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[música] Olá, estamos chegando TV Câmara Campinas com o nosso programa Saúde é Vida. O tema do programa de hoje é um alerta importante para os homens e para toda a família. Hoje a gente fala de câncer de próstata, um assunto que ainda é cercado de tabus, mas que precisa ser falado com clareza. Afinal, o diagnóstico precoce pode salvar vidas. Para nos ajudar a entender melhor esse tema, nós damos as boas-vindas ao Dr. Vinícius Meneguete. Ele que é urologista e membro da comissão de comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia. Seja muito bem-vindo, Dr. Vinícius. Obrigada pela sua participação e presença. Bacana. Muito bom estar aqui com vocês. Muito bem. Bom, gente, é assim, olha, o câncer de próstata representa 29% de todos os casos de câncer no sexo masculino no Brasil, com aproximadamente 66.000 novos diagnósticos e quase 16.000 1 mortes por ano. Isso segundo o Instituto Nacional do Câncer. Então, doutora, pra gente começar de forma simples e direta, o que exatamente é o câncer de próstata e por ele é considerado tão comum entre os homens? Muito bem. O câncer de próstata é o câncer mais frequente, exceto os tumores de fé, e ele acomete uma quantidade grande de homens todo ano. Por volta de 66 a 67.000 homens vão descobrir o câncer de próta aqui no Brasil só esse ano, segundo as estimativas do eh tornando muito relevante do ponto de vista de saúde masculina e necessitando a o estabelecimento e a criação de políticas públicas com o intuito de prevenir e diagnosticar de forma precoce. A importância do câncer de próprio é muito eh ímpar para os homens, principalmente para aqueles que já passaram dos 45 a 50 anos. E a gente tem diversas recomendações em prol de pesquisar e rastrear esse câncer, mesmo em homens não sintomáticos. Excelente, doutor. Agora, a maioria das pessoas eh ainda associam o câncer de próstata a sintomas visíveis. No caso da próstata, o senhor pode explicar pra gente porque essa doença ela costuma ser silenciosa principalmente nas fases iniciais? É, essa pergunta é uma pergunta muito importante, né? Porque muitas vezes não só os homens, mas principalmente eles, né? quando comparo com as mulheres, acabou não tendo o hábito de fazer o acompanhamento rotineiro de sua saúde e as consultas frequentes, preventivas. O preço disso daí é muito claro, né? Eh, por vezes, doenças que são potencialmente graves e que não se manifestam com sintomas no começo acabam se agravando e tornando-se não curáveis ou tratáveis. Então essa pesquisa do câncer de próstata na sua fase não sintomática, ela é muito importante por conta da necessidade de fazer-se o diagnóstico precoce, permitindo que a gente oferte tratamentos que trazem uma chance de cura elevadíssima, né? mais de 97% de chance de cura quando descoberto e tratado no seu início. E no começo ele não causa sintoma, né? Porque o câncer acaba sendo aquela alteração a nível celular de pequenas partes da próstata que ainda não são grandes o suficiente para gerar eh sintomas presentes aí, principalmente de ordem urinária e sexual, que são as duas principais funções que a próstata tem no homem. Excelente, doutor. Agora, eh, quais os primeiros sinais, já que é algo que é invisível no começo, no início, quais são os primeiros sinais que o nosso corpo dá pra gente poder acender o alerta? Quando a gente fala de câncer de próstata, o homem tem que estar atento a que, especialmente esses que já passaram dos 45 anos? é o principal sinal que aí ele não é uma manifestação visível ou perceptível, com certeza absoluta, mais inicial de todos, é a alteração do exame de sangue chamado PSA. Então, a alteração do PSA é a primeira marca que se demonstra eh nos pacientes que desenvolvem de próstata. E até por isso que utiliza-se o PSA como ferramenta fundamental para rastreamento, né? Então, o que quer dizer rastrear, né? Rastrear nada mais é do que fazer uma pesquisa de uma condição, uma doença, no caso próosta, que é o que a gente fala, sem que ele