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Histórias de Vida | Benê e o Centro louis braille transformando vidas em Campinas
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Histórias de Vida | Benê e o Centro louis braille transformando vidas em Campinas

39 views Publicado 25/02/2026 HD · 14:57

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🎥 No Histórias de Vida de hoje, você vai conhecer a trajetória inspiradora de Benedito João Bertola, o Benê, que perdeu a visão aos 13 anos após um acidente de carro e transformou a própria história em força para ajudar outras pessoas com deficiência visual em Campinas. 👁️‍🗨️💛 ​ ⚽ Benê conta que, em 1974, assistiu a uma partida de futebol em São Paulo e, no retorno pela Rodovia Castelo Branco, sofreu o acidente que marcou o início de uma nova fase. A partir desse momento, ele veio para Campinas — cidade que aprendeu a amar e onde construiu sua vida, seus estudos e sua missão. 🏙️🤝 📚 O caminho não foi simples. Na escola, ele precisou enfrentar desafios enormes por ser o único aluno com deficiência visual na sala, mas encontrou apoio e decidiu fazer algo que mudaria tudo: se apresentar, pedir ajuda, criar vínculos e ocupar seu espaço. Essa postura foi essencial para a independência que ele construiu ao longo do tempo — e que hoje inspira quem está passando pelo mesmo processo. 🧠🌱 🎓 Depois, Benê seguiu estudando, fez faculdade, pós-graduação em educação especial e atuou por anos no serviço público. Mais tarde, passou a integrar a diretoria e, em seguida, assumiu a presidência do Centro Cultural Louis Braille de Campinas, instituição que atua desde 1969 promovendo autonomia, inclusão e fortalecimento de vínculos para pessoas com deficiência visual. ♿✨ 🏛️ O Centro Cultural Louis Braille oferece atividades e oficinas que contribuem para o desenvolvimento e a inclusão social, com apoio de uma equipe multidisciplinar e projetos voltados ao bem-estar físico e psicológico. Entre as ações, estão iniciativas de fortalecimento físico, rodas de conversa, música/piano, oficinas e serviços de suporte social. 🧘‍♂️🎹💬 🖨️ Um destaque importante é a gráfica da instituição, que produz materiais em Braille e em tipos ampliados (para pessoas com baixa visão), contribuindo tanto para acessibilidade quanto para a sustentabilidade do trabalho realizado. 📄🔠 ​ 💙 Ao longo da entrevista, Benê também compartilha momentos marcantes da história do Centro — desafios estruturais, mudanças e a luta diária para manter o atendimento, além do sonho de ver mais independência financeira para instituições que fazem o que muitas vezes deveria ser garantido com mais força pelo poder público. 🤲🏽🏛️ 📣 Assista ao episódio completo, compartilhe com quem precisa ouvir essa mensagem e participe: 👇 Comente: qual parte da história do Benê mais te tocou? 👍 Deixe seu like e ajude esse conteúdo a alcançar mais pessoas. 🔔 Inscreva-se no canal para acompanhar novos episódios do Histórias de Vida! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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No Histórias de Vida de Hoje, vamos conhecer a história do seu Benedito João Bertola, que perdeu a visão aos 13 anos em um acidente. E hoje ao 65, seu Bené, como é conhecido, é presidente do Centro Cultural Luiz Brailey, que transforma a vida de pessoas com deficiência visual em Campinas há 56 anos. Não é isso, seu Benen? Sim, Camila. Eu agradeço o senhor por nos receber aqui no instituto. E para começar, eu queria e perguntar primeiro sobre a sua infância, é o momento em que o senhor perdeu a visão, como que foi esse acidente no início ali da sua adolescência, né? Sim, eu 13 anos de idade, né, eu sou apaixonado, né, pelo Palmeiras, onde que eu fui assisti uma partida de futebol em São Paulo, no Morumbi. Era Palmeiras e São Paulo. Uhum. Foi na época de 74. E aonde que eu vi o meu time ficar campeão, né? Uhum. Enxergando, né, pela última vez, né? E depois na volta de madrugada já na estrada da rodovia Castelo Branco, eu sofri o acidente de automóvel, aonde que eu fui atendido em Sorocaba e meu rosto ficou todo inchado, né, com a minha cabeça e assim que começou a desinflamar, eu percebi que eu não estava enxergando. Foi nesse contexto que o senhor veio para Campinas. É