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Saúde é Vida | Maio Vermelho
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Saúde é Vida | Maio Vermelho

61 views Publicado 11/05/2025 HD · 49:46

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🚨 Silencioso e Mortal: O Câncer Bucal Está Aumentando em Campinas! Descubra Como se Proteger AGORA! 👄💥 O câncer bucal é mais comum — e mais devastador — do que muitos imaginam. No episódio especial do Saúde é Vida, em alusão ao Maio Vermelho, você vai entender por que esse tipo de câncer é o oitavo mais frequente entre homens no Brasil e por que Campinas acende o alerta vermelho com números ainda mais altos! Neste programa imperdível, a jornalista Ana Paula recebe o Dr. Carlos Tacarriro Shoni, otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço do Instituto de Otorrinolaringologia da Unicamp. Com dados alarmantes, explicações acessíveis e orientações objetivas, ele responde: 🔴 Como surgem os primeiros sinais? 🔴 Quem corre mais risco? 🔴 O cigarro eletrônico é mesmo inofensivo? 🔴 Existe cura? 🔴 E o que muda se o diagnóstico for precoce? Mais que um alerta, essa entrevista é um chamado à ação: o diagnóstico precoce pode salvar vidas, evitar mutilações severas e preservar a fala, a alimentação e a autoestima de milhares de brasileiros. Você também vai saber por que o cigarro comum e o cigarro eletrônico são os grandes vilões desta história, como traumas bucais (inclusive por próteses mal adaptadas) podem desencadear o problema, e qual o papel dos dentistas na detecção precoce da doença. 🚫 Não espere os sintomas se agravarem. Se você fuma, bebe, ou conhece alguém que tem feridas na boca que não cicatrizam há mais de 15 dias, este vídeo pode fazer toda a diferença. Assista, compartilhe e ajude a romper o silêncio em torno do câncer bucal. Informação é prevenção. Prevenção é vida. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 📌 Dados do vídeo: SAÚDE É VIDA - MAIO VERMELHO 11-05-2025 https://youtu.be/jB6gS9Y_o50 #CâncerBucal #MaioVermelho #SaúdeÉVida #Campinas #TVCCampinas #CâncerDeBoca #Tabagismo #CigarroEletrônico #PrevençãoÉTudo #DiagnósticoPrecoce #SaúdePública #DrCarlosTacarriro #Unicamp

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[Música] Olá pessoal, mais um Saúde é Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. O tema de hoje é o maio vermelho, o mês de conscientização sobre o câncer bucal. Mas antes eu tenho um recado aí para você que para participar do Saúde à vida e sugerir um tema para o nosso programa é bem fácil. É só você entrar em contato pelo nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você acessar pelo celular. Apesar de ainda pouco conhecido por grande parte da população, o câncer de boca já é o oitavo mais frequente no Brasil. Segundo os dados do Inca, que é o Instituto Nacional de Câncer, até 2025, a previsão é de que mais de 15.000 pacientes sejam diagnosticados com a doença. Para falar sobre esse tema, o convidado do programa de hoje é o Carlos Tacarriiro Shoni, otorrino, laringologista e cirurgião de cabeça e pescoço do Iouu, o Instituto de Otorrinolingologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Unicamp. Dr. Carlos, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida. Obrigado, Ana Paula. Obrigado pelo convite. Esse é um momento muito importante porque, como você já falou, câncer bucal é bastante frequente no Brasil e na população mundial. E é muito importante essa conscientização em relação aos fatores de risco e os sintomas do paciente para que nós possamos fazer um diagnóstico mais precoce possível, que é quando você tem as melhores chances de cura do paciente. Com certeza. Doutor, pra gente começar então aqui o nosso bate-papo, vamos explicar um pouquinho, né? Falar o câncer de boca, ele é mais comum do que a gente pensa, não é mesmo, doutor? que a gente viu ali nos dados, é o oitavo aí mais frequente. Sim, o câncer de boca é o oitavo câncer mais frequente na população masculina acima dos 40 anos de idade. E uma coisa bastante interessante que nós fizemos um levantamento da nossa área da região metropolitana de Campinas e de alguma forma nessa nossa região ele se tornou o segundo, terceiro câncer mais frequente. Nossa, eh, isso não foi feita uma avaliação do porquê desse motivo, mas na nossa região houve um crescimento grande desse número de pacientes e pelas estatísticas do Instituto Nacional de Câncer, o que nós temos observado que ao longo dos 20 anos o que tá acontecendo é um aumento na incidência desse câncer progressivamente a cada ano. uma situação muito preocupante, né, doutor, aí para paraa nossa região. Eu gostaria que o senhor explicasse eh até de uma forma geral o que que é esse câncer, né, paraa população ter uma noção e quais partes da boca que ele acaba afetando. Ah, o câncer bucal, o câncer de cavidade oral, câncer de