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SAÚDE É VIDA - TEA E LINGUAGEM
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

SAÚDE É VIDA - TEA E LINGUAGEM

110 views Publicado 26/09/2022 HD · 1:11:29

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[Música] Olá mais um saúde e a vida Começando aqui pela tela da TV Câmara Campinas a você Desde já muito obrigada pela sua companhia e audiência e antes de falar qual vai ser o tema do programa de hoje eu quero lembrar que a sua participação aqui no saúde e vida e também nos outros programas da TV Câmara Campinas é sempre muito importante faz o seguinte tá vendo aí no seu vídeo esse é o nosso Whatsapp deixa ele anotado no seu celular e sempre que tiver alguma dúvida alguma sugestão manda para gente que a nossa equipe vai atrás de um especialista o nosso objetivo aqui é não deixar você ficar com dúvida agora sim voltando para o programa de hoje meu papo vai com aqueles pais com aquelas mães que tem filhos com Transtorno do espectro do autismo Pois é esse é o nosso assunto que tem muitas dúvidas né Muito bem se falado hoje em dia sobre esse tema só que mesmo assim tem dúvida então por isso a gente convidou olha só ela já tá aqui na tela comigo é a Lívia Aureliano ela é psicóloga e vai tirar todas as dúvidas para a gente Livia antes de começar o nosso bate-papo eu tenho aqui uma série de perguntas para você mas antes eu quero te agradecer viu eu sei que seu trabalho aí tem muito é bastante muitos atendimentos Mas você fez questão de parar tudo e falar com a gente tenha certeza que tá ajudando bastante Eu que agradeço Viviane oportunidade de estar falando para uma população aí que precisa cada vez mais de informações Pois é né Eu disse que agora muito se fala né do espectro aí do transtorno do espectro do autismo Só que ainda existem muitas dúvidas né então vamos começar pelo básico né O que é então o transtorno do espectro do autismo Então vamos lá o transtorno do espectro do autismo também muito conhecido como tea né pela sigla até é um transtorno do neurodesenvolvimento né e Apesar de nós chamarmos né darmos o nome de transtorno na verdade não é uma doença né e sim uma condição né do neuro desenvolvimento Ou seja que acontece enquanto ainda o embrião está se desenvolvendo e toda parte do cérebro né toda parte neurológica está se desenvolvendo E aí então por esta condição ocorre então a questão do transtorno do espectro do autismo então isso acomete crianças né desde o seu nascimento até mesmo antes do seu nascimento né Então as crianças nascem autistas e as pessoas vão se desenvolvendo com essa condição e tem um motivo que que causa o téa então Viviane é uma Ainda há uma discussão bastante grande né Ainda há muitos estudos e nenhuma conclusão muito fechada mas o que já se sabe né os estudos científicos todos mostram que as causas do autismo são multifatoriais ou seja são desde questões genéticas né então grande parte da condição é que é promove né A questão do autismo é genética e se sabe também que algumas condições ambientais também promovem esta condição você disse na resposta anterior que a criança já nasce né já dá para perceber logo no Nascimento dentro da barriga ainda não é só depois que nasce porque algumas algumas a gente consegue descobrir já dentro da barriga da mãe né ou quando a gente fala do tea não não quando falamos do tea não o transtorno do espectro do autista tem uma manifestação que varia muito de pessoa para pessoa de criança para criança então sim tem alguns casos em que as crianças manifestam muito cedo né alguns sinais como por exemplo a falta de contato visual enquanto por exemplo é amamentada né seja não sei o materno seja na mamadeira né a falta daqueles daquelas interações muito básicas muito mínimas né que os bebês já fazem né de reagir algumas coisas no entanto a gente sabe que isso não acontece em todas as vezes né muitas vezes Essas manifestações só aconteceram depois um pouco mais tardiamente lá para um ano e meio né um ano um ano e meio tá que é quando a criança começa a balbuciar é quando é esperado que a criança começa a balbuciar alguns sons comece a interagir mais seja com outras pessoas seja com os objetos e aí então alguns pais relatam né E nós identificamos uma falta dessa interação então muitas vezes a questão do não balbuciar palavras de não se comunicar né mesmo com esses balbucios mais simples e também uma criança ou muito quietinha né que que evita e que não não responde aos estímulos ou até mesmo crianças muito irritadistas né que reagem de uma forma muito nervosa com choros intensos frequentes e intensos né Então essas acabam sendo algumas manifestações comuns além algumas estereotipias também que são aqueles comportamentos repetitivos que muitas vezes a gente observa nas crianças que pode ser desde movimentos com os bracinhos né que as crianças fazem esse movimento ou assim alguns movimentos oculares também podem acontecer ou um balançar do corpo né seja para para frente e para trás ou para o lado ou até mesmo quando a criança começa a andar ela começa a andar ou a correr de um lado para o outro sem muito motivo aparente né Então essas estereotipias também acabam chamando a atenção dos pais no primeiro momento dos cuidadores e depois de outras pessoas que entram em contato com essa criança você falou aí que esses sinais costumam aparecer por volta de um ano e meio antes disso a criança se desenvolve normal ela vai começar a introdução alimentar normal vai começar a ficar sentadinha toda Normal também a andar mesma coisa isso varia também né quando a gente fala do autismo né Desse transtorno é ele é um grande espectro né então a gente nunca consegue descrever uma característica que seja exatamente igual a todas as crianças né porque como eu disse anteriormente tem algumas crianças que já apresentam alguns sinais muito cedo né Por exemplo a gente recebeu aqui uma criança com cinco meses de idade em que a mãe já percebia alguns sinais né Mas isso não é o comum né de todas as crianças que a gente recebe diariamente foi uma que chegou aos cinco meses de idade né E essa questão da Coordenação motor bem varia bastante né tem algumas crianças que não apresentam nenhuma dificuldade motora principalmente nesses primeiros meses então ao Tentar segurar a cabecinha até mesmo engatinhar e andar já outras crianças apresentam sim uma dificuldade né Algumas crianças apresentam aquilo que a gente chama de hipotonia que é como os músculos eles são eles ficam molhinhos né então a criança não tem aquele tônus muscular para se manter ereta para manter a cabecinha reta ou até mesmo para andar então tem algumas crianças que sentam mais tarde andam mais tarde né E isso também acaba chamando atenção mas nesses casos os pais ficam mais atentos né e não é a grande maioria então muitas crianças autistas muitos bebês que já né tem já tem a questão a condição do autismo não apresentam questões de coordenação motora nesta faixa etária pode apresentar um pouco mais para frente né mas não necessariamente nessa faixa etária da primeira infância pelo que você tá falando sinais são diversos né como é que vocês conseguem fazer o diagnóstico como que é feito é só assim observando a criança ou Existe algum exame também então não existe nenhum exame específico né que Diagnostic o autismo tá muitos médicos solicitam sim é muito comum né alguns médicos os neuropediatras psiquiatras ou até mesmo os pediatras solicitarem alguns exames os mais comuns são um exame auditivo né chamado bera um exame