TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Saúde é Vida | Janeiro Roxo
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

Saúde é Vida | Janeiro Roxo

115 views Publicado 19/01/2025 HD · 52:18

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

Transcrição completa do vídeo

40 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá pessoal mais um saúde é vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas hoje nós vamos falar sobre o Janeiro roxo o mês de combate a renase Mas antes você precisa saber que para participar do saúde é vida e sugerir um tema para o programa é bem fácil é só entrar em contato pelo nosso WhatsApp o DDD é o 19 o número é o 97 829 3776 vai aparecer aí na sua tela também um qrcode para você acessar pelo celular os diagnósticos de renias aumentaram em todo o mundo e o Brasil já registra mais de 20.000 casos segundo o último boletim da OMS a Organização Mundial da Saúde a doença ainda é cercada de preconceitos e estigma mas é fundamental que todos saibam que ela tem controle e tratamento oferecidos gratuitamente pelo SUS o sistema único de saúde e para explicar tudo sobre esse tema o convidado do programa de hoje é o dermatologista e Renó Marco Andre ciprian frad também presidente da Sociedade Brasileira de hansenologia e professor titular da faculdade de medicina de Ribeirão Preto a USP Dr Marco muito obrigada pela sua participação aqui no saúde e a vida Eu que agradeço Ana Paula a oportunidade de falar sobre ranen para você e todo o público que nos assiste Com certeza e Doutor pra gente começar Então vamos explicar pro pessoal que tá em casa acompanhando aqui o nosso programa o que que é a rancenize então a rancenize ela é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que tem uma atração pelos nervos das da nossa pele né então ela essa bactéria ela vive dentro dessas células que estão lá dentro dos nossos nervos que vai que vão ser responsáveis pela nossa sensibilidade sensibilidade ao toque à dor ao calor ao frio é essa sensibilidade que nos protege de viver bem no ambiente por exemplo eh né Essa questão da sensibilidade ao frio né o tocar na panela quente por exemplo isso tudo são esses nervos que a gente chama de nervos periféricos que nos protegem né O que faz a gente tirar a mão quando a gente toca numa panela quente o pé quando a gente pisa numa taxinha por exemplo e sente dor então esses estímulos é que vão ser perdidos aí pela bactéria quando a bactéria o micobacterium lepr eh contamina essas nossas células nas periferias Doutora a gente pode dizer então que ela afeta essas terminações nervosas do nosso corpo é isso sim ela começa geralmente né por essas terminações nervosas mesmo e elas vão se vão diminuindo com com o passar do tempo a sensibilidade de conhecer esses estímulos do meio ambiente seja ao calor ao frio a dor e ao tato então por isso que muit das vezes eu falo né as pessoas têm que ser habituadas a se tocar né Por exemplo no no no câncer de mama a questão do autoexame né do do do do da palpação da mama vê se tem algum caroço na renias começa muito pelo toque mesmo né sentir se você está sentindo passar dos dedos na sua pele de forma igual muito muita das vezes ela vai se manifestar sem até lesões de pele mas vão ser áreas que você vai passar a sentir diferente então muita eh eu passo a mão na minha mão eu tenho que sentir de forma igual em todos os locais de repente você começa a perceber que numa determinada área aqueles dedos parecem sentir menos ou às vezes até nem sentem né Né o passar dos dedos Isso é uma maneira grosseira de avaliar a sensibilidade tátil por exemplo mas isso já pode ser um sinalizador importante paraa ranen Dr Marco e como que que se transmite a rceni e acho que essa é uma pergunta também bastante importante para deixar de alerta aqui pro pessoal que tá em casa então a transmissão da hanseníase ela se dá por vias aéreas respiratórias né ou seja eh se a pessoa que não está em tratamento tem uma carga bacilar alta ela vai falar vai espirrar ela vai estar jogando no ambiente aquelas gotículas que vão ter ali vão carrear os bacilos da renias e para que se a pessoa pegue essa essa carga né como infecção vai depender de um tempo prolongado de convívio às vezes conviver em ambientes muito fechados né convivendo com pessoas que não estão em tratamento né então na literatura né a gente tem eh um um conhecimento de que 90% da população vai ter defesa contra o bacilo da rceni todos nós já entramos em contato com o bacilo da rceni Mas você de 10 indivíduos nove e oit eh vão estar protegidos não vão desenvolver a doença mas aí de de um a dois vão vão desenvolver a doença nas suas mais variadas formas clínicas o que que e o que que explica D paraa pessoa desenvolver a doença existe uma causa relacionada é a imunidade é a genética o que que explica uns terem e outros não então principalmente é a resposta imunológica que cada indivíduo vai fazer contra o bacilo Então você vai responder de uma forma eu vou responder de outra ou seja isso para a renias é é isso que torna a doença tão difícil às vezes de se estudar né que as pessoas eh acham né Muito difícil de estudar por quê é uma variabilidade de resposta enorme que cada um vai fazer para a contra o mesmo o mesmo bicho literalmente né a mesma bactéria que é uma bactéria relativamente simples de de de de uma constituição né de bases de DNA muito baixa muito pequena em relação às outras a a ao aos outros microorganismos mas ele é capaz de modular a resposta imunológica de forma muito variada Esse é o grande desafio da renias então quando eu falo que a pessoa vai desenvolver a doença é porque o bacilo ele tem mecanismos de entrar no nosso corpo ele fica escondido né durante muitos anos às vezes eh o tempo médio é em torno de 5 anos mas pode ficar 5 10 30 40 