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[música] [música] No Histórias de Vida de Hoje, vamos conhecer a trajetória da jovem Taís Cristina, [música] que ficou deficiente visual aos 20 anos e encarou um desafio impressionante. [música] Ela percorreu mais de 300 km de bicicleta pelo chamado caminho da fé até [música] Aparecida. Mas antes de contarmos essa trajetória, nós vamos ouvir a parte da Luía Helena, [música] que é a mãe da Thaís, vai contar um pouco sobre a infância dela, né? E Luía, muito obrigada por nos receber [música] e seja bem-vinda ao História de Vida. Eu que agradeço aí a presença de vocês. A Tatá, ela como ela é conhecida, né? Era Thaí Cristina Virotatá. Ela aos seis meses ela começou a apresentar um quadro de desidratação, deio e tudo [música] mais, que a princípio parecia virose, virose, virose. E aos 8 meses a gente descobriu, fazendo um exame de diagnóstico de meningite, que na verdade o que ela tinha era um uma taxa alta de glicose, já tinha no líquido da espinha. [música] Então, ela foi diagnosticada com diabetes aos 8 meses. Quando ela tava no segundo ano do do segundo pro terceiro, ela tava com 8 anos. Nas férias a gente percebeu que ela deixou de reconhecer cores. Ela tava brincando com o primo e a irmã daqueles joguinho de vareta. Sim. e ela deixou de reconhecer algumas cores. E aí nós corremos pro médico, passou peloftalmo e ele então diagnosticou ela como uma neurite ótica bilateral. Uhum. Até então, até esse diagnóstico, os médicos falavam que ela então passava a ser visão subnormal. Sim. Ninguém nunca nos falou que isso eh seria progressivo e que um dia ela chegaria a perder totalmente a visão. Neste meio caminho, né, no meio de tudo isso, veio o diagnóstico da doença rara. Uhum. Porque assim, quando ela era bebezinha, no primeiro hospital onde ela ficou internada um longo período, os médicos já desconfiaram que ela tinha não só a diabetes melitos, mas um outro tipo de diabetes rara também, que é a diabetes insípidos. Ela é uma falha na produção de um hormônio chamado hormônio antidiurético. E aí houve a quebra da confiança minha com o serviço que ela frequentava. E aí nós fomos para outros, por outros caminhos e encontrei uma médica que tinha uma certa ah conhecimento na diabetes em sípidos. E aí nós fomos juntas com um uro, um outro médico uro, que também se propôs a estudar o caso e aí nós fizemos tudo que era necessário para realmente fechar o diagnóstico da síndrome de Volfra. Então, ela só foi ter esse diagnóstico tanto da diabetes insípidos como a síndrome de Volfa já aos 17 anos. Uhum. Já perto de perder a visão totalmente. Ela [música] é, já tava perto de perder a visão totalmente. E assim, ela conviveu com os sintomas dessa diabetes insípidos por 16 anos e meio, de uma forma um tanto desnecessária. Uhum. E nesse meio tempo foi assim uma surpresa pra gente assim, ela tava numa consulta na na endócrina dela e para pesar Tatá era um tinha todo um preparo porque como ela você colocasse a tata em pé em 3 segundos ela caía. Não tinha um equilíbrio. Perdia e caía assim como a gente brinca igual mamão maduro. Uhum. E então para pra médica pesar tinha toda um ritual. A médica já preparava a balança, a gente colocava ela em cima da balança, a médica segurava ela pela frente, eu as costas. Aí a médica falava 1 2 3 eu soltava, ela soltava já media, porque não era aquelas balanças digitais, ela já controlava o peso e já tinha que segurar. E aí eu acho que é Deus, né? Porque para você ver, o cara veio, trouxe a ideia do pedal e foi embora. E aí Deus vai ponto. Acho que Deus aquele dia falou: "Não, a, eu tenho que mostrar para elas que ela tá bem". Sim. A gente se distraiu conversando e aí de repente a gente se deu conta que já tinha passado muito mais do que os 3 segundos e ela tava lá firme em cima da balança. Eu perdi a fala e os olhos [música] da da endócrina e quero deixar registrado aqui que é uma endócrina do serviço público de saúde que às vezes as pessoas não dão devido valor, né? E foi assim de muita emoção aquele momento, os olhos dela chei de lágrima e eu sem fala e a Tatá sem entender o que tava acontecendo, porque todo mundo demorou para entender. Aí sentou na cadeira, ela pegou e virou e falou assim: "Olha o que o pedal fez pela Taí. Eu nunca imaginei que eu ia ver ela assim. catou o receituário e virou e falou assim: "Eu vou receitar para Tatá pedalar 20 km por dia". Meu Deus. Eu falei assim: "Doutora, a senhora tá doida, onde eu vou arrumar alguém para pedalar com a Tatá todos os dias?" Uhum. Falei, eu não pedalo e não não tem condições de pedalar. Ela ela viu e falou assim: "Ah, ó, tá prescrito." Uhum. O futuro, o resto é com você. O futuro a Deus pertence, né? Como quem disse. E como foi para você também, eh, depois que vocês conseguiram concluir após esses sete dias, concluir a viagem, você perceber que sua filha conseguiu? Olha, eu eu sou uma pessoa que confia [música] muito na na Tatá. Quando ela inventou de fazer economia na faculdade e todo mundo queria que ela fizesse aqueles cursos mais fáceis. foi uma briga e não, ela vai fazer porque eu sei que ela vai conseguir. E ela se