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Olá, seja muito bem-vindo. Estamos começando Saúde é Vida, um programa com a missão de levar informação é essencial para o seu bem-estar. Neste mês, o mundo se veste de rosa e aqui não podia ser diferente. O Outubro Rosa é mais que uma campanha, é um movimento global pela prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, o tumor que mais atinge as mulheres brasileiras. Para desmistificar e orientar sobre esse tema tão importante, Nós damos as boas-vindas ao especialista que está conectado conosco, ele é oncologista. Seja muito bem-vindo, doutor Daniel Gimenez. Uma satisfação recebê-lo aqui no nosso Saúde é Vida. Rubem, o prazer é todo meu. E é muito legal a gente ter oportunidade de ter esse espaço para comunicação e, às vezes, desmistificar muitos conceitos que são extremamente antigos. Você sabe que o câncer de mama é uma doença, o câncer, de modo geral, é uma doença muito antiga. Então, a marca que as pessoas têm, a imagem, é catastrófica, é um terror. E na mama, isso pode ser bem diferente. Ok, doutor Daniel, para a gente começar, o câncer de mama, ele ainda é uma realidade muito presente no Brasil, assim como o senhor pontuou E é antigo, né? Nós temos aí mais de 73 mil novos casos por ano, o que acaba acendendo um alerta e sim, deixando as mulheres com muito medo Mas doutor, o que é exatamente o câncer de mama? O que acontece? Como ele se desenvolve? E por que que este mês, o outubro, todo mundo faz essa conscientização com o intuito de informar sobre essa doença? Você sabe que a campanha do outubro rosa começou em 96, nos Estados Unidos, e foi justamente, na realidade era uma corrida, uma maratona, e as mulheres se vestiam de rosa, para justamente conscientizar a realização de exames para fazer rastreamento, que é a mamografia. E aí isso acabou sendo no mundo inteiro, no Brasil, foi mais ou menos no ano 2000, que a Jornada Paulista de Medicina resolveu fazer essa homenagem colocando, se não me engano, o obelisco de luz rosa. E aí a partir de então a campanha foi crescendo, crescendo, crescendo e hoje é um sucesso. Mas o câncer de mama, para a gente entender como é que ele acontece, tem vários fatores de risco que a gente ainda não tem certeza absoluta se é o que aconteceu para alguma paciente. Então, se for lá, teve filho mais tarde, passou 25 anos, é um fator de risco? É, mas é pequenininho. Ah, usou terapia post-hormonal por muito mais tempo, além de 5 anos, é fator de risco? É pequenininho. Então, o fator de risco mais potente, vamos dizer assim, é o hereditário. Então, quando tem um histórico familiar importante e a paciente fez o painel genético e tem uma mutação específica de alguns genes, por exemplo, o BRCA, que é aquele da Angelina Jolie, esse confere um risco muito elevado de câncer de mama, câncer de ovário, né? Então esse sim é um fator de risco importante. Então quando uma paciente vem para mim com câncer de mama, ela fala assim, ah, doutor, o que será que aconteceu? Por que aconteceu isso comigo? Então a gente avalia e na vasta maioria das vezes, que não é hereditário, hereditário é só 5%, muitas vezes a gente fica pensando, pode ser alguma questão hormonal e às vezes são coisas que a gente ainda não sabe e não, sei lá, coisas de Deus que a gente tem que às vezes aceitar porque que aconteceu justamente com ela e assim, o que a gente sabe é que agora no Outubro Rosa a gente divulga bastante essa questão de rastreio mamografia mas está mudando um pouco a gente também está falando muito de medidas preventivas, como, por exemplo, atividade física esportiva, controle de peso, são extraordinários mecanismos de prevenção. Então, a gente tem resultados muito interessantes, já de estudos populacionais, onde o índice de massa corpórea é acima de 30, é um baita risco, sabe? Então, controlar o peso e, além disso, a atividade física esportiva está