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[música] Olá, seja bem-vindo na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando agora com o programa Saúde é Vida, programa que vai além do seu conhecimento, né? Porque nós vamos falar hoje do novembro, novembro dourado, uma campanha fundamental para uma atenção especial à saúde das nossas crianças. Vamos falar do câncer infanto juvenil. Essa campanha, gente, ela foi instituída em 2008, quando dia 23 de novembro passou a ser o Dia Nacional do Combate ao câncer infanto juvenil. A cor dourada, ela foi escolhida para lembrar que as crianças valem ouro. E para conversar com a gente sobre esse tema tão importante hoje, a gente recebe a diretora da SOBOP, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica. Seja bem-vinda, Dra. Marina Bons. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Eu agradeço o convite, a oportunidade de estar aqui com vocês nessa manhã. Muito bem, doutora. Eh, a gente pode dizer que o novembro Dourado tem sido catalisador para uma mudança na forma com que a sociedade encara o câncer infanto juvenil. Na sua avaliação, qual que é a importância dessa campanha? Então, o novembro Dourado é um momento em que a gente tem para justamente refletir e divulgar a existência dos cânceres da infância. Muitas vezes as pessoas inclusive se formam médicos e nem sabem que essas doenças existem. Isso muito em função de serem doenças raras e às vezes por isso pouco divulgadas. Então o novembro Dourado, ele tem essa função que é de trazer esse alerta sobre a existência dessas doenças e para que a sociedade médica e não médica se lembre e fique atenta aos sinais e sintomas sugestivos dessas doenças. Excelente, doutora. Agora, quando a senhora fala dos sinais, né, e sintomas sugestivos dessa doença, a gente sabe que o diagnóstico é somente o médico, mas eh os pais podem auxiliar o médico nesses pequenos sinais que a criança apresenta? Pode explicar pra gente como que seria, como que a gente eh quais os sinais que nós precisamos estar atentos? Sim, ninguém conhece melhor a criança do que seus próprios pais ou o cuidador, né? aqua pessoa que tá mais próxima. Então, qualquer sinal que aquela família ou aquele cuidador, né, percebe, é importante que seja avaliado por um médico. As doenças da criança, elas são bem diferentes das doenças de adulto e, portanto, os sinais e sintomas também vão ser diferentes. O câncer mais frequente nas crianças são as leucemias, que é um câncer do sangue e que por isso causa às vezes baixa das defesas, dá muita anemia e também o que a gente chama de petecas, que são manchinhas pelo corpo, porque as plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue também baixo. Às vezes um outro sinal é ter roxos, né, manchas roxas em locais que a criança não bateu. Em geral, criança tem rostinho no joelho, né, na frente da perna, onde anda de bicicleta ou se cai nos cotovelos, enfim. Mas ter roxo no tórax, né, ou nas costas, na no peito, assim, não são locais frequentes de ter esse rostinho. Então, é importante ir num médico ou qualquer naturalmente aumento, né? Câncer é uma doença que aumenta, né, de das células que aumentam. Então, qualquer aumento de uma região, por exemplo, um joelho que começa a aumentar de volume, ínguas que não são só aquelas ínguas que dão quando tá resfriado vai e passa, uma íngua que aumenta e aumenta. Isso tem que ser levado a um médico para que seja avaliado. Excelente, doutora. E quando a gente fala de tratamento, né, nós temos avanços significativos, um deles é a redução dos efeitos colaterais da quimioterapia, né? Então, eh, como os protocolos modernos têm minimizado esses impactos, principalmente paraas nossas crianças, porque a gente sabe eh o desafio que é um tratamento contra o câncer, né? Então, de que forma a a tecnologia, a ciência tem melhorado a qualidade de vida das crianças em tratamento? Então, há muitos anos, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica e outras sociedades internacionais vem tratando as crianças segundo o que a gente chama protocolos, que é uma forma uniformizada, né, de tratamento e que assim a gente consegue identificar aquelas crianças que podem receber menos tratamento ou aquelas que precisam receber mais, uma forma de individualização do tratamento. uma doença mais agressiva vai receber mais tratamento, uma doença menos agressiva menos, mantendo naturalmente as mesmas taxas