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Saúde é Vida | ZOONOSES
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Saúde é Vida | ZOONOSES

18 views Publicado 28/04/2025 HD · 47:39

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[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde à Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre zoonoses, mas antes eu tenho um recado para você que para participar do Saúde é Vida e sugerir um tema para o programa é bem fácil, é só você entrar em contato pelo nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você acessar pelo celular. Asonoses são doenças infecciosas transmitidas dos animais para os seres humanos. E essa sempre foi uma pauta pública mundial. Isso porque mais de 60% da das doenças infecciosas humanas trig. De acordo com a OMS, que é a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 200 tipos de zoonoses. Para abordar esse tema, o convidado do programa de hoje é o infectologista Edmilson Migovski. Edmilson, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida. Eu que agradeço poder participar desse programa tão importante, com tema tão relevante. Certeza, doutor. Eh, pra gente começar, né, nesse primeiro bloco, a gente vai falar um pouquinho sobre a toxoplasmose. Então, para começar, eu gostaria que o senhor explicasse o que que é essa doença, como que ela é transmitida, falar um pouquinho dos sintomas também. é uma doença eh transmitida por animais, feeses de animais ou alimentos contaminados provenientes de animais, né, desses animais que tiveram que eliminaram toxoplasma Gond, que é o protozoário, que é o agente infeccioso que causa enfermidade. Pra nossa sorte, né, a maior parte da população sendo imunocompetente é pouco provável que até manifeste sinais e sintomas. Então, se você me perguntasse: "Ah, amigov, qual é o principal sinal e sintoma da infecção eh por toxicoplasma que causaria toxoplasmose?" Eu ia dizer para você, olha, o mais comum é não ter sinal, não ter sintoma. quando tem pode ser uma febre que se arrasta, ganglios no pescoço, aumento do basso, aumento do fígado e o principal problema é quando acomete imundeprimidos ou gestantes que nunca tiveram essa enfermidade antes, porque na gestante esse agente infeccioso pode acometer o bebê ainda intra útero e causar graves eh eh sequelas, como por exemplo eh cegueira, calcificação do sistema nervoso central, retardo mental, microcefalia. Então é algo muito grave, principalmente no grupo de gestantes vulneráveis e entre as pessoas com baixa imunidade. No caso, né? Essa é uma doença pouco falada, né? A gente não escuta quase eh nos noticiários, na mídia. E ela é recorrente bastante assim, são registrados, né? Na verdade, eh muitos casos por ano no Brasil. Dóx plasmos que você pergunta isso. Exatamente. Sim. Ó, muito frequente. Quando eu eu fazia ambulatório de doença infecciosa e tinha a gente tinha um ambulatório de infecções congênitas, infecções que acometem os bebês quando estão ainda dentro da barriga, né? Ao nascer tem aquela infecção. A toxoplasmose era realmente o carro chefe do nosso ambulatório de doenças infecciosas eh por infecção congênita no Instituto de Pediatria da UFRJ. Então é realmente algo muito comum, porém frequentemente negligenciado. Inclusive é uma norma que se faça durante o pré-natal dessa gestante o rastreio para toxoplasmose, porque mesmo a gestante ela pode não ter nenhum sinal, nenhum sintoma. E o problema principal é quando você é infectada, é primoada, infectada pela primeira vez durante a gestação, porque aí você permite, porque a primeira experiência que aquela gestante tá tendo com esse agente infeccioso, permite que esse agente infeccioso se propague, se espalhe de uma forma mais fácil pelo sangue da das gestantes, passando pela placenta e acometendo o bebê. Então é realmente, infelizmente muito comum. A nossa sorte é que a grande maioria é assintomática. Por exemplo, se você for fazer uma pesquisa entre adultos em Campinas pesquisando a presença de anticorpos contra a o toxoplasma, né, que é o agente que causa a toxoplasmose, você vai ver que 80% dessa população já teve contato e até desconhece que teve, porque são imunocompetentes. Por isso que é muito importante manter a imunidade, ó, lá em cima. né, doutora, essa doença ela é muito perigosa. É preciso que os pais fiquem atentos, porque os sinais eles podem ser confundidos com uma gripe, por exemplo, não é? E frequentemente é tanto é que a gente chama de síndrome de mononucleose porque e que na criança, né, porque aumenta bassa, aumenta fígado, pode dar exantema, aumento de ganglos, né, a íngua no pescoço e realmente é uma das causas de febre que se arrasta na criança. Por isso que quando o médico se depara com uma criança com aumento de ganglio, com aumento de basso, aumento de fígado, febre, que você não descobre o que é, acaba sendo é necessária a os exames de sangue para tentar confirmar ou descartar a toxoplasmose. E realmente naquela fase mais aguda da enfermidade se parece com outras doenças infecciosas, dentre elas a própria gripe, resfriado ou outra infecção qualquer. Doutor, qual que é a principal forma de transmissão da toxoplasmose? É pelo contato de feeses de animais