de ressonância magnética e a parte toda do eletroencefalograma mas eles não servem para diagnosticar o autismo mas sim para descartar qualquer outra questão né que possa estar produzindo ali aquelas manifestações então por exemplo uma criança autista ela é muito comum chegarem falando eu chamo e ela não me atende então é como se ela não me escutasse E aí para que tire né da frente um possível diagnóstico de uma deficiência auditiva os médicos costumeiramente pedem estes exames assim como os exames de ressonância magnética para descartar qualquer outra condição neurológica que pode estar produzindo aí essas questões que chamam atenção mas para o diagnóstico de autismo ele é exclusivamente Clínico O que que a gente chama de exclusivamente clínico é sim observando a criança né No entanto nós temos já vários instrumentos né dentro da Psicologia especificamente dentro da análise do comportamento aplicada né que é a famosa aba que é uma intervenção que é considerada mais eficiente né na intervenção para os casos de autismo e outros atrasos do NE desenvolvimento Então já a desenvolvido muitos protocolos que nos auxiliam a identificar a as características que através do que a gente enxerga do que a criança tem e faz e aquilo que ela deveria fazer e ainda não faz e adotando como critério também os critérios diagnósticos que são descritos no dsm né que é o manual de estatísticos de doenças mentais a partir disso a gente une essas duas coisas e aí sim a gente fecha o diagnóstico então é a partir da identificação da presença de alguns comportamentos e da ausência de outros que a gente consegue fechar o diagnóstico sempre de forma multidisciplinar então sempre com o a visão do psicólogo né especificamente aí muitas vezes do analista do comportamento de uma fonoaudiólogo um fonoaudiólogo e também também de outras especialidades como algumas vezes terapeutas ocupacionais Olívia pelo que você tá falando não é fácil né chegar nesse diagnóstico contas por curiosidade como que é são várias sessões os pais levam as crianças até vocês como que vocês fazem né É de uma maneira mais lúdica para tentar envolver essa criança sim é geralmente são dois caminhos né que muitas vezes os pais fazem alguns pais buscam primeiro um médico né E aí seja através de um Pediatra ou através ou pediatra mesmo encaminha para um neuropediatra né que tem aí dentro das suas especialidades né o conhecimento maior dos transtornos do neurodesenvolvimento e a partir do neuropediatra e da observação do neuropediatra e a prescrição do neuro eles chegam até nós né para uma avaliação ou muitas vezes o caminho é o contrário eles buscam primeiro por essas especialidades Então seja um fonoaudiólogo seja um psicólogo para fazer uma avaliação Para que daí através dos resultados da avaliação vai até o médico mas avaliação Sim ela sempre acontece em um número maior de sessões então nunca é em uma sessão única ou nunca deveria ser em uma sessão única porque a criança nunca demonstra tudo que ela sabe fazer num primeiro contato principalmente com uma pessoa estranha que ela nunca viu né então geralmente como é que nós fazemos primeiro Recebemos a família né recebemos aqueles que ficam com a criança Então seja o pai a mãe uma avó enfim os cuidadores da Criança e aí nesta nesta primeira sessão né que eu costumo dizer eles podem ou não fazer a criança aí fica a critério deles porque a ideia é que essas pessoas né nos contem como é que vem sendo esse desenvolvimento o que que eles têm observado E aí a gente faz uma série de perguntas já para ir identificando algumas questões a partir destas informações iniciais já é possível a gente planejar uma uma avaliação então que protocolos que nós vamos utilizar que instrumentos que nós vamos utilizar então por exemplo se é uma criança muito pequenininha de um ano um aninho e meio nós temos instrumentos específicos para esta idade ou crianças um pouco mais velhas né já lá com seus quatro cinco seis anos então são outros protocolos que geralmente funcionam melhor então com base nisso nessas informações nós selecionamos uma série de instrumentos E aí sim Começamos as sessões que no caso aqui nós trabalhamos em sessões de sessões de uma hora geralmente né entre 8 a 10 sessões que a criança vem até nós né aqui na clínica no caso e aí através do uso desses instrumentos e daquilo que a gente chama também de uma avaliação funcional do comportamento dessas crianças a gente consegue ao final dessas 10 sessões apresentar um relatório de avaliação pontuando para essa família tudo que aquela criança faz e que deveria fazer de Fato né E tudo que a criança não faz e quer esperado que ela fizesse né E além disso a gente consegue identificar através desses instrumentos Qual é o tamanho do Déficit né Nós estamos falando de um déficit de alguns meses estamos falando de um déficit de anos então é uma criança por exemplo que tem dois anos mas que tem um padrão comportamental de dois ou é uma criança que tem três anos e tem um padrão comportamental de dois anos e meio né Então tudo isso são coisas extremamente importantes para que a gente consiga a partir disso montar um plano de intervenção você disse sei que precisa avaliar a criança né se tua palavra déficit né É correto falar então que o autismo ele tem graus é assim que fala Então na verdade isso é como é que está descrito né No dsm que são os critérios que a gente utiliza nós não falamos em graus de autismo mas sim em níveis de suporte né então existem três níveis de suporte do autismo outro suporte nível 1 nível 2 em nível 3 que que significa nível de suporte é o quanto que é essa criança essa pessoa precisa do outro ou precisa de adaptação do ambiente para que essa criança consiga fazer aquilo que ela sabe fazer e aquilo que ela consegue fazer né então nós temos crianças autistas pessoas autistas que são de suporte nível 1 né que geralmente são aquelas pessoas que são autistas que tem ali os critérios diagnósticos ou seja apresentam dificuldade na comunicação social né e apresentam também a presença né de comportamentos repetitivos E restritivos no entanto essa dificuldade que ela tem na comunicação social ou esses comportamentos mais repetitivos e restritivos elas não é causam enorme prejuízo a essa pessoa né E ela precisa pouco né do apoio do suporte de outras pessoas ou do ambiente Esse é o autista nível 1 que a gente fala né Aí tem um nível que precisa de um pouco mais o suporte e o nível 3 que é aquele que precisa de um suporte bastante considerável e que muitas vezes tem pouca autonomia ou quase nenhuma autonomia para as atividades de vida diária tá então mas adotou-se aí né popularmente os termos leve moderado e Severo Por que que nós não gostamos desses termos tá porque eles nos indicam algumas coisas que não necessariamente são verdadeiras por exemplo dizer que um altíssimo né uma pessoa autista é um autista leve não significa que essa condição que ele vive seja fácil para ele né ele tem todo um sofrimento envolvido muitas vezes pela falta de compreensão do outro em relação a essa condição né as características dele então o ser leve não significa que seja mais fácil né e o ser leve não significa que ele é menos autista do que o Severo né Assim como existe uma confusão muito grande em nessa nomenclatura de leve moderado e Severo com a questão da deficiência intelectual né Muitos pais chegam para mim e fala assim olha o médico diagnosticou leve viu ele é muito inteligente a questão da inteligência não tem nada a ver com autismo né a deficiência