tenha se manifestado do ponto de vista clínico, ou melhor, sem que ele tenha demonstrado qualquer tipo de sinal ou sintoma visível ou perceptivo, tá? Então esse, sem dúvida nenhuma, é o primeiro sinal fundamental e mais importante que a gente precisa ter atenção. E obviamente para que seja feito, avaliado e analisado o PSA, esse homem precisa est fazendo suas rotinas regulares no médico eh urologista, principalmente para fazer a adequada avaliação e interpretação dos resultados. Perfeito. Agora, dados do Ministério da Saúde mostram que o número de atendimentos por câncer de próstata em homens com até 49 anos cresceu 32% entre 2020 e 2024, passando de 2,5.000 para 3,3.000 1 procedimentos no Sistema Único de Saúde. Agora, doutora, quem confunda esse crescimento benigno da próstata com o câncer? Então, como o paciente pode diferenciar essas condições e quais os principais fatores de risco que aumentam as chances de um homem desenvolver o câncer de próstata? Fator de risco é uma coisa muito importante, né? Porque isso diferencia, né, aqueles homens que precisam ter mais atenção com aqueles que podem eh dispender de um pouquinho menos de preocupação a respeito eh do achado da investigação e da doença. Então, eh no geral a gente tem o principal fator de risco, que é a idade. E isso daí é algo que a gente não consegue interferir, né? Não dá para voltar o ponteiro do relógio para trás, né? Então não tem muito jeito de fugir da idade. E aí a gente utiliza essa marca de 50 anos para o início do risco, né? A gente sabe que o pico, né, o maior número de diagnósticos de câncer de prósta acontece perto dos 70 anos por volta de 66, 67 anos. Então a idade é o principal fator diso, sem dúvida nenhuma, tá? Além da idade, a gente tem algumas questões de ordem genética. Então, o histórico familiar, principalmente o histórico de câncer de prósto é muito relevante para eh essa possibilidade, né? Então, todos aqueles que têm parêntese de primeiro grau com câncer de próstata, acabam tendo um risco maior de desenvolver câncer de próstata ao longo da vida. E esse risco maior penota uma importância diferenciada de acompanhamento para este homem que tem irmãos, pais, tios, principalmente primeiro grau, né, na segundo grau eh com histórico de câncer de prosa. Outros dois fatores de risco, e esses daí são fatores, eh, que de alguma forma diferenciam os homens mais jovens que têm maior risco para isso são as questões raciais e éticas. principalmente, né, nos homens negros. Sabe que os homens negros têm uma carga genética mais associada ao câncer de próstata. Isso daí denota uma necessidade de atenção importante, diferenciada. E além dos homens negros, a gente tem também o que chamamos de síndrome metabólica. A síndrome metabólica é a doença do século, né? sobrepeso com obesidade, alterações do açúcar do sangue, aumento da circunferência abdominal, né, e alterações da pressão arterial. Então, essas condições são condições que também agregam o risco aumentado do homem, vim a desenvolver o câncer de próstata. Então, esses quatro fatores de risco são os fatores mais classicamente associados com o aumento da chance de ter câncer de muito bem explicado. Importante colocação, né, pontuação do Dr. Vinícius. E segundo números da Sociedade Brasileira de Urologia Obtidos, eh, o Brasil, gente, registrou 15.587 mortes por câncer de próstata. Gente, isso é verdade. Isso é eh chega dá um susto quando a gente fala. Em 2024 o equivalente a 48 óbitos por dia. Então é uma alta de 21% em 10 anos. Dr. Vinícius pontuou pra gente, a hereditariedade pesa nesse diagnóstico. Então, por exemplo, se o pai e o irmão tiveram, o risco é maior. Então, precisa estar em dia, né, eh, com a o seu urologista. precisa sim fazer os exames para você fazer uma prevenção. Os estudos mostram também, como muito bem pontou Dr. Vinícius, que os homens negros têm uma incidência maior da doença. Então, a gente eh precisa de mais informação e de menos tabu. Doutor, novas terapias, né? O que que a gente tem de novo pra