TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Histórias de Vida | Audrey Queiroz
Em destaque · HD Vídeo · HISTÓRIAS DE VIDA

Histórias de Vida | Audrey Queiroz

58 views Publicado 28/05/2026 HD · 20:37

Descrição do vídeo

Audrey é técnica de transcrição, mãe de um menino de 9 anos e uma menina de 6 anos. Se tornou mãe há dois anos, após 7 anos de espera na fila de adoção.

Transcrição completa do vídeo

14 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] [música] Ser mãe sempre foi um sonho para ela, mas entre o desejo e a realização houve um longo período de espera. E hoje Aldrei Queiroz é mãe [música] por adoção ao lado dos dois filhos e vive a certeza de que família também nasce do coração. [risadas] Aldre, muito obrigada por aceitar nosso convite. Seja bem-vinda ao Histórias de Vida. Obrigada. Para começar, eu queria que você contasse um pouco pra gente como que nasceu o desejo de ser mãe no seu coração. Eu e meu marido, ah, nós nos conhecemos desde a adolescência. Nós somos de São Paulo, morávamos na zona leste, lá a gente tinha um trabalho eh com crianças carentes, né? Nós morávamos num num bairro mais periférico e lá a gente já tinha eh esse cuidado, esse trabalho educativo, recreativo com essas crianças, né? Então já tinha um certo amor que vinha nascendo ali naquele momento, né? Depois também eu fui fazer magistério quando eu era menina e aí esse desejo de educar, de tá perto, né? sempre eh eh foi na verdade aumentando esse meu desejo de ter uma família eh com filhos né? E aí eh eu me casei em 2005 e mais ou menos por 5 anos a gente evitou uma gestação. Uhum. E essa gestação não aconteceu, né? Mas independentemente dela ter acontecido ou não, a gente já tinha desejo, já tinha comentado, né, sobre a possibilidade de ter filhos por adoção. Uhum. E o tema do seu TCC, você é formada em advocacia, né, em direito. O tema do seu TCC foi sobre adoção. É, eu fiz sobre responsabilidade civil na devolução de crianças e adolescentes, né? Então, eh, o que eu tratei foi quais são os motivos que podem gerar uma possível devolução de crianças, né? [música] E assim, eu tratei aquilo com muita dor, com muita alma mesmo, né? Porque era um assunto que me trazia incômodo. Então, assim, eh, ali eu cheguei à conclusão de que existe todo um sistema que precisa preparar bem os filhos, né? os pretendentes, a adoção e a sociedade. Sim, né? Então, eu fiz o meu processo pela Vara de Campinas, foi um processo longo que eu não compreendi, mas foi um processo muitíssimo sério com uma equipe da Vara da Infância que era eh uma psicóloga e uma assistente social para entender realmente quais eram eh os motivos que estavam nos levando à adoção. Uhum. né? Então, esse trabalho muito sério que aconteceu lá, né, fez a gente também abrir os olhos, abrir a mente para que para para eh a situação que a gente podia sustentar, né, tanto de idade, uma questão de uma possível doença, né, mas a gente não tem isso em todas as varas, né, E o que realmente deve mover, né, um as pessoas, a adoção é a família, é o desejo de maternar, é o desejo de ser pai, é a fraternidade familiar, porque numa família a gente passa pelos desafios e a gente vence os desafios. Nunca a motivação deve ser caridade. A caridade tem que ser feita por outras formas, por outras vias, mas tornar família é esse desejo de ser pai, ser mãe e ter filhos. Uhum. Né? E então uma das conclusões que eu cheguei foi essa, né? que pode motivar uma uma devolução. E uma coisa que me deixou muito chocada, na verdade, porque nós temos um período que se chama estágio de convivência. Uhum. Né? Onde os adotantes têm o documento dizendo que eles eh têm a guarda da criança até que saia a sentença de adoção, né? E aí eh como não existe uma sentença, então não existe a determinação judicial. Agora, portanto, as crianças são definitivamente, né, doua adoção para aqueles pretendentes ou aquele pretendente, porque pode ser uma pessoa solteira também. A devolução de crianças ela é legal, então, mas isso causa um uma ruptura enorme, sabe? Um segundo abandono. É uma coisa muito terrível, né? Então, foi nesse sentido, até deu mesmo a entender, né? como é que se dá esse esse processo? E graças a Deus a gente fez assim um processo muito muito consciente. Preparados ninguém nunca está, ninguém está preparado. Uhum. Né? Paraas coisas que realmente vêm, mas a gente tem que estar minimamente entendendo o que é. Uhum. E para você, como que foi a decisão mesmo de ir até a vara da infância junto com o seu marido e iniciar o processo? H, nós não tínhamos conseguido uma gestação. Uhum. A gente não queria fazer a fertilização. A gente tomou a decisão de não fazer a fertilização e fizemos o pedido, né, o primeiro pedido, o primeiro papel em 2016, que foi o ano que o meu bebê nasceu, 2016, quase como se a gente soubesse. Uhum. que era o ano que ele nasceu. Então, em 2016 a gente fez o pedido e fizemos um cursinho. A época era obrigado um cursinho lá, coisa de 2 horas