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Histórias de Vida | Vitor Leandro: dança, câncer e superação
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Histórias de Vida | Vitor Leandro: dança, câncer e superação

8.1k views Publicado 12/03/2026 HD · 21:27
Resumo editorial

O quadro Histórias de Vida apresenta a trajetória emocionante de um jovem bailarino campineiro que enfrentou o câncer duas vezes, passou por amputação de uma das pernas e transformou a dor em força através da dança. O entrevistado relembra a paixão pela arte desde os 7 anos de idade quando começou com balé clássico no Conservatório Carlos Gomes em Campinas, depois passou por jazz e sapateado até descobrir o hip hop em escola de dança da cidade. A reportagem reconstrói o caminho do bailarino que estudava em escola municipal com forte oferta de projetos artísticos pelo programa Mais Educação, base que foi decisiva para seu desenvolvimento. O diagnóstico de câncer aos 18 anos transformou a vida do jovem, que enfrentou tratamento intenso, amputação e segundo episódio da doença. O auge da emoção foi o convite para subir ao palco de um show de uma cantora pop nacional em que ele anunciou publicamente a sua cura, transformando dor em arte e em mensagem de esperança para milhares de jovens campineiros e brasileiros que enfrentam batalhas semelhantes contra o câncer.

Descrição do vídeo

No Histórias de Vida de hoje, você vai conhecer a trajetória emocionante do jovem bailarino Vitor Leandro da Conceição 💃✨, que enfrentou o câncer duas vezes, passou por uma amputação e transformou dor em força por meio da dança. Ele relembra a paixão pela arte desde a infância, os estudos em escolas e projetos de dança em Campinas e o caminho que o levou dos palcos ao diagnóstico de um tumor ósseo ainda aos 18 anos. Vitor conta como recebeu a notícia do câncer 🩺, o impacto desse momento em seus sonhos e planos de vida, o tratamento no Hospital Boldrini e a descoberta, anos depois, de um novo tumor no pulmão, em meio a uma rotina intensa de trabalho, estudos e treinos de academia. Ele detalha as dores, os medos, o processo de aceitar a doença, a experiência de enfrentar quimioterapias, infecções e, por fim, a difícil decisão pela amputação da perna para salvar a própria vida. 💔 Mesmo diante de tantos desafios, a dança seguiu sendo seu grande refúgio e fonte de esperança 🎵. Vitor relembra as aulas que começou a dar ainda adolescente, as coreografias premiadas em competições internacionais e os vídeos que gravava dançando com equipes médicas, fisioterapeutas e enfermeiros no hospital, levando leveza, alegria e coragem para quem também estava em tratamento. Ele mostra como a arte ajudou a construir amizades, fortalecer vínculos e manter a autoestima em meio a um cenário de incertezas. ​ ​O programa também revisita os momentos marcantes com a cantora Anitta 🎤, quando Vitor subiu ao palco nos “Ensaios da Anitta”: primeiro ainda em tratamento e depois já após a amputação, para dançar diante de milhares de pessoas e anunciar, com muita emoção, a cura do câncer. Ele conta como foi lidar com o medo de cair, a responsabilidade de transformar a própria história em mensagem de esperança e a repercussão desse gesto, que comoveu o público e inspirou muita gente dentro e fora do hospital. 🌟 Na parte final da entrevista, Vitor reflete sobre o que diria a si mesmo aos 18 anos 🙏, fala sobre propósito, fé, altos e baixos, e sobre a importância de lembrar quem se é e tudo o que já foi superado nos momentos mais difíceis. Ele também comenta o carinho que recebe nas redes sociais e nos corredores do Boldrini, onde muitos pacientes e familiares contam encontrar força nos seus vídeos e na forma como ele escolheu reagir à dor. É uma história sobre resiliência, arte, saúde e o poder de reconstruir a vida depois de grandes perdas. 💪❤️ ​ Assista ao episódio completo, deixe seu comentário sobre qual parte da história mais tocou você, curta o vídeo, compartilhe com quem precisa de inspiração e ajude a espalhar essa mensagem de superação. 