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Histórias de Vida | Geovana andreo - cantora surda que vence limites
Em destaque · HD Vídeo · HISTÓRIAS DE VIDA

Histórias de Vida | Geovana andreo - cantora surda que vence limites

97 views Publicado 18/03/2026 HD · 16:02
Resumo editorial

O quadro Histórias de Vida apresenta a trajetória inspiradora de uma cantora e musicista que recebeu em 2014 o diagnóstico de surdez neurossensorial bilateral progressiva, condição genética que afeta principalmente sons graves e médios. A entrevistada conta que sua relação com a música começou ainda na infância, quando a avó percebeu que a neta parava qualquer brincadeira para prestar atenção em músicas de abertura de novelas, comportamento que motivou os familiares a matricularem a criança em piano clássico aos 6 anos. Da formação inicial a musicista passou ao canto lírico, depois ao canto popular, e na adolescência aprendeu violão para participar das rodinhas no intervalo escolar. Aos 16 anos começou a tocar com banda e profissionalmente, sempre acompanhada por responsável legal por ser menor de idade. O diagnóstico veio na vida adulta como ameaça aos sonhos artísticos, mas a entrevistada transformou a perda em recomeço, com adaptações que envolvem leitura labial, vibrações sentidas pelo corpo e novas estratégias técnicas que preservaram a carreira musical e ampliaram o repertório de sensibilidade artística em uma trajetória que inspira pessoas com deficiência em todo o Brasil.

Descrição do vídeo

O quadro Histórias de Vida apresenta Geovana Andreo, cantora e musicista diagnosticada em 2014 com surdez neurossensorial bilateral progressiva (genética, afeta graves e médios). De piano clássico aos 6 anos, via canto lírico/popular e violão, transformou perda em adaptação: vibração corporal mais leitura labial. Início na Música 🎹 A avó notou fascínio por aberturas de novelas; piano clássico (6-7 anos), canto lírico/popular (adolescência), violão e banda aos 16 (shows com responsável). Propósito: emocionar, resgatar memória afetiva. Adaptação à Surdez 🔄 Diagnóstico avançado (dor pós-shows por compensação inconsciente); perdeu consoantes (embaralhado), usa vibração de graves (pé em monitor, contra-baixo), agudos visuais. Shows Rocking R (2022/2024): 5 apresentações em 2024, produção adaptada. Livro e Reflexões 📖 "Sobreviver com Intenção": hipercontrole gera luto (perda de domínio); propósito sustenta adaptações constantes; equilíbrio entre energia e influência. Beethoven inspira; cultura surda: compre dor alheia antes. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] [música] No Histórias de Vida de Hoje, vamos conhecer a trajetória da cantora [música] e musicista Geovana Andreu. O palco sempre foi casa para ela, mas em 2014 Geovana recebeu diagnóstico de perda auditiva progressiva. O que poderia ser o fim de um sonho, ela transformou em recomeço. [música] Geovana, seja bem-vinda ao Histórias de Vida e muito obrigada por nos receber. Um prazer enorme tá aqui, gente. Giovana, para começar, eu queria que você contasse sua relação com a música [música] quando você começou a cantar e tocar. Perfeito. Eh, eu comecei, na verdade, muito pequenininha e é louco assim porque não foi nem uma coisa que eu escolhi logo de cara, mas eu morava com os meus avós e a minha avó que começou a perceber. Ela falava que sempre minha casa nunca foi uma casa de terrá ligado tocando, tocando música de fundo, coisa assim. Mas a minha avó era muito noveleira e aí ela falava que quando começava música de abertura de novela, eu parava tudo que eu tava fazendo para prestar atenção na música. E aí quando eu tava com seis para 7 anos mais ou menos, ela me colocou para estudar piano clássico. Acho [música] que é muito tradicional de vo esse esse começo assim. E depois de um tempo eu descobri que eu gostava