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SAÚDE É VIDA - INTOLERÂNCIA A LACTOSE
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SAÚDE É VIDA - INTOLERÂNCIA A LACTOSE

95 views Publicado 30/06/2022 HD · 27:53

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Especialista fala sobre intolerância a lactose.

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Música Olá, mais um Saúde é Vida começando aqui pela tela da TV Câmara Campinas e antes de falar qual que é o tema de hoje, eu quero agradecer a sua companhia e audiência e lembrar que a sua participação aqui no Saúde é Vida é muito importante. Faz o seguinte, está vendo esse número que está aparecendo agora aí na sua tela? É o nosso WhatsApp, anota ele, deixa aí guardadinho. E se de repente está aí conversando com um amigo, viu alguma doença na internet, ficou na dúvida, quer saber mais detalhes? Manda para a gente a sua sugestão, que nós aqui da TV Câmara vamos atrás de um especialista para tirar todas as dúvidas. E é sobre isso que a gente vai falar aqui, sobre intolerância à lactose. Uma dúvida que surgiu e nós fomos atrás de um especialista. Sabe o que é? Com certeza deve ter algum amigo que já falou aí, que ingeriu alguma coisa com leite e passou mal, porque tem intolerância à lactose. Mas o que é? Os sintomas, a causa, se tem cura? Quem vai falar tudo isso e muito mais pra gente é o médico Gabriel Garbato. É ele que está aqui na tela comigo, cirurgião do aparelho digestivo, a do Hospital Vera Cruz. Doutor, antes de começar o nosso bate-papo, muito obrigada por falar aqui com a gente do Saúde é Vida. A gente sabe que a sua vida é uma correria, estava agora há pouco em cirurgia, está até na sala cirúrgica, mas fez questão de parar tudo e falar com a gente hoje. Tudo bem? Primeiro, obrigado pelo convite, é um prazer ajudar com esse tema, que na verdade é um tema extremamente comum, a gente tem hoje muitos pacientes no consultório, tem queixas abdominais diversas, e aí dentre os diagnósticos diferenciais sempre surgem as intolerâncias alimentares, inclusive a intolerância à lactose, sendo uma das intolerâncias mais comuns. Então é um prazer conversar com vocês e tentar esclarecer um pouquinho mais sobre isso. Doutor, a gente está falando sobre intolerância à lactose, mas antes de falar dessa intolerância, o que é, explica pra gente o que é a lactose. Bom, a lactose é um açúcar, ela está presente no leite, nos derivados de leite. A molécula, né, a lactose é formada por três moléculas de glicose. Então, pra gente conseguir transformar a lactose em glicose, que é aquilo que é absorvível pro nosso organismo, a gente tem que ter duas quebras da lactose. Então, a lactose é um açúcar que se transforma em glicose a partir de duas quebras dessa molécula. Ela forma galactose na primeira quebra, depois, na segunda quebra, ela forma três moléculas de glicose. Então, basicamente, é o açúcar do leite dos derivados. E o que é a intolerância à lactose? A intolerância à lactose é o conjunto de sintomas relacionados àqueles pacientes que têm dificuldade de conseguirem converter esse açúcar, a lactose, em glicose. Por quê? Para eu conseguir absorver esse açúcar, para eu conseguir ter o disponível para entrar na minha célula, a lactose não entra. Ela tem que ser quebrada em glicose e a intolerância nada mais é do que a dificuldade de execução dessa quebra. Quando a gente tem uma dificuldade muito grande em realizar essa digestão, assim a gente pode chamar, a gente acaba digerindo a lactose por maneiras que não são as maneiras mais adequadas. Então, a gente usa as bactérias do intestino para digerir esse açúcar e com isso surgem os inúmeros sintomas relacionados à dificuldade da digestão. Então a intolerância é uma dificuldade de digestão do açúcar. Então, como o senhor disse, esse açúcar que vem do leite e também dos derivados dele? Exatamente. Leite, queijo, requeijão, todos os derivados têm a lactose, alguns em maior, outros em menor grau. Então, por exemplo, alguns queijos, pecorino, provolone, parmesão, eles têm um volume muito baixo de lactose, eles têm muita gordura. E alguns outros queijos, como o queijo mussarela, o queijo branco, eles são muito ricos nesse tipo de açúcar. Mas, basicamente, leite e derivados têm na sua composição a lactose, que é o açúcar do leite. E, doutor, a pessoa já nasce com essa intolerância ou acaba desenvolvendo ao longo da vida? É uma pergunta muito legal, porque atualmente a intolerância genética à lactose é bem mais rara. Não é tão comum. A maioria das intolerâncias à lactose são as intolerâncias adquiridas. Então