gente eh falar dos cuidados com o câncer de próstata? Eh, a gente sabe que a ciência vem evoluindo juntamente com a tecnologia e isso consequentemente vem trazer aí um um uma facilidade no diagnóstico, uma melhora no tratamento, né, nos efeitos colaterais. O que que o senhor tem para trazer pra gente de novo referente ao câncer de próstata? O que que a ciência traz? É, essa essa essa questão e essa pergunta, essa temática é uma temática muito interessante, porque nós médicos a gente gosta muito de novidades e tecnologias, né, porque isso traz melhora de qualidade de vida e melhora de sobreviv sobrevivência aí pros nossos pacientes, né, pra nossa sociedade, pra nossa comunidade. Eh, como você pontualmente colocou, né, mais de 15.000 homens moram por prósto passado. E a gente sabe que a cada 7 minutos um homem diagnosticou câncer de pró no passado, né? Então é um dado estarrecedor, né? Eh, e quando a gente leva em consideração que não são todos os homens que estão sob esse risco, né? Então a gente tem aquela população muito jovem, né? Eh, as crianças, os jovens, os adolescentes, os adultos jovens que acabam não tendo essa doença, infelizmente, né? Então, coisa de próxa começa a ser uma preocupação a partir dos 40 anos. E então a gente vê que é uma população que não é tão numerosa assim, né? Porque o Brasil ainda tem uma maior parcela da sua população masculina ainda tem menos de 40 anos, né? Mas é intensamente acometida por essa doença que traz graves riscos e sequelas, né? E aí para diminuir, né, os riscos, as sequelas e permitir uma maior chance de cura em resolução do quadro, a gente tem muito interesse e estudo em cima de novas tecnologias, né? Então a gente sabe que o principal foco hoje é orientar e conscientizar os homens que buscar e cuidar da saúde é fundamental, né? Então isso eu não tô nem falando de próst, isso eu tô falando de cuidado da saúde mesmo. E aí o novembro sul, né, é uma estratégia que aos poucos vem ganhando relevância social aqui no Brasil desde 2014, né? E cada ano que passa a gente tem mais eh resso aí social e na mídia a respeito dessa importante estratégia de conscientização. O noem Brasil começou em meados de 2010 na Austrália e era o M vender, né, que o pessoal deixava o bigó de falava sobre saúde masculina. E isso daí foi prontamente trazido e assimilado pelas questões associadas ao cuidado da saúde masculina com a ênfase na próstata, né? Por isso é uma questão específica do ó, né? E o que que a gente tem de novo, né? O PSA ele começou a ser sistematicamente utilizado nos anos 2000, né? Então é uma coisa desse século, né? E e a partir daí a gente começou a ter uma maior chance de diagnóstico de cura do câncer de prósta, que era uma doença até os anos de 80, 90 muito terrível, né? não tinha grandes opções de tratamento, né? Hoje a gente tem eh equipamentos modernos, cirúrgicos, né, de cirurgia robótica, que trazem bons resultados de recuperação, tanto de pós cirúrgica quanto de recuperação funcional. Eh, a gente tem aparelhos modernos de radioterapia que entregam a radiação para tratamento da próstata com precisão e com diminuição do risco de complicações para os órgãos que estão em volta da próstata. A gente tem novidades de medicamentos com grande eficácia para aqueles homens que, infelizmente, descobriram a doença na sua forma já mais grave, disseminada, espalhada, metastática. E cada vez mais novas tecnologias estão sendo agregadas ao tratamento do Pass Gros, o que nos deixam muito animados de poder ver a sobrevida e a qualidade de vida dos nossos pacientes aumentando a despeito de um muito grave e terrível diagnóstico como esse de Excelente, doutora. a gente eh fala sobre o novembro, novembro azul, né, que é um mês de conscientização, mas a gente precisa entender e principalmente você, homem, que está aqui assistindo o nosso eh Saúde à vida, que você precisa, né, consultar regularmente o seu médico, você precisa ter um médico de confiança. E é importante a gente falar também que o homem ele não traz como cultura