💬✨ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] No Histórias de Vida de hoje, vamos conhecer a trajetória emocionante do jovem Víor Leandro da Conceição. Bailarino, ele enfrentou o câncer por duas vezes e precisou amputar uma das pernas, mas ele transformou a dor em força e no palco de um show da Anita contou a cura do câncer. Não é isso, Vittor? Isso mesmo. Muito obrigada por nos receber e seja bem-vindo ao História de Vida. Obrigado. Eu eu que agradeço. Tô muito feliz. Vittor, para começar, eu queria que você contasse quem é o Víor Leandro e como que era a sua vida antes do diagnóstico, né, que chegou bem cedo na sua vida aos 18 anos. Eu sempre fui muito apaixonado pela dança. Eu danço desde os meus 7 anos de idade e eu comecei pelo balé [música] e eu nunca imaginei na minha vida que eu fosse ser um professor de hip hop, que mudou totalmente do balé ao hip hop. E eu tinha, eu era muito, eu tinha muita elastibilidade e e eu comecei no Conservatório Carlos Gomes em Campinas, aonde eu fiz e jazz, sapateado e balé. Mas ao decorrer do tempo eu fiz uma apresentação aonde eu erguia a perna bem alto assim que eu era, eu era muito, tinha muita coisa, né? E aí as pessoas falavam: "Meu Deus, da onde você é?" E essas pessoas que vieram falar isso para mim eram as pessoas do Vivarte, era uma academia de dança onde eu fazia parte. E aí eu larguei o conservatório e fui pro Vivart. E lá tinha a minha professora Érica Ramos, que me levou para esse mundo do hip hop. E junto com o Vivart, eu também fazia aulas na minha escola Pavanat. E Pavanat tinha era uma escola que tinha muitos projetos, que esses projetos eles fazziam parte da do programa Mais educação, que hoje em dia não existe mais. Mas esse programa Mais educação era era fazia um diferencial muito grande nas nossas vidas, porque tinha capoeira, jazz, balé, hip hop, fanfarra [música] e a gente escut escolhia fazer parte do que a gente queria. Vittor, você sempre sonhou com a dança, o que ela representa para você hoje? A dança representa tudo, né, na vida. durante o meu tratamento, ela me ajudou muito. O nosso dia a dia é mesmo das pessoas que não fazem tratamento, ela ajuda muito, porque você sai de uma aula de dança totalmente diferente do jeito que você entrou. Eh, ela ajuda a nosso meio e faz totalmente diferença, né? ajuda a trazer amigos pra gente. Eu tenho muitos amigos que vieram por parte da [música] dança e muitas pessoas importantes na minha vida que vieram por parte da dança, que se eu não tivesse a dança na minha vida, eu não teria, ainda mais não seria a pessoa que eu sou e conseguir ser tão forte durante tudo que isso que eu passei se eu não tivesse a dança na minha vida. Então fez toda a diferença. E você citou que deu aula, né, aos 16 anos? [música] Sim. Quem me colocou para dar aula foi a minha professora, a Érica Ramos, que hoje em dia ela tem um estúdio dela que é bem [música] pertinho da minha casa, o estúdio de dança Érica Ramos, que faz competições para fora. E eu levei, ela me deu a honra de levar eh quatro coreografias com o meu nome que eu coreografei pra Argentina e a gente colocou, conseguiu colocação em todas, todas as categorias. Eu fiquei tipo muito realizado e isso foi tudo com 18 anos. Foi a minha última conquista assim com a dança antes de tudo começar com câncer. Sim. E você falou já um pouco do que recebeu o diagnóstico aos 18 anos. Como que foi para você eh tão jovem, né? Ter essa notícia. Ai, foi algo muito difícil. Eu eu tava sentindo muita dor no joelho e eu ia dançar no aniversário de 15 anos, já tinha feito a coreografia, tava tudo certo, minha roupa já tava aqui em casa e eu fui dar aula de manhã e e na última vez que a gente foi gravar a nossa coreografia, eu só relei a perna no chão e quebrei. Foi uma coisa muito muito boba. E já fui pro hospital, demorou um pouco. Foi feita três biópsias e foi diagnosticado o tumor ósseo chamado óstoarcoma, aonde dá em crianças e adolescentes. E eu só queria tirar aquele fixador da minha perna, porque eu tava com fixador tipo uma gaiola na minha perna inteira. E aquilo, eu tava sofrendo muito com