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Histórias de Vida | Sérgio pacheco: do basquete à superação que transformou vidas
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Histórias de Vida | Sérgio pacheco: do basquete à superação que transformou vidas

110 views Publicado 17/12/2025 HD · 22:48

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Está no ar mais um episódio do Histórias de Vida, um quadro da TV Câmara Campinas que apresenta trajetórias reais, inspiradoras e transformadoras. Neste episódio emocionante, você vai conhecer a história de Sérgio Pacheco, um homem cuja vida foi moldada pelo esporte, pela educação e pela superação. 💪❤️ Entre tatames e cestas, Sérgio construiu uma trajetória impressionante. Filho de uma empregada doméstica, adotado ainda bebê, ele teve no estudo e no esporte os pilares para romper barreiras sociais e alcançar lugares que muitos julgavam impossíveis. Desde cedo, o esporte fez parte de sua vida — começando no basquete, onde se tornou atleta profissional, passando pela arbitragem internacional, até chegar ao taekwondo, modalidade que hoje é o coração de seu projeto social. 🌍🏆 Sérgio foi árbitro internacional de basquete, apitou jogos em diferentes continentes, esteve em seis campeonatos mundiais, finais, semifinais e até na NBA. Uma carreira de prestígio que parecia o auge… até que a vida impôs um dos seus maiores desafios. ⚠️ Após uma grave lesão no joelho, veio o diagnóstico de câncer no pâncreas, um dos mais agressivos. Foram cirurgias, quimioterapia, radioterapia e um longo período de reflexão entre a vida e a morte. É nesse momento que a história ganha ainda mais força: Sérgio volta à vida com um propósito. 🙏 Ele relata uma experiência profunda durante o pós-operatório, que mudou sua forma de enxergar o mundo e reforçou sua missão: transformar vidas por meio do esporte. Hoje, ele coordena um projeto social em Campinas, oferecendo aulas gratuitas de taekwondo, formando atletas, cidadãos e jovens preparados para a vida. 🏫 O projeto funciona em um espaço público concedido pela Prefeitura de Campinas, no Instituto Biológico, e já revelou campeões brasileiros, atletas de alto rendimento e histórias de superação. Mais do que medalhas, o objetivo é formar pessoas com valores, disciplina, autoestima e visão de futuro. ✨ Para Sérgio, o esporte é mais do que competição: ✔️ É escola da vida ✔️ É disciplina e resiliência ✔️ É oportunidade ✔️ É esperança Ele reforça que nada é impossível para quem luta, e que o esporte, aliado à educação e à cultura, pode levar qualquer pessoa — independentemente da origem — a lugares extraordinários. 👉 Um episódio emocionante, inspirador e necessário. 💬 Assista até o final, deixe seu comentário, compartilhe essa história e reflita: qual esporte pode transformar a sua vida? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] [música] Olá, minha gente. Começando mais um Histórias de Vida. E no episódio de hoje nós vamos conversar entre [música] tatami e cestas. Você vai entender um pouquinho e conhecer a história de Sérgio Pacheco. Sérgio, muito obrigada por me receber aqui no seu espaço. Nossa, muito obrigado, viu? Fico honrado. Estamos sempre à disposição. [música] Sérgio, você já foi atleta de basquete, depois apitou [música] no basquete, né? Foi árbitro de basquete. Hoje você treina o taondô? Eu gostaria que você contasse um pouquinho pra gente por tanto esporte assim na sua vida, como é que surgiu esse interesse. É, na verdade, eu surgi no mundo era assim, minha mãe era empregada doméstico de uma casa, uma família que tinha condições e ela morreu muito cedo e eles me adotaram com três dias de idade e era assim: "Você tem que estudar, estudar muito, adotamos você, você tem que estudar, estudar, estudar, me davam todas as condições e você tem que fazer o esporte". Então eu comecei a fazer esporte com de cinco para 6 anos de idade e comecei jogando basquete, joguei em Campinas, joguei