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[música] [música] [música] Santos, Santos [limpando a garganta] Gol! Agora quem dá bola é o Santos. O Santos é o novo campeão. Glorioso [música] Alv Negro praiano, campeão. No Histórias de Vida de hoje, vamos conhecer uma trajetória de amor e dedicação que prova como o envolvimento de um pai na vida de um filho transforma obstáculos em conquistas. Seu Antônio Carlos é pai do jovem Real Lima, que nasceu prematuro e com grandes desafios pela frente. Mas com a ajuda do pai, ele realizou o sonho de se formar em jornalismo. Seu Antônio, muito obrigada por nos receber e seja bem-vindo à história de Vida. Muito obrigada. Eu que agradeço, seu Antônio. Para começar, eu queria que você contasse como que foi para você quando o Rean nasceu prematuro e receber esse prognóstico, como você e sua esposa enfrentaram esse desafio. [música] É, realmente no minha esposa durante a gravidez, ela teve muito problema de sangramento e quando ela completou 6 meses, eh, estourou a bolsa, ela teve que as pressa pro hospital e ela ficou durante uns 15 dias, aumentava o remédio para ela, dava cardia nele, diminuía. [música] Aí o médico tinha que controlando os dois, né? E quando ele nasceu, nasceu prematuro. A princípio [música] ele tinha os movimentos e só que ele tinha que ficar com oxigênio. Aí aos poucos foram tirando oxigênio. Uhum. e acabou tendo uma parada respiratória. E o médico, o prognóstico do médico realmente [música] era bem alarmante, porque eles colocaram que ele não ia enxergar direito, não ia falar problema mental e o problema comprometimento físico, ou seja, ele ia passar o resto da vida numa cama sem poder fazer nada, né? Mas nós temos muita fé, nosso pai, nós somos espírita cardecista. Uhum. E oramos muito, pedimos muito a Deus e ele foi muito ajudado. E eu sempre [música] tive a certeza que ele ia conseguir que muita fé em Deus, que [música] daria tudo certo e que um dia ele faria faculdade, né? Assim, dentro no meu íntimo, mesmo vendo toda aquela dificuldade, eu tinha certeza que ele ia conseguir e graças a Deus conseguiu, se formou um jornalista. Sim. Eh, e seu Antônio, eh, você precisou [música] reorganizar a sua rotina, né, para conseguir acompanhar o Rean, eh, na escola, eh, nas consultas, fisioterapia, como que foi para você, eh, mudar a rotina? Sim, eu agradeço muito ao meu sogro, minha minha sogra, né, se Osvaldo do meu vira, que desde quando ele entrou na escolinha, sempre levaram ele na escola, na clínica. Eu trabalhava em outra cidade, em Amparo. Eu não tinha condição de fazer isso. E quando eu entrou na faculdade, foi um momento que as coisas mudaram bastante. Eu eu estava desempregado e aí eu tinha mais tempo para poder auxiliá-lo. Comecei a trabalhar como assessor [música] de investimentos e como eu tinha mais tempo, então eu ia junto com ele pra aula, ficava lá com ele na aula, tem horário de tomar o remédio. tomava remédio todo dia às 11 da manhã, dava o remédio para ele, dava o lanche para ele. Em alguns momentos ele pedia para ir ao banheiro, os meninos me ligavam, levava ele ao banheiro. Então tava ali para para ajudar no que fosse necessário, né? Sim. E você se tornou então praticamente um colega ali de sala do seu filho, né? Ajudava nas provas, nos estudos, como que era? [música] É, procurava ajudá-lo, né? Assim, os estudos ele procur ele fez uma boa parte sozinho. Uhum. Mas quando ele precisava de algum livro físico, aí ele não tem como folhar o livro, tudo. Então ajudava bastante nessa parte, né, que muitas vezes eu tinha que até ajudar a ler para ele para poder entender e ajudava nos trabalhos, né? Uhum. E durante esse processo na faculdade, vocês enfrentaram alguma [música] dificuldade? Sim, enfrentamos, como eu falei no início, é o momento que eu não estava trabalhando e passamos por uma dificuldade financeira. Então, a princípio, nós conseguimos fazer uma uma vaquinha onde angareou recursos, ele começou a estudar. Depois [música] o time de coração dele nos ajudou bastante. Eles cederam uma camisa autografada pelo jogadores, no qual ajudou bastante. Mas chegou um momento quando eles ele nas férias quando estava com 2 anos e meio de faculdade nas férias de junho, conversei com a minha esposa e aí tomou uma decisão que não tinha mais como ir adiante porque a