Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde à Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. E hoje nós vamos falar sobre dois temas, o sarcoma infantil e a artrite idiopática juvenil. Mas antes eu quero dar um recado para você que tá em casa, que se você quiser participar aqui do Saúde à Vida e sugerir um tema para o programa, é bem fácil. É só você entrar em contato com o nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você acessar pelo celular. O sarcoma infantil e a artrite idiopática juvenil são condições que podem afetar tanto crianças quanto adolescentes. Em 2025, estima-se que o Brasil terá cerca de 7.930 930 novos casos de câncer infanto juvenil por ano, abrangendo crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, segundo o Inca, que é o Instituto Nacional de Câncer. E quem vai abordar o tema neste primeiro bloco é a oncologista infantil Maira Troiani. Eh, doutora, muito obrigada por sua participação aqui no nosso programa, né, no Saúde à Vida. Seja bem-vinda. Obrigada. Boa tarde. Eh, doutora, vamos falar um pouquinho de uma forma bem geral o que que são os sarcomas. O sarcoma infantil é uma família muito grande de tumores, né? Então são tumores raros que podem acontecer tanto nas crianças quanto nos adultos. E a depender da onde ele se origina, vai ser o nome que ele vai ter. Então, sarcomas é um grupo grande e a depender da célula que ele se originou, ele vai ter nomes específicos. Então eles podem ser originados dos ossos e dos tecidos moles, né? Tecidos moles a gente entende como musculatura, cartilagem, ã, vaso, tendão, gordura. Então, a depender da célula de origem, o sarcoma infantil vai ter um nome específico. E quais são os principais eh tipos de sarcomas em crianças e adolescentes? Então, o principal na pediatria, nas crianças, são os rabomiosarcomas. Se a gente for pensar em crianças menores de 1 ano, pensamos nos fibrosarcomas. Se pensamos em adolescentes, adultos jovens, pensamos nos sarcomas de Iwin, no osteossarcoma, mas de uma maneira geral, o sarcoma mais frequente são os abdomossarcomas na pediatria. E doutora, a gente sabe que são muitos tipos, né, mas de uma forma geral também, eu gostaria que você falasse sobre os sintomas e sinais que esse tipo de câncer costuma apresentar nas crianças e nos adolescentes também. É, de uma maneira geral vai ser dor e aumento do volume do do local acometido. Então, se pensarmos em tumores nas pernas, por exemplo, ã, vamos pensar em dor e o aumento do volume local. Se pensarmos que é um tumor na bexiga, então podemos ter a hematura que é o sangramento urinário, podemos ter uma urgência na missção, uma dor urinária. Se pensarmos que seja um tumor no rosto, vai ter um aumento do volume desse local acometido. Então, bem genericamente falando, vai ser dor e o aumento do volume deste local. E o que que os pais devem fazer? Eh, Dra. Quando eles detectam que a criança tá apresentando algum desses sinais, desses sintomas, procurar seu pediatra de confiança, né? Então eu acho que o exame físico, um pediatra que conhece a criança poder examinar e fazer essa hipótese. Então, toda vez que tiver alguma coisa diferente, uma dor inexplicada, um aumento do volume inexplicado, precisa procurar um um pediatra de referência, ele precisa examinar e precisa suspeitar, né? Porque o diagnóstico precoce é o mais importante. Então, se a gente não pensa, a gente não faz o diagnóstico. Então, precisa suspeitar para poder ir atrás desse diagnóstico o quanto antes. Ex. Exatamente. É até comum esses pais confundirem esses sintomas com algumas outras doenças também. Sim. Ah, às vezes, por exemplo, se for um tumor ósseo, às vezes a criança pode cair um tombo bobo e quebrar e acha que foi essa fratura que causou. Mas não, já era um osso doente. Então a gente precisa ficar atento com esses sintomas, essas dores que não passam, esses despertários noturnos com dor que não é comum. Essa recorrência de dor. Criança não é para ter dor. Criança pode ter dor, sim, pode ter dor. Então, uma criança que brincou o dia inteiro ter uma dor na perna, uma criança que ficou muitas horas sem comer, ter uma dor abdominal, mas são dores que melhoram, que geralmente não precisa de medicação, né? Claramente criança não é que nem um adulto que queixa, que tem dores. Criança não é para ter dor. Criança é para brincar, criança para se alimentar, criança é para est sorrindo. Então mudou, mudou a atitude da criança. A criança ficou mais quieta, essa dor começou a limitar alguma atividade na escola. A professora perceber que essa criança tá mais prostrada, essa criança tá mais queixosa, ela precisa ser examinada. Muitos pais também confundem com aquela chamada dor do crescimento, que é quando o osso, né, começa a ficar mais dolorido e eles falam: "Ah, porque tá crescendo", né? Isso, isso também acontece, né? Dor do crescimento é um diagnóstico de exclusão. Ele nunca pode ser o primeiro diagnóstico. Ele