anos e ele só vir a manifestar né a doença vai se tornar uma manifestação visível palpável né depois de 20 30 anos então hoje a nossa população que está se adoecendo é muito a população eh com uma idade até acima dos 50 anos mostrando que a manifestação vai se apresentar quando o sistema imunológico dessa pessoa começar a envelhecer junto com a idade desse paciente então parece que eh os trabalhos estão começando a mostrar que essa questão do diagnóstico está muito relacionado acontecendo muito na fase mais avançada Da vida tem dois fatores uma é o fator de que mudou o sistema imunológico que a gente envelhece o nosso sistema de defesa também envel junto e faz com que a manifestação apresente mas a principal razão é que os nossos Profissionais de Saúde não estão reconhecendo Endo a renase no tempo que devia as formas mais precoces da doença que são mais difíceis de serem reconhecidas elas não estão sendo eh detectadas a tempo pelos nossos médicos e nossos Profissionais de Saúde que lidam eh no dia a dia aí com a com a atenção básica né atenção primária né Eh eh inicialmente falando Doutor Quais são os sinais e os principais sintomas da doença a gente falou da pele né da questão patológica mas existem outros eh sinais mesmo que que possam alertar as pessoas então Eh Ana Paula A questão não é nem eh que tem uma certa diferença de sinais e sintomas né existem sinais nós vamos estar caracterizando as manifestações da pele mesmo né que são as lesões mais mais claras né mais branquinhas mais que a gente chama de hipocrômicas né mas pode também ter placas avermelhadas caroços né avermelhados vinhos que podem aparecer porém esses sinais eles são sinais mais tardios hoje os nossos pacientes estão passando muito tempo com a presença de sintomas o que que o paciente sente antes dessas lesões de pele de pele aparecer então é são muitos sintomas que a gente chama de sintomas neurológicos relacionados a essa penetração das bactérias nos nervos periféricos Então os pacientes se queixam muito de dores nos nervos às vezes pacientes que ficam anos se queixando né com dores nos nervos seguindo o trajeto dos nervos por exemplo começa atrás do joelho aqui na lateral do joelho vai até na lá no no no pé eh dores no cotovelo com frequência né mas também associado dormência nas mãos e pés geralmente começa num dois dedos depois passa pro outro pé depois passa pra mão ou seja essa evolução lenta também fala muito a favor da ran ceninhas formigamentos câimbras espontâneas às vezes acorda à noite com câimbra num determinado dedo isso é muito específico e deve-se pensar mesmo em renias áreas adormecidas na pele como eu já falei anteriormente eh são esses os principais sintomas que a gente tem associado depois né de um certo tempo que pode vir aparecerem aí as lesões né de pele de Fato né Eh presente para o diagnóstico da ranin DR Marco e quem tem hanseníase pode desenvolver algum tipo de sequela também então nós estamos falando em relação a a uma eh eh a renias que é uma doença que acomete nervos nervo é um tecido que é um tecido muito mais difícil de se recuperar ele não substitui né ele não se recompõe na mesma forma original né que que se tinha antes então a o risco o grande problema da raninas são a as deformidades que essa essa doença pode trazer gerando incapacidade então por exemplo eh ela comete os nevos de de sensibilidade como eu já disse para você mas também podem acometer os os nervos motores principalmente a região do unar que é a região que faz esse movimento né de pinça que a gente faz isso pode ser perdido o paciente pode evoluir com uma garra desse jeito Por Exemplo né ou seja como que eu vou segurar um garfo se o meu dedinho não encontra o meu dedão né então isso são essa é uma situação que vai levar uma incapacidade para esse paciente exercer suas atividades laborativas normalmente até mesmo atividades do dia a dia de se alimentar de pôr os óculos né de abotoar uma camisa né porque ele não vai conseguir fazer pinça nos olhos né a renias acomete o nervo facial que é o responsável por abrir e fechar os nossos olhos isso tem uma capacidade de proteger nossos olhos de forma absurd então M das vezes o paciente vai perdendo isso aos poucos então ele vai tendo dificuldade de fechar o olho por completo E aí você pede o paciente para fechar o olho e ele tá assim né um olho fecha o outro fica aberto e nós temos que entender que esse paciente vai dormir e ele vai manter esse olho aberto então toda a sujidade a poeira da da cama do do do ambiente que ele está vai se acumular ali na corna isso vai gerar um problema porque também pode ter um acometimento da da córnea no sentido de perder a proteção a sensibilidade também está diminuída E aí essa sujeira fica para baixo e para cima nesse olho acaba arranhando a córnea o paciente faz úlcera na córnea e pode evoluir com cegueira também então é uma são quadros mais avançados mas são né igualmente graves e nos membros inferiores a perda de sensibilidade faz com que o paciente pise por exemplo numa taxinha num Caco de e fique o dia todo com ele ele perdeu a sensibilidade paraa dor isso faz com que ele não perceba que ele tem uma taxinha ali dentro daquele naquele pé mesmo literalmente ele vai perceber só no final do dia o pé já está ferido isso aumenta muito o risco de infecção secundária essa infecção causa dor muit das vezes que ele não percebe também isso vai inflamar vai infeccionar de forma maior pode contar inar o osso e assim o paciente evolui às vezes até para amputações né além disso a questão até mesmo de diminuição de força né pra gente andar o paciente perde a capacidade de levantar o pé Isso é o cometimento importante do nervo fibular que também pode acontecer na rceni Então são algumas formas né que a rceni pode deixar sequelas importantes e que o único