no círculo militar, joguei no tênis, joguei no regato, certo? Depois fui para São Paulo, fui contratado, fui jogar no Palmeiras, joguei no Pinheiros. Então eu fui atleta de basquete profissional e competentemente quando eu iniciei o basquete [música] eu fazia artes marciais, fazia karatê, ah, box, fiz com gufu, sempre adorei esporte. E quando Teekondor veio pro Brasil, eu sou um das primeiras, um das primeiras turmas do Teekondô, que ele veio com o Samin Ch, que era [música] parceiro do general Shoi, que aí ele veio para difundir o tecondor na América e eu comecei com ele fazendo te condondor. Quando eu parei de jogar basquete, o que que aconteceu? Eu migrei pra arbitragem para não perder esse vínculo com o basquete. Quando eu fui pra arbitragem, [música] eu tive que largar as artes marciais, lógico, porque na verdade eu virei mais profissional. mais profissional, não diríamos, mas tinha mais compromissos do que como jogador. Como jogador era uma coisa muito fácil, que sabia que tinha jogo, tudo isso. Só que aqueles jogos, inclusive quando era Palmeiras, São Paulo, Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, agora como árbitro eu tinha que apitar os jogos de todas as categorias e de todos os times. e fui me dando muito bem. Virei árbitro internacional. Aí minha carreira começou internacional, começou aqui pela Sulamérica, Centroamérica e depois fui pra Europa, pra Oceania, seis [música] campeonatos mundiais, duas finais, duas semifinais, fui pra NBA, fui pro basquete, né, do entretenimento, como diz os Estados Unidos. E aí é isso que acontece, né? Aí você vai falar e aí você voltou pro tecondor. Aí é uma história que aí quando você perguntar de novo eu respondo. [risadas] E aí assim, o que é [música] muito interessante quando você fala, né, você é filho de uma empregada doméstica e depois você foi adotado por essa família na qual sua mãe trabalhava, não é isso? É exato. Era minha eh minha mãe, ela era empregador mestre dessa casa, da família, família Moscosa, era uma família baiana. Meu pai era médico urologista, minha mãe [música] era comissária de menor e jornalista do Correio Popular na época só tinha o jornal Papel, né? Era sobre [música] isso, escrevia crônicas, tudo isso e tal. E era do Clube das Leis, ela me levava desde pequenininho para tudo quant é lugar. É, quer dizer, eu eu conheci um mundo literário e estudava muito, conheci desde pequeno, estudando espanhol, estudava [música] francês, piano. Eu não entendia na época porque tanta coisa, mas hoje eu entendo, ontem mesmo fui numa numa recepção na híbica lá com os empresários. Como é importante você ter essa parte cultural, como é importante você ser viajado, você ser porque você se torna o centro das atenções, [música] não é? Porque fala, o cara é estudado, o cara é um cara que foi na NBA, um cara. Então é muito importante a parte cultural. Mas eu digo assim, por que eu [música] vou tô enfatizando tudo isso? Porque eu sou um cara que nasci na comunidade que se chama hoje na época que era rua de terra, tudo isso, certo? Filho de uma empregada doméstica, tal, nada contra empregada doméstica, entendeu? Mas o quê? com estudo, com esporte, eu atingi lugares que hoje eu tenho certeza que um milionário que paga 00 para sentar no met Garden, ele não tava onde eu tava, que é dentro da quadra e ganhando para fazer, você entendeu? Então você vê qual que é, como é importante o esporte, como é importante [música] uma pessoa, não interessa se ele nasce pobre, branco, negro, se ele se esforça e faz o que tem que fazer, o arroz, [música] feijão, trabalho de casa, ele chega. E é o que eu tento passar hoje, isso pros meus alunos e digo: "Nada é impossível. É impossível para quem não luta, para quem não briga e para quem não quer." Uhum. Então é importante a formação acadêmica, muito. É importante com línguas, muito. É importante a formação no [música] esporte, muito. Você pode até não ser o atleta