intelectual é uma outra condição do neurodesenvolvimento que ele pode estar ou não junto com o autismo Então a gente tem sim autistas que tem deficiência intelectual e temos autistas que não tem deficiência intelectual e nem tão pouco tem altas habilidades né então nem todo autista Tem dificuldades cognitivas e nem são gêmeos né Então essas coisas são tem sido popularmente espalhadas né através aí inclusive de séries nés que estão cada vez mais frequentes filmes dando a ideia de que isso ou autista ele tem um déficit cognitivo importante ou ele é um gênio não né ele pode ser uma pessoa cognitivamente normal como qualquer outra Era exatamente isso que eu ia te perguntar agora né em relação a inteligência né porque como você disse muita gente vê que falou que a pessoa tem o autismo ela é muito inteligente então não vai depender aí de cada caso né Exatamente exatamente essa questão das altas habilidades ela está presente em algumas condições específicas e também a gente não pode esquecer que muitos autistas eles acabam adquirindo uma habilidade muito peculiar e muito acima da média de outras pessoas mas em função de uma característica que é o hiperfoco né é os autistas comumente desenvolvem essa característica de hiperfocar em temas né então são aqueles autistas que se dedicam e que gostam de algum determinado tema e que leem sobre aquilo falam sobre aquilo estudo sobre aquilo e aí isso é tão presente na vida daquela pessoa que ele sabe tudo sobre aquilo então é claro que se você tem um autista com hiper foco e matemática a chance dele ser muito acima da média Nas questões matemáticas é muito maior mas não Por uma questão cognitiva mas sim porque ele dedica praticamente a maior parte do tempo da vida dele Aquela temática entendi Lívia me fala uma coisa foi aí o diagnóstico detectou então tea como que é feito é um acompanhamento que vocês fazem também multidisciplinar como que funciona como trabalhar o desenvolvimento da criança e isso nós costumamos dizer que essa intervenção né ela é Ela só se dá a partir primeiro dessa avaliação Inicial né Sem uma avaliação muito bem feita a gente não tem como iniciar a intervenção porque a intervenção ela vai se dar exatamente na a gente trabalhar com aquelas habilidades que não estão presentes né ou até mesmo com aquelas Barreiras de aprendizagem que muitas vezes a criança apresenta por exemplo né é a alta irritabilidade né então tem crianças que são muito irritáveis né que são pouquíssimo tolerantes a frustrações E essas são Barreiras importantes de aprendizagem então a gente precisa identificar tudo isso para intervir sobre isso né então o que geralmente Eu costumo dizer para os pais é que quando se tem diagnóstico de tea primeira coisa é vamos saber então qual é o tamanho do Déficit né que existe nas diferentes áreas do desenvolvimento e é isso que vai me dizer o tamanho da intervenção né então é muito comum que se diga Principalmente dentro da análise do comportamento aplicada que a intervenção ela precisa ser necessariamente intensiva né se fala e muito das 20 horas semanais 40 horas semanais isso pode ser verdade para algumas crianças mas não para todas né a gente sabe que muito mais do que a quantidade de horas é a qualidade de horas né então nós costumamos trabalhar como né identificando Essas habilidades que precisam ser desenvolvidas montando um plano de intervenção e calculando a carga horária que a gente entende que será necessário para que aquela criança aprenda aquelas habilidades Algumas crianças serão algumas horas na semana como por exemplo 6 7 8 horas na semana e outras vão precisar de mais né mas não necessariamente exclusivamente na clínica tá porque porque quando a gente está falando de uma criança com teia e que tenha em um atraso de desenvolvimento essas habilidades todas elas precisam ser trabalhadas em todos os ambientes dessa dessa então a intervenção se estende para escola né com o apoio da escola e muitas vezes a inserção da intervenção dentro da escola na casa do paciente então através de orientações parentais que são essenciais para que os pais saibam como manejar também os comportamentos difíceis das crianças e ensiná-las né nesse ambiente mais natural e aí sim entra a medida que a gente tem uma criança com uma dificuldade de comunicação e de linguagem a gente precisa também obviamente do da intervenção de um fonoaudiólogo se é uma criança que apresenta transtorno sensoriais por exemplo né dificuldades sensoriais ou até mesmo na parte motora a gente vai precisar também de uma intervenção de uma terapeuta ocupacional ou de um fisioterapeuta se é uma criança que apresenta uma seletividade alimentar importante vamos precisar concluir um nutricionista especializado nessa área e até mesmo quando a criança apresenta muitas manifestações físicas né Muitas dificuldades de irritabilidade enfim muitas vezes é preciso entrar com medicação E aí precisa também do apoio médico né Então essa a rede de apoio que essa criança vai precisar e de intervenção vai depender muito daquilo que de fato ela tem necessidade de desenvolver mas geralmente envolve esses profissionais e esse acompanhamento ele tem que ser ao longo da vida ou não chega um momento que já tá na adolescência ou na vida adulta que já não precisa mais como que na prática funciona o que que você vende uma maneira geral é claro que cada caso é um mas de uma maneira geral de uma maneira geral sim existe uma necessidade de um acompanhamento pela vida inteira mas essa de acompanhamento ele vai mudando de intensidade E de objetivos ao longo da vida dessa criança né então no começo quando nós estamos falando aí de crianças pré-escolares de bebês né e crianças pré-escolares até os seus dois três aninhos o foco é nas habilidades elementares o que que é isso né é o contato com outro é o contato visual é habilidade de imitação a habilidade de comunicação tudo isso é uma habilidades elementares né quando a criança vai para escola aí a gente precisa começar a olhar para as habilidades mais pedagógicas né que envolve aí aprendizagem de um conteúdo que é mais específico e também a parte da interação social que as crianças cada vez vão ficando mais velhas elas vão sendo cada vez mais exigidas né no contato social e muitas pessoas autistas têm essa dificuldade né então a medida em que essa criança vai crescendo nós vamos adaptando o a modalidade da intervenção em função das necessidades dessa criança até chegar na vida adulta né então nós temos sim né pessoas que por exemplo começaram a intervenção com dois três anos de idade e que hoje tem 15 16 e que ainda estão intervenção mas com outro foco outros objetivos né E que poderão permanecer intervenção pelo resto da vida mas focando em outras coisas em outras necessidades a gente tá falando aí de criança quando diagnosticada é feito já pequenininho né mas também tem casos que só vai descobrir na vida adulta Sim sim e principalmente Viviane porque nós é antigamente isso eu estou falando de antigamente há 20 anos atrás não é tão antigamente assim nós tínhamos praticamente nenhuma informação né sobre a questão do autismo os informações que nós tínhamos elas eram restritas né ao mundo científico né com pouca divulgação Então hoje se vê muito os pais né até mesmo os pais dessas crianças se identificando autistas em função das características dos filhos isso tem sido muito frequente né ou até mesmo outras pessoas uma faixa etária de 20 30 40 não importa muito eu já recebi pessoas com 50 anos de idade nos procurando para um