caminho que a gente tem para que isso não aconteça é é diagnosticar cada vez mais cedo e tratar cada vez mais cedo com certeza Doutor falando sobre diagnóstico eu queria que o senhor explicasse como então é realizado o diagnóstico da hanseníase então o diagnóstico da renias ele é bastante desafiador que ele vai defender depender da minha eh da minha capacidade profissional vai depender muito do profissional médico né do enfermeiro reconhecer isso na lá no dia a dia e também da informação pra sociedade né porque o grande problema é que a gente tem pouquíssima informação do que que é a renase né Então tudo isso que a gente já comentou sobre sensibilidade a perda de sensibilidade não perceber mais o t de forma igual às vezes de sensibilidade ao calor ao frio né E a dor isso tudo as pessoas já tem que ficar atenta procurar a unidade de saúde o diagnóstico da renas é ess espmente Clínico então eu vou eh nós fazemos testes né usando por exemplo monofilamentos que são eh filamentos bem fininhos para avaliar se a pessoa está sentindo aquela determinada área em relação a periferia que deve estar normal isso é muito importante e nós fazemos eh nessa né nesse teste no no no próprio consultório eu vou testar também eu pego um cotonete com álcool numa Pontinha eu ponho álcool para dar a sensação de frio na outra eu deixo ele seco e o paciente tem que me falar se ele tá sentindo quente ou frio quente ou frio isso também é uma maneira de fechar que há uma perda de sensibilidade geralmente em Ilha isso também é corrobora Evo aí pro diagnóstico da raninas a dor a própria espetada a uma agulhinha por exemplo né se o paciente sente naquela região é igual o que ele sente fora daquela área suspeita isso também te ajuda muitas das vezes o paciente está totalmente anestes E aí a gente deixa Às vezes a espeta a agulha e o paciente não teve nenhuma reação a essa agulha não teve dor a essa sensibilidade então esses testes em conjunto avalia-se também todos os nervos periféricos desses pacientes a gente vai palpar na região do cotovelo vai palpar na região do do Punho do joelho né avaliar os movimentos oculares né da das pálpebras e avaliar outros nervos além de avaliar a sensibilidade de mãos e pés com esses monofilamentos que cada um tem um peso pra gente saber o quanto a pessoa já perdeu de sensibilidade Isso tudo a gente junta né faz uma análise conjunta disso que mu das vezes a gente tem que lembrar que a lesão de pele não está ali para fazer esses testes definidos então a gente acaba juntando todo e tudo isso num contexto E aí fecha o diagnóstico de hanseníase para iniciar o tratamento laboratorialmente a gente tem exames hoje que infelizmente ainda não estão disponíveis no no no no em todo o Brasil que são que é o exame na verdade que a gente faz uns raspados né um um um piquezinho nos lóbulos da orelha a gente raspa para tirar células dali de dentro e essas células são a levadas né colocadas num papel filtro isso leva para o laboratório onde a gente vai fazer o PCR que n é uma reação de cadeia em polimerase que é uma técnica igual se usou muito para fazer com covid né no covid fazse muito o RNA mas aqui a gente vai fazer pro DNA para ver se a gente tem né DNA do bacilo nessas células que é comprovador aí que a doença existe entretanto 50% dos pacientes vão ter esses exames também negativos né mas é um exame que é o mais sensível que se tem e que a gente luta né a Sociedade Brasileira de hansenologia luta para que isso seja incorporado o mais breve possível já está incorporado no SUS mas para situações muito específicas é o que a nossa luta é que isso seja um exame de rotina igual se faz um exame de sangue qualquer para identificação de outras doenças porque isso vai aumentar a sensibilidade Ou seja eu vou conseguir fazer um diagnóstico mais não que seja mais precoce mas eu vou aumentar o número de pessoas que possam ter a oportunidade de se fazer o diagnóstico com a presença do bacilo porque muit das vezes essas pessoas têm sinais muito pequenos de renias para que a clínica seja poderosa o bastante de ser reconhecida como um diagnóstico entendeu é esse hoje não pode continuar Doutor por favor desculpa não eh o que eu queria dizer que hoje um o um exame que é que é muito importante para raninas que detecta a raninas nas suas formas mais mais neurais né mais dos nervos propriamente é o ultrassom de nervos periféricos para mim hoje é o melhor exame complementar para o diagnóstico mais preco possível aí da renias porque eu estudo renias e desde eh por ultrassom na verdade desde os inícios dos anos 2010 lá e nós somos aqui na na faculdade de medicina de Ribeirão Preto nós eh o nosso grupo tem a maior casuística já publicada no mundo de ultrassom de estudos de ultrassom com pacientes de renias não não tem outro grupo que temha estudado mais isso e nós temos temos batalhado para que isso vire rotina também no dia a dia de R de Diagnóstico no SUS pelo ultrassom de de nervos periféricos que para mim é o exame mais sensível e mais até gente já tem padrões de especificidade que a gente consegue trazer pro diagnóstico da raninas e na avaliação dos contactantes é o que é mais sinalizador de forma mais precoce no dia a dia de quem trabalha com a ran diagnóstico exatamente eu ia até comentar que seria fundamental expandir né esses exames para toda a população que quanto mais cedo vier esse diagnóstico melhor é para quem né tiver aí com não não chegar não chegar aí num caso de sequela essas sequelas graves que o senhor comentou né Então isso que eu acho que é fundamental isso mesmo é doutor fundamental pode continuar não isso é fundamental só tô reforçando a sua fala sim né sobre essa necessidade porque se nós intervier antes que a sequela aconteça nós não vamos ter a incapacidade instalada né o paciente vai sofrer