de cura e garantindo assim menos efeito adverso para aqueles pacientes. Por isso também é a importância dos pacientes terem um diagnóstico precoce e irem rápido ao médico, porque isso pode significar uma doença num estadio menos avançado, né, uma doença mais inicial que pode ser curada com um tratamento não tão agressivo. Então isso é uma forma. Outra forma são as novas drogas que estão chegando no mercado e que estão algumas delas já inclusive disponíveis no SUS, que atuam diretamente contra a doença, preservando os tecidos normais do paciente. Então o paciente não tem tanto efeito adverso de curto prazo, né, que são aquelas náuseas, vômitos, às vezes a perda do cabelo, eh, e aquelas de longo prazo também. Excelente, doutora. E agora pra gente fechar a questão eh da família, né? Porque a gente sabe que um diagnóstico positivo eh eh de câncer, ele mexe com toda a família. E quando a gente fala de crianças é algo assim, a dor ela ultrapassa o que a gente pode entender, né? Então, como que essa família deve ser eh tratada? Existe um acompanhamento psicológico, né, uma estrutura para que essa família se estruture para dar o apoio a essa criança diagnosticada? [música] Exatamente. A gente diz, quando uma criança adoece, não é só a criança, né? Toda uma família que acaba de alguma forma dentro daquela doença sendo envolvida por aquele adoecimento, porque envolve primeiro o medo da perda daquela criança, né? envolve a necessidade do acompanhamento durante o tratamento, então, de uma mãe ou de um pai presente ou ambos, né, ou uma grande parte do tempo, que significa daí muitas vezes outros irmãos que são deixados em casa, menos uma pessoa trabalhando, né? Então, a o adoecimento de uma criança tem implicações eh psicológicas também sociais, porque envolve essas questões financeiras inclusive, né? Então, todos os serviços, a maior parte do serviço de oncologia pediátrica no país tem uma equipe multidisciplinar que envolve psicólogo, assistente social para tentar dar suporte, amparo para essas famílias dentro do possível. Naturalmente que é parte também da gente, corpo médico, né? Ã, um treinamento para lidar com as suas famílias e acolhê-las dentro desse momento que a gente sabe tão difícil e tão doloroso, né? Ninguém consegue imaginar o adoecimento de um filho um momento bastante difícil, a gente inesperado e muito duro. Então a gente busca como equipe multidisciplinar dentro do Centro de Oncologia Pediátrica fornecer esse apoio. Excelente, doutora. Agora, a questão da escola, né, essa criança, eh, obviamente que estará em, eh, momento de em fase escolar, né, de estudos. como é que fica a questão do estudo? Eh, ela tem um atendimento [música] eh eh educacional também no hospital e depois, né, quando ela volta a frequentar a escola, eh esses professores, eles eh são orientados à forma da condução do retorno dessa criança? Eu adorei essa pergunta, agradeço por ela, porque acho que a escolarização é manter o que há de saudável na infância, né? mant essas crianças estudando, eh mantém elas vinculadas a uma questão de saúde, de desenvolvimento, de ganho de autonomia, de aprendizado. Então, a gente vem buscando dentro do centro de oncologia pediátrica garantir continuidade da escolarização e a gente tem testemunhos muito bonitos assim de crianças que de fato aprendem tanto quanto os coleguinhas ou às vezes até mais e às vezes familiares que aprendem junto, né? os familiares que muitas vezes não tiveram oportunidade de escolarização e eu, eh, particularmente acho que são experiências essenciais a inclusão da escola dentro das unidades de oncologia pediátrica para garantir essa continuidade, sobretudo, né, como a gente busca curar essas crianças e a maior parte delas hoje fica curada definitivamente da doença. A continuidade da escolarização permite a reintegração dessas crianças na sociedade uma vez o tratamento acabado. Então é a reintegração no que há de normal, né? Se tornar um um ser íntegro dentro da sociedade, produtivo, reencontrar seus amigos, seus colegas. Então a escolarização vem sendo trabalhado no centro de oncologia pediátrica de todo o país. Muito bem, doutora. Eh, pra gente encerrar, eu quero agradecer a sua participação conosco aqui no nosso programa Saúde é Vida, as informações, né, que a doutora trouxe e deixa uma mensagem, por gentileza, para essa família que de repente recebeu o diagnóstico e é desafiador, mas nós temos a