contaminados também, eh, alimentos que tenham sido mal cozidos ou mal higienizados, contaminados com feeses de animais que t a a o toxoplasma nas feeses. Então, a principal forma de transmissão é pela ingestão desses alimentos contaminados. Por isso que se recomenda, por exemplo, que as gestantes, principalmente as gestantes negativas para toxoplasmose, que elas redobre atenção na gestão de alimentos que não foram bem cozidos ou não foram bem higienizados, recomendando-se de uma forma muito firme, não comer em qualquer lugar e ter certeza quanto a higiene do que você tá ingerindo. Quando a gente fala dessa doença, né, sempre o pessoal fica com dúvida com relação aos felinos, né, aos gatos, que geralmente, né, pela pelas feeses, né, desse desse gato que tá contaminado, a pessoa pode também se infectar. Como que deve ser, né, doutora, a orientação com relação aos gatinhos, as mães que tem gatinhos, as mulheres que vão engravidar e t esses gatos, famílias, né, que t gatos com crianças, qual é a principal orientação aí? Eh, a princípio, os animais fazem melhor pra criança e pro adulto do que fazem mal. Primeiro ponto. Segundo ponto, cuidar da saúde do do petamental. E terceiro também é você ter cuidado ao manusear, manusear feeses, né? Manusear e já são cuidados que você costuma ter. É só redobrar a tensão, mas com frequência a gente não descobre a fonte da contaminação, sendo que é o mais provável não é o animal que você tá percebendo na sua casa, e sim a gestão de alimentos que você acabou negligenciando no que diz respeito a uma boa higienização, até porque de repente não foi você que preparou. E portanto, na minha opinião, é a forma mais comum de contágia o animal dentro de casa, sim os alimentos contaminados. De qualquer forma, redobrar a atenção é necessária, realmente pegar a recomendação ou ou cuidado desse animalzinho comédico veterinário para que a gente aumente a segurança desse contato que tem muito mais a ganhar do que a se perder. Exato. Doutor, e quando a pessoa pega toxoplasmose uma vez, ela pode ser infectada novamente? Poxa, essa pergunta é muito boa. Pode você, principalmente, porque assim, eu eu costumo dizer que o teu sistema imunológico, ele decreta prisão perpétua pro agente infeccioso, mas dá uma pena de morte. Então, se amanhã ou depois a tua imunidade cair, se amanhã ou depois, é um tema bem carioca, né? Eh, o presídio diminuir a sua vigilância, os bandidos vão sair do do da cadeia. Se eu baixar a minha imunidade, a tox o toxoplasmo, o toxoplasma pode cair na circulação sanguínea e fazer um como se fosse uma reinfecção ou reativação daquele daquela agente infeccioso que tava adormecido. Então, realmente você pode não só se recontaminar, como você também pode, a princípio permitir uma reativação do agente infeccioso. Só que em geral, se você for reinfectado, no caso, e o teu sistema imunológico estando bem, é pouco provável que você tenha sinais sintomas eh mais exuberantes do que a primeira vez. Por outro lado, se a sua reativação, a reativação da infecção é em consequência de uma baixa imunidade, aí a baixa imunidade é que vai dar o tom. E aí você realmente pode ter sinais, sintomas dessa reativação daquela infecção latente. Não sei se eu fui claro ou se eu fui confuso, Má. Não, foi claro sim. Eh, doutor, e com relação aos sinais e sintomas, o primeiro sintoma seria febre ou o aumento dos gangnglios? Pois é, essa é uma pergunta boa. Se de novo, se eu fosse perguntar qual é o primeiro, qual o sinal de sintoma principal de ó, é não ter sinal nem ter sintoma, a pessoa passa batida. Mas quando você fala daquelas pessoas que têm um quadro sintomático, aí é um conjunto de sinais e sintomas, né? Isso que a gente chama de síndrome mononucleose. Mononucleose, toxoplasmosea. Sim. né? Porque a toxicoplasmose é um dos agentes ou um dos uma das causas dessa síndrome que pode cursar com aumento do basso, aumento do fígado, esantema, acometimento de garganta, gulos aumentados, febre que você não descobre e que se arrasta ao longo de alguns dias. Então é por isso que a gente chama de síndrome mononucleose, onde um dos agentes infecciosos é a toxoplasma, é o toxoplasma Gonde, que é o agente que causa toxoplasmose. Agora, doutor, vamos falar um pouquinho de diagnóstico. Como que é feito o a detecção, né, da toxoplasmose? Exame basicamente ou clínico? Essa essa pergunta é excelente e e digo para você, frequentemente causa uma confusão mesmo entre colegas médicos. lembrar que a e que a pessoa que faz a tox toxoplasmose, ela mantém o que a gente chama de cicatrizológica. Ou seja, se você teve a infecção aos 10 anos e tem hoje 25 anos de idade, eu vou pelo exame paraa sodologia detectar um anticorpo que mostra que se já teve contato com esse bicho previamente, mas só que tem diferentes tipos de anticorpos, né? Tem os anticópos que demonstra mais uma infecção aguda e tem anticorpos que demonstram mais uma infecção antiga. Então essa avaliação é necessária para você dizer: "Não, isso deve ser uma infecção recente pelo perfil ou uma infecção antiga". Tem outros detalhes nesses exames que fazem um pouquinho o escopo dessa entrevista, mas que é possível sim pelo exame de sangue você saber se há uma infecção recente ou