porque a gente tá protegendo esse tecido tão nobre que são os nervos periféricos eh Doutor falando um pouquinho do tratamento então eh ele tá disponível no SUS e eu queria que o senhor abordasse um pouquinho sobre esse assunto como que é feito esse tratamento e como que ele é disponibilizado pra população então o tratamento ele é eh infelizmente a gente tem poucas opções de tratamento felizmente é um tratamento que ainda é efetivo na maioria dos pacientes né são drogas que são é um conjunto de antibióticos de três antibióticos né da pisona ficina Hi clofazimina são antibióticos que estão sendo usados pro tratamento da renes há mais de 40 anos mas ele ainda é efetivo paraa grande maioria dos pacientes esse eh esse vem num kit mesmo e próprio numa cartelinha própria que o paciente toma uma dose na unidade lá perto né com o enfermeiro com médico ou com farmacêutico Ele toma a uma dose grande que a gente chama de dose mensal dose supervisionada mensal e depois ele leva o resto da cartela quando eh que ele vai usar dois comprimidinhos em casa todos os dias durante o mês todo depois de 28 dias ele volta para pegar a nova cartela isso é feito durante 12 meses né Dependendo da forma clínica A grande maioria são 12 meses mas pode ser tratado também com 6 meses eh esse tratamento ele é doado pela Organização Mundial da Saúde para o governo né Não só brasileiro mas pro mundo todo né E esse tratamento ele é disponibilizado gratuitamente e o ideal é que isso esse tratamento seja feito na no na localidade mais próxima da casa dele na unidade básica de saúde do SUS na reg na na na mais próxima da sua habitação da sua casa tá mas ele é facilmente disponibilizado nem sempre Eh esses kits ficam ali porque são vai vencer e tudo mais mas a partir do momento que nós notificamos que a renias é uma doença de notificação né obrigatória a gente notifica o SUS em si tem todo um mecanismo para que haja disponibilidade né desse desse kit para ir para aquela unidade básica de saúde nos mais longes nos mais longes locais que você possa imaginar que essa é a grande riqueza do nosso SUS né do Sistema Único de Saúde do Brasil exatamente Doutora a pra gente encerrar agora esse primeiro bloco A mulher que tá passando por tratamento contra a rancenize ela pode amamentar é uma dúvida né muito comum Olha ela pode eh amamentar entretanto eh o o o ideal seria né Lógico que a que a mulher não sabe quando vai ter renias e muita das vezes nem sabe quando vai estar grávida né isso o ideal seria realmente o a a paciente não não engravidar durante o tratamento das renias mas no seu caso aí você já tá me falando da amamentação né então assim nós eh pela pelo pelos protocolos nós não proibimos isso não há essa proibição de amamentação durante o tratamento da renase a criança ela vai ter manifestações relacionadas aos antibióticos muitas das vezes irritabilidade Gá às vees fica um pouco chorosa tem um pouco a ver porque passa sim pelo leite os medicamentos que o a paciente o paciente vai tomar a paciente vai tomar né então é algo que a gente tem uma certa dificuldade porque você tá tratando a paciente o ideal muitas das vezes é iniciar o tratamento por exemplo lá no terceiro no segundo e terceiro trimestre da gestação para que quando a criança nasça a paciente com certeza já não está transmitindo mais a doença né então isso a gente já pensa na transmissão e na proteção da criança mas os os protocolos tanto do Ministério da Saúde quanto o protocolo os guidelines né da Organização Mundial da Saúde ele não proíbe a amamentação durante o tratamento da ran Tá certo Doutor eh no próximo bloco nós vamos falar sobre a campanha do Janeiro roxo criada para alertar a importância do diagnóstico precoce e da conscientização da rancenise nós vamos para um rápido intervalo e já voltamos [Música] [Música] [Música] estamos de volta com o saúde a vida e hoje falando sobre o Janeiro roxo o mês de conscientização sobre a hanseníase com o dermatologista e também Renó Marco Andrei ciprian frad Dr Marco estamos de volta aqui com o nosso segundo bloco agora eu gostaria que o senhor reforçasse sobre a importância dessa campanha do Janeiro roxo Ana Paula a importância né da campanha do Janeiro roxo ela se dá porque é um momento que o ministério da saúde os movimentos sociais nós da Sociedade Brasileira de hansenologia nós lutamos para que se tivesse esses esse momento para fazer um alerta sobre a renias né Nós nós o grande problema da renias é a falta de formação e nós não temos campanhas publicitárias né Eh pelo próprio Ministério não se fala de rceni especificamente na na nas redes audiovisuais na internet são propagandas muito pontuais né a sociedade brasileira tem a campanha todos contra a ranen que a gente divulga uma parceria que com uma televisão aberta e fechada mas isso acaba Eh que que acaba aparecendo em vários momentos além do janeiro mas a ideia é alertar a comunidade levar informação sobre a ranen pelo menos sendo nesse mês de janeiro que é dado como Janeiro roxo né Assim como se faz para outras doenças né como o câncer de mama no no Outubro Rosa o câncer de próstata aí no Novembro Azul e assim vai mas a importância é alertar a população sobre os sintomas e sinais da renias para serem detectados o mais breve possível E tratando os pacientes de forma o mais breve possível também Doutor Por que que o senhor acredita que essa é uma doença ainda pouco falada então a hanseníase ela é muito carregada de preconceitos né e e assim no meu ponto de vista eu sempre falo né só o conceito destrói o preconceito né né então a por isso que eu luto muito pela informação atendo muitas quando a imprensa me chama tal sempre a gente a sociedade eh Brasileira de hansenologia tenta trazer o máximo de informação sobre a renis para melhorar o conceito a partir do momento