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Olá, começa agora o programa Ponto de Vista, que hoje vai discutir o impacto das guerras e conflitos, principalmente no Oriente Médio, no desenvolvimento econômico industrial. O CESP, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, regional Campinas, conta com 590 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios da região. O faturamento conjunto das empresas associadas é de 53 bilhões deais ao ano. Conjuntamente, essas empresas empregam mais de 97.000 1000 colaboradores e eles realizaram uma pesquisa agora a pouco, no mês de abril, com os associados. 50% dos que responderam afirmaram que o volume de produção diminuiu em relação ao mês anterior. No mesmo período, também 50% das associadas apontaram queda no faturamento. O primeiro trimestre do ano mostra uma retração moderada nas importações. Então, sobre os impactos, alternativas, o trabalho que precisa ser realizado, eu recebo aqui no estúdio o Anselmo Rizo, diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp. Atualmente, dezenas de conflitos acontecem por todo o mundo, mas algumas trazem um impacto maior. Rússia e Ucrânia já dura 4 anos. Estados Unidos, Israel, Irã já dura mais de 9 semanas ou 70 dias. Este mundo intolerante traz que tipo de impacto no desenvolvimento econômico industrial? Anselmo, seja bem-vindo. Um prazer estar com vocês, um prazer falar com todos, né? É realmente como você colocou, né? Nesse momento que a gente tá vivenciando aí vários conflitos geopolíticos, principalmente eh essa questão da Rússia e Ucrânia, que afeta diretamente mais ao setor agro, né, em função da questão dos insumos para as fertilizantes e etc. Porém, esse último aqui que nós temos aí a o conflito entre Estados Unidos e Irã, né, na questão do estreit do estreito de Ormus que é fechado, que o estreito de Ormus ele representa 20%, né, do movimento de petróleo mundial, né, e isso afeta diretamente, né, toda a a cadeia logística, né, mundial, não só para aqueles que dependem da questão do fornecimento ento dos do petróleo, mas tudo aquilo que envolve, né, aos os substratos, vamos dizer assim, os subprodutos, né, derivados do que tem que passar por esse estreito. E isso vem impactando diretamente realmente as empresas aqui da região na questão de primeiro os custos logísticos, os custos de energia, né, e consequentemente isso nos custos de produção. O Anselmo Campinas é uma metrópole, ela está se expandindo em termos populacionais e aí consequentemente as demandas também em um mundo em que as potências estão em constantes disputas, né? Estados Unidos, Rússia, passagens bloqueadas, como o senhor disse há pouco, né? O canal de Ormus no Irã. O senhor entende que é uma tendência? Teremos cada vez mais conflitos e aí nós vamos ter que nos preparar para não termos tantos impactos e oscilações nos preços do dos produtos ou é algo pontual que está acontecendo aí neste e nos últimos anos? Olha, Gabriel, eu diria para você que aí eu precisaria ter uma bola de cristal, porque é o seguinte, né? A gente sabe que realmente esses conflitos, né, que acabam acontecendo, eles vêm eh às vezes são periódicos. né? Porém, nós não podemos garantir que agora que nem hoje se formos analisar a situação hoje nessa nesse conflito Estados Unidos e e Irã, a as informações que nós temos é que há uma possibilidade dele se encerrar, mas é há uma possibilidade, né? Mas também não vai garantir que isso aconteça e também que não aconteça outros casos futuros, né? Que nós sabemos claramente que tá tendo uma um conflito indireto entre Estados Unidos e China. Uhum. na questão do tema de terras raras, sim, né? E isso pode desencadear, né, um novas situações críticas para as indústrias, principalmente para nós aqui da região de Campinas, como você colocou bem, nós temos 590 indústrias distribuídas nos nossos 19 municípios ligados à nossa regional e são indústrias de alta tecnologia, né? E isso demonstra que aqui nós dependemos muito de insumos importados, né, para a confecção dos produtos aqui produzidos. Tanto que, né, eh, vocês, não sei se vocês receberam a nossa balança comercial na questão de importação, só quero aqui dar um um número aqui pro pessoal entender um pouquinho didático, né? Então, eh, os valores acumulados do ano, nós tivemos 820 milhões de dólares em exportação. Em contrapartida, 3.5 