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acontece mais [música] [música] algumas perdas mudam para sempre uma família. [música] E no Histórias de Vida de hoje vamos falar sobre saudade, fé e recomeço. [música] Com o pastor Sérgio Firmino, que perdeu a filha, a menina Isabela Tiburso de apenas 7 anos. após uma tragédia na Lagoa do Taquaral. Sérgio, muito obrigada por nos atender, por ter aceitado o nosso convite. [música] Um prazer recebê-los aqui em casa. Para começar, eu queria que você contasse um pouquinho sobre a Isabela, [música] para quem não conheceu ela, como que ela era, como que era a personalidade da sua filha. Como conta um pouquinho pra gente. [música] Isabela era uma criança muito criativa, generosa, inteligente, conciliadora. [música] Nós temos várias histórias, né, que os pais dos amigos da Isa contam, que nos [música] ambientes onde a Isabela estava, ela sempre procurava dar atenção a todos, né? E quando havia alguma briga, [música] ela era a pessoa que reconciliava os amiguinhos. eh, no colégio, ela era a primeira aluna da classe a terminar as [música] lições, muito inteligente. E quando terminava, ela pedia para a professora para ela ir até a mesa dos coleguinhas que ainda não tinham terminado [música] para ajudá-los a terminar. Ela era extremamente generosa. Eh, nós temos um projeto social ainda hoje lá no Parque Oziel, né, onde eu pastoreei 8 anos. [música] Então, a vida toda da Isabela, nós morávamos aqui e o nosso ministério era lá no Parque Oziel, ela conviveu com essa realidade, né? Então, ela chegava comigo aos sábados lá 7 horas da manhã, quando nós iniciávamos ali [música] as programações. E ela ficava comigo às vezes até 7 horas da noite lá. Ela ia com sono, tal, mas estando lá, ela participava de tudo. Nós temos imagens da Isabela eh fazendo saquinhos aqui em casa de doces. Ela amava ajudar e depois distribuir esses saquinhos lá em datas especiais, né? [música] Dia das crianças, Páscoa, Natal. Então, ela sempre esteve envolta sim a situações de ir em direção ao próximo, né? Ela tava construindo assim o saber dela, envolvendo sempre cuidar de outros também, né? E [música] eu falei dessa tragédia, né, que infelizmente abalou a sua família. Eh, você como pastor eh, costumava ter esse acolhimento para com outras pessoas. E nesse momento, onde você conseguiu [música] acolhimento para você? Onde você buscou refúgio? É, eu entrei numa escolidão muito profunda, né? Eh, eu precisei de fato de contar com aquilo que a igreja de Jesus ela cede, né? Quando ela verdadeiramente vivencia [música] os seus mandamentos, né? Então, eu tive irmãos, até pessoas que eu não conhecia, eh, que sentiram a minha dor e estenderam [música] as mãos, o ombro, os ouvidos, né, para o momento que tava tudo escuro para mim. Então, abri as portas da minha casa, as pessoas frequentaram minha casa, tive amigos que dormiram aqui nos primeiros [música] dias, perderam o dia de trabalho, ficaram aqui com a gente, né? Então eu recebi esse abraço fraternal da igreja [música] de Jesus, né, que acolhe. E e também foi realmente [música] um ponto crucial do início da nossa recuperação, né, de lidar com o luto de forma eh mais direta, assim, o tratamento [música] psicológico e o tratamento psiquiátrico, que hoje até hoje nós fazemos, né, nós tomamos medicamento, [música] tudo para nos ajudar a enfrentar esse problema que surgiu com a perda da nossa filha. Mas tiveram várias situações assim que de fato foram bem importantes, [música] né? Eu num primeiro momento eu desisti de ser pastor, eu não queria mais ser pastor. Fui procurar um trabalho, encontrei durante um mês e algumas situações que aconteceram muito boas