boca, ele envolve principalmente a língua e o assoalho da língua. São as duas regiões mais frequentes. É a gengiva. O assoalho da boca é a região entre a gengiva e a língua e a gengiva também. são as três áreas mais frequentes e eh foi realizado um levantamento dos casos hospitalares atendidos no Brasil nos últimos anos. E uma triste realidade é que 80% dos casos de câncer nessa região são diagnosticados em fase tardia. Eles vêm ao hospital já tardiamente. Tardiamente significa já o câncer já infiltrando, já pegando toda a língua, todo o aço da boca. Em geral, há necessidade nessas situações de cirurgias grandes, muitas vezes a reção retirada de toda a língua, uma boa parte da língua, o que compromete bastante a qualidade de vida do paciente, porque ele vai ter dificuldade para falar, para comer. muitas vezes acaba nesse estande de alimentação por sonda nasental ou por gastrostomia, por via oral ou dificuldade para se alimentar para sempre com alimentos mais sólidos, tipo uma carne, então acaba comendo só papinha, alimentos líquidos, pastosos. Então essa é uma realidade nossa do Brasil, não só do Brasil, muitos países eh isso acontece. não é apenas exclusividade da nossa realidade. Ah, é de países em desenvolvimento, países que têm problemas eh eh gerais de eh termos socioeconômicos, mas não, nós vamos ver nos Estados Unidos também, isso também se repete. Existe uma grande quantidade de pacientes que são diagnosticados em fase avançada também, mesmo em países com altos índices socioeconômicos. Eh, e doutor, o que que quais são, né, na verdade, os sintomas ou sinais, né, do câncer bucal para que as pessoas fiquem alertas, né, com relação a essa doença, a esse tipo de câncer. Isso é muito importante porque, eh, no começo nós vamos encontrar pequenas feridas, pequenas alterações na boca. Isso numa pessoa que tem acima de 40 anos, homem e que fume, existe uma chance muito grande dessa lesão, com mais de 15 dias de evolução de ser um câncer. Então, esses pacientes precisam procurar um serviço de saúde para que possa fazer um diagnóstico em relação ao seu câncer de boca. muitas vezes não tem sintomas, ele vai ver a alteração, os sintomas vão aparecer quando as a o câncer começar a crescer mais na profundidade, que é quando pega nervos, pega músculo, então ele começa a ter dificuldade para comer, dificuldade para se mastigar, começa a ter dor, começa a ter sangramento. Aí é quando assusta mais, mas aí já é um câncer mais avançado. Então, no começo, quando tem uma alteração que ele percebe dentro da boca e essa alteração acima de 40 anos uma pessoa que fume, isso tem que ser investigado. E o quanto antes eh tem a um estudo indiano onde eles fizeram, porque lá é bastante alta a frequência de pacientes que t câncer de boca. E o que eles observaram é que nesta população específica, eh, porque homens, porque os homens fumam mais que as mulheres ainda. Estatisticamente o homem fuma o dobro do que as mulheres, tá? Então, eh, está diretamente relacionado ao cigarro. Então, aqueles que fumam mais e que são acima de 40 anos, uma alteração na boca com mais de 15 dias de duração, essas alterações têm que ser investigadas. Esse é o principal fator para fazer o diagnóstico precoce. Doutor, ah, desculpa, que é interessante, no nos nas unidades básicas de saúde, todas as unidades básicas de saúde contemplam com serviço de odontologia. Então, é muito frequente eh eles fazerem o diagnóstico dessas lesões e serem encaminhados para nós para confirmação diagnóstico com a biópse. Então essa é uma forma que a gente consegue fazer o diagnóstico precoce desses tumores, que é quando nós temos altas taxas de cura, cirurgias menores, recuperação mais rápida, onde o paciente não tem essas dificuldades pós-operatórias como nos tumores maiores. Eh, doutor, quais são os fatores de risco então para esse tipo de câncer? Eu gostaria que o senhor explicasse um pouquinho sobre esses fatores também. Principal é cigarro. Cigarro e álcool. Então, a pessoa que fuma e bebe tem um risco elevadíssimo. Tem situações que mostram que pode aumentar até em 30 vezes esse risco de câncer. Nessa região existe o o cigarro é o principal fator. A pessoa que fuma e ainda bebe, o álcool potencializa, aumenta o risco do cigarro. Então esse risco aumenta muito mais quando a pessoa que fuma bebe também. Isso é uma situação que é bastante frequente, tá? Esses dois são os principais fatores. É o principal. Nós podemos falar HPV, mas HPV no Brasil, a chance de HPV no Brasil ainda é pequena. Isso é muito comum nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, mas no Brasil ainda 10 a 15% dos pacientes com câncer na população em geral vão ter HPV. Então, nessa região, principalmente na boca, ainda é muito pequeno esse risco, tá? HPV, a gente fala mais em a amídala, eh, região posterior da língua, que é chamado base da língua, já não é mais