uma infecção antiga ou até mesmo você não tem nenhuma infecção relacionada com esse agente infeccioso. Doutora, agora vamos falar um pouco do tratamento, como que é realizado, né? Eh, como que as pessoas com toxoplasmose são tratadas? Existe alguma coisa mais atual, né, na medicina que para tratar essa doença, como que é isso? Eh, atualmente, uma vez eu fui convidado para dar uma aula num congresso de pediatria, fal assim: "Tóxoplasmose, toxoplasmose, avanços terapêuticos ou novas condutas." E aí eu falei assim na abertura da minha aula, falha, se você tá aqui de olho em alguma coisa nova, esqueça, troque de palestra, porque não tem nada de novo. A três décadas que se trata da B de uma forma, tem sim antimicrobiano que você vai agir, vai prescrever e com em geral com muita muita eficácia. Quando tem acometimento do olho, que a gente chama de cóo ritnite por esse agente infeccioso, aí muda de figura, aí tem que acrescentar outras drogas, mas no geral o tratamento da população em geral vai muito bem obrigado. Tem inclusive esses medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde e não são medicamentos caros. Ainda bem. É. E doutor, existe formas da gente prevenir a toxoplasmose? É possível isso? É, é engraçado, né? reforçando o que a gente chama de medicina do estudo de vida, dormir bem, comer bem, atividade física, gerenciar estresse, bons relacionamentos, não precisar de drogas lícitas ou não, e também a saúde oral. Esses pilares são fundamentais para você bombar a sua imunidade. A outra questão é diminuir o risco, aumentando então os cuidados de construir higiene daquilo que você come e a higiene das mãos quando você manipula, por exemplo, um jardim ou plantas. Então são essas medidas. Não existe vacina para seres humanos que evite a toxoplasmose. Agora vamos falar um pouquinho de uma outra zoanose também que tem muitos casos, né, que a gente escuta falar, eh, que é a leptospirose. Eu gostaria que o senhor explicasse um pouquinho para quem tá acompanhando em casa também o que que é essa doença e quais são os primeiros sintomas ali pro pessoal também ficar alerta. É, a leptospirose é causada por uma bactéria chamada leptospira e que ela tem um o formato de um sacarrolha. Por que que é importante ressaltar isso? Porque quando você entra em contato com água ou lama contaminada, com urina de ratos, de roedores, com urina de cães, por exemplo, essa lama ou essa água fica contaminada com essa bactéria, porque esses animais liberam essa bactéria na urina de uma forma ainda viável. E essa bactéria, quando você se expõe muito tempo a essa água, essa lama, ela penetra de uma forma ativa na sua pele, né? e causa então uma uma disseminação dessa bactéria que pode depois de uma semana até no máximo duas semanas após essa exposição eh causar um quad de febre, malstar e os olhos ficam bem amarelados, avermelhados, que a gente até chama de quiterícia rubínica, que é umaícia que é o amarelão meio avermelhado, como se fosse um porro do sol, né, um crepúsculo. Então esse quadro clínico faz pensar em leptospirose. Fique atento, porque a leptospirose também se parece com outras infecções, inclusive com outras zonoses, como dengue, zica, chicungunha, se parece com hepatite A e que tem uma relação com enchên com exposição à água, né? Então realmente você tem que relatar isso do médico, porque por ser uma doença bacteriana aguda e potencialmente grave, quando você demora a dar o diagnóstico, iniciar o tratamento, pode ser muito tarde. Então ao se você for exposto à água ou a lama sem a devida proteção, é importante relatar isso médico se você desenvolver ao longo de uma ou duas semanas sinais e sintomas da leptospirose. É, doutor, uma dúvida, né? Basta a água entrar em contato com a pele que a pessoa já tá infectada ou precisa ter ali um ferimento para que ela se contamine? É, o ferimento facilita, mas como ela tem um formato de sacar rolha, eu não preciso ter uma rolha rompida para eu conseguir sacar o a rolha do vinho. Eu penetro essa essa bactéria penetra de uma forma ativa. Tem um detalhe, né? Né? Do tipo assim, ah, eu me expus à água logo logo tô contaminado. Não é bem assim. Quanto maior a superfície do seu corpo exposta e quanto maior o tempo de exposição a essa água ou essa lama contaminada, maior vai ser o risco de você adoecer. E não é só a questão de adoecer ou não, porque quanto maior for a carga dessa bactéria, se entrar uma bactéria na sua na sua pele, provavelmente você não vai ter nenhum sinal, nenhum sintoma, porque o teu sistema imunológico vai dar conta do recado. Por outro lado, se eu me exponho por muito tempo e faço igual essas crianças de que ficam brincando de pular naquela água contaminada, tá toda o todo o corpo exposto, inclusive a mucosa oral nasal e a cavidade oral exposta, facilitando ainda mais a entrada dessa bactéria. Então, quanto maior tempo de exposição e quanto maior superfície do seu corpo em contato com esse material contaminado, maior risco você adoecer e tenderia a ser maior a gravidade da enfermidade. Eh, doutor, depois de ter entrado em contato com essa água contaminada, o que que o que que a pessoa precisa fazer, né, imediatamente após? É, o primeiro segredo é tentar se proteger ao