aparecendo também como um fator protetor, isso vale a pena a gente divulgar e reforçar cada vez mais. Daniel, nós estamos no Outubro Rosa, importante essa nossa conversa, Essa explicação de uma pessoa que tem como especialidade a oncologia, porque a gente acaba quebrando um tabu e um tabu que, diga-se de passagem, ele vem de uma longa data e sim, coloca muito medo em nós mulheres, porque como o senhor disse, não tem uma causa, a não ser a genética, às vezes pode sim realmente acontecer de sermos acometidas por um câncer de mama. Agora, a autoconsciência, o conhecimento do próprio corpo, qual que é a importância do autoexame? Porque nós somos ensinadas a fazer o autoexame. Claro que isso evoluiu muito, mas qual que é a importância do autoexame ainda no momento do banho, a importância do toque para a gente poder conhecer a nossa mama e entender quando ela está diferente e aí quando a gente precisa buscar um atendimento médico? Olha, só colocar só é perfeito, e é importante. Por quê? Abaixo dos 40 anos, a mama, a gente chama mama densa, a mamografia não se aplica no rastreio. E tem alguns tumores de mama que não são rastreáveis pelos métodos convencionais de imagem. Então, aí nessa circunstância, a educação do autoexame é fundamental para detectar nódulos que possam ser tumor. Às vezes pode ser um fibradenoma, uma doença benigna, mas palpou, vai para o mastologista. Nem espera, porque pode ser uma doença benigna, perfeito, Mas pode ser uma alteração maligna que, eventualmente, pode fazer uma grande diferença numa detecção o mais precoce possível. Muito bem, doutor. E agora falando em mamografia, nós temos uma atualização do Ministério da Saúde, né? A mamografia agora a partir dos 40 anos e até os 74 anos. Qual que é a importância, doutor, dessa atualização no seu ponto de vista, na sua avaliação como um doutor especialista oncologista. Você está vendo o meu sorriso, né? É tudo. Bom, né? Foi uma grande... A gente tinha uma divergência muito grande com... Mas não é só o Brasil, não. Não era só o Inca. Instituição americana, instituição europeia, recomendava a partir dos 50. Mas com o fenômeno que a gente tem observado cada vez mais, pacientes jovens acima dos 40 até 50 terem câncer de mama, isso gerou a necessidade de rastreio antes, ou seja, a partir dos 40. Isso pode ter um impacto e vai ter um impacto muito significativo, porque se é que essa paciente tiver que ter o câncer de mama, através da mamografia pode ser um diagnóstico muito precoce e mudar completamente o tratamento, os resultados, as chances de cura. E a história dos 74 anos é que, gente, pelo amor de Deus, mudou o conceito de idoso. Tem muita paciente, eu acabei de terminar uma quimioterapia, era uma paciente de 86, e que a expectativa de vida, a gente tem alguns cálculos, umas fórmulas matemáticas, que a gente avalia a expectativa de vida de uma paciente idosa. Nela, ela ia passar dos 90 facilmente, porque a gente vê muitas pacientes. Então, assim, mudou, tudo bem, pode continuar a carteirinha aí dos 65, para entrar na frente das pessoas, nas filas, tudo bem, porque elas têm os seus limites. Mas o conceito de que não vale a pena porque é idosa, isso acabou. Isso acabou e eu acho que foi um amadurecimento do nosso Ministério da Saúde, que está de parabéns. Parabéns também para a Sociedade Brasileira de Mastologia e de Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, que brigou muito por isso. Então a gente fica muito feliz. Então meu sorriso era isso. Muito bem, o seu sorriso, o meu sorriso e o sorriso de todas nós, né, que buscamos sim por algo que nos traga mais conforto, porque quando a mulher, ela tem o diagnóstico confirmado, a gente, por mais que nós saibamos que temos aí um tratamento, o medo, ele vem junto, não adianta, a questão psicológica, ela vai falar mais alto e vai determinar as nossas ações e as nossas reações também. Agora, eu