nesse trabalho, né? Eh, eu me encorajei novamente a encarar as pessoas para [música] falar de um amor que consola, que auxilia, né? É de um Jesus presente em [música] todas as circunstâncias. Mas entre as coisas que eu senti e para eu me afastar do ministério, eh, paiou uma vergonha, né? Poxa, eu eu prego sobre um Deus cuidadoso, bondoso, e as pessoas vão olhar para um pai que perdeu a filha, né? E aonde tava Deus quando isso aconteceu, né? Eh, mas Deus ele não é responsável pelas ações humanas, né? Os seres humanos tomam atitude [música] e aquelas árvores não eram para estar lá. Há vários protocolos que indicam isso e infelizmente não tiraram a tempo. Agora não estão mais lá. Nunca mais ninguém vai precisar se machucar por conta daquilo. Não vou mentir. No primeiro momento, na noite que precedeu [música] o enterro da Isabela, eu pensei em não ficar mais aqui neste mundo, partir daqui, que era minha amizade porque era muito grande. [música] Minha amizade com a minha filha era muito, nós éramos muito colados. Eu levava a Isabela segundas-feiras no balé. [música] Depois as quartas-feiras novamente, como eu tenho um horário flexível de trabalho, eu conseguia dar toda essa atenção para ela, né? E levava [música] na aula de canto, adorava cantar. Tem vídeo da Isabela cantando também. Hora que você vê, você vai chorar, é bom demais. A voz dela era linda do meu coração. Eu viver por amor a ti, meu rei. Son mais do meus orgulho. Eu vou procar pela vida do Senhor. Então eu me vi, perdi tudo o que eu mais amei na minha vida, assim, eh, o foco, agora vou destinar minha vida para essa criança ser amada, sabe? Toda a minha energia vou dedicar para essa criança ser amada. Isso foi arrancado de uma vez de mim, né? [música] Ela não ficou doente, ela era totalmente saudável, foi abrupto essa retirada. [música] E aí eu pensei não ficar mais aqui, de partir daqui, mas aí uma voz, Deus com certeza falou para mim: "Covarde, você parte, você se livra da sua dor, mas é a tua esposa que precisa [limpando a garganta] de companhia nesse momento tão terrível". Aí eu me apurnei, encarei a dor de frente, [música] até hoje encara essa dor, mas agora já consciente de que [música] a propósito para eu estar aqui ainda vivo, eh, há esperança de coisas continuarem acontecendo. Ah, o mesmo projeto social que nós cuidávamos no parque enquanto ela era viva, a gente continua, né? Inclusive, ela é uma das maiores motivadoras para eu continuar investindo meu tempo nisso, até pelas características dela que era de ser generosa, né, altruísta. Então eu vejo bastante motivação. Comentou que veio alguns confortos, né, durante esse período. [música] Tem momentos que a Isabela se faz presente mesmo na ausência, você comentou do livro, eh, tem momentos que você [música] percebe ali, olha, minha filha, [limpando a garganta] é, eh, sonhos, né? Eh, quando sonho com ela, só coisa boa. Eh, quando eu encontro com alguém que conviveu com ela e vem essas lembranças também do tempo que ela esteve com a [música] gente, né? E recentemente agora até me aconteceu um fato extraordinário, né? [música] Você quer que eu fale isso? Sim, por favor. Acho que tá aqui, né? [roncando] Aqui é uma escova de cabelo. Eu escovo o meu cabelo com essa escova. [música] E eu escovo meu cabelo com essa escova desde quando essa escova Pode pegar. Pode pegar. Desde quando essa [música] escova chegou aqui em casa? Uhum. Ah, as cérdias da escova combinam com o meu tipo de cabelo, né? E essa escova aqui, antes da Isabela ir pra escola, que ela sempre estudou no período da tarde, [música] então a mãe dela tava se arrumando, ela pedia para eu cuidar do cabelo da Isa, que era enrolado como o seu. Você