máximo, né, de não ter contato. Inclusive, eu oriento as pessoas, ah, não tenho galocha, não tem como botar a galocha numa bolsa de mulher, mas tem como colocar, por exemplo, dois sacos plásticos dobradinh dois elásticos que eu possa prender na minha nas minhas pernas e usar como se fosse meia. Não é para usar como se fosse sapato. Você vai usar aquele saco plástico e vai colocar o tênis, a sandália, o que for por cima. Porque se você deixar o saco plástico ficar pisando nele, vai furar e vai entrar a água e a lama. Então, primeira coisa é proteger para diminuir essa exposição. Segundo, tive contato com essa água, fazer uma boa higiene quando chegar em casa, tomar banho, passar água e sabão e até água, algo com a 70 você pode passar, mas lembra que eu te falei que ela é uma como se fosse um sacarrolha? Então, quando ela penetra na sua pele, não adianta muito frequentemente você fazer higiene, porque ela já entrou na sua pele e o sabão não vai lá dentro da sua pele resgatar essa bactéria ou inativar essa bactéria. Portanto, o segredo é diluir a exposição. Essa esse par de saco plástico na sua bolsa é salva a sua vida. aquele saco preto de lixo grandão que você possa amarrar acima do seu joelho, porque geralmente as pessoas acabam ficando mocheadas, descendo do ônibus, descendo do carro e a água com frequência vai até a canela, vai até o joelho e aí a pessoa se sente segura para andar, mas não é segura na na em relação à leptospirose. Por isso que é importante você evitar que essa água entre em contato direto com a sua pele. Certeza, doutor. Uma dica aí muito importante, né, para toda a população que tá acompanhando aqui o nosso programa. Como o senhor disse que essa doença, né, a leptospirose, ela pode ser confundida aí com outras, né, zoonoses, como que é feito o diagnóstico então para ter certeza? Não, a pessoa tá infectada, é, é leptospirose e aí sim, né, iniciar o tratamento correto? É, geralmente você faz exames de sangue buscando a presença da bactéria ou anticorpo contra essa bactéria para dizer: "Olha, isso realmente é, mas eu eu digo para você, geralmente o médico ele acaba pegando várias váriasologias, descartando hepatite A, as arboviroses como dengue, zicas, fungunha e a própria leptospirose." Então, existe uma gama enorme de enfermidades que se confundem. Então, é importante a gente eh rastrear todas elas, porque o ideal é que você encaixe todos os sinais, sintomas numa única doença, mas entre nós, ninguém tá proibido de ter duas doenças ao mesmo tempo. Por isso que é importante você ampliar para oferecer o melhor tratamento pro seu paciente. Gente, agora abordando um pouquinho sobre o tratamento, como que é feito pra leptospirose? Então, aospirose pode causar pneonia, pode causar falência renal. Então, você acaba tratando com enorme frequência as consequências daquela infecção. Por ser uma doença bacteriana, você lança a mão de antibiótico. Ah, então quer dizer que se eu me expus a essa água contaminada, eu posso tomar antibiótico de uma forma preventiva? Não, não pode. Dependendo de cada caso, pode ser até que o médico avalie, di, diga assim: "A tua exposição foi tão grande que eu vou fazer". Mas é é algo da área do médico. Quando a pessoa adoece, o médico vai tratar as consequências. De repente vai fazer diálise ou hemodiálise até que o rim recupere a sua função. Vai tratar, de repente uma falência do fígado, que é o outro problema que pode acontecer. Mas uma fase mais inicial é tratar a bactéria, porque tem um um uma um um segredo em doença infecciosa. Quanto mais precoce eu estabelecer o tratamento, menor vai ser a carga desse agente infeccioso, que vai se multiplicar menos e a gravidade tende a ser menor. Por isso que é muito importante se você teve uma exposição a água ou a lama potencialmente contaminada. E aí a gente tá contaminada, porque assim, ah, eu tô no interior, no interior não tem rato, mas tem cabra, tem cavalo, tem boi, que são animais que também eliminamtospira. Então, o solo tá contaminado. E se você realmente se contaminou e teve sinais e sintomas, busca o atendimento médico, diga: "Olha, doutor, eu tive exposição à água, a lama contaminada para que ele possa atinar para esse diagnóstico, de repente tá lá distraído e aí iniciar o tratamento de forma imediata." O tratamento é antibiótico a princípio e as consequências vai depender de cada gravidade da falência hepática, falência hernal, pneumonia e outros e outros complicadores. Doutor, agora a gente vai entrar um pouquinho numa outra zoonose que é a raiva humana. Eh, a gente não escuta também falar tanto da raiva, né, como antigamente os casos eram maiores, né, eram mais frequentes. E a recentemente até eh existem, né, pesquisas divulgando que algumas regiões do país têm registrado casos de raiva. Então, eu gostaria que o senhor falasse também como uma forma de alerta pra população o que é a raiva humana e quais são os principais sintomas pra gente começar, né, nessa nessa nova nessa outra zoanose. Eh, a raiva humana é uma doença grave, gravíssima, em tese 100% letal, ainda bem que não é tão frequente, e que tem como fontes desse vírus os cães, que são os mais famosos, mas não são os mais frequentes atualmente, até por causa da vacinação