formou em economia em 2018. Então assim, ela é uma pessoa muito perseverante, uma pessoa de muita fé na vida e principalmente ela tem ela tem uma confiança nela mesma que contagia. Então assim, eu tinha certeza que ela ia conseguir, mas o frio na barriga vem. E eu acho que assim, o momento mais emocionante [música] que foi a hora que eu chorei sozinha no carro, porque eu tava sozinha, tava tava o guia, os dois guias estavam na pista com ela, um na bike dupla e o outro numa bike single fazendo a a de batedor, porque ela desceu. Ah, tem um trecho que chama pedrinhas. É muita pedra, muita terra e é um trecho muito íngreme. é o último trecho da do caminho da fé que é entre Campos do Jordão e Aparecida. Ah, tinha chovido muito aquela semana, a gente já teve que desisti-la da luminosa e acabamos tendo que desistir descer a pedrinhas. [música] Mas a outra opção também não era muito segura, não, que era descer pela estrada da serra da mantiqueira ali que liga a eh São José dos Campos. Pindhangaba e nós passamos uma cidade que chama Pia até chegar em Aparecida. Uhum. E é carro, caminhão, carro caminhão, [música] o tempo nublado, chuva. Mas quando eu tava em Pim da Manhangaba, que eu olhei pela, a gente estava passando por uma estradinha verdando numa linha fé que eu vi a [música] torre da Basílica de Aparecida, eu chorei muito. É, foi assim um momento muito emocionante. Eu não tinha ninguém para abraçar, eu queria abraçar o mundo, eu queria beijar o mundo e tava sozinha dentro do carro e eles já tavam bem mais paraa frente. E foi assim o momento mais emocionante. E eu acho muito bonito o carinho que ela tem com os guias e que os guias têm com ela. Fala assim que é Deus mesmo, sabe? Que que colocou o Tony, depois colocou o Anderson. Colocou o Anderson no momento que o Tony ia ter que passar por uma cirurgia. Então eu falo assim que Deus sempre esteve na na vida da Thaíse por diversas vezes, em vários momentos, [roncando] ele tá sempre lá eh dizendo: "Eu tô aqui, eu tô segurando a mão dela". E nossa, Nossa Senhora Aparecida sempre. Então foi assim muito emocionante. Eu não sei se a maior emocionada com esse caminho da fé sou eu ou ela. Uhum. Eu acho que a emoção é minha e a diversão foi dela. Sim. E agora a gente também vai ouvir um pouquinho da história, dessa história toda da boca da Thaísa. Ela vai contar um pouquinho pra gente também. [música] Agora vamos ouvir da Thaís, que é protagonista dessa história, como que ela transformou as dificuldades em coragem e realizou um sonho que parecia impossível para muita gente, né, Thaí? Sim. como que foi para você eh fazer essa viagem que foi um sonho que você eh maturou durante um tempo, né, e conseguiu realizar? Foi maravilhoso. Tivemos algumas dificuldades, tivemos, mas foi maravilhoso assim ter ter conseguido chegar lá em Aparecida pela pedalando. Foi assim uma realização de um sonho, um alcance. Foi tudo muito bom porque eu consegui chegar lá de pedalando, né? Sim. e pastei bem eh todos os dias, embora uma dificuldadezinha ou outra, mas eh Deus sempre mostrando, tava ali, né, tava ajudando e conseguimos. Sim. E você, a sua mãe já contou um pouco sobre essa história, mas você sempre gostou de pedalar, sempre foi um esporte que você gostou? Sim, sempre. Ah, a minha mãe conta até que eu a idade olhei uma bicicletinha, uma imagem de uma bicicletinha e apontei e sorri, [música] né? Uhum. Ali eu já sabia [risadas] que a bicicleta ia ser boa para mim, né? E eu recuperei o equilíbrio através da bicicleta, né? Aprendi a a pedalar aos seis, ganhei uma hora de 29 que eu pedi aos 9. Aí aos três eu tive que aposentar casa perda visual, né? Uhum. E após diagnósticos negativos, eu voltei a pedalar e me recuperei. Hoje eu tô com a perna super firme, forte, o que me permitiu fazer realizar o caminho da fé. E no caso você falou que enfrentou algumas dificuldades no caminho da fé, mas conseguiu e realizar o percurso todo dentro de 7 dias. Para você, qual foi a sensação de concluir o caminho? Como que você se sentiu? Ah, eu fiquei muito feliz. um pouco cansada, né? Mas a felicidade era maior e foi maravilhoso. E Thaía, você já realizou esse sonho, né, de fazer o caminho da fé, é com dificuldades, mas conseguiu concluir. Queria que você falasse quais são os próximos sonhos, quais são os próximos pedais que você quer fazer por aí. A a gente tem mente, né? Tudo depende de patrocínio, primeiramente, né? Mas tem vontade de fazer Thago, Santiago de Compostela. Uhum. Deserto de Atacama, a Pedal na Toscana, a o litoral sul e litoral sudeste. Uhum. São os próximos passos que você quer trilhar, é os próximos grandes pedais, né? E vai [música] dar certo. Eh, Thaís, eu agradeço e sua fala aqui conosco, tanto sua quanto da sua mãe, por compartilhar com a gente sua história desde a infância [música] até a superação, eh, o sonho que você conseguiu realizar de realizar esse caminho da fé. Eh, mesmo em meio às dificuldades, vocês conseguiram concluir e tem novas metas aí pela frente, né? É, pessoal, e esse foi o História de Vida. Espero que vocês tenham gostado e até o próximo programa. [música] [música] [música] เ [música] [música] [música]