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[Música] Olá, seja muito bem-vindo à programação da TV Câmara Campinas. A partir de agora nós entramos com o Saúde é Vida e vamos falar de setembro, que é o mês dedicado ao setembro dourado, que se dedica ao combate ao câncer infanto juvenil. Hoje vamos falar sobre um tipo de tumor cerebral que, apesar de ser o mais comum em crianças, ainda é pouco conhecido. Vamos falar sobre o meduloblastoma. E para conversar sobre a importância do setembro dourado e também a importância da prevenção, nós vamos receber o Dr. Sydney Epelman. Ele é oncopediatra e líder nacional da especialidade de oncopediatria da Oncoclínicas. Doutor, muito obrigada pela sua participação. É um prazer receber o senhor aqui no Saúde é Vida. Um prazer é meu. Obrigado pela oportunidade. Eh, o tema é sempre bem-vindo. Acho que que seja uma ou duas pessoas que já que já se beneficiam desse conhecimento e porque os tumores oncológicos eh na pediatria, enfim, os a oncologia pediátrica é uma especialidade para pouca gente, ainda bem. Poucas crianças têm o diagnóstico e adolescência diagnóstico de câncer, mas ele acontece. Então é importante chamar atenção que mimetiza muitas doenças. Chama atenção porque também às vezes é um tumor. Isso é uma, acho que é o primeiro, é uma mensagem importante. A gente não consegue falar sobre todos os tumores. A gente vai falar mais sobre o tumor cerebral que é uma das neoplasias mais comum, especificamente medblastoma, mas é importante sim, acho que o mais importante da mensagem saber que existe, né, que também às vezes, infelizmente aquela criança pode estar desenvolvendo um câncer. Correto, doutor? Olha, de acordo com informações, mais de 30.000 crianças no mundo são diagnosticadas com este câncer cerebral infantil, cuja sobrevida é abaixo de 5%. Então, doutor, explica pra gente eh o que é esse tumor, né, o meduloblastoma, como ele se desenvolve e por ele é considerado um tumor cerebral maligno mais comum na infância. Então, eh, depende aonde a gente for olhar, os resultados não são tão ruins como você colocou, dependendo, eu acho que já aí quando a gente fala em setembro do horado, por que da conscientização, porque muito se fala sobre diagnóstico precoce, né? O diagnóstico precoce ele é importante. Prevenção não tem, né? Então, prevenção em oncologia pediátrica, diferente do adulto, onde ele tem algumas ações que fizer pode prevenir o câncer. na infância isso praticamente não existe, eh, muito menos em tumor cerebral. Eh, o meduloblastoma é um dos tumores mais comuns cerebrais na infância, tem os gliomas também são bastante importantes e ele tá localizado aqui na fóssa posterior. Agora, talvez para quem não seja médico, isso isso a localização menos importante, mais importante é que ele pode mimetizar outras doenças. Muitas vezes se confunde no primeiro momento quando a criança tá com muita dor de cabeça, muita cefaleia, ela pode ficar com a marcha mais alterada, ela pode ter algum outro sinal neurológico e muitas vezes achar até uma convulsão menos comum. E normalmente quando vai ao pronto socorro se pensa em outras doenças, especialmente porque a dor de cabeça pode ser seguida de vômito, né? Então o que acontece é que se confunde com outros tipos de doenças muito mais corriqueiras e muitas vezes será a doença mais corriqueira. Mas algumas vezes eh acontece o diagnóstico de um tumor cerebral, especificamente só cerebraremos depois da cirurgia eh qual tipo e normalmente na fóssa posterior o mais comum é o medoblastoma. Mas depende onde você trata, se trata corretamente, e aí eu vou falar um pouquinho mais sobre isso. Os resultados não são, os resultados são bastante bons e a gente consegue no Brasil, sim, resultados bastante eh importantes do ponto de vista de sucesso. Eh, mas não depende só do diagnóstico precoce. Por isso, a importância da da de estarmos aqui discutindo o diagnóstico precoce é o primeiro fator, mas se a criança depois do diagnóstico não for nas mãos no local adequado para uma boa neurocirurgia, para poder fazer uma avaliação correta da patologia. Depois eu vou falar um pouquinho mais sobre alguns aspectos hoje moleculares que a gente tem que saber. H, e