pergunto para o senhor, doutor Daniel, qual que é a mensagem que o senhor deixaria hoje para uma mulher que acabou tendo um diagnóstico positivo, qual que é o tratamento e por que esse tratamento é tão individualizado, como por exemplo, o que serve para mim não serve para minha colega, o que pode ser bom para mim, pode não ser bom para ela, né? Então, primeiro, o diagnóstico chegou positivo, o medo, ele vai ser disparado em velocidade nível hard. Aí depois, diagnóstico, ah, deu certo com ela, pode não dar certo para mim, mas e se não deu certo com ela, Então, será que não vai dar certo para mim também? Explica para a gente a sua avaliação e o seu dia a dia referente a essa situação, por favor. Bom, primeiro, o impacto psíquico é um terror, seja ele desse tamanhinho ou enorme. É câncer, acabou. Então, é algo que a gente herda. É que nem um leão aparecer aqui, você vai falar, é de circo. Ah, não, é leão, a gente vai sair correndo, porque é um conceito. Então, e para a pessoa internalizar, que é menos complicado, ou mais complicado é fácil de internalizar, mas menos complicado ou muita chance de cura, A pessoa só vai realmente detectar essa chance de cura quando o tempo passar, entendeu? Agora, a individualização. A individualização do tratamento depende de vários critérios. Primeiro, tamanho do tumor, se ele é invasor ou não é invasor, se tem comprometimento na axila, dos linfonodos, da axina, se é um tumor que já foi para a axina, o tamanho também importa no tipo de cirurgia. E a gente tem três dados importantes, que é o receptor de estrógeno, o receptor de progesterona e o HER2. Então, dependendo da positividade dessas proteínas, nós vamos ter uma estratégia de tratamento individualizada. Você vai precisar de químio, você vai precisar de um anticorpo que chama Herceptin ou o Perjetan. Na realidade, o nome comercial é melhor a gente não citar, talvez vocês cortam isso. Que é o Trastuzumab e o Pertuzumab. Então depende, depende de vários casos. Vai ver se tem estrógeno positivo, precisa de fazer o que a gente chama de endocrinoterapia adjuvante, que é comprimidinho. Às vezes, se a menina é muito jovem, a gente tem que fazer uma supressão dos ovários, ou seja, induzir uma menopausa, e aí depois de um tempo, tira essa indução da menopausa. Agora, o que mudou demais foi o conceito de que a gente sabe que dá para as pacientes se engravidarem depois. Isso não só não atrapalha o resultado, como até pode aumentar um pouquinho as chances de cura. Então esse é um conceito relativamente novo e dependendo de novo dos critérios, do tamanho do tumor, da estratégia de tratamento, a gente espera mais ou menos uns dois anos, três anos do término do tratamento, está tudo em paz, a gente autoriza a paciente a tentar engravidar. Tanto que no planejamento, se ela vai precisar de químio, a químio pode induzir menopausa. Então, ou até, perdão, menopausa transitória, mas pode atrapalhar a fertilidade. Então, hoje, sindicado, tipo uma moça de 30 e poucos anos ainda não tem filho ou quer ter mais filhos, é de bom tom colher os óvulos pré-químio. Então, mandar para a fertilidade, o grupo da fertilidade faz toda a estratégia de colher óvulos, colheu, começa a químio. Isso é prática. Eu estou cheio de paciente que depois de um tempo nasceu neném e eu nem sou dessa época de colher óvulos. Isso é coisa nova. Então, muitas vezes dá certo até sem planejar. Então é muito legal, a gente está vivendo um momento muito positivo nesse sentido Muito bem, doutor Futuro promissor, podemos dizer assim, quando a gente fala no combate ao câncer de mama Quando o senhor fala desse momento positivo Tem avanços importantes no tratamento, como as terapias-alvo, a imunoterapia Qual que é a sua avaliação sobre os estudos, essas pessoas, cientistas, né, que estão aí por trás, tentando trazer o combate ao câncer em si e também do câncer de mama? A gente tem avanços? O