e 05 bilhões de importações. Ou seja, tivemos um déficit comercial bastante elevado de 2.22 bilhões de dólares. Importar muito mais. Importamos muito mais, né? Porque às vezes alguns produtos que são produzidos aqui, eles não são exportados pela região, mas são muito mais designados ao fornecimento do mercado nacional. Mas é importante que Campinas é um setor pjente, pujante de alta tecnologia, né? e que faz com que, né, eh, eu sempre coloco que aqui em Campinas é o diferencial do comércio exterior brasileiro, que todos os processos e e burocráticos, né, da região da de importação e exportação, a grande maioria são desenvolvidos aqui. E aí eu quero só dar um um esclarecimento e pegar um ganchinho que é o papel nosso do Ciesp, eh poder em conjunto com a nossa matriz em São Paulo, promover, né, a flexibil flexibilização, a desburocratização desses processos, a fim de minimizar, né, os custos adicionais incluídos nos seus processos. Agora, Anselmo, eh, caso, vamos supor, que a gente não tivesse as guerras e os conflitos que foram citados aqui, esse déficit que o senhor citou, ele ainda apareceria mas num número menor? Eu acredito que sim, tá? Eu acredito que sim, porque o que que acontece? eh nós teríamos muito mais chances de ter os custos mais equilibrados na produção, o que poderia aumentar as nossas exportações, né, fazendo com que esse esse déficit pudesse ser minimizado. Porém, nós temos outros fatores também que implicam, né, nessa questão dos custos, né, dos nossos produtos, que é a alta de juros, a forte alta de juros que temos aqui no Brasil, são os gastos públicos que, enfim, impactam diretamente no custo produtivo. Ô, Anselmo, o senhor entende que há espaço para políticas públicas municipais ou regionais de apoio a indústria em momentos de instabilidade eh externa? A gente sabe, o mundo vive as todas essas dificuldades, mas é importante o legislativo estar pelo menos bem informado no que acontece no mundo e conseguir dar algum tipo de apoio às indústrias? Eu sim, sem dúvida nenhuma. O espaço sempre há, principalmente pelo poder legislativo, que tem como acredito, né, que um dos objetivos criar maiores atrativos para que possam trazer outras empresas para a região, né, e fazer com que mais empresas vindo para a região com alta tecnologia, como temos informações que já algumas estão aí sondando, estão para vir, etc., né? Esse conjunto, né, de empresas vai permitir que muitos processos sejam, inclusive até melhorados e modernizados para diminuir os custos produtivos. Ótimo. Nesta pesquisa realizada no último mês com os associados, 65% das empresas dizem sentir impacto. O que que isso significa na prática para quem está nos acompanhando em relação à produção, emprego e competitividade? Olha, essa as 65 empresas que apontaram impacto no custo, isso gerou o quê? dimunição da produção, redução do faturamento, ainda não registramos nenhum tipo de desemprego, mas se continuarmos nessa tendência, o que esperamos sinceramente que não, e aí por isso a nossa entidade trabalha, tá, para agregar valor a essas empresas e fazer com que não haja, né, nenhuma perda de mão de obra ou de emprego aqui na região, né, a gente possa est fazendo com que a gente supere essa crise que estamos vivendo no momento. Ô, muitas vezes quem está nos acompanhando, né, vai ligar a televisão, vai assistir um telejornal e ver que tá acontecendo um conflito, uma guerra do outro lado do mundo, né, como tá acontecendo agora no Oriente Médio. Esse tipo de crise, ele mostra como a economia local está conectada ao cenário internacional. Sim, sim, claro, sem dúvida. Como você coloca aí, eu entendo o seguinte, eu coloco sua pergunta assim, isso que tá acontecendo não é um mundo muito distante, não mais, né? Não, mais cara, hoje e imediatamente a gente sente em todos os nossos processos, né? Por a gente está interligado em toda a cadeia global de fornecimento e comercial e Campinas em função de ter toda essa pujança, né, do seu indústrias de de alta competitividade, alta tecnologia, sofrem diretamente esses impactos. Então, eu diria para você que o mundo tá aqui nas nossas portas. Então tudo que acontece lá reflete imediatamente aqui. E sempre foi assim ou com um avanço isso tem mudado? Do do seu início, de quando o senhor começou a trabalhar para hoje, mudou muito? Ah, eu diria para você que antigamente era