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Histórias de Vida | Kabide: Recomeço após AVC com jiu-jitsu e superação
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Histórias de Vida | Kabide: Recomeço após AVC com jiu-jitsu e superação

587 views Publicado 06/05/2026 HD · 18:30
Resumo editorial

O Histórias de Vida desta semana mergulha em uma trajetória de superação que começou em uma academia de Campinas. Anestesista veterinário com rotina intensa que envolvia musculação pesada, viagens profissionais por cidades como Piracicaba, Limeira e Indaiatuba e dias muito longos de trabalho, o convidado sofreu um AVC hemorrágico em 2016 enquanto fazia uma série pesada de exercícios. Perdeu movimento dos braços, das pernas, da fala, foi internado no Hospital de Barão Geraldo por 28 dias e iniciou um processo intenso de reabilitação pelo SUS, com sessões na clínica especializada de Campinas e fisioterapia robótica em São Paulo. A entrevista também aborda como o jiu-jitsu, que já fazia parte da rotina antes do AVC, virou ferramenta central de reconstrução pessoal e profissional, hoje com aulas para crianças que aprendem com ele lições que vão muito além das técnicas do tatame. Uma história que mostra como a recuperação é possível quando se encontra um novo propósito.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

Em 2016, durante uma série pesada de treino numa academia de Campinas, o anestesista veterinário Fernando Nogueira Rodrigues, o Kabide, sentiu o rosto formigar e, minutos depois, perdeu força no braço, na perna e a fala: era um AVC hemorrágico. Internado 28 dias no Hospital Barão Geraldo, ele passou por reabilitação intensiva pelo SUS e reencontrou o jiu-jitsu ao topar, por acaso, com o parceiro de treino de 30 anos. Aos 53 anos, hoje dá aulas para crianças de 3 a 6 anos e descreve o recomeço como voltar a ter 10 anos de idade.

