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Saúde é Vida | Julho Verde: prevenção e sintomas do câncer de cabeça e pescoço
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Saúde é Vida | Julho Verde: prevenção e sintomas do câncer de cabeça e pescoço

31 views Publicado 07/07/2025 HD · 46:46

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Saúde é Vida traz um tema de extrema importância para a saúde pública: Julho Verde, o mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço. Com o objetivo de alertar a população sobre os principais fatores de risco, sintomas, formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce, o programa recebe o cirurgião de cabeça e pescoço Diego Rocha Moreira, do Hospital Albert Sabin, para esclarecer dúvidas e orientar sobre os cuidados com a saúde. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), em 2025 o Brasil deve registrar mais de 39 mil novos casos de câncer na região da cabeça e pescoço, que incluem os tumores de cavidade oral, laringe e tireoide. Esses tipos de câncer podem atingir altos índices de cura – até 90% – quando diagnosticados ainda em estágio inicial. Durante a entrevista, o especialista explica: Quais são os tipos mais comuns de câncer na região da cabeça e pescoço; Sinais e sintomas que merecem atenção, como rouquidão persistente, feridas que não cicatrizam e nódulos no pescoço; A importância de campanhas como o Julho Verde para estimular o diagnóstico precoce; Os fatores de risco, incluindo tabagismo, consumo de álcool, infecções por HPV, má higiene bucal e exposição solar; A relação entre câncer de boca e o uso prolongado de próteses mal ajustadas; O câncer de tireoide em mulheres, que exige atenção especial; O que é e como funciona uma prótese fonatória, usada por pacientes que passam por cirurgias na laringe. No segundo bloco, o programa destaca os principais tratamentos disponíveis para os tumores dessa região, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia e reabilitação com fonoaudiologia. Também é abordada a qualidade de vida no pós-tratamento, além das novas diretrizes desenvolvidas por pesquisadores da América Latina, com 48 recomendações adaptadas à realidade regional para o diagnóstico e tratamento desses tumores. 🟢 Se você quer saber como prevenir esse tipo de câncer, identificar sintomas precoces e entender os impactos do tratamento, esse episódio é pra você! Informação salva vidas — e compartilhar esse conhecimento também! 📲 Participe do programa! Envie sua sugestão de tema para o nosso WhatsApp: (19) 97829-3776. Use o QR Code na tela para acessar direto do seu celular. 📢 Aproveite para comentar: Você já tinha ouvido falar sobre o Julho Verde? Sabe reconhecer os sinais de alerta para o câncer de cabeça e pescoço? Compartilhe com amigos e familiares que precisam dessas informações! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá pessoal, mais um Saúde é Vida começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre o Júlio Verde, que é o mês de conscientização do câncer de cabeça e pescoço. E você aí em casa quer participar do Saúde à vida? Se já pensou em sugerir um tema para o programa, então mande sugestões para o nosso WhatsApp. O DDD é o 199789377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você conseguir acessar pelo celular. A previsão do Inca, que é o Instituto Nacional de Câncer para o Brasil neste ano de 2025 é de que surjam mais de 39.000 casos de câncer de cabeça e pescoço, incluindo aí nessa soma os cânceres de cavidade oral, tireoide e laringe. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço aproveita justamente a campanha Júlio Verde para intensificar os alertas sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer, que na região da cabeça e pescoço pode chegar ao índice de 90% de cura se tratado na fase inicial. Para falar sobre esse tema, o convidado do programa de hoje é o Diego Rocha. Moreira, ele é cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Albert Sabin. Eh, Dr. Diego, muito obrigada pela sua participação aqui no nosso programa no Saúde é Vida. Seja bem-vindo. Olá, tudo bem? Eu que agradeço o convite pra gente tá aqui falando um pouco para pros telespectadores sobre esse tema tão importante que é o Júlio Verde, que é o mês de prevenção ao combate de câncer de cabeça e pescoço. E o tema central da nossa campanha nesse mês é informação salva vidas. É isso que a gente tá aqui fazendo hoje. Exatamente. Doutora, vamos começar falando um pouquinho. Existem vários tipos de câncer de cabeça e pescoço. Eu gostaria que o senhor explicasse quais são os mais comuns. É isso mesmo. Ah, quando a gente ouve a palavra câncer, há há um ao entendimento da população que a gente tá falando de uma doença, mas não. Câncer, de uma forma geral, é um conjunto de centenas de doenças. E quando a gente ainda tá falando câncer de cabeça e pescoço, existem várias outras doenças que acometem a região de cabeça e pescoço. Doenças que a gente fala cânceres mesmo, tumores malignos diferentes que acometem essa região. exemplo de alguns, a câncer da glândula tireoide, câncer ah de lábio e cavidade oral, câncer de pele que acomete a região tanto do pescoço quanto da face, couro cabilo de orelhas, eh câncer de nariz, seios paranasais, n? Então, toda essa região pode ser acometida por tumores, por lesões malignas. E a gente tá aqui justamente para poder orientar a população sobre o como a gente lidar com essas situações. Com certeza, doutor. E existem características semelhante