reservatórios, eles estão sendo construídos de certa forma para aumentar a disponibilidade da região e possibilitar um crescimento, né, da região, porque a energia mesmo ela vem de fora, né? A energia ela vem do Paraná, vem do de Minas Gerais, né, de outras regiões. Agora, professora, a pergunta principal aqui pra gente arrematar tudo que foi explicado, concluir também é a seguinte: a água potável do mundo, ela pode acabar fisicamente ou isso é impossível na sua opinião? água potável. Então você tem que cuidar da água, né? O o planeta ele tem uma capacidade de autodepuração, né? Ou então uma região tem uma capacidade, os rios tem uma capacidade de autodeporação, desde que essa quantidade de fluentes que sejam lançados nele seja menor do que essa capacidade. Quando ultrapassa, nós entramos naquela economia de espaçonável que eu que eu comentei, porque nós precisamos ajudar o meio ambiente nesse processo, porque sozinho ele não consegue. Então, ao invés de lançar, fazer um lançamento de fluentes brutos, nós temos que tratar para depois lançar esse fluente tratado. Então nós podemos recuperar essas águas e nós poderemos manter o o as regiões e com rigidez se nós fizermos esse trabalho, né, de reciclaro, eh tratar água, tratar o esgoto antes de ser lançado. Então nós mantemos o ambiente ígido e com isso nós conseguimos manter a água potável para para atendimento à população. Caso contrário, nós pereceremos. Bom, agradeço muito aqui ao professor Dr. Antônio Carlos Zufo, que é especialista nas áreas de hidrologia, gestão de recursos hídricos também. Muito obrigada, viu, professor, pelo seu ponto de vista aqui pra gente e pelas explicações também. Eu que agradeço o convite mais uma vez. Muito obrigada e agradeço também a você que nos acompanha aqui na TV Câmara. Semana que vem eu te espero novamente com mais um ponto de vista. Até lá. [música] [música]
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