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E aí [Música] o Olá tudo bem Chegou àquela hora gostosa da gente falar de saúde tem cuidado da sua é bom a gente sempre aprender mais para cuidar da gente de quem a gente gosta né olha o bate-papo de hoje está especial porque a gente vai falar de uma doença degenerativa que atinge mais de 200 mil brasileiros é o Parkinson conhecido por aqueles tremores das mãos e dos braços mas vai muito além disso e olha só o nosso convidado de hoje está aqui comigo na tela tudo bem da tua Felipe seja bem-vindo tudo bem Eu que agradeço Doutora eu falei dos tremores Mas afinal o que que é o Parkinson Bom vamos lá Parkinson é uma doença como você falou bastante frequente que a gente tem visto se nos próximos anos um aumento da incidência dessa doença úlcera muito mais pessoas vão ter o diagnóstico de fatos basicamente é uma doença e que um grupo de neurônios especiais que existem no cérebro faz uma substância que a dopamina que facilitam o nosso movimento por alguma razão que nós ainda não conhecemos muito bem e alguns pacientes essa esse grupo de neurônios vai morrendo por isso dessa palavra meio feia degenerativa E à medida que eles vão Morrendo do André e o paciente vai tendo muita dificuldade de fazer os movimentos então o Tremor é uma coisa que chama atenção da população e as populações liga diretamente ao fatos mas não é o sintoma mais militante da doença mais só tem um parque sou mas não tem um tremor né é Exatamente exatamente o que mais bonita no parque não seria a lentidão EA rigidez para fazer as coisas que seria uma característica progressiva as moças pedem para mão a gente já não consegue pegar os objetos né até fica um pouco mais lento andar caminhar também comprometido né Doutor faltar gasolina no motor estamos até o olhar o número de nutrição caminhar agora você falar de incidência mais mulheres ou homens e a partir de que idade e é uma doença mais comum em homens e André existe uma relação entre o estrógeno se a pouco protetor a forma clássica da doença aquela forma chamada idiopática acontece em torno dos 60 65 anos mas existem e a gente hoje nos últimos dez quinze anos tem visto com mais atenção a forma que nós conhecemos como genética E aí acontece em pacientes jovens Então apesar de comumente a gente vê paciente mais velho existem pacientes ainda em torno dos 30 40 anos que abrem quadro de doença que a nossa não é frequente mais existe agora senhor falou de alguns sinais de alerta né que já pode ter a isso é o sinal do Parque Como olhar mais lento também alguns movimentos comprometidos Quais são os outros sinais Doutor que a gente já pode associar-se a doença insônia uma delas essa doença uma fase que é quando o médico já começa a traçar E aí o padre sintomas motores o número do motor este aqui com o movimento tem flacidez dificuldade para caminhar caminha com passos curtinhos vai se virar por exemplo tem dificuldade ou às vezes sem tropeços e quedas e tem uma fase que a gente chama de fazem não motora e para nós vender desafio que é aquela Fátima que a doença a gente faz estabelecida mas ainda ou a frente não tem sintomas motores e o que é clássico da fazendo motora é por exemplo que nós chamamos de estudo comportamental do solvente que é o paciente se agitar muito a noite se bater e sonhos muito vividos naquela noite agitada né gente não consegui dormir às vezes acho que a irritabilidade não é já é um sinal do Parque São né e pode ser em algum grupo especial de pacientes né e o outros como por exemplo uma certa tristeza desânimo o intestino não funciona muito bem ainda é um diagnóstico clínico e sem importância da gente falar e a gente só dá esse diagnóstico André quando o paciente tem uma forma de coisas são esses sintomas não-motores Mas o início de algum sintoma motor tá então ainda assim também tem um diagnóstico Clínico que deve ter dado de forma ideal por um neurologista e de preferência que seja especialista em todos os movimentos então a pessoa tem que passar né o paciente tem que passar e por um exame para fazer uma avaliação Porque alguns até a sintomas que o doutor falou se parecem com outras doenças também né então é preciso que ele faça um exame né existem exames aí que já vão detectar com mais precisão Doutor e o exame disse que a gente acaba pedindo para os pacientes servem mais para tirar outras coisas que podem parecer o fato o exame definidor é o exame Clínico a história Clínica eo exame Clínico do paciente fecha um esse diagnóstico eventualmente o paciente é solicitado a fazer por exemplo uma ressonância do cérebro mas é mais para a gente afastar alguma outra coisa que possa confundir agora cura não tem mais tratamento existe muito muito bem comentado eu acho que seu ponto principal da nossa nossa conversa é essa doença é um exemplo de uma doença hoje em dia muito bem tratada na maior parte dos pacientes porque aquela substância que eu falei que o cérebro deixa de repor a gente consegue repor a dopamina a dopamina exatamente segue repor com fármacos E além disso é uma uma doença aqui a gente divide o e abrindo medicamentoso e tratamento não medicamentoso