que as pessoas têm ideia do que que é a doença que ela é tratável que ela é curável Elas têm menos medo e elas vão buscar mais apoio mais rápido para se tratar mais cedo né mas ela a renias ela vem né Muito carregada de estig Mas mesmo lá por causa da Bíblia né Principalmente por causa disso e a gente as pessoas têm dificuldade às vezes de atualizar essa Bíblia né então a doença que existia no passado que da hanseniase que era lepra né a gente chama de hanseniase no Brasil também numa campanha até para diminuir esse estigma né mas era uma realidade que não tem nada a ver com o que acontece hoje né era uma doença que realmente não tinha tratamento as pessoas eram partir do momento que elam diagnosticadas pelo sacerdote Não era nem pelo médico né então eram as pessoas que eram dadas como leprosas né e elas eram afastadas da comunidade e ficavam lá a própria sorte né e a doença ia de fato evoluindo com aquelas perdas né e assim infecções aconteciam as pessoas perdiam membros e etc Isso é uma realidade hoje que não acontece porque nós temos tratamento é uma doença que é é curável e que precisa ser reconhecida cada vez mais rápido por isso que eh a porém ainda esse preconceito essa carga de estigma ainda se mantém então Mita das vezes quando você dá o diagnóstico às vezes em criança essas crianças na escola elas são afastadas da escola porque está em tratamento para renias Ou seja é puro preconceito é falta de conhecimento do que se está fazendo e aí começam ter essas atitudes tem pacientes que eh perdem o emprego porque só foi diagnosticado não quer dizer que nem ele é incapacitado ainda para o trabalho mas só pelo fato de estar diagnosticado com renias essa pessoa é colocada à margem né às vezes do emprego da escola etc então Eh esse é o grande problema né E por o lado político né de na política de saúde pública que questão muitos gestores muitos prefeitos né e secretários de saúde eh tem uma ideia muito errônea da questão da rceni que acham que diagnosticar mais casos de rceni é depor contra o sistema de saúde daquela cidade né esse é o grande erro porque como a doença leva de 5 a 10 anos para se manifestar né todo o movimento toda todas as ações por exemplo nós aqui do centro de referência Nacional em dermatologia eh sanitária com ênfase em renias do Hospital das Clínicas a gente tem todo um trabalho de formar Recursos Humanos de levar treinamento para reconhecer pros Profissionais de Saúde de várias cidades inclusive aqui da nossa região mas também a gente vai para para pro Pará a gente vai para Pernambuco Tocantins vários outros estados levando a nossa expertise de como fazer o diagnóstico lá no campo sabe com um exame Clínico eh focado em renias e feito para diagnóstico das formas mais precoces da renias então mu das vezes a gente é mal visto quando a gente chega porque as os gestores têm essa cabeça né ainda equivocada em relação a isso mas todo o movimento que o prefeito né o secretário de saúde faz para levar treinamento paraos seus profissionais é esperado que o número de casos aumente né e Então esse aumento de caso ele não pode ser visto como algo ruim né porque isso é um investimento que o secretário daquele momento está fazendo e que muitos os seus antecessores não fizeram por isso que os diagnósticos vão se acumulando Então essa é uma briga política né uma confusão política que às vezes a gente tem que enfrentar né como profissional de saúde a gente tem que alertar conversar olha o que o senhor tá fazendo é algo que vai evitar que essas pessoas se tornem pessoas incapacitadas pessoas que vão ter uma uma um um déficit né uma uma vai se tornar incapacitada para na mão no pé ou no próprio olho no futuro então é o diagnóstico precoce sendo feito tratamento sendo instaurado e essa população protegida né gente Doutora até porque esse estigma social o não preparo desses profissionais pode ser um impecílio pro tratamento e e a doença continua eh evoluindo né E essas pessoas perdendo qualidade de vida perdendo emprego perdendo até a própria vida né A gente pode dizer uhum Ana Paula mais do que isso né Essa pessoa além dessas perdas todas que você trouxe para a pessoa ela está acontecendo mas voltando lá no nosso início da conversa nós estamos falando de uma doença que é transmissível que é infecciosa e trans ível ou seja essa pessoa mesmo que ela esteja com poucas manifestações ela pode ser um potencial transmissor da doença perfeitamente então deixar de reconhecer isso também tem um risco para a sociedade as pessoas estão transmitindo né E a gente não sabe quem realmente tá transmitindo na nossa comunidade então Eh é mais uma política que a gente precisa rever trazer mais rapidamente essa esse diagnóstico C cada vez mais cedo para tratar mais cedo e evitar as sequelas mas também diminuir a carga de transmissão da doença naquela comunidade e Doutor eh a questão do isolamento a pessoa diagnosticada ela precisa ficar totalmente isolada Como como que é isso eu gostaria que você explicasse Então esse é um Essa é uma das causas principais do próprio estigma né Nós temos que lembrar que até início dos anos 80 no no no nos anos 70 80 eh não só o Brasil mas vários países do mundo vários países no mundo mas o Brasil adotou a a política que existia que não existia tratamento o tratamento efetivo para renias ele passou a ser instituído a partir dos anos 80 ou seja praticamente ontem né então até esse início até Essa época o Brasil adotou uma política de is isolamento comp pulsor as pessoas que eram dadas como doentes para renias elas iam elas eram encaminhadas pela polícia sanitária para os leprosários os hospitais colônias que existiam em vários lugares no Brasil aqui na nossa região também tinha né tem ainda o o Bauru que fica como um hospital colônia mais pra história mas em São na na o hospital