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Saúde é Vida | Obesidade: uma epidemia silenciosa e global
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Saúde é Vida | Obesidade: uma epidemia silenciosa e global

24 views Publicado 19/10/2025 HD · 32:37

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No Saúde é Vida desta semana, o tema é um dos maiores desafios de saúde pública do século: a obesidade. A convidada é a Dra. Elaine Dias JK, endocrinologista e metabologista, PhD em Endocrinologia pela USP, que explica por que a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e complexa, e não apenas uma questão estética. 🩺 Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, quase 31% dos adultos brasileiros vivem com obesidade — um número que deve crescer 46,2% entre mulheres e 33,4% entre homens até 2030. O cenário preocupa médicos e especialistas em todo o mundo, e a Dra. Elaine destaca que a prevenção e o tratamento devem ser baseados em ciência, acompanhamento médico e hábitos sustentáveis, e não em soluções milagrosas. 💬 “A obesidade deixou de ser um problema estético há muito tempo. É uma doença que afeta o metabolismo e pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Não há receitas rápidas — o tratamento exige responsabilidade, orientação e ciência”, explica a médica. 🚨 Os riscos e o impacto da obesidade De acordo com o Vigitel 2023, 21,9% dos adultos nas capitais brasileiras vivem com obesidade e 60,9% estão acima do peso. O impacto vai além da saúde: o sistema público gasta cerca de R$ 22 bilhões por ano com o tratamento de doenças relacionadas ao excesso de peso. A Dra. Elaine alerta ainda para o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento, muitos deles sem registro da Anvisa. “Esses produtos prometem resultados rápidos, mas podem causar danos graves ao metabolismo e até comprometer o coração e o fígado”, adverte. A obesidade está associada a doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. A médica recomenda que o diagnóstico vá além do tradicional IMC, incluindo circunferência abdominal, bioimpedância e densitometria corporal, para avaliar com precisão o risco metabólico de cada paciente. 👧🧒 A obesidade infantil cresce no mesmo ritmo Um relatório do Unicef (2025) mostra que a obesidade entre crianças e adolescentes triplicou nas últimas duas décadas, saltando de 3% para 9,4%. É a primeira vez que o índice supera o da desnutrição global. Para a Dra. Elaine, genética, ansiedade e compulsão alimentar estão entre os principais gatilhos. “Precisamos olhar para o comportamento e o ambiente em que vivemos. Não é apenas sobre comer menos, mas sobre criar uma relação mais saudável com a comida e com o próprio corpo”, afirma. 🥗 Como prevenir a obesidade – Dicas práticas da Dra. Elaine A especialista em emagrecimento saudável lista atitudes simples e eficazes que fazem diferença real no dia a dia: ✅ Descascar mais, desembalar menos: prefira alimentos frescos e naturais em vez de ultraprocessados. ✅ Ambiente saudável: evite manter alimentos calóricos à disposição; isso ajuda a prevenir compulsões. ✅ Alimentação rica em fibras: cereais integrais, frutas e verduras aumentam a saciedade e equilibram o açúcar no sangue. ✅ Básico bem-feito: mantenha uma dieta simples e equilibrada — arroz, feijão, ovo, frutas e verduras continuam sendo a base de uma boa nutrição. ✅ Hidratação: a água é essencial para o metabolismo e o controle do apetite. 