com esse contexto que eu vim para Campinas e aqui estou até hoje. Sim. E adoro essa cidade. E para você, você citou sobre a escola, como que foi enfrentar eh o ensino, né, eh sendo deficiente visual? Ah, foi foi uma coisa assim, uma luta muito grande, né? Para mim, eu tinha passava noites em claro, nossa, vou estudar num colégio ã que a maioria que todos, né, era o único deficiente era eu. Uhum. Visual, né? Então eu foi muito difícil, mas graças a Deus a psicóloga, né, trabalhando muito, né, falando, a gente tratando sobre isso. Eu fui pro pro colégio e aí entrou a professora, nunca esqueço, né, a professora de geografia, a professora chamava Cine Neusa. Uhum. E todo mundo, eu entrei na sala, ai lá, ele não enxerga, né? Eu sentei e falei: "Nossa, né?" E pisando em ovos, né? Como se diz. E aí eu, a professora entrou perguntando o nome de cada um. Eu falei: "Olha, Neusa, eu queria dar uma palavrinha pro pessoal. Silêncio o pessoal que o Benê quer falar com vocês." Uhum. Aí eu virei, me apresentei, que eu era o Benê, o Benedito, e era uma pessoa com deficiência, tava lá para estudar como eles, se eu poderia estar contando com eles, com a ajuda deles. Aí eu sentei, o pessoal bateu palma, tudo, né? Eu falei: "Nossa, será que era eu mesmo que tava falando?" Então, a partir daí foi a minha independência, sabe? Porque aí eu comecei a enturmar, comecei conversar, a gente contava piada, a gente contava piada até de cego. E vamos enforcar a aula de sexta-feira, vamos enforcar a aula, vamos tomar um chopinho. A gente ia sair, ia tomar um chopinho. Então aquele negócio, né, Camila, a pessoa com deficiência, ela tem que também se colocar. Uhum. Nunca ficar quietinho no canto, nunca dá uma de coitadinho. E depois desse período do da escola, o senhor fez faculdade, graduação? É, eu fiz a faculdade, né? né? Fiz a faculdade. Ah, depois eu fiz pós-graduação em educação especial. Uhum. E trabalhei 16 anos em Paulíia, né? No ano do eu trabalhei em 89 eu comecei a fazer parte da diretoria, né, executiva do Centro Cultural. Uhum. Aonde que eu aprendi muito, passando por várias gestões, né? Então era empresários até o juiz também aposentado, né? juiz de direito, senor Mário Fernandes Braga, então empresário, seu Bernardo Antunes, o seu o Eucrides de Aruda, seu Demarco, então são pessoas assim maravilhosas, aonde que eu aprendi muito com eles. E depois dessa atuação em Paulíia, é, o senhor veio para o Instituto Luiz Briley, né? É. E como como é cargo de confiança, quando tem mudança de prefeito, né, sempre tem aquela hum dispensa tal, eu fui dispensado. Aí voltei para Campinas e a diretora na época aqui do Centro Cultural, ela me convidou para vir para ajudá-la. Uhum. E depois eu assumi a presidência, né, do Centro Cultural por 4 anos e depois eu passei por uma outra gestão como diretor e depois eu voltei novamente a ser presidente, aonde que eu sou atualmente hoje o presidente do Centro Cultural Luiz Brito de Campetiras. Sim. E seu Benê, voltando um pouquinho no tempo, né, antes do senhor chegar na presidência do instituto, o senhor foi um atendido pelo Instituto Luiz Brile, né? Como que ele foi importante também na sua trajetória até a sua independência, como o senhor citou? É porque a o Braile foi muito importante, né? Não só na minha vida, como é na vida de muitas pessoas que passaram pelo Bra, né? E eu cheguei, eu não conhecia Campinas, então a partir daí eu comecei a orientação mobilidade a conhecer os pontos principais aqui do centro e passando por uma psicóloga, fazer a terapêutico ocupacional. Uhum. Aprender pelo menos fritar um um bife, uma batata frita, né? Sim. E então foi muito importante para mim e aquela aquele mostrar pra pessoa que a vida é bela, você pode você pode fazer mesmo não enxergando, você pode fazer muita coisa, só depende de você. Sim, é verdade. E atualmente, quais atividades são oferecidas para os atendidos aqui no instituto? Aqui no Centro Cultural Luis Braide, né? Nós temos aqui a estrutura de educação física, né? Ah, ela dá o alongamento, ela dá também eh pilates. Uhum. Ela dá caminhada. Aí temos a orientação à mobilidade também. Nós temos aqui que é você poder caminhar sozinho, ir e vir. Eu, como eu sempre falo, a gente sente um passarinho fora da gaioa. É