ir ao médico, né? Geralmente a mulher, a menina quando ela cresce, ela eh está na puberdade, a mãe costuma levar a menina ao médico e por cultura, o homem quando cresce, está na puberdade, ele ganha um parabéns, ah, tá virando o homem e automaticamente não vai ao médico. E então isso vem de longa data. E a gente precisa entender hoje que a prevenção é o melhor remédio, doutor. E quando a gente fala em prevenção, a gente fala eh de muita gente que tem resistência ao toque retal. O senhor acha que o preconceito ainda é o maior obstáculo? como que tem sido, né, a o comportamento dos homens diante desse exame que é um exame que salva vidas, que é um exame que vai eh prevenir algo que pode, infelizmente, ceifar a sua vida lá na frente, que é o câncer de próstata? É, a gente melhorou muito, sabe, o preconceito e a falta de atenção e interesse na sua, no seu autocuidado e no cuidado à saúde em geral, eh, tem sido cada vez menos relevante na no agravamento das condições de saúde masculina, né? Isso que você falou, desse paralelo entre homens e mulheres, ele é muito relevante mesmo, porque sabemos que os homens têm uma tendência menor de buscar os serviços de saúde e isso daí gera um impacto, né? E esse impacto muito relevante, ele se demonstra como uma menor sobrevida pros homens quando comparados a mulheres, né? Então os dados brasileiros mostram que as mulheres vivem se a 7 anos em média. a mais do que os homens, né? Então isso daí é algo bastante notório, né? Então esses esses homens, como você disse, né? ou no jargão popular, machos que não buscam a atenção à saúde, não cuidam da própria saúde, eh eles certamente estão cuidando para que a sua herança seja entregue mais rápido, tanto paraas suas cônjuges quanto pros seus eh eh filhas e filhas. Então, assim, brincadeiras à parte, é evidente que o cuidado à saúde é algo que salva vidas, é algo que permite uma melhor qualidade de vida, é algo que torna a vida sua interessada, homem mais saudável. E tudo isso daí eu tô eh dizendo com o intuito de permitir que vocês se conscientizem a respeito de uma melhor qualidade de vida, a respeito de mais buscas dos serviços de saúde, a respeito de aproveitar que o mês de novembro seja dedicado à busca da saúde, seja dedicado ao cuidado da saúde e à prevenção. O exame de toque, que é esse que você citou, é um exame que tem importância na avaliação das questões de próstata e somado ao PSA traz possibilidade de diagnóstico precoce e identificação do câncer de prosta com devido tratamento. Prevenção, diagnóstico precoce, mais informação e menos tabu. Nós estamos aqui no nosso Saúde é vida falando sobre o Novembro Azul, em especial o câncer de próstata. Fique ligados, a gente volta já já. [música] [música] [música] Muito bem, já estamos de volta com o nosso Saúde é Vida. Estamos aqui falando com o Dr. Vinícius sobre o Novembro Azul, sobre o câncer de próstata e eu vou repetir novamente, né? mais informação e menos tabu. E é isso, Dr. Vinícius. A partir de que idade o homem deve começar então a fazer os exames preventivos e com qual frequência, né? De quanto em quanto tempo é indicado para que esse homem possa visitar o urologista? Muito bem. Bom, sabemos que a frequência recomendada atualmente é a avaliação anual no médio urologista do ponto de vista preventivo para diminuir a chance de descobrir tardiamente o tác de prosta, né? Então, infelizmente, o câncer de próst ele não pode ser prevenido, consegue prevenir os graus mais avançados, as doenças mais graves, os diagnósticos com menos possibilidade de tratamento curativo, né? Então, a consulta anual, ela é recomendada para todos os homens a partir dos 50 anos e a partir dos 45 anos recomendamos as consultas anuais começando mais cedo naqueles homens que têm algum fator de risco, como aqueles que a gente já conversou previamente, né? Então, o principal fator de risco histórico familiar. E sabemos também que homens com síndrome metabólica, né, circunferência abdominal aumentada, obesidade, eh, diabetes, intolerância