semelhantes, né, entre esses tipos de doença? Ah, como é um grupo muito heterogêneo de doenças, às vezes é difícil a gente conseguir botar tudo dentro de um cesto só para poder fazer uma orientação geral. Mas a gente tem algumas dicas que a gente pode usar para deixar as pessoas mais alertas. Então, existem três regrinhas ah bem interessantes para pra gente ficar atento. Primeiro, a ferida ah na boca que não cicatriza em menos de 15 dias. Então, a gente tem que ficar em alerta. uma ferida na boca, ou seja, uma ferida na própria pele, se ela não cicatrizou ou cicatrizou e voltou, mas ela ela não ela não sumiu, ela tá voltando, ela tá persistindo, então é um sinal de alerta, tá bom? Ah, outras outra situação, ah, dificuldade para engolir, ela persistiu por mais de 15 dias também é um sinal de alerta. dificuldade para poder falar, a voz tá mais rouca, a voz tá difícil para sair, é um sinal de alerta importante também, assim como também a falta de ar, tá bom? a, a gente deve sempre ficar atento. E tem uma outra situação também que a gente sempre ah, questiona nas nossas consultas, é surgimento de caroços, de bolinhas no pescoço, que isso pode eh nos acender alguns alertas em relação a esses câncer de cabeça e pescoço. Eh, e doutora, esses seriam os principais sinais e sintomas, então, no geral, do câncer de cabeça e pescoço. É isso, só pra gente deixar claro aqui para quem tá acompanhando. Exatamente. Então assim, é é feridas na boca ou na pele, caroços no pescoço e dificuldades para falar, para engolir ou para respirar. Então, alguma dessas situações aconteceu, vamos acender o sinal de alerta, vamos procurar um especialista e procurar entender o que que tá acontecendo, correto? Eh, doutora, eu queria que o senhor falasse um pouquinho quais são os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço, correto? Ah, e aí a gente vai ter que dividir tipos de de doenças que a gente tá falando. Se a gente vai falando sobre câncer de pele da região da face do pescoço, o sol é o principal fator de risco, né? Então assim, ah, e aí como a gente previne? Protetor solar, chapéu, lenços, né? Pra gente se proteger da radiação solar. Se a gente tiver falando do câncer de cabeça pescoço mais comum, que é o câncer de tireoide, não tem um fator de de risco muito preponderante. O que a gente sabe que pessoas que trabalham com radiação, como técnicos de de de laboratório de raio X hospitalar ou até mesmo médicos, t um fator de risco aumentado, ah, mas não tem alguma coisa especificamente que possa fazer. Ah, pessoas que trabalham com inalantes químicos podem ter câncer de de nariz ou de seios paranasais ou de rinofaringe. Então, é um fator de risco pros produtos químicos inalantes também, tá certo? E outro dado muito importante que é o câncer de orofaringe, ou seja, o câncer de garganta. Existe um vírus que tá muito atrelado, que é o vírus HPV, que é o mesmo vírus que é importante no câncer de colocer de garganta, principalmente o vírus, a subidade dele que é o 16, que a gente que a gente chama de câncer HPV, P16 positivo. Então esse vírus eh a gente tem que a tomar bastante cuidado, principalmente nas contaminações. Por isso é importante a relação sexual protegida para evitar a contaminação pelo vírus. KPV, tá bom? Porque ele pode precipitar e predispor ao câncer de orofaringe, ou seja, o câncer de garganta. Doutor, e esses tipos, né, de câncer, eles são mais comuns em mulheres ou em homens? E qual a faixa etária geralmente que eles costumam aí aparecer? Se a gente tiver falando de câncer de tireoide, é muito mais comum nas mulheres, né? Quando a gente faz um um um consultório, até brinco com meus alunos, de tireoide, é praticamente um consultório de saúde da mulher. É muita mulher que vem com problemas com nódos na tiroide, principalmente nódos malígros. Não que homem não possa ter e tem, só que é muito mais comum nas mulheres, principalmente mulheres de 40 a 60 anos, tá bom? Agora, se a gente tiver falando de câncer de boca, aí os homens é é é o gênero mais afetado e aí a grande parte disso vai ser devido ao cigarro e ao uso de álcool. E aí estamos falando de homens na faixa etária de 50, 60, 70, 80 anos, tá certo? Eh, doutora, aproveitando o seu gancho aí, né, do câncer de tireoide, eu gostaria que você explicasse um pouquinho o que que é esse câncer, então, para que as mulheres, né, que acompanham o programa, que assistem o programa, fiquem atentas quanto aos sinais, né, o que fazer imediatamente, qual médico procurar, certo? O câncer de tireoide, ele é uma doença que é uma doença, infelizmente, silenciosa. Que que eu quero dizer com isso? Que muitas vezes ele surge sem qualquer sinal, sem qualquer sintoma. E a mulher, o homem, né, ele descobre por exames de rotina. Por isso que é importante fazer o checkup da tireoide, seja ele solicitado num ambulatório, no consultório de saúde da mulher, ou seja num consultório específico, a a de tireoide, mas fazer não só o exames de sangue que dos os hormônios da tireoide, mas também a ultrassom, que é a ultrassom que vai detectar o nódulo da tireoide. Eu ouço muitas pessoas falando: "Poxa, mas eu fiz o exame de sangue e não detectou o câncer". que não vai, porque o câncer tiroide não é detectado pelo exame de sangue, mas sim pela ultrassom que visualiza o nódulo. E aí, com base nisso, a gente solicita biópsia para poder fechar o diagnóstico. Então, a a é importante manter as consultas em dia, manter o checkup da tireoide pra gente poder não a a não deixar passar uma lesão inicial e deixar que