fizemos. Depois disso, a gente aguardou, aguardou, aguardou para que começassem as entrevistas. Uhum. Né? Com a equipe técnica. H, algumas pessoas dizem assim que é muito duro lidar com isso, porque você precisa dizer um perfil, né? Um perfil de raça, um perfil de idade, um perfil e de saúde, né? [roncando] E eu também pensei assim, mas hoje eu entendo que ele é necessário, porque quando a gente começa a trabalhar para se autoconhecer, Uhum. a gente precisa saber o que eu sou capaz de lidar. Uhum. Né? Com o que que eu sou capaz de lidar. E isso faz aumentar o sucesso dessa família, porque eu conheço o meu limite, sim, né? E aí nesse processo nós começamos a lidar com idade, né? até que nós chegamos na idade de 7 anos, mas a gente passa por um período até que a equipe técnica verifique que ou entenda que aquela família ou aquele pretendente, né, já entende a equipe já entende que tem condição de dizer pro juiz que aquele casal, aquele pretendente está habilitado, porque até então não está. Até então você tá passando por uma análise, né, para ver se a equipe técnica vai indicar aquele pretendente para que o juiz a habilite paraa adução. Então, nesse período, nós aguardamos mais ou menos uns 3 anos, né? E aí no meio do caminho eu perdi minha mãe. Foi muito, muito, muito traumático para mim. Eu precisei interromper, né? H, para retornar depois quando eu tivesse mais condição psíquica de lidar com essa situação. Sim, né? E o processo todo, ele durou quanto tempo até você eh conhecer os seus filhos? Foi mais ou menos uns 3 anos, 3 anos e meio até sair a minha habilitação. Uhum. Depois mais 3 anos, porque a habilitação ela vence inclusive, né? O juiz te habilita por 3 anos. Se naquele período não acontecer a adoção, eh, você pode manifestar desejo de continuar eh habilitado ou desistir da habilitação. Sim. E eu vivi depois do luto da minha mãe, um eu vivi um luto muito grande por não ter filhos, muito grande, muito grande. Foi muito difícil para mim. Uhum. Né? E eu simplesmente aceitei. Eu não tem como lutar contra, né? E teve gente também que disse para mim assim: "Ah, você não tem filhos porque você não quer?" É, a menos que eu roube de alguém, uma criança, né? Então, ã, a nossa habilitação venceu. A gente recebeu o comunicado da vara que a habilitação tinha vencido. Uhum. E aí assim, vocês querem continuar ou não? Aí eu conversei com o Jonatas. Tá bom, vamos continuar, vai. Uhum. E você falou desse processo difícil que vocês passaram, em algum momento você pensou eu realmente desistir? Na verdade, eu já tinha desistido. Aham. Na minha cabeça, eu tinha desistido. Sim. A diferença é: eu vou levar. Uhum. Eu só não vou comunicar que eu desisti. No meu coração eu tinha desistido, mas eu não comuniquei que eu tinha desistido, né? E eu não queria mais. E quando minha mãe faleceu, já contei isso algumas vezes, ela numa das internações que levou ela a óbito, né, por causa da doença que ela teve, ela falou: "Olha, sinto muito de não conhecer seus seus filhos". Nossa. né? Isso para mim foi muito profundo, porque demonstrava nela uma esperança que eu já não tinha mais. Uhum. Né? Então, sim, eu desisti. [risadas] Desisti no meu coração, mas eu fiquei bem quietinha. Talvez eu não tivesse desistido por completo. É, não falou para ninguém, tava, né? Aí acho que eu deixei assim ainda um resquício de esperança. Como que foi para você receber a notícia que você poderia conhecer os seus filhos, que estaria próxima a adoação? É, eu nessa casa que eu moro, eu construí para duas pessoas. Então, construímos essa casa para receber. E durante o processo, a equipe sabia que a gente estava em construção. Uhum. E chegou num momento que eu cansei de bancar boa moça, porque eu queria ser aprovada. Uhum. Né? E eu falei: "Olha, quer saber, gente? Olha a minha idade, eu tenho mais de 40, né? Se não for agora, vocês vão querer que eu vá ser mãe com 50, gente, não dá mais." Aí eu joguei a toalha, né? E por fim, eh, com essa coisa do perfil que eu falei, eu acabei chegando no perfil de 7 anos e a psicóloga, sabendo que nós tínhamos dois bebês que precisavam de papai e mamãe Uhum. Ela falou para mim assim: "E 7 anos e meio?" Eu: "Ah, quer saber que diferença faz? Tá bom, 7 anos e meio." Aí ela, olha, vai ser rápido. Que rápido. Tô esperando aqui já. Quase uma década vai ser rápido ela. Quanto tempo você demora mais para terminar sua casa? Ah, um ano e meio. Ela vai ser rápido. Tá bom. Passado um mês, mas não terminou. Não terminou rápido. [risadas] Agora tem dois anos. Deu dois anos. [risadas] E aí, passado um mês mais ou menos dessa última entrevista lá, né, o Jas recebeu a ligação Uhum. de que a gente podia ir conhecê-los, né? E e aí eu contei que eles estavam, né, no espaço de brincar, que a gente ficou olhando de longe. Foi muito muito emocionante, sabe? E aí esse período se chama estágio de aproximação. Uhum. A gente vai se aproximando, a equipe junto, primeiro dentro da vara, né? brinca, faz piquenique, sei que lá. Depois