preocupação era ficar com uma dívida. Até tentamos para ele uma bolsa, não conseguimos. E aí conversei com ele, falei: "Ran, se não der certo agora, tenho certeza que nós vamos conseguir, vamos ter fé". E pedir a Deus o que for melhor. Se conseguir, a gente agradece. Se não conseguir, agradece do mesmo jeito. E graças a Deus eu conversei com umas pessoas. Um amigo meu falou: "Você tem um vídeo?" Você tinha feito um vídeo no qual ele falava que ele gostaria só de estudar, né? Que a pessoa ajudasse pagar a faculdade, que [música] era um momento difícil. e um empresário, assim, eu não conheço a pessoa pessoalmente, assim, eu sempre falo, eu acredito muito na bondade das pessoas, eu acredito no ser humano e essa [música] pessoa, assim, uma pessoa que eu não conheço pessoalmente, mas eu tenho uma gratidão imensa. Ele é pai também, né? E a todos os pais que estão vendo sabem o que eu estou falando. Não tem nada melhor para você agradar um pai do que poder ajudar o filho. Uhum. e o que ele fez para meu filho. Realmente agradeço muito. Peço a Deus [música] que eu abençoe, porque ele foi um dos grandes responsáveis mesmo para poder realizar esse sonho, porque nós não tínhamos condição. E conseguiu assim, tem todo o mérito do Ren na parte de estudo, mas se não tivesse esse apoio dessa pessoa que, como eu falei, nem conheço, então assim só tenho a agradecer mesmo. Sim. Perfeita. E no caso também no na na época dos estudos, né, você e o Ran [música] falou que ajudava ele lendo os livros, vocês passaram noites em Clara estudando. E como também isso foi [música] importante pra relação de pai e filho. Sim, nós ficamos várias noites [música] já de madrugada e o que chamou mais atenção foi no final, né, no TCC. Eles tiveram um individual. Nesse individual deu um problema no micro e nós perdemos tudo. Nossa. Aí foi um desespero, né? [música] A gente vai conversar com o professor, tudo, pedimos um pouco mais de prazo para poder reescrever, porque uma coisa é você pegar toda a orientação de um professor, né, da área que tá nos auxiliando, fazendo os ajustes. [música] Aí outra coisa você pegar e começar, né? Foi assim muito desgastante, mas graças a Deus foi uma etapa vencida também, né? Sim. Vocês venceram, chegaram até a colação de grau, como foi viver esse momento junto com seu filho? É, a colação de grau foi fantástica, né? [música] Foi, eu até falei para ele, é um dia que eu vivi várias vezes esse dia, porque eu sempre mentalizava ali aquele momento, eu sonhava acordado, né? Então eu eu sempre mentalizava, eu sou muito otimista. Uhum. Assim, por pior que apareça assim a situação, nunca reclamo. Pelo contrário, agradeço a Deus. Porque [música] se você tem os problemas é porque você tem força para superar, né? Tem que pedir força e não tirar os problemas. E assim, era uma coisa que eu sonhava muito e eu tive a felicidade de participar com ele também, né? Que eu fiquei junto com ele na hora que ele foi receber o diploma, eu fui junto, aí pedi, ah, lógico, pedi para tirar foto com ele, com os professores. Foi foi muito legal assim, assim, é um momento assim que jamais eu vou esquecer, né? [música] Fico muito contente. A minha colaboração foi muito pequena. O mérito realmente [música] é dele. Ele que teve que estudar, teve que se esforçar. Eu fiz o suporte assim para poder atender as necessidades físicas dele, né? Mas só tem agradecer a Deus mesmo. Sim. E para você, qual foi durante esse período, [música] né, esse trajeto que vocês passaram? é a maior lição para você como pai de acompanhar cada progresso do seu filho. Senhor falou que nunca duvidou que ele chegaria lá. É, como pai, realmente a gente sempre quer o melhor pro filho, né? Eh, a gente acredita no filho, mas [música] mesmo rean tendo toda dificuldade, eu nunca deixei de cobrar dele. Assim, ter disciplina, tem que fazer as coisas, [música] porque eu sempre falo, hoje eu estou aqui, eu não sou eterno. Então é uma coisa que os pais têm que passar pro filho desde pequeno, né? Para que eles tenham a responsabilidade, porque o pai tá ali para ajudar, para apoiar, mas vai chegar um momento que eles vão ter que seguir essa trajetória sozinho, né? Então eu sempre falei isso para ele. [música] Eu tenho outro filho menor que tem 15 anos, o Víor também fala a mesma coisa. Tô aqui para ajudar o que for. Eu sempre