sabe o [música] trabalho que dá? Dá mesmo. É, pelo menos uma meia hora, 25 minutos, eu ficava penteando, que era bem comprido o cabelo da IS, passava creme e ficava lá com essa escovinha aqui, uma meia hora, né? Então era um momento muito íntimo meu e dela. Aí então eu vi que combinava com o meu também e eu passei a pentear o meu cabelo com essa escova aqui. Nós compartilhávamos essa escova e não sei quando, provavelmente as letrinhas que estão aqui é da época que ela aprendeu a ler. Ela aprendeu a ler em casa. Eu a ensinei a ler porque em 2020 quando eu ensinei [música] a ler era pandemia, então ela não podia sair de casa, né? A mãe dela sai porque a mãe dela é da área da saúde, então ficávamos nós dois aqui em casa. E ficando aqui eu a ensinei a ler e ela enxugou como uma esponja muito inteligente. Então a gente percebe que são letrinhas assim até antes de ir pra escola, sabe? Que ela tava por conta aprendendo. Em algum momento a Isabela colocou esses papeizinhos dentro dessa escola. provavelmente que ela era uma menina que tinha um nível assim eh [música] sentimental muito alto, né? Ela percebia as coisas, ela demonstrava os sentimentos de uma maneira muito fácil. E em algum momento eu acho que ela quis fazer uma homenagem para mim por esse tempo que nós tínhamos todos os dias aqui em casa. Ela embrulhou esses papeizinhos aqui e colocou dentro da escova. Isso um ano e meio, dois anos antes dela morrer. E eu continuei usando a escova e e na verdade, Camila, quando eu continuei usando a escova, foi muito mais pela praticidade, porque ela sempre funcionou no meu cabelo, não era tanto pelo elo que eu tinha com a Isa, foi automático, continuei usando escova. E esses dias, agora eu quero colocar a coisa na ordem cronológica correta. Aham. No dia dos pais foi a primeira vez que eu fui até o túmulo da Isabela. Eu tava com muita saudade. Fazem três anos que ela faleceu. E eu fui lá chorar. Fui lá [música] para descarregar as emoções. Estando lá fiz uma oração, [música] falei com Deus, falei como se tivesse falando diretamente para ela, mesmo sabendo que agora ela está numa dimensão inacessível, né? O Senhor cuida dela agora. Ela está num lugar onde que as pessoas [música] vão quando morrem. eh, em Cristo, para ser cuidado por Cristo. Então, o que fica é a saudade. [música] Mas dentro da minha saudade, eu fui lá e falei, conversei, orei. Nossa, mal a beça. Saí de lá até um pouco mais aliviado, mas fiquei lá um tempo só chorando de saudade, [música] falando dessas coisas que eu estou te falando. Eu falei lá, falei que ela era muito inteligente, importante, [música] que ela faz muita falta e que ela deixou um legado lindo. E aí, essa semana pós Dia dos Pais, eu descobri que foi uma semana praticamente perdida. Foi uma semana que eu vivi em suspensão, estava aéreo. E eu vou explicar porquê. Dia 17 [música] eu achei essa escova. Eu tava penteando o meu cabelo, como eu faço todos os dias. [música] Essa escova caiu da minha mão e eu encontrei esses papeizinhos todos enrolados. No primeiro momento eu olhei e falei: "É, deve ser algo para conservar o produto, né? Que que é isso?" Quando eu abaixei no me curvei, eu vi que eram papéis. Aí eu abri os papéis. Quando eu abri os papéis, [música] eu vi que era a letra da Isa. Ali eu já me emocionei. Falei: "Como pode isso? [música] Como que pode tá aqui dentro? Duvidei. Fi acho que minha esposa escreveu isso aqui que eu nem li, né? Primeiro eu vi lá olá". É letra [música] da Isa, né? Aí fui abrindo todos os papeizinhos. No olá, eu já tinha [risadas] algo bom surgiu em mim quando eu vi o olá, né, que são vários olás, né? Aí depois eu vi o nome dela, Isabela. [música] Aqui é