São Bento na região de Guarulhos e vários outros né que que existiam aqui então esse isolamento naquela época ele se justificava porque a gente não tinha tratamento efetivo hoje isso é absolutamente abominável as pessoas não precisam se isolar embora o preconceito seja enorme muitas das vezes elas se auto isolam né na sociedade mas é a partir do momento que a pessoa começou a fazer o seu tratamento segundo os dados da literatura 48 horas após a primeira tomada da dose grande os bacilos já se tornam inviáveis para transmissão na sua grande parte depois no na segunda dose grande isso se torna praticamente 100% de ausência de poder para se transmitir né então é algo que a gente não precisa eh ter isso aí como uma preocupação o importante é diagnosticar e tratar eu tá sempre falando isso por é diagnosticar ficar cedo a carga bacilar não tá tão alta já transmite menos trata começou a tratar a transmissão praticamente é Zerado então eu nem tenho eh as pessoas mas você não tem problema com de lidar com os pacientes de rceni Olha eu tenho tenho mais problema e mais cautela em relação à às outras pessoas que eu não sei que estão doentes porque elas podem est transmitindo porque o meu paciente ele já tá diagnosticado e já tá tratando então Certamente ele não vai ser o transmissor para mim exatamente eh Doutor eu tava lendo sobre esse assunto e eu vi da importância da vacina BCG no combate da rceni Eu gostaria que o senhor falasse sobre isso que eu acho que é bem interessante Então a questão da BCG ela é uma vacina que que a gente conhece a BCG a longa data o Brasil faz BCG na criança já na maternidade isso ele é um estímulo para melhorar a resposta imunológica celular dessa criança e ela vai ter uma defesa crusada para a tuberculose né então não que ela evite que o paciente possa vir a desenvolver a tuberculose mas se ele vier a desenvolver a tuberculose vai ser uma tuberculose muito mais Branda do que se ele Não tomasse a abcg o Brasil adota a dcg como proteção para as pessoas que convivem com paciente de renias então se eu faço o diagnóstico de um paciente de rceni Obrigatoriamente eu tenho que perguntar com quem essa pessoa vive Quais são as pessoas que convivem com ela e eu preciso examiná-las eu examino o o acompanhante né o o comunicante que a gente chama eh igual como se ele fosse um doente procurando lesões e alterações de nervos para se se for o caso positivo ele vai tratar se ele não tiver nenhuma manifestação nenhuma apresentação que faça o diagnóstico É a conduta fazer uma dose reforço da BCG Então quem tem uma quem tem nenhuma vacina faz a dose de BCG quem tem uma cicatriz geralmente é no braço direito toma uma segunda dose reforço e quem tem duas não se faz nada então para que isso para também dar uma acordar na resposta imunológica das células desse paciente porque se ele vier a desenvol pegar rceni vamos dizer assim né Essa renias não vai evoluir para suas formas mais graves Então esse paciente vai ser reconhecido de forma relativamente um pouco mais precoce e vai ser tratado mais rapidamente Mas o mais importante não vai permitir com que o bacilo Cresça com vontade sabe cresça livre e faça aquela as formas mais graves da renias é esse o objetivo da da da vacina BCG não é que a vacina vai proteger 100% as pessoas não é isso é que quem tem Convívio com paciente de renias tem cerca de 8 a 10 vezes mais chances de virar um doente então o que a gente faz com a BCG é melhorar a resposta e de repente esse paciente nem vai desenvolver mesmo aquela doença mesmo tendo vivido com paciente de rancer é D mar entendeu ficou Claro sim ficou sim perfeito o Dr Marco o tratamento da rancenise ele então é feito pra vida toda a doença se a pessoa abandonar o tratamento ela pode voltar ainda mais forte como que é isso pera aí eh eh ele não é feito pra vida toda a gente tem é um tratamento geralmente é um Esquema Único né Nós estamos trabalhando para ver se a gente institui novos esquemas com drogas mais modernas com Menos efeitos colaterais mas o tratamento que existe é a multidrog terapia que esse kit com três antibióticos e que a gente vai usar pro paciente durante 6 meses se ele for de formas palce bacilares que a gente chama de carga bacilar eh ausente praticamente mas eh ou ele vai tratar um ano então o tratamento de renias ele varia de 6 a 12 meses e a o paciente tem tem que tentar fazer a unidade de saúde tem que usar toda a sua equipe para que o paciente faça o tratamento né nesse período de 6 a 9 meses para Quem trata 6 meses e de 12 a 18 meses para quem tem que tratar em um ano Mas ele tem que receber pelo menos ou seis ou 12 kits desses né que são basicamente cada kit é um um mês né então são até de 12 a 18 meses mas geralmente a grande maioria dos pacientes se curam com esses períodos de tratamento Então fez isso a gente dá como paciente está curado porém nós temos pacientes que T carga bacilar mais alta muito alta eles vão ter dificuldade muit das vezes de Se Curar com 12 doses Então você vai ter que estender às vezes para 24 doses ou até mesmo buscar drogas alternativas Se eles forem casos mais resistentes mes a gente tem que usar outros antibióticos com esse esquema que eu tô falando para você que é o esquema padrão que a gente tem e mas assim não é um tratamento pra vida toda o importante é fazer nesses períodos porque se ele fica 3S meses sem receber as doses ele tem que começar o tratamento lá da estaca zero então é importante que tenha essa orientação para que o paciente Não desista do tratamento que às vezes trata 10 meses Ah não vou mais tratar fica o 11º e o 12º mês não é não não são dados na hora aí ele volta daqui se meses Infelizmente vou ter que voltar do mês zero entendeu lá do início por exemplo o senhor comentou o paciente abandona o tratamento com 10 meses essa carga