bucal, área bucal, na boca mesmo, é cigarro, álcool, a gente pode ter trauma crônico, pessoa fica, eh, tem um um uma mordida alterada por conta de uma prótese dentária, fica machucando a mucosa, isso de forma crônica pode formar um câncer também. também é uma outra causa associada de câncer. E de uma forma geral, hábitos alimentares com ingestos de legumes e frutas frescas, exercícios físicos também ajudam. Mas assim, vamos dizer, entre as causas, 80% é cigarro e álcool. É, doutora, tava até pensando ness nessa questão do cigarro, né? esse dado aqui da nossa região que aumentou bastante, né, esse tipo esse tipo de câncer na nossa região, isso poderia estar relacionado com esse aumento, esse boom, né, do cigarro eletrônico. Cigarro eletrônico é um grande vilão, porque ele contém alguns produtos que eh não tem quantificação disso, ele não tem registro na Anvisa. Então, nós não sabemos o que tem dentro dele. Com certeza tem eh esses derivados do alcatrão que estão no meio substâncias químicas diversas e isso pode estar sim relacionado, mas também o aumento do tabagismo do cigarro comum, cigarro de palha. Esses dias descobri que existe um cigarro de palha comercial, eh, chama paulistinha. É um cigarro de palha comercial que já vem num numa caixinha e o cigarro de palha não tem filtro, né? Então o efeito sobre a mucosa é muito maior porque você não tem um filtro. Ele é muito mais nocícivel do que um cigarro convencional. É, doutor. E é mais barato. É. E muito mais barato, com certeza também, né? O que facilita aí o esse consumo também pela população, né? Tem. Eh, doutor, a uma dúvida que também muitas pessoas têm quando a gente fala desse assunto, por exemplo, a pessoa tá com uma afita ali na boca, essa afita não tá curando, isso pode já ser algum sinal de câncer bucal? Pode, pode, pode, especialmente se a pessoa fuma ou bebe, tá? Principalmente acima dos 40 anos. Então, é um fator de risco importantíssimo. É quando eh tem que se procurar um profissional de saúde para que se faça o seu diagnóstico. É uma outra questão também, Dr. Carlos, eh a pessoa que ingere bebidas e alimentos muito quentes, isso também pode ser prejudicial? pode, inclusive existe uma relação com enxaguantes bucais que contenham álcool também ser um fator de risco. Então, ideal que os enxaguantes bucais não tenham álcool e a alimentação muito eh quente pode causar um trauma crônico na boca e esse trauma crônico causar a eh o o câncer, tá? É, o senhor comentou até sobre traumas, né, próteses mal adaptadas que ficam machucando. Por isso também que é importante a população negligencia um pouco a ida ao dentista, né, esse acompanhamento, deixa um pouco de lado os cuidados com a saúde bocal. E acho que isso faz toda a diferença, faz toda a diferença, né? Sim. Eh, com certeza existe uma relação entre a prótese dentária que ela vai se eh inadaptando, né? Conforme o paciente tem a sua dentadura, com o passar do tempo, essa dentadura, ela vai se eh ficando solta dentro da boca, porque a estrutura ossa da boca, ela vai modificando com o tempo. Então, se a pessoa não troca essa prótese dentária, o que que acontece? Ela começa a ficar solta dentro da boca e o paciente pode ir mordendo a língua, mordendo a bochecha de forma crônica. ou a própria prótese ficar raspando numa região dentro da boca, na gengiva, por exemplo, isso formar o câncer, tá? Doutor, uma outra dúvida, isso não é rápido, tá? Só depois de um certo tempo. Uma outra dúvida que chegou pra gente aqui é se a boca quando ela fica amarga, ela se ela pode ser um sinal aí também de que alguma coisa não tá legal, que pode ser um câncer. Boca amarga não. Boca amarga é muito comum em outras doenças, mas no no câncer não. Câncer normalmente eh no começo a pessoa nota uma alteração na boca, na mucosa, depois ele pode começar a sentir dor, alteração para engolir, para comer, pode sangrar, tá? Mas eh boca amarga não. Eh, Dr. Carlos, eu gostaria que o senhor falasse então agora sobre o diagnóstico do câncer bucal, como que ele é realizado? O diagnóstico é feito através de uma biópsia, onde nós precisamos identificar as células do câncer. Uma vez identificada as células do câncer, nós podemos dizer que é um câncer. Isso é o que nós temos hoje. Existem várias técnicas, tentativas de outras formas de biópsia, onde faz é feita uma análise molecular, é feita a avaliação de DNA, de possíveis alterações genéticas, eh, olhando-se apenas o DNA, mas, eh, são estudos que não foram ainda confirmados de forma eh com evidência científica de que realmente confirma o diagnóstico com a avaliação da célula com a biópse. Então, o que nós temos hoje é a biópsia. Você tem coletar células, fazer uma avaliação dessas células no microscópio e confirmar que as células são de carcinoma epidermoide de câncer. Sendo feito isso, você tem o diagnóstico, tá? Então, quando nós identificamos uma