Isabela. Oi, pai. Aqui é Isabela. E um deles, te amo. Te amo. Com i, né? Uhum. Que é conforme a pessoa fala, é o som, né? Ela imitou o som na hora de escrever. [música] Gente, eu não sei explicar o que me invadiu. Foi alegria, foi paz, foi um [música] sentimento assim de que aqueles anos que nós vivemos juntos, eles vão permanecer [música] para sempre. E mesmo não tendo mais ela fisicamente perto de mim, nada pode apagar o que nós tivermos. [música] E isso veio à tona e foi algo sobrenatural. Como depois de uma semana que eu vivi em suspensão, aéreo, eh, sofrendo, chorando, amargurado, triste na segunda-feira, dia 17, [música] e ainda sobre tensão, porque dia 19 é o aniversário da Isabela. Então, encontrei os papizinhos [música] dois dias antes do aniversário dela e ela completaria 11 anos, 11 anos de idade. [música] Então, nessa data do aniversário também é uma data que nos toca muito. Então, eu encontrei entre o dia dos [música] pais e o aniversário dela algo que ela tinha escrito. Isso para mim é gratidão. Isso que ela fez aqui é um ato de gratidão. [música] Poxa, meu pai pentei meu cabelo todos os dias, tá junto comigo, né? Quero homenageá-lo. Mas nunca falou. Bem provável que tenha esquecido, né? E eu encontrar esses papeizinhos justamente nessa data é sobrenatural. É um ato da bondade de Deus. [música] Fala: "Fica em paz. O que você teve é permanente, você não tem mais ela fisicamente, [música] mas ninguém pode apagar do teu coração as memórias que vocês tiveram. E olha que olha, olha o que ela pensava sobre você. Olha o carinho que ela tinha, né? E me fez muito bem, mas me fez muito bem. Foi algo assim [música] inexplicável isso que aconteceu. Você falou um pouco sobre o legado da Isabela, né? Mesmo com 7 anos, ela conseguiu deixar um legado. Vocês publicaram o livro dela de poesias que também ele é repassado em algumas escolas do município, como você comentou comigo. Como que é isso para você também ter [música] eh a sua filha sendo ali estudada, os conteúdos dela? Ah, [música] com certeza. É orgulho de pai, né? Orgulho dos pais, né? e minha esposa nos orgulhamos muito da nossa filha, [música] nossa filha, por mais nova que tenha partido aqui deste mundo, ela deixou coisas importantes [música] para servir de inspiração. E eu gosto muito de falar da minha filha. Eu posto coisas sobre [música] a minha filha no Instagram. Recentemente agora eu tomei a decisão de ler algumas [música] poesias da Isabela e publicar eh em homenagem ao aniversário dela, que foi em agosto. E o livro dela retrata das características [música] amorosas, gentis, eh do valor que ela dava as coisas simples, né? E hoje em dia nós vemos as pessoas lutando tanto para possuir coisas e se sentindo valorizadas por ter coisas, né? E a Isabela é o tipo de gente que sentia valor em ser, ser amiga, ser uma boa aluna, [música] ser uma boa filha. Então ela ela sentia prazer nisso, né? Tanto é que os brinquedos mais caros que a Isabela tem, nós que decidimos dar para ela, ela nunca exigiu nada. Ela se satisfazia com a presença de pessoas, né? Então, o livro que ela escreveu e tá sendo utilizado em duas escolas de Campinas, [música] ah, ajuda a gente no sentido de ver, olha, tão pequenininha e deixou um legado tão importante que influencia outras crianças. E Sérgio, você falou de tudo que vocês viveram juntos, né? Contos especiais que vocês [música] compartilhavam juntos. Eh, mas fica também eh em você os momentos que vocês [música] não puderam viver? Ah, tem uma coisa que me pega demais. [música] É difícil eu não chorar. Eh, quando, e é duro para mim isso, viu? Quando eu vejo uma noiva entrando numa igreja, eu já fiz alguns casamentos depois que