depois radioterapia, quimioterapia, que muitas vezes é necessário. O diagnóstico precoce, ele não, ele sozinho não cura, né? você tem que ter todo esse arsenal, toda essa condição e para oferecer pra criança. Aí sim a gente consegue oferecer taxas de cura de 60 70%, o que são bastante bons. O mais interessante do meduloblastoma é que hoje ele não é considerado mais uma doença. O nome é o mesmo, mas dependendo daquilo que a gente encontra nessas avaliações que a gente faz hoje, tem esse conhecimento, já não é mais pesquisa, já é um algo que tem que ser feito para poder tratar essas crianças corretamente, a gente divide elas em vários tipos, né? Muito bem, doutora. Agora, a expectativa, né, de vida de uma criança com esse tumor, ela tem uma expectativa de vida mediante um tratamento? Eh, é possível sim a gente ter esperança. Existe estudos, né, que que trazem esperança pra gente eh eh dessa vida posterior à retirada, vamos colocar assim, desse tumor. Então, foi, como eu falei, se essa criança tiver um diagnóstico correto, for tratada num local correto, uma neurocirurgia adequada, com poucas sequelas, mãos de gente habilitada, uma raterapia correta, eh uma avaliação desse tumor que hoje não é todos os lugares que fazem, mas a gente consegue fazer com uma avaliação mais mais eh detalhada do que se encontra lá e classificá-lo corretamente, eh, e radioterapia e quimioterapia. Essa criança, como eu falei, ela tem uma boa chance de cura e quanto menos agressivo, quanto mais a gente puder tratar, sabendo quanto tempo tratar, com menos sequela. Então, sim, a a sobrevida e cura de crianças comidoblastoma é possível sim nos dias atuais. Essa é um fato claro, não é? Hoje, já nos últimos anos, os avanços permitiram isso. Então, sim, tem uma expectativa boa, mas de novo, desde que todos os passos necessários sejam feitos de forma extremamente correta em local adequado, isso faz muita diferença. Perfeito, doutor. Agora, no passado, o meduloblastoma ele era visto como uma eh uma doença, né, única, mas hoje, de acordo com informações, é classificada em quatro grupos moleculares principais. o senhor mesmo falou, né? Então, cada um desses grupos tem caracterí características genéticas e respostas ao tratamento diferentes. Então, essa classificação eh permite direcionar então o tratamento de forma mais específica para cada paciente e esse direcionamento, ele aumenta aí as chances de sucesso no tratamento. Então, a sua informação é extremamente correta e a sua colocação também. Eh, essa é a beleza. Será que a gente pode falar em beleza em tudo isso? eh nesse momento, porque a gente sabia já, já curava pacientes antes. Hoje, com essas informações que a gente tem através desses estudos genéticos, moleculares, que não são tão complicados mais e a gente consegue fazer, a gente tem um trabalho que faz daí para todo o Brasil, eh modifica completamente do ponto de vista de você entender melhor. E quando você entende melhor, você vai saber qual é a perspectiva de agressividade, qual é o prognóstico desse desse paciente nesses quatro subtipos. E você vai poder tratar mais quem precisa e tratar menos quem precisa. Então o que acontece? Você dá chances de cura específicas, mais o que a gente chama de medicina de precisão. E você não tem que agredir todos os pacientes de forma igual. das sequelas são diferentes, o manejo é diferente. Isso é, como você bem colocou, a consequência é que a gente vai ter melhores resultados eh dependendo do risco. Então você vai tratar aquele que características de alto risco de forma mais agressiva, de baixa o risco de forma menos agressiva e o resultado final desse manejo é dá uma melhor chance de cura. para dar uma informação. Então, hoje a gente consegue trabalhar com 12 subtipos de medoblastoma, mas que não tem tanta eh a gente não tem algum detalhe outro que a gente consegue ainda manejar ainda mais durante rotterapia, tem algumas modificações, mas se já fizer a subclassificação nesses quatro, já é um grande avanço, já tá demonstrado a importância e a gente consegue de fato eh curar com menos sequela e com mais chances. eh, de uma sobrevida e uma qualidade de vida muito melhor para essas crianças. Então, doutor, eh esse