lesão, uma alteração na boca, essa área é biopsiada e enviada para um laboratório para ser feito uma análise das células. Eh, doutor, a partir do momento, né, desse diagnóstico, eh, qual o médico mais indicado para começar aí a conversar com a pessoa sobre esse tipo de câncer, indicar o tratamento, né? Qual especialista que a pessoa deve procurar? Ele deve procurar um cirurgião de cabeça pescoço e um ou um laringologista que tem formação em parte oncológica, tá? E com com isso ele pode conversar sobre possibilidades de tratamento em relação ao seu diagnóstico. Então a parte de tratamento é uma área médica que tem que ser ou cirurgião de cabeça pescoço, tô laringologista com formação oncológica. É, já falando então um pouquinho do tratamento, tratamento eminentemente cirúrgico, tá? É, então, normalmente a gente faz a cirurgia e nos casos avançados, tá, nós fazemos a cirurgia associado a químio e radioterapia. Eh, falando um pouquinho desses tratamentos, doutor, eh, quais seriam os mais atuais, né? Existem novidades nessa área relacionadas aí ao tratamento para esse tipo de câncer? Então, ah, no câncer de boca, para casos que já foram submetidos a tratamento e que eh não tiveram uma resposta muito boa, que o câncer voltou, que tem metástase, atualmente nós temos o uso da imunoterapia para melhorar a sobrevida do paciente. eh, ele consegue ter um uma taxa de vida com uma qualidade de vida boa por mais tempo nessas situações. Antes isso era impossível. Então, com o uso da imunoterapia, isso tem melhorado. E uma coisa que tem sido utilizada ultimamente e que não há a resposta não é 100%, não é em todos os pacientes, são alguns pacientes, é a utilização de uma quimioterapia antes da cirurgia para você diminuir o tumor e conseguir fazer uma cirurgia menor, vamos dizer, no paciente, tá? Isso também é possível. Eh, mas não são todos os pacientes que respondem, principalmente no câncer de boca, a essa taxa de resposta com esse tipo de tratamento da quimioterapia antes da cirurgia é um pouco menor, tá? Eh, existe uma evolução nos tipos de radioterapia hoje em dia. Então, a radioterapia tem sido bastante moderna ultimamente, que permite uma radioterapia muito mais localizada, com uma melhora na qualidade de vida dos pacientes também. É, doutora, o câncer de boca, né, a partir desse diagnóstico, as chances de cura, elas são altas na fase inicial, em torno de 80%, pode chegar a 85%. Na fase avançada que ela cai bastante, cai para 40, 30, 40%, tá, de chance de cura. Então, por isso que se nós fizermos diagnóstico na fase inicial, é a melhor fase para você ter a cura desse paciente. Uma coisa que eh tem início algumas pesquisas é a associação de quimioterapia com imunoterapia antes da cirurgia para tentar diminuir mais ainda esse tumor, tá? Ou só a imunoterapia antes, tá? Então, a a única questão é que a imunoterapia demora um pouco para fazer efeito e o câncer de boca ele cresce rápido. Então, por isso que se alia a imunoterapia mais a quimioterapia para tentar diminuir bastante o tumor antes da cirurgia. Mas são estudos em fases iniciais. O o principal que nós temos hoje é cirurgia, mais rádio para tumores iniciais, muitas vezes tumores iniciais só cirurgia suficiente e para casos avançados cirurgia, rádio e químio e algumas situações associadas à imunoterapia também. Doutora, a gente sabe que é bastante interessante e que nós fazemos no IU é a pesquisa de linfonal de sentinela. Nesses tumores iniciais, a chance de metástase para as cadeias, os ganglos do pescoço é é alta, mesmo os tumores iniciais, tá? Depende da profundidade do tumor, do tamanho do tumor, o quanto que o tumor entra dentro do da mucosa, dentro da língua, né? Então, quanto mais profundo ele entra, maior a chance de metáce linfático. Nessa situação, nós fazemos a pesquisa linfonol do sentinela, que em vez de você faz retirar todos os gangulos do pescoço, você injeta um produto dentro do tumor e através de um equipamento a gente identifica qual que é o primeiro linfonodo pode estar comprometido com doença metastática. A gente só tira ele fazer o esvazamento cervical, tirar todos os ganglos, mexer em nervos aqui do pescoço, ter um corte maior aqui no pescoço, a gente tira só um grupo, um ou dois gângulos, manda para exame e se eles eh vierem negativos, sem tumor nenhum, não precisa mais fazer nada. Isso acontece em 80% dos pacientes. Então, com essa técnica, nós conseguimos economizar do paciente não precisar mais fazer esvazeamento cervical em 80% dos pacientes. Então, nós conseguimos reduzir o tamanho da cirurgia, melhora o pós-operatório do paciente, recuperação em 80% desses tumores iniciais. E, doutor, a gente tá falando aqui de um câncer que é totalmente prevenível, né? Mas se a gente for pensar nas questões do tabagismo e da bebida alcoólica, não é isso? Sim, sim, sem existe a questão genética, tá? Porque pode ter