em cães, até porque você malda muito, você associa a raiva ao cão, é o gato. E aí o gato pode ser não só o arranhão do gato, a mordida do gato, também a lambedura desse gato, né, eh, na sua mucosa, porque o gato tem por hábito ficar eh lambendo as patas e as garras. Então, ele pode ter a contaminação também pela lambedura ou pelo arranhão. Mas no nosso país, o principal vilão da raiva são os morcegos. Aí você vai dizer assim: "Ah, mas quase não tem morcego hematófago, né? aqueles morcegos que se alimentam de sangue, porque a raiva é uma enfermidade de animais de sangue quente, os mamíferos. Então, os os morcegos se dividem naqueles que só comem frutas, os trugívoros, os incentívoros comem inseto e os que se alimentam de sangue. Só que mesmo aquele que só come inseto ou só come fruta por causa dos seus hábitos dentro das cavernas, dentro das grutas, por exemplo, de um entrar em luta corporal com o outro, esse morcego que se alimenta de sangue pode ter contaminado, pode contaminar um morcego que nunca mordeu ninguém, mas aí esse morcego infectado pelo vírus da raiva fica meio louco, começa a voar durante o dia, começa a se eh ficar em lugares que não seria usual. Então, fique atento. E teve inclusive alguns relatos na literatura de uma pessoa que foi mordida por um morcego, uma senhorinha, porque ela foi apertar, foi trocar o canal da televisão com aqueles que tinha antigamente, as pessoas botavam capinha no no controle de remoto, a pessoa foi apertar, não apertou, apertou o morcego e morcego mordeu. Teve um outro relato de uma criança que estava um adolescente limpando um templo religioso, tudo limpinho, brilhando. Ele viu uma folhinha seca no canto da da igreja, foi lá pegar e não era uma folha, era um morcego. Ele também foi mordido. Então, a a mordida de agressão de morcego sempre oferece risco, mesmo que o morcego seja um morcego que só se alimente de frutas ou insetos por conta disso que eu acabei de mencionar. Por outro lado, é o morcego, sim, o principal vilão que nem sempre se associa porque não sei se você sabe, mas o tempo de incubação do vírus da raiva pode ser longo, pode durar meses. Então nem sempre a pessoa que desenvolve a raiva consegue relacionar aquele quadro de raiva a algum acidente que ocorreu, porque às vezes foram dois, três, 4 meses e a pessoa nem se deu conta que foi ali o momento do contágio da contaminação dela. Exatamente, doutor. tava pesquisando sobre esse assunto. Eu até me assustei quando eu li isso, né, que os sintomas podem começar aí depois de 90 dias. Então, muitas vezes a pessoa já nem lembra que teve aquele contato, né, com algum animal e aí já tá contaminada. E isso que é complicado, né? Pois é. E e aí o seguinte, quando você é picado, mordido em algum lugar que tenha muito nervo, né, inervação com a mão, por exemplo, esse vírus ele vai por dentro do nervo, vai migrando, migrando, migrando, migrando até chegar no sistema nervo central. lá ele se multiplica, né, se replica causando um quadro de encefalite pelo vírus da raiva. E aí você pode ter manifestações como alucinação, como crise convulsiva, como fotofobia, a luz incomoda. E aí o diagnóstico diferencial se faz com outras outras infecções, outras encefalites. Só que no caso da raiva, o quadro é muito grave. Se eu não me engano, na literatura, tem um relato de no máximo quatro pessoas que sobreviveram porque já tinham sido ou foram previamente eh imunizados com quadro de menor gravidade. Mesmo assim teve alguns casos que sobreviveram com sequela, mas é uma doença, a princípio, 100% letal. E a recuperação de quadro desse eu configuro como quase um milagre eh que ocorreu, né? Porque é difícil, realmente, doutora, é, ela é contagiosa. Então, se uma pessoa desculpa, pode perguntar, não é? Se uma pessoa em casa, por exemplo, foi diagnosticada com raiva, ela passa pros outros familiares? Pode passar, porque a a pessoa elimina esse vírus pela saliva e pode, de repente, ficar agressivo e agredir outras pessoas. É interessante a gente ressaltar que no caso do gato e do cachorro, que são os animais que a gente chama de animais observáveis, porque você teve uma agressão pequena pelo cão, o cão tá aparentemente saudável. Ah, o cão me mordeu porque eu fui pegar a comida dele, ele sempre faz isso. Ou o cão me mordeu porque eu fui mexer na cria. Então, uma situação que justifica ele agredir, não foi uma agressão eh do nada. Então você até pode, se o animal tiver bem cão ou gato, observar esse animal por até 10 dias e dependendo da lesão que foi, você só observa ou até pode usar a o anticorpo contra essa essa infecção, até mesmo a vacina, que é o mais comum. Então, só o gato e o cachorro que são observáveis. Ah, eu fui agredido por um burro, eh, um animal de de de produção, um cavalo. Aí você não pode observar. Então, observáveis são cão e gato e os outros animais. Se eu fui agredido, a princípio é uma lesão grave e eu, ser humano, vou ter que me submeter ao tratamento de acordo com o tamanho da lesão e da gravidade da lesão e a localização dessa lesão, sendo mais grave quando comete e cabeça em face, as extremidades, mãos e pés, sendo menos grave quando comete coxa, barriga ou dorso, que são regiões menos enervadas do que essas regiões