tumor, o meduloblastoma, ele acomete crianças em que faixa etária, né? Que idade e como que os pais devem agir mediante ao diagnóstico, né? Porque quando a gente tem um diagnóstico eh eh de um tumor e quando a gente fala de tumor maligno, infelizmente a gente pensa no pior. Mas que bom que no Brasil nós temos pesquisadores, temos doutores, especialistas, assim como o senhor Dr. Syney, que nos acende aí uma luz e que nos dá esperança, né? Então, gostaria que o senhor falasse da faixa etária dessas crianças e da reação dos pais ao diagnóstico positivo. Eu acho e esse é um ponto aspecto importante. Obviamente que ter um diagnóstico, enfrentar um diagnóstico de câncer na família já é impactante, ainda mais uma criança, um adolescente. Isso é um fato, né? Eu acho que esse é o primeiro ponto. A gente tem que lembrar que hã e a gente tem que estar preparado para receber esses pais nesse momento, acolhê-los de forma correta. para que eles consigam eh entender a gravidade, mas ao mesmo tempo a esperança, se tudo eh fizer direitinho. Eh, é um processo é um processo intenso, né, de eh de impacto. Então, mas o que acontece na na vida real é que essas crianças normalmente elas vão para um pronto socorro porque ou para um pediatra ou para um neurologista, pro neurocirurgião, não diretamente, e com uma com algumas queixas, como eu coloquei, você fala, é importante, dor de cabeça, vômito, alteração na marcha, mais raramente são os mais comuns. E aí a partir de então vai fazer uma ressonância, uma tomografia de urgência ah para entender o que tá acontecendo, se é que pensarem que um tumor cerebral não fizer um diagnóstico inicial de outra patologia, de outra enfermidade. E aí tem que passar, inicialmente passa na mão do neurocirurgião e o neurocirurgião ã a indicação correta de uma cirurgia, dependendo da da do tamanho do tumor e da situação da criança, mais urgente, menos urgente. Então, eh, eu acho que a partir disso a gente, os oncologistas podem ser chamados para ajudar nesse processo todo. E é importante aí essa sequência que meio que eu repeti algumas vezes, porque é um manejo multidisciplinar, não depende só do neurocirurgião, não depende só do oncologista, tem o raterapeuta, tem o patologista, tem hoje a parte da biologia moleculares, todo que ão tem que tá totalmente isso tudo estruturado para poder realmente eh falar para essa família aí, olha eh realmente a gente vai poder eh oferecer uma uma boa chance de cura e a gente quer que tudo dê certo e isso tudo vai ser feito com esses todos passos que a gente eh eu acho que não é mais é uma obrigação oferecer no centro que vai tratar. Eh, não é mais admissível, porque, por exemplo, a questão da desses subtipos que você colocou, os quatro subtipos, não tá mais considerado pela Organização Mundial de Saúde como uma um processo de pesquisa. Isso já é um consenso. O que que significa isso? significa que já tem que oferecer para melhor cuidar dessas crianças, não é? Eh, isso oferece, isso não oferece. Então, é muito importante que a gente tenha essa situação, eh, a gente tenha essa situação nesse momento, tá? Correto? Ah, eu acho que isso faz toda a diferença e realmente hã é uma obrigação. Acho que melhor palavra colocar para quem para quem lida ou para quem oferece ou para quem eh vai tratar essas doenças não pode, ah, eu não tenho isso, não. A gente tem que achar os caminhos e a gente tem caminhos tanto na esfera pública como privada para poder oferecer essa situação para para os nossos pacientes. Maravilha, doutor. quando o senhor fala de caminhos, né? Eh, o que que nós temos ainda em estudo? Tem algo novo? Tem algum estudo eh referente à possível cura desse tumor ou então eh algum estudo que possa eh trazer um pouco mais de assertividade eh na hora eh da cirurgia? O que que o senhor pode trazer pra gente de novo que nós temos no Brasil e no mundo referente a estudos, a pesquisa eh sobre esse tumor que acomete aí o cérebro de crianças e adolescentes. Eu acho são várias situações. Essas que nós já estamos colocando aqui, ela não deixa de ser algo bastante eh inovador, porque uma a questão é muitas vezes já tá a inovação existe, a palavra mágica é o acesso, porque não adianta ter inovação