a gente sai da vara, eles começam a deixar a gente levar as crianças, as crianças para passear, né, no parque, levar numa lanchonete e tal. E aí a gente começa a fazer esse período. Uhum. Mas ele não tem um um um tempo fechado, porque chegou uma hora que a equipe da vara falou assim: "Olha, as crianças estão insuportáveis, leve eles embora". Porque onde eles estavam abrigados, a gente dava para eles presentinhos, coisinhas simples. Uhum. Né? Eles começaram a perguntar pras outras crianças: "Quando que o seu pai vai vir te buscar? Quando que a sua mãe vai vir te buscar?" Olha, minha mãe me deu. E as outras crianças ainda estavam aguardando por paz, né? E a equipe falou: "Leva embora, leva embora, porque não tá dando mais para ficar aqui". Aham. Né? E aí foi um mês de que da gente se conhecer para eles virem morar, que eles passaram um per noiteum, né? E vieram para cá e não saíram e nunca mais vão sair porque aqui é a casa deles para sempre. O que você acredita assim que seus filhos ensinaram para vocês, né, [música] sobre família, sobre amor também? A gente, olha, eu eu digo que eu fui elevada a uma outra categoria de ser humano. Uhum. [roncando] Né? Porque as nossas prioridades mudam e não é porque são assim: "Ah, porque o dinheiro agora é para eles, então eu não tenho dinheiro mais para aquela outra coisa, então eu mudei de prioridade a força." Não. Coisas que pra gente eram importantes deixam de ser importantes e coisas que aparentemente tinham menos valor passam a ter mais valor. Sim, né? Então a gente dá valor à simplicidade, né? Tanto que quando a gente comprou esse espaço que a gente mora, os meus sogros falaram assim: "Mas para que que eles querem um lugar tão grande, né?" E a gente não imaginava que a gente ia ter filhos. Então o que que a gente valoriza? A terra, o balanço de pneu, as galinhas, sabe? O tempo junto, o churrasco, o cheiro, o cheiro da criança, sabe? E o abraço à família ou tá perto. No caso assim para você também e hoje olhando para trás sem claro romantizar o processo que foi difícil, mas você percebe que valeu a pena esperar pelos seus filhos. Eh, eu tô tentando elaborar como que eu respondo. Uhum. Porque foi uma espera que eu não tava esperando. Uhum. Né? Eu acho que eu diria que vale a pena tentar, né? [música] Eu ouço muita gente, muitos colegas, muitos amigos, pessoas se aproximam de mim e falam assim: "Nossa, eu queria tanto, mas que hora eu fico pensando se isso, se é aquilo". as pessoas se adiantam, né, pro final do processo, quando elas sequer foram numa vara e perguntar, escuta, tem um papelzinho que eu posso preencher com meu nome e tal, né? Eu acho que vale a a revisão do que realmente me motiva ou do que realmente motiva as pessoas. Eu acho que vale as pessoas terem a iniciativa, porque até que chegue aquele momento que a pessoa passe por todo o processo, ela pode desistir no começo, no meio, no fim, lá atrás. Ela pode desistir em qualquer momento, até a hora que chegar fala assim: "Olha, encontramos, na verdade assim, não é encontramos um filho para você, não é isso. Não é assim que a coisa funciona. Na verdade, eles procuram pais para as crianças. Uhum. Então assim, encontramos vocês para paz dessas crianças. Sim, ainda a pessoa pode falar: "Olha, não é um momento ideal ainda na minha vida". Então, eu acho que em relação à aquilo que eu passei, valeu a iniciativa. Uhum. Sabe? Valeu a manutenção. Uhum. Valeu não ter dito que eu não quero mais, entendeu? As frustrações eu ia passar por elas, né? Mas vamos ficar, né? A gente não sabe que fim vai dar. Então, se houber alguma sugestão para alguém que queira que tenha essa intenção, váum vá faça o pedido, vá no curso, repense, participe dos grupos de apoio a aos pais adotantes, né? e vá desenvolvendo aquilo, porque a gente só pode ter certeza de algo quando a gente realmente tá vivenciando aquilo, conversar com quem já entrou no processo, já resolveu. Sim. Então, eu acho que valeu muito a pena a gente ter insistido e não ter desistido. Agora, um capítulo à parte, meus filhos são muito elogiados. São muito elogiados. que é bonzinho, porque é educadinho, porque é fofo, porque é inteligente, por tudo. Uhum. E isso me dá mais orgulho ainda, né? Porque uma mãe, quer, [risadas] é isso que a gente quer, né? A gente quer colocar bons cidadãos na sociedade, né? Perfeito. Audre, mais uma vez muito obrigada por compartilhar sua história aqui da sua família, tanto a sua quanto seu marido, Jonathas, contar pra gente esse processo de adoção que vocês passaram, que mesmo com as dificuldades vocês conseguiram realizar esse sonho. Tem filhos lindos hoje. E esse foi o Histórias de Vida. Espero que você tenha gostado [música] e que também o relato da AL ajude um pouco a desmistificar o processo de adoção, que é um tabu para algumas pessoas. Até o próximo programa. [música] เฮ [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do HISTÓRIAS DE VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
13:53