não pode, o pediatra, o ortopedista não pode falar: "Isso não é nada, isso é dor do crescimento". Existe a dor do crescimento? Sim, existe, mas a gente tem que descartar tudo para depois falar que é uma dor do crescimento. Então, se for uma dor do crescimento, a gente tá pensando em tumor ósseo, né? Pensando em dor do crescimento, a gente pensa em tumor ósseo. Tumor ósseo tem que ter dor e aumento do volume local. Um raio X simples faz esse diagnóstico, não precisa de exames sofisticados. Então, o exame físico, olhar esse membro e fazer uma radiografia simples já vai ajudar a gente a fazer esse diagnóstico, certo, doutora? E qual que é a causa, né, mais relacionada a esse tipo de câncer? Muitos fatores genéticos estão associados ao câncer, mas a maioria dele a gente não deles a gente não consegue falar o porqu aconteceu, né? é diferente. O câncer na pediatria é diferente do câncer no adulto, né? Então a gente sabe que tem os fatores de risco adultos, tabagismo, alcoolismo. Então a gente sabe que tem muitas coisas que causam, podem levar essa alteração celular que possa causar, causar o câncer. Na criança é diferente. Então tem cara eh eh tem características genéticas, mas é muito um erro do próprio organismo da criança. Não foi nada que a criança comeu, não foi nada que a criança fez. eh que fez causar esse esse câncer, né? Então, eh não foi o tombo que ela teve, não foi a fratura que ela teve, não foi aquela vontade que ela teve que fez causar a doença. Então é uma alteração própria da criança, uma alteração ã no no na reparação celular da própria criança que fez acontecer o tumor. E doutora, qual que é a idade mais comum para que esse tipo de câncer ele se desenvolva nas crianças e também nos adolescentes? Aí depende do tumor. Se pensarmos em fibrosarcoma, menores de um ano. Se pensarmos em rabidosarcoma, aí pode ser na primeira infância até adolescência. Se pensarmos em adolescentes adultos jovens, sarcoma dewi, osteossarcoma, então ã, em todas as idades tem um tumor mais prevalente, né? Então, a gente não vai pensar num fibrossarcoma, numa criança mais velha, vamos pensar em crianças jovens. Então, a gente precisa eh pensar na idade. Pensando na idade, a gente consegue pensar no fazer o nosso raciocínio clínico. E como que é feito o diagnóstico, né, que são muitos tipos e para cada tipo tem um exame específico ou o exame já vai detectar ali qual é o tipo? Então, na suspeita, ã, a gente geral às vezes precisa fazer um raio X, um ultrassomol, vai ver uma alteração no osso, vai ver uma massa na barriga, teve essa suspeita, a gente vai fazer a biópsia. O que que é a biópsia? A retirada de um fragmento. Então, o ortopedista ou cirurgião vai lá no tumor, tira um fragmento e esse fragmento vai ser levado para um outro médico que é o patologista. O patologista vai fazer todas as reações necessárias, vai estudar via microscópio e vai ver da onde foi essa célula que ele se originou. Mediante essa identificação, ele vai falar para mim qual que é o nome desse tumor. Com o nome desse tumor, eu consigo eh traçar um plano terapêutico, porque temos sarcomas de baixo grau, por exemplo. Os sarcomas de baixo grau muitas vezes é só cirurgia. Temos sarcomas de alto grau, mas o tratamento é eh quimioterapia. Temos eh tumores que o tratamento é químio e rádio e aí vai depender do nome que o patologista vai me dar. É o que eu sempre falo, temos muitas Marias. Maria Aparecida, temos menos, Maria Aparecida da Silva, temos menos, menos ainda. Então o sarcoma são as Marias. Então, a gente precisa do patologista para conseguir ir afunilando e não termos só o nome, termos o nome, o sobrenome, o CPF, o RG, porque cada tumor é um tumor específico. Então, a gente precisa do nome, do sobrenome. Então, a gente precisa do nome dele, precisamos do esamento dele, dos fatores de risco deles, pra gente poder traçar o melhor plano terapêutico para aquela criança. E doutora, você comentou até um pouquinho antes que o raio X, um exame simples, também já consegue detectar esse tumor, né, esse sarcoma. É isso? É, pensando em sarcomas ósseos, né, que são ossarcomas e os sarcomas de iwin, um simples raio X já faz a gente pensar ã que possa ser um tumor, né? Então eles têm características muito específicas de agressividade. Ã, se forem um tumor abdominal, por exemplo, o ultrassom vai lá mostrar pra gente que tem uma massa, que tem um tumor na barriga. Então não necessariamente nós vamos precisar de uma tomografia, de uma ressonância para poder encaminhar pro oncologista, né? Nós como oncologistas, sim, faremos exames mais aprofundados pra gente ter essa certeza, mas pensando numa pediatria geral, no pronto atendimento, no atendimento de consultório, muitas vezes apenas o exame físico e com exame simples, como o raio X ultrassom, já vai fazer a gente pensar nessa hipótese de que seja um tumor e para encaminhar pro médico especialista. É, com certeza. E é importante falar do raio X