se você não vai oferecer se as crianças não vão se beneficiar Brasil aa disso. Acho que esse é um ponto importante e eu acho que esse que é o que chama atenção demais. A segunda questão que que eu acho fundamental é que é e a partir desse conhecimento, mais e mais drogas são sendo discutidas e e e destinadas a estudos para poder saber qual é o melhor melhor dos caminhos em termos de tratamento quimioterápico e outros agentes biológicos que a gente tem hoje imunológicos que a gente pode pensar em oferecer. Mas tem uma coisa muito bonita hoje também que a gente já tá conseguindo através de da do encontro da desses desses RNAs, DNAs, ninguém lembra, mas é aquela parte da sala que a gente tem lá lá dentro e a o tumor também tem específico. A gente consegue fazer uma coisa hoje já que é muito bonita. A gente consegue oferecer isso já não é em todos os lugares, mas a gente já começa a ter esse, nós temos nós fazemos aqui no Brasil também eh o que a gente chama de biópsia líquida. a gente consegue através do de sangue, líquele é o líquido que a gente tira da, né, dentro do sistema nervoso central e e muitas vezes do próprio do tumor não, mas mais do sangue e da e do líquid, dependendo de de outros tipos de tumores de outros lugares. a gente consegue fazer o acompanhamento da resposta desses tumores e a gente consegue saber inclusive se antes até da ressonância se ele tá aumentando, tá diminuindo e aí fazer interações mais precoces. Então, realmente, nós estamos num momento extremamente eh importante de avanços, mas eu volto a falar que me preocupa muito, os avanços têm para mim valor quando eles chegam na população, porque senão fica só no aspecto de pesquisa e se não fizer a a a o que a gente chama de translacional, quer dizer, aquilo que vai que a gente desenvolve, mas chega no paciente e de alguma forma melhora a condição do paciente, melhora o maneiro, melhora as chances de cura. E aí, como eu coloquei, você ainda não usou essa palavra, mas a cura, a cura existe, não é? ainda estão procurando a cura já existe. Se fizer tudo direitinho, a gente vai ter, a gente cura essas crianças já faz algum tempinho. A gente tem esses resultados aí com uma população bastante grande. Extraordinário. Extraordinário. Quando a gente fala sobre cura é muito bom ouvir, né, de um profissional eh eh do assim como o senhor que a cura ela existe. Isso é bom demais. Agora, quando o senhor fala em aproximar, né, a população de todas essas pesquisas, de todas essas informações, a gente pode remeter ao setembro amarelo. gostaria que o senhor falasse, setembro dourado, perdão, eu gostaria que o senhor falasse a importância, né, dessa campanha, dessa mobilização e qual que é a sua avaliação referente ao resultado dessa campanha que propõe explicar o que é, né, eh, esse essa esse tumor que acomete eh crianças e jovens e mostrar que sim, que nós temos a cura para esse mal. fez uma pergunta que eu acho muito importante, realmente. Eh, o setembro do durado para na, no meu ver, já faz tempo que eu faço oncologia pediátrica, mais de 40 anos, ele ele ele funciona no sentido, eu não acho que os pais têm que saber o diagnóstico, faz diagnóstico, não é função do pai nem da mãe e não vai aprender porque tão muitas doenças, nós estamos falando de tumor cerebral, um tipo, a gente tem leucemia, a gente tem tumor cerebral, a gente tem o tumor ocular, retinoblastomas, sarcomas, a gente tem n outros tumores em pediatria. E o setembro dourado, ele ele inclui toda a discussão em função de todos os outros tumores. Então é para chamar atenção que existe, é para chamar atenção que essa criança não tá boa, tem que procurar e se tiver o diagnóstico, a provável diagnóstico, um centro adequado, um oncologista adequado, que esteja preparado para oferecer tudo que existe nesse momento, tanto na esfera como eu coloco pública e privada. E a gente tem que essa obrigação de fazer e o que a gente faz. Por quê? Porque a chance, a melhor chance é a primeira, é aquela que você tem a maior chance de cura, tumor volta, recai, as a situação realmente daí vai ficando pior. Então essa essa condição dessa discussão do diagn que fala assim muito diagnóstico precoce, mas é como eu coloco, ele é