tudo, mas você vai ser um cidadão, um homem do amanhã, que é isso que eu tenho que passar no meu projeto. Inclusive o seu [música] projeto aqui em Campinas, você comentou, né? Vocês estão nesse espaço aqui que é um espaço do estado, mas [música] que hoje está sob os cuidados da prefeitura de Campinas, não é isso? É isso. Instituto Biológico, ele é do estado, do governo do estado de São Paulo. E existem aqui quatro ou mais lotes [música] que foram concedidos por 99 anos pra prefeitura de Campinas, pra administração da prefeitura de Campinas. E essa o que o Dário fez, o Dário prefeito, ele cedeu isso, é essa área aqui que nós estamos paraa Secretaria de Esporte. E a Secretaria de Esporte aceitou o nosso pedido de concessão. Ele também colocou achar o lugar para eles transformarem lá num centro de Teondô, que é o que nós fazemos aqui, não é? Então nós temos uma equipe [música] de competição, estamos falando antes de como iniciar o projeto, mas aqui nós temos equipe de competição grande, onde já tiveram campeões mundiais de uma outra liga hoje da que fazem ACBTKD. Nós temos campeões brasileiros, [música] número um do Brasil juvenil, ã, temos de Tunc [música] que saiu do projeto, saíram do projeto, você entendeu? Então, e qual é o sentimento, Sérgio? Porque assim, você comentou, né, inclusive eh você falou: "Eu sou filho de empregada, eu nasci numa comunidade, só que o esporte fez muito por você, por você cidadão. E hoje você está à frente de um projeto tão importante [música] como esse, inclusive modalidade que não é tão comum, não é uma modalidade que a gente tem na aula [música] de educação física, lógico, né? Então assim, isso também já se torna um diferencial [música] na vida desses atletas. futuros atletas que chegam aqui no projeto. Sim. O eu tenho quando é uma modalidade olímpica, tá? Então esse partindo desse princípio de você ter uma modalidade no esporte [música] que transforma as vidas e essa modalidade cenolímpica onde tem-se a chance de um dia chegar numa Olimpíada, num campeonato mundial, isso já traduz um grande sonho pras crianças. É bacana você se sentir como espelho. Eu sou um cara que era muito televisão na Globo, toda hora pitando tudo isso. Então eles se espelharem hoje, mestre tudo, porque diz assim como o projeto social, como esse projeto social começou. Eu quando eu tava no auge da minha carreira, tava nos Estados Unidos, tava no auge da carreira só fazendo jogo internacionais, não parava no Brasil tudo isso. E eu tive um problema muito sério no joelho e acabou toda a cartilagem. Eu tive que fazer uma osteotomia com enxerto de osso para [música] para voltar a andar e quem sabe correr e conseguir, tive que emagrecer. E quando eu tava voltando pra Liga Sul-Americana, eu fui diagnosticado com câncer no pâncreas. Câncer muito a maior porcentagem letal. Sim. E isso foi 2015. Então fui submetido a uma e uma cirurgia. Eu tirei metade do pâncreas, um monte de coisa. Foi um ano de quimioterapia, radioterapia e tudo isso foi um tempo muito grande, muito vasto para eu pensar pensar, né? Aquilo você saiu lá embaixo, aí você tava voando, está mentar Garden e United Center, Chicago, tudo isso aí, leito de cama, sem apitar, não sabia se voltava a apitar ou não. Tudo isso foi quando eu tive uma conversa que na época o prefeito era o secretário de esportes e falou assim: "Cara, vamos fazer uma parceria. [música] A sociedade torceu tanto para você voltar, não é? Para você voltar. Você qu morreu aí, falou com Deus, tem essa história, tudo isso, você voltou tudo. Acho que você tem uma missão. Foi da onde nós criamos o projeto. E esse projeto é o quê? A gente então traduz a minha história o quê? Em vida, em espelho e em esperança. Por quê? De um câncer mortífero, que a gente falava toda hora momento, vou morrer. Ele falava capaz. É coisa brava. Até ele falava assim, até atravessando a rua, né, a equipe do Caleja. Mas é duro. E no final das contas, já quase 8 anos, 