ao açúcar e aumento da pressão arterial, também aqueles homens da raça negra acabam tendo um risco um pouco maior e por aí recomendamos o início precoce. Muito bem, doutor. Agora, eh, quando o câncer ele é detectado, eh o tratamento ele muda dependendo do estágio da doença? Eh, tem casos que só o acompanhamento é suficiente ou não? Sim. Eh, e quão grave é a doença, mais intenso será o nossa necessidade de tratamento. Então, eh quando a gente descobre a doença na sua fase mais inicial e precoce, a gente tem uma sorte grande de possibilidades de tratamento. E como você disse com muita propriedade, o acompanhamento, sim, é uma das alternativas, por mais estranho que possa soar acompanhar, né, diagnóstico de câncer, a gente sabe que o acompanhamento ativo, né, não é simplesmente acompanhar, mas é acompanhar por um médico especialista, urologista que é habilitado e capacitado pro tratamento do câncer de próstata, faz sentido em algumas doenças no intuito de permitir que a gente diminua os riscos associados ao tratamento e a perda de qualidade de vida associada ao tratamento, mantendo as chances de acompanhamento, cura e resolução do quadro, se é que essa doença eventualmente se agrave. Então eu entendo que isso é um conceito um pouco complicado, mas como o câncer de prosta é uma doença de homens idosos, a gente sabe que os homens mais idosos têm outros problemas de saúde e por ser nos seus casos mais leves, iniciais uma doença lentamente progressiva, é muito plausível e muito possível fazer esse acompanhamento, desde que bem orientado por um profissional experiente que tenha o a dedicação ao tratamento e acompanhamento do Cerção. Excelente, Dr. Vinícius. Agora, depois do tratamento, muitos homens temem a perda da potência sexual ou também continência urinária, né? O que que a medicina tem feito para minimizar esses efeitos e garantir qualidade de vida? O que é mito? o que é verdade referente a ao tratamento e depois o pós-tratamento do câncer de próstata. Muito bem. É bom, essa pergunta é uma pergunta de extrema relevância, né? Porque muita gente acaba não querendo fazer o diagnóstico pelo medo, né? Eh, envolto a as complicações associadas com a doença e ao seu tratamento, né? Então é aquele negócio, ah, eu não sinto nada, eu não vou no médico porque quem procura acha, né? E e isso daí é uma situação que a gente precisa ter bastante cuidado, porque sim, quem procura acha, mas quem não acha acaba encontrando por outros meios depois, né? E isso pode ser muito mais complicado e grave. Então, eh, sim, as duas principais complicações estão voltadas a questões urinárias e sexuais, ao tratamento da próstata. E isso daí acontece por conta da própria função da próstata, né? A próstata, ela é um órgão que envolve o canal da urina e ela é um órgão que tem uma participação importante nas questões de sexualidade masculina, né? Então, a próstata ela não tem nada a ver com a função de ereção, mas muito próximo da próstata estão eh todos os nervos responsáveis pela comunicação, né, da questão do desejo sexual com eh o pênis propriamente dito e permitindo que haja essa resposta aí direção. Então, sim, o tratamento da próstata, infelizmente, ele traz um impacto negativo na vida sexual e ele traz potencialmente um impacto negativo na questão urinária. A gente sabe que as novas tecnologias mitigam, reduzem, diminuem esse risco. Entretanto, o risco não é zero. Então, descobrir de maneira precoce permite que a gente faça tratamentos mais precisos e preservadores que, no fim das contas acabam permitindo que a gente atinja uma boa proporção de cura, mais de 97, 98%, com uma preservação funcional relevante. Então, a gente tem nos dados mais atuais 80 a 90% de preservação da capacidade de segurar a urina, que é a continência urinária. E a gente tem também uma preservação de função sexual na ordem de 60 a 70%. Excelente, doutor. Bom, agora, eh, qual é o papel da mulher nesse momento em que o homem descobre o câncer de próstata? O que que o senhor traz pra gente sobre a