então os pacientes hoje se bem vistos tomando certinho o remédio e mantendo ativo fazendo fisioterapia etc a doença Vai dar ou pedir satisfações para ele aí ele vai conseguir ter uma qualidade de vida muito boa é um exemplo de dormir são sintomas né Doutor consegue até a controlar né um bom tempo é na maior parte dos pacientes conseguem como qualquer doença tem gravidade a gente pode até um resfriado que é mais grave claro né então basta formas mais graves mas não resta esperar que fez assim com todo mundo o doente bem tratado hoje que siga certinho a medicação e que faça uma reabilitação com fisioterapia quantidades fica bem ele o André fica bem Sim Isso é uma boa notícia da tua porque a gente vê os pacientes acha que não tem solução até o paciente que tá passando enfrentando por esse problema acha que não é um problema que tem tratamento e tão importante que você é de cá O que é importante procurar o diagnóstico muito rápido né Sei que desconfiar dessa doença na Doutor o diagnóstico precoce no caso do Parque São ajuda no tratamento com resultados positivos Com certeza porque se a gente não cura a exemplo de várias doenças têm doenças que estão do dia a dia e também não se curam por exemplo hipertensão muitos casos de diabetes somente o paciente vai tomar um remédio para controlar o parque vai ser um exemplo desse quanto antes você descobrir a doença começar a tratar menos problemas você vai ter relacionado à doença quanto mais tempo doente ela para tratar ele vem no consultório às vezes não conseguindo mais andar super travado também perdeu muito tempo da vida limitado e aí quando você começa a tratar essas visitações conseguem ser muito bem resolvidas na maior parte das vezes agora Doutor a qualidade de vida para sempre a gente leva uma vida muito corrida né parou um pouquinho por conta da Panda em quarentena colocou em pois o freio para gente mas antes a gente vivia assim uma vida estressante e corrida isso pode-se gerar um certo Impacto para o desenvolvimento do Parque sou não tem nada a ver a vida correndo em cima não tem muito a ver o que a gente tem com relação à vida moderna que é mais estabelecido é exposição alguns venenos agrotóxicos e produtos químicos aí tem uma relação se alimentação não saudável né na literatura tem isso estabelecido o que é importante que eu acho comentário o seguinte é como isso essa vez seguinte frequente esses doentes hoje tratados André vão conviver com a gente por muitos e muitos anos essa conversa não tem letalidade as pessoas não vão morrer as pessoas morrem de pague São né Eu ainda não morrer de outra condições sabe vão viver muitos anos com a doença claro que um paciente jovem que começou a doença com 30 anos quando ele tiver 90 graça a limitações maiores por conta dessa doença não é diretamente relacionado à morte o que você importante para nós mesmo assim não tem a doença é aprender a conviver com ela nós vamos ver lá cada vez mais vão ficarmos na nossa família um parente e os porque a residência aumentando e como é uma doença que se hoje é bem traz a gente vai passar o resto da vida dele e tratando e com a doença Então muitos pacientes se sentem estigmatizados é completamente mas até de preconceitos né Doutora às vezes de fazer coisas que para nós seria natural sair de casa e um restaurante dar uma volta quando possível nessa vida eu ir pagar controlando né Doutor socialmente falando né acaba que não querendo citei se conviveu né mas é acaba até mexendo realmente com o psicológico mesmo desse paciente né porque o envelhecimento saudável Com certeza é muito importante é mas tem algumas doenças que acometem essa fase da vida e nem sempre é fácil de lidar o parque só uma delas né você nem lembrou Aquático psicológico a gente tem visto isso no mundo inteiro na com a correria a gente acabou de ter o nosso Congresso Mundial de parques nesse ano pela primeira vez foi todo digital como tá sendo a nossa conversa é vai a pandemia nos trouxe a tecnologia imposto né Doutor esse distanciamento social né nesse congresso foi discutido bastante né o parça o que que a gente sabe de avanço aí no tratamento Doutor que já nos traz mais esperança ainda é muito bem uma um dos pontos que foi muito discutido foi exatamente o que você falou que a pandemia trouxe um impacto muito negativo para esses pacientes porque eles deixe Primeiro eles ficaram mais anciosos mais preocupados em um paciente quanto tempo Paty mesmo que ele esteja bem André se ele ficar muito ansioso angustiado agitado ele piora os sintomas naquele momento tá aí violência interfere mesmo totalmente a interferência direta nas emoções uma doença E além disso a própria limitação que coisa quarentena só tem que sair um menos de casa às vezes por menos ao seu médico assistente e consequentemente pioraram infelizmente e é importante também falar tudo para não abandonar o tratamento mesmo nessa época dela tem muita gente ainda evitando de procurar um médico por medo de se contaminar né de pegar a cor 2019 Mas é bom não abandonar o tratamento sempre tá em contato com o médico né Doutor é muito bem lembrado e só um alerta que eu preciso fazer