aquilo, eu tava sofrendo muito com o jeito que eles faziam o curativo, que eu tinha muito medo. Então eu tratava as enfermeiras com o maior amor do mundo para elas não me prejudicar ali no meu curativo. E aí passou esse tempo, eu fui pro Boldrini, que é o hospital onde eu me eu me acompanho me acompanho, tratei tudo isso lá e eles falaram que foi que era um câncer maligno. E você naquela época era um jovem cheio de sonhos, né? Como que foi para você ouvir eh que você tava com câncer? Na verdade, sendo bem real, como eu era muito jovem, só pensava em dançar. Uhum. Eu não sabia a fundo que era um tumor. Tumor para mim era algo que a gente fazia uma cirurgia e tirava. Então, foi até bom eu não saber, porque na hora que os médics me falaram que eu tava com tumor, eu fiquei bem tranquila. Eles até repetiram a pergunta para mim. falaram assim: "Você você tá tá ciente do que você tem?" Eu falei: "Sim, tipo, tranquilamente." E aí depois de um tempo, eu perguntei pra minha mãe num exame que a gente estava fazendo e ela falou para mim que tumor era o câncer. Aí eu fiquei bem para bem silêncio assim e e fui aceitando. Mas foi muito difícil. Uhum. Né? Porque a [música] gente não tem como a gente aceitar. A gente vai ter que passar por aquilo e e a gente vai ter que ser forte de qualquer jeito. Sim. E você teve que passar por isso por duas vezes, né? Você recebeu diagnóstico aos 18 e depois aos 24 de novo. Isso. Isso foi aos 24, aos 23 anos. É, isso foi algo, da primeira vez foi dessa forma que eu falei. Da segunda vez eu tava numa academia que eu tava numa fase que eu que eu falei assim: "Nossa, agora as coisas vão andar muito pra frente na minha vida". Uhum. E eu comecei focar muito na academia e 5 horas da manhã pra academia, depois ir trabalhar, depois fazer a faculdade online e e eu comecei a sentir uma dor muito forte nas minhas costas, como se fosse um ferro, enfiando um ferro muito forte e isso não parava. Fui pro hospital, eles falaram que era pneumonia e eu e passaram o antibiótico durante uma semana para mim. Eu fiquei tomando aqueles antibióticos, ficou só me ferrando assim por dentro, mas não era pneumonia. Aí depois eu voltei pro hospital porque eu não tava aguentando mais. Eles me falaram que era COVID, mas junto com o COVID tinha um derrame pleural. E aí eles iriam me internar urgentemente para que eles pudessem estudar o meu caso e ver a fundo o que que tava causando aquilo ali. E aí, depois de um tempo, retornei ao Boldrini e eles falaram pra mim que era que era um tumor, o mesmo tumor da perna tinha subido pro pulmão e tava e causando uma lesão bem forte. Aí eu chorei naquele momento e eu prometi para mim que eu não iria chorar em nenhum momento mais, que isso iria só naquele momento. Mas aí aconteceu muito mais coisa depois, né? Uhum. E aí fui seguindo do jeito que dava, sendo forte do jeito que dava e com a minha família, junto comigo, com meus amigos, com meu namorado também, todo mundo me ajudando demais. E aí eu consegui indo eh fazendo partes dessas coisas e vencer. Uhum. Isso. E naquele momento você já imaginava [música] que perderia a perna? Nunca na minha vida. Na verdade, como eu sou diabético também, eu já imaginei que eu amputaria quando eu tivesse uns 84 anos. Nossa, bem específico, né? e que nunca seria assim desarticulado, [música] seria totalmente em cima, seria a metade só, seria só até a metade. E eu tinha pavor de pensar isso, que eu poderia amputar a perna, mas pelo menos eu poderia colocar uma prótese, poderia seguir minha vida, né? Mas nunca a gente a gente nunca quer isso. Ninguém quer enfrentar um câncer na vida. Quando a gente pensa em câncer, a gente nem gosta de pensar, a gente já quer afastar esse pensamento da cabeça. E no momento que te falaram que você ia [música] perder a perna, também foi um momento difícil, né? Porque sua vida tava em risco naquela hora. Sim, o pessoal conversou comigo com muita calma, minha minha oncologista e o pessoal da ortopedia. E eles falaram assim: "Víor, você precisa começar a pensar [música] em trocar essa prótese, porque eu