de cantar e aí fui estudar primeiro canto lírico, depois comecei a estudar canto popular. Comecei a tocar violão ali na adolescência porque eu queria levar o violão pra escola, aquela coisa que todo mundo adorava, a rodinha do intervalo. Exatamente. E aí com 16 anos, mais ou menos, foi quando eu comecei a tocar com banda, comecei a trabalhar com isso, assim, né? Comecei a tocar nos lugares, ainda era menor de idade, [música] tinha que sempre levar um responsável junto, mas mas foi nessa época assim que eu entendi que era isso que eu queria fazer, que era o que eu queria fazer da vida. E com [música] em 2014, né, você recebeu o diagnóstico da perda auditiva. É uma perda auditiva progressiva. Como que foi receber esse diagnóstico tão nova? Eu tenho uma condição que chama surdez [música] neurossensorial bilateral, né, que é um tipo de surdez que não é por [música] exposição a ruído, porque no começo todo mundo falou: "Nossa, foi de ouvir música alto, de tá exposta a ruído". Mas é um tipo de surdez genético e é um quadro progressivo, né? Então, teoricamente, uma vez por ano, às vezes eu espaço um pouquinho esse intervalo, [música] eh, eu faço uma audiometria, vejo o quanto progrediu, quais foram as frequências que progrediram mais, porque no caso da surdez neurossensorial, eh, não é que abaixa o volume, como muita gente pensa sobre [música] a surdez assim, mas é um tipo de surdez que o nosso cérebro ele vai deixando de reconhecer algumas frequências de som. Então, no meu caso, a gente acabou percebendo que eu tava ficando surda por conta disso, porque eu parei de ouvir os graves, as frequências mais baixas. [música] E aí quando as pessoas falavam, eu não entendia o que as pessoas estavam falando. O som ele ficava todo embaralhado, porque eu não tava ouvindo o som das consoantes, porque as consoantes quando a gente fala elas são formadas por frequências [música] mais baixas, né? E aí quando eu tava olhando pras pessoas, eu entendia tudo, porque na verdade eu tava fazendo leitura labial. Mas foi dessa forma que a gente acabou descobrindo. A minha mãe começou a perceber que eu não eh que eu não tava entendendo [música] as coisas. No começo ela achava que era falta de atenção. Hoje a gente sabe que tem [música] eh muita gente que acha que às vezes a criança é desatenta ou não tá prestando atenção [música] e é muito recomendado que se faça uma audiometria para ver se não é alguma outra coisa. Mas quando chegou daí o diagnóstico foi um susto porque eu já tava com uma perda [música] razoavelmente avançada e até então a gente não tinha percebido, sabia? E também quando você recebeu, né, esse diagnóstico veio [música] para você, chegou, eh, você sentiu medo, você já tava cantando nessa época, já tinha banda. Como que foi para você? Você sentiu medo de nunca mais poder cantar? Assim, ó, eu eu fiquei com medo. Eu não vou falar de forma alguma que eu que eu não tive medo. Com certeza [música] eu tive medo. Eu tive muita insegurança, principalmente. Eh, mas eu sempre tive muita clareza do por que eu tinha escolhido a música. Assim, eu falo que, eh, particularmente, eu acho um propósito muito nobre levar música pras pessoas. Eu acho que a música ela tem o poder de emocionar as pessoas, de resgatar muito da nossa memória afetiva. E eu sempre falei assim que o que o que me encantou na música sempre foi isso. Então assim, deixar de tocar eu sabia que não ia ser uma opção, mas deu uma insegurança muito grande de como que aquilo ia continuar acontecendo, sabe? [música] Por outro lado, era um cenário assim, bom, o cenário agora é esse, que que a gente vai ter que fazer de diferente para continuar fazendo? Sim. E você fez diferente, né? Como que você faz hoje em dia? Você sente o som da vibração para conseguir tocar e cantar? Isso, ainda mais pensando que hoje em dia minha surdez