fique muito mais difícil de tratar. O câncer de tireoide, quando diagnosticado precocemente, a gente consegue taxas de cura de 90 a 100%. Ah, assim como vários outros tipos de câncer de cabeça e pescoço. Só que se deixar passar, se esse esse prazo eles ele não for respeitado, a gente fica difícil conseguir alcançar essas taxas de cura. Então o o o melhor tratamento é quando ele é quando ele acontece precocemente nas fases iniciais da doença. E nesse caso, doutor, desse tipo de câncer, ele é mais hereditário? Um dos fatores principais? Não, não é hereditário. Ah, ele pode até ter um fator genético, mas hereditário mesmo de passar de pai para filho não é uma característica muito comum do câncer de tireiroide. Existe uma variante que é rara no câncer de tireoide que pode ter sim um fator hereditário, mas graças a Deus isso é bem comum. O mais comum é ter um câncer de tiroide ah ao acaso mesmo, né? Ah não relacionado a à a à genética de fato de pai e mãe. Eh, doutor, agora vamos falar um pouquinho sobre algumas dúvidas que as que a população em geral tem, né? Quando o assunto é câncer de cabeça e pescoço, por exemplo, né? Se a pessoa tá com muita dor na face e ela tem uma sinusite aí, como que ela pode diferenciar essa dor da sinusite de um caso mais grave? Por exemplo, um tumor aí no na nos seios da face? Boa pergunta. Ah, a gente tem que sempre lembrar que essas doenças, principalmente as sinusite, elas têm um curso benigno. O que que é isso? Elas têm, às vezes pode variar o tempo, mas elas têm mais ou menos um tempo que ela vai começar, vai, vai diminuir e vai encerrar. A, a sinusite pode até cronificar, mas fica a aquela sensação de uma doença bem tranquila e fácil de lidar, às vezes uma secreçãozinha mais clarinha e tal. Agora, a se isso tiver um tumor crescendo por dentro dos seios da face, ah, essa dor ela não tende a melhorar o o o incômodo, ele não vai melhorar muito, pelo contrário, ele progressivamente o paciente vai tendo piora, né? Ah, passou uma semana, não melhorou. Passou mais uma semana, começou a escorrer uma secreção em vez de clarinha, amarelada, mas com sangue. Ah, começou sentir um odor fétido saindo pelo nariz. Ah, começou a sentir um abaulamento no rosto que não tinha antes. Ah, uma dor que agora que passava com com o de pirona, agora precisa passar um tramal. Então assim, são informações que a própria doença vai dando que não tá ocorrendo de uma forma normal, como seria uma simples sinusite ou uma dor de face qualquer que seja, seja uma dor dentária, por exemplo, né? Então o a a própria o curso da doença que ele não vai cedendo, muito pelo contrário, ele vai piorando, isso vai indicando que algo de errado está acontecendo ali dentro. Correto, doutor? E uma outra dúvida também, os enxaguantes bucais, eles têm relação com a formação de tumores na boca? Existe alguns tipos de enxaguantes que eles devem ser evitados, principalmente os alcoólicos. Muitas vezes a gente até prescreve mais situações específicas, principalmente em pós-operatórios de cirurgias de boca, de cav de cavidade oral ou de faringe de garganta, mas eles não devem ser feito uso crônico. Esses enxagões blucais em uso crônico, ah, ah, podem ter algum efeito sim paraa formação de tumores. Agora, em usos esporádicos específicos por culto período, a possibilidade disso acontecer é muito baixa. Mas para uso diário existem enxagões bucais que não oferecem esse risco. Então assim, antes de utilizar qualquer enxagonte bucal, você precisa conversar com o seu sujão dentista que prescreveu ou com o médico que prescreveu para poder você entender e e e não cair nesse risco de estar usando uma coisa que pode no futuro te causer algum problema. Câncer na boca, ele também pode ser causado pelo uso de próteses dentárias. as pessoas, né, os idosos, por exemplo, que precisam colocar as próteses, quais os cuidados, né, que eles precisam ter para que alguma algum problema ali não vire uma doença, né, grave, por exemplo. O grande problema são as próteses que ficam muito tempo na boca, há muito tempo de utilização diária e também muito tempo de anos que tá sendo usada a mesma prótese, tá? Ah, quanto mais tempo a prótese é, mais velha a prótese é, ela vai ficando cada vez mais desadaptada na boca da do paciente. E essas desadaptações, às vezes, mais que o paciente não perceba, mas vai gerando microtraumas na gengiva, na mucosa da boca. E microtraumas pode se intensificar, gerando traumas maiores e a longo prazo, lesões repetitivas elas têm potencial de sim de virarem um câncer de boca, tá bom? Então assim, pacientes que usuários de próteses não devem fazer uso de prótese por mais de 5 anos com prótese velha. Essas próteses devem ser refeitas para que sejam readaptadas de uma nova condição na boca. E outra dica muito importante para quem usa prótese é não dormir com as próteses dentárias. É uma coisa que as pessoas fazem muito, que é dormir, ficar o dia inteiro 24 horas por dia usando a prótese. Isso não deve ser feito. A prótese, ela deve ser tirada da boca, colocada numa solução higienizante e ao amanhecer lavar a prótese, lavar a cavidade bucal e reintroduzir a prótese na cavidade oral para poder utilizá-la. Perfeito, doutor. É, outra dúvida que eu achei interessante trazer aqui para você esclarecer pro pessoal de casa e o consumo em excesso de carne vermelha, ele pode aumentar o risco de câncer, de desenvolver o câncer aí na boca ou na região da laringe. O excesso de carne vermelha, ele tá associado a ao aumento relativo de câncer, não especificamente