Transcrição completa do vídeo

9 mil caracteres · transcrição automática

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[música] [música] [música] [música] Às vezes a vida muda em questão de segundos. Foi o que aconteceu com Fernando Nogueira Rodrigues, que sofreu um súbito AVC [música] hemorrágico. Por conta disso, Cabid, como é conhecido, precisou interromper a carreira como anestesista veterinário, perdeu movimentos, a fala e quase [música] a vida. Mais o Histórias de Vida de hoje é sobre recomeços e como Fernando encontrou no jitso um novo [música] propósito. Fernando, muito obrigada por nos receber, por aceitar o nosso convite. Seja bem-vindo ao Histórias de Vida. Muito obrigado. Muito obrigado. [música] Bom dia, Fernando, para começar, eu queria que você contasse um pouco pra gente como que era sua vida antes do acidente vascular [música] cerebral, sua carreira como anestesista veterinário. Como que era para você e esse momento antes do do acidente? A minha vida era a vida de todo mundo. Eu [música] fazia musculação, pratique vitso, eh, fazia [música] tudo, dormia pouco, dormia super pouco, eh, energético, dia inteiro, energético, [música] energético. E aí veio AVC. [música] Uhum. E seu corpo deu algum indício? Você sentiu algo? Deu, deu e eu não não quis aceitar. E bola pra frente, bola pra [música] frente e deu no que deu. Uhum. E o que que você sentia assim? Muita dor de cabeça. Muita dor de cabeça. Dia inteiro dor de cabeça. Dor de cabeça. Dor de cabeça. Enchaqueca. dor de cabeça com áurea, né? Dor de a a áurea vinha dor de cabeça, dor de cabeça. [música] Eu tinha eu tenho áurea desde os 12 anos. Hum. Sempre teve. Sempre teve. E e era ABC. Sim. E você sempre foi uma pessoa muito ativa, né, no esporte. muito e muito eh ligada a profissional, né? [música] Eu sempre fui muito profissional. Eu trabalhava o que precisava, precisava. Eu ia para várias cidades, Piracicaba, Limeira, eh, todas as cidades em Daatuba. Eu viajava por todas as as cidades, eu ia e agora não vou mais. [limpando a garganta] E no caso, o acidente ele foi em 2016, né, o acidente vascular. [música] Eh, o que que você se lembra desse dia? Eu tava, eu, eu tava na academia [música] fazendo back deck, pesado. Uhum. Bem pesado. E aí [música] eu tava, eu fiz uma série longa e aí meu rosto começou a eh [música] formigar, formigar, formigar, formigar. Aí eu falava: "Nossa, que estranho, né?" Pedi para eles pegarem alguma coisa para mim comer que tava estranha. A hora que eu pus na minha boca ou era peanuts, era alguma coisa de de para comer. Aí eu coloquei e ele do mesmo jeito que colocou [música] ele e saiu saiu. E falei: "Nossa, que estranho". Aí eu vi embora. Uhum. No caminho. Foi descendo, [música] descendo, já não sentia mais o meu braço. Uhum. Minha mão e [música] a perna. E a fala, fala. Eu vou falar para você se tem uma [música] coisa que mexe comigo. A questão da fala, a fala, a fala. E se eu tô dando aula e tem algum eh eh aluno novo, eu já me banana todo e eu não consigo eh mais não consigo mais falar. Uhum. É mais uma dificuldade na de se expressar [música] mesmo, né? Hum. Eu eu tive eh a fazia. Alfazia. Uhum. A fazia. A a a minha anfasia é muito grave. Uhum. E no caso e você [música] falou que teve esses esse processo, né? Você perdeu, é, o movimento do rosto, do braço. E quando que você foi pro hospital, percebeu que realmente era algo sério que você estava enfrentando? Eu [música] eu por ser veterinário, eu logo sabia que coisa boa não era. Uhum. Coisa boa não era. Eu fui eh direto para Barão Geraldo no fui no médico no hospital Barão Geraldo. Eles me internado na hora. Excelente. O E eu lá eu sabia que ixe, mãe do céu, é a VC. Uhum. Aí eu eu só perguntei pro médico, é hemorrágico? [música] Uhum. Porque minha meu medo era se foi hemorrágico. Eu [música] Ele respondeu: "Não, só [limpando a garganta] isso que eu lembro. Depois eu desmaiei e é hemorrágico. É [risadas] hemorrágico. E você [limpando a garganta][música] ficou um tempo internado ali, né? Quanto tempo você ficou internado? Acho que foi 28 [música] dias. muito importante que eu passei depois de uns 6 [música] meses, eu fui ao eu fui o governo Uhum. ele ele eh [música] ele eh muita gente não sabe, você pode eh [música] quem tem coisas grave graves e [música] tem muita risco de vida, amputação, eh [música] lesão de medula e nós fomos na Luco. É um instituto. É um [música] instituto. É, tem aqui em Campinas. Uhum. É, mas e [música] tem em São Paulo. Eu comecei em Campinas e três vezes por semana. Foi muito, é muito, nossa, é uma pessoa, é, é muito bom. E aí eu fui e e [música] eu fui para São Paulo depois de três meses eu fui mesmo para São Paulo. Em São Paulo é uma coisa, é uma coisa