viral quando ele voltar vai est ainda maior é isso que acontece não necessariamente carga bacteriana né não é viral mas a carga bacteriana dele é não necessariamente vai estar maior não é isso porque ele fez 10 meses de tratamento tem um impacto nessa diminuição mas nós temos que lembrar que esse é um bacilo que ele vive dentro da célula que tá dentro dos nervos periféricos por que que eu estou frisando isso isso são situações né essas situações são situações que dificultam a entrada né e o atingir do medicamento em todos os sítios que a gente tem dentro do corpo então eu eh eu tenho que tratar esse per de 12 meses de um ano por causa disso eu tenho que vencer a membrana da pele eu tenho que vencer antes disso passar pro no dentro do nervo ou seja o nervo é um tecido que tem dificuldade para permitir com que os antibióticos cheguem lá dentro Esse é um ponto e né você tem sítios muitas das vezes que a concentração de droga não chega no Ideal tão rapidamente por isso que a gente eh eh vai dando dar esse tratamento por um longo período porque também eu quero o antibiótico M das vezes só vai funcionar quando o bacilo for se multiplicar Então eu tenho que coincidir com esses períodos por isso que o tratamento da ranen iase da tuberculose né das micobacterioses de uma maneira geral são tão prolongados então assim são várias coisas né relacionadas por trás disso e que tem um um um um senso né o por que o tratamento tem essa a duração tão longa então se ele para de tratar no meio seja a gente não consegue falar que ele tá curado porque faltam dois meses por exemplo para ele se tratar então pode ser que tenha sítios que tenha bactéria lá escondidinha e que ainda não foi reconhecida pelo antibiótico ou seja ele vai tá até melhor mas daqui 2 3 4 anos o bacilo da raninas embora ele seja muito lento para se multiplicar que é quase 17 vezes mais rápido do que o da da da tuberculose por exemplo mas ele vai se multiplicar Então esse sitiozinho que é pequeno que o paciente acha que ele tá curado daqui 3 5 anos é batata vai est voltando a doença e a gente vai ter que retratar é doutor pra gente já então encerrar o nosso segundo Bloco Eh eu gostaria de saber então se a renias ela é possível ser prevenida a gente pode falar em prevenção com com relação a essa doença em relação à prevenção para renase ela o caminho é informar né levar informação para que o reconhecimento da doença seja cada vez mais breve mais rápido para que o tratamento seja colocado e iniciado cada vez mais rápido né esse é o grande caminho né Eh principalmente levar informação às populações mais vulneráveis né A questão de pessoas que vivem em ambientes muito fechados né população de Periferia por exemplo que que moram em casas né que tem um cômodo que ali dividem cinco pessoas né isso tem maior risco mas também as pessoas que não estão nessa situação renias não é uma doença exclusivamente de pessoas pobres eh são mais afetados por essa questão principalmente de moradia mas pessoas em situações mais eh eh diferenciadas também tem tem tem podem ter ranen as pessoas acham que ah só porque eu tenho né Um bom salário sou uma pessoa com uma renda diferenciada não vou ter renias e às vezes fica 10 15 anos sofrendo com dores dos nervos né com começam a se tornar incapacitantes pensam se em várias neuropatias e não se pensa em raninas Por uma questão apenas salarial vamos dizer assim por isso que a gente Tem trabalhado muito na sociedade brasileira a gente tem a campanha todos contra a renias a gente aqui na faculdade né a pós--graduação de clínica médica nós desenvolvemos podcast que chama a flor da pele vocês podem procurar né quem tá nos assistindo esse podcast conta a história de uma pessoa que foi internada hoje ele está o Seu Gilberto tem 93 anos e hoje ele nos conta como foi o período que Ele viveu nesses hospitais colônias e ao mesmo tempo a gente traz pontos da pesquisa nós temos um questionário de suspeição de ranen que aumenta muito a chance de se ter o diagnóstico de renias a partir dessas respostas que tem relação com esses sintomas e sinais que a gente conversou aqui nessa entrevista para que o paciente chegue mais cedo então os agentes comunitários de saúde distribuem esse questionário a gente usa a inteligência artificial para ver Quais os questionários são mais propensos né E que tem uma preferência de serem avaliados de forma mais rápida a gente usa isso aqui em Ribeirão Preto usou em Jardinópolis estamos usando em Tambaú né treinando Muzambinho e Minas Gerais quase toda a população Tambaú a cidade que já alcançou 93% da população que já foi respondida né que respondeu ao questionário a gente tá com toda a equipe de lá treinada e tá né assim mudou os dados né de de de de diagnóstico de renias mudou mudaram-se completamente por nós estamos fazendo esse trabalho proativo né Então esse é o ponto de maior prevenção se cuidar se tocar Vê como tá a sua sensibilidade se tá tendo muita cãibra dores nos nervos pense em renias converse com seu médico nesse sentido né Para que o diagnóstico seja feito cada vez mais rápido o tratamento instituído de forma mais rápida Antes que as incapacidades apareçam Tá certo então Doutor eu gostaria de agradecer a sua participação aqui no saúde e vida sua disposição em atender aqui a nossa equipe Nossa Ana Paula Eu que agradeço a você a toda a sua equipe a paciência para conosco e a Sociedade Brasileira de rinologia eh também agradece nessa oportunidade de falar né sobre raninas para a comunidade toda B Muito obrigado o saúde a vida fica por aqui obrigada também ao pessoal de casa pela companhia Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais a gente se vê no próximo programa [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE É VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
30:47