que a gente pode, nesse outubro rosa, comemorar? Bom, o que a gente pode comemorar é que as chances de cura estão cada vez maiores E que os avanços vêm já na nossa prática diária Na endocrinoterapia, nós temos drogas que associam a endocrinoterapia com o abemaciclib E muito em breve o ribociclib, que se oferece depois da cirurgia, depois da química Depende de critérios, não são todas as pacientes que têm indicação. Mas isso está mudando a história também do câncer de mama com estágio um pouco mais avançado. E a imunoterapia que era tão usada no tratamento do câncer de pulmão, no melanoma, bexiga, chegou na mão. Então nós temos agora um tipo especial de câncer de mama que se chama triplo negativo Existe sim a possibilidade de ofertar imunoterapia No tratamento, a gente chama neoadjuvante, que é antes da cirurgia E até se porventura, infelizmente, essa paciente evoluir com metástases Nós temos que fazer um teste de uma proteína chamada PD-L1 E se for positivo, tem indicação também de fazer imuno. E isso está mudando a história. Olha, gente, o arsenal terapêutico só tende a aumentar. Então, a gente vai nos congressos, agora recentemente, no Congresso Americano de Oncologia, em maio, no final de maio, comecei em junho, nós tivemos drogas, apresentação de drogas em fase inicial, com muito promissoras, e o interessante é que a China é um personagem que a gente fala todo dia, a China está desenvolvendo drogas, não cópia, drogas deles, que vão sim agregar no arsenal em breve, e pode até ajudar a baratear os custos que são elevadíssimos. Então assim, eu acho que tem muita novidade boa que vem, mas também a grande novidade é que a gente não está olhando mais só para o tumor como se fosse um alvo, para brincar de tirar o alvo, nós estamos olhando também para o hospedeiro, da mulher que tem isso, o que ela pode fazer para melhorar os resultados. E aí parece até repetitivo, mas a gente sabe, controle de peso, índice massa corpórea abaixo de 30, atividade física esportiva generosa, impacta bastante no pós-operatório, aquelas pacientes que terminaram de operar e fizeram químio, e até mesmo quando elas têm metástases. Então isso é impressionante como a atividade física esportiva mexe com algumas, chama-se citoquinas, que é uma substância que interfere na multiplicação celular e pode até facilitar o nosso tratamento. Então, isso é muito importante e eu creio que as linhas de pesquisa que estão vindo aqui pela frente não estão olhando mais só o tumor, estão vendo o hospedeiro, que isso é uma coisa que deve fazer alguma diferença, diria, médio, longo prazo. Mas o que dá para fazer já, está fácil, controlar peso e atividade fisicortiva. Muito bem, controle de peso e atividade, gente, atividade física, consultar regularmente o seu médico, fazer o seu toque, o exame, o autoexame, conhecer o seu corpo e a partir de qualquer sinalização estranha, que é importante que a gente se conheça, E aí a gente se conhecendo, se tem algo estranho, procure logo o seu médico. A gente precisa quebrar esse tabu, porque temos especialistas, como o doutor falou, novas drogas surgindo, oportunidades de vida, tanto dentro do tratamento e pós-tratamento também. A gente precisa fazer a nossa parte, o quê? Manter aí uma atividade física e uma alimentação saudável. Ah, é complicado, é desafiador, mas é importante para que a gente possa ter saúde e longevidade. E falando em longevidade, doutor, o perfil, a faixa etária, tirando a questão da hereditariedade, né, do câncer de mama, de acometer mulheres, tem um perfil específico? Eu pergunto isso por conta da menopausa, porque já que a partir da menopausa, né, ou na pré-menopausa até, As mulheres começam a ter aí uma perda significativa, uma diminuição dos hormônios. Essa diminuição, ela influencia, de repente, para um pré-diagnóstico de um futuro câncer de mama ou não tem problema nenhum nessa questão do baixo