verdade. E é também a ela também ela dá a questão da cuidade visual. O que que é a cuidade visual? Você enxerga um pouquinho. Então ela trabalha aquele pouco que você enxerga para você utilizar aquele pouco. Uhum. Porque se você não não utilizar, você acaba perdendo. Você não você não trabalha com aquela visão que pequena que você tem. Então ela ela ã mostra para você que você pode trabalhar aquele aquela pequena visão aonde que ajuda muito no dia a dia da pessoa. Uhum. Aí nós temos também a assistência social, nós temos a psicóloga, nós temos também o piano, né? Aula de piano, tem a roda de conversa também. Sim. Então é isso que a gente oferece, né, hoje, certo? E são 56 anos do instituto, né? Eh, muitos deles você participou, atuou eh junto com o pessoal, não só na presidência como na administração. Queria que você falasse é momentos que foram marcantes para você aqui na sua trajetória. Olha, foi marcante uma coisa assim que me marcou muito, né? A gente, o centro cultural Luiz Brile era Parando de Chaguara, era um prédio alugado. Uhum. E de repente veio uma hora de despejo. Nossa. E aqui o Braile tava s, esse prédio aqui tava sendo levantado por alguns empresários, né? Foi o aqui terreno doado pela prefeitura, tal. E de repente precisamos mudar para cá sem tá pronto. Sem tá pronto. Uhum. uns pedreiros chão batido lá e a gente trabalhando, a gente atendendo a pessoas. Outro momento também é da questão gráfica, né? A gente tem uma impressora gráfica aqui no Braile, onde que a gente ah existe na no município de Campinas a a lei, né, que todos os estabelecimentos, né, os bares, restaurantes, tem que ter o cadáver em Braga. Sim. E nós fazemos o cadáio em Braile e o nosso é o melhor que tem em Campinas. Com certeza. Por quê? Porque nós pensamos não só no cego, nós também pensamos na pessoa com baixa visão. Uhum. Então o nosso é braide e tinta. Olha. Então você, eu posso estar indo com você de repente, vamos supor, para um bar, para um restaurante, você lê normal. Uhum. Eu passo o dedo e leio em brega. Ah, tem as duas opções, né? As duas opções. Perfeito. Então, a gente faz esse trabalho. E no a gente tava conversando aqui eh sobre essa trajetória, né, do Instituto Luiz Brille. Sim. Senhora, já é o segunda vez o senhor na presidência. E o que o senhor ainda sonha pro Centro Cultural? Eu sonho que a instituição Centro Cultural Luiz Braide de Campinas, não só o Centro Cultural, mas todas instituições que trabalham a para atender o público, né, que atender o que o o poder público devia atender, a sua independência financeira. Porque é muito difícil. Não é fácil você comandar, você dirigir uma instituição, porque o recurso público é muito pouco. Uhum. Então, o que nos ajuda bastante é a emenda impositiva. Sim. agora, né, de 3 anos, 4 anos para cá que tá acontecendo. E também os eventos, né, que a gente faz. Ah, a gente faz aqui o boteco do Brailey, a gente faz a costelada do Brailey, a festa junina, a tem o jantar do braile, né, o jantar do do aniversário do Centro Cultural. São maneiras de a gente arrecadar o fundo paraa instituição. Uhum. Por a gente aqui atende de Campinas e região. Sim, porque várias pessoas da região batem na nossa porta. E eu como deficiente visual, como uma pessoa que abriram as portas para mim quando eu bati, eu também tenho que atendê-los. O que move o senhor é ver a participação dos assistidos aqui do Cultural? Sim, sim, sim. Porque graças a Deus eu tive muita ajuda, né? muitas pessoas que que me ajudaram na minha trajetória. E hoje é uma oportunidade que eu tenho, que Deus acho que tá me dando de mostrar pros meus colegas que tão chegando, né, aqui ao Braile, infelizmente pela diabetes também, que tá cegando muita gente. Uhum. Então, mostrar para eles que o o mundo é belo, a vida não acabou não, a vida continua, basta a gente querer e a gente tá aqui para dar um empurrão. Sim. Tá certo, Benê. Muito obrigada por nos receber mais uma vez. Espero que sua história chegue para quem precisa ouvir tanto sobre a sua história quanto sobre o Centro Cultural Luiz Briley. Eu que agradeço a TV Câmara. Estamos sempre de portas abertas para vocês. Obrigada. Obrigado. E esse foi o Histórias de Vida. Até mais. เฮ
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