ciência, temos doutores, especialistas e que a gente pode segurar, né, né? Porque as coisas vão dar certo, a nossa criança ela vai ser curada e a gente precisa pensar assim, precisamos ter esperança. Então, neste novembro dourado, por gentileza, deixa uma mensagem a todas as famílias. Bom, a gente sabe que o diagnóstico do câncer da infância é um momento muito difícil, mas hoje a maior parte dessas doenças elas têm cura e as equipes médicas e equipe multidisciplinares estão disponíveis para estar junto com vocês. Nós somos uma equipe, o a família, o paciente e a equipe assistencial formam uma só equipe nessa batalha que é tratar e deixar essa criança curada. Então contem com a gente, equipe assistencial, assim como a gente vai poder com certeza contar com cada um de vocês nessa jornada. Saúde é vida. Conversamos então com a doutora Mariana, agradecemos, né, a participação da doutora e no próximo bloco você acompanha uma entrevista com o Dr. Sydney Appelman. Ele é oncopediatra e traz uma fala sobre conscientização [música] e tratamento imediato após a positivação de câncer infanto juvenil. Não perca no próximo bloco em instância. [música] [música] [música] Vamos falar de conscientização, tratamentos de câncer infanto juvenil, né? Força, luta e esperança. E o nosso objetivo aqui é ampliar informação, orientar as famílias [música] e reforçar que o diagnóstico precoce salvar vidas. Para falar com clareza sobre responsabilidade, também sobre eh a importância desse tema, nós recebemos aqui hoje o Dr. Sydney, oncopediatra e líder nacional da especialidade [música] de oncopediatria da Oncoclínicas. Dr. Sydney, muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação e presença conosco aqui no Saúde é Vida. Eu agradeço o convite e a oportunidade também. Muita gente pensa que o câncer infanto juvenil ele é da mesma forma que o câncer de um adulto, né? Eh, quais são as principais diferenças? Por que que o tratamento costuma ser tão urgente? E como que é eh eh desenvolvido esse câncer infanto juvenil? São câncer é uma palavra genérica, são completamente diferentes [música] do ponto de vista de apresentação, de tipo, a os cânceres infantis, porque quando a gente fala câncer infantil também nós não estamos falando de um tipo só. Eh, eu vou dar alguns exemplos. Os mais comuns são leucemias, né, e tumores cerebrais, que são completamente diferentes, e sintomas completamente diferentes. Tem os linfomas, assim, tumores óseos, tumor [música] renal, tumor de de pates moles, tumores óseos, então retinoblastoma que é conhecido também. Então, eh, a gente tem outra perspectiva. Já o câncer no adulto, você, a gente fala de uma forma muito mais topográfica, até o leigo também, quem não é da especialidade ou quem não é médico, a gente fala muito mais câncer de mama, câncer de próstata, câncer de estômago, câncer de ovário de útero, é muito mais algo e a histologia é diferente ao tipo de [música] apresentação. A infância é uma doença muito mais de rápido crescimento, muito mais sistêmica, ataca oleucemia, ataca toda a medula, não é um local só. Então, tem características muito próprias, são especialidades completamente diferentes. Então, a gente não tem eh gangster é uma palavra bem genérica hoje. E mesmo quando você fala até para dar outro exemplo até mais profundo, quando a gente fala de leucemias [música] linfoides agudas, mais comum, tem inúmeros subtipos. E hoje com a caracterização genética molecular, a gente consegue saber quais são as alterações que cada uma dessas leucemias tem. E por que que é importante isso? A gente, a partir desse conhecimento, a gente sabe se é mais agressiva, menos agressiva, que tipo de tratamento. Então, nós estamos falando de inúmeros tipos diferentes de doença que tem [música] o mesmo nome chamado câncer. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, cerca de [música] 80% das crianças e adolescentes acometidos pela doença podem ser curados se forem diagnosticados precocemente e tratados, né, eh, em centros que são, claro, especializados, eh, para esse tipo de trabalho, uma forma integral e gratuita, a gente tem o Sistema Único de Saúde. Então, eu gostaria que o senhor explicasse pra gente sobre essa questão do diagnóstico precoce. se ele realmente pode elevar muitas as chances de cura hoje no Brasil, qual que é esse percentual e como é que a gente tá nesse cenário de Sistema Único de Saúde quando a gente fala de eh um tratamento para um câncer infantil ou infanto juvenil? Então, a questão do diagnóstico precoce, ele é um um [música] dos processos importantes paraa cura do câncer. atribui-se a ele como o grande causador. Não, não é. As doenças, as doenças infantis, os câncer infantis, muitas vezes já cometem logo de início todo é agressivo. Então o que acontece é que além de da agressividade, demorar para fazer o diagnóstico, demorar para levar pro centro adequado, isso sim atrás. Então não é o diagnóstico, é um é um conjunto de fatores. O tem que pensar no diagnóstico mais rápido e preciso ser encaminhado, ter acesso a um local que tenha total condições, porque não adianta você fazer diagnóstico, mas para lugar que não tem condição adequada de oferecer melhores chances de cura. Então se então a existe uma tendência a se colocar como o único fator do diagnóstico precoce. Não, não há jogamos é um dos fatores importantes para que se chegue lá. Mais importante é que esteja equipado. E a gente tem sim locais importantes. A grande maioria da população a a vai atrás do SUS. O SUS é um sistema [música] muito bom no Brasil, tem que ser obviamente sempre melhorado. Isso é uma outra situação, mas ele dá acesso a a a e lugares bons para serem tratados com as condições adequadas. Isso é muito importante. Então, a somatória de diagnóstico correto, preciso rápido, com acesso a um local correto, é que faz a chance de cura chegar a esses níveis. Senão, não é, então não adianta dizer: "Ah, o diagnó". Agora, o que acontece muitas vezes, infelizmente [música] eu vejo é crianças com tumor agressivo, rodando 3 4 meses com esse tumor, sem ninguém fazer diagnóstico. Aí sim, eu ter um [música] atraso e isso piora. Certo, doutor? Agora, eh, falando de exames, protocolos, né? Quais são os mais usados para chegar a ao diagnóstico com rapidez e precisão, né? Porque a gente fala do avanço da tecnologia, nós falamos do avanço da ciência. O que [música] que nós temos hoje sobre avanços para precisão quando a gente fala de exames para crianças que podem ser aí eh acometidas pelo câncer infantil ou infanto juvenil? Então, depois que tem o diagnóstico é feito, suspeita diagnóstico, tem que comprovar esse diagnóstico. diagnóstico é comprovado do ponto de vista patológico, do ponto de vista ah imuno, enfim, tem várias técnicas [música] aí para fazer diagnóstico de glucemia pela por biópsia, por coleta de melograma, enfim, para cada um tipo de doença tem uma forma do diagnóstico, mas dia com os avanços, além do diagnóstico patológico, a gente consegue fazer diagnóstico molecular, como eu comecei a comentar um pouquinho antes, genético, o que que acontece isso? Você vai ver que mutações aquele tumor tem. Isso é muito importante hoje. Isso é algo que ainda não tá disponível [música] em todos os centros, mas alguns centros disponibilizam. Um dos que eu um dos públicos que eu também coordeno disponibilizar isso pro Brasil todo, [música] é extrema, sem curso, obviamente. Eh, disponibiliza a e é muito importante que a gente tenha essa avaliação. Então, tanto no Sistema [música] Único como no sistema privado e aí pela coclínicas também, a gente consegue fazer esse diagnóstico através destas técnicas novas. que fazem toda a diferença em termos de conhecimento de prognóstico, conhecimento de terapêutica mais direcionada, o que é aquilo que a gente chama de medicina de precisão. Então, hoje dentro da Cenal e das novas tecnologias a gente consegue oferecer. E o mais bonito ainda hoje caminhando ainda mais lá pra frente a gente tem aquilo que a gente chama de biópsia líquida. Nós vamos chegar ao ponto que a gente não vai precisar fazer mais com agulha, a gente vai colher sangue, vai colher líqua, a gente já tá fazendo isso e a gente consegue [música] fazer o diagnóstico e acompanhamento e muitas vezes evitar até uma ressonância, porque você consegue através [música] desses exames super minuciosos detectar a recaída ou ou a boa resposta do tumor. Doutor, nós estamos aqui hoje falando sobre o câncer infantil, câncer infanto juvenil. Eh, esse tipo de câncer que acomete crianças, eh, é um câncer que a gente pode falar que tem a ver com a hereditariedade ou não? Na maioria das vezes não. 15% dos cânceres têm [música] uma questão genética hereditária ou não, mas que tem uma alteração que a gente encontra algum tipo de de fator associado a outras doenças [música] genéticas ou a própria hereditariedade do tumor, que é, por exemplo, no caso do ritmo do blastôm, ou outras síndromes, crianças com síndrome de Down, por exemplo, tem uma genes maior de desenvolver leucemia. Então, mas esse não é a grande maioria. A maioria é uma questão, [música] uma fatalidade que pode acontecer e muito mais. Até o momento a gente não consegue dar explicação para todos os casos. 