rosto, cabeça, mãos e pés. Doutor, e o diagnóstico, como que ele é feito paraa raiva humana? É difícil, mas também você vai fazer pela pesquisa do próprio vírus ou anticorpos contra esse vírus, né? E também por exclusão. Teve um um dado na literatura que é de uma pessoa que morreu com quadro de encefales sem o diagnóstico da raiva e ele era um doador de órgãos. E aí foi um dos, acho que é o único caso que tem na literatura da transplante de córnea. O o receptor daquele daquela córnea desenvolveu a doença depois. Então realmente por isso que a gente diz o seguinte: "Quem é doador de órgão e que morre por causa desconhecida, eu não aproveito esses órgãos. Eu só vou aproveitar os órgãos quando esse cidadão morreu ou por uma causa que eu eu domine, por exemplo, ah, foi atropelado, bala perdida, um infarto, um AVC e assim por diante. Caso contrário, eu acabo abrindo mão desses órgãos pelo risco não só de raiva, mas de outras doenças infecciosas. É. Eí, doutor, o sintoma da raiva, qual que é o primeiro? Assim, eh, começa com uma febre, começa com mal-estar, qual e depois ele vai evoluindo, né? Pois é. é febre, malestar, inquietude, é crise convulsiva, porque é quando há um cometimento do sistema nervoso central, né? Então os sinais, sintomas da raiva, ele já vai começar de uma forma um pouco mais eh exuberante, não vai ser aquela coisa mais ou menos, né? A pessoa não vai ficar doente hoje, daqui a uma semana vai piorando, não. Ele já vai abrir o quadro em geral com um quadro estranho que vai fazer com que o médico suspeite do acometimento do sistema nervoso central. Então o diagnóstico é vai ser de encefalite, uma eninga encefalite, um quadro de recrometimento do sistema nervoso central que aí cabe ao médico depois saber qual é o vírus envolvido e saber se é o vírus da raiva ou se é um outro vírus qualquer. Deus queira que seja um outro vírus qualquer, que em geral a evolução é boa para outro vírus qualquer e péssima quando o vírus desenvolvido é o vírus da raiva, que é uma doença que é que dá para você controlar, dá para você contornar em termos de prevenção, mas não é uma doença erradicável como é como foi a varíula, já que a raiva acomete não só os seres humanos, mas outros mamíferos. Então, quando um agente infeccioso ele tem essa capacidade de infectar não só o ser humano, mas outros animais, ele entra no rol daquelas doenças não erradicáveis. E esse é o caso da raiva, infelizmente. Eh, doutora, até chegou uma dúvida aqui pra gente. Quando uma pessoa, né, ela, o gatinho, por exemplo, né, dentro de casa, pegou um morcego, matou o morcego no quintal, levou para dentro de casa. Nesse caso, a risco, ele matou o quê? Qual o animal que ele matou? O gato pegou, matou o morcego. Ou o morcego já tava morto no quintal, ou o gatinho matou e levou para dentro da casa da família. A família tá correndo risco. O que que deve ser feito imediatamente? É, se o gato estiver vacinado, a chance dele se infectar é menor. Por outro lado, a gente não tem ainda a certeza qual é o a eficácia da vacina antirrábica eh em cães e gatos e nem o tempo eh de exposição eh o tempo de proteção dessa vacina. Esse gato tem que ficar em observação, realmente, se ele se tivesse infectado, ele vai desenvolver essa infecção ao longo de um tempo também, que pode variar de acordo com o tipo de da carga do agente infeccioso, mas realmente é uma situação de risco. Por isso que é importante ter ter assegurar que esse gato tá vacinado. Então, se fosse na minha casa e eu visse um um gato sendo pegando um morcego ou qualquer outro animal possívelmente contaminado com o vírus da raiva, eu iria levá-lo no veterinário para avaliar a necessidade até de reforçar a vacinação. Porque assim, assim como no ser humano, se você fori agredido por um cão mesmo, um cão raivoso, eu tenho como fechar a porta depois de cadeado tem como eu me vacinar depois de ter sido agredido e evitar que a doença se desenvolva tanto no ser humano quanto gato e cachorro. Então, a primeira medida é levar o gato no veterinário e ver se o gato tá vacinado e na dúvida refazer a vacinação e observar esse cão, porque a vacina é muito eficaz, mas pode ter alguma outra falha. Então a gente tem que ficar observando esse gatinho, né, quantas sinais e sintomas de raiva nele. Então ele pode ficar acuado, babando muito, ele pode eh ter crise convulsiva, ficar realmente bastante comprometido e aí realmente o médico veterinário tem que entrar de imediato em cena. E com relação ao morcego, acho importante a gente reforçar para que a população não manipule, né, e leve o animal para uma zonoses, né, as onoses do município para que a zonoses faça, né, o teste para ver se o morcego tá infectado, né, doutor? Exatamente. Inclusive esses os laboratórios de referência de cada estado ou de cada grande cidade, como Campinas tem essa capacidade de detectar naquele morcego, ainda que seja um um seja um morcego que só coma frutas, tá não infectado, porque cá entre nós não é comum o morcego da bobeira pro gato, né? e geralmente tá escondidinho, não tá ali ao alcance do gato. Então, realmente há de se preocupar porque se o o dos sinais sintomas que demonstra que o morcego não tá bem, é quando fica desorientado. Não é comum o morcego