brinco, eu sou professor também, né? Eu falo mesmo que eu falo para meus alunos, falo para eles: "Se ajuda que eu te ajudo." Então o momento que eles estão se ajudando, eu tô ali e conte comigo, né? Sim. Eh, seu Antônio, pra gente finalizar aqui a sua parte, eu queria que você passasse um conselho pros pais [música] que enfrentam eh a mesma dificuldade que você com um filho. Qual conselho você daria? Não sei se eu [música] poderia dar um conselho, né? seria a pessoa ideal para dar um conselho. Mas o que eu falaria, eh, independente da sua religião, você tenha um ser superior, Deus, nosso pai, e que você tenha [música] fé, que você acredite. Se hoje não está bom, amanhã ficará melhor. E esse positivo, essa vontade, você pode ter certeza que você vai receber muito mais ajuda e força do que você imagina. Se nós estamos aqui como pais e os nossos filhos vêm nessa condição, nada é por acaso. Tudo tem um porquê. E nós estamos aqui realmente para ajudá-los, para que possam crescer, possam evoluir e no dia de amanhã eles possam ajudar outras pessoas também. Certo? Perfeito. Seu Antônio, muito obrigada pela sua participação [música] aqui conosco, por compartilhar a sua história. E agora a gente também vai ouvir o outro lado, né, que é do Rian. Muito obrigado. R. Agora vamos ouvir o seu lado dessa história, né? Porque você escolheu o jornalismo e você gosta do jornalismo esportivo. É isso? Isso. Bom, eu escolhi o jornalismo para trabalhar especificamente com o jornalismo esportivo e para unir, né, as minhas duas paixões. Eu costumo brincar que eu fiz da minha, eu fiz a minha paixão virar profissão. Eu sou apaixonado pelo esporte chamado futebol, mas especificamente pelo alvre praiano, pelo Santos Futebol Clube, né? E eu trabalho em uma mídia especializada ou voltada para [música] o Sant Futebol Clube, uma mídia segmentada voltada para o Sant Futebol Clube, independente. E Rean, você trabalha com esse seu sonho, [música] né? Porque você se formou em jornalismo com ajuda do seu pai. Como esse apoio dele durante a faculdade foi essencial para você, para também deixar esse período um pouco mais leve que é da faculdade, né? O apoio do meu pai foi fundamental. Foi fundamental. Eh, sem o apoio dele eu não conseguiria. Claro que [música] tenho meus méritos, mas o apoio dele foi fundamental e a ajuda dele foi muito importante para mim. [música] Eu costumo falar, né, que ele também tem mérito. Tem muito, tem alguns muitos mais mérito que eu, mas me ajudou bastante. Me ajudou bastante. Ai, que bom. E também como que foi para você e [música] se formar, né? Vocês subiram junto ali na colação de grau, você e seu pai. [música] Como foi se formar ao lado dele, ele te acompanhando? Foi, foi uma noite incrível, uma noite inesquecível que eu vou guardar com muito carinho no meu coração, porque viver esse momento [música] do lado do meu pai foi muito especial para mim. E eu tinha que viver esse momento ao lado do meu pai, porque ele ele foi uma pessoa e é uma pessoa que sempre me incentiva, me ama e quer sempre me bem. Certo. E Ran, você já se formou em jornalismo, já realizou esse sonho e qual é o próximo, os próximos sonhos que vem aí? Bom, um sonho que eu sonho desde os anos de idade, né? [música] é conhecer o ídolo santista, o ídolo brasileiro, o ídolo mundial, Neymar Júnior. Eu sempre falo que o Neymar é um gênio, é um jogador espetacular, para mim, na minha opinião, é o melhor do mundo e e tem que e vai ajudar o Santos muito em 2026. Tomara que [música] você realize esse sonho, então, tirar uma foto com ele. Obrigado. Obrigado, Ran. Muito obrigada pela sua participação [música] aqui no Histórias de Vida Sua e do seu pai, de compartilhar essa trajetória de vocês dois juntos. Eh, e espero que você realize seus sonhos junto com seu pai também. Que isso? Eu que agradeço vocês, pessoal da produção da TV câmera. Eu agradeço muito e fico muito honrado e por receber vocês aqui e por poder compartilhar a nossa história, porque a minha história é a do meu pai também, né? Então, por isso que eu falo a nossa história, pessoal. E [música] esse foi o Histórias de Vida. Espero que você tenha gostado de ouvir essa história tão linda de pai e filho. [música] Muito obrigada pela sua audiência e até o próximo programa. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]