porque muitas vezes as pessoas nem sabem e já conseguem ter acesso, né, eh, pelo exame aí através do SUS, né, já consegue fazer o exame, já consegue levar a criança e não precisa pagar nada. E se for alguma coisa grave, já consegue até encaminhar, né, pro Boldrini mesmo, né, que é uma referência aí nesse tipo de atendimento, né, doutora? É, exatamente. As os os postos de saúde, tem os médicos e a gente tem poucos exames no centro de saúde, mas em qualquer pronto atendimento a gente tem eh ainda mais aqui na região, tem o caix, tem ultrassom, então são exames que a rede básica consegue oferecer, né? Então, a gente não precisa ter o diagnóstico para ir pro oncologista, a gente precisa ter a suspeita, porque a suspeita faz com que a gente consiga ir atrás desse diagnóstico e começar o tratamento quanto antes. Então, é pensar e criança, sim, a criança sim pode ter câncer e quanto antes a gente fizer esse diagnóstico, melhor a a o tratamento, melhor as chances de cura dessa criança. É. E doutora, como que tá a incidência, né, desse tipo de câncer aqui em Campinas, na região? Vocês costumam receber muitos pacientes, muitas crianças e adolescentes que tratam desse tipo de câncer? É, o boldrini é uma referência, né? Então, nós recebemos muitos casos, não só da região, como de todo o país. Ã, a os sarcomas, em geral correspondem a 10% dos tumores pediátricos. Então, parece pouco, mas não é. Então, dentre todos os cânceres que a gente pode ter na pediatria, os sarcovas representam 10% desses tumores, né? Então, nós temos muitos casos diariamente. Recebemos esses pacientes na idade, eh, desde bebezinho até adolescentes, adultos jovens. O boldrini atende até 19 anos como casos novos. Então, a gente tem todos esses tumores com uma frequência bem alta. E doutora, quais são os tratamentos, né, que a gente falou do diagnóstico. Agora vamos falar um pouquinho dos tratamentos mais indicados para para esse tipo de câncer. É, de uma maneira geral, na pediatria, nós temos o a cirurgia, né, a quimioterapia e a radioterapia. Só que aí o tratamento vai depender muito do nome do tumor. Então, se for um tumor de baixo grau, a depender do que for, muitas vezes é só cirurgia. a depender do que for, a gente vai fazer uma biópsia, ter o diagnóstico e aí quimioterapia apenas, quimioterapia com radioterapia, quimioterapia com cirurgia. E aí vai depender muito do nome desse tumor, né? Então, mas geralmente usamos as cirurgias, a quimioterapia e a radioterapia, pensando em sarcomas de uma maneira geral. E doa, como a causa mesmo você disse que é muito ligada aí a à genética, né, do paciente, a esse fator genético, então a gente não consegue falar muito em prevenção, não. Prevenção não, mas é, mas assim, um ter uma criança saudável já faz parte de uma prevenção, né? Então, uma criança que se alimenta bem, que não usa tantos embutidos, englatados, corantes, eh uma criança que faz atividades física, tem uma boa higiene de sono, então tudo isso ajuda a ter um sistema imunológico mais fortalecido, né? Então não que vai evitar, mas vai ajudar, né? Então uma criança com hábitos saudáveis vai ser uma criança provavelmente com menos disposição, com menos disposição a fatores que possam causar essa alteração, né? Com certeza. E doutora, como que a gente consegue, né, amenizar esse impacto do câncer infantil, não só para as crianças, né, mas para as famílias também? Eu acho que é um atendimento multidisciplinar, né? Primeiro ser referenciado para um hospital que trata de câncer, né? Então existem vários centros especializados em oncologia pediátrica. Então, esses centros vão dar todo o suporte para essa família, não só do ponto de vista médico, mas do ponto de vista eh de assistente social, nutricionista, enfermagem, psicólogo. Então, acho que tendo uma equipe multidisciplinar que vai abranger essa não só essa criança, mas essa família, eu acho que a gente consegue amenizar um pouco esse sofrimento, esse período difícil da vida dessa família, porque não é só a família que trata, não é só a criança que trata, né? A família inteira entra no tratamento. Então a gente não trata só aquela criança, a gente trata a família. Exatamente, né? Todo mundo vive, né? aquela aquele período, aquela situação, cada fase da doença, a família também passa junto. Então, acho importante esse apoio que vocês dão, não só pro paciente, mas também para pra família toda mesmo, né? É essencial, né? Eu sempre falo pros meus pacientes que não é só ele que é meu paciente, né? O irmão, o pai, a mãe, porque a gente tem que abranger essa essa família de uma maneira geral para tentar que as coisas fiquem um pouco mais menos difíceis, né? Um pouco mais fáceis. Porque não é fácil, nenhum tratamento é fácil, nenhum diagnóstico é fácil. Mas se você tá num centro que consegue olhar de uma maneira global essa família, eu acho que as coisas ficam um pouco menos difíceis. Com certeza. Doutora, pra gente começar a encerrar