voar durante o dia. Se tem um morcego na sua casa voando durante o dia ou em local pouco usual, você aumenta muito a suspeita de que esse morcego esteja infectado e desorientou, né? Então, realmente é um risco aumentado esse morcego dando bobeira durante o dia. É. E doutora, mesmo sendo muito letal, né, tem tratamento pra raiva humana? É, você tem que tratar, né? Porque existe na literatura casos de pessoas que se recuperaram, existe a tentativa de usar antiviral, né? Mas aquele negócio realmente trabalhar na prevenção é melhor quando você desenvolve sinais e sintomas da doença, embora o médico estabeleça o tratamento, nem que seja alguma coisa paliativa, mas tem na literatura casos de recuperação. Então, enquanto a vida, há esperança. Mas reza forte, viu? Porque é complicado, não é uma coisa fácil de você tratar. Tanto é que é passível de ser sido publicado na literatura mundial. Acho tem no máximo quatro casos. Se não me fale a memória, porque já tem algum tempo que eu revisei esse assunto, mas é uma algo muito incomum e mais menos comum, é mais comum ainda é você sair sem sequelo. Então esses casos da literatura que se recuperaram, alguns permanecem com sequela até hoje. Então não é uma doença que dê para você bobear. Sim, com certeza. Acho que a melhor palavra aqui para esse assunto é prevenção, tanto né, dos animais, né, que devem ser vacinados, gatos, cães e quanto o ser humano também, né, teve o contato ali com algum animal que não sabe a procedência se tá vacinado ou não, já procurar um posto para buscar a vacina antirrábica, né, doutor? Sem dúvida. É exatamente isso. A prevenção é o melhor remédio. Eh, Dr. Edmilson, pra gente finalizar aqui nosso programa, vamos falar um pouquinho sobre a leiximaniose. É uma doença também pouco falada, né, pelo menos aqui no estado de São Paulo. Ainda existem muitos casos registrados dessa doença aqui no Brasil? Existem muitos casos, sobretudo na região norte, nordeste. E é uma doença, né, que tem dois tipos, né? leximaniose, que é que é o protozo que causa a leiximânia, a a leximânia, que é o protozo que causa a leximaniose. Tem dois tipos, né? Tem uns que dão mais lesão cutânea na pele. Às vezes é uma é uma ferida de difícil cicatrização e não cicatriza. Em outras vezes acomete que a gente chama de visceral, cometendo basso, fígado e a medula óssea, causando um quadro muito parecido com leucemia. Eu mesmo já tive a experiência de acompanhar crianças na UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde eu leciono, com infecção comimaniose visceral, cujo diagnóstico inicial inicial foi que era uma suspeita forte de eh leucemia. É um quadro grave que quando não diagnosticado há tempo, tem elevada letalidade essa forma visceral, né? é transmitida por um mosquito chamado mosquito palha obiri, que é muito comum em regiões alagadas de mata, é um mosquito muito comum e que também pode ter aí um intermediário que são os cães. E aí os cães infectados geralmente sem aquele cão emagrecido, nitidamente doente, com as unhas longas, com queda de pelo. Então você geralmente tem naquela casa o o cão, né, infectado, que também é dá para você tratar. E esse cão servindo de fonte o mosquito sugar o sangue do cão e inocular esse essa leximânia ou esse protozoário em você. Realmente o quadro pode ser muito grave e quando não diagnosticado e tratado há tempo, pode causar a morte, infelizmente. É, doutor, nesse caso, quais são os principais sintomas? Dependendo do tipo, né, quando é é cutâneo, quando é na pele, é uma ferida que não cicatriza. né, geralmente num local exposto ao mosquito, né, face, mãos, né, é mais na área descoberta, porque quando o mosquito te ataca, às vezes o diagnóstico diferencial você faz até com câncer de pele, porque é uma lesão que não cicatriza. Ah, já tem antibiótico X, Y, Z, tomei penicilina benzatina, essa ferida não cicatriza. Então aquela ferida que não cicatriz pode ser essa liximaniose eh tegumentar o da pele e a visceral aí varia, né? Pode também cçar com febre que você não consegue detectar a razão. Aumento do basso, aumento do fígado, eh anemia, sangramento. Realmente é um quadro que vai fazer com que a pessoa vai emagrecendo. É um quadro eh que você percebe que a pessoa tá muito enferma, né? Não é uma coisa leve, geralmente é algo que dá sinais, sintomas de doenças de maior gravidade e com enorme frequência você interna para dar o diagnóstico. Um do uma das formas é você fazer o aspirado da medula óssea para saber se é leucemia ou não. E nessa acaba vendo a leximânia dizendo: "Olha, isso aí é leximaniose, vamos tratar eh com medicamentos específicos para evitar que esse quadro se agrave". tratando de uma forma precoce, imediata, o tratamento ele é eh próximo de 100% de chances de você de você evoluir para cura. Diferente da da raiva, né? Ainda bem. Sim. É, ainda bem. Ô, doutoressa, a leite maniosa, então, no caso, o diagnóstico é através de exames ou é clínico também? O senhor, né, esse exame específico? Não, a clínica é a clínica te faz suspeitar. A certeza é com exame complementar, né? Então você tem que juntar a clínica que o paciente apresenta, as manifestações clínicas com os exames complementares e com esse conjunto na sua mão, você dá o diagnóstico