🔬 Novos parâmetros para diagnosticar a obesidade (a partir de 2025) Pela primeira vez, especialistas de todo o mundo estão redefinindo os critérios para o diagnóstico da obesidade. Publicado pela revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology, o novo consenso — elaborado por 58 especialistas internacionais — estabelece 18 sinais clínicos para adultos e 13 para crianças, diferenciando obesidade pré-clínica (sem disfunções) e obesidade clínica (com danos metabólicos e funcionais). Segundo o Dr. Juliano Canavarros, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o novo modelo é um divisor de águas: 💬 “Agora, obesidade não é apenas excesso de peso. É uma condição que pode ou não evoluir para disfunções orgânicas, e isso muda a forma de tratar e prevenir.” A nova diretriz propõe o uso de métodos complementares, como circunferência abdominal, relação cintura-quadril e DEXA (densitometria corporal), para mensurar com mais precisão o impacto da gordura corporal na saúde do paciente. Assista ao episódio completo e entenda por que a obesidade é uma epidemia silenciosa que precisa ser enfrentada com ciência, empatia e informação. A Dra. Elaine Dias JK mostra que prevenir e tratar a obesidade é possível — e que pequenas mudanças de hábito podem transformar sua saúde e sua qualidade de vida. 🌿💪 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, seja muito bem-vindo. Saúde é vida está no ar. Hoje vamos falar sobre um tema que preocupa médicos e especialistas do mundo todo. A obesidade. A obesidade deixou de ser um problema apenas estético e passou a ser reconhecido como uma doença crônica, multifatorial e complexa. No Brasil, quase 31% dos adultos já vivem com obesidade, segundo o atlas mundial da obesidade 2025. E esse número continua crescendo. Bom, para entender o que está por trás desse avanço e como lidar com ele de forma responsável, a gente conversa hoje aqui no Saúde é Vida com a endocrinologista e metabologista Dra. Eliane Dias JK. Seja muito bem-vinda, doutora. Prazer te receber. Bom dia. Muito obrigado pelo convite. O prazer é todo meu. Maravilha. Vamos conversar sobre obesidade. Doutora Elane, quando a gente fala em obesidade, muita gente associa o tema aparência física, mas os médicos têm reforçado que estamos falando de uma doença crônica e grave. Para começar, o que exatamente eh caracteriza a obesidade e por ela deve ser tratada como uma doença? O que caracteriza a obesidade é o excesso de adiposidade, né? Antigamente o que caracterizava era o EMC acima de 30, tá? Que era o peso sobre altura elevado a 2 acima de 30. Recentemente, um grupo de endocrinologistas, metabologistas do mundo, eles se reuniram e fizeram um novo consenso sobre obesidade, tá? E publicaram numa revista super famosa que chama Lancet. Essa aí, nesse novo consenso, a gente considera a obesidade como ela é de fato, que é o excesso de gordura, excesso de adiposidade, principalmente na região visceral. Porque o que acontece com IMC, que é essa ah essa avaliação antiga que ainda é muito usada, né? Ainda é muito usada. Eh, o paciente ele tinha bastante músculo, tem bastante músculo. Aí o peso sobre a altura ele era considerado obeso e MC acima de 30. No entanto, ele teoricamente era obeso devido o músculo, entendeu? que é uma coisa extremamente boa. E hoje a gente vê que mesmo pacientes com IMC abaixo de 30, mas eles são considerados obesos quando tem excesso de gordura visceral, excesso de adiposidade, ou seja, excesso de gordura na barriga, onde não poderia poderia ter, tá? E obesidade, sim, é muito mais que a estética, tá? Hoje a gente tem muita gente que é magrinha, eh, metabolicamente obeso, que que considera aquelas pessoas que são muito magrinhas nos braços, nas pernas, mas tem aquela barriguinha, tá? Aí quando você vai medir todos os exames metabólicos, como glicose, colesterol, tá tudo alterado. Então é o magro metabolicamente obeso. Então assim, obesidade é muito mais complea que complexa que as pessoas imaginam. Sim, é uma doença crônica recidividante e como qualquer doença crônica tem que ser tratada para sempre. Uau! Excelente explicação, doutora. Isso faz a gente entender um pouquinho, né? começar a entender o porqu a obesidade é considerada uma doença. Eh, de acordo com o Vigitel 2023, o levantamento do Ministério da Saúde, 21,9% dos adultos nas capitais brasileiras vivem com obesidade e 60,9% estão acima do