aqui o nosso primeiro bloco, eu queria que você falasse um pouquinho sobre o pós tratamento, como que fica a rotina dessa criança, a qualidade de vida, ela consegue aí voltar pra escola, fazer as atividades normais, brincar, que é muito importante. Como que fica esse dia a dia? A criança é criança independente do diagnóstico. Mesmo durante o tratamento, a gente tem que lembrar que a gente não tem um diagnóstico, a gente tem uma criança. Então, que essa criança precisa dentro de todas as as limitações provenientes do tratamento, ela continua sendo criança. É óbvio que durante o tratamento, vão ter algumas limitações. A maioria deixa de ir pra escola, mas ela não vai na escola presencial. A gente tem a parte da pedagogia que continua dando esse suporte. Alguns tratamentos permitem que a criança continue indo paraa escola, mas são exceções. De uma maneira geral, a criança fica afastada. Então, quando acaba o tratamento, tem toda essa reabilitação, tem toda essa retomada da vida, né? Então, a criança volta a pra escola às vezes com algumas limitações. A criança volta a frequentar os lugares que ela frequentava antes, volta a ter o hábito alimentar que ela tinha antes, mas é tudo de uma forma gradual. Então a gente tem que lembrar que a depender da onde for o tumor, ela vai ter sequelas físicas, né? Então se for no osso, às vezes ela vai ter uma prótese, às vezes ela vai ser uma amputada, às vezes ela vai estar numa cadeira de roda. Então a gente tem que pensar em tudo isso que às vezes voltar à vida normal requer um pouquinho de cuidado, mas ela vai voltar. Acabando o tratamento, acabando a quimioterapia, a gente já libera a criança para voltar pra escola, para voltar com as suas rotinas. Mas isso aí a gente precisa do apoio da escola, da família, da sociedade pra gente conseguir eh recolocar essa criança no lugar dela novamente. Próximo bloco. Tá certo? Então doutora, eu te agradeço muito pela participação aqui, por sua contribuição no nosso primeiro bloco aqui do Saúde é Vida. Muito obrigada. Obrigada a você. No próximo bloco, nós vamos falar sobre a artrite idiopática juvenil, que é uma doença inflamatória crônica e que afeta as articulações em crianças e adolescentes. Nós vamos para um rápido intervalo e já voltamos. [Música] [Música] Estamos de volta como Saúde e Vida para falar neste segundo bloco sobre a artrite idiopática juvenil com a reumatologista do Hospital Sírio Libanês, Cláudia Goldenstein. Eh, Dra. Cláudia, muito obrigada aqui por você participar do nosso programa Saúde à Vida neste segundo bloco. Vamos abordar então o que que é artrite idiopática juvenil. Explicar aqui pro pro público que tá acompanhando de uma forma geral. Muito obrigada a todos aí pela participação no programa de vocês. Eu espero poder ajudar seu ouvinte esclarecendo eh um pouquinho sobre o que que é artriteopática juvenil. Então, na verdade, a artrite idiopática juvenil, ela consiste num grupo que é bastante heterogêneo de doenças ou de situações reumáticas que afetam a criança. E aí a gente considera criança e adolescente até os 16 anos de idade. E nesse grupo de doenças, o que que ocorre? a inflamação persistente em uma ou mais articulações. E essa inflamação persistente, ela deve ser contínua durante pelo menos seis semanas. E a causa para essa inflamação articular deve ser desconhecida. Ou seja, esse nome idiopático é quando a gente não tem uma causa desconhecida. Então é artrite que ocorre na criança ou no adolescente até os 16 anos de idade, em pelo menos uma articulação, uma junta, né, do corpo e que tenha uma causa desconhecida. E doutora, quais são os tipos, né, mais comuns dessa doença? Nós podemos dizer que existem sete tipos principais da artriteidiopática juvenil e elas têm características diversas. Elas afetam eh o sexo feminino ou masculino, idades diferentes e as principais formas, então, são essas sete que a gente chama da forma sistêmica, artrite idiopática juvenil, que eu vou chamar daqui pra frente de Aij, que é a sigla, tá bom? para facilitar. Então, uma forma sistêmica, quando vários, além das articulações estarem afetadas, também eh órgãos e aparelhos e sistemas do nosso corpo também podem estar afetados com febre e várias outras manifestações em órgãos. e as outras formas que são principalmente articulares, as formas poliarticulares, poli quando afeta cinco ou mais articulações. E aí a gente tem aquilo que a gente chama de poliarticular, que tem o fator reumatoide negativo, que é o marcador do sangue, ou a forma poliarticular, que tem um fator reumatoide negativo. Daí nós teremos as formas ólegoarticulares. porque afeta quatro ou menas menos articulações. Posteriormente nós podemos ter as formas relacionadas a intentes intsite, artrite relacionada à intentesite e aí depois a gente pode explicar um pouquinho para vocês o que que é intentesite, que é inflamação da êntese. Temos também a forma da artrite psoriásica juvenil, que é quando