a Isabela faleceu. Ah, isso pega muito. É, pega porque ela era uma criança muito amorosa, romântica, né? eh assistir essas novelinhas aí eh de criança, sempre tem no livro dela tem poesia [música] que fala do beijo do amor verdadeiro. [risadas] Então a gente projetava [música] um futuro para ela, assim, ela construindo a própria família dela, dando os netos pra gente. Então não, isso me pega demais, saber que ela não vai passar por essa experiência, né, que ela partiu daqui, tudo bem, pura, [música] de uma forma assim um anjo, mas é muito cruel assim, saber que isso me pega bastante. Acho que ela não vai casar, né, ela não vai [música] terminar uma faculdade porque com certeza ela seria uma profissional extraordinária. [música] pra gente encerrar. Eh, no caso para você, eh, depois, né, já se passou três anos do acontecido, [música] eh, quando você lembra da sua filha, que que você o que que vem na cabeça primeiro sobre a Isabela? [música] Se você pudesse dizer algo para ela, o que que você diria? Uhum. Eh, eu sempre me lembro de uma frase de uma [música] caneca que eu ganhei. É muito bonita a frase. Diz assim, né, que a distância [música] entre o céu e a terra não é capaz. de separar o amor que um pai sente por uma filha. [música] Então eu falaria pra Isabela que independente de onde ela está, né, eu a amo, amarei para sempre e ela transformou a minha vida, ela me tornou uma [música] outra pessoa muito melhor do que eu era antes de conhecê-la, antes de conviver com ela. E quando eu penso na Isabela, não me dá tristeza. Eu penso na [música] Isabela como uma fonte de alegria, de amor, que ela [música] vivenciou e espalhou para cá para todos que conviveram com ela. E quando eu tenho tristeza em lembrar dela, é só pela saudade de não poder estar deitada aqui nesse sofá e ela se jogar em cima de mim antes de dormir. O beijinho da boa noite, [música] "Eu te amo, papai". Eh, essas coisas me dão muita saudade. Então, a tristeza é proveniente da saudade. Então, a saudade você só tem de coisa boa, né? Então, na verdade, quando eu penso na Isa, é marcante, é estimulante e eu quero sempre lembrar dela com ela alegre, ela sendo amorosa, feliz, ela era muito feliz. Então, é, é isso aí. Muito obrigada [música] pela participação aqui no programa, por contar um pouquinho pra gente essa história sua, da sua família que conseguiu ressignificar esse momento tão difícil que vocês passaram. [música] Eu que agradeço, Camila, a TV Câmara, por nos dar a oportunidade de compartilhar um pouquinho da história [música] também. Espero que as pessoas possam ouvir, né, e também se sentirem abraçadas, né, porque é uma história de amor. Houve uma tragédia que interrompeu uma vida, mas é a história da Isabela é uma história de amor. Com certeza. [música] Muito obrigada mais uma vez quem tá em casa, espero que tenha gostado aqui eh da sua história, da sua fala. Espero que se inspire também um pouquinho [música] até mesmo na sua fé que você conseguiu eh continuar tendo fé, mesmo [música] passando por essas dificuldades. Obrigado. Esse foi História de Vida. [música] Espero que você tenha gostado e até o próximo programa. Baseado no dia e na noite. O dia vem e a noite também. O dia sai e a noite vai. Cada dia é lindo e belo com o sol amarelo e a noite tão bela com as estrelas amarelas. O dia pode ser bom ou às vezes ruim, mas o dia e a noite sempre tem fim. [música] Pap. [música] [música] [música] Ó, eu te vejo da mãe. [música] [música] Pega, filho. Eu vou mostrar como a minha mãe ficou. A gente vai fazer [música] você e eu vou mostar, [música] né? [música] Um sorriso, só sorriso aberto. [música] [música] Todas essas mudanças, né, não só mercado,