peso. Doutor, esses números são muito preocupantes. na sua avaliação, o que explica esse crescimento tão rápido, né, da a obesidade no Brasil? É, é, realmente são muito preocupantes, inclusive isso é um estudo recente falando de obesidade, sobrepeso em crianças, né? E saiu até um estudo recente falando que as pessoas morrem muito mais por obesidade que do que desnutrição atualmente no mundo, tá? Então assim, é preocupante o por aumentou a obesidade no mundo, né, e principalmente no Brasil. eh por causa, eh principalmente falta de atividade física, né, sedentarismo, né, dificuldade de fazer atividades físicas, né, as pessoas eh não tem acesso a locais seguros, né, para fazer atividade física. Infelizmente isso acontece com frequência, né, a acesso à comida de verdade, né, a comida de verdade ela ficou muito mais cara que a comida outra processada, né, um biscoitinho recheado, ele é muito mais barato do que umas frutas, por exemplo, entendeu? Então assim, tem essa questão também de do ultraprocessado, biscotinho recheado, né, o refrigerante, né, as bebidas açucaradas, salgadinhos, eles são muito mais acessíveis, muito mais palatáveis, né, inclusive, né, eles muito mais gostosos, né, do que uma fruta, um legume uma verdura, convenhamos, né? Sim, são muito mais gostosos. Eles são feitos para isso, inclusive, né, paraa pessoa viciar e muito mais barato, né? Então, assim, uma feira, né, de comida de verdade, ela ficou muito cara. Então assim, a obesidade sim tem aumentado no Brasil, infelizmente nas classes sociais mais baixas, são pessoas que têm menos acesso, né, à comida de verdade, o arroz, feijão, legumes, verduras, frutas. Excelente, doutora. Agora, quando a doutora pontua pra gente eh o crescimento também da obesidade entre jovens, adolescentes, a gente volta lá paraa infância sobre a relação dessa criança com a comida, né, doutora? Qual que é a importância da gente inserir alimentos eh eh saudáveis, né, eh na no dia a dia dessa criança que ela é incentivada sim pela indústria e às vezes até por nós adultos a consumir os ultraprocessados que, como a doutora disse são maravilhosos, né, são gostosos e eles são criados realmente para que a gente tenha essa sensação de de sabor, de bem-estar quando a a gente consome. E para as crianças, qual que é a relação entre esses alimentos e uma obesidade pós a adolescência? É, a gente fala muito dos primeiros eh dias de vida de uma criança, pelo menos até 2 anos de idade, o ideal é não oferecer nenhum tipo de ultraprocessado, tá? Porque o o até 2 anos de idade tá formando a flora bacteriana intestinal da criança. E essa flora bacteriana intestinal é muito importante para absolutamente tudo, até pra questão da obesidade, né, na vida adulta. E o que que acontece, né, hoje em dia, assim, como eu falei, os ultroprocessados, eles são muito gostosos e são muito mais baratos. Então, o ideal é dentro de casa, né, a família manter um ambiente saudável paraa criança, não ter, não oferecer pelo menos até 2 anos de idade e depois realmente, né, o ideal é manter essa cultura, né, de comida de verdade, de arroz, feijão. Sim, pode um macarrãozinho, não tem problema algum. Pode um pãozinho, não tem problema algum. A questão é realmente essas bebidas açucaradas. Tem um estudo inclusive que as crianças no Brasil elas tomam muito mais bebida açucarada que água, entendeu? Água é assim um absurdo isso, mas é é infelizmente é muito mais fácil oferecer a criança aceitar uma bebida açucarada do que a água, inclusive. Então esse é cultural, é um trabalho, é um esforço diário. Eu sei que não é fácil paraa família, mas a gente tem que ser exemplo, né? Nossas, os pais têm que ser exemplo, a família tem que ser exemplo. E assim, eh, e culturalmente, né, assim, até os avós eles gostam muito de agradar as crianças com docinho, com chocolatezinho. É uma mudança cultural mesmo, sabe? E e é difícil, né? Como qualquer mudança cultural é difícil