já progrediu, eu não escuto mais os graves, eu não escuto mais os médios. [música] Eh, mas o grave é uma frequência que vibra muito, né? E mas eu falo que em momento algum teve uma intenção assim: "Nossa, [música] eu acho que eu vou aprender a tocar pela vibração." Não foi assim que aconteceu, porque o nosso corpo ele é uma máquina incrível. Sim. [música] E quando eh parte desse diagnóstico, quando chegou o diagnóstico, muitas coisas começaram a fazer sentido assim. [música] E uma das coisas que eu percebi, quando eu tocava e cantava, eu terminava o show com muita dor no corpo, assim, eu terminava o show o corpo doendo mesmo, o braço, as costas. [música] E eu comecei a perceber que, na verdade, eu tava, eu tava apertando o violão. Eu tava, eu apertava o violão contra o corpo para tentar pegar alguma coisa. Então o o o corpo ele já tava procurando uma outra forma de fazer assim, de adaptar, de de fazer de outro jeito. [música] E aí foi uma questão de de afinar essa coisa que já tava acontecendo, entender qual que era a melhor forma de fazer. Então hoje, por exemplo, e na minha caixa de retorno, que é a que fica na minha frente, eu sempre tô com o pé na caixa para pegar a vibração. E a gente sempre joga, por exemplo, o contra baixo para sair ali, porque ele vibra mais, é o que eu não escuto mais. [música] E aí a gente vai complementando o som com a vibração. Tem a parte que eu ainda escuto, que são os mais agudos. Tem a parte que eu [música] não escuto mais. E aí a vibração vai vai colocando tudo no seu lugar assim. [música] Certo. E você também contou que fez um show no Rocking R, né, por duas vezes. Como foi a primeira vez? Subi no palco, nervosismo, teve alguma insegurança? A primeira [música] vez foi assustadora, [risadas] mas foi muito legal. Assim, eu lembro que quando a gente [música] recebeu esse recebeu esse convite eh pro Rocking R 2022, foi a primeira edição [música] que a gente tocou, eh parecia mentira até a hora que a nossa van entrou na cidade do rock. Uhum. E e aí a gente entrou no camarim, a gente viu que que aquilo realmente tava acontecendo. [música] Eh, eu lembro que um pouco antes do nosso show, eu fui no palco que a gente ia tocar, eu dei uma puxadinha na cortina [música] assim e tinha muita gente. Eu falei: "Meu Deus, isso [música] realmente vai acontecer? [música] Deus [música] [música] [música] foi muito legal assim. e a produção, a Rockword, [música] que é que é a empresa que cuida do Rocking Rill Town Lula Palusa, eles tiveram um cuidado muito grande com a gente, [música] assim, a gente foi muito acolhido, inclusive nesse aspecto da surdeza, então foi e foi uma conversa muito muito real, muito eh [música] cartas na mesa, assim, o que que você precisa para conseguir entregar o show confortável? Então eu sabia que toda a estrutura que eu precisava eh para pegar bem a vibração do do som, tudo isso, que tudo isso ia tá lá. Mas foi o primeiro show num palco desse tamanho, num festival desse porte. Então o coração tava na boca. [risadas] O coração tava na boca. E da segunda [música] vez você subiu um pouco mais confiante. A segunda vez foi eu eu eu sinto que a gente conseguiu aproveitar muito mais do show. Foi muito legal. Exatamente. No Rock de 2024, eh, a [música] gente fez cinco shows em três dias de festival. A gente tocou num outro palco, inclusive o primeiro show do primeiro dia de Rocking Hill foi nosso, foi uma uma oportunidade muito especial, [música] assim, muito especial. E aí a gente já sabia assim tudo que ia acontecer, como que funcionava o backstage. Então, a gente tava mais tranquilo para para entregar o show. Eu tava mais tranquila, eu consegui aproveitar muito mais do que o de 2022, que eu tava nervosíssima. Sim. E atualmente você tá lançando um livro, né, que faça uma mensagem sobreviver com intenção. Você [música] poderia