de câncer de cabeça e pescoço, mas um câncer de forma geral por vários por micronutrientes presentes na própria carne vermelha. Agora, tudo em excesso, ele é muito ruim, seja uma carne vermelha ou qualquer outro tipo de alimento. Então assim, uma alimentação balanceada, seja com carne vermelha, carne branca e também verduras legumes, é sempre o ideal. eh uma alimentação com ricos em verduras, com livres de oxidantes e isso vai ajudar a a a promover longevidade paraa pessoa, tá? Então assim, é evitar de fato um um tipo de alimento em excesso. Eh, doutor, a gente comentando tudo, né, sobre esse assunto, qual que é a importância então do diagnóstico precoce nesses casos? Então, o diagnóstico precoce, ele é fundamental quando estamos falando de câncer de cabeça e pescoço. Ah, um câncer de corda vocal, um câncer de laringe, ele pode ter até 95% de chance de cura se eu descobrir uma lesão de 1 2 mm na corda vocal. Agora, se o paciente vier para mim com uma lesão de 2 cm, aquele paciente que já não consegue respirar direito, não consegue nem falar, então a taxa de cura diminui bastante. Então o acesso imediato e o tratamento imediato, ele promove taxas de curas muito interessantes, próximas a 100% até. Os dois tipos de câncer de cabeça e pescoço que a gente consegue mais altas taxas de cura é o câncer de laringe e o câncer de tireoide. Eh, o câncer de boca, apesar de ser muito grave, mas também se a gente for eh tratar em em lesões bem precoces, a gente também consegue taxas de cura de até 100%. o diagnóstico precoce e o tratamento imediato é a chave do de todo o o o processo aí no câncer de cabeça e pescoço. É por isso, qual que é a principal orientação, né, que você deixa para as pessoas aqui nesse nesse nosso primeiro bloco sobre o câncer de cabeça e pescoço e principalmente com relação aos sintomas, alguns sinais que o corpo vai dando e as pessoas às vezes negligenciam isso, né? Exato. A a a dica que a gente sempre dá é não subestime nada que você perceba de diferente no seu corpo. Ah, às vezes surge uma feridinha, um carocinho, um sintoma diferente. Ah, não, isso aqui não é nada não. Só que às vezes esse não é nada, não. Passa um mês, passa dois meses e a lesão tá ali e tá aumentando. Então assim, viu uma coisa diferente? Viu um carocinho que não tinha no pescoço, procura o médico. Vi uma feridinha na língua ou na gengiva, procura o médico, né? A a sentiu uma uma dificuldade para engolir, começou a engasgar, não engasgava antes, começou a engasgar, procura o médico. Então, assim, o acesso imediato, isso é muito bom, porque a gente vai conseguir eh diagnosticar precocemente. E às vezes pode não ser nada até, às vezes uma orientação resolve a questão, mas se for uma coisa mais séria, a gente tá prontamente ali para poder resolver o problema. É, e doutora, essa questão do engasgar, né, é só engasgar com alimentos ou líquidos ou também na própria fala? Isso já é um sinal? Nossa, a pessoa tá se atrapalhando para falar, tá errando as palavras? Isso, isso é também, isso chama atenção, é importante também é importante. Ah, só que a questão do engasgar, ele ele ele é muito mais complexo, né? Ah, porque a a deglutição, que é o processo de engolir o alimento, ele é um processo que envolve muitas estruturas do pescoço, né? E até eh eh envolve o externo nenô central, uma situação neuromediada. Então, vai desde uma incoordenação neurológica até uma incoordenação muscular da própria faringe da garganta ou então algum impedimento mecânico, alguma lesão, algum caroço crescendo dentro da garganta. Então, se a pessoa tá engasgando, mesmo que seja com a própria saliva, isso não é normal, né? Então, a gente precisa avaliar. Eh, doutor, a gente vai fazer um rápido intervalo porque no próximo bloco nós vamos falar sobre prevenção, diagnóstico e os tratamentos mais indicados para o câncer de cabeça e pescoço. Nós já voltamos. [Música] [Música] Estamos de volta com Saúde é Vida e hoje falando sobre o Júlio Verde, que é o mês de prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço com o cirurgião de cabeça e pescoço. do Hospital Albert Siben, Diego Rocha Moreira. Dr. Diego, no primeiro bloco a gente falou de uma forma bem geral, né, dos principais tipos desse do câncer de cabeça e pescoço, alguns sintomas, sinais. Eh, eu gostaria agora neste bloco a gente falar da importância de campanhas como Júlio Verde, qual que é o principal objetivo da da sociedade médica, né, dos médicos, eh, com essas ações, com essas campanhas. O objetivo dessas campanhas é sempre a gente massificar a informação, levar a informação de uma forma mais intensa ao máximo de pessoas possível. a gente sofre de um problema na especialidade, na cirurgia de cabeça pescoço, porque de uma forma geral não é uma especialidade que as pessoas popularmente conhecem tão facilmente, né? diferente de um ginecologista, de um cardiologista, que são especialidades médicas, que a população sabe, ah, eu tô com problema aqui no no saúde feminina, eu vou no ginecologista, meu coração deu problema, eu vou no Agora o cirurgião de cabeça, pescoço, muitas pessoas nem sabem que existem a especialidade. E a campanha Júlio Verde vem justamente para poder apresentar a especialidade e falar com pessoas que estão sofrendo de problemas de alguns tumores na região da cabeça pescoço que eles têm quem procurar, né, que eles têm um fonte de ajuda que é o cirurgião de cabeça e pescoço. E e a gente tenta nesse período aí de de do julho, através de das redes sociais, através de campanhas e