para caramba, mas é um trabalho de formiguinha. Mas eu acho que a mais importante que tem que ficar aqui é oferecer água, não oferecer a bebida açucarada, principalmente até 2 anos de idade, né? Quanto menos oferecer, quanto mais tempo a criança ficar sem contato com a bebida açucarada, melhor ainda, tá? eh não oferecer, não ter, né, dentro de casa comidas ultra processadas, como de novo, né, eh biscoito recheado, bolacha recheada, salgadinhos, né, esses salgadinhos, ã, não sei se eu posso falar nomes aqui, mas enfim, po, né, chitos, fandangos, enfim, essas porcarias, né, essas porcarias muito grandes e eh assim e ter um ambiente saudável dentro de casa e é claro estimular atividade física, né? Hoje em dia tem muito eh a gente fala assim, eh, a criança se diverte sentada, né? É no computador, é no celular, é no iPad, é na televisão, é é o divertimento sentado. E assim, a gente sabe que criança ela tem que se movimentar, ela tem que andar, ela tem que pular, ela tem que brincar, ela tem que correr. Então, tem um ambiente também apropriado paraa criança fazer isso. Muito bem. uma alimentação balanceada, exercício físico, né? Se a gente para para analisar, parece eh algo bem desafiador mesmo, mas a gente precisa inserir isso não só na vida da criança, como na nossa vida também, porque somos exemplo, né, para os nossos filhos. Agora, muita gente, doutora, se frustra ao tentar emagrecer, né? segue dieta, faz o exercício físico e mesmo assim não vê resultado. É importante a gente entender o papel do metabolismo e também dos nossos hormônios nesse processo, né? E quando a gente fala em genética e metabolismo, doutora, existe realmente aquele organismo que engorda mais fácil, aquele que emagrece mais rápido? Isso é verdade ou é mito? É verdade, existe, existe pessoas que ahã que realmente comem muito pouco e tem uma alimentação super saudável e realmente não consegue emagrecer por questão metabólica e hormonal. Então assim, é muito importante, sim, o acompanhamento com endocrinologista e metabologista, sim com a nutricionista. é muito importante esse acompanhamento multidisciplinar, porque aí a função do endocrinologista metabologista é justamente identificar onde que tá alterado o metabolismo, né? Onde que tá alterada a parte endocrinológica, a parte hormonal, tá? E para com conseguir eh ajudar o paciente nessa nessa jornada que é tão difícil, desafiadora, tá? Mas sim, existe pessoas que têm sim o metabolismo mais acelerado, tem pessoas que tm um metabolismo menos acelerado. Sim. Existe pessoas que realmente comem muito pouco, super saudável e não consegue emagrecer. Então, e aí quando a gente não consegue emagrecer, aí vem aquelas dietas milagrosas. E hoje, né, a gente sabe que quando o assunto é emagrecimento, é obesidade e emagrecimento, né, uso de medicamentos virou uma febre, tanto nas redes sociais como no nosso dia a dia. E aí a gente precisa entender o que acontece conosco ao utilizar alguns medicamentos sem o acompanhamento médico, né? Como é que a gente diferencia, doutora, o tratamento seguro prescrito por um profissional das modas perigosas que circulam aí por toda a internet, né? A gente fala das canetas emagrecedoras hoje, porque as pessoas acabaram eh eh tendo isso como uma fórmula mágica para emagrecer, ok? Se você tem um acompanhamento profissional, ótimo. Agora a gente pode ver esse uso indiscriminado, né, desses produtos para emagrecimento. O que isso vai causar mais paraa frente se você não faz um acompanhamento profissional? Ó, eh, vamos lá. Então assim, ah, os pacientes e realmente essa moda, né, de de dieta milagrosa sempre existiu, infelizmente. Agora com as redes sociais tá mais acessível, né? Tá mais acessível, mas essas eh dietas milagrosas sempre existiam com redes sociais, então tá bem mais acessível. Eh, eh, assim, essas dietas milagrosas, muito restritivas, a gente sabe há muito tempo que é a principal causa de transtorno