familiares que t existem algumas doenças genéticas que facilitam a pessoa ter esse câncer, mas se a pessoa que fuma ou que bebe, ela para de fumar, para de beber, as chances caem bastante, tá? E a grande questão, paciente que já tratou o câncer nessa região, se ele continua fumando, a chance de um segundo câncer é 20%. Ou seja, 1/5 dos pacientes que continuam fumando vão ter um novo câncer nessa região. Então, o fato dele parar de fumar é faz parte do tratamento, incentivá-los, fazê-los um tratamento para que eles com que eles parem de fumar. Isso é essencial. Eh, doutor, pra gente encerrar então esse primeiro bloco, eu gostaria que o senhor falasse um pouquinho, né, então qual que é a importância de ações como Maio Vermelho que chama atenção para esse tema, né, chama atenção para esse debate do câncer bucal. Esse tipo de campanha de conscientização eh é muito importante para que toda a população, assim como todos os profissionais de saúde, eles sejam eh eh incentivados a que quando alguém fale que tem uma alteração na boca e que fuma e que eh note-se essa essa alteração, ele seja encaminhado para um tratamento especializado. rapidamente, sem perder tempo. Essa, esse câncer ele cresce rapidamente, em questão de se meses, ele evolui bastante, tá? Então, é um câncer de crescimento rápido. Então, é muito importante que as pessoas se conscientizem, as pessoas que fumam e que bebem, quando notarem que tem esse tipo de alteração, elas têm que procurar um serviço de saúde, buscando um uma explicação em relação à alteração que eles têm dentro da bolsa. Ah, além do Maio Vermelho, seria interessante que essa conscientização fosse o ano inteiro, né? Nós tínhamos que ter o ano vermelho contínuo, né? Isso seria muito importante para que sempre esse assunto voltasse à tona para que todos tivessem essa conscientização, para que o o diagnóstico possa ser realmente precoce, não só da população, mas de toda a a os agentes de saúde que atuam sobre a população de uma forma geral. Com toda certeza, doutor. Eh, a gente vai fazer um rápido intervalo agora porque no próximo bloco nós vamos falar sobre o tabagismo, que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Nós já voltamos. [Música] Estamos de volta com o Saúde à Vida e hoje falando sobre o Maio Vermelho, o mês de conscientização sobre o câncer bucal com o cirurgião de cabeça e pescoço do Iou Carlos. Tacariro estudos indicam que fumantes têm de 6 a 16 vezes mais chances de desenvolver o câncer bucal em comparação com os não fumantes. Eh, doutor, é por isso que a gente quer abordar tanto esse tema aqui no segundo bloco, né? O tabagismo, o quanto ele é prejudicial e o principal aí fator de risco pro câncer e bucal. Entrando então nesse assunto, eh, vamos falar um pouquinho para alertar mesmo o pessoal que tá em casa, quais são as principais consequências do cigarro, né, que o cigarro traz pro nosso organismo. O cigarro é considerado um dos principais fatores de risco pra saúde humana. Fator de risco evitável, é lógico, depois de um certo tempo, o próprio cigarro ele causa uma certa dependência, né? eh química e psicológica, mas ele a no princípio ele é um fator evitável. a gente consegue evitar isso. E além de câncer de boca, ele causa danos cardiovasculares nas artérias, assim como aumenta o fator de risco para infarto agudo miocárdio, acidente vascoobral, que são os derrames, além de câncer de uma série de outras regiões. Aumento o fator de risco para câncer dos linfáticos, que é o linfoma. aumenta o fator, é, aumenta o risco para câncer de pulmão, câncer de esôfago, pode causar câncer de estômago também. Então, ele é extrante prejudicial a uma série de situações além do fator envelhecimento. Ele faz da causa prejuízo à pele do paciente e a pessoa fica com aquela pele eh bem envelhecida quem fuma, tá? Então, só o fato de você parar de fumar rejuvenece a pele em 10, 20 anos. Então é é é algo impressionante. Além, né, doutor, do câncer de pulmão também, que é um outro uma outra consequência aí do tabagismo. É um câncer extremamente agressivo, devastante. Eh, doutor, e na e na cavidade bucal, né, como que essas toxinas, né, elas agem ao entrar aí em contato com a nossa boca? não é o a nicotina que causa, mas são vários derivados do alcatrão que são substâncias que são queimadas. E essas substâncias elas atuam diretamente nas células da mucose, causando uma mutação nessas células. E com a progressão do seu contato, essa mutação vai se tornando mais intensa até o ponto que a o organismo humano não consegue mais, vamos dizer, cicatrizar essa mutação da célula, não consegue mais eliminar isso. Isso faz com que gere uma célula cancerígena maior que vai crescendo e forma o câncer. Esse que é o grande problema do cigarro. Eh, doutor, na sua opinião, né, como que a gente pode trabalhar aí para combater o tabagismo e, de certa forma também