até no boca a boca, no próprio consultório, através da da mídia, na televisão, nas rádios e até podcast, e levar essa informação a ao máximo número de pessoas para que as pessoas entendam o que é o câncer de cabeça e pescoço e também conheçam a especialidade que é a cirurgia de cabeça e pescoço. Com certeza. Doutor, até gostaria que você reforçasse qual que é o tema deste ano, né, da campanha do Júlio Verde. Nosso tema da campanha informação salva vidas, não? E isso é exatamente o que a gente tá aqui fazendo, trazendo informação de qualidade para poder salvar a vida de quem tá precisando. Exatamente. Doutor, vamos então, né, informar aqui a população como que é realizado o diagnóstico desse tipo de câncer. São, a gente comentou de vários, mas em geral, né? Certo? Então, a a o diagnóstico, ele precisa passar primeiramente por uma consulta médica, onde o médico vai conversar com o paciente e muitas vezes nesta conversa a gente consegue já direcionar bastante para entender o que que tá acontecendo. Então, a conversa que a gente chama de anamnese, que é coleta da da história da doença atual, e também o exame físico. Muitas vezes a gente diagnostica tumores, doenças na g cabeça, pescoço com bom velho exame físico, que é colocar a mão no paciente e palpar o paciente, sentir algum, alguma alteração, que seja no pescoço, seja na boca, no lábio, dentro da da boca, na cavidade oral, ou próprio no rosto ou couro cabiludo. Então, ao exame de palpação, o exame manual, ele é extremamente importante. Feito o exame físico e através da anamnese, a gente vai partir pros exames mais específicos, que aí a gente pode lançar mão de ultrassom, do pescoço ou da própria tireoide, tomografia e até ressonância magnética pra gente poder fazer um um um diagnóstico para poder localizar a doença e instituir o tratamento, tá? Eh, doutora, a partir do diagnóstico, quais são os processos para iniciar o tratamento? Correto? O tumor de os tumores de cabeça e pescoço são tumores primariamente de tratamento cirúrgico. Então, feito o diagnóstico, os exames que que nos ajudam a fechar o diagnóstico, o tratamento ele é cirúrgico, tá bom? Então ele precisa operar pra gente conseguir trazer o máximo de chance de cura pro paciente. Alguns tipos de tumores, ah, tumores de boca, tumores de glânda salivar, como de paróti ou ou tumores de de laringe, de da das cordas vocais, algumas vezes precisam ser complementados com radioterapia e ou quimioterapia, tá bom? pra gente poder a melhorar o o controle oncológico, o controle da doença local e também sistêmico. Nesses casos, primeiro, geralmente é feita a cirurgia em todos os casos ou tem casos que começa primeiro com a com a rádio ou com a químio? Via de regra, a gente sempre começa com a cirurgia por ser a a tumores que são primariamente cirúrgicos. Agora, em casos de exceção, onde a gente vê que um tumor é muito grande, ã, a gente às vezes eh eh opta por não iniciar com a cirurgia para fazer a rádioquimioterapia, mas com uma com uma um pensamento de tentar trazer cura com a rádioquimioterapia. Caso a rádia químio não a a não promova 100% da regressão do tumor, aí a gente reavalia o doente, faz novamente todos os exames que a gente fez inicialmente para poder que a gente fala de restadiar a doença e aí a gente traça uma nova conduta. E aí vamos operar ou não vamos operar? É passível de operação ou não é? Muitas vezes sim, a gente consegue fazer uma cirurgia de qualidade e e com ótimas perspectivas de cura. Outras vezes, mesmo após a radioquímia, por se tratar de um tumor já inicialmente muito agressivo e muito avançado, ainda assim a gente não consegue trazer a cura, porque a a cirurgia ela pode ser muito mutilante, né? Ou então você trazer um um malefício muito grande e não melhorar a qualidade de vida do paciente ou sobrevida. Aí a cirurgia deixa de ser um um uma opção boa pro tratamento. E no caso da imunoterapia, ela também é indicada. A imunoterapia, ela tem um papel, tá, em alguns tipos de tumores, tá bom? Ah, tem-se feito alguma coisa para para desses imun biológicos para tumores de tireoide, mas para casos bem bem específicos. O o o tumiróide é um é um bom exemplo de de câncer primariamente cirúrgico que a gente tem na região da cabeça e pescoço. Então, a aparecer um tumor, um câncer, a gente sabe que ele é maligno. O melhor tratamento, o que vai te trazer mais chance de cura, inclusive próximo de 100% é a cirurgia, né? Ah, e aí a cirurgia realmente ela melhor o tratamento. A imunoterapia seria para casos bem isolados, para casos atípicos ou para casos de doença disseminada quando tem metástes espalhados alguns órgãos e aí a imunoterapia pode ter alguma alguma eficácia nesse sentido. Eh, Dr. Diego, eu gostaria agora que a gente falasse um pouquinho da prótese fonatória. Muita gente não sabe o que é. Eu gostaria que o senhor explicasse o que que é essa prótese e para que que ela serve, como que ela pode ajudar o paciente, correto? Ah, a prótese fonatória, ele é um aparato que foi desenvolvido para ajudar na reabilitação de pacientes que tiveram câncer de laringe, câncer de corda vocal e tiveram que ser submetidos a uma cirurgia radical que a gente chama de laringctomia total. Ou seja, foi feita a amputação total do órgão da voz. Esse gogó que a gente chama de pomoinge, é aqui que fica as cordas vocais. Então essa cirurgia é retirado todo esse complexo da laringe. E aí a prótese a gente adapta ela após a cirurgia, após a cicatrização, para poder ajudar o paciente a desenvolver uma uma voz que não vai