de confusão alimentar periódico, né? Ninguém sustenta uma dieta restritiva a longo prazo, tá? Então assim, é a questão do equilíbrio em relação às canetas, né? A gente até a Sociedade Brasileira de Endocinologia e Metabologia tá querendo mudar um pouquinho, mudar esse termo, né? canetas emagrecedoras tá simplificando um medicamento tão bom para diabetes, principalmente são os melhores medicamentos para diabetes, né? Inclusive o mjaro, ele é capaz de reverter em 98% prédiabertos. Então assim, é um medicamento revolucionário, né? E também muito bom para sobrepeso e obesidade, né? Então assim, eh, qual paciente a ser identificado, né? é o paciente sim que tem indicação ou o paciente diabético ou tem obesidade pré-clínica, tá? Que obesidade pré-clínica a gente considera quando o IMC tá acima de 30, mas tem excesso de adiposidade, principalmente excesso de adiposidade, tá? Ou obesidade clínica, que é o mais importante. O que que é obesidade clínica? é o paciente que tá com IMC, qualquer IMC, mas tem excesso de adiposidade, ou seja, circunferência abdominal elevada, relação cintura quadril elevada, né? Aquele paciente que já está com gordura no fígado. É muito importante isso, porque a gordura no fígado hoje é a principal causa de transplante hepático não mudam no mundo, não é mais eh eh bebida alcoólica, tá? Hoje a gordura no fígado, é a principal causa de câncer no fígado no mundo, tá? Então assim, a gente considera como esteatose metabólica. Então são esses pacientes que sofrem com excesso de de adiposidade, né, que são os pacientes que têm gordura no fígado, pré-diabetes, diabetes, resistência insulínica, pressão alta, deslipidemia e principalmente, que é o muito importante e muito relevante, as pessoas que têm alteração de qualidade de vida, de mobilidade, tem alteração de artrose no joelho, né, por causa do excesso de adicosidade. Então, essas pessoas que são elegíveis, né, para esse tipo de medicamento. O que que acontece? É um medicamento de muito fácil acesso, que tá na moda, tá nas redes sociais, né? E muita gente tá utilizando com intuito de gordura subcutânea, gordurinha localizada. Não, vai até agir, vai diminuir, mas é perigoso diminuir músculo e a possibilidade de reganho de peso a longo prazo é muito grande, tá? Então assim, tem que ter muito cuidado, sim. tem que ter acompanhamento. Por isso que a a os órgãos, né, reguladores tornou esse medicamento como receita controlada. Por quê? Porque justamente para evitar esse tipo de ã tipo de atitude, né? Tipo de atitude inapropriada, né? A pessoa ela não tem noção do mal que ela tá fazendo para ela própria. Excelente, né? Eh, recomenda-se muito, gente, sempre, né? você, qualquer tipo de medicamento que você for usar, que seja eh com orientação médica. Então, visite regularmente o seu médico. E quando a gente fala de metabolismo, de hormônios, isso precisa assim ser sempre eh conversado com o médico, porque é só através dos exames que a gente vai saber como é que a gente tá realmente, não é? Agora, doutora, como é que a gente entende e a gente decifra a diferença entre sobrepeso e a obesidade? Porque muita gente está no sobrepeso e aí já fala: "Não, eu tô tô obeso, vou precisar, já ouvi isso, engordar mais alguns quilos para que o meu doutor me libere, para que eu possa fazer uma cirurgia bariátrica, por exemplo, né? Como que a gente faz essa diferença? Como que a gente entende o sobrepeso e a obesidade? Bom, eu vou falar da da classificação antiga, né, que não é tão antiga, né, que mudou desse ano para cá. Eh, a classificação de sobrepeso é o é o IMC, né, que é o peso sobre altura quadrado entre 25 e 30, tá? E a classificação de obesidade é quando é acima de 30. Aí a gente tem vários graus, né? Obesidade grau 1 até 35, obesidade grau 2 até 40 e obesidade grau 3, né, que é obesidade mórbida, que é acima de 40, tá? Ah, então qual a diferença, né, pelo IMC em eh de sobrepeso e obesidade? É quando