mais romântico, era tudo mais local, era tudo mais local, né? Se discutia, etc. e tal. E a gente nunca teve assim eh eh a gente tava em uma outra época, né? o Brasil tava em desenvolvimento. Então nós tínhamos não só vários programas de incentivo, né, para as modernização das indústrias, tanto federal, às vezes incentivos até municipais, etc e tal, mas isso em todo o Brasil. Hoje não. Hoje realmente a gente encontra grandes dificuldades, vê alguns programas sendo lançados, mas que efetivamente acabam não tendo a efetividade que deveriam ter, né? Então eu diria para você que hoje tá muito mais difícil a nós atuarmos. Volto a falar da minha praia que é a área de comércio exterior, né? Já na área de comércio exterior, o que nós temos trabalhado em muito, né? Eh, a nossa entidade, ela apoia muito fortemente a modernização dos processos de de de de comércio exterior, ou seja, de como se faz uma importação, de como se faz a exportação, a desburocratização, né, a automatização de todos os processos, etc., tal, para que as empresas possam, né, eh, eh, minimizar, vamos dizer assim, os custos com essas operações e aí auxiliar também na redução do seu custo eh produtivo. E as empresas conseguem assimilar todo este conteúdo ou tem muitos obstáculos neste caminho da? Olha, eu diria para você que os obstáculos mais eh são os marcos legislativos federais, que não é simples, né? Porque existem eh muitos marcos legislativos que existem há anos, né? e estão sendo modificados gradativamente. O importante é dizer que nós hoje temos tanto no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, através da sua Secretaria de Comércio Interior e principalmente na Receita Federal do Brasil, na duana brasileira, tá? Eh, profissionais, né, embuídos nessa modernização, mas não pode ser feita uma coisa assim assodada, né? Lamentavelmente, esses marcos regulatórios, essas coisas, você tem que fazer de acordo com a legislação, porque a gente vive num país que ainda o ilícito é muito acentuado, então tem que tomar todos esses cuidados. Vou lhe citar um exemplo. Eh, vocês vão lembrar que na época da COVID, né, os insumos para fabricação das vacinas que foi aqui em Campinas, foi em Viraopos e através de um eh delegado na época da Polícia eh Federal, né, o seu Fabiano Coelho, que se eh criou um mecanismo para liberar esse processo em menos de 2 horas. Impressionante e você todos nós vimos na televisão, acompanhamos, isso aconteceu, etc. Passada essa fase, o que que aconteceu? Este procedimento, esse processo começou a ser escrito para que as empresas pudessem fazer a ter a mesma tratativa, né, para liberar as suas cargas em menos tempo. Não é às 2 horas, mas chega a 4 horas, 5 horas com menos burocracia. E isso já está implementado, está em fase de implementação, né? Então isso é muito importante para que a gente possa cada vez mais modernizando os processos. Nessa questão de horas, eu entendo uma questão também como logística. O efeito do conflito, ele é mais logístico, financeiro ou produtivo? Os dois, os três. Os três. Os três. Logístico nessa crise do do do problema geopolítico, né? Porque realmente você tem que buscar às vezes rotas diferentes. Eh, você falou logístico é um o financeiro financeiro com a aumenta do preço do petróleo, os fretes internais internacionais ficam muito mais caros. E agora isso não é só na questão dos fretes marítimos, nós temos agora a questão impacto direto também nos fretes da da no óleo diso de aviação, né? Então, consequentemente, os flexos de aviação começam a a a sofrer esse impacto, né? E o outro que você falou, produtivo. Então, tudo isso acaba desencadehando nas dificuldades do processo produtivo. A empresa precisa ter eh maior previsibilidade, aí a empresa passa a ter um custo maior porque ela tem que importar mais se ela depende de insumos eletrônicos para manter os toques de de de reserva, vamos chamar assim, né? porque ela precisa ter uma previsibilidade. Então, de um lado, como eu lhe falei, que a gente consegue tá trabalhando em desburocratização, eh, que a Receita Federal tá promovendo para você agilizar os processos de liberação. Com isso, você passa a ter uma previsibilidade e você passa a ter um inventário menor dos seus estoques eh de produtos importados. por isso você consegue reduzir o seu custo. Porém, por outro lado, quando você tem esse conflito, a