existe um grupo de células no intestino fino ou intestino delgado, que a gente chama, que são responsáveis pela produção de uma enzima específica para a digestão desse tipo de produto. E aí, ao longo da vida, o paciente pode, por inúmeros motivos, ou infecções intestinais, ou algumas verminoses, por exemplo, a giardíase, perder esse grupo de células do intestino fino, que são as células responsáveis pela produção de enzima digestiva. Então, a gente tem muito mais intolerância à lactose adquirida do que a intolerância à lactose genética. Mas as duas existem, mas a adquirida é muito mais comum. Doutora, eu quero abrir um parênteses aí na sua resposta. A gente está falando aí de quando surge, né? Se a criança já pode vir nascer com essa doença. Na verdade, é uma doença, a primeira curiosidade, é uma doença intolerância à lactose ou não? Sim, ela se torna uma doença porque junto com essa dificuldade da digestão vem inúmeros sintomas e inúmeros malefícios para o paciente. Então a gente está tratando de uma doença, não é somente um estado. Ela realmente cursa com sintomas que prejudicam a qualidade de vida, mudam a microbiota, que são as bactérias intestinais saudáveis do nosso intestino, então realmente é uma doença. E doutor, voltando também aí na resposta anterior do senhor, a mãe amamenta a criança, ela come de tudo, toma leite, seus derivados, enfim, e amamenta. Esse bebê não apresenta nada, nenhuma intolerância, nada. Passou a tomar leite de vaca ou de outro tipo, começou a apresentar intolerância. Tem uma explicação para isso? A gente tem algumas diferenças importantes na composição do leite materno para o leite de vaca. Então, o leite materno tem um teor específico de gordura, tem os açúcares e tem glicose também, também tem alguns outros de proteína, lácteas, que não são compatíveis com essas proteínas do leite de vaca. Normalmente, as maiores diferenças entre o leite materno e o leite de vaca são muito mais relacionadas ao tipo de proteína do leite. Então, as alergias que a gente desenvolve normalmente quando a introdução do leite de vaca na vida da criança são mais relacionadas à proteína do leite de vaca, que é a caseína, uma proteína mais complexa, mais difícil de ser digerida quando comparada às proteínas do leite materno. A lactose vem numa composição muito mais concentrada, sim, no leite de vaca, mas ela já é existente no leite materno, em fases diferentes do leite. Então, o leite materno tem uma primeira fase, que é uma fase muito rica em açúcar, uma segunda fase, que já tem um teor proteico maior, e uma última fase, que é um teor de gordura muito maior. Então, por isso que é importante, por exemplo, para a mãe, que está dando a amamentação, que o bebê mame todas as camadas desse leite, porque elas são camadas nutricionais diferentes. O leite da vaca já é um leite totalmente diferente. Ele já tem uma proteína mais complexa, um açúcar mais complexo, mas é tudo misturado, não são faces diferentes. Então, eu acho que a introdução na criança também vem muito relacionada à alergia da proteína do leite de vaca, que é muito mais alergogênica, causa muito mais alergia do que o leite materno. Tá, e essa era a minha próxima pergunta. Alergia e intolerância, então, são diferentes? São diferentes. A alergia é mediada por anticorpos, ela cursa com outros sintomas que podem ser também sintomas de pele, sintomas respiratórios. A alergia à proteína do leite pode cursar com muco e sangue nas fezes, diferentemente da intolerância. A intolerância normalmente cursa com sintomas mais brandos. Falando em sintoma, doutor, quais são, então, os sintomas de quem tem intolerância à lactose? Normalmente, o paciente que tem intolerância à lactose sente estufamento, distensão abdominal. Aqueles pacientes que têm hábito intestinal diário podem tanto ficar com o intestino mais preso quanto ficarem com diarreia. A diarreia, o aumento do volume das evacuações, a alteração da consistência para a forma mais líquida é muito mais comum do que o intestino preso como sintoma de intolerância. Mas, basicamente, aumento de gases, distensão abdominal, diarreia ou constipação são os sintomas mais comuns. E, doutor, esses sintomas aparecem logo depois que a pessoa ingere alguma coisa derivada do leite ou o próprio leite, ou demora um pouquinho, algumas horas, um dia, para ela começar a se sentir mal? Normalmente, algum tempo depois, porque esses sintomas vêm relacionados à progressão da lactose, que é esse açúcar super complexo, que não é digerido nas porções mais altas do trato gastrointestinal e vai ser digerido no cólon. Então, esse tempo de