diagnóstico de autismo porque finalmente ela conseguiu identificar que o que ela tem não é necessariamente uma série de coisas O que ela tem o que ela sempre teve foi uma coisa só né que é o funcionamento autista né E que aí é só depois na vida adulta através das informações que que existem aí que estão presentes eles conseguem se identificar E aí eles vão em busca de um diagnóstico e o que que você percebe quando eles descobrem né O que realmente está acontecendo a vida começa a ser mais leve eles começam a se entender e também a conseguir viver melhor na sociedade com certeza com certeza a grande fala que eu escuto né dos autistas adultos é puxa Finalmente eu sei o que eu tenho né Finalmente eu sei quem eu sou né então eu acho que sim tem uma alívio muito grande em saber que aquela pessoa não era o esquisito da sala de aula né ele não era o preguiçoso que não conseguia seguir com as questões ele não era o antissocial ou egoísta né não ele tem uma condição que sempre esteve com ele mas ele nunca soube como trabalhar aquilo e uma vez que ele nunca soube como trabalhar aquilo ele nunca conseguiu explanar para o outro Quais são quais eram as dificuldades dele de que tipo de ajuda que ele precisava ter Lívia me conta uma coisa você que trabalha aí desde os pequenininhos né Faz esse acompanhamento como que é como é que eles vão se desenvolvendo você vê que eles começam a estudar a brincar é uma criança Normal né não tem nada de diferente se for ver então de novo né depende né Cada caso é um caso existe uma frase que é muito comum dentro da comunidade do autismo que é quando você conhece um autista Você só conhece um autista né isso essa frase ela é muito representativa Porque de fato é isso se eu colocar 10 crianças da mesma idade né É todas autistas numa sala você vai dizer para mim não é possível que todas elas sejam autistas porque elas têm características muito diferentes né então a questão da evolução também é muito diferenciada cada uma das crianças o que a gente sabe o que nós vemos aqui na prática né Quanto mais cedo o diagnóstico e mais cedo se começa a intervenção melhor é a garantia de uma evolução e de uma evolução a ponto dessa criança conseguir desenvolver as habilidades necessárias para que ela tenha uma qualidade de vida muito boa e autônoma né Isso significa que ela vai deixar de ser autista não ela sempre será uma pessoa autista né mas numa condição e com habilidades que se não se não tivessem sido trabalhadas lá desde o início dificilmente ela conseguiria trabalhar isso se deve por uma questão neurológica mesmo né então não é à toa que a gente tem buscado muito a questão da do diagnóstico precoce da intervenção precoce então na dúvida Não esperem essa questão do cada criança tem o seu tempo ah teve a pandemia Então as crianças estão mais atrasadas não na dúvida procure ajuda procure porque o máximo que vai acontecer é a sua criança não ter nenhum tipo de Diagnóstico só um atraso especificamente E que esse atraso foi trabalhado e fim né é o máximo que vai acontecer de prejuízo né então a intervenção Nunca será prejudicial então é o ponto em que se começa a intervenção é muito determinante da evolução nós sabemos que quanto mais velha a criança chega para uma intervenção mas a evolução ela se dá de uma forma mais lenta né então a gente não tem garantias de que essa criança ela vai conseguir acompanhar 100% por exemplo uma sala regular de escola não temos como saber mas isso significa que ela não tem aqui estar nessa sala de aula não e pode ser alguma ela tem que estar lá essa criança autista independentemente se ela é nível 1 de suporte ou nível 3 de suporte ela precisa estar inserida na escola regular porque isso porque é assim que ela tem mais chance de desenvolver as habilidades e também pelo bem da diversidade né as nossas crianças precisam saber que existem outras crianças que tem outras necessidades que fazem outras coisas que funcionam de uma forma diferente e que tudo bem né E que a diferença não necessariamente é ruim né E que a diferença neste caso não é ruim é só uma diferença né então a gente tem sim crianças que evoluem no sentido de acompanharem muito bem né todas as fases do desenvolvimento todas as fases escolares chegando aí né o ensino médio ensino superior ou até mais mas também aquelas crianças que encontram muita dificuldade que vão evoluindo ao seu tempo não necessariamente junto com as crianças cronologicamente equalitárias a essa criança autista mas que ela vai se desenvolvendo que talvez não chega a terminar talvez não chegue a terminar um ensino médio a fazer um ensino universitário no entanto está inserida nesse ambiente é fundamental para que elas tenham essa questão de a chance de desenvolver essa autonomia que a gente tanto busca Diante da sua resposta o papel dos Pais né como você disse anteriormente dos cuidadores é fundamental né então o que que você orienta né para quem tá assistindo a gente a mãe o pai avó quem cuida de criança ou até de adulto né O que a gente tem que prestar atenção no primeiro momento a gente precisa prestar atenção no desenvolvimento mesmo né então você tá vendo que aquela criança ela não tá reagindo como geralmente uma criança reage ela não tá tendo contato com as outras crianças do jeito que geralmente as crianças reagem Lembrando que uma criança diferente da outra mas existem padrões né existe aquilo que é esperado né e que não necessariamente é o normal versus Não normal não existe aquilo que é esperado dentro do desenvolvimento então se você tem alguma suspeita não te to bem por mais que a pessoa que está do seu lado fale que você tá procurando pelo novo que é uma coisa que a gente escutar muito por mais que avó chega em para você e para assim não mas você era igual ou seu tio era igual não você está vendo que tem alguma coisa coisa vá procurar ajuda essa é a primeira coisa a partir do momento que você teve o diagnóstico é o fim do mundo não é o fim do mundo é muitas vezes difícil esse processo de Diagnóstico é muitas vezes é muito difícil eu diria que na maioria das vezes é muito difícil no entanto é um são novas condições que se abrem e que aí você precisa enquanto familiar buscar apoio aqueles que ou já passaram por isso né ou que podem te ajudar a passar por isso então fazer parte de redes de apoios né de apoio de familiares de pessoas autistas ou com outras deficiências buscar informações mais informações de qualidade tem muito cuidado com as fontes porque a gente tem muita coisa que vocada também sendo falada sobre o autismo e sobre as suas causas e principalmente sobre a questão da Cura autismo não existe cura do autismo né apesar de muitos ainda é muitos profissionais Enfim nem chamaria de profissionais mas que ainda é pregam essa questão né então o que eu digo para as famílias é ponto número um fiquem atentos e quando perceberem alguma coisa busquem ajuda o médico que você foi falar disse para você não tudo bem Vamos esperar daqui um ano dois não vão procurar outra ajuda né Porque infelizmente a gente ainda tem profissionais da saúde que por falta de conhecimento ainda falam que o autismo só pode ser diagnosticado depois dos cinco anos e isso não é verdade aos cinco anos a criança já tem que estar intervenção há muito tempo tá então a primeira coisa é isso e depois procurem ajuda não se sintam não se coloca em uma posição de heroínas porque vocês não são vocês são pessoas como outras quaisquer que sofre que tem dificuldades então vocês precisam buscar ajuda seja de familiares seja