ser a custas mais da da das cordas vocais, mas sim de todo o tubo mucoso e muscular da garganta para ajudar a a reabilitar essa pessoa voltar a um convívio social, a a uma a uma vocalização e eh minimamente adequada. É muito interessante, né, essa questão do trabalho da prótese, porque ela devolve aí a dignidade pra pessoa, né, e as a volta da convivência com a pessoa na sociedade, porque é muito difícil, né, você retirar suas cordas vocais, você não conseguir mais falar. Então, e tem um trabalho muito bonito aqui no Iouu, né, da Unicamp, que eles fazem esse essa reabilitação com a prótese. Então, acho muito bacana esse trabalho, esse avanço, né, tecnológico. Sim. Ah, então assim, a, e esse é um grande problema que a gente tem quando a gente diagnostica um câncer avançado, principalmente de corda vocal, quando a gente explica pro paciente que o tratamento é laringctomia total, esse paciente muitas vezes entra em um desespero, porque o que ele não quer é ter essa amputação desse órgão. E o grande problema também, além de perder a capacidade, pelo menos temporária da voz, ele fica com aquele buraco que atraomia definitiva. Isso gera um estigma pessoal e pra sociedade, uma restrição muito importante. Então, se a gente consegue minimamente devolver uma capacidade de fonatória para esse paciente, esse paciente poder ir no mercado comprar um pão, comprar, fazer uma feira, pedir uma informação sem auxílio de outra pessoa, isso você devolve a dignidade pra pessoa. Isso é muito importante, isso faz parte do tratamento. Então, a gente tem que tudo avaliar essas questões na na na quando a gente tá diante de um paciente oncológico. Eh, doutor, e essa cirurgia para colocação da prótese, ela é uma cirurgia longa? Como que ela é feita? Não, ela não é uma cirurgia longa, é uma cirurgia relativamente simples, ah, onde a gente faz uma uma comunicação entre a traqueia, que já foi colocada aqui por aquele buraco no pescoço, e o o órgão do exôf atrás que fica da traqueia. a gente faz uma comunicação e coloca prótese lá atrás, permitindo a passagem de ar, né, para facilitar essa essa fonação e a gente vai ter o auxílio das fonudiólogos para poder reabilitar esse processo vocal, tá bom? Mas não é uma cirurgia complexa nem de grande porte, tá bom? E como que é o processo de recuperação para esses pacientes? Após a cirurgia, a gente da alta do hospital, esse paciente vai para casa, tem aquele processo de pós-operatório de qualquer cirurgia atende um pouco de repouso, o cuidado local, mas cicatrizado, esse paciente passa processo de reabilitação, né? Ah, os profissionais de foram audiologia, eles entram em ação neste momento para poder reeducar a musculatura do paciente, né, cervical de de esôfago, de de faringe, tudo aqui para poder esse paciente aprender como ele vai soltar os sons e poder eh eh novamente atrapalhar os sons e fazer que esses sons formem palavras, né? Então esse esse processo de reabilitação quem faz é a fornalologia e é um trabalho muito bonito que eles têm feito. Eh, doutor, vamos falar então agora do da prevenção. É possível a gente adotar algumas medidas no dia a dia, né, durante aí a nossa vida, eh, para prevenir o câncer de cabeça e pescoço, já que são bem variados, né? Então, a gente tem que tomar aí, acho que diversos cuidados. Sim, a gente tem que tomar diversos cuidados, desde o o uso do protetor solar, se a gente vai pensando do câncer de pele, até a a interrupção do uso do álcool, o o e do tabaco, a evitar a se expor a fontes de radiação ou inalantes químicos, isso é muito importante, isso ajuda a gente a evitar o o câncer de cabeça, pescoço. E hoje em dia uma coisa muito importante que que e virou meio que uma moda é o uso dos cigarros eletrônicos. Hoje a campanha do tabaco, ela foi muito eficaz e hoje quase não se vê fumantes de tabaco de cigarro convencional. Antigamente a gente a saía para alguma festa, a gente via pessoas fumando dentro de festa, fumando dentro de avião e e com a proibição disso, ah, naturalmente as pessoas foram deixando de fumar. Ah, e só que esse movimento a gente tem visto o contrário com advento dos cigarros eletrônicos, do dos pódios, dos vapers, até do narguil, a gente tem disso jovens fazendo uso novamente. Isso é muito problemático, porque esses dispositivos eles induzem o câncer de boca e de garganta e de corda vocal muito mais precocemente, muito mais agressiva do que o cigarro fazia. Se a gente via pessoas de 60, 70, 80 anos uso da vida toda de cigarro e álcool tendo câncer de boca, hoje a gente tem visto pessoas de 18, 20, 30 anos tendo câncer de boca por uso desses dispositivos e isso é muito grave, tá bom? Então a interrupção e melhor o não uso desses dispositivos, ele com certeza é um bom método preventivo. Com certeza. Esse é um tema, né, que sempre todo mundo debate, questiona, né, a essa esse aparelho, né, esse cigarro eletrônico, porque ele faz tão mal quanto o cigarro tradicional, né, se não fizer mais mal ainda, né, ambos fazem mal. Então, acho importante a gente reforçar isso aqui, né, doutor? Exatamente. Exatamente. A a alguns tipos de cigarros eletrônicos, ele pode ter uma carga tabásica até sem cigarros, né? Eh, isso depende muito do que é colocado. Eh, uma hora de sessão de darguil também equivale a aproximadamente o uso de 100 cigarros comuns. Então, só paraa gente entender quão potente pode ser isso e e quão catastrófico isso pode ser na na vida do usuário, né? Até gostaria de comentar com você se você acredita que esse número que o Inca divulgou, né, 