essa ganho que você teria, ele acaba ou ficando igual ou até superando. Então, por isso que é importante que essa situação ela se normalize em algum momento. Ô, Anselmo, para quem está nos acompanhando, né, muitas vezes assistindo esses noticiários, fala assim: "Ah, e alta do preço, tal". O consumidor ele sempre acha que aquele produto final que tá chegando para ele tá chegando mais caro, que ele é o mais prejudicado. As indústrias acabam ganhando ou também ficam refém desses preços? Nada. Ela é refém dos preços porque ela ela tá pagando tudo isso no momento em que ela compra, né? Sempre lembrando, né? Que quando a partir do momento que você tem um aumento de frete, um um aumento da dificuldade de abastecer a tua a tua planta, né? você gera custas adicionais e às vezes você paga até o imposto que é recolhido no momento de uma importação, ele acaba sendo em cima do preço internacional, mais somado com fretes, assim, etc e tal. Ainda sobre esse assunto, então para quem está nos acompanhando, o levantamento ele mostra que 36% das empresas com impacto severo nos custos, eles é um número bastante significativo. Então, para quem está nos acompanhando, que custos são esses? Você citou a questão do frete, mas tem também energia, tem insumos, tem seguro, é tudo ao mesmo tempo? É tudo, principalmente começa com o primeiro custo com energia, né? Aí posterior e pois, né, a cadeia de custo de composição de custos, né, aí você vem com o o custo principal, né, que vai afetar diretamente é quando você vai comprar o produto. E aí a logística ela passa a ser não só o frete, aí vem toda uma questão de preços somado custo, seguro, etc e tal. Às vezes você não consegue nem encontrar o produto ou nem quem te forneça esse produto porque ele já foi para o outro mercado onde está eh sem não tendo essa dificuldade, OK? E aí você acaba tendo que para manter o seu processo produtivo adquirir ele mais rapidamente, porque uma compra internacional ela não é feita de um dia para o outro. Ela é uma compra que você faz por encomenda, você tem um tempo de maturação, tem um tempo de negociação e etc, nãoé? Porém, a partir do momento que o fornecedor lá fora fala: "Olha, esse caminho aqui ele tá me dando problema, ele vai uma outra rota para uma outra rota, né? Principalmente na questão dos eletroeletrônicos. Selma, a concentração das exportações estão Argentina, Estados Unidos e México. Isso mostra uma dependência excessiva de poucos mercados. Olha, ela tá começa com Estados Unidos, que representa 17, eh, deixa eu ver aqui, ó, exportações, 17.3% dos Estados Unidos, né? Já foi melhor no passado. Tarifá atrapalhou bastante isso, né? Chegamos a 24, 25% no passado. Argentina, que é um mercado que eh sempre foi um mercado favorável, né, aos negócios internacionais com o Brasil. Uhum. e o México, né, que também é um parceiro forte na questão das exportações. Então eu diria para você o seguinte, esses três mercados o que nós temos que fazer é diversificar nossos produtos, né? procurar superar novamente, tô v sendo repetitivo, ter criatividade para poder criar mecanismos da gente diminuir os nossos cursos internos ainda mais e promover maior competitividade. Mas para isso a gente também precisa de ajuda, que eu diria ajuda eh redução do do do da alta de juros. E isso acho que consegue de que maneira? reduzindo os gastos públicos, tendo uma política definida de expansão, né, para a indústria nacional, uma política nacional, né, porque isso não não vou dizer que é uma política partidária ou não, é uma política nacional de médio e longo prazo uma política de estado, uma política de estado. Exatamente. Esse é o tema, entende? E aí a gente, eu garanto para você que com a criatividade que tem aqui o o brasileiro, né, com a a capacidade que as indústrias têm, hoje nós poderíamos estar numa situação bem melhor. Anselmo, algumas entrevistas que eu já realizei de diversos setores, né? Há uma reclamação em geral sobre falta de mão de obra em relação às indústrias. Perfeito. Perfeito. Perfeito. Isso acontece também. acontece perfeitamente. Lamentavelmente, hoje, né, eh, a gente tem, sente as indústrias e não é só indústria, prestadores de serviço que auxiliam a indústria, né, eh, área de comércio também, a gente tem visto isso, tá sentindo uma falta muito forte da de mão de obra. Nossa entidade possui o SES SENAI, que já que