Histórias de Vida | Thais Cristina Pedala 300km Deficiente Visual - Caminho da Fé!

19:17

Histórias de Vida | Esdras futebol

17:29

Histórias de Vida | Wagner luta de braço

18:30

Histórias de Vida | Kabide: Recomeço após AVC com jiu-jitsu e superação

14:03

Histórias de Vida | Thais Cristina pedala 300km deficiente visual - caminho da fé!

18:03

Histórias de Vida | Bryan: futebol, paternidade e o gol mais importante da vida

14:06

Histórias de Vida | Bruna damaceno supera 4 transplantes e inspira com fé e superação

16:12

Histórias de Vida | Pai acompanha Filho com deficiência na faculdade: superação!

15:09

Histórias de Vida | Conceição geremias: da lavoura ao pódio olímpico

16:02

Histórias de Vida | Geovana andreo - cantora surda que vence limites

21:27

Histórias de Vida | Vitor Leandro: dança, câncer e superação

16:09

Histórias de Vida | Vado: “o Navio Negreiro” - a trajetória que virou Recorde Mundial

14:57

Histórias de Vida | Benê e o Centro louis braille transformando vidas em Campinas

12:20

Histórias de Vida | Emanuelle Alkmin e a luta por acessibilidade e autonomia

15:00

Histórias de Vida | Mestre tilico: superação, artes marciais e legado

15:32

Histórias de Vida | Thaís vive! Um Pai transforma o luto em luta contra o feminicídio

18:13

Histórias de Vida | ONG Gabriel: da dor ao acolhimento, empatia e esperança

22:48

Histórias de Vida | Sérgio pacheco: do basquete à superação que transformou vidas

18:51

Histórias de Vida | João lucas e wilma — uma jornada de superação

21:21

Histórias de Vida | A jornada de natanael dos Santos: história, cultura e resistência

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
2:19

Câmara Notícia | Novo CNPJ Letras

4:53

Adote Um Bichinho | Semana 20 a 25 de Julho de 2026

4:28

Câmara Serviço | Parque Férias Campinas

14:44

Campinas que Deu Certo | Instituto de Artes Luana Lopes

1:44

Fica a Dica | Férias na estrada: como viajar com segurança e evitar acidentes

50:13

Jornal Câmara Notícia

1:02:34

Estúdio Câmara | Vícios Não Convencionais

7:01

Notícias da Metrópole