o IMC tá até 30, né, entre 25 e 30 é sobrepeso, acima de 30 já é obesidade, tá? Aí tem essas classificações. Bom, vamos lá. Hoje, hoje, hoje em dia, a gente não tem essa diferença, tá? Pela nova classificação do Lancet, tá? Às vezes a pessoa tá com IMC abaixo de 30, mas tem excesso de adiposidade, ou seja, excesso de gordura nas víceras, gordura no fígado, gordura no pâncreas, gordura no coração, gordura no abdômen, entendeu? Então assim, essas pessoas sim são elegíveis de tratamento, tá? Antigamente o plano de saúde via muito a questão do do IMC, né, para liberar a a cirurgia. Com essa nova classificação do Lancet, tá tá tudo tá tá ficando diferente, tá? Então assim, a gente o paciente é só elegível paraa cirurgia quando o excesso de adicosidade tá impactando na vida dele, como por exemplo, até artrose nos joelhos, essa pessoa, coitada, ela tá tá tá impactando na qualidade de vida. Então sim, se a pessoa quer fazer cirurgia, ela tem indicação, tá? Eh, a questão de a isso sempre vai acontecer, tá? Assim, a questão de, ah, eu vou engordar um pouquinho mais para ser elegível paraa cirurgia. Isso, infelizmente, vai acontecer, tá? Vai acontecer. As pessoas vão, ela tá com, por exemplo, tá com tá com até com obesidade já, mas não tá com nenhum impacto metabólico, né? não tá com glicose alta, a pessoa vai comer mais uma hora, ela vai ficar com a glicose alta, vai ter artros, vai ter gordura do fígado, vai ter pressão alta e ela ficar vai ser legível. Então isso, infelizmente não tem como controlar, né? Cada pessoa, ela é dona de si, né? Ela vai, ah, eu quero fazer cirurgia, eu quero que o plano pague, infelizmente ela vai correr esse risco. Só que eu acho que o mais importante é entender que a cirurgia não é curativa. A cirurgia é como um tratamento como outro. Isso que eu acho que é o mais importante quando a pessoa quer subeter à cirurgia bariátrica é uma ótima opção de tratamento. Não é cura, é um tratamento como o outro. Você pode assim fazer cirurgia, vai emagrecer no início, mas depois se você não se cuidar, você vai voltar a engordar. Então a cirurgia é um tratamento, não é cura para obesidade. Obesidade não existe cura. Excelente, doutora. Agora, a gente consegue reverter o quadro da obesidade apenas com mudanças no estilo de vida ou tratamentos medicamentosos sem a necessidade de fazer aí uma cirurgia. Existe a possibilidade da gente se reinventar, né, de de adaptar adaptar eh eh alimentação, enfim. E aí, claro, com a orientação médica, tem como reverter esse quadro de obesidade que é tão temido, né, por todos nós? Sim, tem como controlar, reverter, não, tá? Obesidade é uma doença crônica, é igual pressão alta. a gente consegue controlar, reverter totalmente, consegue entrar em remissão. Por exemplo, uma pessoa é hipertensa por causa do excesso de peso, aí a pessoa emagrece entre remissão, a hipertensão, se ela engordar de novo, a hipertensão volta. É a mesma, é o mesmo raciocínio com obesidade. A pessoa é obesa, emagreceu, tá controlada, entrou em remissão, se ela não se cuidar, ela vai voltar a ficar obesa novamente, tá? Então, sim, através dos medicamentos, através da mudança do estilo de vida, que é o mais importante, né, o básico, né, qualquer qualquer tratamento envolve mudança no estilo de vida, tá? Primeira mudança no estilo de vida associado a medicamento, tratamento medicamentoso ou cirurgia. Aí a gente vai nos tratamentos, tá? Aí o tratamento resolveu eh tá melhor ajudou, mas entrou em eh entrou em remissão. É diferente de cura, né? É, é, é, é complicado isso, mas assim, é uma pessoa que pode continuar o tratamento dela através da mudança do estilo de vida, vai ser o tratamento dela, entendeu? Ela emagreceu, sim, com a ou a cirurgia bariátrica ou tratamento medicamentoso. E aí o médico, né, resolveu falou: "Não, agora a gente vai tirar esse tratamento medicamentoso porque você melhorou muito seu estilo de vida". O tratamento dela vai