importante dentro de um processo. Se você fizer diagnóstico precoce e não for adequadamente tratado no local correto, o diagnóstico precoce não vai curar sozinho. Então é todo um conjunto, né, um conjunto da obra, talvez essa expressão seja para poder realmente oferecer. Então esse setembro dourado traz essa discussão do acesso eh da da condição ideal, sim, para as famílias cobrarem isso. Eh temos tudo aqui para oferecer para para pro meu filho nessa nessa instituição. Esse é o ponto, né? O diagnóstico foi feito. Se mais precoce, menos precoce. Às vezes não é tão importante depender da doença, mas todos os passos são importantes, como a gente demonstrou aqui durante esse período que estivemos juntos, que para uma específica doença, mas se repete em todas, precisa de todas o acesso a todos os cuidados e as informações necessárias hoje pra gente tratar, curar com menos ou mais sequela, dependendo do risco do paciente, dependendo das informações que a gente consegue. Aí sim a gente vai ter um bom resultado dessa campanha toda do setembro dourado, que é isso, dar a as informações necessárias para essas famílias para elas poderem enfrentar uma doença grave e poderem obter melhor resultado. É dessa forma que eu enxergo a importância do tempo dourado. Muito bem, doutor. Eh, e sobre as informações, além do setembro dourado, né? Eh, essas pessoas, essas famílias, elas têm ali um suporte, onde que elas podem buscar informação referente a essa situação? Nós temos eh eh informações, o SUS, ele oferece algum tipo de informação, ele oferece algum tipo de tratamento, algum tipo de apoio para essas famílias? quando o senhor fala em políticas públicas, né, qual que é a sua visão ampliada eh sobre políticas públicas referente a essa doença? Então, eu acho acho que tem muita discussão em relação às políticas públicas. A maioria dos pacientes no Brasil não se tratam no sistema privado, se trata no sistema público através do SUS. O SUS é um local importante. Eu o SUS o o sistema SUS, sistema Único de saúde, ele é extremamente importante, eh, porque ele oferece acesso a toda a população do Brasil sem custo. Ah, a gente tem um trabalho em São Paulo importante nesse sentido e até toda a questão do meduloblastoma a gente oferece a avaliação desses da parte molecular para todo o Brasil sem custo, por exemplo, através do do suporte de uma associação ou qual chamada TUCA, que a gente consegue verbas para isso. Concomitante a isso, tem todo aquilo que vem pago pelo SUS, né, o suporte que o SUS dá. H, então em conjunto hã a gente consegue oferecer essa situação paraa maioria da população, assim como você col me colocou que também dentro da onco clínicas, a gente consegue através de quem tem eh algum tipo de seguro social ou enfim eh a da saúde complementar ou mesmo privado também oferecendo. Então, tanto do aspecto público como do aspecto privado, a gente tem as informações. É importante que o paciente e a família discuta com o seu médico com a instituição que esteja as condições ideais. As informações hoje ah estão disponíveis pra maioria através de vários sites que discutem isso, a informações no próprio SUS, das inúmeras instituições que tem ou da própria Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, tem muita informação, o qual coordena o trabalho na área de tomô cerebral e a gente tá à disposição também. Então, eu não acho que a questão é hoje em dia as informações aumentaram bastante. Acho importante mesmo é todos estarem eh e juntos trabalhando para que seja oferecido do norte do país ao sul do país. Esse é um trabalho que a gente desenvolve uma uma melhor chance de cura. O que eu chamo, como a gente teve um congresso esse ano, qual eu tive o privilégio de ser o presidente aqui em São Paulo, ã, que foi a questão do da equidade, quer dizer, você oferecer a melhor chance. Equidade é uma palavra bem importante, né? E não ter diferença porque você sou mais rico ou sou mais pobre. Eu acho que é importante que o país ofereça e a gente tem essa a gente tem desenvolvido tentar desenvolver da melhor forma possível dentro da da da questão da saúde pública, né, das políticas, a discussão toda para que mais acesso correto em todos os locais para