que se eu falar para você, eu não acredito. [música] É um hospital, você entra na segunda-feira, não sai mais lá, você veste a roupa e as pessoas faz tudo é falar a robótica. Tá, você dorme lá, olha, é como se fosse um tratamento intensivo mesmo. Mas e tudo isso? Graças ao SUS. Muito assim, muito bom. E cabid, como que e você falou que para mim que o Gilgitos [música] entrou na sua vida tem muitos anos e mas depois do acidente, como que foi para você retomar esse esporte? Eu por 8 anos eu não pratiquei nada. É. É só musculação por causa que eu faço musculação junto com fisioterapia. E aí um dia eu tava passando [música] numa numa rua, eu vi numa academia, falei: "Tá bom, eu vou voltar hoje". Eu entrei na academia, era um um cara que treinou comigo 30 anos. Ele falou para mim: "Quem vamos hoje?" Fui pra casa, peguei meu [música] e quimono. Uhum. e voltei. [música] Mas uma uma uma retorno bem pior pior que faixa branca. Uhum. [música] Foi foi você foi melhorando gradualmente ali no esporte. Ainda estou. [música] Ainda está eternamente eu estou. Uhum. E para você hoje como que é e participar aqui da academia, poder dar aula para outros alunos? principalmente para as crianças. Eu vi que [música] nas crianças eu tinha facilidade eh eh facilidade com eles. Eles apegam muito a [música] você. Nossa, as crianças de três até 6 anos. É incrível o tanto que as crianças gostam de [música] você. Nossa, eles adoram a você. É incrível o que eles o que eles o que eles eh [música] fazem com você e é apaixonante. [música] Uhum. Né? Então, no caso, eles trazem um pouco de amor também, né? Nossa, é o amor. Era o que eu tava É o amor. É uma coisa que antes eu não conhecia. Eu não conhecia porque eu era lutador. Sim. Eu adorava entrar, finalizar e tchau. Eu nunca dei aula. Sim. Certo. E olhando assim para trás, né? Que tipo de visão você tem assim da sua trajetória até aqui? Você passou por muitas dificuldades, né? [música] Conseguir superar. Foi um recomeço mesmo de vida. Nossa, um recomeço de tudo. Começou tudo, tudo de novo. É difícil. Olha, é difícil. Tanta financeiramente, você fala que, ah, não, financeiramente não conta. Conta sim, conta. Importante [música] conta. Eh, olha, eu vou Foi surpreendente que Deus Deus fez. Uhum. Foi, comecei, comecei de novo. Foi como eu teria, faz de conta que eu tenho 10 anos. Eu, eu tenho [música] 10 anos. Comecei tudo de novo porque foi difícil. É, é difícil, mas eu tô aí. Se Deus deu para mim, então vamos lá. Vamos lá. Deu uma nova oportunidade, né? Deu, deu, deu, deu, sim, deu. E o que, se você tivesse oportunidade de [música] eh falar com você antes do acidente, né? É aquele cabide que era super agitado, que trabalhava muito. Que que [música] você falaria para ele? Hum. Hum. Cara, desacelera. [música] Calma. [música] [música] Eu, eu, eu hoje Eu falaria, olha para subir, vai, vai acontecer o uma ou você vai morrer ou então coisa vai acontecer com você, cara. Então, para, respira e porque e eu era uma pessoa hiperitada, tudo tudo meu tinha que ser para aquela hora, né? Eu do melhor. Se se fosse segundo coloc no que deu, né? Sim. E assim, você falou que Deus te deu uma nova oportunidade, né? Você tá aqui na academia ensinando crianças. Qual que são os seus sonhos aqui daqui pra frente? É viajar. Uhum. Só viajar. Só viajar. E agora eu quero cuiti. Eu tenho 53 anos. Não quero mais eh vi eh terreno eh apartamento, não. Carro, nossa, eu era apaixonado por carro. Tudo isso perde [música] que é o valor que tem. São bens materiais, né, que ficam, é, ficam. É muita coisa. É. mudou de a as coisas que eu tinha, cara, foram mudando de de as coisas perderam a sua graça. Uhum. Você mudou as prioridades. Nossa Senhora. Nossa Senhora. Nossa Senhora. [música] Hoje em dia eu fico em casa, assisto um filme no jitson [música] a vida mudou. Uhum. Uma vida. Eu acho que depois que você [música] toma um ABC na sua cara, não tem como [música] se não tem como. Você não é, você fala: "Ah, só um AVC, não é? Não é, não é, né? E acabei de pra gente [música] encerrar, tem alguma coisa que você queira acrescentar que eu não te perguntei? Alguma mensagem que [música] você queira passar? Ó, tome cuidado [música] com AVC, cara. Se você é jovem, academia, academia, vocês sabem [música] quem eu tô falando. Tomem cuidado, cara. acontece, vai acontecer com você, vai acontecer com você. Então tome cuidado, sua pressãocto e vai acontecer com você. Falou, [música] Muito obrigado, viu? Obrigado pessoal, [música] e esse foi Histórias de Vida com cabide. Espero que vocês tenham gostado e até o próximo programa. [música] [música] [música] [música] เ เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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