prepara pessoas, né, para trabalhar nas indústrias e eh depois essas pessoas, muitos já são agregados na indústria, já t seu emprego, mas porém outros cargos acabam você não encontra no mercado. Uhum. Mas isso tem uma explicação, né? Lamentavelmente nós estamos vivendo um momento muito assistencialista aqui no Brasil. Então tem mão de obras aqui que pessoas que deveriam estar no mercado de trabalho, mas preferem não estar trabalhando e recebendo assistência. Só para você ter uma ideia e voltando paraa nossa praia que é com exterior, eh, a gente tem um trabalho de formação de mão de obra paraa comunidade, para jovens, aprendizes, paraa área de comércio exterior. Ótimo. que é desenvolvida aqui em conjunto com a Receita Federal de Campinas, Sindicato de Despachantes do Estado de São Paulo, nosso parceiro Elson Isaiama, que foi o, diria para você, acendeu uma luzinha nele e eles lançou, né, essa sementinha, todos nós apoiamos, inclusive a prefeitura de Campinas lugar onde nós estamos formando jovens aprendizos para de conver exterior. E posso lhe garantir, a gente não tem ainda um braço para aumentar, mas a média é de 30, 40 formações que a gente tá fazendo por ano. Ótimo. Isso para trabalhar o quê? No maior sítio aeroviário internacional de carga, que é o aeroporto de Viracopos, que é um grande aliado estando aqui na cidade de Campinas. Sem dúvida nenhuma, sem dúvida nenhuma. o aeroporto de Viracopos. Eh, eu que eu eu sempre trabalhei numa multinacional aqui por muitos anos, né, de gana de porte. E a gente sempre colocou que o maior aeroporto do Brasil na área de comércio exterior é de Veracopos. Tudo aconteceu aqui. Todos os processos de modernização iniciaram-se no aeroporto de Viracopos, né? Posso citar aqui pro pro pros nossos eh telespectadores, né, que eh eu vou falar algumas coisas, mas eu vou explicar o porquê. Aqui surgiu, por exemplo, na época que se precisava já criar alguma agilidade um um programa chamado Linha Azul. Que que era o Linha Azul? A empresa tinha um compromisso de ser íntegra, ter os seus processos íntegros. E aí você põe uma faixa azul na sua carga, né? Ela recebia o selo da receita que ela tá era íntegra e essa carga quando chegava aqui no aeroporto de Viracopos, ela tinha prioridade na liberação. OK? Entende? Mas surgiu aqui, foi evoluindo, saiu de Viracopos na época da infraer ainda, foi evoluindo, aí virou o Recofe, que é um regime especial também de liberação, né? E a coisa foi evoluindo. Falei há pouco da questão da época da liberação dos insumos doid da Covid também foi. E o Brasil passou eh eu não lembro agora exatamente a data, se foi 19, eu não lembro agora, passou a fazer parte de um programa chamado operador Econômico Autorizado. O que que é esse programa operador econômico autorizado? Nós, CESP Campinas, é bom que se diga, somos apoiadores em conteste desse programa. O programa operador Econômico Autorizado é um programa voluntário, né, de ação voluntária, em que a empresa ela se qualifica para ser uma parceira da Receita Federal, OK? E para isso ela tem que ter processos idôneos, procedimentos seguindo a risca, né? Enfim, ela tem que estar exatamente de acordo com a conformidade de segurança, que é o principal eh pilar, né? e conformidade a duaneira que que são contributos. Ela se prepara, a Receita Federal faz uma auditoria, ou seja, ela faz uma pré qualificação e a a Receita Federal faz a auditoria de validação. Ela homologada, aí ela recebe um selo de de operador econômico autorizado e a sua carga passa a ser agora recentemente foi ah melhorada a resolução. Então agora ela 100% recebe o canal canal verde para toda sua mercadoria. Para quem não conhece, todas as mercadorias importadas tem quatro canais. O verde, passagem direta, o amarelo, conferência documental, o vermelho, conferência física e documental. E o cinza, é aquele que tá tentando dar chapéu na receita que a gente já recebe uma atenção especial. Tem é aquela política de quatro olhos, né, que vamos olhar direitinho, porque a gente sabe que tô Receita Federal do Brasil tá muito bem aparelhada, com inteligência artificial, etc e tal, né? Tá tá trabalhando muito junto ao contribuinte. Então eu acho que isso é uma grande oportunidade que as empresas têm de modernizar, né, inclusive, Gabriel, o seu processo terno, tá? Porque a partir do momento que ela entra nesse programa, ela