trânsito da lactose não é meio imediato. A gente vai ter mais sintomas, muito mais proeminentes com o passar do tempo. Uma, duas, três horas depois, às vezes um dia depois, você acaba tendo repercussões. Porque você tem mais repercussões quando essa lactose chega no intestino grosso. E ela foi mal digerida no intestino delgado. Doutor, pesquisando aí sobre esse assunto, eu achei na internet pesquisas que mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose. Pode ser leve, moderado ou grave? Tem, então, esses três tipos, leve, moderado e grave, de intolerância? A gente imagina que a intolerância leve seja muito mais naqueles pacientes que têm uma perda parcial da capacidade de digerir a lactose. Então, um pouquinho ela digere, mas o restante acaba causando sintomas leves porque são digeridos por bactérias do intestino grosso. Os pacientes que têm intolerância mais severa podem cursar inclusive com perda de peso, com dor abdominal crônica, com diarreia crônica causando algumas síndromes desabsortivas, então perda de absorção de outros nutrientes por conta do aumento do ritmo intestinal. Então a gente consegue graduar muito mais relacionando aos sintomas e a todas as repercussões desses sintomas da intolerância. Então, aquele paciente que desenvolveu uma diarreia por períodos mais prolongados, ele desidrata mais, fica com o intestino mais inflamado cronicamente, acaba tendo sintomas muito mais graves e repercussões muito mais graves. Doutor, também tem tipos de intolerância? Eu estava dando uma olhada, tipo deficiência congênita, deficiência primária e deficiência secundária também. Essas três deficiências estão relacionadas à intolerância à lactose? Exatamente. Então, por exemplo, a deficiência congênita, a pessoa não tem o gene para determinação daquele tipo de célula que vai produzir a enzima que digere a lactose. Quando a gente fala em intolerância à lactose, a gente tem uma enzima digestiva chamada lactase que promove a quebra da lactose em galactose e uma segunda quebra da galactose em glicose, glicose, glicose. Então, uma molécula de lactose gera três glicose a partir de duas quebras com a enzima de lactase. A deficiência congênita, a pessoa não tem a célula produtora de lactase. Então, ela não consegue digerir em nenhuma das formas. A primária e a secundária são evoluções onde uma primária, a célula não produz a enzima, mas ela tem o gene para que a célula funcione. A secundária, na verdade, você já não tem uma produção, provavelmente por perda celular. Então, alguma infecção intestinal, por exemplo, a gente consegue correlacionar as giardiasis. Giardia, que é um protozoário que vive no intestino delgado, uma infecção mesmo, pode cursar com a morte celular dos enterócitos, que são as células produtoras dessa enzima lactase, e aí a partir da morte desses enterócitos, dessas células, por conta de um protozoário, uma verminose mesmo, a gente acaba não tendo o poder de produzir a enzima, mas porque as células morreram, então isso é secundário. E como que é feito esse diagnóstico, doutor? Nós temos dois tipos de teste. Nós temos o teste genético, onde nós vamos dosar a presença ou ausência desses alelos que vão determinar o start para a formação das células que produzem a enzima, e a gente tem um teste provocativo. O teste provocativo é até bastante difícil de ser interpretado por quem não está muito acostumado. Por quê? Imagine o seguinte, no teste provocativo, eu primeiro vou dosar a glicose, então a glicemia no sangue do paciente, em jejum. A partir de 8 a 12 horas em jejum, o paciente dosa o teor de glicose na corrente sanguínea, fez essa primeira dosagem, ele ingere 50 gramas de lactose pura. A ingestão por via oral de 50 gramas de lactose pura deve fazer com que o paciente converta essa lactose em glicose depois de determinados períodos. Então, em 30, 60, 90 minutos a partir da ingestão, eu vou reanalisar o sangue coletado para ver se o meu nível de glicose no sangue foi aumentando. Se o meu nível de glicose aumentar de maneira satisfatória, é sinal que esse paciente conseguiu converter de maneira suficiente todo esse líquido que ele ingeriu, toda essa lactose que ele ingeriu. Se de maneira não satisfatória não houver modificação nos índices de glicose, esse paciente não tem o poder de digerir a lactose. Então, este paciente é intolerante. Além disso, eu tenho que analisar, independentemente dos valores de curva de glicose sanguínea, a presença de sintomas. Existem alguns pacientes que conseguem digerir lactose, Eles têm uma boa curva, mas eles têm sintomas após a ingestão. Tem diarreia, tem cólica, dor