9 anos, eu tô vivo, voltei ao esporte, voltei uma vida normal, você entendeu? E hoje o que que eu posso fazer? Hoje eu posso ministrar aulas de graça, uma missão que veio de vida. Tenho que fazer isso. E transformar vidas, contar o histórico, fazer eles entenderem que é possível. Não existe, eu não consigo. Não existe, eu não vou fazer. Existe o quê? O você falar para você e você saber do que você é [música] capaz. E não vai ser ninguém que vai falar para você que você é capaz ou não. Todo mundo falou que eu ia morrer, tô vivo. Até um padre que foi lá rezar, eu falei: "Não precisa rezar não, que eu já falei com Deus, vou ficar vivo, [música] fica tranquilo, tal". Certo. Imagina 40 km mesmo. Eu falei: "Pô, mandei o padre embora". Falei: "Pode ir embora aqui, não vê não. Já falei com ele, tinha falado mesmo com Deus. E tinha essa missão, entendeu? E é uma missão, você vê um projeto social, é pedrada, [música] descontelada, é olho gordo, é tudo isso faz parte, porque nós estamos numa briga do bem contra o mal e numa briga que onde nós estamos do lado do bem, transformando vidas e resgatando almas que talvez tivesse perdida ou estavam [música] trabalhando pro exército do outro. Nós estamos trazendo de volta, trazendo pra luz. Então se veja que responsabilidade. É mais responsabilidade do que a gente fazer Estados Unidos e Porto Rico ou Estados Unidos e Russia, que eu já fiz sem final, é mais responsabilidade, porque daqui uma coisa errada que a gente fala, a gente pode levar um menino pro buraco, a gente pode levar um menino para o um caminho difuso ali na bificação, vai para ser pras drogas, que ele acha que é mais fácil, que é, você entendeu? Então é importante a gente tá pensando, a gente tá fazendo, é muito sério [música] esse compromisso, até porque o esportes eh é maravilhoso nas telas, né, para quem está em casa, no sofá assistindo, comendo pipoca, [limpando a garganta] mas para quem está no tatame, na quadra, no campo, no dia a dia, que sabe que nem sempre vai vencer, sim, né? Eu acho que aí é que pega. É. E você, eu na idade que eu tô, pô, eu chego em casa, são 18 parafusos, toda a noite é gelo e antiinflamatório. E em casa eles falam: "Não é possível. Tudo que você passou, você não para. Eu falo: "Faz isso em parte". E o atleta quando eu não entender, pô, mas você tá já foi. Não, eu ainda sou atleta. O meu [música] sangue é de atleta, o meu espírito é de atleta, é o espírito de samurai. Então você não para nunca. Se parar, você morre. com dor, dores, dores, dores, aperta parafuso, faz isso, tudo tem aí. Tanto é hoje. Então, a meus atletas de competições, pô, 16, 17 [música] anos, tudo e muita coisa a gente faz junto e eles falam: "Ã ah, não tá aguentando." É, não tá aguentando, mas aqui tem uma vida. Você é novo. Só que eles têm que entender que o quê? Nada é impossível. Não existe impossível. Existe. Eu vou fazer, eu vou conseguir. E isso tá preparando ele pra vida. Ele pode não ser um atleta, mas ele pode ir numa super hiper empresa, uma multinacional, e ter um dia que uma entrevista não for aceit e ele não desistir, ele bater na porta de outro ou ele voltar naquela ou ele conseguir um negocinho que não era aquilo que ele almejava, mas ele falando assim: "Eu tenho chance de crescer e eu tenho que brigar por isso". Mas vai aprender aonde? Na escola do esporte. [música] Na escola a escola da vida. Então o esporte faz parte da escola da vida e a escola da vida a mas não precisa estudar lá. Não tem que estudar lá também, que é tudo isso é matéria pra escola da vida. É até porque a gente vê, né, um atleta [música] olímpico, por exemplo, ele precisa saber minimamente conversar, porque se ele ganha uma medalha lá fora, ele vai ter que dar entrevista. Você vai ter que dar entrevista, né? Vai que eu apareça lá perguntando pra pessoa, não é? E ele não sabe falar, nós vai, nós [risadas] foi e aí exato. Até para ter cultura mesmo, né? poder conversar com outros