explicar pra gente um pouco melhor eh dessa perspectiva que o livro passa? Com certeza. Eh, desde 2015 eu trabalho como palestrante numa empresa de treinamento corporativo e e eu faço uma palestra, eu eu não gosto nem de chamar de [música] palestra assim, porque eu acho que é uma grande conversa que a gente leva pras companhias, tentando entender assim, nesse momento de mundo super acelerado que a gente tá vivendo, muitas vezes a gente entra naquele modo do piloto automático assim, do tem que fazer porque tem que fazer porque tem que fazer, porque isso depende daquilo, aquilo depende daquele outro. E a gente esquece muito da questão do propósito, né, do [música] por que a gente comprou aquela briga em primeiro lugar. Eh, eu, o que eu faço é resgatar um pouquinho desse porque a gente faz o que a gente faz, [música] traçando um paralelo da surdez com a música. Foi exatamente essa ideia que eu tentei trazer pro livro. [música] Eh, tá acelerado para todo mundo. A má notícia não vai ficar mais tranquilo daqui paraa frente. Daqui um ano você não vai estar menos cansado. Então, a gente tem que entender como ressignificar a relação com aquilo que a gente faz no cenário que a gente tem hoje em dia e entender [música] que esse cenário vai mudar e que a gente vai ter que saber se adaptar a ele. Então, eh, eu usei essa, essa história da Suidez com a música para trazer um pouquinho desse contexto do que que a gente pode fazer para deixar esse lado da nossa vida mais tranquilo. Não é um livro que vai falar: "Faça isso, faça aquilo, faça desse jeito, mas acho que são algumas provocações que se a gente parar para pensar, dá para deixar o dia a [música] dia um pouco mais leve." E no livro você também fala sobre esse hipercontrole que a gente tenta [música] ter com a vida, né? No momento que você recebeu o diagnóstico, isso foi importante para você abrir mão desse controle? [música] Eh, eu falo, eu falo muito disso no livro, assim, porque quando eu descobri que eu tava ficando surda, eu eu passei por um momento que claramente foi como um processo de luto. E eu achava muito que era um luto de nossa, eu tô ficando surdo, eu tô perdendo audição e e não era bem isso, porque [música] hoje quando eu olho o cenário como um todo, eu percebo que esse luto que eu tava sentindo, na verdade, ele era de perder o controle de alguma coisa sobre mim. E o ser humano, ele tem muito essa necessidade de [música] controle, né? Isso é uma coisa que a gente tem que tomar muito cuidado, porque o ser humano ele gosta de controlar todos os processos que ele tá envolvido, até aqueles que na verdade a gente não controla, que a gente às vezes até impacta de alguma forma. Eh, mas acho que principalmente no momento de mundo que a gente tá vivendo, se a gente for querer ter esse controle sobre tudo e todas as camadas que [música] a gente tá envolvendo agora, eh, a gente vai ficar louco. Então, a gente tem que entender as camadas, assim, aquilo que a gente controla, aquilo que a gente impacta, mas não controla, que a gente influencia, que a gente influenci para o bem, mas entender que tem muita coisa ali em volta, que não adianta [música] a gente ficar tentando controlar todos os processos, todas as coisas, porque a nossa saúde mental ela vai embora se a gente for [música] fazer isso. Então, hoje eu percebo assim que esse luto ele era muito mais de perda de controle e é um exercício diário. O ser humano, ele não tem uma chavinha [música] liga desliga, né? É um exercício diário a gente entender o que que realmente a gente deve colocar a nossa energia naquilo e o que que a gente tem que às vezes dar um passo para trás e e respirar fundo, [música] porque a gente não vai conseguir controlar, vai ser um sofrimento emocional jogado no lixo. Uhum. Sim. E também quando a gente fala de música e surdez, [música] não tem