abdominal, estufamento. Então, esse paciente também pode ser classificado como um paciente intolerante, mesmo com curva normal. E feito esse diagnóstico, doutor, como que é o tratamento? Normalmente, o tratamento é a suspensão de alimentos que tenham lactose. Então, é como esses alimentos são preparados, né? A gente pega o alimento, a indústria alimentícia pega o alimento que tem lactose, então, queijo, leite, adiciona a enzima lactase nesse produto e ela fornece um produto final que não tem o açúcar lactose não digerido. Ela já oferece o produto com glicose, através da adição dessa enzima externamente. externamente. Então, primeiro, a gente troca os alimentos, troca os produtos ingeridos pelo paciente por produtos zero lactose, ou a gente suspende os produtos que contêm lactose, também é uma alternativa, e existe um tipo de enzima que eu posso suplementar por via oral. Então, por exemplo, o paciente que é intolerante vai consumir algum produto que tenha lactose. Ele ingere um comprimido de lactase dessa enzima. Após a ingestão desse produto, dessa enzima, cinco, dez minutos depois, ele pode ingerir lactose, considerando que a quantidade que ele vai ingerir tem que ser meio equivalente à quantidade de enzima que ele tomou. E a gente tem uma duração desse produto de aproximadamente 50 minutos até uma hora. Então, são três modalidades que a gente pode tratar, pode suspender, pode usar produto zero lactose ou pode usar enzima. Entendi. Eu até vou pegar o gancho da sua resposta. Quando eu falei lá na redação que a gente ia falar sobre intolerância à lactose, vieram várias perguntas e até pediram para eu me perguntar, para eu perguntar para o senhor. Esse, não sei se é um remédio que pode falar, pode ser usado todos os dias ou só uma situação ou outra? Ah, eu tenho um aniversário, eu tenho um casamento, eu tenho algum evento, eu vou tomar esse remedinho. Como que é essa utilização? A minha orientação sempre é da seguinte forma. O paciente que tem possibilidade de tirar todos os produtos com lactose, os aerolactose, é o ideal. Porque aí ele não tem grandes necessidades de fazer o ajuste de dose do comprimido A minha preferência sempre é para retirar os alimentos E a utilização da enzima em situações especiais Então vai numa festa, no aniversário, vai comer brigadeiro Porque é muito fácil errar na dose da enzima A gente pegar a enzima, utilizar uma dose que seja insuficiente E ainda assim continuar com sintomas Então normalmente o que eu faço é isso Produtos zero lactose e uso eventual do comprimido Mas se o comprimido tiver que ser utilizado várias vezes ao dia E mais do que um comprimido por vez, também pode Não tem problema Não é o mais indicado, mas pode Doutora, uma outra pergunta também que pediram para eu fazer A pessoa tem intolerância à lactose Uma mais leve Mesmo assim, continua ingerindo produtos do leite, derivados Tem os sintomas, mas aí depois passa Falar, eu aguento os sintomas. Isso a médio ou longo prazo pode prejudicar a saúde da pessoa? Tendo intolerância e continuar ingerindo esses produtos? Pode, porque se ela continua ingerindo os produtos cronicamente, muito provavelmente essa pessoa vai mudar a flora bacteriana de uma maneira muito mais incisiva, vai ter muito mais bactérias deletérias, que são as bactérias que vão ficar responsáveis pela digestão da lactose e ela pode transformar uma intolerância leve em uma intolerância potencialmente muito mais grave. Então, a orientação é sempre de retirar a lactose da dieta do paciente que tem intolerância e não fazer uso nem eventual. A orientação principal é essa sempre. Doutora, intolerância à lactose, ela tem sido mais comum agora? Não lembro de antigamente falar de intolerância à lactose. Agora que a gente vê mais produtos disponíveis, mais gente sendo afetada por isso, está tendo um aumento mesmo? Ou é agora que está se falando disso? Eu acho que a gente tem duas coisas. Primeiro, nós temos um aumento nos diagnósticos. Talvez antigamente a gente fizesse muito menos diagnóstico de intolerâncias alimentares. Hoje a gente tem muitos recursos diagnósticos muito mais simples. Hoje você consegue fazer uma avaliação de intolerância à lactose em qualquer laboratório que tenha uma estrutura mínima, então é relativamente simples. E uma segunda coisa, a dieta predominantemente láctea tem que ser até os dois anos de vida. A partir dos dois anos de vida, a dieta não tem que ser predominantemente láctea. Não é que a gente não tenha que ingerir leite, mas se você puder diminuir o consumo do leite de vaca Para que ele não seja tão predominante na dieta, com