ser o estilo de vida, né? atividade física, o ideal pelo menos 300 minutos por semana, monitoramento do peso e esse esse monitoramento para sempre, se ela mudar o estilo de vida dela, a doença vai voltar. Poxa vida, né? Quando a gente fala em obesidade, às vezes a gente não tem nem noção do quão perigoso é e é uma doença que vai, se te acometer, vai perdurar por toda a sua vida. Eu acho muito importante essa sua explicação, doutora. Agora, além eh eh da questão, né, da gordura visal no fígado, igual a doutora explicou pra gente, quais outras doenças podem vir, né, aliadas juntas com essa obesidade e que pode eh eh trazer consequências maiores pra nossa vida? São mais de 120 doenças. Uau! Mais de 120 doenças. Então eu vou falar, né, as mais ã mais comuns, né, que todo mundo conhece, eh, diabetes, pressão alta, infarto, AVC, que é o derrame, né, gordura no fígado, né, que é a esteatose hepática, podendo causar uma cirrose, até um câncer hepático, cancer no fígado. Aí tem vários tipos de câncer, tá? Câncer de ovário, câncer de de dométrio, câncer de intestino, câncer de próstata, câncer de mama, tá? Tá envolvido com obesidade, o excesso de adicosidade, tem as doenças articulares, artrose, osteoartrite, doenças inflamatórias, depressão, né? Depressão também tá envolvida. Então, assim, são mais de 122 doenças. Tá? Então é bastante coisa. Olha só, gente, eh que esclarecedor, né? Eh eh essa conversa que nós estamos tendo aqui com com a doutora, porque às vezes você sobe na balança, aí você vê aí uma diferença de peso, não se atenta com a questão da alimentação em buscar um médico, né, especialista para falar aí sobre obesidade, para fazer um monitoramento, fazer os exames para saber como você está. E olha só quanto risco a gente tem por conta eh do ganho de peso exacerbado, que é obesidade. E isso vem lá do início com a nossa alimentação saudável, né, doutora? Hoje eh sobre eh homem e mulher, a mulher ela tem mais facilidade mesmo do ganho de peso do que o homem. os nossos hormônios são são diferentes e trabalham diferentes. É por conta disso o por que a gente ainda tem aí eh eh essa essa facilidade, né, de ganho de peso a mais do que o sexo masculino? Sim, Casa dos Hormônios, sem sombra de dúvidas, né? A gente tem uma predominância estrogênica de estrogênio, horm o homem tem a predominância mais de testosterona, tá? Isso muda, né? composição corporal. O homem tem muito mais músculo que mulher proporcionalmente. E músculo, né, é um órgão, é um sistema, é uma glândula endócrina que produz muito calor e gasta muito calorias, melhora muito o gás calórico basal, né? Melhora muito o nosso metabolismo, tá? Tem essa mudança de composição corporal, tem essa diferença, né, de composição corporal e tem a diferença também na questão hormonal, principalmente no climatéria e menopausa, né? né? Tem muita mulher que chega no consultório, fala: "Nossa, sempre fui super nagrinha, mas depois que eu entrei no climatério, na menopausa, né, depois que veio a menopausa, eu não consigo emagrecer e minha gordura foi toda pra região visceral, né, toda pra barriga, né? Então tem essa mudança também hormonal que impacta muito a mulher, principalmente no climatério. A diferença, né, até o climatério entre homem e mulher, que pelo menos a mulher até o climatério, até a menopausa, ela quando ela engorda, ela engorda muito na bunda, né, nas coxas. Isso não é ruim, né, metabolicamente falando, né, que é uma é uma gordurinha que eu brinco que eh não mata, né, de doença, né, não dá diabetes, não dá colesterol alto, pressão alta, mas mata de raiva, com certeza, né, muita mulher tá de raiva. O homem não, o homem toda vez que engorda, grande parte vai pra região abdominal. Então, assim, metabolicamente falando, eh, a mulher até 45 anos, quando ela engorda, não impacta tanto na parte metabólica, tá? Mas depois as 45, sem sombra de dúvidas. Ah, então quer dizer que eu posso engordar até 