de profissionais da Saúde Mas para que vocês consigam lidar com todas as dificuldades e com todos os desafios que a vida vai trazer para vocês e para nós como um todo tá aí o recado então da Lívia Godinho Aureliano ela é psicóloga e ajudou a gente a entender um pouco mais sobre o transtorno do espectro do autismo tenha né e vem Infelizmente o nosso tempo é curta Acabei tomando mais aí do seu dia muito obrigada pela sua participação eu quero deixar o convite aqui tenha certeza que a gente vai te chamar mais vezes e foi uma participação muito rica pode ter certeza viu para mim foi e para quem tá assistindo eu acredito que também ajudou muito Que bom Viviane eu agradeço muito podem contar sim com a minha ajuda e é isso aí pode pode contar comigo e muito obrigada pela oportunidade muito obrigada de novo e você de casa olha só saúde e a vida não acabou a gente vai para um rápido intervalo e no segundo bloco A gente continua falando sobre teia não sai daí [Música] [Música] [Música] saúde é vida de volta aqui pela tela da TV Câmara Campinas mais uma vez muito obrigada pela sua companhia e quero lembrar você de casa que se quiser rever o saúde e vida ou qualquer outro programa aqui da nossa emissora é muito fácil é só entrar no YouTube da TV Câmara Campinas que os nossos programas quadros estão disponíveis lá pode acessar qualquer hora enviar o link para quem você quiser é tudo muito fácil e se quiser também participar aqui da nossa programação também é simples Talvez esse número que tá aparecendo agora no seu vídeo é o nosso Whatsapp deixa ele anotado aí no seu celular e qualquer dúvida qualquer sugestão enfim o que você quiser saber manda para cá que a gente vai atrás de um especialista para você ir de casa não ficar com dúvida voltando agora para o tema do saúde e a vida de hoje a gente tá falando um pouquinho sobre fé a gente conversou no primeiro bloco com uma psicóloga que falar um pouquinho sobre diagnóstico acompanhamento como é a vida aí de uma pessoa com autismo e agora a gente vai falar olha só com que já tá aqui na tela comigo é a Camila Guarnieri ela é fonoaudióloga e também acompanha né pessoas aí ao longo da vida para sempre melhorar a vida dessa pessoa né o Camila antes de entrar nas perguntas aqui que eu tenho bastante para te fazer também porque esse é um assunto que rende Tem muita dúvida muito obrigada pela sua participação aceitar falar aqui com a gente Eu que agradeço pelo convite é um prazer falando desse assunto que é muito importante realmente é muito amplo né Eu acho que por isso que muitas vezes ainda gera dúvida e acho que é sempre bom a gente tá conversando para poder treinar essas informações com respaldo né em pesquisa com qualidade Pois é isso que a gente quer aqui na TV Câmara Campinas eu queria entender a gente falou no primeiro bloco com uma psicóloga Como eu disse né Ela falou que é um acompanhamento multidisciplinar e o papel da fono do fonoaudiólogo em geral né é muito importante como que é um trabalho de vocês a criança vamos começar pela criança chegou até aí vocês também fazem um Diagnóstico como que é análise então eu sempre gosto de falar com a gente como fonoaudiólogo tem que estar com um olho muito atento porque muitas vezes não só as crianças com teia mas quando a gente pensa em crianças que têm alterações é que vão além de uma alteração só exclusiva de fala de linguagem ela chegam para o fonoaudiólogo primeiro porque é muito comum a gente começar a observar né E a gente tem muita informação sobre esses Marcos do desenvolvimento da linguagem e muita dessas alterações elas trazem essa dentro do quadro né dentro dessas características do quadro comendo teia né onde a gente tem uma característica de alteração de linguagem uma característica de alteração do comportamento social muito grande né tendo esses reflexos nessa parte da comunicação então muitas vezes essa criança chega até primeiro né para o fonoaudiólogo é com outras suspeitas pelos pais ou mesmo com a suspeitas tudo então é muito importante esse olhar e eu gosto de falar que o diagnóstico né o diagnóstico ele é médico né então quem vai fazer o diagnóstico do teia é um médico que tem experiência um neurologista da infância um psiquiatra da infância com experiência na área mas ao mesmo tempo que ele é um diagnóstico médico avaliação multidisciplinar ela é muito importante porque como é uma alteração é um quadro onde a gente vê dificuldades em várias áreas do desenvolvimento uma boa avaliação desses especialistas é muito importante então do mesmo jeito que é importante ter uma boa avaliação do psicólogo para ver algumas questões comportamentais dessa questão da rigidez de comportamento é também muito importante a gente ter avaliação do fonoaudiólogo para ver toda essa questão da comunicação da linguagem da fala e de outros profissionais muitas vezes a gente vai precisar de um terapia do ocupacional para ver como é a questão sensorial dessa criança ou fazer avaliação aí da parte motora também então para a gente ter essas avaliações detalhadas é importante passe com esses profissionais porque essa avaliação dessas profissionais ela não vai fechar o quadro mas muitas vezes a gente já vai começar a ver essas características né a ver se risco né a gente fala muito de risco para o tea né ver essa questão do Risco e junto com todas essas avaliações né com todos esses relatórios esses dados o médico vai conseguir então é ter essa visão do diagnóstico né de uma forma muito mais precisa feito o diagnóstico como que funciona chegou até você como que é o trabalho então da fono O que que vocês vão fazer com a criança é mais nessa questão da fala ou não abrange mais do que a gente imagina o trabalho abrange mais do que a gente imagina né e eu gosto sempre de pensar assim né quando a gente pensa na fala a gente tá vendo só a pontinha ali da pirâmide antes da gente chegar na questão da fala com essa criança tem uma série de habilidades que elas precisam ser construídas tanto habilidades que a gente chama de habilidades de linguagem né que vão entrar aí essa questão da comunicação social da intenção de se comunicar de ter toda a parte de compreensão antes de vir para essa questão da expressão e também de outras habilidades mais básicas ainda que a gente chama de habilidades que são pré-requisitos que a criança precisa desenvolver muito bem para conseguir desenvolver essas outras habilidades que são ali né habilidades superiores habilidades mais avançadas que vai entrar na questão do brincar muitas questão da variação do brincar a gente chama de simbolismo essa questão da função do brincar habilidades de atenção por isso que é muito importante essa como um todo Porque como são alterações onde a gente vê dificuldades em diversas áreas é além de ver dificuldades em diversas áreas a gente vê muita diferença entre uma criança e outra e é daí que vem a palavra espectro no teia né a gente tem uma variação muito grande da manifestação dessas características Então tudo isso tem que ser muito individualizado até para todo mundo Eu sempre gosto de falar que a equipe está junto é muito importante porque a gente precisa com base sempre nessas avaliações pensar em qual que é o melhor caminho para aquela criança e todos os profissionais estarem muito bem alinhados para isso E aí não tem uma receita de bolo é realmente ter essa discussão fazer essa avaliação e seguindo o que é melhor para aquela criança e não só para aquela criança para aquela criança naquele momento porque como são dificuldades que