tinha uma prótese dentro da minha perna, era [música] interna. Então, quando eu tive o meu primeiro câncer, eu removi o meu osso e coloquei essa prótese." E eles falaram para mim: "A gente precisa pensar em trocar essa prótese porque ela tá muito desgastada." Só que nunca que eu imaginei que iria fluir assim do nada uma infecção que é o homelite. E aí eles chegaram para mim e falaram: "Vitor, você tá com uma infecção óssea chamada omelite e a gente vai começar a tratar com antibiótico". E aí comecei a tratar com antibiótico. Durante essa infecção, a Anita me surge com os ensaios da Anita aqui em Campinas. Uhum. E aí eu falei: "Meu Deus, eu preciso ir". Eu tava fazendo quimioterapia, eu tava com infecção, tava com a prótese solta. E aí a equipe dela entrou em contato comigo perguntando se eu queria dançar, como que estava a minha situação. Uhum. E se eu não conseguisse dançar com ela, que eu poderia subir no palco e mesmo de muleta. Uhum. Pra Mas queriam que eu fosse. E aí eu fiz de tudo, né? aqueles quando a oportunidade bate na sua porta, quando você menos pode. Uhum. [música] o momento que você menos pode. E aí eu não tava nem andando e eu peguei, comecei a tomar uns outros [música] antibióticos, tudo. Falei pra minha médica, falei só pra minha médica, não falei tipo nem pr ninguém, porque eu queria muito que seria uma surpresa, porque como eu sempre falei que eu seria que eu conseguiria dançar com ela, eu queria que isso fosse um boom assim, porque eu consegui dançar com ela, não foi do jeito que eu queria, mas foi do jeito que eu conseguia.Ele momento, eh, eu só conseguiria dançar nessa vida, pelo menos a o que eu que conseguiria alcançar, eu consegui. Uhum. Ele descobriu que ele quebrou a perna por causa de um câncer nos ossos. pediu para cantar uma música, para dançar uma música aqui com a gente, que é essa daqui. Vem aqui no palco, fala seu nome para todo mundo. Meu nome é Víor. Vor é o nosso vencedor que vai dançar a favorita dele aqui agora. [música] You know you back. [música] [música] [música] Vita, obrigada, meu amor. Continua aqui curtindo o show com a gente, entendeu? E essa também não foi a primeira vez que você subiu no palco com a Anita, né? [música] Você já teve uma outra um outro contato com ela, mas dessa vez foi diferente, né? Porque você teve [música] que anunciar ali no palco. É uma notícia boa do momento que você estava vivendo. Isso. Dessa vez eu não sabia que eu ia dançar com ela. Para mim, eu iria só no show. E aí de madrugada o QG da Anita, que é a equipe dela, me manda assim: [música] "Víor, você quer dançar? É gostosinho que é a música de sucesso dela, que ela tá trabalhando agora. Uhum. Do palco com ela?" Aí eu falei: "Claro, né?" Só que aí já pegou assim na minha mente que eu falei: "Meu Deus, como que eu vou dormir agora sabendo que amanhã eu vou estar no palco de novo dançando com ela, mas essa vez sem perna e morrendo de medo de cair. Enquanto eu tava dançando lá, eu falei: "Meu Deus, me segura, pelo amor de Deus". E aí eu cheguei lá, fui, fiquei lá na frente de novo e e eles me chamaram na segunda vez que eles cantaram. E aí era um mar de gente, assim, 30.000 pessoas. É muito legal a vista. E aí ela perguntou para, eu tava tão emocionado que é a primeira vez que ela perguntou, eu nem entendi que ela tinha perguntado. E aí na segunda vez eu fui, prestei uma homenagem lá para ela, falei o tanto que ela significava para mim, porque da outra vez eu tava em êxtase que eu não conseguia nem olhar pro lado e consegui dessa vez falar o que ela significava para mim e dançar com ela. Não caí, deu tudo certo, graças a Deus, e foi super realizante para mim. Sim. No momento que [música] você subiu no palque ali diante daquelas pessoas que você falou que estavam lá, que você anunciou que você estava curado, como que foi esse momento para você? Eh, tanto da a reação do público, da Anita e o momento importante para você? Então, eu tinha recebido essa notícia um pouco antes. Uhum. Só que assim que eu recebia [música] a notícia que eu que o tumor tinha ido embora, eu recebi a