ajudar as pessoas que estão tentando parar de fumar, porque como o senhor bem disse, né, é um hábito inicial que pode ser pode ser prevenido, mas depois isso vira uma dependência. Como que a gente pode combater, né, e ajudar ao mesmo tempo essas pessoas? As campanhas para prevenção do tabagismo, para evitar que a pessoa fume já são muito boas, né? Eh, nós podemos citar, por exemplo, a situação quando, eh, o cowboy do Malboro antigamente fazia propaganda do cigarro e antigamente fumar era algo assim bastante eh chique, né? Era muito bom. dava status você fumar. Isso foi mudando com o tempo. Então, essas alterações que foram implementados pelos governos foram muito importantes, porque hoje, antigamente você tinha propaganda de cigarro em tudo quanto é lugar. Hoje em dia não, isso já não é proibida a propaganda. E ainda você tem vários estabelecimentos comerciais. Antigamente era muito comum você qualquer padaria tinha par, tinha vendia cigarro. Hoje em dia, não tem muitas padarias, por exemplo, que aderiram a essas campanhas e não fazem mais propaganda de cigarro e nem vendem o cigarro mais, tá? Existem várias. Então isso é uma forma de você coibir o consumo do do cigarro. Antigamente, na década de 70, você viajava de avião, era permitido fumar dentro do avião. Hoje em dia já não, não pode. Então tinha um monte de gente que fumava cigarro dentro do avião. Ó lá, você ouvi isso 2025 parece ser uma coisa, uma piada, né? Mas era real antigamente. Então são campanhas para eh coibir que a pessoa fume. Então todas essas campanhas auxiliam. Agora, a pessoa que continua fumando, ela vai precisar de um auxílio, um auxílio psiquiátrico, um auxílio psicológico para que ela deixe de fumar, senão ela vai continuar fumando. Nem sempre a notícia inicial de que ela tem um câncer vai ser suficiente para que ela eh pare com o seu hábito de tabagismo, por incrível que pareça. É, num primeiro momento parar. 50% dos pacientes param longo prazo dos que pararam de fumar, 75% voltam a fumar depois de 1 ano. Isso até é uma questão preocupante, né, e assustadora, né, doutor, porque você pensa, a pessoa foi diagnosticada com câncer, né, bucal, com a com uma chance aí da doença voltar e mesmo assim continua fumando, né, a é um é um ponto de dependência tão alto, né, que ela coloca em risco a própria vida. Sim. E como ela, o risco não é imediato, não é uma coisa que ela, ela vai sentir um minuto depois, 5 minutos depois, é depois de 10, 20 anos, então por isso que eh eh eh a pessoa persiste, né, com esse com esse com esse hábito. É até uma questão, né, doutor, uma uma curiosidade se aí no instituto, né, no IO, vocês fazem algum tipo de trabalho com relação ao tabagismo, alguma conscientização com esses com esses pacientes, né, que chegam aí, né, com câncer bucal, né, com esse tipo de de doença. Existe um serviço dentro do Hospital das Clínicas que chama ASPA, que é um serviço bastante efetivo para que a pessoa pare de fumar. Eles conseguiram índice de 90% de eliminação do tabagismo das pessoas. Então, é um serviço, tem que ser eh intensivo sobre o paciente com psicólogos, com eh psiquiatras, com medicamentos, mudança de estilo de vida, hábitos de vida, que são coisas difíceis, né? Não é uma coisa assim rápido. Então, eh, e com serviço intensivo consegue-se realmente eh ter uns bons resultados para que a pessoa pare de fumar. Com certeza, doutor. Eu tenho até aqui um dado que chama bastante atenção. Eh, estima-se que o cigarro e outros derivados do tabaco sejam responsáveis por cerca de 200.000 mortes por ano no Brasil. Isso é bastante alarmante, né? Bem, sem dúvida. Então, o cigarro, é o que eu falei, é um dos grandes vilões que são evitáveis, mas que eh como ele é comercial, então a pessoa acaba consumindo. E [Música] e existem vários alertas hoje em dia de propagandas, né, falando na capa da caixinha do cigarro, falando o que que pode causar, mas muitas vezes isso acaba eh sendo eh ignorado, né? não é ignorado, a pessoa vê, mas eh a vontade dele continuar com aquele hábito é maior o que o dificulta, né? Então existe uma série de alterações, inclusive pode causar alterações no fetais, né? A mulher que fuma, ela tem alterações no feto, feto nasce menor, né? Então existe uma série de alterações que o cigarro pode causar. É, a gente falou bastante, né, que os homens lideram aí nessa questão do tabagismo, mas as mulheres também estão logo atrás, né? E isso causa também diversas consequências para essas mulheres, né, doutor? Sim, sim. Eh, é interessante na década de 60 a proporção homem e mulher em relação a cigarro era sete para um. Hoje é dois para um. Daqui a pouco vai ficar um para um, porque os homens estão diminuindo o cigarro e as mulheres estão aumentando. Eh, doutor, a gente falou muit falou um num trecho aí do primeiro bloco sobre o cigarro eletrônico. Eu gostaria que o senhor reforçasse sobre esse