a artrite vem associada à psoríase, que é uma doença de pele que dá vermelhidão, descamação na pele, às vezes nas unhas, no couro cabeludo e aquelas formas indiferenciadas quando a gente não consegue classificar em nenhuma dessas outras seis formas que eu falei, a sistêmica, a poliarticular, que pode ser fator reumatoide positivo ou negativo, as formas óleoarticular, a forma relacionada à intesite e artrite psoriásica juvenil. E quais são as causas mais relacionadas com esse quadro? Então, como eu falei no início, a doença já fala que ela não tem uma causa, já tá no nome dela, artrite idiopática juvenil. Ou seja, não existe uma causa conhecida para que essa doença se manifeste ou esse grupo de doenças se manifeste. O que a gente vê é que algumas vezes existe algum fator emocional, algum estresse, seja ele emocional ou seja ele físico, que pode desencadear esse processo. Então, por exemplo, uma criança que tem uma perda, perde, os pais se separam ou um cachorrinho, um animal de estimação, eh, falece ou uma avó, alguma perda, algum problema emocional pode desencadear o processo da doença. Talvez alguns vírus, algumas bactérias que a gente ainda não sabe qual é, possa estar envolvido, mas a gente não sabe, não tá definido ainda se alguma infecção, algum tipo de patógeno pode desencadear ou não essa doença. a gente fala que geralmente é alguém aí que tá susceptível a ter esse tipo de doença e que com algum fator faz com que ela se manifeste, mas não há uma causa especificamente falando que seja realmente definida como desencade desse grupo de doenças. Tem algum estudo apontando algum fator genético para essa doença? É, na verdade, ela, essas doenças autoimunes em geral, né, no qual alguma coisa, o o seu próprio sistema e órgão, as células do seu corpo tão atacando estruturas do próprio corpo, no caso aqui as articulações da criança. Em geral, a gente até fala, né, que o hospedeiro, que a pessoa, o paciente, ele é geneticamente predisposto. Então, possivelmente sim, existe uma relação, existem famílias que têm uma tendência maior a ter doenças autoimunes, incluindo artriteopática juvenil. Eh, então isso pode sim ser um fator aí que esteja associado, mas não existe ainda exatamente um marcador genético que consiga definir esse grupo de doenças, exceto nas formas que eu chamei lá atrás, não sei se vocês lembram, né, da forma que é artrite relacionada a intesite, essa forma de doença está mais associada sim a um marcador genético, que a gente chama de HL27. Então, as crianças que têm uma artrite relacionada a intesite, que podem evoluir com uma doença que a gente chama na fase mais adulta de espôndilo juvenil, esse grupo de crianças, de adolescentes que geralmente são mais do sexo masculino e já na pré-adolescência não são aquelas crianças menores, esse grupo de doentes pode ter sim essa associação. com esse HLA B27. Não é que esse marcador genético faça o diagnóstico da doença e não é que ele afaste o diagnóstico da doença, mas algumas vezes ele pode ajudar no diagnóstico e tem aí essa associação por ter uma frequência aumentada nesse grupo de artrite relacionada em tesites. E doutora, como que é feito o diagnóstico da doença? O diagnóstico da doença é puramente clínico. Ele se baseia naquela definição que a gente falou lá no começo da nossa conversa, ou seja, a presença de uma e de uma inflamação articular em uma ou mais articulações, numa criança até à dos 16 anos e que seja persistente por pelo menos seis semanas consecutivas e que não haja uma causa conhecida. Então, é aquela criança que tem essas características. Muitas vezes esse diagnóstico ele é feito até pela professora da escola, aquela criança que cai muito, que tá com joelhinho inchado, que vai brincar, corre e tem dificuldade para correr ou para andar. Ah, essa é a criança que vai ter artriteidiopática juvenil. Então, não tem um exame de sangue, nem um exame de imagem que seja específico para esse diagnóstico. Os exames eles podem complementar nessas manifestações clínicas, né? Quando a gente tem uma suspeita clínica, a gente pode então solicitar os exames, que na verdade eles vão ser mais importantes para afastar outras causas de artrite, né? Para tornar então eh a causa desconhecida, né? Tá? Então, afastar outras situações, como por exemplo, às vezes, alguns tipos de cânceres, leucemias, neoplasias, infecções, outras doenças, podem também cursar com artrite. A gente só só vai chamar de artrite diopática juvenil se esses exames não indicarem uma outra causa. Então, os exames vão complementar a nossa suspeita clínica. É, até pegando esse gancho da escola mesmo, uma criança que ela é diagnosticada, né, com, vamos chamar de A e J, né, para facilitar mesmo, ela pode frequentar a sala de aula regularmente, como que fica esse dia a dia na escola até para fazer as atividades, né, em casa também. Ela não só pode como ela deve. É importante a gente não afastar a criança do seu ambiente