certeza é muito mais fisiológico para o nosso organismo. E tem cura? A pessoa se cura dessa intolerância ou é o resto da vida, doutor? A genética não tem cura. As intolerâncias parciais relacionadas a condições clínicas intestinais, que são as intolerâncias à lactose transitórias, né? Aquele paciente, por exemplo, que teve uma infecção intestinal, aquele paciente que perdeu a flora bacteriana intestinal por algum motivo e por conta dessa perda desenvolveu bactérias que pioraram a digestão da lactose como um todo, aqueles pacientes que tiveram, por exemplo, uma giardia e perderam parte das células, eles podem sim se recuperar nas condições transitórias. Aqueles pacientes com intolerâncias ou genéticas, ou as mais severas, com perda de grande parte das células produtoras de enzima que já foram substituídas por células não funcionantes, esses pacientes já não vão ter essa recuperação. E diante disso, qual que é a orientação, qual que é a dieta, a alimentação que a pessoa que tem intolerância deve ter, então, doutor? Pra ter uma vida aí de qualidade. Eu sempre falo, aquela boa e velha alimentação da avó, arroz, feijão, carne, frango, peixe, verduras, legumes, ovo cozido, ovo mexido, tudo aquilo que a gente está acostumado a comer de uma maneira saudável, uma segunda coisa, descascar mais e abrir menos, então, comer mais frutas, comer mais legumes e usar menos produtos industrializados, porque a gente sabe que os produtos industrializados têm um teor de açúcar, têm um teor de lactose maior, mesmo o glúten, que tem uma relação de inflamatória também muito maior no trato gastrointestinal, e é lógico que a gente tem vontade de tomar um sorvete, comer um milkshake, etc., mas que isso seja muito mais eventual, que a rotina de vida alimentar seja muito mais baseada em alimentos saudáveis, Alimentos plantados, colhidos, não nos industrializados. Se não tratar, se não tomar esses cuidados, quem tem intolerância pode evoluir aí? Pode chegar muito grave, doutor? Pode, pode. A intolerância à lactose, diferentemente da alergia ao glúten, da doença celíaca, por exemplo, ela dificilmente vai evoluir de uma forma grave. Mas os pacientes que têm intolerâncias mais severas e ficam em um processo inflamatório, crônico, de longa data, ingerindo lactose sem um controle adequado, mesmo com os sintomas, eles podem chegar a quadros mais graves, sim. Num primeiro momento, isso é mais difícil, mas o paciente cronicamente inflamando o intestino pode desenvolver um quadro mais grave, inclusive prejudicando e piorando outras intolerâncias, né? Que elas acabam se sobrepondo. Doutor, a pessoa que quer evitar, não quero ter intolerância, é possível evitar? Com certeza. Eu acho que se você puder ter um hábito de vida saudável, um hábito alimentar saudável, dieta com fibra, tomando cuidado com aquilo que se come, diminuindo os alimentos pró-inflamatórios, diminuindo a farinha branca, diminuindo o açúcar refinado, diminuindo a gordura animal, isso tudo permite que se tenha uma saúde intestinal muito maior. A gente tendo uma saúde intestinal maior, as intolerâncias adquiridas, elas com certeza podem ser evitadas ou postergadas. Pelo menos postergadas com certeza. Evitadas naqueles pacientes, naquelas pessoas que têm um hábito alimentar muito mais saudável, é possível evitar sim. Aí então o recado do doutor Gabriel Garbato, ele que é cirurgião do aparelho digestivo do Veracruz Hospital. Doutor, infelizmente o nosso tempo é curto, passa muito rápido. Fica o convite para o senhor participar mais uma vez aqui do Saúde é Vida e tenha certeza que o seu recado hoje aqui foi muito rico e ajudou muita gente que está assistindo o nosso programa nesse momento. Muito obrigado pela oportunidade, espero ter ajudado, esclarecido algumas dúvidas. foi um prazer estar aqui com vocês e que vocês possam sempre que possível se eu for acionado se for chamado, vou tentar ajudar muito obrigado vai ser acionado novamente em breve viu doutor, muito obrigada a você de casa também, muito obrigada e lembrando que se quiser rever tudo que foi falado no Saúde é Vida de hoje faz o seguinte, entra lá nas nossas redes sociais esse programa está disponível na íntegra no Youtube da TV Câmara Campinas e lá você pode rever este programa e os demais também. Lembrando, tem alguma sugestão? O nosso WhatsApp é esse número que está aparecendo na sua tela, envia uma mensagem para a gente, nós vamos atrás desse tema aí para tirar todas as suas dúvidas. A gente se vê na próxima edição do Saúde é Vida, se cuida, tchau! Legenda Adriana Zanotto
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