assunto, porque é um tema aí que é bastante falado no meio dos jovens, dos adolescentes, sobre a questão do cigarro eletrônico não ser tão prejudicial, né, quanto o cigarro comum, mas a gente sabe que não, né? Sim. Eh, isso, essa pergunta é muito importante, porque o cigarro eletrônico ele é muito pior, porque é um cigarro que a gente não sabe o que tem dentro porque não tem nenhuma fiscalização. Então, a gente não sabe quais são os componentes do cigarro eletrônico. O cigarro comum já se sabem cerca de 220 componentes que que existem dentro dele através de pesquisas e sabe que desses 220, 16 são potencialmente altamente cancerígenos. Então já se sabe exatamente quais são os componentes do cigarro que são extremamente maléficos. Agora do eletrônico ninguém sabe, não tem fiscalização, não tem. Então, eh, isso fica, de repente aqueles produtos que são altamente canceridos do cigarro comum no cigarro eletrônico pode estar em concentrações 10 vezes maiores e ninguém sabe. E a pessoa usa e fala que não pode não ter nada, não vai causar nada, mas é o contrário, tá? Justamente pelo fato de não ter nenhum controle, nenhuma regulação, tá? ele vai ser muito mais prejudicial, porque a pessoa pode colocar o que quiser lá dentro que nunca vai ser fiscalizado. É, ele é acham que não tem nenhum problema, que a coisa da moda vai usando, usando, usando. É extremamente prejudicial. É, esse cigarro ele até ilude, né? Porque ele tem um aroma bom, né? O não não tem aquele cheiro, né? eh forte do cigarro convencional, mas na verdade a gente sabe que é bastante prejudicial, né, doutor, como o senhor tá explicando aqui. Com certeza. Com certeza. Vamos falar um pouquinho, Dr. Carlos, com relação ao tratamento para o tabagismo, porque a gente sabe que existe, né, formas aí do pessoal eh se livrar desse vício. Tem tem ajuda, né, como o senhor disse, a pessoa pode buscar um apoio psicológico, pode buscar esses grupos, né, que trabalham eh que trabalham esses assuntos, que que dão esse suporte pra pessoa, não é mesmo? Sim. Sim. Sim. Eh, mas esses grupos de suporte não são tão frequentes, não, não é algo tão comum, tá? Eh, pro álcool nós sabemos que tem os alcoólicos anônimos, tá? Mas pro cigarro, por exemplo, não tem um equivalente, tá? Então, se o paciente vai, por exemplo, numa unidade básica de saúde, não tem um apoio eh específico para esse hábito do tabagismo. Ah, muitas vezes eh os profissionais precisam estar orientando os pacientes fazendo esse apoio, tá? Nós fazemos esse apoio como médicos, mas nós procuramos eh encaminhá-los a a uma a vários profissionais e esses vários profissionais atuam sobre o paciente como se fosse uma rede, tá? no sentido de parar esse hábito de tabagismo. É, o senhor acredita que a gente falando, né, falar, né, sobre esse assunto, abordar esse assunto, já é uma forma aí que ajuda as pessoas, já é uma forma de conscientização? Certeza. e não só durante o maio, isso tem que ser o ano inteiro. Então, a uma propaganda, uma propaganda inversa, né, para que a pessoa deixe de esfumar, isso com certeza faz uma diferença muito grande, porque a não propaganda já fez efeito. Agora, uma propaganda ao contrário, para que a pessoa não fume, com certeza fará a diferença. Eh, doutora, até gostaria que a gente falasse um pouquinho sobre o quanto é importante as pessoas cuidarem, né, da saúde bucal, manter esses hábitos, né? Tem gente que, por exemplo, nem escova os dentes, né, após as refeições. Isso tudo vai fazer diferença, né? Se não agora, ah, mas eu sou jovem lá na frente. Eu gostaria que o senhor abordasse também esse ponto, né? algumas orientações para também as pessoas cuidarem mais da saúde bucal. Ah, a saúde bucal é importante porque eh a boca é uma porta de entrada, né? Então, a boca é uma área extremamente contaminada e o fato de você ter eh infecções crônicas de gengiva, cárias, tudo isso constitui-se também um trauma crônico e pode formar um câncer também, além de outras doenças, tá? eh doenças infecciosas, inclusive pode causar bactéria pode migrar da gingiva para outras regiões do corpo, pode causar alterações, infecções no coração, por exemplo. Então, existem eh eh várias doenças que podem estar relacionadas à saúde bucal. Então, o manter a boca higienizada é muito importante porque a boca extrâmite, é uma área que tem muitas bactérias. Então, se você deixa restos alimentares, com certeza as bactérias vão proliferar dentro da boca. Você vai ter uma infecção crônica na boca que não é perceptível porque não é uma coisa que dói. Você vai ter aquele sangramento gengival na hora que escova o dente ou passa fio dental. E isso pode levar um trauma crônico. E, por exemplo, pode ter a perda de dente. Aí você acaba precisando, você tem falhas dentárias, essas falhas dentárias vão causar mais trauma ainda, porque a pessoa morde errado, então começa a morder parte da língua