como a gente não lembrar do Bethoven, né, que mesmo após o diagnóstico compôs a nona sinfonia. Eh, quando você também recebeu a notícia do diagnóstico, eh, você [música] lembrou de outros artistas que também passaram por isso? Eu acho que o primeiro nome, assim, [música] ó, sinceramente, quando eu recebi o diagnóstico, eu não lembrava de nada na minha cabeça, era assim: "Meu Deus do céu, como é que eu vou fazer isso daqui pra frente?" [música] Mas é é muito legal porque esse nome do o Betô vem, ele sempre vem à tona quando quando a gente começa a conversar sobre isso. E eu falo para mim que é uma honra enorme ter uma comparação nesse nível, né? Eh, e são épocas completamente diferentes. Eu falo que um dos meus maiores desesperos foi que pela primeira vez da vida não tinha um tutorial de como fazer aquilo, assim, sabe? Então, eh, essa busca de referências [música] históricas, de certa forma, ela dá um pouco de segurança. E não só na música assim, mas eh eu tenho zero orgulho, assim, eu tenho uma dor muito grande de ter caído tão de para-quedas no mundo da surdez, na cultura [música] surda. Eu nunca fui uma pessoa que que se envolveu com isso por algum outro motivo. E hoje eu falo [música] assim: "Poxa, por que que a gente tem que esperar doer na gente para comprar a dor do outro?" Sabe, eu tenho [música] essa essa angústia sempre remoendo aqui assim de ter esperado tanto para comprar essa briga. Mas eu acho que é importante a gente deixar essas referências de alguma forma. Hoje eu faço muita questão de de gritar sobre essa história, digamos assim, porque pode acontecer com outras pessoas e e uma das maiores dificuldades [música] foi ter tão pouca referência sobre isso, né, sobre a deficiência, tudo que dava para fazer, o que que realmente ia limitar, o que que eh eu achava que não dava, mas na verdade dá para fazer de outra forma. Então, acho que quanto mais referência a gente for deixando por aí, melhor. Sim. E você citou um pouco sobre isso, eh, [música] sobre se transformar, né, adotar novas coisas na vida. Como que você fez isso na [música] música? É, a partir da surdez, né? Como que você adotou novas perspectivas? Eu eu falo assim, essa questão de tocar pela vibração, ela foi uma adaptação muito lenta, assim, foi um reaprendizado. [música] E e uma coisa que eu tive que colocar na minha cabeça para focar no futuro é entender que é um quadro progressivo. Então, [música] o que funcionar para mim esse ano não necessariamente vai funcionar no ano que vem. Então, a gente tem que estar disposto a a continuar aprendendo constantemente [música] e entender que o cenário vai mudar e tá disposto a fazer de outra forma. E acho que quando a gente fala de propósito, que é o tema principal do livro, [música] eh, o propósito, ele dá uma base muito boa para você tá disposto a fazer essa adaptação constante, né? [música] No meu caso é com a surdez e com a música, mas a gente entende que muitas pessoas trabalham num cenário de mudança constante [música] e a gente tem que tem que ter um uma base muito boa assim para dar para tá disposto a lidar com essa aceleração do dia a dia. [música] Sim. Para continuar firme também. Exatamente, Giovana, muito obrigada por nos receber, por contar a sua história aqui pra gente com tanta verdade, sensibilidade. Foi um prazer conversar com você. Muito obrigada. Foi um prazer enorme estar aqui. [música] Eu espero que vocês aproveitem ao máximo isso tudo, pessoal. E esse foi o Histórias de Vida. Até o próximo programa. [música] I hope you had a time of your [música] life. It's something unpredictable but [música] in the end right. I hope you had a time of your life. It's something [música] unpredictable but in the end is right. [música] I hope you had a time of your life. He. [música] [música]
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