rotineiro, né? não só pela própria condição da doença, como pela própria autoestima dessa criança. Então, ela não pode ser uma criança estigmatizada, ao contrário, ela tem que fazer todas as atividades que ela se sinta apta a fazer. O que precisa eh estarmos atentos é a questão de dor. Então, se a criança ela ela não quer fazer uma determinada atividade física, né, é porque ela deve estar com um grau de dor muito importante. Então, a própria criança ela se autolimita, né, e na presença. Então, dei o exemplo do inchaço do joelho, pode ser no tornozelo, pode ser no quadril. Se a criança tá ali brincando, quer andar de bicicleta e não consegue porque tá doendo, ela própria não vai procurar aquela atividade. Na escola, a mesma coisa. Então, se ela tá brincando lá no recreio e tem algum problema, quando ela vai eh jogar bola, fazer alguma atividade lúdica, ela própria vai se recolher, não vai querer brincar. Mas isso não impede de maneira nenhuma que ela vá à escola, frequente a escola, faça seu dever de casa, a sua lição, né? E conviva com as crianças da sua idade. Isso é super importante, manter a criança e a família, todo mundo integrado aí no seu ambiente normal e regular. Com certeza. Doutora, até tem uma dúvida muito comum que as pessoas falam: "Ah, quando começa a esfriar, o as dores aumentam? Isso tem relação mesmo?" Sim, sim. Isso pode ocorrer por quê? Porque no frio, mesmo pessoas que não tm nenhuma doença, não tenha nenhuma inflamação articular, elas se contraem mais, né? A musculatura ela fica mais contraída e essa musculatura mais contraída que ocorre no frio, ela pode também piorar esses sintomas da artrite, da inflamação articular. Muitas vezes o que a gente recomenda é que eh se use ou a bolsa de água quente numa articulação que esteja mais afetada ou eh de manhã cedo, quando a criança fica muito tempo, né, dorme durante longos períodos de sono durante a noite, quando ela acorda, eh em geral é o período pior do dia, no qual ela sente mais dores, um pouco de rigidez de manhã. Então, um banho quente, um banho morno, é uma coisa que a gente recomenda e que ajuda a melhorar esses sintomas. Uma outra dúvida também que sempre surge quando a gente fala desse assunto é se a alimentação pode influenciar de alguma forma na evolução da doença também. Não, não. Infelizmente não existe essa relação comprovadamente, cientificamente comprovada de que determinados alimentos possam melhorar ou piorar artritidiopática juvenil. O que é importante, que a gente recomenda, é que a criança, o adolescente mantenha aí sua dieta equilibrada, uma dieta saudável, coma de tudo, frutas, verduras, grãos, proteína, carne, eh frango, enfim, manter sua dieta balanceada normalmente, que não tem nenhum alimento nem que vai melhorar, nem que vai piorar a sua dor articular. E doutora, vamos falar um pouquinho agora do tratamento. Qual que é o mais indicado? Existem vários tipos. E quanto tempo de duração desse tratamento também? Tá, o tratamento ele vai depender um pouquinho também do subtipo da doença. Lembra? A gente falou que tem aquelas sete formas principais, a artriteidiopática juvenil. Então, por isso que é importante não só a gente fazer o diagnóstico correto, como também já classificar se a criança é uma criança que tem uma IJ sistêmica, poliarticular, óleoarticular, relacionada à intesite ou psoriásica ou a forma indiferenciada, porque a depender do subtipo de doença, existem algumas particularidades específicas. Mas de uma maneira geral, a gente pode dizer que todas as crianças vão precisar de medicamentos que vão tirar a inflamação, que pode ser um anti-inflamatório, por exemplo, eh, e a manutenção das habilidades físicas, da capacidade funcional. Então, a fisioterapia, o exercício, a prática de fisioterapia, exercícios são muito importantes e fazem parte de todos os grupos, os sete grupos da doença, né? Porque vão manter a função articular, vão evitar a imobilidade, a limitação da função dessa criança. Então, antiinflamação e eh atividade física, exercício direcionado são fundamentais e vale para todas as crianças. A depender do subtipo, a gente vai precisar de glicocorticoides. Às vezes, se for a forma sistêmica, a forma sistêmica da doença é uma forma no qual pode ter envolvimento do coração, do pulmão, do abdômen, febre importante. Então, nesse tipo de doença, a gente precisa sim dos gliccorticides, da cortisona, precisa naquela fase mais aguda, a gente precisa desse tratamento pelo mínimo de tempo possível, porque a gente sabe que a cortisona tem também vários problemas e efeitos colaterais que são importantes, sobretudo na criança que tá em fase de crescimento, porque se a cortisona for usado por muito tempo numa dose muito alta, ela pode inibir inclusive o crescimento dessa doença. Ela vai tratar a doença de certa maneira, mas vai causar vários efeitos colaterais: inibição de crescimento, osteoporose, catarata, eventualmente eh diabetes, hipertensão