15 a 20%. Obviamente com esse com esse estudos mais detalhados que estamos fazendo diversos tumores, eu acredito que a gente encontre mais outras causas, mas ainda estamos nesse número. A maioria não é não é não está relacionado à hereditariedade ou algum outro tipo de mutação ou de alteração genética. E quanto a esse diagnóstico positivo, né, ele vai trazer um impacto na rotina da família e também na rotina da criança. Gostaria que o senhor falasse com a gente sobre a importância eh desse tratamento ser aliado com um tratamento psicológico e como minimizar o impacto eh sobre a família, né, nesse momento. Eh, eu acho que a gente tem uma, tem que táar preparado para poder dar o suporte necessário para essas famílias de forma integral, [música] olhando aspectos físicos e psicológicos, sociais para dar esse enfrentamento pra família. Eh, é uma doença que impacta [música] toda a família, não só a criança. Então, a gente tá preparado sim para poder dar melhor condição e isso inclui psicólogos, eh, fisioterapeutas, [música] médicos, enfermeiras, assistente social, enfim, toda a equipe para poder realmente fazer isso que você tá colocando, dar melhor melhor a melhor acolhimento para essas crianças e familiares, para eles poderem, sem [música] dúvida, enfrentar uma um impacto na vida da família em todos os sentidos, né? Porque criança não vai ficar doente. Por favor, não. Eu comento que criança a gente não quer que não é para ficar doente, né? Uhum. Exatamente, [música] né? E quando a gente fala em tratamento, como que funcionam as principais linhas de cuidado eh de uma criança que tem um diagnóstico positivo, né, de de um câncer. Sei que tem vários tipos de câncer, mas específico para a criança. Quais são as linhas principais de cuidado e como que isso vai impactar a rotina dessa criança? Então, a primeira questão faz diagnóstico. Muitas vezes tem que começar com uma grande cirurgia, uma pequena cirurgia, dependendo tumor cerebral cirúrgico. Muitas vezes algum os sumores começam com cirurgia. Alguns já é a quimioterapia direta após a a a definição do diagnóstico. Hoje em dia nós temos os imunológicos, os anticorpos no clonais. A gente tenta evitar a terapia por causa das sequelas. O arsenal, o arsenal é muito grande hoje, extremamente sofisticado e caro, muitas vezes difícil o acesso às vezes a toda a população, mas a gente tem hoje uma um arsenal muito mais importante e com muito menos efeitos colaterais e a gente conhece mais tudo isso, né? Desde que eu comecei há 40 anos atrás, obviamente isso evolui de forma fantástica. Doutor, agora a criança que passa, né, por uma sessão de quimioterapia, ã, como que fica a questão da saúde dela pósquimioterapia e depois do tratamento? Se essa criança ela é curada, né, eh do câncer, ela vai ter que ter aí um acompanhamento médico ah por quanto tempo? como que funciona eh essa questão do tratamento e aí depois o acompanhamento eh perdura por toda a vida. Como que funciona esse acompanhamento pós quimioterapia e pós cura de um câncer infantil? A criança se cura, a gente vai acompanhar ela por mais alguns [música] anos. esse acompanhamento vai diminuindo o número de vezes que com que vem ao hospital, mas todos nós temos que ter acompanhamento, né, de de rotina para algumas [música] situações. Eh, dependendo como usou, a gente tem protocolos importantes de orientação para pacientes curados, [música] como é que acompanhá-los. Algumas vezes foram mais expostos algumas questões que podem depois afetar algumas alguns órgãos importantes, então tem que serem acompanhados, sim. Mas a gente hoje tem a condição de oferecer uma uma chance de cura grande, uma qualidade de vida excelente para dar continuidade tentando a ser uma vida normal e com acompanhamento e com as orientações todas. Obviamente os primeiros 4, 5, 6 anos são sempre mais perto de nós. Isso isso vai aumentando os intervalos, mas sempre tem que ter uma orientação em especial eh pela exposição daquilo que foi feito durante o tratamento. E como que o senhor avalia, Dr. Sydney, eh alguns pontos que ainda