300 e mais de 39.000 casos só em 2025. O senhor acredita que pode estar relacionado aí com a questão do cigarro, esse aumento, né? Ah, não, acredito sim, acredito. E e o uso de cigarros eletrônicos, eles têm eh eh colaborado para que esse esses índices aumentam, inclusive pro câncer de garganta HPV positivo, isso tem provocado também o aumento dos cânceres nesse sentido também. quando a gente tava observando uma queda da taxa dos câncer de garganta, porque o uso do cigarro do álcool tava diminuindo, mas agora com o advento do do da relação sexual desprotegida, a gente tem visto também o aumento dos câncer de garganta. Então isso tem acontecido também por esse fator. Eh, doutor, eh, países, né, da América Latina adotaram protocolos para tratar os casos, né, de câncer e de cabeça e pescoço. O senhor acredita que essa adaptação desses protocolos ajuda no diagnóstico, no tratamento? Isso é eficaz? Eu acho que ajuda e eu acho válido. O grande problema é que a gente vive num país que muitas vezes ah o protocolo, por mais melhor intencionado, às vezes ele ingessa a o acesso do paciente a ao sistema e dificulta a ação do profissional em relação ao tratamento, né? né? Se a gente vai pensando no Sistema Único de Saúde, ah, que que a grande maioria dos pacientes eles procuram, eles já procuram a gente com muitas vezes um câncer já sem perspectiva cirúrgica de tratamento curativo e se a gente inessa um protocolo, a gente pode piorar ainda mais. Então, os protocolos são bons, eles nos ajudam a entender e a e a e a e a ter o método de tratamento, mas eles precisam ser também individualizados. O paciente, ele não pode ser tratado como uma tabela, como um gráfico, ele precisa ser individualizado, ser tratado como um indivíduo. E o protocolo ele é bom, mas a gente tem que saber quando fugir do protocolo para poder tentar trazer o melhor pro paciente. Falando sobre os tratamentos pro câncer de cabeça e pescoço, eles são oferecidos no SUS, né, pela rede pública de saúde? Sim, eles são oferecidos, sim. Ah, e mas é é esse que é grande o problema, eh, principalmente quando a gente tá falando de câncer de boca e de garganta, de corda vocal, que são cânceres muito agressivos, muitas vezes pela dificuldade do acesso ao especialista, ah, e também às vezes pela própria característica do paciente, que muitas vezes é um homem, é uma pessoa do sexo masculino, eh, de um adulto mais idoso, ele tem mais resistência a procurar um médico. Então isso retarda demais ele ele chegar até a gente. Mas de mas para todos os efeitos, o SUS de uma forma geral ele tem o tratamento a a que a gente chama de ponta a ponta, desde o acesso da primeira consulta até o o pós-operatório ou a rádio quimioterapia. A grande o grande problema é que nem todos têm conseguido, tem conseguido esse acesso, nem todos têm chegado no momento ideal ao ao tratamento do SUS. Ah, hoje a gente tem a rede e de Camargo, que que garante que o paciente com diagnóstico ele tem o tratamento em até 60 dias, mas a gente ah esbarra nas burocracias e e no sistema que não tem ajudado. Muitas vezes esse paciente ele ele até consegue um encaminhamento, mas até sair a consulta e esses ambulatório sul são muito cheios e a fila de cirurgia é muito grande, até sair a cirurgia já passou dois, três, 4 meses e você não tem como passar esse paciente na fila de cirurgia porque já é uma fila de cirurgia oncológica. Aí você vai escolher quem que você vai operar de câncer. Então é muito melindroso, é muito complicado isso. Mas de uma certa forma assim, o SUS, o SUS ele dá o tratamento, né? a gente só precisa melhorar o acesso. É, com certeza, porque o tempo é muito precioso nesses casos, né? Principalmente se se já é um câncer mais avançado, o paciente não pode ficar esperando tanto, porque é crucial, né? É questão mesmo de vida ou morte. Exatamente. É crucial. É crucial. Eh, e muitas vezes a a além de de ser uma questão de vida ou morte, você pode até conseguir a a vida, você pode até conseguir a cura, mas às vezes é uma questão de uma uma cirurgia pequena ou uma amputação de um órgão grande. Às vezes é uma questão de tirar um pedacinho de 1 cm da língua ou tirar a língua inteira. Imagina você fazer uma cirurgia para tirar completamente a língua no paciente porque o câncer tomou a língua toda. Imagina você ter que fazer uma biópsia na corda vocal por uma lesão pequena ou ter que fazer uma larctomia total porque o câncer cresceu e tomou tudo. Então isso é muito importante. A gente precisa ficar atento nessas coisas. O paciente precisa entender também que ele não pode perder tempo, né? Por isso a importância, né, do do diagnóstico precoce também, né? o quanto antes detectar, correr mesmo para buscar esse atendimento. Exatamente. O o a chave do de tudo aqui é o é o é a informação para que a pessoa tenha a a a uma luz na cabeça numa ideia, poxa, eu preciso procurar um atendimento aí feito o atendimento, feito o diagnóstico precoce, feito o o o início do tratamento imediato, as chances de cura são muito boas. Então o tratamento precoce, sem dúvida, ela é a chave de todo o processo aqui no paciente com câncer de cabeça e pescoço. Doutor, e no caso desse dessa prótese fonatória, a pessoa também consegue fazer essa cirurgia pelo SUS? Ah, tem alguns alguns serviços oncológicos especializados em cirurgia de cabeça e pescoço que fazem, não são todos. Ah, eh mesmo mesmo assim ainda o o acesso para para reabilitação com prótese não é muito universalizado. Ah, e isso sim precisa melhorar de fato. Eh, doutor, e como