arterial, todos esses problemas. Mas, por outro lado, na forma sistêmica grave, ela salva a vida da criança, ela é necessária, né? Então, nas formas sistêmicas, o corticosoide é importante sobretudo umas fases agudas. Para as outras formas de doença, a gente não usa, a gente evita de todas as formas o uso da cortisona, exceto quando ela é usada intraarticular, como infiltração. A criança que tem uma doença que é somente um joelho ou que é aquela que tá mais ativa é somente um tornozelo. A gente muitas vezes infiltra aquela articulação ao invés de dar um remédio sistêmico, aumentar uma dose ou trocar de medicamento. Então essa é a partir da cortisona. Tem uma outra indicação também que é a indicação absoluta de cortisona, que a gente não comentou com uma das como uma das manifestações que podem ocorrer na artriteidiopática juvenil, sobretudo na forma óleoarticular, que é qual? A inflamação do óleo. Então a inflamação do olho, ela também pode estar presente na artrite idiopática juvenil. Se ela não for diagnosticada cedo, ela pode causar deficiência visual irreversível. Então, nessas crianças que têm inflamação ocular, a uveite da artriteiopática juvenil, o uso da cortisona também é recomendado geralmente sobre a forma de colírios, né? o uso tópico sobre a forma de colírios para tratar a o veícamação do olho dessa criança. Saindo então da anti-inflamação com os anti-inflamatórios ou com os glicocorticoides, a gente teria os medicamentos de ação lenta que a gente fala, ou medicamentos modificadores da doença, do curso da doença, ou algumas vezes são medicamentos também que são imunossupressores. E aí existem vários que a gente pode utilizar eh nas crianças e, finalmente, naquelas que não respondem a essas drogas de ação lenta ou eh que modificam o curso da doença, existem já os medicamentos imunobiológicos, que são medicamentos que atuam biologicamente, inibindo as proteínas, as interleucinas que estão aumentadas e que estão causando toda essa inflamação no corpo. e nas articulações da criança afetada. É. E doutora, uma dúvida aqui é quanto tempo todo esse tratamento, né, parece ser um tratamento bem longo, quanto tempo ele vai durar ou depende de cada caso? Também vai depender de cada caso. Vai depender não só de cada subtipo, né? Porque tem uns que são mais graves, menos graves, como o de cada criança. Cada ser humano é diferente um do outro. Então, cada doença também se manifesta de uma forma diferente, né, em um indivíduo e no outro, assim como o tratamento. Um tratamento pode ser bom para uma criança e ser ruim não funcionar na outra criança. Da mesma maneira, o tempo. Tem crianças que t aquilo que a gente fala de curso único da doença. Tem uma doença unicíclica. Então, ela tem um pico, tem a doença, você trata, ela sai daquela doença e nunca mais ela vai ter nada, né? Ela praticamente curou, sarou. Tem crianças que não, tem crianças que têm recorrência, vão e voltam, vão e voltam. Tem crianças que tm uma doença mais grave, um curso mais grave. Então, sempre com uma atividade inflamatória, a gente precisa sempre tá evoluindo nesse tratamento e nos medicamentos que a gente utiliza. Então, vai depender muito da manifestação, do subtipo, né, eh, que aquela criança eh tem tá manifestando, além da resposta individual. Mas por ser uma doença crônica, é um tratamento que não é curto, é um tratamento prolongado, geralmente no mínimo aí um ano naquelas crianças que evoluem muito bem, mas algumas vezes aí pode ser por vários e vários anos. E doutora, todo esse tratamento, ele é custeado pelo serviço público de saúde? As pessoas conseguem ter acesso aos medicamentos? Existem medicamentos que sim, nós temos um sistema de saúde aqui no Brasil, né? o nosso SUS, que eu digo que é o melhor convênio do mundo, porque realmente nós somos contemplados eh com a possibilidade de conseguirmos aí vários medicamentos que são aprovados e que fazem parte aí do hallados sim pelos pacientes que têm artriteidiopática juvenil, desde os medicamentos mais simples com os antiinflamatórios não hormonais, passando pelas drogas modificadoras de doença, e até mesmo os imunobiológicos, que são medicamentos extremamente caros, mas que o nosso SUS eh contempla aí e se houver realmente indicação comprovada é fornecido para o paciente e ele vai assim melhorar muito a qualidade de vida, os sintomas. Então, é possível sim ter acesso eh a todas essas medicações mais modernas e mais caras no nosso meio. E a partir do primeiro momento, né, que os pais identificam essa condição na criança, no adolescente, eles precisam buscar a ajuda de qual especialista nesse primeiro momento? Em geral, a criança pequena, ela tem um pediatra que acompanha, né? Então, na maioria das vezes, a mãe leva ao pediatra e aí esse pediatra, ele tem que tá atento paraas manifestações que estão acontecendo e indicar pro especialista, que no caso é o reumatologista pediátrico. Exatamente. E muitas