hormônio por conta do início de uma menopausa? Eu acho que essa é uma pergunta ótima, porque muita paciente pensa assim, uai, eu estou na menopausa, eu não produzo mais estrógeno, por que o meu câncer é hormonal? Porque se não, baixou, precisa mais. É que na realidade, a expressão de receptor de estrógeno, chama carcinogênese, ou seja, o processo de chegar a um câncer, ele chega de qualquer forma independente do status menopausa. E aí, por ser na mama, o tumor pode ter receptores hormonais que são da origem do tecido da mama. Isso até sugere que talvez a doença seja um pouco menos agressiva, porque ela está mais próxima do tecido originário, Então em termos de características, se porventura uma doença que não tem receptor hormonal positivo, aí já é uma doença um pouco mais agressiva e necessita de tratamentos mais potentes. Mas assim, a tua pergunta foi perfeita por causa que o que a gente tem observado é um fenômeno que todo mundo está observando, daí a necessidade de fazer mamografia a partir dos 40, que a faixa etária dessas pacientes jovens está tendo mais câncer de mama do que no ano passado. A hipótese, não tem ninguém dizendo a verdade, mas a hipótese principal é o fenômeno social. Então as mulheres estão querendo ter filhos, elas querem primeiro se estabelecer no emprego, ter uma certa segurança e ser mãe ficou no segundo plano. E esse segundo plano justamente é 35, 38 anos, muita mulher está jogando um pouco para frente. Essa é a única hipótese que é aceitável. O restante a gente ainda não entendeu. Agora, o que eu posso garantir para vocês é uma polêmica, mas os efeitos ambientais parecem não interferir. Tá bom? Então, assim, ah, é aquele desodorante, ah, que causa câncer, ah, o hormônio no frango, que hormônio no frango? Nada foi provado, tá? Então, desde a década de 30, nos Estados Unidos, existe uma estatística extremamente séria da incidência de câncer de mama e todos os cânceres, né? É que a gente todo ano vai atrás dessa estatística para ver o que está acontecendo. Então, por 100 mil habitantes, a incidência de câncer de mama está praticamente igual. Não mudou quase nada. E ela flutua. E imagina, da década de 30, 1930 até agora, olha o monte de coisa industrializada que apareceu. Não é? O que mudou, sabe o que mudou? A incidência de câncer gástrico baixou, porque apareceu a geladeira. A incidência de câncer de pulmão diminuiu, porque o pessoal parou de fumar. Entendeu? Então, mama não, mama é assim. E a partir do ano 2000, curiosamente, né, depois do outubro rosa, a gente começou a fazer mais mamografias. E a incidência de câncer de mama inicial aumentou um pouquinho, mas a mortalidade despencou. Por quê? Por causa que a gente está com muito diagnóstico precoce, sucesso terapêutico, progresso, evolução, a ciência está cada vez mais assertiva no tratamento. Isso é muito importante, a coragem da mulher chegar para fazer o exame de mamografia, aquele tabu de que a mamografia vai doer, eu não estou preparado, ou de repente a mulher até tem uma prótese de silicone, também importante a gente falar referente a essa questão da prótese de silicone, vai estourar minha prótese, gente, são mitos, são tabus. Eu acho que a mulher deve ir até um local onde, principalmente nessas carretas que elas oferecem a mamografia, vai dar uma olhada como funciona antes. Então, se você tem medo, vai até o local, conheça o aparelho, converse com uma amiga que já fez referente à questão da dor, se é suportável, se não. Porque as mulheres, doutor, nós somos sensíveis, né? E aí a gente pensa assim, eu já fiz a minha mamografia e antes de executar o exame, eu sim tinha medo. Falei, poxa vida, mas isso aqui eu não vou dar conta, né? Vai me machucar. Não, gente, o exame é um exame simples pra gente que está fazendo, claro, e que vai trazer uma tranquilidade pra gente magnífica. Por que eu digo tranquilidade? Se der positivo, temos