colegas de outros países, né? Pô, isso é uma troca de figurinha super importante. Eu sempre soube [música] isso no basquete, na arbitragem, que eles falavam: "Os árbitros da América eles são preteridos e o os árbitros da Europa não gostam de árbitro da América". Eu sempre fui com isso. Eu fui pro meu primeiro campeonato mundial. O dia que tu sentou lá 40 árvores e começaram a conversar tudo, a hora que eu virei falei assim: "Ora, what are you doing?" Eles falar do Piná Play of course todos que eram meu amigo porque todos queriam saber do Brasil e em todos os campeonatos todos sempre pachu que os árbitros internacionais iam para lá mas não falavam inglês. Aí nos depois de três anos de campeonatos internacionais quem era o tradutor dos cubanos? Quem era o cara que falava com os porto riquinho e tudo batea espanhol speak. Então quem era? Então não era só mais só o árbitro, era referência, era o cara que tinha que acordar de manhã com Lubomir Cotéb. Ele falou: "Não, vem cá que você vai falar com os caras aqui você fala espanhol e você fala para eles" e falava para mim eu traduzia pros caras. E isso? Um cara da Croácia que falava inglês. Falou: "A língua oficial é inglês, mas os caras não falam em inglês, não entende o que eu falo. Você vai lá, você fala em espanhol". Então você vê como é importante e aí você vai se tornando referência, vai se tornando [risadas] referência em tudo que você faz, entendeu? Mas você tem que ter o quê? Tem que ter matéria, tem que ter cultura. Que eu falo agora, se você não tiver, aí é ruim, né? Porque aí você vai dizer que o mundo é bruto. O mundo é cruel, ele é bruto. Ele é bruto para quem tem matéria. Agora imagine para quem não tem. Aí é agora tem uma coisa aqui que faz de conta [música] que hum sei que conversa particular é particular. Você [música] teve uma conversa diferenciada? Sim, sim. Diferenciada. [música] Você se importa em não dá um spoiler dessa conversa? Lógico, quando eu tava aquela voltando, né, daquela com induzida tudo da cirurgia, na verdade eu acordei num túnel escuro e e aquele flutuava, né, caminhava pra frente, escuro, escuro, bem negro, bem escuro. E quando tava chegando na porta do túnel, eu vi aquelas flores que nem cemitério, sabe bonito, né? flores, um colorido, um colorido que eu não sei dizer a cor, mas era uma coisa assim que eu falei assim: "Nossa, se eu passar daqui para lá, fui." Era bem, era nítido isso, né? Era aquela história de quando a gente era [música] criança, né? Não olha pra luz. Exato. Então eu falei ali fui e eu tive uma conversa, eu lembro que o Aton Sena falava isso, né? Que ele conversava muito com Deus. [música] E realmente eu conversei, mas Deus é o quê? Pessoa tudo não, não é? Ele falava palavras, não é uma é uma luz muito forte, é uma energia muito forte. E isso passou um filme da minha vida. E eu lembro até um pedaço que eu falei: "Bô, eu não paguei a Unimed, tem minhas filhas, tudo certo". E eu pedi e e ele e nessa conversa ele fala: "Será que você merece uma outra chance, entendeu? Será que eu, eu entendia que o quê? [música] Será que já não tá tendo uma soberba? Esse eu sou número um do mundo e não estenda a mão para ajudar as outras pessoas porque é muito competitivo. Será que você não tá esquecendo alguma coisa? E aquilo realmente me tocou, né? E quando eu voltei pro túnel, eu falei: "Nossa, então agora acho que acabou mesmo, né?" E no entanto eu acordei em cima do hospital e vi minha irmã, eu tinha duas, uma tinha morrido no ano também de câncer, perguntando onde que era a ala do Sérgio, pós-operatório de aparelho digestivo. E eu vi isso e eu acordei, eu me vi todo costurado lá, tudo aberto, pregado na parede e voltei o corpo com as duas enfermeiras e eu falei, falei: "É o paraíso aqui naquela sola branca tudo". Elas deram aquela risadinha, eu falei: "Não, é o céu". Eu falei: "Aí eu falava, eu tava conversando com Deus, entendeu? Não sei se ele me mandou de volta ou não, tudo. Acho