vezes, eh, então, mas muitas vezes isso não ocorre. Então, o que que ocorre? Eh, muitas vezes a a criança começa a mancar na escola, aquele exemplo que eu dei. Aí o que que se pensa? tava jogando bola, se machucou no futebol, foi um trauma, leva no pronto socorro, aí o médico vê, acha que eh fraturou, que teve uma rotura de um ligamento, alguma coisa traumática, ortopédica, ingessa e no final é pior, não é o que vai melhorar. Então, eh, é importante a gente ter essa, esse discernimento do que que tá acontecendo. Eh, doutora, a gente tava exatamente no primeiro bloco aqui do programa falando sobre o sarcoma infantil e acho que é mais ou menos parecido com essa condição, né? A criança às vezes cai e o pai acha que teve ali que não é nada grave, quando de repente vai fazer os exames, né, mais aprofundado, descobre que é um câncer igual, né, nessa condição da artrite mesmo, né, às vezes a pessoa, a criança, né, machuca e os pais não, não costumam, né, levar muita série. Quando vai ver, já é essa condição. Acho que assim, o sinal de alerta é que a criança ela reclama muito menos do que o adulto, né? O limiar de dor da criança é diferente do adulto. O adulto geralmente reclama de tudo, né? Qualquer dorzinha já acha que é uma dorzona. A criança, ao contrário, quando a criança reclama, é porque realmente é um sinal de alerta. alguma coisa de errado tá acontecendo. Então, a criança que reclama precisa procurar um médico. E se não é o médico geral, o pediatra, que no caso o pediatra ele tem que encaminhar o especialista, que no caso é o reumatologista pediátrico, ou, né, se ele já faz uma suspeita eh de um sarcoma ósseo ou de uma situação ortopédica, ele vai indicar para ortopedista, né? Pra gente chegar no diagnóstico de artrite geopática juvenil, muitas vezes, como eu falei no começo, a gente tem que até afastar uma leucemia, que é uma leucemia, um linfoma, um osteossarcoma, pode dar uma manifestação, sim de inflamação articular. Então, cabe a nós fazermos esse diagnóstico diferencial para que a criança seja tratada o mais cedo possível, né? E tem um resultado aí final bem favorável e normal, né? Tem uma vida aí saudável e normal. Com certeza, doutora. Agora, pra gente já finalizar esse bloco, queria abordar com você os aspectos emocionais da criança que tem essa doença, né, que que vai ter que conviver com esse tratamento, né? Como que vocês trabalham esse lado mais psicológico? O tratamento da artriteopática juvenil, ele não é só constituído por medicamentos. Então essa abordagem multidisciplinar é extremamente importante. A gente já falou de alimentos, então a dieta adequada é importante. A gente já falou de alimentação, então o acompanhamento às vezes com nutricionista se faz necessário. E da mesma maneira a gente falou que muitas vezes não só o estress emocional pode desencadear a doença, como também a pessoa, a criança, o adolescente, principalmente com uma doença crônica, também acaba sendo afetado por ter uma doença crônica. Ele não se conforma, ele se rebela contra isso, muitas vezes não tomou medicamento, não quer tomar, existe tudo isso que precisa ser muito conversado na consulta médica. Então a gente gasta um tempo conversando não só com a criança, com o adolescente, como também com os pais, né? Quando é mais adolescente, muitas vezes a gente até pede, né? Se se houver concordância, às vezes a gente até conversa só com o adolescente que não quer a presença dos pais, ouve-sa quando é pequenininho. Às vezes os pais aqui querem conversar com a gente eh não na presença daquela momentânea da criança, porque a gente tem que enfatizar todo esse suporte multidisciplinar que realmente é importante. Então é medicação, mas é também fisioterapia, reabilitação, atividade física, alimentação e a condição eh psicológica também que pode afetar essas crianças por ser uma doença crônica. Mas em geral elas assim elas acabam aceitando e vem que vão melhorar. Se a gente convence o paciente de de que tem que tratar, tem que tomar seu sua medicação, ela vai ver que ela vai melhorar, ainda mais hoje em dia, com os medicamentos mais modernos, que realmente eles controlam muito bem essa doença, esse grupo de doenças, tá certo? Então, doutora, eu agradeço muito a sua a sua participação aqui neste segundo bloco e obrigada também por compartilhar as suas informações e conhecimento. Obrigada. Nós que agradecemos aí. Estamos à disposição aqui no Hospital Ciro Libanês, no consultório, na faculdade de medicina também da USP. Então, para esclarecer aí e alertar, eu acho que vocês estão fazendo um trabalho muito importante de divulgação, porque muitas vezes não se sabe nem o que que é a reumatologia, né? Então, essa divulgação aí que vocês estão fazendo extremamente importante para que essas crianças e adolescentes tenham uma vida saudável na sua idade adulta. Exatamente. O saúde é vida. A gente fica por aqui. Obrigada ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]