englobam né é várias áreas muitas vezes no começo a gente vai precisar de uma maior da Psicologia ou Da fonoaudiologia e depois isso pode mudando no decorrer né então todo esse planejamento essa evolução a forma como que vai acontecer o tratamento dessa criança na intervenção dessa criança ela vai mudando também no decorrer da evolução dela e quando essa criança chega o acompanhamento vocês vão trabalhando com ela por meio de brincadeiras também uma maneira lúdica de fazer ela se desenvolver sim quando a gente pensa em criança a gente sempre tem que trazer né como mesmo falei né brincar tem suas funções aí cognitivas né e do desenvolvimento que são muito importantes então muitas vezes fazer essa variação do brincar é o primeiro passo ali já como objetivo mesmo né da gente conseguir ali um objetivo terapêutico um objetivo dessa intervenção Mas mesmo depois conforme a gente vai subindo na fala que a gente vai subindo essa escada né do desenvolvimento junto com os nossos objetivos de terapia enquanto a gente está trabalhando com crianças é muito importante que a gente tenha adesão que a gente tem interesse dessa criança e que isso seja alguma coisa que a gente possa trazer os pais também para que isso se repita em outros momentos né pequenas atitudes se repetindo diversas vezes durante o cotidiano daquela criança e nada melhor do que a gente entender aquela criança que ela gosta e trazer isso de uma forma muito mais lúdica Com certeza faz toda a diferença né e antes dela começar falar é preciso entender os gestos dela como que faz isso vocês ajudam a criança também a expressar o que está sentindo Mesmo que não seja por palavras ainda Sim eu gosto muito de pensar no conceito que a gente chama que é comunicação funcional então para algumas crianças essa comunicação funcional vai ser fala e a gente já vai começar ali o trabalho com fala o que eu falei espectro muito grande muitas possibilidades aí dentro do dos nossos tratamentos né então muitas vezes esse meio de comunicação vai ser a fala outras vezes a gente não vai conseguir a fala naquele primeiro momento e aí a gente vai ter por exemplo que a gente chama de comunicação alternativa a gente vai trazer recursos para trazer uma comunicação funcional para aquela criança para ela conseguir é se expressar né É por meio de figuras muitas vezes a gente vai trabalhar dessa forma também para outras crianças a gente vai começar com apoio mais gestual então é bastante individualizado Mas a gente sempre tem que ver se a comunicação para além da fala a fala com certeza é um objetivo que se possível a gente vai trabalhar e vai alcançar mas às vezes tem alguns passos alguns degrais para subir antes com aquela criança e enquanto a gente está subindo esses degrais com essa criança a gente precisa garantir comunicação é muito importante para essa criança se expressar o que ela quer o que ela não quer o que agrada ela o que não agrada ela porque muitas vezes a criança ela não consegue se fazer entendida né E isso gera uma questão aí é muito grande né com a família social escola que é importante a gente focar né Eu imagino que o papel da família principalmente é fundamental né porque a gente quer que a criança começa a falar logo né não entende que antes vem todo um trabalho para depois ela desenvolver essa fala exatamente a família é é um parceiro mesmo né Então Eu sempre gosto de falar que a gente faz um trabalho quando a gente está falando em crianças com teia Há muitas mãos porque não são só quatro né são várias então de todos os profissionais que estão envolvidos da escola também é muito importante nesse momento né os profissionais terem acesso à escola para tanto para a gente entender como é aquela criança dentro da escola né quando aquela criança já vai para escola tanto quanto para a gente poder trazer orientações né poder fazer dessa escola também um contínuo né trazer ajustes necessários e a mesma coisa com a família então a gente também precisa dessa desse papel ativo da família tanto para família poder trazer essas informações para gente Para a gente saber como aquela criança tá em casa quais são as evoluções que a gente vê dentro da sala de terapia que a criança já generaliza que ela já leva para outros momentos né comunicativos dela dentro da casa e para ir ajustando também né é muito importante para a gente poder ter esses ajustes necessários então a família é um grande parceiro e isso que você falou da questão da expectativa é muito grande né e é muito importante também essa comunicação aberta entre profissionais Família escola todo mundo junto sempre falo tem dúvida pergunta né não guarda é muito importante para os pais eles três participarem eles precisam entender desse processo como um todo é muito importante profissional tá lá né que todos os profissionais né que estiverem trabalhando com aquela família ir em trazendo essas informações como funciona como vai ser é trazer um pouco dessa expectativa também é claro que a gente não consegue determinar 100% Como vai ser a evolução daquela criança enquanto as sessões ela vai conseguir às vezes falar uma mãe ou enquanto as sessões ela vai conseguir alcançar alguma coisa que é muito mas a gente já tem uma noção pela avaliação Aquilo é uma coisa que vai acontecer mais rápido ou vai demorar um pouco mais porque a gente precisa trabalhar outras habilidades antes então ter essa clareza desse processo como um todo também é importante porque senão a gente desmotiva dá aquela impressão que a gente está trabalhando está trabalhando e não tá conseguindo chegar no resultado mas é porque às vezes não é uma corrida curta é uma maratona então para a gente chegar lá no fim da maratona a gente precisa chegar ali nos primeiros pontos né Camila agora uma curiosidade a gente sabe que cada caso é um tipo né Mas normalmente né o bebê que já tem aí o teia né que tem o teia ele ele pronuncia alguns sons ele dá o Cia como que é numa maneira geral já vai emitir sons tem uns que já falam outros vão desenvolver a fala com quatro cinco anos como que é isso para a gente entender é a primeira coisa que hoje a gente tem muito respaldo em pesquisa que ajuda a gente a identificar o que a gente chama de sinais de risco então desde a criança pequena desde bebezinho a gente não vai conseguir muitas vezes fechar um diagnóstico mas a gente já consegue começar a observar características que indicam que aquela criança tem risco para uma alteração tem risco para proteia Então isso acaba ajudando a gente até um olhar muito grande tanto que é feito triagem hoje né então é a triagem ela acontece né do mesmo jeito que a gente tem teste do orelhinha a gente tem teste da Linguinha a gente tem hoje a aplicação do M chat né que é um protocolo de triagem para identificar esses fatores né que qualquer profissional que entenda do desenvolvimento Conheça o protocolo pode estar aplicando então isso já ajuda muito a gente como profissional a começar a identificar esses sinais muito cedo mas de qualquer forma é importante a gente olhar para o desenvolvimento dessa criança olhar para esse bebê né para começar a ver características com relação a essa questão da pronúncia dos sons e do balbucio a gente começa a ver algumas diferenças aí existem crianças que são mais quietinhas então a gente vai ver ali Algumas crianças que vão fechar depois o diagnóstico de teia que tem esse perfil de ser uma criança mais quieta então era uma criança que já não fazia muito barulho já não balbuciava muito mas também existem crianças que babuciam que