que fica, né? Agora a gente falou diagnóstico, tratamentos indicados, prevenção. Como que fica mesmo a questão da qualidade de vida desse paciente após todo esse processo, após o diagnóstico do câncer, que não é um diagnóstico fácil, a pessoa fica abalada emocionalmente, a família também se abala, como que fica esse acompanhamento médico? Depois, a qualidade de vida. Qualidade de vida pós tratamento de câncer de cabeça pescoço é um capítulo no tratamento que deve ser levado em consideração. Então, o câncer de cabeça pescoço é diferente de qualquer tipo de câncer que a gente possa tratar, como câncer de intestino, de fígado, porque a por pior que seja, ele não interfere muito na questão do convívio social. Se eu tiver falando que eu vou tirar um câncer do rosto de um paciente, ele vai ficar com amputação, com defeito na face, então você interfere diretamente na qualidade de vida. Se você fizer uma larectomia com amputação da laringe, você interfere na qualidade de vida. Então, todos os tratamentos que eu propuser pro paciente, eu tenho que pensar como esse paciente vai lidar com o pós-tratamento. Muitas vezes o paciente chegou num tempo ideal, ele tem condições e eh físicas para ser submetido a uma cirurgia, mas se a gente entender que ele não suportaria a a uma carga emocional, uma carga de de de convívio com a própria sequela do tratamento, às vezes é possível você mudar a sequência e e às vezes desistir de uma cirurgia, optar só por uma rádioquimioterapia, porque a ah a é melhor paciente não às vezes não com tratamento ideal, mas pelo menos um bom convívio eh eh social do que um paciente com melhor tratamento do mundo, mas não consegue sair na rua para poder dar um bom dia pro vizinho que seja, porque ele ficou com uma sequela irreparável. E é muito comum, né, pessoas entrarem em depressão mesmo por conta desse diagnóstico ou até mesmo, como o senhor disse, das sequelas, né, que ficam. Exatamente. E essa questão de saúde mental, ela ela tem que entrar também no no plano de tratamento do paciente oncológico. Então, a gente sempre precisa de ajuda dos psicólogos, dos psiquiatras, pra gente eh eh conseguir cobrir o paciente de toda a tensão. Ah, a gente não pode ver o paciente com uma lesão no rosto, no pescoço, na garganta, com o tumor. A gente tem que ver o corpo inteiro, a gente tem que ver o sistema inteiro, né? desde da saúde mental, da psiqu de de coisas mais mais simples, né, como a coisas mais técnicas paraa gente, pro cirurgião. Agora, a gente precisa entender como esse paciente vai lidar com isso, né? Isso é muito importante. Eh, Dr. Diego, esse acompanhamento, né, do paciente aí pelo médico, ele tem que ser feito depois até quanto tempo depois de cirurgia e sessões de rádio, químio? Certo? Ah, eu costumo falar com meus pacientes que o paciente oncológico, ele é um paciente que não tem alta. O, a gente fala assim: "Ah, que agora você casou com com cirurgão, você casou comigo, né, que sou o seu cirurgão?" Porque a gente precisa acompanhar para sempre. É claro que quanto mais tempo passa, passados 5 anos, passados 10 anos, eh eh tempo sem volta da doença, quanto mais tempo passa, a chance da doença voltar, ela é menor, ela vai diminuindo com o tempo. Agora, dizer que eh não existe mais chances de um tumor voltar, de uma doença voltar, isso não pode acontecer. A gente tem relatos de artigos científicos de tumores de etióide, por exemplo, que voltaram depois de 20, 25 anos, 30 anos. Então, coisas inimagináveis, mas que é possível, né? Então, a a o acompanhamento ele deve ser feito, ele vai ser espaçado no na fase inicial do tratamento após a cirurgia, ele vai ser muito próximo, toda semana, todo mês, depois de dois em dois meses, seis em seis meses, até a gente atingir uma vez ao ano. Atingido um acompanhamento de uma vez ao ano, um paciente tá fora de risco de de baixo risco de recidiva, esse paciente pode fazer o segmento anual. E aí um segmento anor, ele é bem tranquilo. O paciente vem uma vez no consultório com os exames já solicitados previamente e você avalia se se está tudo bem e estando tudo bem ele vai voltar só no ano seguinte. Então isso é bem tranquilo, tá? Agora, realmente, no primeiro ano do tratamento, esse esse acompanhamento esse acompanhamento vai ser bem intenso. Nas primeiros dias após cirurgia vai ser semanal, depois ele vai espaçando e até a gente chegar nesse período de um ano, mas ele tem que ser feito, o acompanhamento, ele tem que ser feito por longo tempo inclusive. Dr. Diego, eu gostaria de agradecer a sua participação aqui no Saúde à Vida. Muito obrigada pela disposição e trazendo tanto informação importante aqui que informação salva a vida. Tá joia. Eu agradeço a a participação no programa e é muito importante mesmo a gente tá aqui levando informação paraa população, pros telespectadores, para que além da das pessoas conhecerem a especialidade, o objetivo o objetivo principal é que as pessoas possam entender se há algo de errado acontecendo e que busquem o tratamento imediato, tá bom? Para que a informação de fato salve vida, né? e o paciente não venha a a perder uma possibilidade de um tratamento porque negligenciou, porque subestimou uma feridinha, um carocinho, um nódulozinho pequeno que surgiu no pescoço, achou que não era nada. E então eh isso é muito importante. Eu agradeço por tá podendo falar disso aqui um pouco para milhões de pessoas aí. Tá bom? O saúde à vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]
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