importância, né, do apoio feminino? É isso. Assim, em todas as fases da nossa conversa, não só depois do diagnóstico, a o papel da mulher é fundamental, né? Socialmente falando, a a mulher acaba sendo, principalmente aqui na construção social e familiar brasileira, a aquele ente do cuidado, né? aquele ente do apoio, aquele ente do carinho. Então, o o a manifestação do cuidado, né, ele vai se dar com o o estímulo, inicialmente, a esse homem procurar a atenção de saúde, buscar cuidar da saúde, fazer os seus exames. Aí num segundo momento, no momento da investigação e do diagnóstico, onde o homem vai dizer exames de óbia de próstata, que são exames eh desagradáveis do ponto de vista de sintomas, de realização, eh, o papel feminino com certeza, é aquele papel do apoio, é aquele papel da companhia, é aquele papel de reforçar a necessidade do cuidado à saúde e aplacar essa ansiedade da possibilidade do câncer E quando, infelizmente, o câncer é diagnosticado, e a gente viu, né, que a cada 7 minutos um homem descobre essa doença na próstata somente aqui no Brasil e mundialmente falando em um ano, mais de 1.200.000 homens descobrem o câncer de próstata, né, que é um dado bastante relevante. Eh, o que que a gente tem? a gente tem aquele momento de eh prestar o apoio durante o diagnóstico, prestar o o conforto da questão de companhia, da questão de manutenção dos laços de relacionamento e prestar o o empenho e o esforço para seguir nesse tratamento, seja pelo acompanhamento ativo que vai demandar consultas frequentes, seja pela cirurgia que vai demandar uma internação hospitalar com todas as preocupações envolvidas no processo cirúrgico, seja pela radioterapia que vai demandar múltiplas idas ao serviço de radioterapia para aplicações fracionadas da radiação. Então, eh, sem dúvida nenhuma, o papel feminino ele é fundamental na prestação do suporte, apoio e no carinho envolvido nesse processo complexo que é o diagnóstico e tratamento do câncer de próstas. Excelente, Dr. Vinícius. Pra gente encerrar, então, neste momento, eu gostaria que o senhor deixasse uma fala para os homens que estão nos assistindo, que ouviram a sua entrevista, tiraram suas dúvidas, mas ainda tem aquela questão do tabu, né, do medo e de repente precisam de um empurrãozinho para poder seguir e chegar até o urologista, conversar. e começar então essa esse momento de cuidado, de amor próprio, de autocompaixão. Bom, primeiramente é um prazer estar aqui com vocês da TV Câmara de Campinas. Atualmente eu não moro em Campinas, mas eu sou um campineiro nato. Eh, me radiquei, estudei aí, me fornei no então tenho um carinho muito grande pela terra. Então, eu fico muito honrado de poder ter esse espaço para conversar aí com meus conterrâneos engenheiros. Eh, a mensagem que eu passo é que o cuidado à saúde é o melhor investimento que você pode fazer na sua carreira pessoal, familiar e financeiro, porque o retorno, cuidado à saúde e o seu futuro, né, da longevidade na idade, um retorno muito satisfatório. Então, ten o prazer de acompanhar a o crescimento e o florescimento dos filhos, a a estabilização da família, o segmento, né, de eventualmente poder ter o privilégio de conhecer netos e bisnetos. É algo que somente aquele homem que cuida efetivamente da saúde vai ter. Excelente, Dr. Vinícius, nós agradecemos pela conversa tão rica e esclarecedora. muito obrigada pela disponibilização, né, do seu tempo para trazer essas informações tão precisas pra gente no nosso programa Saúde é Vida. Gratidão. Um grande abraço, uma satisfação enorme. Eu permaneço à disposição para algo que eu possa ser útil e ajudar aí na programação de vocês. Maravilha. Gratidão. Muito obrigada, Dr. Vinícius. Muito obrigada a você de casa que está acompanhando o nosso programa e fica o recado, né? Homem que se cuida, vive mais e vive melhor. O Saúde é a vida fica por aqui. A gente se encontra no próximo Saúde à Vida e você continue ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Cuide-se, um grande abraço e até logo. [música]