fazem esse sons mas a gente começa a ver que conforme essa criança vai evoluindo conforme esse bebê vai crescendo a gente começa a ver algumas alguns comportamentos sociais relacionados a isso né então é aquela coisa de ah se eu faço uma gracinha eu vejo que os adultos rins Eu repito essa gracinha ou então ter essa questão da busca pelo olhar que é muito comentado então a gente começa a ver esses sinais de interação que isso geralmente é muito pobre nas crianças com teia Então essa questão do baugustiar ou não ela até tem algumas em alguns em alguns casos mas não é o principal né o principal marcador essa questão da interação daquela criança que não brinca muito que não interage e que quando interage não é uma interação genuína é uma interação muito mais para conseguir aquilo que ela quer o que ela precisa do que ter esse fator mais interativo de uma troca de olhares de uma troca de risadas de uma brincadeira de eu ter do bebê com a com uma fraldinha com pano e ele tirar mas não só tirar porque tá incomodando ele tirar e repetir ali naquela naquela brincadeira de interação Então essas são as características que a gente começa a a ver muito mais não deixa de ser linguagem porque uma parte da linguagem tá muito relacionado com essa questão da socialização do uso social da comunicação mas em questão dessa parte mais de sons de fala a gente vê mais ou menos nesse nesse formato as crianças com telas realmente então Elas começam a falar a pronunciar as palavras né Igual você ter citando uma fala sua que a mãe quer ouvir uma mãe mais tarde não naquele período que é esperado é então a maioria sim a maioria começa a ter a gente começa a ver já nessa fase de pronúncia de palavras de elaboração de frases de elaboração de narrativa é aí que a gente começa a ver essa questão mais relacionada com a fala e linguagem também um pouco mais é distante do desenvolvimento típico mas existem alguns perfis de criança com tédio que são muito bons em repetir ou então eles são muito bons nessa questão motora da articulação então eles até falam eles até tem um vocabulário grande né são crianças que geralmente têm a gente chama de nível de suporte né o nível de suporte É menor né não precisa de suporte assim que são os casos menos menos graves assim vamos dizer né mas é nível de suporte é a terminologia mais adequada porque é o quanto aquela criança precisa de suporte para conseguir desenvolver uma habilidade né mas Crianças mesmo tendo esse vocabulário muito grande o uso funcional deles não acontece então às vezes até uma criança que tem um vocabulário grande sabe um número grande de palavras se ela vê uma figura Ela consegue falar o nome daquilo mas na hora de usar aquilo funcionalmente no dia a dia dela ela não usa Então essa questão da função ela é muito prejudicada é claro que muitos casos na maioria deles a gente vai começar a ver atrasos até nessa questão de aquisição de vocabulário do Formar frases do respeitar a vez do outro falar Então essa é manter essa conversação é uma coisa muito difícil né para as crianças com teia mas existem casos onde a gente vai ver até algumas habilidades assim que parecem superiores no primeiro momento porque uma criança que fala muita palavra é uma criança que às vezes é muito pequena mas já sabe reconhecer letras números até às vezes escreve alguma coisa mas isso não tem uma função ainda para ela porque ela subiu a escada pulando os degrais né então tem algumas habilidades ali embaixo que ela ainda não desenvolveu você deu citou a uma comparação né que é a correr uma maratona né esse é um acompanhamento que tem que ser frequente acaba sendo aí por anos e anos como que acontece na prática quando a gente pensa né na questão do tédio a gente tem que entender que ela não alteração que a gente chama de alteração persistente o que isso significa isso significa que a gente precisa de uma dosagem dessa parte de intervenção muito maior do que os casos não persistentes então quando a gente pensa em dosagem é no tempo dessa intervenção enquanto tempo vai durar enquanto tempo essa criança vai conseguir ter alta né e também na quantidade de intervenção que a gente tem um determinado período então às vezes a quantidade de Terapias que a gente tem dentro de uma semana então é o adequado né o mais indicado que isso seja intensificado então tenham intervenções intensivas aí com a equipe multidisciplinar né e isso vai percorrendo durante todo o percurso a gente não consegue falar quanto tempo qual que é o tempo médio que uma criança vai precisar de intervenção e essa é uma resposta que a gente não tem justamente por causa dessa questão do espectro a gente tem essa variação muito grande a gente vai ter crianças que vão vai chegar o momento e que elas vão conseguir ter uma alta que elas vão conseguir ter as vezes alta da fono porque a comunicação delas já é funcional tem outras que vão precisar ali de acompanhamento né até a vida adulta Então isso é muito individual de cada um do mesmo jeito que há intensivo quanto quantas sessões de fono eu preciso fazendo uma semana depende depende do perfil também daquela criança a gente tem ali algumas indicações né que a gente vai ver dos estudos né é dependendo do nível de suporte com aquela criança precisa quanto mais suporte A criança precisa mais intensiva é a intervenção e por mais tempo geralmente essa criança fica intervenção mas não é o único fator né existem outras coisas aí que a gente vai precisar avaliar e vendo como essa criança é muito importante o monitoramento quando a gente pensa numa criança com teia a gente precisa monitorar isso a todo tempo porque a partir do momento profissionais que estão envolvidos né conseguem fazer esse monitoramento esse monitoramento para além da terapia monitorar o que está acontecendo ali na terapia monitoral que está acontecendo na escola monitorar o que está acontecendo em casa dentro né das possibilidades é claro a gente começa a entender aquela criança específico E aí a gente começa a ajustar o que precisa ser ajustado e a gente consegue ter intervenções a gente consegue ter uma evolução mais efetiva mas eficaz para aquela criança Camila uma curiosidade você aí como profissional atuando direto com essas crianças tem algum caso que te chamou atenção que foi ali um trabalho constante que reuniu vários profissionais e ajuda dos Pais também da família em geral e de repente você vê hoje já um adolescente fazendo as suas coisas teve tem algum caso assim que você fala olha conseguiu tá aí livre fazendo as coisas normalmente tem tem sim eu até consigo pensar em uma criança que eu acompanhei que hoje é uma adolescente E que esses dias não faz muito tempo a mãe acabou me mandando uma mensagem ela já teve alta e a mensagem foi justamente né a gente teve aí nos últimos nos últimos dias algumas discussões acerca de do teia né tiveram algumas divulgações aí de informações não muito precisas E aí começa sempre tem né acho que é um movimento que vai e volta né Essa questão da intensificação da informação O que é muito bom porque quando a gente tem informação de qualidade a gente traz mais consciência e aí nessa situação né o assunto voltou à tona e uma pessoa da escola que ele estuda Hoje acabou comentando Nossa mas nem parece que ele até é porque ele é tão bom eu acho que esse diagnóstico foi feito errado mas na verdade quando a gente olha para aquela evolução era uma criança que não era né não tinha um nível de esporte que a gente chama de nível suporte 3 era nível de suporte então assim