faz uma revisão de todo o seu processo interno, todo o seu procedimento, todos os seus procedimentos, desde segurança, gestão de carga, gestão de RH, gestão de parceiros comerciais, etc e tal, entende? Então é uma oportunidade dela tentar obter o selo, mas também revisar o que que ela tá fazendo de redundante dentro da sua organização ou melhoria dentro do seu processo. Ótimo, Anselmo. Voltando para aqueles países que o Brasil mais que a região aqui mais importa, né? Estados Unidos, Argentina e México. Importa ou exporta? Exporta. Exporta. Uma questão curiosa, né, que envolve política também, porque a região ela exporta mais para a Argentina e após a posse do Milei parecia que iria se distanciar do Brasil, saíram do Mercosul, muitas notícias, mas na prática não é o que parece. os Estados Unidos, uma postura de confronto com outros países, tarifaço, endurecimento daquela política emigratória, mas também o Brasil segue exportando. Eh, as indústrias aqui, a nossa região, quando tem eleição em outro país, precisa prestar atenção essa questão de política ela interfere ou nem tanto assim existe uma estabilidade? Lamentavelmente a política sempre interfere, porque as empresas não fazem política, né? As empresas não fazem política. As empresas brigam contra a política. As empresas ela tem o papel de gerar renda, de gerar emprego, né? De aperfeiçoar o seu processo, de modernizar os seus produtos, né? E hoje aqui na região, por exemplo, né? A gente tem aqui quando a gente se fala de importação, de exportação, um dos maiores segmentos que a gente tem é produtos farmacêuticos, né? que no foi o top o o primeiro, né, do do do da apuração que nós fizemos até março, se não me engano. Esse que é isso que até março, se não me engano, foi no acumulado, né? Então, o que que acontece quando você fala que falamos do Milei, Milei tá fazendo um papel extremamente difícil na Argentina, etc e tal, porém ele não é eh ele nunca ia deixar de fazer negócio com o Brasil. Ele pode ter as diferenças políticas entre as diferenças entre os dois governantes, porém os dois países são, um depende muito do outro também, então não ia deixar de acontecer. E o que aconteceu com os Estados Unidos com a questão do tarifaço, né? Com a questão do tarifaço, eu posso só dizer para você, eh, foi preocupante na época, claro que foi preocupante. Uhum. Mas acompanhando e para isso, né, a nossa entidade através que me ligar à Fed da Geração das Indústrias API também tem pessoas altamente competentes acompanhando todo esse processo, né? E a gente comentava, alguma coisa vai ter que ser temporária, alguma coisa vai ter que voltar para trás, né? Eh, em função do quê, né? Da às vezes a instabilidade emocional de quem tá tomando a determinadas medidas. Isso acabou sendo comprovado, né? Isso acabou sendo comprovado. Vamos ter uma reunião, acho que amanhã, né? Amanhã, amanhã vai temos uma reunião entre o Trump e o Lula e o Lula. Vamos ver o que vai sair dessa reunião. Não, eu acredito que os dois são adultos e e e responsáveis bastante para não tomar nenhuma medida drástica, né? Vai vir aquele sorrisinho com tal, não sei o quê, tá t, mas ali tem um tema por trás disso que é o tema das terras raras, isso a gente sabe, né? Então o o que pode acontecer é ter que ter uma negociação. Isso que é importante. Nós temos que estar aberto de negociação. Então nós a indústria, estamos muito preocupados com declarações do governo brasileiro abrindo uma linha de confronto. Me parece que agora tá tendo uma retração, né, que vai permitir com que essas negociações avancem, que talvez tire até mais alguns tarifaços existentes. Essa é a nossa expectativa, porque alguns setores ainda estão sendo prejudicados. Anselmo, reta final do nosso programa. O que que as indústrias da região metropolitana de Campinas precisam fazer agora? Esperar o cenário melhorar ou já se reorganizar para um período mais longo de instabilidade, conflito do Oriente Médio, pode ser que demore essa reunião, pode ser que dê errado. Como é que você enxerga aí? Tem como se reorganizar? Eu diria, eu diria a você, né, que eu sabia que você ia vergonar isso. Eu sabia. Aí a gente conversou com algumas empresas, falei, não, vou levar informações eh atualizadas, né? OK. Então, o que que nós temos que fazer, né? Eu acho que nós temos que ter o quê? temos que as introdúcias da região