sem querer e isso aí pode levar à formação do câncer. É, doutor, voltando até um pouquinho na questão do câncer bucal, eh, como que fica a qualidade de vida desse paciente aí após o tratamento ou durante o tratamento, porque alguns casos são bem graves, né, como a questão da língua, dessa alimentação ser somente líquida. Como que é esse cenário? Então, paciente com câncer avançado, a qualidade de vida ela cai bastante porque corresponde a grande maioria dos pacientes. Por exemplo, imagina a gente perder metade da língua, 1/3 da língua ou 2/3 da língua ou até a língua toda, tá? Então são situações em que você tem a uma perda grande em qualidade de vida em termos de fala, de alimentação. Às vezes o paciente acaba não conseguindo mais se alimentar pela boca, então precisa de uma vi alternativa paraa alimentação, acaba se alimentando por sonda direto no estômago, que é chamado de gastrostomia, tá? Então isso é é frequente nos pacientes com câncer avançado. Por isso que as campanhas são importantes para quê? haja o alerta e a gente consiga melhorar esse cenário dos 80% câncer avançado, 20 inicial, o fazer o inverso tem 80 inicial, 20 avançado. Se nós tivéssemos o inverso, com certeza isso seria muito melhor. No inicial, o paciente volta a se alimentar normalmente, volta a falar normalmente, tem uma reabilitação boa com uma associação, com fonudióloga, nós vamos conseguir ter um grandes avanços nessa reabilitação. No avançado, mesmo com a intervenção fonoaudiológica de reabilitação intensiva, muitas vezes a gente não consegue seguir voltar naquela situação que era a situação antes do paciente ter o câncer. Na situação do paciente com câncer avançado, muitas vezes o câncer já está avançado, ele não consegue mais se alimentar mesmo, tá? A gente faz a cirurgia, ele continua na mesma situação, tá? Mas o ideal era a gente conseguir reverter essas isso de ele conseguir voltar a comer. Então mesmo com cirurgias reconstrutivas, com transplantes que a gente faz de tecidos para reconstrução de língua, reconstrução de tecidos, a gente consegue melhorar um pouco mais a qualidade de vida, mas não retornar ao que era antes dele ter o câncer. É, eh, até o senhor comentou sobre esses transplantes, eles são bastante eh bem comuns eh doutor, nessa área e não é uma área coisa bastante comum. Em algumas situações de câncer avançado, nós usamos esses transplantes para reconstruir a língua, né? Usamos tecido da coxa, da perna, rosto da perna e mais o tecido da perna. E ele é transplantado da região, é um autotransplante da própria pessoa paraa pessoa. Então ela é é uma tentativa de substituir o tecido, mas ele ele não tem movimento. Isso faz com a língua tem um movimento complexo. Então esse tecido que é transplantar não tem movimento, ele faz um volume, mas não tem um movimento da língua. Eh, doutor, pra gente encerrar então o nosso segundo bloco, eu gostaria que o senhor deixasse então uma mensagem para as pessoas, né, que acompanharam aqui o programa, falando aí da importância desse diagnóstico precoce pro tratamento aí mais rápido possível do câncer de boca e reforçando aí também as a prevenção, né, que eu acho que se a gente trabalhar a prevenção, a gente não chega nem no tratamento, né, já consegue eh essa qualidade de vida aí ainda mais e melhor. Com certeza. Principal recado é pessoa que fuma e que bebe eh acima de 40 anos e que apresenta uma alteração na boca persistente com mais de 15 dias, essa pessoa tem que procurar um serviço odontológico, um serviço médico para que faça uma avaliação dessa lesão, dessa alteração na boca, para que possa se fazer o diagnóstico. precoce de um câncer de buca. Fazendo isso, nós vamos ter um diagnóstico mais inicial, nós vamos ter altas taxas de cura com boa qualidade de vida do paciente. Não é aquela situação, ah, eh, tá no começo, mas eu nem quero saber porque eu sei que câncer não tem cura. Não. Câncer no começo tem cura e uma cura boa, com boa qualidade de vida. Não há mais esse conceito de que eu não quero nem saber se é câncer porque eu tenho medo, porque se for eu vou me matar porque eu sei que eu vou morrer mesmo, minha qualidade de vida vai ser ruim, eu nunca mais vou comer, nunca mais vou falar. Não, se for no início, não. Por isso que é importante, é aparecer uma alteração, tem que fazer uma avaliação odontológica ou uma avaliação médica em relação a essa alteração, porque tem cura e tem boa qualidade de vida. Nós conseguimos oferecer as duas coisas, qualidade de vida e cura. Doutor, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde a Vida, pela sua disposição. Obrigado. Obrigado, porque é uma campanha importante porque nós temos uma uma o número de casos no Brasil é alto. É alto, tá? Isso, isso precisa ser avaliado. O saúde é vida. fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]
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