que elas falaram: "Nossa, o câncer subiu pra cabeça". Meu Deus, [risadas] coitado. Eu falei: "Não, eu queria saber porque eu não sei se eu tô vivo, né?" Eu aí eu falei: "Pô, não é duas e pouco, tal, caramba, uma olhou pra outra, eu falei: "Aqui não é a ala 55. Uma olhou". Falei: "Porque a minha irmã tá na recepção agora. Eu não sei se é a que veio me buscar para ir embora ou se é". Aí entrou aqui, tava viva. Aí eu chorei para caramba, eu falei: "Aí". E depois conversando com as enfermeiras, elas falaram: "Não é a primeira história. Várias pessoas que vê no pós-operatório contam sempre a mesma história. Então vamos dizer assim: "Eu acredito que tenha sido Deus ou alguém enviado de Deus, mas era uma energia muito forte, assim, era muito forte. Hoje, depois de tantos anos, eu nunca conseguia contar isso. Eu chorava, parava no meio do caminho e chorava. Não conseguia chegar até o final da história sempre, porque era uma energia muito forte, muita coisa assim. E tipo, você vai morrer? Falei: "Não vou morrer. Você tem medo de assalto? Não, não tenho medo de nada, porque eu tenho uma missão e eu não vou morrer. Porque eu falei com ele, eu não vou morrer. Então eu tenho uma coisa concreta. Pode ser que quando eu deixe tudo estabilizado, eu falo: "Bom, agora eu já não sei, mas igual chegou a hora, pode ser. Mas então aqueles infiéis que não acreditam, [música] aqueles que ah a vida é uma desgraça, não sei o quê, eu tô arrebentado, tudo, eles não sabem que eles estão sendo uma peça no jogo, eles estão sendo convidad, ô, você tem um filho com isso, você tem um filho autista, você tem não sei o quê. Vocês são pessoas especiais escolhidas para por ele para defendê-lo e mostrar que tudo é possível e que isso não é problema. Isso é uma dádiva. Então hoje eles perguntam: "E o câncer?" Falei: "Foi [música] uma dádiva dele". Porque eu tava numa vida que ah a ah glamor, glamor, glamor, glamor e ã ajudando quem? Fazendo o quê? Então eu tive que passar por isso para poder dar atenção, para chegar aqui e varrer, [música] você entendeu? para quem andava de uns carrões de BMW, você que lá tudo agora não anda mais. É uma coisa que você começa a mudar, né? Os valores são outros, né? E aí, diferente do [música] pessoal que te pergunta sobre o câncer, eu te faço uma última pergunta. Sempre pergunta. E o esporte? O esporte, o esporte é tudo. Eu só tô vivo, eu acredito, como o médico falava, o cara de 120 kg de músculo com 4% de gordura caiu para 87. Se bem que eu manti 87, que agora tá melhor assim. Mas o cara falava: "Se você não fosse esportista, você não ia aguentar. Não ia aguentar aquela a rádio que ela juntava com a químio e aquela fumaceira saindo, aquela ferida aberta, aquele negócio, tudo isso e [música] puxa, 2 horas meia. Isso tudo que eu passei eu falava: "Eu preciso voltar pro esporte, eu preciso voltar pro esporte". O esporte é [música] vida. O esporte, o esporte faz você ter noção da onde você quer atingir. O esporte faz você falar: "Não, no fundo não bebo, [música] não é isso, eu preciso fazer esporte". O esporte ele encaminha para vidas, ele faz o bem. O esporte na minha vida, ele [música] é um dos primordiais. Sem esporte eu acho que para mim não teria vida. Mestre Sérgio Pacheco, foi essa história de vida que nós conhecemos hoje, mestre. Muito obrigada. Obrigada a você. Parabéns por toda a sua trajetória e sucesso. Consumidar. Consumidar. Consumidar. Muito obrigado. Obrigado. Espes sempre estarão aberta e eu é que agradeço [música] a oportunidade. Tem que agradecer sempre sem ser muito humilde e tá sempre sendo um servo como samurai. Então eu agradeço, agradeço a oportunidade à disposição de vocês aqui. Muito obrigado. Obrigada a você também que nos acompanhou pelas telas, acompanhou essa história maravilhosa e aí já escolheu qual esporte você vai querer praticar? Vai pro esporte. [música] [música] [música] [música]
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