têm que estar atentas, né, para qualquer oportunidade de ampliação das suas exportações. Elas têm que entender, né, que esses impactos que nós estamos tendo agora, ele é ele é pode ser momentâneo, mas ele pode se prolongar. Então, ela tem que buscar alternativas, né, de expansão dos seus negócios, OK? e principalmente e principalmente buscar ter um equilíbrio nos seus custos produtivos, né? Porém, que que a gente a gente pode dizer? As nossas indústrias aqui, principalmente as das 590, nós temos grandes indústrias de ponta que já tão com a sua lição de casa feita etc e tal. Então, o que compete à nossa entidade, né, receber algumas demandas dessas indústrias para que a gente possa também em conjunto com aquilo que os outros associados, né, tentar arrumar um benchmarketing para que elas possam superar essa crise que estamos estamos vivendo. Esse, acredito que é o nosso principal papel. O principal papel da nossa entidade é agregar valor ao seu associado, é agregar valor à indústria e também aos serviços a ela filiados, mas não só eles, a todos, né? Porque a gente fala associados OCS, não, a região é como um todo, né? E e alemão tem um ditado que diz um steam bite, um mais um é um time de trabalho. Então cada empresa, somando a outra empresa se forma um um grande conjunto, uma grande força para poder alevancar principalmente o potencial cada vez maior aqui industrial da região de Campinas. Ótimo. Esse impacto que a gente tá citando, né, que a gente falou de algumas porcentagens das empresas, da questão de frete e tal, isso já chegou ao trabalhador, ao consumidor ou ele ainda fica mais concentrado dentro das empresas? Olha, em alguns segmentos eu acredito que já tenha chegado esse esse esse essa esse resultado, possivelmente a gente vai ter na nossa próxima pesquisa. Mas agora eu não vou falar como Anselmo da CESP, vou falar como Anselmo consumidor. Uhum. Né? Eh, e acho que o Gabriel também já sentiu isso. Todos aqui sentimos isso. Então, logo começou esse conflito, o preço da gasolina disparou. Sem dúvida, né? Por um milagre, não sei por, né? Hoje ao abastecer para vir para cá, no posto que eu abasteço regularmente, eu vi que baixou o preço e normalmente esse essa queda, vamos dizer assim, né? Ela demora muito. É, mas com certeza não, ele não abaixou no no mesmo percentual que ele aumentou. Eu já fiz um programa sobre isso, viu? Sobre tô falando não demora um pouquinho mais. Então falei: "Nossa, mas que que surpresa, né? Brinquei com o frentista lá e falou: "Não é tal, não sei o quê". Então tá bom. Então eu alguns setores já chegou ao consumidor, sim, né? Lamentavelmente, a gente sabe eh que você vai para o supermercado, você sente que muitos às vezes sem necessidade Uhum. Porque não houve a reposição de estoque ainda, né? Aí você vai, por exemplo, vamos falar no setor automotivo, então há algum motivo para aumentar o preço do veículo agora? Não, porque os que estão à venda são veículos que foram produzidos com exatamente, além de estar em estoque, foram produzido eh veículos produzidos com a autopart preços anteriores. Então essa tendência a gente vai est acompanhando agora e com certeza, eh, Gabriel, no próximo mês a gente deve ter alguma sinalização sobre isso. Anselmo Rizo, diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para vir até os nossos estúdios, participar do nosso programa, esclarecer muitas dúvidas que são dos nossos telespectadores. Já faço um novo convite para senhor retornar aos nossos estúdios para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos que seja num cenário melhor, mas fica aberto as suas considerações finais. Eu queria em primeiro lugar agradecer a vocês pelo convite, né? e paciência aos telespectadores, que alguma algumas palavras técnicas que aí que a gente acabou usando né? E dizer que eh realmente nesse momento que nós temos estamos vivendo, são momentos em que a gente tem que ter serenidade, equilíbrio, né? E principalmente discernimento para acompanhar, né? acompanhar a situação e buscar conjuntamente, com o apoio das entidades de classe, soluções para os problemas que possam estar aparecendo nessa jornada íngel empreendedor aqui nesse país. Obrigado. Eu que agradeço e agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha esclarecido, levado informação de credibilidade até você. Até uma próxima oportunidade. Ciao. Ciao.