neestimaniose tegumentar, que é a da pele, ou mesmo a visceral, que é essa de maior gravidade. É a transmissão, né, que é por meio desse mosquito. Esse esse mosquito ele tem alguma característica específica, como a na dengue, né, que a gente vê o mosquito com aquelas listrinhas, né, zebradas. É, não, o mosquito palha ou birigui ele é diferente. Ele é um mosquito menorzinho, ele é clarinho, da cor de palha ou de asa branca. ele tem uma asa eh transparente. Eh, então ele é diferente do do mosquito da da dengue, que tem até um hábito mais durante o dia, o da dengue, que é o Aedes, e o Biriguira mais ao cair da tarde, principalmente em regiões alagadas com fees de animais ou mangues ais, ele tem esse de matas, né? Então ele se desenvolve mais porque já que ele utiliza frutos apodrecidos como fonte de alimento para ele também. Então, realmente, nesse cenário você tem eh maior chance de se contaminar e observar também os animais, né, que os animais também podem estar doentes perto da sua casa e ser uma das fontes e de tal forma que você possa suspeitar dessa enfermidade. Então, cuidar dos animais, cuidar dos seres humanos e do ambiente é assim fundamental para minimizar o risco de você desenvolver essa enfermidade, além obviamente do uso de repelente que a entre nós tá uma fortuna, né? Não é barato, mas é necessário. Isso até que eu queria te perguntar. A melhor forma de prevenção então para essa doença seria aí os cuidados como na dengue da da prevenção aí do de uso de repelentes, usar mais calça comprida, sapato fechado numa área mais de mata alagada. É isso. Pois é. Até acho mais fácil a prevenção dessa da picada do birigui ou do ou do mosquito palha, porque você consegue prever mais. Ele é um mosquito mais da natureza. Enquanto que o Aeds é um mosquito mais intradomiciliar. O Aeds faz da sua casa a sua maternidade e do seu tornzelo o restaurante dele. Enquanto Birigui, se você quiser dar de comer para ele, você vai ter que entrar na maté mais no final da tarde ele vai muito dentro da sua casa. Então até acho que é mais fácil você fazer a prevenção, porque você consegue prever mais a exposição a esse mito páha do que ao Aeds que tá dentro da sua casa. De qualquer forma, o uso de repelente, calça comprida, não dá bobeira pro mosquito, é realmente dicas, são dicas fundamentais para reduzir o risco. E uma vez infectada, doutor, qual seria o tratamento mais aconselhável para para esse caso de leite maniose? Tem medicamentos específicos que você faz com o paciente internado. Alguns medicamentos têm eventos adversos graves, por isso que tem que se fazer durante a internação, pela veia do paciente, né? Porque você vai intravenoso, então tem que ser com ele internado. Tem realmente tratamento, dura algumas semanas, mas com chance muito grande de você evoluir e ficar muito bem. Obrigado. Ainda bem. Eh, doutor, então para encerrar, né, eu gostaria que você reforçasse aqui um pouquinho, né, sobre os cuidados, né, para essas onoses, pra população que tá em casa, acompanhou aqui o nosso programa, falar um pouquinho, reforçar esses cuidados, os principais cuidados para que a gente realmente evite casos graves, né, evite até óbitos, né, como na raiva. É fundamental você estabelecer o que a gente chama de medicina do estilo de vida. Isso se aplica não só para doenças infecciosas, já que melhora a resposta imune, mas também reduz muito a incidência de doenças neoplásicas, de câncer ou até mesmo de de doenças metabólicas. Então, dormir bem, comer bem, atividade física, gerenciar estresse, bons relacionamentos, não abusado de drogas lícitas ou não, e a saúde oral. Esses sete elos são fundamentais na prevenção. Então, se você quiser ter boa saúde, tem que evitar, por exemplo, alimentos ultraprocessados, tem que eh se distanciar do sedentarismo, tem que evitar obesidade, tem que evitar doenças crônicas. que essas doenças crônicas, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, são doenças, são condições que levam a uma condição inflamatória crônica. E a pessoa com inflamação crônica é um alvo mais fácil paraas infecções e outras enfermidades, sejam ela infecciosas ou não. Então atento. Basicamente é a medicina do estudo de vida que vai te ajudar a ter uma vida melhor, mais saudável, mas que ninguém quer que você saiba, que eu digo, ninguém quem quem ganha dinheiro com a doença não quer que você desenvolva bons hábitos de saúde. Então coloque isso só interessa você. Ah, eu falo mal do governador do estado, do do prefeito, da secretária municional de saúde, o presidente, você tem que cuidar de você. Primeira coisa é você ser o seu ministro da saúde ou seu secretário de saúde para que você tenha melhor saúde. Se você não cuidar de você, ninguém vai cuidar, né? Você vai cuidar melhor de você. E se você for responsável por crianças, evite, por favor, os alimentos. O segredo é descascar mais e desendrulhar menos. Doutor, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde Vida e pelas suas informações, né, toda a explicação que você deu aqui sobre essas. Muito obrigada. Tchau. Estamos juntos. Felicidade e até breve. O Saúde é Vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]
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