tratamento. Se der negativo, vencemos mais uma etapa, que é quebrar o tabu da mamografia. Perfeito Ó, é o seguinte Mamografia não é confortável Depende de mulher para mulher Então às vezes dói mesmo Porque é um procedimento que precisa de apertar E expandir o tecido mamário Para a imagem radiográfica ficar boa E a prótese não atrapalha em nada porque tem manobras específicas para quem tem prótese não atrapalha o diagnóstico não esconde tumor eu tinha essas coisas então não é um impeditivo tá então uma mamografia uma vez por ano é essencial é essencial porque o que eu quero é detectar micro calcificações micro, pequenininha que aí pode nem ser, mas se for, o tratamento é muito simples. Agora, doutor Daniel, nós estamos quase encerrando, mas aproveitando a sua presença aqui com a gente, e aproveitando também essa temática da saúde da mulher, do outubro rosa, eu gostaria que o senhor falasse rapidamente, resumidamente, sobre o câncer do colo de útero, que também tem uma alta incidência e que a gente sabe que tem formas eficazes para a gente fazer exames, o rastreamento e já que estamos no outubro rosa, é importante também a gente se atentar sobre o câncer do colo do útero, que também, infelizmente, acaba passando às vezes despercebido, porque a mulher só vai se atentar quando ela começa a ter alguma sensação, quando ela começa a sentir algo diferente, como a gente prevê isso, quais os exames estão disponíveis e o tratamento, por favor? Olha, no Brasil, nós podemos nos orgulhar de que a vacina do HPV é disponível no sistema público, é impressionante, no resto do mundo não é assim não, o SUS é um exemplo para o mundo inteiro, E assim, mulher começou a ter relação sexual, pronto, precisa de fazer papanicolau todo ano, e já tem, eu não sei ao certo, porque não é a minha expertise, mas as crianças, até os 9 anos, se não me engano, já faz a vacina, e o risco de desenvolver câncer de colo de útero fica próximo de zero. Então, assim, não é complicado e o sistema público tem tudo para ofertar para essas moças que poderiam ter câncer de colo de útero. Então, assim, se fizer a prevenção direitinho, mesmo sem tomar vacina, fazendo o Papa Nicolau bonitinho, mas se tomar vacina mais tranquila ainda, a expectativa é nunca aparecer. A não ser que tenha um tipo especial de colo de útero que não tenha nada a ver com o HPV. Excelente. Doutor Daniel Gimenez, gratidão pela sua participação com a gente aqui no nosso Saúde é Vida, principalmente nesse momento em que a gente trabalha, nesse mês, referente à prevenção da saúde da mulher, à prevenção do câncer de mama. O senhor que é oncologista, a gente agradece a sua presença aqui no programa e agradecemos também por o senhor estar amparando, cuidando e salvando vidas. A gente saber que tem profissionais se posicionando e mostrando para a gente que sim, nós podemos, isso nos conforta e nos dá mais força para poder seguir em frente, seja no diagnóstico precoce, né, por conta de todos os tabus, ou seja, pós um diagnóstico positivo. Então, muito obrigada pela sua participação e muito obrigada por exercer a profissão. Rubem, obrigado, obrigado pela oportunidade da TV Câmara Campinas, dessa oportunidade. Muito bem, esse foi o doutor, o Daniel Gimenez, ele é um oncologista Conversando com a gente, falando sobre o câncer de mama, o tubo rosa e as prevenções Muito obrigada doutor por trazer tanta informação relevante e que literalmente salva vidas O recado está dado, mulher fique atenta às suas mamas se conheça, faça o autoexame, cuide-se, a saúde é sua, mas a preocupação é de todas nós. Então, vamos nos cuidar. A gente vai ficando por aqui, deixando um abraço carinhoso para vocês e lembrando que o Saúde é Vida volta a qualquer momento aqui na programação da TV Câmara Campinas e a gente fica muito feliz em saber que você está se cuidando. Vamos se atentar. Outubro Rosa está aí. Prevenção é vida. Amém.