atrapalham o diagnóstico, né? Aí tem a questão de família, tem a questão de ir, aquela resistência de ir a procurar um atendimento médico específico. Eh, exceção de algumas localizações ainda no país são mais difíceis, obviamente devido a a onde vivem. Eu acho que eu acho que as pessoas estão mais as redes sociais [música] aumentam mais essa esse acesso. Eu acho que a gente tem menos preconceito sobre doenças mais graves. Eu acho que tudo isso melhorou. Eh, acho que a a mensagem é, a criança não também tem que procurar rapidamente atendimento médico. Pode ser câncer, [música] pode ser outras doenças. Acho que quanto mais simplista nesse sentido a gente for, mais fácil fica. A gente não tem que, a criança não tem que ficar, os pais não têm que saber o diagnóstico, eles têm que procurar o atendimento médico. O que que tem que ter é um bom atendimento, uma boa acesso ao local correto? Para o diagnóstico de n doença, inclusive o câncer no local e o encaminhamento preciso e rápido para que não perca tempo entre o diagnóstico feito e o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Acho que é isso. Eu acho que o país tem uma rede interessante, importante, pode ser melhorada. Mas eh procura para locais corretos, investimento nessa área. Ah, é isso que a gente quer que teja a evolução de inclusão de novas tecnologias, de novas medicações o mais rápido possível para que a para que tudo aquilo que faz a diferença na nas chances de cura, a criança tem acesso rápido. E quanto essas campanhas, né, a as campanhas de conscientização, qual que é a avaliação que o Dr. Sidney faz sobre as campanhas que nós temos, né, por exemplo, eh, outubro rosa, novembro azul e também temos a campanha de conscientização referente ao câncer infantil infanto juvenil. Qual que é a importância dessas campanhas eh na sua avaliação, doutor? A gente tem uma grande experiência em campanha, [música] inclusive mais de 25 anos sobre a campanha que a gente já desenvolveu e depois traduziu para 10, 15, 20, acho que 10 idiomas do retinoblastoma já desde [música] 2000. Tem até várias publicações nesse sentido. Eh, é que eu eu já disse isso para você e é importante sim chamar atenção. A campanha é mais um instrumento para isso, porque mesmo que você, se você tiver campanha, tiver o diagnóstico e não tiver onde tratar, não adianta nada. Então, a campanha é é dentro de um aspecto aquilo que eu chamo de controle do câncer, passa por várias [música] etapas, inclusive dá conhecimento que existe, é uma doença que existe, tem que ser falada, tem que ser lembrada, tem que ser orientada. A família tem que saber que existe também por poder eh eh eh correr atrás se caso for o o ponto. Posto de saúde, na verdade, né? E é é o primeiro local onde a pessoa ela ela vai buscar aí o apoio médico e a partir disso tem os encaminhamentos. Então, eu gostaria que o senhor deixasse eh para as famílias que estão assistindo, para os pais que estão nos assistindo agora, eh, uma mensagem para que a gente entenda a necessidade de ter uma periodicidade eh com os nossos filhos a um acompanhamento médico. A criança tem que ter a puricultura, ela sempre tem um atendimento, né, nos primeiros anos. E a e a mensagem, a criança não tá bem, não tá esclarecida, tem que procurar atendimento rápido, insistir para que possa chegar a um diagnóstico, né? Criança, falei lá na frente, repito, não é ficar doente. Se tem uma coisinha, tem que procurar para esclarecer. Na maioria das vezes não vai ser nada, mas infelizmente algumas vezes a gente pode estar diante de uma doença mais grave e é isso que a gente quer curtar o tempo, é isso que a gente quer fazer diagnóstico rápido. E também não ficar achando que tudo vai ser câncer, como nós você bem colocou no início, é uma doença rara, mas que pode acontecer. Excelente, doutor. Muito obrigada, Dr. Dr. Sydney Appelman pela sua participação, pela sua contribuição e pela clareza nas informações. A gente agradece, viu, sua participação aqui no Saúde é Vida. Gratidão. Obrigado. Obrigada pela oportunidade. Maravilha. E você que tá em casa, obrigada pela sua companhia e não esqueça, né, diagnóstico precoce é importante e também é muito importante a frequência, né, da sua visita ao médico com a sua criança. Então, vamos cuidar dos nossos pequenos. A gente fica por aqui e a qualquer momento a gente se encontra na programação da TV Câmara Campinas. Até mais. [música] [música] เฮ [música]