Saúde é Vida | Osteoporose

31:43

Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes

32:15

Saúde é Vida | Doenças do intestino

34:52

Saúde é Vida | Saúde do coração

34:08

Saúde é Vida | AVC em jovens: sinais, tratamento e a importância do atendimento rápido

30:54

Saúde é Vida | Lipedema: sintomas, diagnóstico e tratamento

38:02

Saúde é Vida | Alopécia - tipos, causas e tratamentos explicados

33:32

Saúde é Vida | Varizes: sintomas, mitos e tratamentos

32:56

Saúde é Vida | Abril Azul: diagnóstico precoce e inclusão no autismo

32:21

Saúde é Vida | Doenças hepáticas: sintomas, prevenção e cirrose

33:03

Saúde é Vida | Pressão Alta: Doenças silenciosas causadas pela Hipertensão Arterial

31:57

Saúde é Vida | Março Roxo: desmistificando epilepsia

31:51

Saúde é Vida | Março Lilás 2026: prevenção câncer colo do útero

30:09

Saúde é Vida | Março Azul-marinho: mês de prevenção ao câncer colorretal

32:19

Saúde é Vida | Março Amarelo: Endometriose — sintomas, diagnóstico e tratamento

34:25

Saúde é Vida | Fevereiro Lilás e doenças raras na infância

32:23

Saúde é Vida | Fevereiro Laranja e conscientização sobre leucemia

32:46

Saúde é Vida | Neuropatia Hereditária Sensitiva e Autonômica: sintomas e diagnóstico

32:30

Saúde é Vida | Fevereiro Roxo: lúpus e fibromialgia – diagnóstico precoce salva vidas

35:14

Saúde é Vida | Alimentação e saúde mental: como o intestino influencia emoções

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
5:55

Adote Um Bichinho | Semana 01 a 06 de Junho de 2026

32:05

Conexão Cultural | Instituto Hilda Hilst

31:17

Em Pauta | Roberto Alves

33:55

Faça Você Mesmo | Laços Cabelo Copa

34:35

Ponto de Vista | O Brasil está falhando com seus povos originários?

41:17

Questão de Ordem | LDO 2027: Como será definido o orçamento de Campinas?

17:34

Câmara Na Copa | Álbum do Mundial vira febre e curiosidades da Copa surpreendem

5:45

Câmara Notícia | 27ª Reunião Solene 2026