realmente ter essa equidade eh de resultados eh eh para toda criança com câncer e adolescente com câncer nesse país. Muito bom, doutor. Olha, eh, nós gostaríamos de agradecer a sua participação com a gente aqui neste programa, né, Saúde à Vida, que é o momento em que nós temos a interação com um profissional que pode nos trazer informações muito importantes e, principalmente, uma mensagem de esperança, como o senhor nos trouxe hoje, né? A conscientização, o apoio às pesquisas são passos importantes para que cada vez mais crianças tenham chances de viver uma vida plena, saudável e feliz. Então aqui fica os nossos agradecimentos ao Dr. Sidney e gostaria que o senhor deixasse uma mensagem, né, uma mensagem referente ao tema de hoje, a esse tumor que é um pouco difícil até de pronunciar o nome, né, mas que é algo que quando a gente fala que é um tumor maligno, já nos causa uma sensação de impotência, mas graças à ciência, graças às pesquisas e há profissionais como o senhor, a gente tem a esperança de vida. Então, eu gostaria que o senhor deixasse uma mensagem especial aos nossos telespectadores aqui do nosso Saúde à Vida. Então, eu acho que para aqueles que eh tem várias outras muito mais informações que a gente não conseguiu cobrir, a gente fala mais de tumor específico. Ah, eu acho que é o que você colocou. Eu acho que a informação ela é importante que para colaborar com aquilo que a gente mais almeja, que é curar o nosso pacientes. A família quer isso, médico quer isso, nós todos, a sociedade quer que cada vez mais a gente possa alcançar eh aqui no Brasil resultados para todas as crianças e que a gente não tenha diferença de resultados porque eu tenho mais condição, menos condição. Eu acho que isso é um caminho que a gente tem lotado bastante. Eh, a gente tem que contar com com a ajuda da população sempre para poder dar suporte a tudo isso, não só no ponto de vista da política pública e da da pressão em tudo isso, assim como muitas doações. Hoje o o o muita gente ajuda a o caminho porque é uma junção, o governo não vai resolver nunca sozinho tudo. Então, acho que é toda a sociedade trabalhando em conjunto para como eh eu agora num congresso fora do país, eh, discutindo as novas estratégias. Por quê? Porque tem que avançar todo dia, né? E esse avanço depende de de recursos e recursos são sempre importantes e a pressão toda para que a a todo governo federal, estadual, municipal faça eh investimentos nessa área, porque a cura é um fato e ela vai ser alcançada cada vez mais quanto mais investimento a gente fizer. Tá relacionado sim ao investimento na saúde, tá relacionado sim ao acesso à medicina de ponta a toda a população brasileira, mas ainda em doenças como como câncer na infância, no adolescente, que é uma questão obviamente não é só é de vida ou de mócas e se você não oferecer a melhor chance a gente vai perder aquele caso, aquela criança. Então é importante a essa nossa discussão aqui hoje, ela faz parte de todo o trabalho para do setembro dourado e chamar a atenção de todos esses aspectos. O medro blastoma foi um exemplo, mas é igual como eu coloquei desde início, talvez eu poderia repetir a mesma situação para outras doenças, o retino, blastoma tumor ocular, que a gente trabalha muito também, também depende de uma condição adequada para poder salvar o olho, para poder fazer o melhor pelo paciente. Então, eh eh a gente pode passar o dia inteiro aqui, mas a mensagem é: tem muita chance de cura, tem que acertar, fazer o diagnóstico correto, preciso, precoce e tá em mãos adequadas, instruções adequadas e a gente fazer o maior investimento nesse sentido para poder eh dar essa melhor chance de cura para cada um das crianças brasileiras que, infelizmente, desenvolvem essa doença. Muito obrigada, Dr. Sydney. Epelman, né? Falando hoje sobre o meduloblastoma, algo que muitas vezes é o nome assusta, como eu falei antes, né? Quando a gente fala essa questão de um tumor maligno assusta também, mas que bom que nós temos a cura. E é sobre isso que nós falamos hoje aqui no Saúde é Vida. Eu quero agradecer a sua audiência, a sua companhia. Mais uma vez, gratidão ao Dr. Sydney e fique ligado na programação da TV Câmara Campinas. [Música]