intermediário vamos assim dizer mas que teve uma evolução só que foi uma evolução que teve seu tempo também não foi uma coisa que aconteceu do dia para noite é que às vezes a pessoa que não tá acompanhando não viu todo o trabalho que aconteceu mas é um trabalho que envolve muitos profissionais um trabalho que envolve família uma família muito participativa né então isso é muito importante né a gente ter essa essa sintonia e está todo mundo andando para mesma direção senão a gente não vai conseguir chegar nunca no final da maratona Se cada um por outro lado né e Camila a gente falou no primeiro bloco com uma psicóloga né sobre diagnósticos também tardios né Já na vida adulta acontece também de um adulto chegar e te procurar como fono hoje não acontece porque eu fui a gente vai se especializando e vai fechando a área de atuação né então hoje eu atuo especificamente com crianças então existem crianças mais velhas adolescentes que ainda estão comigo mas porque estavam no acompanhamento a mais longo prazo então não acabam não chegando para mim mais mas sim é uma coisa que a gente quando a gente vai né é discutir com colegas é uma coisa que infelizmente ainda acontece eu acho que cada vez vem acontecendo menos isso é uma coisa muito boa cada vez mais as crianças vem chegando no consultório mais cedo e eu acredito até que nesse ponto é o convívio na pandemia ele teve um impacto até que positivo no sentido de que os pais ficaram mais tempo com essas crianças porque no começo as crianças estavam lá em casa não tinham que você não tinha para onde você e você acaba observando um pouco mais e a gente começou a ver essa identificação dessas pequenos né esses pequenos sinais que muitas vezes aconteciam mais tarde acontecendo antes né então a gente é um movimento que eu vejo que intensificou muito né nesse período de pandemia mais que já vinha acontecendo Antes quando a gente olha para os anos anteriores é uma coisa que vem na crescente a gente só teve uma aceleração um pouquinho mais maior aqui e o que é ótimo né que é sinal de que as informações estão sendo mais divulgadas tá todo mundo mais atento para essas questões porque isso é essencial né quanto antes a gente tem o diagnóstico mesmo que a gente não tenha um diagnóstico fechado mas que a gente tem essa boa avaliação dessas características essa criança já comece a entrar em intervenção E aí muitas vezes quando a criança é muito pequena a gente tem sinais e a gente coloca essa criança né monitoramento então o médico neurologista infantil psiquiatra infantil vai monitorar o desenvolvimento dessa criança enquanto os outros profissionais já vão fazendo a terapia já vão fazendo a intervenção e essa intervenção né como essa criança evolui já vai ajudar né a fechar ali esse quadro esse quadro diagnóstico então quanto antes a gente começa a ir Isso é melhor a evolução dessa criança a gente tem aí né um período de neuroplasticidade no começo né onde a criança consegue aprender muito no começo da infância então quanto antes a gente começa a trabalhar com essa criança melhor por isso que é muito importante né Tá de olho nesses sinais e em qualquer dúvida procuram um profissional né que que entenda que tem experiência para ele poder fazer uma avaliação orientar orientar para quais outros profissionais precisa passar porque se for o caso no começo a gente faz essa triagem né a gente começa a ver será que tem mais risco ou não é muito importante para o profissional que trabalha com criança por mais que a minha especialidade seja fala linguagem eu não vou avaliar a área do outro colega mas eu preciso ter uma visão geral para eu saber quando essa criança precisa ir para outro colega quando essa criança precisa passar pelo neurologista quando essa criança precisa passar pelo psicólogo quando essa criança precisa passar também pelo terapeuta ocupacional E aí a gente consegue fazer os encaminhamentos fazer as avaliações que são necessárias e conseguir garantir né o melhor evolução possível para aquela criança Camila a gente viu aqui então na sua fala que é um tratamento multidisciplinar né mas eu queria que você deixasse um recado para gente no olhar de fono o que que o pai a mãe o vô tia o cuidador da criança tem que observar Então a primeira coisa que eu diria é observar essa questão da função né E quando a gente for sentar para brincar sentar para brincar com a criança porque a brincadeira é muito importante Às vezes a gente como adulto sem perceber Senta Para brincar com a criança e a gente começa só pedir para criança fazer um monte de coisa a qualquer nome disso Qual que é o nome daquilo Qual que é o nome daquele outro e a gente perde esse momento de interação esse momento de diversão então quando a gente for sentar para brincar sentar e brincar mesmo né e ter essa essa interação então sempre olhar para essa questão né do quanto essa criança interage né a gente tem muitos Marcos do desenvolvimento Mas eles são muito detalhados a gente consegue encontrar isso né bastante informação de qualidade é por aí mas sempre tá de olho né se essa criança é uma criança um bebê muito quieto é um bebê que não faz nenhum som ou um bebê que não interage já me chama uma atenção então já Preciso começar a pensar é tá ali perto mais ou menos é mesmo que não seja a gente não espera que ele perto do ano a criança tenha começa a falar as primeiras palavras no sentido da palavra ser perfeito dela falar mamãe perfeito mas ela começa ali a produzir sons específicos que a família já sabe que aquilo é uma mãe que aquilo é o papai que aquilo é a banana que a criança gosta né então é uma fase que a gente já começa a ver né Essa questão das palavras e perto dos dois anos já a questão mais voltada aí para as frases frases mais uma vez muito simples a gente não espera que a criança fale palavras muito elaboradas Mas começar né é da mamãe começar a juntar a palavra simples Tudo que vai fugindo muito né desses Marcos do desenvolvimento dessas características chama atenção e é importante a gente né Sempre investigando quando necessário daí o recado então da Camila Guarnieri ela é fonoaudióloga e ajudou a gente entender mais um pouquinho sobre esse tema Camila pode ter certeza que a sua participação aqui foi muito rica de informação muito conteúdo de qualidade e é claro que a gente vai te chamar de novo porque esse assunto ainda tem muitas dúvidas né e vale sempre quanto mais informação de clareza né não deixar que as pessoas fiquem em dúvida esse é o nosso objetivo e vai ficar o convite para você participar mais uma vez e tenha certeza foi muito rica Eu que agradeço o convite foi um prazer estar aqui conversando né sobre téia sobre linguagem sobre fala e são pontos muito importantes para a gente observar porque essas pequenas características que a gente observa na criança pequena essas pequenas atitudes que a gente consegue e trazendo na atitudes positivas para o desenvolvimento podem fazer toda a diferença na vida dessas crianças então é muito importante a gente também né levantar essa bandeira trazer essas informações para todo mundo com certeza muito obrigada viu e a você de casa também muito obrigada pela sua companhia e audiência e se quiser rever todo esse bate-papo aqui com a Camila é muito simples entra no YouTube da TV Câmara Campinas que esse programa está disponível na íntegra pode ver quantas vezes quiser pegar o link e compartilhar também a gente se vê na próxima edição de saúde da vida se cuida tchau [Música]
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