notícia que eu ia perder minha perna. Então pensa, não tem como você comemorar, mesmo que seja algo muito bom, mas eu como dançarino, perder a perna e o que me mais me salvava de tudo, o que me salvou até hoje foi a dança, foi um bac muito grande para mim. Então, depois que eu amputei a perna e me recuperei mais ou menos ali, que é uma luta [música] constante, né, eu decidi falar num melhor lugar, que não poderia ter um melhor lugar para eu poder anunciar a minha cura. E aí eu peguei e soltei lá. E foi, nossa, por dentro é 100 emoções. Sim. E você sentiu também que depois [música] daquele dia a sua vida mudou um pouco? Ah, é, na verdade minha vida mudou um pouco desde a primeira vez que eu dancei com ela. Muito legal, porque todos os lugares eu chegava assim [música] e o pessoal comentava: "Ah, você menina que dança caneta. Ah, você menina que dançou caneta". E eu amo, né? [risadas] Não vou negar que não e boldrini as pessoas pegavam o celular. Eu falo que eu me sinto a Xuxa lá, porque eu chego, aí o povo, o povo fala assim: "Oi, você é o Víor, eu sou Víor". E é muito legal isso. Aí o povo vai e fala: "Nossa, você me ajuda muito. A, eu olho todos os seus vídeos e a gente consegue ter uma força muito boa vindo de você, consegue e absorver toda a sua força, sabe? E é muito legal que a gente consegue seguir os passos e e ter, né, a certeza de uma da vitória que nem você teve. Sim. e você falou da sua força, né? [música] Eh, quem te acompanha nas redes sociais pode ver que eh você postava muitos vídeos no hospital com a equipe técnica, com os enfermeiros e era uma coisa divertida. Como que era para você esses momentos no hospital, mesmo em tratamento e ter esses momentos de distração? Muito legal. Eu eu sempre postei vídeos [música] meus dançando e aí o povo fala: "Ai, Vitor, eu quero dançar com você". Ela falava: "Vamos dançar então". Aí eu [música] fulsava meu celular, achava uma coreografia fácil que acessível que as pessoas conseguissem passava pras pessoas ali. Eu [música] gravei vídeo dançando eh no dia que eu troquei minha prótese, que eu tava na UTI, ensinei as minhas [música] fisioterapeutas e elas dançaram comigo. Eh, dois dias depois que eu amputei minha perna, eu gravei vídeo dançando e eu gravava vídeo dançando no meio da minha quimioterapia, quando tava ali, ó, náusea, muita ânsia, passando muito mal, eu gravava vídeo, parecia que tudo mudava na minha vida. Por isso que eu falo que a dança tem uma importância muito grande. E aí eu gravava tantos vídeos com o pessoal lá que aí chegava o pessoal do outro plantão falava: "Ah, Víor, você gravou só com o pelatão da manhã, vamos gravar com da tarde e da noite". Aí eu pegava, arrumava um jeito e a gente gravava lá também. Era muito legal. Sim. E pra gente finalizar, eh, o que você diria hoje, eh, pro Vittor lá de 18 anos, quando ele [música] descobriu o diagnóstico e mudou tanta coisa na sua vida, né? Que que você pensa em falar, falaria para ele naquela época? Ai, eu falaria, vai ser muito, [música] muito difícil. Às vezes você acha, você vai achar que você não vai conseguir, mas você vai conseguir. Você vai realizar as coisas que você quer, vai ser melhor do que você pensou. E mesmo quando você realizar todas as coisas que você quis, você vai ter que continuar lutando, porque você tem um propósito muito grande na nessa vida e e você vai conseguir cumprir esse propósito mesmo quando você achar que não, porque tem muitos altos e baixos e porque a vida é assim mesmo, não tem o que fazer. Quando tem vezes que a gente tá bem, tem vezes que não tá, mas você precisa lembrar de quem você é e do que você passou para conseguir tudo que você quer. Vittor, obrigada por compartilhar com a gente sua história, por nos receber e obrigada por contar pra gente toda essa trajetória de superação. Obrigado. Eu eu fico muito feliz de estar aqui com vocês hoje. Obrigada, pessoal. Foi esse foi o Histórias de Vida contando a história do jovem Víor Leandro. Até a próxima. [música] [música] [música] [música] [música]
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