45, depois 45 eu vou Não, de forma alguma, tá? O, eh, hoje em dia nos congressos, principalmente o congresso de, eh, obesidade infantil, congresso de obesidade, né? infantil, principalmente, a gente fala muito de parar com essa inércia terapêutica. O que que significa isso? Para, nossa, sou uma criança, não vou tratar. Sim, tem que tratar, tem que cuidar, porque depois vai ficar muito mais difícil. Excelente, doutora. Quase encerrando, mas a última pergunta sobre a quando a senhora fala sobre a a as mulheres, né, nesse período do climatério e menopausa, que tem aí uma certa facilidade em engordar, principalmente eh eh a barriga, né, e aí acaba engordando o corpo todo também. Tem como minimizar essa situação ou isso tá escrito? Enfim, essa é a tendência de todas nós mulheres? Não, não tá escrito em pedra não, de forma alguma. Hoje a gente tem, hoje a gente, porque essa piora, né, da gordura, principalmente no abdômen, é pela privação do estrogênio, né? Aliás, grande parte das manifestações do climatéria e menopausa é a privação do estrogênio. O que que a gente faz? A paciente que não tem contraindicação é repor estrogênio, sem sombra de dúvidas. Melhora muito a restribuição de gordura, melhora muito todos os sintomas da menopausa, melhora o metabolismo, porque a privação do estrogênio, a gente sabe que diminui o metabolismo basal e aumenta a vontade de comer doce. Então, melhora o metabolismo e melhora a vontade de comer doce. Excelente, doutora. Pra gente fechar, então, gostaria que a senhora deixasse aí uma uma dica, né, uma fala para as pessoas que estão preocupadas, né, que estão tendo aí um aumento de peso, preocupadas com a obesidade. Ah, doutora, como metabologista, endocrinologista, qual que é a sua fala para quem está passando por esse período nesse momento? Acho que o mais importante, a pessoa que tá passando por isso, é entender que não é culpa dela, não é culpa sua, tá? É uma doença, é uma doença metabólica, complexa, hormonal também. Então não é culpa sua. Entenda isso. Não permita que as pessoas te julguem. Só você sabe o que você tá passando, tá? Eh, eu peço paraa população também não fazer comentário desnecessário, né? Tem muitos comentários que só reforçam o estigma, né? contra a obesidade, como, por exemplo, ah, seu rosto é tão lindo, mas, né, mas o corpo, seu rosto é tão lindo. É esse tipo de comentário que às vezes você acha que tá agradando, tá desagradando, tá? Outro comentário que é absurdo, ah, por que que você não emagrece? Como se a pessoa não pensasse todos os dias com uma forma de emagrecer, tá? Então assim, eu acho que quanto menos comentário com as pessoas, melhor em relação à forma física, ou se tá magro, ou se tá acima do peso, ou se tá eh quanto menos comentário, melhor, né? Quanto menos invasiva você vai ser, né? Menos desagradar você vai desagradar. e eh e acolher, né, as pessoas que convivem com pessoas que estão sofrendo com obesidade, com sobrepeso, com excesso de adicosidade, é acolher sempre, né, e tentar sempre achar uma solução. E de novo, a pessoa que tá passando por isso não tem culpa. Excelente, né? Essa é uma doença que precisa de acolhimento, de informação e de acompanhamento. É fundamental entender que cada corpo tem um ritmo e cada tratamento deve ser individualizado. Tá bom, Dra. Elane, muito obrigada pela sua participação, pelos esclarecimentos, pela contribuição com a gente aqui no Saúde é Vida. Muito obrigada. Eu que agradeço. Obrigada. Muito bem. E você que tá acompanhando a programação da TV Câmara Campinas, aqui fica o nosso alerta. A obesidade é uma condição que precisa de atenção médica e mudanças de hábitos reais e não de soluções mágicas. Tá bom? O Saúde é Vida vai ficando por aqui e a gente volta a qualquer momento com mais informações pra gente e com mais informações referente à minha, a sua e à nossa saúde. Até mais. เฮ [Música] [Música]
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