aproveitando a oportunidade fez paciente não abandone e jamais sustentar uma terapia existem complicações extremamente graves relacionados a suspensão da terapia da família ética da levodopa que esteja angustiado tem que entrar em contato com seus médicos os ambulatórios universitários que acompanha vocês não pararem para dentro a interrupção abrupta do tratamento é muito grave você perguntou sobre novidades aqui tem alguma novidade no tratamento a gente hoje sem novas drogas em estudos nossos fármacos estudamos algumas complicações que ainda hoje são mais difíceis de tratar a gente já tem para algum grupos pode paciência opção cirúrgica não existe um grupo de pacientes que pode ser desde que ela tava senhor você tem essa possibilidade de fazer a cirurgia né É e eu tenho aí uns 30 anos no mundo então uma parcela não todos os grupo aí que a gente calcula entre dez e vinte por cento dos pacientes com Parkinson especialmente se forem jovens podem se beneficiar com a terapia cirúrgica aqui popularmente eles falam marcapasso cerebral Esse é uma estimulação cerebral Mas é para casos mais graves Doutor esse essa cirurgia ou não depende mesa Boa pergunta seguinte os casos que começam a ter complicações Então imagina um paciente muito jovem que ele tá fazendo complicações e eu não tô conseguindo muito bem é segurar essas publicações com os remédios e com a fisioterapia tem uma alternativa é a cirurgia hoje um aspecto bom aos remédios a gente tem o principal Farma comprar ele é disponível em todo o nosso estado pela Rede Pública se alguma cidade não está disponibilizando o acidente deve procurar a secretaria de saúde porque é um direito do o e outros também são Dados esteja Fi alto custo o mesmo os pacientes que preferirem tem na farmácia então nosso Arsenal é bom hoje um paciente que tem algum acesso esteja bem informado é ser um controle bacana achei que participa de vários congressos participou desse congresso é o Internacional recentemente como é que tá o Brasil nesse cenário mundial a respeito do Parkinson o prefeito o Brasil a gente é um país muito grande muito diferente cuja distribuição da assistência à saúde também é muito heterogênea não é muito homogênea né então é quem está em grandes centros tem um acesso muito melhor mas ainda André a gente vê situações o outro críticas em regiões mais afastados Mas tente que por exemplo não tem acesso nem a terapia básica então como eu falei que a gente tem que ter né Doutor os nossos da Saúde de Fato né É uma doença que tem o paciente manter sua qualidade de vida então é importante dar uma atenção Grande a ela ela vai se tornar cada vez mais como eu te falei a intendência dos tratamentos para a fisioterapia é um dos tratamentos né os fármacos remédios é atividade física é importante e é fundamental atividade física é tão importante quanto fundo quanto filhos enquanto os remédios patente que está ativo a doença caminha de uma forma menos dura ele consegue inserir blá situações limitantes da doença Olha é importante a gente debater esse assunto porque eu conhecimento também ajuda em muito a gente cuidar da nossa saúde e de quem a gente gosta Doutor senhor estava falando né que existem associações sobre o parque São aqui na nossa região aqui na nossa cidade a gente tem a sede da associação Campinas Parkinson é uma entidade sem fins lucrativos né que congrega Os portadores e tem o objetivo de trocar experiências e trocar informações e especialmente promover momentos de tirar pelo vida de encontro de atualização com os pacientes é nessas horas quando a gente oportunidade de é que a gente ver quanto que esses pacientes às vezes os resultados ou é tenham gostado se o fato do teu carro experiência dizer que a coisa não é assim tão grande quanto parece alivia muito e consequentemente algum Impacto direto na doente como eu falei antes a ansiedade o medo a angústia pioram sintomas ou com esse aí o contrário não tô nem melhor você está bem está tranquilo aqui pronto aquela chavinha né pensar de uma forma mais positiva quando a gente faz atualmente André gente tanto no consultório com ambulatório na Unicamp a gente tende a orientar o paciente ou residente que tá com ele e dizer o seguinte parte da consulta para fazer um diagnóstico Face para conversar com sente a respeito do nosso tirar dúvidas ele tirar um peso das costas dele ele tem uma ideia muito ruim dessa doença e não corresponde ao que a gente tem visto na realidade é que a gente falava até em mal né já mudou tanto eu sou tanto que a gente não fala mais assim né porque tudo é possível né eu tô esse tratamento é mais real do que é esperançoso Doutor queria agradecer essa participação aqui com a gente muito obrigada foi muito proveitosa e eu vou te fazer mais um outro convite pode ser certeza eu agradeço muito oportunidade para mim foi um grande prazer as posição de vocês parabéns pelo papel que vocês estão fazendo ele olha o meu convite é para o senhor voltar mais vezes topa Muito obrigado muito obrigado a doutora Obrigada você também que esteve até aqui e faça como eu falo sempre cuide-se fique bem até nosso próximo encontro tchau o [Música]